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O que preciso saber sobre os Tumores da Região Hipofisária?

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O que preciso saber sobre os Tumores da Região Hipofisária?

Os tumores da região hipofisária, ou adenomas hipofisários, são relativamente frequentes e classificados pelo tamanho (microadenomas, até 1 cm, e macroadenomas,

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Perguntas respondidas neste vídeo

Vocês sabem qual é a importância desses tumores?

Eles são comuns, eles são raros.

Quais são os exames que nós podemos realizar e o tratamento?

Então nós procuraremos esclarecer algumas dúvidas dos nossos seguidores do canal. Os tumores da região hipofisária são tumores que hoje acabam sendo relativamente frequentes no nosso consultório, porque as pessoas têm maior acesso à realização de exames radiológicos para pesquisar outros problemas e acabam, às vezes, encontrando tumores na região da hipófise.

Bom, mas o que seria isso?

O termo funcionante significa quando ele é secretor de algum hormônio. E nós temos três, principalmente. O tumor produtor do hormônio de crescimento.

Quais são os exames que nós devemos realizar para a investigação de um tumor hipofisário?

Três são as frentes que nós devemos atuar quando nós diagnosticamos um tumor da hipófise. Todos os pacientes precisam de uma avaliação correta feita por um endocrinologista, para que sejam investigados todos os eixos hormonais, e, assim, nós determinarmos se aquele tumor é secretor ou não-secretor.

Ou seja, quando nós realizamos o tratamento cirúrgico, qual é o tipo da cirurgia que é realizada hoje em dia?

Com a evolução da tecnologia, hoje nós conseguimos operar tumores da região da hipófise completamente através das cavidades nasais, utilizando para isso um aparelho que nós chamamos de endoscópio. Geralmente, a cirurgia é realizada com a participação do otorrino laringologista e do neurocirurgião habilitado a realizar esse tipo de tratamento.

