O episódio aborda a obesidade como doença, esclarecendo que mesmo pessoas esteticamente magras podem ser obesas devido a condições como sarcopenia (perda muscul
Sim, isso pode acontecer. Essas situações muito específicas não é o mais comum, mas algumas situações a pessoa tem uma sarcopenia, que é a diminuição da massa muscular e um aumento da gordura corporal, do percentual de gordura corporal.
Essa observação é perfeita, maravilhosa, inclusive, porque existe essa confusão. Veio muitos programas, as pessoas estimulando a aceitação do corpo, o estímulo da imagem de obeso saudável, no entanto, a obesidade é uma doença em todas as situações.
As mulheres têm uma maior prevalência por menor metabolismo, questões hormonais, menor massa muscular, acaba com que as mulheres têm mais prevalência de obesidade e os mais adultos acabam tendo a maior prevalência de obesidade, devido às questões da alimentação.
Todo mundo percebe, não precisa ser especialista para perceber que, no decorrer dos anos, a gente acaba ganhando um pouco de peso, com mais facilidade. Mas é basicamente por isso. No entanto, infelizmente, cada vez mais as crianças têm tido uma prevalência cada vez maior de obesidade entre as crianças, o que é ainda mais preocupante, porque se na infância já está com diagnóstico de obesidade, imagina no decorrer dos anos.
Sim, sim. Os dois têm que ser abordados, claro, mas a criança, ela vai ter um tempo mais curto para as complicações aparecerem. Quando esse dozo de 60 anos, muitas vezes ele se tornou obeso ali, muitas pessoas depois que casaram, então, sei lá, com os 40 anos é que se tornaram obesos, então, com 60, ele tem 20 anos de obesidade, ele tem 20 anos dessa doença sobrecarregando o seu organismo.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós estivemos aqui com o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico, que trouxe as novidades aí em relação às novas tecnologias, há procedimentos, há técnicas de cirurgias plásticas. Antes também nós estivemos com a Dr. Lorena Amato, que é endocrinologista, que falou sobre reposição hormonal. Hoje, novamente, nós contamos com a participação da Dr. Lorena. Bom dia, Dr. Amato. Muito obrigada pela sua participação e hoje nós vamos falar sobre obesidade, tudo que envolve aí tratamentos nessa doença. Mais uma vez, obrigada pela sua participação. Bom dia, eu também agradeço. Vamos lá. Então bom, eu já vou lançar aquela nossa pergunta direta, que é o que eu acredito que muita gente tem uma dúvida em relação a isso e também uma curiosidade. Muitas pessoas podem não saber que existe isso. De fato, tem como uma pessoa ser esteticamente magra e ao mesmo tempo ser considerada obesa, doutora? Sim, isso pode acontecer. Essas situações muito específicas não é o mais comum, mas algumas situações a pessoa tem uma sarcopenia, que é a diminuição da massa muscular e um aumento da gordura corporal, do percentual de gordura corporal. E isso pode ser considerado obesidade. E também, em algumas situações, a pessoa tem um aumento da gordura visceral, aquela abdominal, a pessoa que é relativamente magra em braços e pernas, mas a barriga é bem grande às custas de gordura, que é essa que a gente chama de visceral. Isso também pode ser considerado um tipo de obesidade. Bom, durante o episódio a gente vai entender como que esse diagnóstico é feito, como que realmente há confirmação que a pessoa então esteticamente considerada magra e que por trás disso pode ter essa questão até essa doença. Bom, eu vou trazer um dado aqui, doutora, que segundo o levantamento da Covitel 2023, não sei se essa pronúncia, mas eu acredito que seja, mas a metade da população brasileira, mais precisamente aí, 56,8% da população, está com excesso de peso. Bom, então eu já queria iniciar para a gente explicar qual a diferença entre a pessoa ter de fato um excesso de peso e ser considerada obesa. Há uma diferença muito grande. Sim, em algumas situações a pessoa pode ter excesso de peso por aumento de massa muscular, como pessoas muito musculosas que fazem academia, e não seria considerado obeso. Então existe essa situação, mas na grande maioria das vezes o peso, na balança ali, é representativo da obesidade. Então, quando estar alto, tirando algumas exceções, como a gente falou, quando está abaixo e mesmo assim tem muita gordura, e quando está muito alto, as custas de músculo, a pessoa pode até não ser considerada obesa. Mas na grande maioria das vezes, o peso em si é o melhor parâmetro para a gente avaliar, se há obesidade ou não. Entendi. Essa questão da obesidade, sempre que a pessoa é considerada obesa, ela está nesse risco de saúde, apresenta riscos que podem levar uma complicação em questão de problemas mesmo relacionados a doenças, ou não, ela pode ser considerada obesa e mesmo assim saudável? Essa observação é perfeita, maravilhosa, inclusive, porque existe essa confusão. Veio muitos programas, as pessoas estimulando a aceitação do corpo, o estímulo da imagem de obeso saudável, no entanto, a obesidade é uma doença em todas as situações. Não é que a pessoa não precise se gostar do jeito que é, inclusive ela deve se gostar e por isso se cuidar, porque vieram aí uns programas de excesso de peso, como se a pessoa estivesse que se aceitar desse jeito, é uma doença sempre vai ser. Mesmo que todos os exames estejam normais, estou aqui, meus exames normais, não tenho diabetes, estou bem, me sinto bem, eu tenho diagnóstico de obesidade, isso a longo prazo, já tem muitos estudos que mostraram que esses exames não ficaram tão normais assim, que essa saúde não se manteve, porque a obesidade, por exemplo, está associada a três tipos de cânceres, por exemplo, que é a longo prazo. Então mesmo que a pessoa seja um obeso saudável, entre aspas, porque acaba que não existe essa situação, porque a obesidade por si só é uma doença que vai levar repercussões físicas. Então a pessoa, se está acima do peso, ela tem que se tratar, mesmo que atualmente todos os parâmetros de saúde estejam normais, exceto o peso, que é um parâmetro de saúde também. Tá certo, então é de fato um alerta, a pessoa teve esse diagnóstico, precisa começar esse tratamento para não ter outros problemas futuros. Esse último dado que eu trouxe aí do 56,8% da população brasileira com excesso de peso, tem um mais específico ainda que fala que o índice chega a 68,5% na faixa etária entre os 45 e 54 anos e 40,3% entre os mais jovens com 18 a 24 anos. Tem alguma questão relacionada à idade também, que a obesidade costuma ser mais forte, um índice que prevalece, aí a gente consegue perceber que, de acordo com o estudo, sim, mas tem alguma explicação para isso? As mulheres têm uma maior prevalência por menor metabolismo, questões hormonais, menor massa muscular, acaba com que as mulheres têm mais prevalência de obesidade e os mais adultos acabam tendo a maior prevalência de obesidade, devido às questões da alimentação. Geralmente, crianças, a gente acaba tendo mais atenção e como criança tem um alto metabolismo altíssimo e está em crescimento linear, criança está crescendo. Então a questão da obesidade é mais difícil de se instalar. Então, realmente, com o passar dos anos, é mais a maior chance que você venha a ganhar peso. Isso sim acontece, a gente vê na prática também, né? Todo mundo percebe, não precisa ser especialista para perceber que, no decorrer dos anos, a gente acaba ganhando um pouco de peso, com mais facilidade. Mas é basicamente por isso. No entanto, infelizmente, cada