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Diabetes e o Tratamento de Varizes

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Diabetes e o Tratamento de Varizes

A relação entre diabetes e varizes é significativa, pois a diabetes pode aumentar a incidência de insuficiência venosa. Isso ocorre devido à disfunção endotelia

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Perguntas respondidas neste vídeo

Tenho certeza absoluta que conhece, né?

Ou que tem aqueles vasinhos na perna, ou que tem os vasos mais dilatados, que tem inchaço.

Quem sabe você conhece alguém que tem diabetes?

Também tenho certeza absoluta que conhece. Então, como as doenças são muito comuns e elas estão, de certa forma, relacionadas, eu considero esse vídeo aqui extremamente importante para a saúde pública, em geral.

Primeiro, vamos falar sobre o que são varízes, né?

Varízes são aquelas veias dilatadas visíveis ao olho nu.

Pode ser de vários tamanhos, né?

Tem varízes que pode ser do tamanho do meu dedão, tem vasinhos que são do tamanho de um risco de uma caneta.

Todos eles são fases diferentes das varízes, né?

Então, varízes pode ser desde os pequenos vasinhos que tem um caráter mais estético, até mesmo aqueles grandes vasos, aquelas grandes veias e insuficiência venosa que pode levar à formação de úlcera, formação de lesão de pele.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre dois assuntos muito comuns, né? Varízes e diabetes. Então, você conhece alguém que tem varízes? Tenho certeza absoluta que conhece, né? Ou que tem aqueles vasinhos na perna, ou que tem os vasos mais dilatados, que tem inchaço. Quem sabe você conhece alguém que tem diabetes? Também tenho certeza absoluta que conhece.

Então, como as doenças são muito comuns e elas estão, de certa forma, relacionadas, eu considero esse vídeo aqui extremamente importante para a saúde pública, em geral. Então, faz um favor, compartilha esse vídeo com seus amigos, manda para quem você acha que tem varízes, manda para quem você acha que tem diabetes, pode mandar por WhatsApp. Quero saber se você tem esse problema, comenta aqui embaixo.

Quero saber também de onde você é. Coloca aqui embaixo nos comentários, eu estou fazendo investigação aqui para saber de onde o pessoal está vindo assistir o nosso canal. Não deixa de se inscrever, clica no sininho também para receber a notificação dos novos vídeos. A gente está publicando aqui quase que diariamente dicas de saúde para melhorar o seu bem-estar.

Então, não perca essa oportunidade e vamos lá. Primeiro, vamos falar sobre o que são varízes, né? Varízes são aquelas veias dilatadas visíveis ao olho nu. Pode ser de vários tamanhos, né? Tem varízes que pode ser do tamanho do meu dedão, tem vasinhos que são do tamanho de um risco de uma caneta.

Todos eles são fases diferentes das varízes, né? Então, varízes pode ser desde os pequenos vasinhos que tem um caráter mais estético, até mesmo aqueles grandes vasos, aquelas grandes veias e insuficiência venosa que pode levar à formação de úlcera, formação de lesão de pele. E o que é a diabetes, né? Diabetes é aquela doença da glicose no sangue. Então, tem o problema da secreção da insulina.

A insulina pode ser liberada numa quantidade menor do que é necessária, que a insulina é necessária para tirar o açúcar do sangue e colocar dentro das células. E a diabetes, com o passar do tempo, acaba levando à doença vascular. A diabetes é extremamente relacionada com a aterosclerose, né? Que é aquela doença das placas das artérias.

Essa correlação está extremamente bem documentada. Mas ela pode estar relacionada também com as varízes e é isso que a gente vai falar hoje. Quem tem diabetes, exatamente por ter esse dano na parede vascular, pode ter uma incidência maior de varízes.

Como ocorre na diabetes uma disfunção endotelial, que é o dano daquela primeira camada de células que tem contato direto com o sangue dentro dos vasos. Como quem tem diabetes também tem maior índice de obesidade, que é um fator de risco, um fator de piora da formação de varízes. Como quem tem diabetes tem esse dano, essa má circulação, a gente pode considerar que, e tem trabalho mostrando isso, que ocorre um aumento na incidência da insuficiência venosa, da doença venosa, varízes.