Transcrição completa do vídeo

Hoje nós falaremos sobre os tumores da região hipofisária. Vocês sabem qual é a importância desses tumores? Eles são comuns, eles são raros. Como nós podemos subdividi-los? Quais são os exames que nós podemos realizar e o tratamento? Então nós procuraremos esclarecer algumas dúvidas dos nossos seguidores do canal. Os tumores da região hipofisária são tumores que hoje acabam sendo relativamente frequentes no nosso consultório, porque as pessoas têm maior acesso à realização de exames radiológicos para pesquisar outros problemas e acabam, às vezes, encontrando tumores na região da hipófise. A hipófise é uma glândula que nós temos. Nós vamos aqui, nessa ilustração, demonstrar bem característico exatamente o local onde a hipófise está localizada. E a hipófise é importante porque é uma glândula produtora de hormônios. Ou seja, os hormônios servem para diversas funções no nosso organismo. Tanto funções relacionadas ao nosso bem-estar, ou seja, quando nós acordamos, quando nós dormimos, nós dependemos de um ciclo hormonal, como as, por exemplo, na fase reprodutiva, na secreção mamária, todas essas fases do ser humano, nós temos a liberação de hormônios. E alguns tumores podem desenvolver na glândula da hipófise. Esses tumores nós chamamos de adenomas hipofisários. E eles podem ser divididos em dois tipos. Tumores que nós chamamos de microadenomas, ou seja, são tumores que atingem, no máximo, um centímetro. E tumores que nós chamamos de macroadenomas, ou seja, tumores acima de um centímetro. Tanto o microadenoma quanto o macroadenoma, eles podem ser funcionantes ou não. Bom, mas o que seria isso? O termo funcionante significa quando ele é secretor de algum hormônio. E nós temos três, principalmente. O tumor produtor do hormônio de crescimento. E aí nós teremos duas situações específicas. Quando esse hormônio é produzido de forma exacerbada numa fase ainda antes da adolescência, nós teremos o que nós chamamos de gigantismo. Ou seja, são crianças que crescem de forma exagerada pela produção exagerada do hormônio de crescimento. No adulto, nós teremos uma outra situação. Porque nós já não temos mais, após o nosso término do crescimento, uma para a liberação deste hormônio específico. E daí, se na fase adulta nós começamos novamente a liberar esse hormônio, começam a ocorrer uma série de alterações. Como, por exemplo, o crescimento das mãos, dos pés, a deformidade que ocorre na face, com o alongamento da região da mandíbula, outras alterações internas, como, por exemplo, cardiopatia. São problemas relacionados a um excesso do hormônio de crescimento já na fase adulta. Neste caso, nós chamamos de acromegalia. Outro tumor de hipófise, secretor, é aquele que é a liberação do cortisol. E aí nós teremos uma doença chamada doença de Cushing, que é uma doença grave, em que a liberação exagerada deste hormônio do cortisol, levando uma série de alterações, como, por exemplo, o aparecimento de estrias na região do abdômen, o aumento da pressão arterial, o enfraquecimento dos ossos, é uma doença bastante grave causada pela secreção deste hormônio específico, que é o cortisol. O outro tumor de hipófise, que também nós chamamos de funcionante, é o tumor produtor de prolactina. Esse é o único tumor da região da hipófise, que, ao ser realizado o diagnóstico, o primeiro tratamento deve ser feito através da administração de um bloqueador hormonal, ou seja, de uma medicação. E, na maioria das vezes, os casos têm boa evolução com o tratamento medicamentoso. Os outros tumores da região hipofisária, que são não funcionantes, ou os que nós chamamos de não secretores, ou seja, são tumores que não liberam hormônio na circulação. Então, resumindo, nós teremos tumores que nós chamamos de microadenomas, são tumores com um tamanho menor que um centímetro, e tumores acima de um centímetro, ou seja, tumores que nós chamamos de macroadenoma. Eles podem ser funcionantes quando eles liberam hormônio, como eu já disse, os três principais, o hormônio de crescimento, cortisol e prolactina, e os tumores não secretores. Quais são os exames que nós devemos realizar para a investigação de um tumor hipofisário? Três são as frentes que nós devemos atuar quando nós diagnosticamos um tumor da hipófise. Todos os pacientes precisam de uma avaliação correta feita por um endocrinologista, para que sejam investigados todos os eixos hormonais, e, assim, nós determinarmos se aquele tumor é secretor ou não-secretor. Uma outra avaliação bem importante é a avaliação oftalmológica, porque nós sabemos que os tumores de hipófis acima de um centímetro, ou seja, macroadenomas, podem levar à compressão da região do quiasma ótico, ou seja, nós temos o nervo ótico do lado esquerdo, o nervo ótico do lado direito, e eles se unem no que nós chamamos de quiasma ótico. Essa união leva, se o tumor crescer, ele pode comprimir justamente esse local, e a pessoa começa a ter uma perda do campo visual, principalmente no campo visual lateral, direito e lateral esquerdo, que é bastante característico dos tumores de hipófis. E a outra investigação, obviamente, é a investigação radiológica, que ela deve ser realizada através de uma boa ressonância magnética, para que nós possamos planejar e, em alguns casos, acompanhar esse tumor. Feito, então, um diagnóstico de um tumor de hipófis, todos devem ser operados quando isso deve ser realizado. Em geral, os tumores de hipófis dependem de algumas características para que sejam operados. Os tumores secretores, como eu já disse, os tumores produtores de hormônio e de crescimento, os tumores produtores de cortisol, a indicação é o tratamento cirúrgico. Para aqueles tumores secretores, produtores de prolactina, em geral, nós devemos iniciar o tratamento com medicamento e acompanhar o paciente. Se há resposta, isso pode ser realizado através do acompanhamento com exames endocrinológicos e também com a ressonância nuclear magnética. Quando há uma boa evolução, nós manteremos o tratamento com medicamento. Quando o paciente não responde ao tratamento medicamentos, aí sim, nesses casos, também está indicado o tratamento cirúrgico. Para os tumores maiores, não secretores, que comprimem o nervo óptico e causam uma alteração visual, com perda visual, a indicação é o tratamento cirúrgico. Para aqueles pacientes em que existem apenas o achado de um tumor hipofisário sem que haja comprometimento visual ou outra alteração endocrinológica, nesses casos, o melhor tratamento é o acompanhamento radiológico. Se houver o crescimento desse tumor, aí sim, nesses casos nós poderemos indicar o tratamento cirúrgico. Como é, então, esse tratamento? Ou seja, quando nós realizamos o tratamento cirúrgico, qual é o tipo da cirurgia que é realizada hoje em dia? Com a evolução da tecnologia, hoje nós conseguimos operar tumores da região da hipófise completamente através das cavidades nasais, utilizando para isso um aparelho que nós chamamos de endoscópio. Geralmente, a cirurgia é realizada com a participação do otorrino laringologista e do neurocirurgião habilitado a realizar esse tipo de tratamento. A união do otorrino e do neurocirurgião é perfeita porque permite que nós possamos realizar uma boa, um bom acesso através das cavidades nasais, reduzindo assim as complicações pós-operatórias e o neurocirurgião pode, com um bom acesso realizado, executar a remoção da lesão. Então, hoje a cirurgia do tumor de hipófise é feita através de um tratamento chamado cirurgia endonasal, ou microcirurgia endonasal, utilizando para isso o endoscópio. Fiquem conosco, deixe aqui os seus comentários, as suas sugestões, dúvidas que vocês tenham que nós iremos responder e continuem aqui conosco no nosso canal.

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