O oxímetro de pulso, popularizado durante a pandemia de Covid-19, é um dispositivo que mede indiretamente a saturação de oxigênio no sangue e a frequência cardí
A gente tem que ver uma diferença de nível de saturação de oxigênio entre os membros. Então, se eu estou avaliando aqui o membro superior esquerdo, eu vou ter que comparar com o resultado do membro superior direito.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre esse aparelhinho aqui, que é o oximetro de pulso, que todo mundo ficou conhecendo na pandemia por causa do Covid. Eu vou explicar o que ele é, como funciona, e também as suas aplicações para a cirurgia vascular e como usar também no Covid. Então, em primeiro lugar, a oximetria de pulso é um método em que a gente vai extrair uma informação que é a quantidade de oxigênio, a saturação de oxigênio no sangue, em determinado momento, através da luz. Então, a gente tem no sensor um LED, uma luzinha vermelha, e um sensor da quantidade de luz absorvida. Então, à medida que o sangue passa nessa região que está sendo avaliada, essa variação da quantidade de luz absorvida pelo ferro consegue dar uma informação indireta de quanto oxigênio que tem nessa região. Agora, a gente tem vários aparelhos na medicina que utilizam essa tecnologia. Essa tecnologia se chama fotoplatesmografia. A questão é que a gente consegue medir um monte de coisa com isso. Então, a gente consegue medir a oxiginação arterial. Existe um outro aparelho chamado fotoplatesmógrafo, em que a gente consegue extraindo matematicamente os dados do ciclo cardíaco da sístole do coração. A gente consegue ver o fluxo venoso. Isso é muito legal. Então, a gente tem aparelhos maiores e tem aparelhos menores. Esses aparelhos maiores, como os monitores utilizados em cirurgia, esse aqui fica no nosso leito de UTI aqui da clínica, esse tipo de monitor vai trazer a informação da saturação de oxigênio, vai trazer o fluxo arterial e a gente consegue saber naquele momento como que o paciente está sendo oxigenado. Então, quando a gente está falando de oxigenado, a gente tem que lembrar que primeiro o oxigênio tem que entrar no corpo, ele vai entrar através do sistema respiratório, mas depois ele vai ter que ser transportado até a pontinha do dedo. Então, quando a gente tem uma queda do nível de saturação de oxigênio, a gente pode ter um problema em qualquer ponto dessa via inteira. Pode ser uma questão respiratória, que é aí que entra o Covid, então o Covid traz uma limitação respiratória nessa troca de oxigênio, mas a gente pode ter uma limitação arterial. Então, pode ser o sangue com oxigênio que não está chegando nessa região. Esses aparelhinhos pequenininhos, eles são portáteis, funcionam à pilha, e eles vão trazer duas informações essenciais, vão trazer a saturação de oxigênio e vão trazer também a frequência cardíaca, a frequência do pulso nessa região. Duas informações fáceis de ser calculadas por um computadorzinho pequenininho como esse, mas que consegue trazer bastante informação para a gente. Então, quando a gente faz a medida comparativa de um dedo com outro dedo, eu consigo saber se eu tenho uma diferença entre membros, essa diferença pode ser devido a uma oclusão arterial. Então, essa diferença já foi avaliada em trabalho científico e se mostrou relativamente comparável com uma outra medida que a gente faz, que é o índice tonoselo braço. O índice tonoselo braço é medido com a pressão arterial e um dopler contínuo em membros. A gente vai medir a pressão systólica de membros superior, a gente mede a de membro inferior também, faz uma conta, tem um índice tonoselo braço, é um dos índices mais precisos para a gente acompanhar uma doença arterial, mas esse aparelhinho também ajuda. Quando a gente tem um nível abaixo de 90, isso é uma hipoccemia, está chegando pouco oxigênio nessa região aqui e pode ser necessário um tratamento, aí vai ser uma máscara de oxigênio, uma intubação, se estiver no hospital, é importante a gente tratar a causa quando ela for respiratória e quando for arterial também. O índice tonoselo braço, o que eu comentei, é um método muito bom para a gente acompanhar as doenças vasculares, mas ele tem um problema na diabetes, que a gente tem uma calcificação dessa parede arterial e aí o manguito de pressão ao insuflar, ele vai acabar medindo uma falsa pressão positiva, porque a gente tem que colocar uma pressão maior para conseguir colabar essa parede do vaso. Então, esse aparelhinho que ele se mostrou bem útil no acompanhamento de doença vascular em pacientes diabéticos. E o que a gente tem que ver? A gente tem que ver uma diferença de nível de saturação de oxigênio entre os membros. Então, se eu estou avaliando aqui o membro superior esquerdo, eu vou ter que comparar com o resultado do membro superior direito. Mesma coisa com os pés, a gente pode usar esse aparelhinho nos pés também. Então, para rastrear doenças arteriais vasculares, a gente pode palpar o pulso, isso depende muito da sensibilidade de cada um que está palpando. A gente pode fazer o índice tonoselo braço e a gente pode usar esse aparelhinho na doença arterial obtiva periférica na aterosclerose, tanto para rastreamento quanto para acompanhamento. Então, esse brinquedinho que muita gente comprou na pandemia para acompanhar um possível covid é uma ferramenta muito útil na propedeutica médica vascular. Resumindo, se a saturação deu menos de 90, é melhor você procurar o seu médico. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal. Já sabe qual é o próximo que você vai assistir? Eu vou deixar uma dica aqui para você. Clica aqui. Clica lá embaixo no sininho também. E até o próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.