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O que é o Seroma? Como Tratar?

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O que é o Seroma? Como Tratar?

O seroma é uma coleção de líquido inflamatório que pode surgir no pós-operatório, frequentemente relacionada a um hematoma prévio (acúmulo de sangue) que se tra

Perguntas respondidas neste vídeo

Muitas vezes, o hematoma é confundido com equimose, e qual que é a diferença de um para o outro?

O hematoma é uma coleção de sangue. Então, quando existe uma coleção de sangue acumulada em um espaço, a gente chama de hematoma. Então, se foi feito uma abdominoplastia e juntou sangue na região operada, a gente chama de hematoma.

E o que é o espaço morto?

Vamos pensar que essa mão é o músculo e essa aqui é a pele com a gordura. Se a gente não juntar os dois, ele pode acumular entre os dois líquidos. Então, muitas vezes, o ser também aparece porque tem espaço para ele acumular, e isso é comum nas cirurgias plásticas, porque a gente faz grandes descolamentos.

Bom, eu já falei de um dos tratamentos, que é a diminuição desse espaço morto, isso é algo cirúrgico, a gente pode fazer uso de drenos e esse dreno tem um momento certo de tirar, não é?

No dia seguinte, cada dreno tem sua indicação, eu vou ver se eu faço um vídeo também sobre o momento de tirar o dreno, e existem drenos que a gente deixa para tirar no dia seguinte, e tem drenos que a gente pode deixar até três semanas.

