Dor e sangramento durante ou após a relação sexual não são normais e requerem investigação médica. A dor, chamada de disparionia, pode ser de profundidade (no f
Hoje nós vamos conversar um pouquinho o que pode ser essa dor na relação, se ela é um sintoma importante e por que que pode acontecer um sangramento. Meu nome é Juliana Mato, eu sou ginecologista e vamos começar a nossa conversa.
Aproveite e salve ou compartilhe esse vídeo com uma amiga, com uma parente que já comentou com você sobre esse sintoma e que está precisando de ajuda. Primeiro eu quero dizer que dor na relação não é normal e sangramento na relação também não é normal.
A dor nos termos ginecológicos é chamada de disparionia e essa dor, essa disparionia, ela pode ocorrer em dois lugares. Ela pode ocorrer e ser uma disparionia de profundidade quando ela ocorre ali no fundo da vagina.
Pode ser uma doença inflamatória pélvica.
Causada por bactérias como a clamide, a gonorreia, que elas dão uma inflamação e uma infecção na região uterina, de trompas, de vagina e ela causa essa dor na profundidade, ou seja, lá no fundinho da vagina.
Você já teve dor na relação sexual? Ou após a relação você teve um sangramento? Será que isso é normal? E o que que pode estar acontecendo? Quais são as causas desses sintomas? Hoje nós vamos conversar um pouquinho o que pode ser essa dor na relação, se ela é um sintoma importante e por que que pode acontecer um sangramento. Meu nome é Juliana Mato, eu sou ginecologista e vamos começar a nossa conversa. E antes de começar o nosso vídeo, deixe aqui o seu comentário.
Você já teve dor na relação? Você já teve um sangramento que não era o menstrual durante a sua relação? Aproveite e salve ou compartilhe esse vídeo com uma amiga, com uma parente que já comentou com você sobre esse sintoma e que está precisando de ajuda. Primeiro eu quero dizer que dor na relação não é normal e sangramento na relação também não é normal. Vamos conversar um pouquinho sobre a dor? A dor nos termos ginecológicos é chamada de disparionia e essa dor, essa disparionia, ela pode ocorrer em dois lugares.
Ela pode ocorrer e ser uma disparionia de profundidade quando ela ocorre ali no fundo da vagina. Então eu vou explicar um pouquinho o que é essa disparionia de profundidade. Vou explicar aqui na maquete.
Aqui a gente tem útero e essa região aqui é a região vaginal. Quando a gente tem uma disparionia de profundidade, quer dizer que a gente tem uma dor lá no fundo da vagina, próxima do útero. Essa dor de profundidade, ela tem algumas causas e ela também é chamada de dor da penetração.
Essa disparionia de profundidade, ela tem algumas causas. E o que que pode ser essas causas? Pode ser uma doença inflamatória pélvica. O que é uma doença inflamatória pélvica? Causada por bactérias como a clamide, a gonorreia, que elas dão uma inflamação e uma infecção na região uterina, de trompas, de vagina e ela causa essa dor na profundidade, ou seja, lá no fundinho da vagina.
Além disso, a presença de cistovariano, quando o cistovariano ele está muito grande, ele vai pesar nessa região aqui de fundo de saco vaginal, aonde a gente vai ter um encontro aqui com o útero embaixo. E quando o pênis, durante a relação sexual, ele bate aqui no colo do útero, como o ovário ele está grande, a mulher ela vai sentir uma dor e essa dor é realmente pela penetração do pênis lá dentro no fundinho da vagina. Essa dor ela também pode ser ocasionada pela presença de cistos ovarianos grandes, ou o cisto ele está muito grande, ou um cisto que rompeu e liberou o seu conteúdo aqui na cavidade pélvica.
E por que que isso dá dor? Porque quando está tendo relação sexual, o homem ele introduz o pênis na vagina e encosta próximo do colo uterino, só que aqui tem ou o líquido inflamatório de um cisto roto, ou a presença de um cisto muito grande que vai ser incomodado ali pela presença do pênis e pela frequência e pelos movimentos da relação sexual. Além disso, outra causa dessa dor da profundidade, lá no finzinho da vagina, pode ser a endometriose. A endometriose ela é uma doença que se caracteriza pela dor pélvica.
E por que que a mulher ela tem dor na endometriose? Porque a endometriose ela é a presença de um tecido do endométrio, que é o tecido que reveste o útero, então ele tem que estar dentro do útero. Esse tecido ele regurgita pelas trompas e ele vai se fixando em algumas regiões da cavidade da nossa pélvica por dentro e ele causa essa dor. Toda vez que tenha as alterações hormonais no ciclo menstrual, essa endometriose, esse endométrio ele cresce, prolifera e ele é uma doença inflamatória, então ele dá essa dor.
Quando se tem relação, a dor ela pode ser mais exacerbada nos pontos aonde tem essa fixação do endométrio. Outro tipo de dor que a gente pode ter na hora da relação é a dor da penetração. Se a gente pensar dor da penetração durante o ato sexual é quando o pênis vai entrar na vagina, ou seja, aqui na entradinha da vagina.