vez mais as crianças têm tido uma prevalência cada vez maior de obesidade entre as crianças, o que é ainda mais preocupante, porque se na infância já está com diagnóstico de obesidade, imagina no decorrer dos anos. Isso que eu ia perguntar, porque, por exemplo, uma pessoa que já está ali com mais de 60 anos, por exemplo, é diagnosticada com obesidade, ou uma criança de 10 anos, é diagnosticada com obesidade, o grau de preocupação com essa criança vai ser maior do que com a pessoa mais idosa, ainda assim? Sim, sim. Os dois têm que ser abordados, claro, mas a criança, ela vai ter um tempo mais curto para as complicações aparecerem. Quando esse dozo de 60 anos, muitas vezes ele se tornou obeso ali, muitas pessoas depois que casaram, então, sei lá, com os 40 anos é que se tornaram obesos, então, com 60, ele tem 20 anos de obesidade, ele tem 20 anos dessa doença sobrecarregando o seu organismo. A criança, com 10 anos, quando ele tiver 60, se ele não tratar, ele já vai ter 50 anos com essa doença. E maior chance de diabetes cada vez, mas a gente vê diabetes tipo 2 em jovens. Antes era doença de 40, 50 anos. Agora a gente vê pessoas com 30 anos, com diabetes tipo 2, às vezes até com 20. Por quê? Por causa dessa instalação muito precoce do excesso de peso. E isso com certeza é mais preocupante. Uma criança que já está obesa, a chance dela viver menos, a sobrevida dela ser menor, tem-se falado da geração que vai ter sobrevida menor do que a anterior, pela primeira vez, é uma coisa disso, que essas crianças já chegam, com 20 anos, muitas vezes com complicações que os mais velhos só iam ter com 50 anos, não, estão infartando já com 30. Já estão tendo diabetes com 20. Então complicações que eram para ser, se esperavam mais por frente, por causa da instalação muito precoce da doença. Isso chama muita atenção também, doutora, porque a gente vê dois lados hoje, aquela geração, considerada geração-saúde, que eu percebo também, com a minha idade na faixa dos 20 aos 30 anos, que as pessoas estão mais preocupadas, mais novas com essa questão de alimentação, de fazer exercício físico. Parece que a cultura realmente aumentou em relação a isso de... Até por estética mesmo, as pessoas começaram a procurar mais academia, até pelas redes sociais, começou uma febre aí de postar coisa na academia, de postar um estilo de vida mais saudável, mas ao mesmo tempo a gente vê, de fato, esse crescimento da obesidade, inclusive das pessoas mais jovens, que foi esse último dado que a gente comentou agora, e um crescimento de, olha, 2022, 9% da população tinha índice de massa corporal. A gente já vai explicar o que significa isso, igual ou maior que 30 quilos, que é aquele centímetro, metros quadrados, o que configura a obesidade, e já em 2023 o percentual subiu para 17%. Então foi um crescimento realmente que chama atenção. Então o que pode poder estar relacionado a isso, doutora? Apesar de ter essa geração de saúde, esse número tem crescido de forma tão grande. A prevalência de obesidade cresceu em todos os países do mundo e em todas as faixas etárias. É uma doença que, ano após ano, só cresce apesar de todos os esforços de comunicação. A hipótese é nosso estilo de vida. Apesar de que muita gente está buscando estilo de vida mais saudável, não é o que a maioria da população tem acesso. A alimentação está cada vez mais industrializada, cada vez mais festa. As pessoas muito ansiosas, o que acaba repercutindo na alimentação. A ansiedade é quase que um mal coletivo. Sedentarismo, nunca se viu o tamanho sedentarismo na nossa população, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. Hoje tudo é de carro, de metrô, esteira para andar, ninguém anda de bicicleta, ninguém anda a pé, mais um lugar para o outro. Isso não é uma realidade mais. Então, uma série de fatores que estão dentro do estilo de vida é que fizeram o que a prevalência só aumentasse. É, então, realmente já é um alerta ainda maior, para as pessoas estarem sempre com os exames. A gente também já vai chegar nessa partida de diagnóstico, mas para realmente, às vezes, acaba sendo mascarado. Você acha que você está... Eu até pensando aqui por mim mesmo. Você acha que você está colocando na rotina um exercício físico, alguma coisa, mas quando vai ver o todo, provavelmente isso que faz também o dado ser tão grande, um dado ter crescido tanto, porque quando coloca como um todo, você vê o fast food realmente que aumenta, essa questão de não mandar a pé, ser tudo Uber, algum carro... Sentado o tempo todo. Exato, sempre sentado, o trabalho também é ali no computador o dia inteiro. Então, quando você vai ver o todo, que realmente você percebe que o motivo desse dado ter crescido tanto. Exato, a gente tem se esforçado muito para ter alguma atividade. A maioria das atividades atualmente são sentadas, no computador ou tudo, vocês podem ver que a maioria das atividades são cada vez mais sentadas. Então, sem cunha atividade. Inclusive, dentre a população rural, tem aumentado o índice de sedentarismo e obesidade. O que vocês... nossa, imagina, como que... Mas por automatização de muitos recursos, de muitas áreas de atuação, então, até na população rural tem aumentado o índice de obesidade. Então, a gente fica, nossa, o que está acontecendo? Basicamente isso, alimentação muito inadequada. Por mais que a gente se esforce, a gente não consegue escapar dos alimentos ultra industrializados. Quem aqui, imagina, consegue comer só comida natural feita em casa? Acho que ninguém, né? Quem consegue praticar, porque a recomendação para adultos é de 150 a 300 minutos de atividade moderada por semana. Quando a gente consegue 150, a gente... Uau, né? Tipo, fiz um grande esforço, fui para a academia demais. Então, assim, é algo que... Isso de atividade de exercício físico, nem de atividade física, porque existe o tempo de inatividade, que é o tempo que a gente fica também sentado. Então, ter uma atividade no dia a dia, ter uma profissão que trabalha com atividade física, isso também cada vez menos existe. Então, isso tem feito com que a gente ganhe peso. A Ana, seja uma grande luta, se manter no peso. A gente vê que é isso que todo mundo passa, né? Então, não se enganem pelas redes sociais e o pessoal mostrando uma vida fitness, mostrando o que vai algumas vezes na semana fazer a academia, cumpre ali o planejamento, mas, ainda assim, pode não estar saudável. Então, isso também que é o nosso próximo tema, é definir o que é obesidade. A gente já falou agora no início um pouquinho sobre essa questão de a pessoa que é considerada esteticamente magra, mas, ainda assim, pode ser considerada obesa. Então, por que isso acontece? Já entrou um pouco na definição da obesidade. Mas eu percebo também que o que as pessoas costumam saber de obesidade é justamente que é uma doença que é um fator de risco para as outras, que isso que é o mais preocupante. Então, doutora, quando a pessoa é diagnosticada com obesidade, ela pode ainda não ter diagnosticada essas outras que, por exemplo, aqui tem algumas opções, como, por exemplo, hipertensão e diabetes tipo 2. Mas isso é um fator de risco. Então, não necessariamente a pessoa tem uma outra doença que pode ser algo mais grave. Sim, a pessoa pode ainda estar somente com o diagnóstico de obesidade. Não tem ainda nem alteração do colesterol, nem diabetes, nem hipertensão, mas nem sobrecarga que, dos joelhos, das articulações, pés, joelhos, quadril, que acabam tendo essas sobrecargas. E, a