Por outro lado, varízes é uma doença extremamente frequente na população. Então a gente pode pensar, ah, diabetes é muito frequente, varízes é muito frequente, a chance de coexistir as duas doenças é muito alta. Só que não é só isso, não é só o azar de ter as duas doenças.

Então parece que realmente a diabetes pode aumentar a incidência dessa insuficiência venosa diretamente. Além disso, a diabetes muda vários dos parâmetros do retorno venoso. Então o que que é o retorno venoso? Daquilo que eu falo sempre, quando a gente tem a contração muscular da panturrilha, essa contração que vai bombear o sangue de volta para cima e que traz o sangue da periferia de volta para o coração.

Então quem tem diabetes vai ter uma neuropatia, vai ter uma mudança da marcha, vai ter uma mudança da musculatura e acaba diminuindo todos esses parâmetros do retorno venoso. Então ocorre uma falha da bomba da musculatura, tanto por causa da mudança da marcha, da movimentação, quanto também pela diminuição dessa contração muscular com a diminuição da eficácia da musculatura no bombeamento venoso. Essa mudança na parede venosa é tão evidente que já foi até sugerido no passado e ela devia ter um nome, deram o nome de fleboesclerose diabética.

O que que é isso? Esclerose é o endurecimento, flebo é veia. Então seria endurecimento da parede da veia em decorrência da doença diabética. Então isso foi sugerido até como um termo a ser utilizado e infelizmente não pegou.

Mas quando a gente tá falando da diabetes, das varizes e do tratamento, a gente tem que comentar que é importante fazer o tratamento das varizes em quem tem diabetes, porque a evolução dessa insuficiência venosa, assim, no final de linha, o que que vai acontecer? Vai abrir aquelas úlceras, aquelas feridas enormes, crônicas, de difícil fechamento. E quem tem diabetes tem uma probabilidade enorme de ter úlceras também e de infecção, tem uma probabilidade maior de infecção. Então se você tem uma doença, que são as varizes, que vão aumentar a probabilidade de úlceras.

Tem outra doença que também vai aumentar a probabilidade de úlceras, pronto, elas vão se somar ou até um aumento exponencial por causa dessas duas, desses dois fatores de risco. Então a gente tem que tratar. É importantíssimo e quem tem diabetes tem uma necessidade maior ainda de tratar as varizes.

E por incrível que pareça, existem poucos trabalhos na literatura que enfocaram diretamente nisso, nos pacientes que têm diabetes e têm varizes. Pessoalmente, eu acredito que existem poucos trabalhos porque, na verdade, quando a gente está tratando as varizes, a gente acaba controlando a diabetes para conseguir fazer o tratamento das varizes e normalmente vai bem, não tem, não tem maiores problemas. Mas teve um trabalho italiano que mostrou que a escleroterapia com a espuma é perfeitamente possível nos pacientes com diabetes.

Então mostrou nesse trabalho que não teve nenhum caso de trombose venosa profunda, não teve nenhum caso de úlcera de ferida grande, teve pouquíssimos casos de tromboflebite, que é aquela trombose superficial, mas isso também pode acontecer em quem não tem diabetes. Então não é por causa da diabetes que aconteceu isso. Tanto que teve outro trabalho que mostrou que a diabetes por si só não é um fator de risco para a trombose.

Então é perfeitamente possível fazer a escleroterapia em pacientes que estejam com a diabetes controlada, ou seja, que tenham aquela hemoglobina glicada abaixo de 6,5. Então é importante manter a diabetes controlada para conseguir fazer o tratamento. Agora, os italianos, eles não usam a glicose no tratamento da escleroterapia.

Vou contar uma curiosidade para vocês. A escleroterapia com a glicose hipertônica é um tratamento tipicamente brasileiro. É difícil a gente encontrar em outros países quem usa a glicose hipertônica para fechar os vazinhos.

Mas isso não quer dizer que não funciona. Funciona muito bem. É um tratamento que a gente tem utilizado há muito tempo, extremamente seguro, tem suas vantagens e desvantagens.

Eu tenho outros vídeos aqui que falam das vantagens e desvantagens dos métodos de escleroterapia. Mas por que eu estou falando isso? Porque quando a gente fala que brasileiro que faz a glicose hipertônica na escleroterapia, americano não faz, significa que tem poucos estudos na literatura falando desse método. Principalmente porque quando a gente faz um estudo e tenta publicar numa revista americana, eles sempre vão tentar fazer uma associação com alguma técnica que eles usam mais lá.