Transcrição completa do vídeo

Bom, antes de começar a falar sobre o seroma, eu vou usar um outro termo, coleções. Então, é muito importante, quando a gente vai falar de seroma, a gente saber quais são as coleções que podem aparecer no corpo após um pós-operatório. A mais conhecida é o hematoma. Muitas vezes, o hematoma é confundido com equimose, e qual que é a diferença de um para o outro? O hematoma é uma coleção de sangue. Então, quando existe uma coleção de sangue acumulada em um espaço, a gente chama de hematoma. Então, se foi feito uma abdominoplastia e juntou sangue na região operada, a gente chama de hematoma. Porém, quando esse sangue se infiltra nos tecidos, na gordura, na pele, e fica aquele roxo, a gente chama de equimose. Muitas vezes, quando tem um hematoma, acaba aparecendo uma equimose. Existe uma infiltração desse sangue nos tecidos, mas não pode se confundir um hematoma com equimose. Porque o hematoma, muitas vezes, a gente tem que tratar, a gente tem que tirar aquele sangue, aquele coágulo que se formou para ter uma recuperação melhor. O sangue é irritativo e ele pode gerar até dor, e pode futuramente evoluir para uma infecção. Então, dependendo da localização, dependendo da quantidade, a gente opta até, às vezes, por fazer a drenagem desse hematoma, desses coágulos que se formaram. O seroma acaba aparecendo, muitas vezes, por conta de um acúmulo de sangue no local, e que ele vai se desfazendo e fica em uma cor avermelhada, e a gente chama isso de seroma, porque ele já está ali com efeito. Então, é uma cor, é uma vermelhada mais clara. O seroma é um líquido inflamatório, então ele aparece muito em uma região que tem mais irritação. Então, no caso de um hematoma que acabou sendo, não feito diagnóstico, ou acabou sendo evoluído, ele pode, sim, ter essa confusão e evoluir para um seroma. O seroma também pode aparecer tardiamente, às vezes, na mama, ele pode aparecer, é um diagnóstico diferencial até mesmo de linfoma, e a gente precisa estudar esse líquido para poder fazer o diagnóstico, ou às vezes, está relacionado a algum trauma. Eu já vi até numa mama, paciente que não tinha feito cirurgia nenhuma, ter tido um trauma e evoluiu com o hematoma e depois ficou com o seroma, que ele teve que fazer algumas funções para esvazar esse líquido. Então, existe essa relação do hematoma com o seroma. O seroma, ele pode estar relacionado a uma infecção, então, às vezes, o paciente tem uma infecção, e fica produzindo aquele líquido inflamatório e que precisa ser drenado. Então, a gente também tem que ficar atento que o seroma pode estar relacionado a uma infecção. Às vezes, o paciente faz encher de gordura numa região e a gordura não pega, ou tem um trauma cirúrgico muito grande, com o derretimento de gordura, às vezes, esse seroma, ele tem um aspecto mais de gordura, e então, às vezes, é uma lipólise que teve, mas que pode estar relacionado e acaba tendo evoluído com o seroma. O seroma também aparece em lugares que foram feitas cirurgias, que ficam um espaço morto. E o que é o espaço morto? Vamos pensar que essa mão é o músculo e essa aqui é a pele com a gordura. Se a gente não juntar os dois, ele pode acumular entre os dois líquidos. Então, muitas vezes, o ser também aparece porque tem espaço para ele acumular, e isso é comum nas cirurgias plásticas, porque a gente faz grandes descolamentos. Tem técnicas que a gente faz para diminuir esse espaço, mas mesmo assim, esse é um dos motivos. Um outro diagnóstico que a gente tem diferencial para o seroma é as cirurgias em regiões que têm vasos linfáticos. Então, na axila e região inguinal, é possível aparecer um seroma e esse seroma ser um seroma de difícil tratamento, porque é uma região que pode estar drenando dos vasos linfáticos. Às vezes, a gente chama de linfosélio, ou seja, com o acúmulo de linfático. Então, é um diagnóstico diferencial e muitas vezes ele é chamado de seroma também. Às vez, também existem outras complicações, outros líquidos que podem se acumular, às vezes até a urina nas cirurgias urológicas, que também merecem um diagnóstico diferencial. Na face, a gente pode ter coleções, cirurgias de face podem ter saliva. Então, no pescoço, às vezes a gente manipula a glândula saliva e pode formar uma coleção e a gente, fazendo análise, a gente vê que é saliva. É importante saber o diagnóstico para a gente propor o tratamento. Bom, eu já falei de um dos tratamentos, que é a diminuição desse espaço morto, isso é algo cirúrgico, a gente pode fazer uso de drenos e esse dreno tem um momento certo de tirar, não é? No dia seguinte, cada dreno tem sua indicação, eu vou ver se eu faço um vídeo também sobre o momento de tirar o dreno, e existem drenos que a gente deixa para tirar no dia seguinte, e tem drenos que a gente pode deixar até três semanas. No caso de regiões que fazem esvazamento linfático, ganglionar e cirurgias urológicas, a gente deixa às vezes até três semanas o dreno, vai depender do débito do paciente. A gente pode fazer e funcionar essa coleção que se forma, e quanto mais funções a gente fizer, a gente tem mais chance de resolver essa coleção, então, muitas vezes eu gosto de funcionar duas, três vezes por semana até resolver ou até ter um volume mínimo em torno de cinco, às vezes dez ML, dependendo da região que formou o seroma. Outra maneira é injetar produtos, a gente pode injetar produtos que são esclerosantes, tem trabalhos mostrando com polidocanol, com tetraciclina, tem gente que injeta corticóide para agir de uma forma anti-inflamatória como a triancinolona, mas que não resolvem 100% dos casos, então é difícil a gente propor esses tratamentos para todos os casos que cada um tem uma indicação diferente. O mais importante é tirar o líquido, às vezes é possível até passar um novo dreno, mas tem o risco de uma nova infecção, fazer as funções também tem risco de apresentar uma infecção nas funções, então tudo isso tem que ser avaliado. Outra maneira é fazer compressões locais, então cinta cirúrgica, compressões locais podem ajudar a diminuir a formação do líquido e permitir que o próprio organismo feche aquele local, aquele espaço morto que está acumulando o líquido. Vocês são os motivos de aparecerem o seroma, como tratar o seroma, tem outras maneiras que a gente pode até conversar nos próximos vídeos, se você lembrou de alguma maneira se quer contar a sua história pode escrever aqui embaixo, se curtiu o vídeo curtir, comente, compartilhe e não deixe de se inscrever no nosso canal. Muito obrigado.

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