longo prazo, a gente vê pessoas, às vezes jovem precisando de próteses de joelho. Por que? Osteoarthrose, degeneração, excesso de peso a vida inteira. Ali, naqueles joelhos que acabam não aguentando. Os pés, o quadril, enfim. Então, isso, a longo prazo, vai levar a repercussões. A pessoa achar que está acima do peso e porque os exames estão normais. Está tudo bem? Não, está tudo bem. Quando a pessoa consome mais energia do que ela gasta, isso já está no caminho da obesidade ou não, necessariamente? Com certeza. E esse é o grande problema. Por mais que existam genéticas, metabolismo diferentes, pessoas que consomem alimentos, às vezes, na mesma quantidade, de uma ganha peso ou outra não, isso acontece porque existe uma predisposição genética para a obesidade. Mas sempre a gente vai estar falando de maior ingesta, de calorias do que gastos. Sempre esse balanço vai ter que ser positivo para que a obesidade aconteça. Mesmo quando é às custas de uma disfunção hormonal, essa disfunção hormonal levou ao aumento do apetite, levou à diminuição do metabolismo basal, ou seja, do gasto basal. Então, a gente está sempre falando nesse desbalanço. E para entender, é só lembrar dos extremos. Quando a fome era um problema no Brasil, em algumas regiões, e ainda em alguns lugares do mundo, e como a pessoa não tinha acesso a alimento, mesmo que ela tivesse qualquer desregulação hormonal, ela não ia ter excesso de peso. Então, por mais que esse equilíbrio não seja o mesmo para pessoas diferentes, tem que haver um aumento da ingesta calórica em relação ao gasto calórico para que haja excesso de peso, para que se forme a gordura. A gordura é uma célula de armazenamento no corpo. É quando veio o alimento e, ah, não preciso mais usar. Então, vamos guardar. Então, se guardou a gordura, é porque não estava precisando usar, se não precisou usar, porque ela não gastou. Comeu mais do que o que ia gastar. Então, isso realmente é uma situação que é bastante comum, a gente pode considerar, né, doutora? Porque normalmente, se for considerar o tanto de energia, energia só para deixar claro qualquer tipo de alimento que a gente consome e comparado com o que a gente gasta por dia, eu acredito que seja muito comum a gente ingerir mais energia do que gastar. Com certeza. E isso é uma anomalia na humanidade. Que é a época na humanidade, a ser agora que se viu isso, essa disponibilidade de alimentos. Volta 200 anos atrás, tinha geladeiro, tinha aqui todo lugar, quem está assistindo pode pensar, eu consigo alimentar agora, consegue. Se não tiver em casa, tem 15 minutos no rápido. 15 minutos você tem casa, mas você nem sai de casa. Você clica no celular, você tem qualquer alimento que você quiser. Qualquer lugar do país você tem essa disponibilidade muito fácil. E se a gente voltar a poucos anos, centenas de anos atrás, para a humanidade não é nada, isso nunca existiu. Por isso que essa doença está assim. Sempre foi uma vantagem guardar caloria, porque nunca sabia quando ia ter alimento de novo. Então sempre foi uma sabedoria do organismo guardar tudo que precisasse. E agora a gente guarda, mas a gente não passa nenhuma privação de calorias. É difícil que se tenha atualmente privação, ainda deve acontecer, mas é muito mais comum a gente ver baixa qualidade. Não privação de quantidade, mas privação de qualidade. É isso que acontece na prática hoje em dia. Por isso que a obesidade tem aumentado inclusive nas populações com menos poder aquisitivo, porque tem acesso à comida, mas hipercalórica e de baixo valor nutricional. Então não sacia a pessoa que é mais, não está nutrida, mas energia tem guardada. Porque é isso que o corpo aprendeu a fazer durante anos. Sim, considerando também essa questão de aplicativo, de pedir a comida, a mais rápida possível, a mais barata possível e também a de pior qualidade. E isso tem uma tendência de crescimento. Se a gente for parar para analisar de cinco anos para cá, ou de dez anos para cá, realmente houve um aumento muito grande, não só falando dessa questão do número de obesidade, mas se for parar para analisar também o crescimento de iFood, o crescimento desses aplicativos, também foi um crescimento exponencial. Exato. E contribui para que a gente cada vez mais não se prive da alimentação. Então o que é, estou com desejo de alguma coisa. Se fosse há cinquenta anos atrás, tinha que esperar o final de semana para ir no restaurante para, hoje não, qualquer coisa, pelo menos em São Paulo, qualquer lugar do mundo, eu quero uma comida alemã, quero a comida italiana, você pode ter em trinta minutos na sua frente. Então antes, cinquenta anos atrás, imagina, você tinha que esperar para ir no restaurante no final de semana, fazer uma reserva, enfim, tinha que ter um controle. Até aí, a criança também era iFood, iFood nem tinha, na verdade, comida como se fosse McDonald's, algo mais assim, poderia ser uma vez por semana, poderia ser no sábado, que também que a minha família liberava, hoje em dia, é bem mais... O que você quiser. Não, tá fazendo, quer comer alguma coisa em casa, não tem, pede no rap, tá chegando, né? Então assim, isso é muito... Todo mundo sempre compressa também, né? É, tudo rápido, ninguém para para comer, o horário da alimentação não é um horário que é privilegiado, a pessoa não guarda um momento para se alimentar, e isso também contribui para a pessoa não se sentir saciada, ela não parou e comeu, ela saiu comendo, então ela nem percebeu que a pouco está com fome de novo, engoliu aquilo ali. Aquela questão de fato, quando a pessoa come mais devagar para o cérebro entender, a gente sempre escuta muito isso, né? Come devagar que o cérebro precisa de um tempo para entender que está ali satisfazendo a fome, e isso realmente, então, de fato, existe essa questão de precisa quanto mais lento você comer, mais você vai se sentir satisfeito? Isso é real. Inclusive, muitos dos medicamentos famosos hoje em dia, do emagrecimento, né? A gente tem vários, né? De repatida, semaglutida, liraglutida, todos, são peptídeos do intestino, que nós temos, são análogos, fizeram lá na indústria farmacêutica, análogos de peptídeos que nós temos, a gente tem esses peptídeos. Quando que eles são liberados? Quando a gente come, mas quando a gente come cinco minutos e não dá para o outro caminhando, não. Eles precisam de um tempo para ser liberados para mandar para o cérebro a sensação de saciedade, que é o que esses medicamentos também fazem, né? Transmitem a sensação de saciedade. Então, a gente não tem esse tempo, né? A gente já comeu, já engoliu, já está na hora de... nem percebeu o que comeu, então isso faz toda a diferença. Tem ali o horário também, né? A cada três horas é o recomendado? Não, não precisa. É mito. Isso é mito. Isso cai por terra. Isso é um corte, hein? É mito, então. Exato, não. Mas é bom que todo. É um algo que foi muito dito por muito tempo. E a gente acabou assimilando isso, né? É uma população que tem que reduzir peso. Eu chego, tem pacientes que chegam para mim e falam, eu não aguento comer de três em três horas, e o trissonista me mandou. E a pessoa precisa perder peso. Eu falo, eu não tenho fome. Eu falo, eu não coma. Então, assim, é um mito. Mas é muito interessante a gente falar sobre isso, porque a pessoa está buscando emagrecer. Aí alguém fala, não, você tem que comer o tempo todo, é uma pessoa nossa, mas eu nem vontade de ter. O que é que ela vai fazer? Dê três horas. Ela vai achar um pão de queijo ali no lugar que ela