E quais são as causas dessa dor? Uma causa importante são as infecções vaginais, são os corrimentos como uma infecção por cândida, uma infecção pelo tricomonas vaginalis, uma infecção como a vaginose bacteriana. O que ocorre? Essa região vaginal ela fica extremamente irritada por causa da inflamação e quando o homem introduz o pênis, dói. Dói nada mais nada menos porque tem uma infecção naquela região e a área ela está inflamada, ela está sensível, ela está avermelhada, ela está inchada.
Além disso, essa dor aqui na região da entrada da vagina ela pode acontecer nas mulheres que estão na menopausa, porque as mulheres elas têm mais ressecamento vaginal nessa fase. Elas têm uma queda do hormônio estrogênio e com isso ela tem uma característica chamada de síndrome urogenital da menopausa, que é caracterizada pelo ressecamento vaginal, pela frouxidão da musculatura, às vezes a queda da bexiga. Então ela tem essa dor na hora da penetração, porque a vagina ela está mais seca, ela está mais fina e pode até dar microfissuras com o sangramento.
E o que mais pode doer na região da entrada da vagina? A falta de lubrificação durante a relação sexual. Então é muito importante ter essas preliminares para ter uma boa lubrificação vaginal para deixar essa região mais propícia e não tão traumática, tão seca para a entrada do pênis nessa região. Outra causa importante de se falar é o vaginismo.
Você já ouviu falar sobre vaginismo? São aquelas mulheres que elas não conseguem ter relação sexual, porque só de encostar o pênis ali na entradinha da vagina, ela já morre de dor. Quanto mais se ela tiver uma relação, ela não consegue de tanta dor. E o que é o vaginismo? O vaginismo são contrações involuntárias dessa musculatura vaginal.
Então a mulher ela nem percebe que ela está tendo essa contratura muscular, mas isso causa muita dor. E por que ocorre o vaginismo? Às vezes por ansiedade, às vezes por estresse, às vezes ela lembra de uma relação sexual que não foi tão legal e que ela machucou, ou às vezes traumas de infância, mas o vaginismo ele tem tratamento. Exercícios de fisioterapia melhoram muito essa questão das contrações involuntárias e do vaginismo.
E hoje em dia a gente também usa a toxina botulínica para relaxar a musculatura da vagina. Se você conhece alguém que tem vaginismo ou sofre de dor na relação, já compartilha esse vídeo. E o sangramento? Por que a gente tem sangramento na relação sexual? O sangramento ele pode ser de várias causas, então é preciso investigar porque também não é normal ter sangramento na relação.
Mas sabe uma causa muito comum de sangramento? É falta de lubrificação ou uma lubrificação pobre na hora da relação sexual, onde a vagina ela vai estar mais ressecada e na hora da penetração pode dar ali micro fissuras e pode causar um sangramento. Além disso, as lesões no colo uterino elas também podem dar o sangramento na relação sexual. Porque quando a gente tem uma lesão, seja por HPV, seja por infecção no colo do útero, esse colo ele fica muito friável, ele fica muito sangrante, ele tem ali um aumento da sua vascularização, então qualquer coisinha pode sangrar.
E uma coisa que preocupa muito, e se você tá tendo muito sangramento na relação sexual, várias vezes é fazer um diagnóstico precoce, pois pode ser um câncer de colo uterino. O câncer de colo uterino muitas vezes no início ele não dá sintomas, mas quando ele começa a dar sintomas, justamente é o sangramento na hora da relação sexual. E é um sangramento diferente, porque ele não é um sangramento avermelhado, de grande quantidade, quando esse câncer de colo ele tá no início.
É um sangramento que vem em pequena quantidade, é um sangramento mais rosado. Uma condição que pode ocorrer sangramento durante a relação também é a gravidez, principalmente naquelas mulheres grávidas que têm a implantação da placenta bem próximo do colo do útero. Pelo movimento da relação sexual, aquela placenta pode ter micro lesões vasculares e ter um sangramento que pode ser de pequena quantidade ou aparecer num segundo dia da menstruação.
Mas também é comum o sangramento ele acontecer na vigência de infecções vaginais, como a clamídia, como a gonorreia, que são doenças sexualmente transmissíveis que causam um sangramento na região vaginal e de colo de útero. Então a dica que eu dou aqui nesse vídeo é, ao menor sintoma de dor que não te pareça normal durante a relação sexual ou de sangramento, procure o seu ginecologista. Não deixe para depois, não minimize os seus sintomas.
Você é responsável pela sua saúde. Se você procurar um médico mais cedo, você vai fazer o tratamento dessa causa mais cedo. Como a gente viu nesse vídeo, as causas são inúmeras.
Pode ser desde uma infecção, que deve ser tratada, desde uma falta de lubrificação, que o tratamento é mais simples, às vezes uma orientação de um uso de lubrificante ou, às vezes, manter aquelas preliminares antes da relação sexual um pouco mais intensas, que demorem um pouquinho, ou pode ser até um caso de câncer de colo de útero ou de endometro. E se você procurar uma ajuda médica antes, assim que começa o sintoma, você pode fazer um diagnóstico precoce dessa doença. E todo diagnóstico precoce, o tratamento e a chance de cura é muito grande.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.