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Depressão na Terceira Idade, o que devo fazer?

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Depressão na Terceira Idade, o que devo fazer?

A depressão na terceira idade é um transtorno psiquiátrico muito prevalente, frequentemente desencadeado por alterações neurológicas do envelhecimento e por fat

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Perguntas respondidas neste vídeo

Além disso, é importante destacar que a depressão no idoso, muitas vezes é uma depressão mascarada, o que significa?

Ela não se apresenta com os sintomas típicos da depressão, que são a tristeza, a angústia ou o choro. Muitas vezes o paciente idoso apresenta apatia, aumento dos sintomas físicos, como dor, palpitação, declínio cognitivo, inclusive a depressão é um dos diagnósticos diferenciais importantes para se diferenciar, a serem diferenciados das demências, dentre as mais comuns a demência do tipo Alzheimer.

Transcrição completa do vídeo

Olá, eu sou o doutor Marcos Galã Morilo, médico geriatra do Instituto Amato. Hoje eu vou falar sobre depressão e envelhecimento. A depressão é um quadro clínico-psiquiátrico que acomete as pessoas durante a vida, mas, em especial, na população idosa, ela é extremamente prevalente, ou seja, é muito frequente o paciente idoso desenvolver em algum momento um transtorno depressivo.

Isso ocorre pelas alterações fisiológicas e neurológicas próprias do envelhecimento cerebral que propiciam os sintomas depressivos, e também por eventos estressores, ou chamado fatores precipitantes, ou de gatilho, que essa população está mais sujeita. Como, por exemplo, os idosos passam por VIU-Vs, eles perdem familiares ou amigos, o idoso é mais sujeito a alimentações físicas, como dor, dificuldade de movimentação, déficit auditivo, visual, e também o idoso é mais sujeito aos déficits intelectuais. Além disso, é uma população que ingere ou precisa de um grande número de medicamentos, alguns deles podem causar depressão.

É importante diferenciar a tristeza da depressão, que é considerada uma síndrome clínica, uma síndrome depressiva. A tristeza é uma reação emocional comum em momentos em que a gente passa por adversidades ou frustrações, ela permite uma reflexão mais profunda sobre a vida, e a tristeza é importante para elaborarmos as perdas e levarmos a vida adiante. A síndrome depressiva é uma situação em geral em que os sintomas vão surgindo, demoram para passar e são paralisantes.

Os sintomas depressivos podem acometer várias áreas da vida humana. Na depressão, o paciente começa a apresentar distúrbios de sono, seja excesso ou falta de sono, alterações do apetite, como falta de apetite ou excesso de apetite, falta de energia, desânimo, anedonia, que é dificuldade para sentir prazer em coisas que antes eram vividas com satisfação. Por exemplo, aquele idoso que sempre gostou de assistir os jogos de futebol e que não liga mais, ou não vê mais graça em ver os jogos pela TV, ou mulheres que têm o hábito de fazer tricô, gostavam de receber a visita dos netos, isso passa a ser uma situação sem graça, isso é o que denominamos de anedonia.

Além disso, é importante destacar que a depressão no idoso, muitas vezes é uma depressão mascarada, o que significa? Ela não se apresenta com os sintomas típicos da depressão, que são a tristeza, a angústia ou o choro. Muitas vezes o paciente idoso apresenta apatia, aumento dos sintomas físicos, como dor, palpitação, declínio cognitivo, inclusive a depressão é um dos diagnósticos diferenciais importantes para se diferenciar, a serem diferenciados das demências, dentre as mais comuns a demência do tipo Alzheimer. Então, diante de um declínio cognitivo no idoso, nós devemos pensar, estamos diante de um paciente com um transtorno psiquiátrico como a depressão ou com uma doença neurodegenerativa como a demência de Alzheimer.

É importante na população idosa diferenciarmos os sintomas da síndrome depressiva da reação natural de luto. A reação de luto predomina a tristeza, a falta de energia e sabemos que cada pessoa tem o seu tempo para viver o luto. Devemos nos preocupar quando esse paciente que está vivendo o luto, começa a apresentar sintomas como muita culpa, excesso de perda de energia, dificuldade para retomar as atividades básicas da vida diária ou até sintomas como delírios ou alucinações.

Quando trazido à consulta médica, em geral pelos familiares, o paciente idoso deve passar por uma bateria de exames para um diagnóstico diferencial. O diagnóstico de depressão deve ser realizado na consulta médica por um especialista. Num primeiro momento, principalmente nos pacientes idosos, é importante fazer um diagnóstico diferencial de outras doenças que podem causar sintomas depressivos, dentre elas as demências, os quadros orgânicos e é necessário realizar exames complementares para um bom diagnóstico.

Feito o diagnóstico do transtorno depressivo, principalmente nessa população, nessa faixa etária, o melhor tratamento é com medicamentos, os antidepressivos. Existem diversos tipos de medicamentos e cada vez eles são melhores. E é importante que não se retarde o início dessa medicação, que se utilize as doses corretas, ou seja, não se subtrate os sintomas, significa tratar mais ou menos, e que a medicação seja usada durante o tempo necessário, que pode parecer longo ao paciente, mas não é, para melhorar a completa dos sintomas.

A psicoterapia associada amplifica ou ajuda a obter melhores resultados. Caso você tenha dúvidas, não hesite em colocar as suas perguntas aqui abaixo e não esqueça de se inscrever no canal. Até o próximo vídeo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.