tiver, porque ela falou, deu três horas, eu tenho que comer. Toca o despertador ali? Não estou com fome. Então, o racional não é o tempo. O racional disso seria, você teria que comer pouco suficiente para mais ou menos em três horas, se você comesse realmente de forma leve, devagar e pouco que você deveria comer, em torno de três horas, você sentiria fome em três, quatro horas. Então, a gente, quando come um peixe, uma salada, a gente fica com fome rapidamente. Então, não é forçar comer de três em três horas, mas sim forçar alimentações leves e saudáveis o suficiente para que eu não me sinta cheio durante 12 horas igual quando a gente sai de um rodízio. A gente fica, meu Deus, não quero comer nunca mais. Aí dá três horas depois do rodízio. Tem o que comer? Não, você não devia ter comido tanto para estar cheio por tanto tempo. Então, é um bom ponto aí para o pessoal. É uma estimativa de quanto você deveria comer, balanciar para ter essa fome a cada três, quatro horas. Então, muito importante isso, porque realmente é uma coisa que todo mundo fala. Quando está de dieta, a cada três horas você tem que comer alguma coisa, uma barrinha, alguma coisa pessoal, uma aguenta mais. Bom, em questão dessa, a gente já comentou um pouco sobre quando a pessoa já tem uma tendência a desenvolver a obesidade mais relacionada às práticas de vida, exercício físico e tudo mais, isso pode ser potencializado. Quando a pessoa já tem essa questão genética, tem algum tipo de tratamento desde a infância que precisa ser feito, ou não, só quando de fato é diagnosticado, se a pessoa criança não foi diagnosticada ainda com obesidade, precisa ter algum tipo de tratamento, já de prevenção, digamos assim? Eu acho excelente também essa pergunta, porque eu encontro muitos pacientes, crianças com diagnóstico de obesidade, que às vezes os irmãos ou primos não têm o diagnóstico de obesidade. E aí os pais falam, ah, mas o primo que não está acima do peso pode comer tranqueira, corcaria, tudo. Porque eu falo que engano, né? Alimentação saudável é para todo mundo, independente do peso. Então, muitas vezes eu vou comer de uma forma saudável, eu não quero comer um junk food, que a gente fala, né, que são os hambúrgueres, as coisas que são... Não, a gente sabe que não é saudável, né? Que favorece a obesidade, ricos em gordura, sal, açúcar, muitas vezes. E eu não estou acima do peso e eu falo que eu não quero. Todo mundo fica horrorizado, eu falo assim, para quê? Você não precisa emagrecer, eu falo, a gente não se trata só disso, né? Alimentação saudável é para todo mundo. Então, crianças têm que comer bem de forma saudável, tanto para um aprendizado a longo prazo, uma prevenção, quanto porque aquele alimento saudável vai entrar no corpo e vai trazer benefícios que o não saudável não traz. E de forma que mesmo que ela não se torne obesa, às vezes tem uma genética privilegiada e nunca vai ficar acima do peso, aquela alimentação não saudável está fazendo mal de toda forma. Então, sim, todo mundo deveria fazer escolhas alimentares mais saudáveis, independente se quer perder peso ou não. Essa questão, se a pessoa já tem uma predisposição, tem algo genético ali na família que já acende esse alerta para a possível obesidade, essa criança então seria apenas pelo estilo de vida, a forma de alimentação, nada relacionado a algum outro tipo de tratamento, por exemplo, medicamentoso. Não, de jeito nenhum preventivo e inclusive terapéutico, quando a criança já tem obesidade, a gente tem pouquíssimas opções medicamentosas de tratamento. Para a criança é realmente bem limitante, é muito estilo de vida, abaixo dos 12 anos para obesidade a gente não tem praticamente nenhuma medicação, quando a gente usa é o que a gente chama de off-label, fora de bula. O que é delicado não é uma prática médica, mas é delicado porque não está na bula que a criança menor do que 12 anos pode usar. Acima de 12 anos, existem algumas medicações que já são liberadas, mas imagina uma criança de 8, de 7, de 5 anos que tem obesidade. A gente fica muito de mãos atadas na questão medicamentosa. O hábito, estilo de vida, é a base. É a base para o adulto também, mas o adulto além disso a gente consegue ajudar com o medicamento. Esse adulto também que desenvolveu, não era uma criança obesa, nenhum adolescente obeso, mas desenvolveu ao longo da vida. Pode ser uma questão genética, uma questão de prática, de exercício físico, ou a falta de exercício físico, uma alimentação, mas existe também alguma outra doença que pode estar relacionada à obesidade e só descobre depois o diagnóstico, por exemplo? Sim, existem alterações hormonais, algumas doenças específicas que levam a obesidade, começam a minoria. A grande maioria tem uma base genética, mas uma prevalência muito grande, tanto é que a prevalência da obesidade é grande, a gente acumulou genes que são favoráveis a guardar peso, porque até então era bom para a humanidade isso. Então a gente guardou esses genes, então existe um fundo genético, mas existem algumas causas que a gente chama de orgânicas. Alterações hormonais pontuais que podem levar ao excesso de peso. Aí todo mundo lembra da tireoide, a tireoide não é a principal culpada. Outras alterações hormonais como deficiência de GH, excesso de cortisol são mais propensas a levar ao excesso de peso, excesso de insulina, uma situação chamada insulinoma pode levar o ganho de peso e são raras, mas pode acontecer e a pessoa trata aquilo e emagrece rapidamente, mas é raro. A grande maioria das pessoas tem obesidade pela base genética que muita gente tem e estilo de vida. Tireoide também já é algo bem comum de as pessoas já pensarem e associarem. A tireoide é esse excesso de peso, seria de fato um excesso de peso ou a questão da obesidade de fato, porque agora você falou que é mais raro estar relacionado à obesidade, esse tipo de doença como por exemplo a tireoide. Então quando a pessoa tem esse problema de tireoide, inclusive para quem não acompanhou a gente trouxe especialistas aqui que falaram sobre formas outras maneiras tecnológicas de tratar esse problema na tireoide mas existe essa questão de ter um excesso de peso que pode não ser considerado obesidade. O nódulo na tireoide que foi até tratado quando o Dr. Antônio e o Dr. Irivelto, eles não alteram em nada o peso. Se ele não tiver uma produção hormonal não vai alterar o peso. O que acontece então o fato de ter nódulo se tiver obeso não tem nada a ver. E também o hipotireoidismo que é quando a tireoide não funciona, não produz os hormônios muitas pessoas atribuem ganho de peso ao hipotireoidismo mas você vai ganhar mais é água, edema 2, 3 quilos, talvez 5 enfim, mas ninguém vai se tornar obeso devido a um hipotireoidismo e ainda mais que essas pessoas são tratadas então elas estão tratadas então elas estão igual todo mundo, por mais que eu tenha tireoide, hipotireoidismo, todo mundo tem tireoide, as pessoas falam que tem um problema na tireoide e por isso que eu estou acima do peso não é porque 60% da população está acima do peso, por isso que essa pessoa também está, pelos mesmos motivos porque a tireoide dela está tratada e o risco dela é igual de todo mundo Bem importante deixar isso claro também porque muitas pessoas falam que estão em tratamento da tireoide e associam essa questão do excesso de peso. Agora essa questão é o que é considerado, a gente falou muito de excesso de peso agora, obesidade no começo a gente falou, citou a questão do IMC, índice de massa