# Acordar de Madrugada: Causas e Soluções na Menopausa A Dra. Juliana Matto, ginecologista, aborda um problema comum entre mulheres: acordar de madrugada e não
Isso pode ter relação com a menopausa, mas o horário em que você acorda sozinho não revela a causa. Eu sou a doutora Juliana Matto, médica ginecologista e hoje eu quero ajudar você a reconhecer o que vale observar no seu sono e quais caminhos de tratamento podem fazer a diferença.
Os sintomas vasomotores, que são esses, são conhecidos como os calorões e suores noturnos e podem fragmentar o sono na transição menopausal. Às vezes, a mulher lembra do calor, outras vezes percebe principalmente que a noite foi interrompida.
Quando existe indicação para tratar sintomas da menopausa, o controle dos calorões pode melhorar o sono. Ainda assim, ela não substitui a investigação de apneia ou tratamento de uma insônia que continua apesar da melhora desses sintomas.
Você está exausta, consegue pegar no sono mas acorda de madrugada e não consegue dormir de novo? E no dia seguinte qualquer tarefa parece exigir mais esforço, não é? Isso pode ter relação com a menopausa, mas o horário em que você acorda sozinho não revela a causa.
Eu sou a doutora Juliana Matto, médica ginecologista e hoje eu quero ajudar você a reconhecer o que vale observar no seu sono e quais caminhos de tratamento podem fazer a diferença.
A primeira pergunta aqui é: o que acontece junto com esse despertar? Por acaso você acorda com calor, suor ou necessidade de tirar a coberta? Os sintomas vasomotores, que são esses, são conhecidos como os calorões e suores noturnos e podem fragmentar o sono na transição menopausal.
Às vezes, a mulher lembra do calor, outras vezes percebe principalmente que a noite foi interrompida.
Isso pode começar antes da menstruação parar definitivamente no período perimenopausa.
Por isso, ainda se você menstruar, isso não exclui a participação dessa fase nas mudanças do sono.
Mas também não significa que todo despertar nessa idade seja hormonal.
Algumas mulheres acordam preocupadas com trabalho, outras sentem dor ou precisam ir ao banheiro.
Também podem existir efeitos de medicamentos, uma ansiedade, a depressão ou algum outro distúrbio do sono.
Essas possibilidades [música] podem aparecer juntas e as justamente por isso que uma solução única costuma ser insuficiente.
Há uma causa aqui que merece atenção: a apneia do sono.
Nela, a respiração ela sofre interrupções repetidas durante a noite.
O risco aumenta após a menopausa e a apresentação nas mulheres nem sempre segue aquela imagem de alguém que ronca muito e dorme sentado durante o dia.
Cansaço, sono pouco reparador, insônia também podem aparecer.
Ronco alto, pausas na respiração percebidas por outra pessoa ou despertar com sensação de sufocamento são pistas para procurar uma avaliação.
Quando necessário, o profissional pode indicar um estudo do sono, que é a polissonografia.
E aquela explicação que aparece nas redes sociais de que acordar às 3 da manhã é sempre o cortisol alto.
Um horário específico não permite esse diagnóstico.
A avaliação considera a história toda.
Pedir exames hormonais indiscriminadamente pode desviar a atenção do que realmente está interrompendo o seu sono.
Existe ainda um ciclo bastante desgastante.
Você passa uma noite ruim, deita cada vez mais cedo para compensar e começa a vigiar o relógio.
Ao acordar, você já pensa: "Amanhã não vou conseguir fazer nada".
A preocupação com sono passa a fazer parte do problema.
Isso ajuda a entender por que a terapia cognitivo-comportamental para insônia é tão importante.
Ela é um tratamento estruturado com técnicas específicas para reorganizar o sono e trabalhar pensamentos e comportamentos que mantenham a dificuldade.
Vai além de receber a orientação genérica para relaxar.
Para a insônia crônica, costuma ser uma das primeiras opções de tratamento e pode ser combinada com o cuidado dos sintomas da menopausa ou de outras condições.
Algumas técnicas exigem acompanhamento.
Não é necessário tentar montar um protocolo sozinho.
Enquanto você busca avaliação, observe a sua rotina.
Manter um horário relativamente regular para levantar, reduzir a cafeína no fim do dia e preparar um quarto escuro e confortável na hora de dormir são medidas úteis.
Também vale olhar com atenção a ingesta de álcool.
Ele pode facilitar o início do sono e depois favorecer uma noite mais fragmentada.
Você fica acordando muitas horas.
Um diário por uma ou duas semanas pode ajudar também.
Anote aproximadamente quando você deitou, quando você levantou, como foram os despertares e se houve calor, se você bebeu alguma bebida alcoólica naquela noite ou se são cochilos.
Não precisa transformar a noite em uma fiscalização de cada minuto.
O objetivo é levar informações práticas para consulta.
E a terapia hormonal, hein? Quando existe indicação para tratar sintomas da menopausa, o controle dos calorões pode melhorar o sono.
Ainda assim, ela não substitui a investigação de apneia ou tratamento de uma insônia que continua apesar da melhora desses sintomas.
Se a dificuldade está se repetindo e prejudicando o seu dia, procure ajuda.
Não é preciso esperar chegar ao limite de exaustão.
E se estiver com sonolência a ponto de comprometer a atenção, evite dirigir.
Na próxima consulta, conte como é sua noite e não apenas que está cansada.
Reconhecer o padrão do problema permite escolher um tratamento mais adequado.
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Até o próximo vídeo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.