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Menopausa, sono e envelhecimento: soluções com Dra. Juliana

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Menopausa, sono e envelhecimento: soluções com Dra. Juliana

A menopausa, marcada pela queda na produção de estrogênio, provoca alterações que impactam diretamente a qualidade do sono. Cerca de 40% das mulheres nesta fase

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Perguntas respondidas neste vídeo

Porque dormimos menos à medida que a gente vai envelhecendo?

Meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista aqui da Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre menopausa e sono, sobre envelhecimento e sono e conhecer um pouquinho sobre as causas e as medidas que a gente pode tomar para prevenir que isso aconteça.

Já que o tema é sono, vamos falar um pouquinho das alterações de sono nas mulheres?

A insônia, ela acontece em 40% das mulheres quando entra na menopausa. E a insônia, ela pode vir com algumas características, ou a gente tem uma dificuldade de iniciar o sono, ou a gente inicia o sono e pica aquele sono várias vezes, ou seja, acorda várias vezes por qualquer coisa, ou um barulhinho, ou uma vontade de ir ao banheiro, ou às vezes você acorda, desperta e não consegue retomar o seu sono, ou até você consegue dormir em determinado horário, o sono não é picado, mas você acorda cedo demais, ou seja, no período total do sono, você dorme muito pouco.

E por que isso acontece?

Se acontece por vários fatores. Um deles são os fogachos. Fogacho é um sintoma muito frequente na menopausa.

O que é o ritmo circadiano?

É aquele que rege o funcionamento do nosso corpo de dia e de noite. A gente tem um relógio interno que faz essa regulação do sono e da vigília. Então, o que pode acontecer é muita sonolência de dia e quando chega à noite e não consegue dormir, porque tem essa alteração hormonal de ritmo circadiano.

Além do sono, você sabia também que essas alterações hormonais podem afetar o funcionamento cerebral?

Vamos conversar um pouquinho disso.

Transcrição completa do vídeo

Porque dormimos menos à medida que a gente vai envelhecendo? Meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista aqui da Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre menopausa e sono, sobre envelhecimento e sono e conhecer um pouquinho sobre as causas e as medidas que a gente pode tomar para prevenir que isso aconteça. A menopausa é uma fase da vida da mulher em que ocorrem muitas mudanças hormonais. Essas mudanças hormonais, como a queda do estrogênio, porque ela passa a produzir menos estrogênio, ela promove uma série de alterações no corpo, no físico e na mente. A menopausa ocorre por volta dos 50 anos na maioria das mulheres, mas ela pode acontecer a partir dos 40 anos, já com uma falência na sua menstruação, com alterações de ritmo, de data, de quantidade de dias menstruando, de períodos de ciclo menstrual que vão se alongando ou diminuindo. E a gente começa a perceber uma série de alterações e essas alterações podem ser prevenidas por uma reposição hormonal, por exemplo. Já que o tema é sono, vamos falar um pouquinho das alterações de sono nas mulheres? A insônia, ela acontece em 40% das mulheres quando entra na menopausa. E a insônia, ela pode vir com algumas características, ou a gente tem uma dificuldade de iniciar o sono, ou a gente inicia o sono e pica aquele sono várias vezes, ou seja, acorda várias vezes por qualquer coisa, ou um barulhinho, ou uma vontade de ir ao banheiro, ou às vezes você acorda, desperta e não consegue retomar o seu sono, ou até você consegue dormir em determinado horário, o sono não é picado, mas você acorda cedo demais, ou seja, no período total do sono, você dorme muito pouco. Mas a gente tem menos tempo para fazer nada. E por que isso acontece? Se acontece por vários fatores. Um deles são os fogachos. Fogacho é um sintoma muito frequente na menopausa. Não ocorre em todas as mulheres, mas a maioria começa a ter aqueles valores noturnos, ou seja, ela está dormindo e aí ela tira o cobertor ou tira o lençol porque ela tem um calor excessivo, e daí a pouco ela já está puxando o lençol de novo porque está com frio, porque ela teve aquela onda de calor, voltou à temperatura normal, e isso altera muito o nosso sono, porque a gente fica acordando toda hora com essa alteração de temperatura. Uma condição que também pode ocorrer, não só na mulher na menopausa, como nos homens também, com o passar da idade, é a presença da apneia obstrutiva do sono. Ela pode acontecer com as alterações hormonais que ocorrem no nosso corpo, e também ocorre uma perda de massa muscular na garganta. A garganta ela fica mais frouxa com isso. A gente tem uma alteração nessa movimentação respiratória na garganta, com isso pode ter a parada da respiração e isso atrapalha no sono. At my age, we require less and less sleep. Se você for analisar mulheres que dormem mal e homens que dormem mal, normalmente eles roncam, e quando vão fazer um exame da polissonografia para ver se tem apneia obstrutiva do sono, a grande maioria tem um nível pequeno ou médio. Nessa fase também ocorre uma alteração do nosso ritmo circadiano. O que é o ritmo circadiano? É aquele que rege o funcionamento do nosso corpo de dia e de noite. A gente tem um relógio interno que faz essa regulação do sono e da vigília. Então, o que pode acontecer é muita sonolência de dia e quando chega à noite e não consegue dormir, porque tem essa alteração hormonal de ritmo circadiano. E com tudo isso que a gente falou, a gente tem uma diminuição na qualidade do sono. Além do sono, você sabia também que essas alterações hormonais podem afetar o funcionamento cerebral? Vamos conversar um pouquinho disso. Ocorre mudanças na estrutura do nosso cérebro e o que que ocorre? Ocorre uma diminuição da massa cinzenta e da massa branca. E a diminuição de uma estrutura cerebral chamada hipocampo. E com isso a gente tem alterações de memória. Além disso, a gente tem uma alteração da função cognitiva. Ou seja, a diminuição do hormônio, a diminuição do estrogênio, ele promove uma alteração não só da nossa memória, mas também da nossa atenção e do processamento de informações. Aumenta-se o risco de doenças degenerativas como, por exemplo, o mal de Alzheimer para quem já tem uma predisposição genética. E com tudo isso que a gente falou, já não dorme direito, já tem essas alterações cerebrais, muda o nosso humor. Então a gente pode ter momentos que a gente está bem e momentos que a gente está mais deprimido, que a gente está mais triste, por tudo que está acontecendo. Mas a gente tem como prevenir isso? A gente tem como prevenir. A medicina do estilo de vida está aí e fala muito sobre os impactos do estilo de vida no envelhecimento saudável e na prevenção de doenças. Então, manter uma alimentação saudável rica em fibras, com alimentos equilibrados, diminuição de alimentos processados, de junk foods, isso é essencial para manter o bom funcionamento do nosso organismo. Além disso, a prática de atividades físicas, ela melhora não só o corpo, mas a mente, ela libera várias substâncias no nosso cérebro que promovem a manutenção e a atividade de várias áreas cerebrais que poderiam estar aí menos utilizadas. Medidas de diminuição de estresse. Então, exercícios relaxantes, viagens prazerosas, ler um livro que te faz bem, praticar um hobby, tudo isso é muito importante para a gente manter a nossa qualidade de vida. Em mulheres menopausadas, existe um recurso muito bom para a gente prevenir todos esses sintomas, que é a reposição hormonal. Então, se você está passando por essa fase, o ideal é procurar seu médico, faça uma avaliação, vá a sua genicologista e comece a se prevenir dessas alterações que são inevitáveis, porém elas são preveníveis. 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Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.