corporal, que isso é uma das formas que é utilizada aí para pessoa ter esse diagnóstico, se ela é considerada obesa, se ela é considerada que está apenas com excesso de peso, como que funciona esse cálculo, doutora, e o que que é considerado de fato aí, existe uma diferença para deixar mais explicado essa questão de excesso de peso e obesidade, existe uma diferença que é calculada principalmente por esse IMC. O IMC, que é o índice de massa corporal, é o método mais utilizado no mundo, no Brasil, no mundo para o diagnóstico de obesidade. Os guidelines mundiais, americanos, europeus que diagnosticam a obesidade se baseia no IMC, que é o peso na balança em quilo dividido pela altura ao quadrado. Então é muito simples, você tem qualquer unidade básica de saúde, em qualquer consulta médica, você consegue fazer um IMC, e ele é muito bom para prever essa questão da obesidade. Existem exceções que fogem a regra existem, mas a gente vê com o restante do exame físico, por exemplo um alterofilista, uma pessoa altamente musculosa, que vai acabar pesando mais ali, quando a gente vê, por exemplo, a circunferência abdominal dessa pessoa muitas vezes vai estar normal, porque ela tem excesso de peso, não devido a excesso de gordura, mas devido a músculos, e nesse caso não tem porque não tem aumento de gordura de circunferência abdominal vai estar normal, existem parâmetros de normalidade para que a gente mede com fita mesmo, então no exame físico a gente consegue avaliar se esse excesso de peso é devido a massa muscular, ou as pessoas se apegam muito à bioimpedância, que é um método interessante para avaliar a massa magra e gordura, mas na simplicidade de uma consulta do consultório, mesmo sem a bioimpedância, a gente consegue observar alguém que, por exemplo, pode estar com peso por excesso de volume, de edema pernas é demasiadas, e a gente vê essa circunferência abdominal normal, e a pessoa está com peso que daria obesidade, a gente vê que está nitidamente cheio de água, cheio de edema, pernas enxadas, a gente pode descrever isso e falar não, não é obesidade esse excesso de peso é devido, é claro que a gente tem a bioimpedância que pode nos dizer isso, mas o exame físico do médico no paciente também pode dizer isso, e também o contrário, aquela pessoa que o peso não está tão alto, porque a gordura não pesa tanto quanto o músculo, mas aí ou seja, o IMC não está acima de 30 que seria diagnóstico de obesidade, maior que 25, maior igual a 25, sobre peso, na maioria das pessoas funciona é simples, rápido, efetivo e funciona para a maioria dos casos. E como tem essa questão também de uma somatória que você citou agora, quando percebe que a pessoa é um atleta, ou não que está com essa gordura abdominal localizada, ainda assim, então apesar de ser um cálculo fácil que a gente pode fazer, acredito que tem até sites que calculam já diretamente ou a pessoa fazer esse cálculo sozinha ainda assim, precisa desse acompanhamento médico para essa questão total de fazer uma análise completa para entender realmente qual que é o quadro da pessoa. Sim, mas esses sites ajudam para a pessoa já ter uma noção. Às vezes ela não fala, não estou acima do peso mas não chega, você é obeso, aí coloca ali em alguns sites, fácil de achar na internet, você acha até que nos sites da sociedade brasileira de endocrinologia tem esse cálculo, você coloca o peso e a altura e já coloca lá o seu IMC e já fala sua classificação é uma forma legal de tomar atenção para a pessoa, nossa, eu imaginava que eu estava acima do peso, mas eu não imaginava que era obesa e às vezes já é, então tem que procurar uma ajuda médica. Já é um direcionamento para quem já está próximo aí do limite do cálculo para passar de uma categoria para outra, digamos assim. A gente falou também bastante desse falso magro, que é considerado, ou numa forma mais conhecida da palavra falso magro, de ser considerado esteticamente magro, mas ter essa questão da gordura localizada. Isso define a obesidade oculta. Sim, existem essas situações, do falso magro, pessoa com braço, perna relativamente magro, mas que tem um aumento de gordura no total. Idosos são mais propensos a isso, porque tem diminuição da massa muscular e alguns jovens muito sedentários, com maus hábitos, com esse aumento da circunferência abdominal e a bem-pedância ajuda nesse diagnóstico, vê lá uma porcentagem de gordura maior do que 30, existem parâmetros para idade, sexo mas em média maior do que 30% de gordura corporal já é considerado obeso. Existem pequenas variações desse valor, de acordo com a fáctica e com o sexo, mas isso aí, na média, em torno do maior do que 30, já dá para fazer um diagnóstico de obesidade. E a pessoa que é identificada, diagnosticada, melhor dizendo, com obesidade oculta, ela tem algum risco maior do que a pessoa que é visível essa obesidade, digamos assim, ou não, os riscos são os mesmos. Não, maior do que a da que é visível, os riscos são os mesmos, a pessoa tem a maior chance de ter diabetes, apertência, todas as complicações da obesidade, cânceres associados à obesidade, como o câncer de mama, câncer de endometrio, na mulher, então isso o risco são os mesmos, os riscos. Isso define bem aquela frase que as pessoas costumam dizer também, que pode ter uma pessoa que, visivelmente, você olha e fala, nossa, tem um excesso de peso, mas que às vezes ela está igual ou até mais saudável do que, por exemplo, uma pessoa que você olha e fala, é uma pessoa magra, mas que por trás disso também pode estar já na beira do precipício para essas outras doenças que a gente citou. Exato, aí vai uma alerta para os que você acham magros, mas que são sedentários, ou seja, não tem massa muscular nenhum e que se alimentam mal. Meu Deus, eu já fiquei assustada. Aquela não é uma indireta. É uma indireta? É uma situação muito comum, hoje em dia. As pessoas na correria acabam não se dedicando a um estilo de vida saudável, e acaba que a consequência virá. A gente se identifica com tudo. Essa questão da alimentação rápida, sempre correndo contra o tempo, tentando encaixar algum exercício, mas também nunca conseguindo, encaixando duas vezes uma semana e olha lá, ficando feliz por isso, comendo errado todo dia, citar triste, desculpa para comer ruim, citar feliz, desculpa para decorar. Eu acho interessante, porque assim, se fala, fala, fala em estilo de vida, mas no ambiente em si, nada favorece que a gente tenha esse estilo de vida saudável. Nada. As exigências de todas as empresas, escolas, meus filhos, são bem novos. A criança na escola atividade física é muito menor do que a recomendada, e fica até três e meia da tarde, como é que vai fazer depois disso? Então assim, é muito legal alimentação saudável sim, atividade física, mas na prática. Cadê o tempo para isso? Cadê todos estimulando para que isso de fato mude? Não tem. É muito mais difícil. Médicos mesmo passam o dia inteiro sentado, assim que não são cirurgiões, sentado no dia inteiro. Alguns já estão atendendo pedalando para ver se fazem. Alguns já estão fazendo isso para ver se fazem alguma coisa, porque e se você for parar para pensar que vai para a academia meia-noite para dar tempo de fazer alguma atividade física, isso também não é nada saudável, não é? Só era para estar aí e descansar. É verdade. Então o ambiente é zero favorável para o estilo hipórico, e isso talvez só tenha aumentado, porque se fala muito, mas na prática a gente não vê recursos para que isso mude. E a gente vê bastante