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Pilates Além do Corpo: O Segredo que Transforma Vidas de 7 a 99 Anos | Ep. 72

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Pilates Além do Corpo: O Segredo que Transforma Vidas de 7 a 99 Anos | Ep. 72

O episódio do AmatoCast aborda como o método Pilates pode transformar a qualidade de vida em diferentes fases da vida, “dos 7 aos 99 anos”, a partir da experiên

Perguntas respondidas neste vídeo

Na verdade, como que surgiu Pilates na minha vida?

Eu fui bailarino durante 22 anos, eu passei por quatro companhias de dança profissionais, que foi a Quasar Companhia de Dança de Goiânia, o Renato Vieira Dança Contemporânea do Rio de Janeiro, a Márcia Milhazes Dança Contemporânea também do Rio de Janeiro, e numa das viagens da companhia nos Estados Unidos com a Márcia Milhazes, eu vi uma matéria no jornal, uma nota bem pequenininha, que ia ter uma audição para o Balé da Cidade de São Paulo, Teatro Municipal de São Paulo.

E aí eu me descobri, né?

Então, antes de encerrar a carreira como bailarino, faz dez anos que eu encerrei a carreira, eu encerrei a carreira com 40 anos, e hoje eu estou com 49 anos. Então, esse ano eu completo 50. Eu estou me sentindo bem, graças a Deus.

E o que é movimento e o que é fazer exercício?

São duas coisas completamente diferentes. Se movimentar é fácil, agora fazer exercício, tentando entender cada segmento articular do corpo, é que é o nosso desafio. E aí eu vou percebendo que cada dia, quando eu vejo que os meus alunos, eles se descobrem e eles começam a trazer para mim que, nossa, não sinto mais dor, nossa, melhorei nisso.

E tem muita gente que pergunta para mim, Wagner, quando é que eu começo a perceber que o Pilates está fazendo defeito?

Porque tem muita gente que acha que o Pilates não trabalha a força muscular. Trabalha a força muscular. Aí eu respondo, quando o seu dia a dia começa a ficar mais fácil.

Eu tenho uma aluna que fala, nossa, tem como você repetir um exercício para eu poder chegar em casa e fazer o mesmo?

E aí ontem eu tive uma pergunta muito interessante de um aluno meu, Wagner. A gente trabalha com repetição para a musculatura poder entender o que está acontecendo. Beleza.

Transcrição completa do vídeo

Minha letícia Miyamoto está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós conversamos sobre o uso da meia elástica e antes sobre o meso da mulher, junto com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular e também com a doutora Juliana Amato, que é médica ginecologista. Hoje nós recebemos um convidado especial aqui no AmatoCast, já vou ler o currículo dele para vocês.

A gente está tentando marcar muito tempo, tenho certeza que vocês vão adorar esse assunto, já vai curtindo, comentando, compartilhando, que é muito importante para o engajamento aqui do nosso vídeo e para a gente continuar trazendo especialistas, tanto o nosso de hoje como também outras pessoas, outras dúvidas que vocês tiverem relacionadas a esse assunto ou não. Então eu já vou apresentar aqui para vocês. Hoje a gente traz o Wagner Varela, que é especialista no método Pilates e é justamente o tema de hoje que a gente vai falar sobre saúde e Pilates.

Muitas dúvidas também que foram enviadas por vocês, outras do Trend Topics, ou seja, aquelas que são mais pesquisadas no Google, então a gente vai poder esclarecer tudo aqui no episódio de hoje. Então apresentando melhor o nosso convidado, Wagner Varela é personal trainer formado pela Uniban, especialista em prescrição do exercício físico e saúde pela Universidade Gama Filho e especialista no método Pilates. Finalmente, bem-vindo, Wagner.

Finalmente, depois de muito tempo, a coerir a gente consegue encaixar um pouquinho as coisas. Exatamente, o que a gente estava conversando aqui um pouquinho antes, de tantas curiosidades da sua especialidade, de como você chegou até aqui, então já quero saber como que você sempre gostou de Pilates, já era aquela até criança mesmo, adolescente, que já se interessava pelo exercício físico ou não? Foi uma surpresa na sua vida? Na verdade, como que surgiu Pilates na minha vida? Eu fui bailarino durante 22 anos, eu passei por quatro companhias de dança profissionais, que foi a Quasar Companhia de Dança de Goiânia, o Renato Vieira Dança Contemporânea do Rio de Janeiro, a Márcia Milhazes Dança Contemporânea também do Rio de Janeiro, e numa das viagens da companhia nos Estados Unidos com a Márcia Milhazes, eu vi uma matéria no jornal, uma nota bem pequenininha, que ia ter uma audição para o Balé da Cidade de São Paulo, Teatro Municipal de São Paulo. Me arrisquei, vim fazer a audição, na época tinham bastante bailarinos fazendo a audição, mas eles tinham apenas seis vagas, e eu acabei, foram dois dias de audições, foi sábado e domingo, e a eliminação, ela é uma eliminação muito rápida, até eles chegarem no perfil que eles querem de bailarino.