Então eles vão falar, você está comparando essa glicose hipertônica com o que? Com só sotradecal ou qualquer outra coisa que a gente usa mais aqui. Mas aqui no Brasil a gente não costuma usar. É uma questão cultural, é uma questão de segurança.

Mas o que eu posso falar é que aqui no Brasil a gente está extremamente preocupado com a estética. Porque aqui as mulheres mostram muito as pernas. Então qualquer pequeno erro, qualquer mancha numa escleroterapia, a gente vai acabar deixando alguém muito triste.

Então a gente acaba escolhendo uma técnica que tem um risco menor de manchar. Infelizmente não é um risco zero, mas é um risco menor de manchar e infelizmente tem menos acompanhamento com pesquisas na literatura científica. Mas a pergunta sempre é porque quando a gente está dando glicose para um paciente que tem diabetes, isso é um problema ou não é? Eu estou injetando uma glicose extremamente concentrada, 75% de concentração, água com açúcar, dentro de uma veia de alguém que tem diabetes.

Bom, em primeiro lugar, quem tem diabetes descontrolada não deve fazer esse tratamento. Deve primeiro controlar a diabetes. Essa é a dica principal.

A segunda é, mesmo sendo extremamente concentrada, a quantidade final não é tão alta o suficiente para mudar o grau de glicemia para uma glicemia maléfica. Não é o suficiente para fazer mal. Obviamente, se a sua diabetes estiver controlada.

E o médico vai ter que limitar a quantidade de glicose que vai colocar. Então não vai fazer aquelas sessões ultra longas com várias ampulas de glicose. Vai diminuir a quantidade e se for possível vai usar alguma outra substância que não tenha a glicose em sua composição.

Como por exemplo a espuma, espuma de polidocanol, existem outras substâncias que a gente pode usar para fazer a escleroterapia sem causar essa mudança. Então a escleroterapia ela pode e deve ser feita no paciente que tem diabetes e varizes, porque é uma excelente técnica para evitar a progressão da doença e evitar chegar naquela úlcera, que seria uma catástrofe num paciente diabético. Mas as varizes também podem ser tratadas por cirurgia.

E cirurgia vai ter um dano tessidual. É um trauma para o nosso corpo. E aí a gente tem que lembrar que o paciente diabético ele está mais sujeito a infecções, ele vai ter uma dificuldade um pouquinho maior de cicatrização.

Então a gente tem sempre que buscar as técnicas cirúrgicas menos invasivas. Ou seja, que faz um corte menor ou que trata tudo por furinho e que não acaba causando uma grande cicatrização. Quais são essas técnicas? Então existe a radiofrequência, existe o laser.

Eu falo bastante dessas técnicas em outros vídeos, de forma que a gente minimiza o impacto, minimiza a agressão ao corpo e o paciente diabético não vai ter problema nenhum. Mas você pode estar pensando em outro aspecto. Então pode operar um paciente diabético? De novo, o paciente tem que estar controlado.

Não dá pra gente operar um paciente descontrolado. A questão é que no momento da cirurgia, o anestesista e o cirurgião juntos vão ajudar a controlar essa diabetes. E é mais fácil porque a gente vai usar a insulina direto.

Então a gente vai diminuir essa glicemia com o melhor medicamento que tem, a insulina, que é exatamente a falta do paciente diabético. Só que no pós-operatório a diabetes vai ter que estar atinida, extremamente controlada, exatamente para diminuir o risco de infecção. Em alguns casos a gente pode até fazer uma profilaxia com medicamento, com antibiótico, mas isso vai depender de cada caso.

Por isso é muito importante você conversar muito bem com seu cirurgião vascular. Ele vai ter uma estratégia para te oferecer, de forma que se tenha diabetes e varizes, que você consiga fazer o tratamento de uma forma segura. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho para receber as notificações.

Espera um pouquinho que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você se inscrever. Mas comente aqui embaixo, quero saber o que você achou desse vídeo, quero saber se você tem diabetes, varizes, o que aconteceu com as duas doenças juntas, se teve algum problema por causa disso. Eu quero saber o que está acontecendo.

Me conta aqui embaixo. Até o próximo vídeo!

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.