essa questão de tentar encaixar tudo, e acaba não conseguindo encaixar nada, porque tenta encaixar realmente trabalho, vida social, relacionamento, enfim, começa desde criança mesmo e só vai piorando, ao longo da idade. É um foco muito grande no aprendizado cognitivo, no trabalho cognitivo. Então e as questões físicas alimentares, eu falo na escola dos meus filhos, eu falei que estou mais preocupada que ele aprenda a comer do que que ele aprenda matemático nesse momento, como ele vai aprender matemática agora a comer, e a gente quer não aprender até hoje, entendeu? É verdade. Então assim, isso é a infância que se constrói, então tem que ter uma mudança bem estrutural, que eu não consigo imaginar que vai acontecer tão cedo. É verdade, por isso as estimativas a gente já vê o crescimento e há também essa expectativa tão preocupante. Por isso o sucesso dos medicamentos para tratar obesidade. Exato. Porque já que não se previne vamos tratar remediar. É esse agora o nosso próximo sub tema aqui, eu queria entender como que é feito esse tratamento, então há graus que a gente pode perceber a partir do índice, do IMC que a gente falou agora, de quanto essa pessoa é considerada obesa ou não. Como que funciona essa questão do tratamento? Depende desse índice, ou depende de fatores também, idade, sexo ou estilo de vida. Como que é definido isso? É o tratamento medicamentoso para obesidade é indicado para todos os pessoas que têm o diagnóstico de obesidade, independente se é uma mulher, a questão da infância tem as suas particularidades, que não pode usar medicamento a alguns acima dos 12 anos, a gente já tem mais liberdade medicamentosa, mas quando a gente está falando de adultos, diagnóstico de obesidade, você pode tentar um tratamento medicamentoso. E o que as pessoas se equivocam muito, erram muito, é achar que é só o tratamento medicamentoso. O estilo de vida é a base do tratamento. O medicamento vem como auxílio essencial, mas você nega que o estilo de vida, a mudança de hábitos também são importantes para esse paciente, como eu falei, não interessa, a pessoa está magra se ela continua se alimentando mal, se ela é massa magra, então se ela emagrece somente usando medicamento, não junta a massa magra, não faz atividade física, não muda para melhor alimentação, é um sucesso pela perda de peso que tem lá as suas repercussões, o peso em si, mas o estilo de vida dela vai ter que mudar para que ela tenha mais saúde, de fato, que é o que a gente busca quando trata obesidade, né? E em que casos também, que o paciente é orientado a buscar, por exemplo, uma cirurgia, até aquela cirurgia bariátrica em questão de obesidade, que em alguns casos ela é recomendada para isso, né, doutora? Sim, quando a pessoa tem uma obesidade que a gente classifica de grau 2, com comorbidade, grau 2 em IMC acima de 35, com comorbidade que é muito comum, como diabetes, apertação, hiperlipidemia, insônia, qualquer comorbidade inclusive psíquica, devido porque depressão está mais associada nesses pacientes, devido ao excesso de peso, você pode indicar cirurgia bariátrica e acima de 40, obesidade de grau 3, o IMC acima de 40, você também já poderia indicar cirurgia bariátrica. As recomendações é que se tente um tratamento clínico por dois anos para que você indique a cirurgia bariátrica, para ver se a pessoa não perdeu o peso com tratamento clínico. E atualmente as medicações estão tão potentes, cada vez mais potentes para a perda de peso, que muitas vezes a gente consegue um sucesso no tratamento da obesidade mesmo sem indicar a cirurgia bariátrica, mas é válido, é uma opção excelente para quem tem indicação, ajuda muito a esses pacientes, mas lembrando como mudança do estilo de vida, as pessoas acham que vão fazer bariátrica e vão poder continuar do mesmo jeito, o que acontece? Há um reganho de peso na porcentagem significativa desses pacientes pós-bariátrica, a pessoa fez bariátrica e depois lá de 10 anos está obesa de novo, e aí é pior, porque é uma obesa desnutrido, porque não absorve os nutrientes, porque fez a mudança intestinal, só tem ali a perda até pela boca, então a gente não precisa do intestino, claro que é importante, mas aí ela continua comendo muita açúcar, a pessoa acaba ficando obesa com dificuldade de absorver nutriente, é uma situação bem mais difícil. Eu acredito que também questão desses procedimentos que seriam indicados para um paciente que já passou por esses dois anos de tratamento medicamentoso e depois foi indicado para uma cirurgia, acredito que o procedimento em si seria com Dr. Fernando Amato para a gente explicar qual procedimento seria recomendado, mas existe dá para a gente já sinalizar alguma coisa, existe uma diferença, por exemplo, lipoaspiração poderia ser unido com um tratamento medicamentoso, existe uma recomendação por parte da endocrinologia para pacientes que estão tomando algum tipo de remédio? Sim, muitas pessoas obesas procuram cirurgião plástico para fazer lipoaspiração, sendo que a obesidade não é tratada com lipoaspiração, a lipoaspiração tem um volume de fatia de gordura que pode ser retirada, que em geral não é um grande volume, você não vai perder uma grande quantidade de gordura e só tira gordura subcutânea. Não aquela gordura visceral que está ali no meio do intestino, no meio do coração, essa gordura não é retirada com lipoaspiração. Então, a pessoa que está albesa, além de que a obesidade não é só estética, e cirurgia plástica, é a medicina, é claro que tem a reparadora mas é a medicina estética, então a pessoa tem que emagrecer por uma série de motivos, ela não vai conseguir emagrecer com a cirurgia plástica. E no caso de uma cirurgia bariátrica, o plástico entra no pós-operatório na retirada das peles que ficou em excesso, mas seria com cirurgia ongástrica, existem cirurgiões bariátricos só para fazer essa cirurgia bariátrica. Então, existe essa confusão. Pessoas que chegam com gordura localizada, extremamente magras, querendo um medicamento para emagrecer do endócrino para perder gordura localizada, eu falo, não vai, não tem indicado, não vai perder, né? Aí seria bom um plástico para tirar aquela gordura localizada bem pequena. É bom deixar isso bem claro, né? Nessa questão do endócrino, cirurgião plástico e do gastro. Do gastro. Qual que é a função aí de cada um nessa questão da gordura? Exatamente, que a pessoa com gordura localizada, por exemplo, ela vai fazer uma bariátrica, não vai, não está indicado, entendeu? Vai tomar um remédio para emagrecer por causa de uma pequena quantidade de gordura localizada, não tem obesidade, é uma questão estética. Eu falo e repito, a endocrinologia não é estética, né? A gente não consegue, e existe a medicina estética. Então, existem as indicações e existe essa confusão nos pacientes. Aí eu indico ele quando o presidente... Aí ele me indica, pessoas que estão com obesidade chegam querendo fazer uma lipoaspiração ou uma abdominoplastia, e tem muita gordura visceral ali dentro da barriga, ele não vai aspirar, não entra dentro da... abaixo da camada muscular ali. A lipo fica ali no subcutâneo, não entra naquela gordura. Então, mesmo que seja em maior quantidade, mas não vai tornar deixar a pessoa de ser obesa, isso nem estaria com a lipoaspiração. Então, existe essa diferença. Muito importante, que também até... Eu imaginava que um cirurgião plástico já poderia fazer essa bariátrica, por exemplo, não é uma questão de gastro. É, gastro, e aí o plástico vem depois, geralmente, se a pessoa quiser, quanto fique acesso de pele. Aqueles acessos de pele que muitas vezes ficam com a cirurgia bariátrica, a pessoa emagrece muito, aí tem uma flacidez de pele. Aí, às vezes, bem incômoda. Parece que é estético, muitas vezes é reparadora, porque o acesso de pele, às vezes, é bem grande. Aí, o cirurgião plástico faz essa cirurgia para retirada do acesso de pele. A pessoa acaba perdendo mais um tanto de peso também, porque aquele tanto de pele pesa, mas aí, num segundo tempo. Importante essa união, que mais uma vez acontece entre as especialidades. Bom, a gente está falando de tratamento de obesidade, não tem como falar, mesmo que seja rapidamente, que o nosso tempo já está chegando no fim aqui, mas da abordagem do ozepique, que, da vez que a gente falou mais especificamente dessa questão dos riscos, que a gente falou, relacionado mais à estética, que o pessoal estava usando o ozepique para essa questão do emagrecimento. Eu lembro que você disse, doutor, que o ozepique é utilizado quando existe uma questão de diabetes. A pessoa foi diagnosticada com diabetes, um tratamento que já foi específico para isso, e agora, começou a ser usado para, agora, recentemente para pacientes obesos. Então, quando a pessoa é diagnosticada, todos os casos do ozepique é um dos remédios, tratamento medicamente que a gente pode dizer, eficiente para todas as pessoas, ou existe uma diferença, alguns casos a pessoa pode usar, outros não. Como ele funciona para isso? É uma medicação fantástica aqui, o Ozenpique em si, que é um nome comercial, é para diabetes, na bula, mas a sema glutida, que é a substância ativa do Ozenpique, ela já foi liberada por tratamento da obesidade, aí quando é liberada para uma outra indicação, muda de nome, porque muda a bula, muda o medicamento todo, né, muda a carinha do medicamento, é a mesma sema glutida, na mesma concentração, só que em doses maiores, porque a obesidade sempre precisa de doses maiores, e a sema glutida para o peso, chama o Igove, né, a medicação, então existe sempre isso, lá no começo a Victosa que veio para o diabetes, aí viu que perdi a peso, a lira glutida, no caso lá do, do, do Victosa, aí virou Saccenda, sendo que era a mesma lira, glutida, sema glutida para diabetes, Ozenpique para emagrecer o Igove, e agora o Monjaro, a tirzepatida, tirzepatida, Monjaro para diabetes, para a questão do peso, vai vir com outro nome, aí agora não me recordo qual, mas é outro nome para a emagrecimento, então porque vem com outra bula, com outra liberação, né, e é justamente essa questão de off label, né, que é conhecido do, que a recomendação, ele aparece na bula que é para diabetes, mas que começou a ser utilizado aí para essa questão da obesidade, e aí por isso que também foi, começou a ser utilizado para pessoas que não são consideradas obesas, mas que queriam perder algum tipo de gordura que considera localizada, e até a gente trouxe no outro episódio para quem também não acompanhou, já tem a nossa playlist aí sobre essa questão de tratamentos estéticos, né, o submundo da endocrinologia com a Dra. Lorena também, de pessoas que utilizam quando não são consideradas obesas, por isso dá aquele problema na face, Dra. Também, mas assim, na verdade a medicação é indicada por obesidade, é claro que a gente ganha aquela percepção, por exemplo, uma pessoa jovem que ganhou muito peso por um evento pontual, por exemplo, sofri um acidente, fiquei acamado de cadeira de rodas, um exemplo hipotético, e ganhei muito peso, e quero voltar para o meu peso inicial, estou com muita dificuldade porque estou com limitação de atividade física, mesmo que ainda talvez não preencha o critério de obesidade, aí uma percepção é o uso off label, isso acaba podendo existir quando tem uma boa avaliação da política, mas não é o que a gente vê, foi o que a gente viu lá no fundo do mundo da endocrinologia. Pessoas que têm gordura localizada e que estão usando remédio para inibir o apetite para perder pequenas porcentagens, para ter um corpo com padrão estético que é preconizado pelas mídias que muitas vezes não é real. Então, manipulado, imagens manipuladas de artistas, e a pessoa acha que tem que ficar daquele jeito, começa uma medicação para inibir o apetite, realmente perde o peso, mas saúde a gente acaba ficando porque aí, quando ela parar de tomar uma medicação afinal ela não tinha acesso de peso, ela vai voltar a ganhar aquele peso, então vai ficar para sempre usando essa medicação que seria para diabetes ou obesidade. É uma questão lá que no sub mundo da endocrinologia a gente discutiu bastante. Não é o ideal. Esse remédio, pelo que eu me lembro, ele é vendido sem receita, mas o importante que eu lembro que a gente, porque muita gente começou, como os casos viralizaram ainda na internet, os perigos do ozenpique, num primeiro momento, foi o ozenpique milagroso, emagrece rapidamente pessoas que têm essa questão da gordura localizada mostraram resultados positivos em algumas vezes, e aí estourou, todo mundo começou a procurar para isso pelo que eu lembro, comprou sem receita, porque eu também já tinha se orientado uma vez a usar e eu lembro que acho que não precisava de receita. E aí depois começou realmente a surgir esses casos começaram a surgir de pessoas que tiveram problemas pelo uso do ozenpique. Então teve essa nossa, ele foi considerado muito bom e depois muito ruim, mas essa questão médica, então sempre com orientação médica, existe de fato situações que ele pode ser considerado positivo e outras que nem tanto e que apresenta mais riscos do que pontos positivos. Essas situações de máfora, é muito ruim isso, esse uso indiscriminado da medicação sem segmento médico porque aí causa máfama, né? Quem realmente precisa, pessoas obesas que precisam da medicação, a gente vai para escrever a pessoa, não, eu tenho medo, porque eu não sei quem passou mal, eu falo, gente, olha o que que acontece, quem não precisa de forma indiscriminada e descordenada dá máfama para o medicamento, fica aí, vai parar no hospital, passa mal, enfim, doses altas demais, sem condução médica, aumento rápido de dose, uma série de situações e todo medicamento tem feito colateral, pode ter feito colateral, mas eu remédio ganho uma máfama, assim, e para quem realmente precisa que é uma maravilha, para quem precisa, são medicações muito boas, a pessoa fica com medo porque ela viu a história de alguém, essa é o grande problema desse uso indiscriminado. A princípio ele é tarja vermelha, o Ozenpik deveria ser comprado com prescrição médica. Na prática, a gente vê que a pessoa chega na farmácia e pede a medicação que compra, não deveria ser assim. E aí isso acaba levando a esse uso indiscriminado para perder dois quilos, três quilos que a pessoa que era perder, e que não é a indicação da medicação. E aí pessoas tão magras usando a medicação para perder um pouco de reserva que talvez ela tinha, sem associada um bom estilo de vida, porque se tivesse um excelente estilo de vida, talvez não tivesse precisando de medicamento para perder dois, três quilos. E aí vira essa bola de neve, aí vira essa confusão de não associação, de uma boa medicação com o aumento da saúde. O que a gente quer quando a gente dá essa medicação para alguém albeso é melhorar a saúde dele, é promover saúde no final das contas. E não é isso que a pessoa recebe como notícia quando vê esses noticiários alarmantes sobre efeitos colaterais da medicação. Ela vem buscar ajuda para melhorar a saúde, ela fica com medo de usar o remédio, com medo de ficar pior. Não vai ficar pior, porque senão o remédio causa mais mal do que bem a gente nem prescreveria. Então, com boa orientação, com boa indicação, só tem como dar certo. Então, para mulheres que querem perder dois, três quilos, procure algum médico que eles vão te orientar. Dermatologistas têm técnicas, cirurgiões plásticos, fazem o que for preciso, e não fique usando porque alguém indicou e que é fácil comprar na farmácia, porque o barato sai caro. A pessoa fala que é muito mais barato chegar na farmácia e comprar um remédio do que passar a nossa consulta com dermatologistas, cirurgiões plásticos, pagar um procedimento, mas esse barato sai caro. Com certeza. E essa facilidade vem por quê, doutora? Por que existe isso? Porque a gente tem alguns tipos de remédio, por exemplo, remédio até que vai ser o nosso próximo assunto relacionado à psiquiatria, que tem um controle muito grande de receita, para quem já comprou, esteve próximo de alguém que foi junto, com a gente percebe que realmente é um controle rigoroso. Com isso, por que alguns remédios relacionados à irralvisidade, como o Ozenpique, não têm esse controle? Excelente pergunta. Gostaria de saber também. Uma vez eu já conversei com representantes que falaram que, em teoria, porque o diabético, que precise da medicação, não poderia ficar sem a medicação. E teve muita questão da pandemia, que a pessoa às vezes não conseguia receita. Eu não acho que isso seja um motivo, porque hoje em dia tem consulta online e a pessoa fica sem medicação, porque está sem acompanhamento, ela deveria estar em acompanhamento mesmo, que seja diabética. Também a gente tem que saber que essas medicações são indicadas para o diabético. O paciente diabético precisa de segmento, ele pode ficar comprando assim, sem estar acompanhando com o médico. E aí, se você for parar para pensar, aí falar, o diabético não poderia ficar sem receita. Por isso que acaba liberando, porque vai que ele está precisando e não conseguiu passar com o médico. Mas o deprimido pode? Então, o deprimido precisa dar um jeito ansioso, que está usando remédio taxa preta, e muitas vezes, causa, pode causar dependência, ele não pode parar brutamente. Se ele fica sem receita, ele vai dar um jeito de falar com o médico dele para conseguir, porque ele sabe que ele precisa de receita. Por que que o diabético também não faz isso? Ou que está em tratamento do peso? Então, para mim não tem justificativa, tinha que ter receita. Não é difícil chegar ao médico na saúde pública. Se a pessoa não paga a saúde particular, na saúde pública, os médicos deixam receitas para vários meses. E essas medicações não são usadas na rede pública, porque são caros e não são disponíveis pelo SUS. Então, quem está usando são pessoas que podem pagar o médico particular, porque a média é muito cara. Então, por que não paga a consulta? Enfim, uma inversão de valores e uma confusão, na verdade. É o nosso principal recado do nosso podcast, do nosso episódio de hoje, que é a importância, esse alerta não só para a questão estética da pessoa que é considerada obesa, que às vezes se incomoda com essa questão estética, mas as doenças que podem ser causadas por conta disso, ou um tratamento considerado errado, nesse caso, duas em pique, quando não deveria ser feito com esse tipo de medicamento e acontece dessa forma, os riscos que traz para essa pessoa e agora um recado final também, doutora. É para todo mundo ficar bastante atento com essa situação da obesidade, principalmente com as pessoas mais jovens, porque às vezes isso gera até uma questão psicológica mesmo, algum dano psicológico para as crianças, que às vezes não recebe esse tratamento de forma adequada e acaba crescendo com esses problemas tanto problemas de saúde, como a gente alertou, como essas questões também que podem resultar em depressão, ansiedade, que acaba sendo decorrência desse tipo de quadro. Tem muito estudo que já no próximo episódio vai ser um psiquiatra, então os transtornos psiquiátricos muitas vezes são causa da obesidade, são pessoas deprimidas com compulsão ou ansiosas que acabam tendo obesidade por um transtorno psiquiátrico mal tratado e muitas vezes também consequência. Uma criança que vem com obesidade é a obesidade estar associada a transtornos psíquicos, com a maior prevalência isso já está bem estabelecido por diversas causas, essa pessoa fica mais excluída socialmente, ela tem um convívio social mais difícil, várias questões de mobilidade, você ir para um teatro, um cinema, um avião você tem dificuldade de espaço físico, por causa da obesidade em si. Crianças sofrem bullying na escola, se a gente negar por mais que tenham as leis, os programas anti-bullying, a gente sabe que existe uma discriminação, que existe uma brincadeira que abaixa a autoestima dessa criança, sem dúvida alguma e leva a um constrangimento que isso vai ficar para sempre, então sim, tem repercussões psíquicas, a obesidade, das mais diversas formas, mais um motivo para tratar. Das duas mãos a pessoa que teve a obesidade, começou a ter outros problemas psíquicos por conta desse quadro e também pessoas que têm problemas psíquicos que acabam resultando na obesidade. Não se tratam adequadamente desconto, entre as desconto essa palavra anã na comida, como, em como, em transtornos de compulsão alimentar, também são mais frequentes em pessoas que têm obesidade então, não diagnosticados perfeito, doutora, qualquer pessoa que tiver um direcionamento ou se alerta em relação a esse problema, essa doença, o mais recomendado, endocrinologia com certeza, endocrinologia é a especialidade que estuda a obesidade a fundo a gente estuda todas as repercussões da obesidade, estuda os tratamentos e as consequências como diabetes, hipertenção, deslipidemia, também estão associadas a endocrinologia, além das causas endócrinas, que são raras mas que podem levar ao excesso de peso, que a gente acaba quando suspeita investigando. Perfeito, então, todo mundo já bastante direcionado e tem essa questão, esse alerta que nós trouxemos aqui desde o início do exercício físico das boas práticas de saúde em relação à alimentação enfim, tudo que pode prevenir, chegar nessa necessidade de ter que fazer um acompanhamento por conta desse problema, não é, doutora? Sim, com certeza. Excelente que todo mundo consiga compartilhar esse vídeo, esse podcast, o que você tiver assistindo para que mais pessoas tenham acesso a esse conteúdo porque é importante divulgar. Com certeza. Muito obrigada novamente pela sua participação e conto novamente com a sua presença aqui nos nossos próximos episódios também relacionados aí à endocrinologia. É sempre um prazer conversar com você, ótimo, sempre gostoso. Obrigada, super esclarecedor. Muito obrigada também pela sua audiência e participação aqui conosco no Amatocast, se você tiver alguma sugestão de tema, algo que ficou em dúvida aí, tanto relacionado à endocrinologia aqui com a doutora Lorena Amato, como também nos outros temas que nós trouxemos ou temas que nós ainda vamos trazer, como a gente disse no próximo episódio, será com psiquiatra. Pode comentar aqui também, tanto nesse vídeo como em todos os outros que nós postamos na nossa playlist aqui sobre estilo de vida, qualidade de vida, tudo que envolve aí a área da saúde. Muito obrigada pela sua participação e conto também no próximo episódio. Tchau. E aí
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.