O Balé da Cidade foi minha última companhia, que eu dancei na companhia 16 anos, só que eu sabia que um dia a carreira como bailarino ia acabar, e eu sempre gostei de atividade física, porque eu estudei teatro antes disso tudo, e eu comecei a procurar uma especialidade pós a faculdade que eu continuasse trabalhando com o corpo. Eu sou formado em Educação Física, sou educador físico, e eu falei, procurei atividades aquáticas, mas não era muito alinho do que eu precisava. E aí eu vi o Pilates, porque o próprio Balé da Cidade, ele dava aula de Pilates para a gente.

E aí eu comecei a perceber que o Pilates me ajudava muito no trabalho que eu tinha como bailarino. Eu me machucava menos, eu sentia menos dor, e aí eu me aprofundei no método, e aí eu fui fazer especialização no método Pilates. E aí eu me descobri, né? Então, antes de encerrar a carreira como bailarino, faz dez anos que eu encerrei a carreira, eu encerrei a carreira com 40 anos, e hoje eu estou com 49 anos.

Então, esse ano eu completo 50. Eu estou me sentindo bem, graças a Deus. Já me surpreendi aí.

Só que, assim, durante a carreira como bailarino, eu tive alguns tropeços no meio do caminho. Eu tenho dois parafusos no joelho esquerdo, fiz uma boa reabilitação no Rio de Janeiro, quando eu fiz a cirurgia, e eu tenho uma prótese na coluna, onde eu sou muito feliz, e é onde eu comecei a perceber que a dificuldade está muito na nossa cabeça. E eu tento levar isso para os meus alunos nas aulas.

Então, quando eu encerrei a carreira, eu já estava atuando como professor de Pilates, professor especialista no método. Eu atendi numa clínica no Ipiranga por 12 anos. Dentro da clínica, o espaço SCR, tinha o estúdio de Pilates, então, muita gente que fazia o RPG, fazia físio, passava comigo na reabilitação do Pilates.

A gente tem que entender que o Pilates, ele não é academia. Eu gosto de trabalhar com quatro pessoas apenas, porque uma hora de aula, dependendo da aula, eu acho pouco tempo. Para muitas pessoas são 40 minutos, 45 minutos.

Eu gosto de estar com meus alunos para entender qual é a dificuldade deles, porque tem muita gente que faz exercício físico, mas não se conhece. E o que é movimento e o que é fazer exercício? São duas coisas completamente diferentes. Se movimentar é fácil, agora fazer exercício, tentando entender cada segmento articular do corpo, é que é o nosso desafio.

E aí eu vou percebendo que cada dia, quando eu vejo que os meus alunos, eles se descobrem e eles começam a trazer para mim que, nossa, não sinto mais dor, nossa, melhorei nisso. E tem muita gente que pergunta para mim, Wagner, quando é que eu começo a perceber que o Pilates está fazendo defeito? Porque tem muita gente que acha que o Pilates não trabalha a força muscular. Trabalha a força muscular.

Aí eu respondo, quando o seu dia a dia começa a ficar mais fácil. Coisas que eram difíceis de você executar, abaixar, levantar, calçar um simples sapato, coisas simples que começam a ficar distantes, começam a ficar mais fáceis. Aí eu falo, é aí que você começa a perceber que é o resultado do que você está praticando.

Entendeu? Eu sempre que falo que é assim, no Pilates a gente trabalha força e resistência. Tem uma mola trabalhando contra a força que a gente faz. E tem muita gente que vem da musculação com a ideia de trabalhar no Pilates, fazer força.

Só que eu faço força, que está certo, e a musculação não está errada. A musculação, ela é super importante para a estrutura muscular do corpo de cada indivíduo. Mas no Pilates, eu trabalho a força e eu tenho que respeitar a resistência.

É aí que é o segredo. Que dependendo do tipo de mola que a gente usa na execução do exercício, tem muita gente que me dá uma devolutiva assim, ah, coloca um pouquinho mais pesado. Aí eu falo, calma.

Às vezes, dependendo do exercício, a mola mais leve, ela se torna um exercício pesado. É como que eu recruto a musculatura. Eu não simplesmente vou lá, ah, faz 10 repetições disso, 10 repetições disso, quando cansar a gente passa para o outro.

Eu chego todo dia, 5 e meia, 20 para as 6 no estúdio. Eu elaboro pelo menos de 15 a 17 exercícios. Eu deixo pelo menos um esqueleto pronto.

Porque eu atendo por dia em aula mais de 50 alunos. Então isso é todo dia. E eu tento não repetir exercício.

São mais de 500 músculos, mais de 600 músculos. Então a gente tem como trabalhar e recrutar individualmente cada grupo muscular. Ah, é fácil? Não, não é fácil.

É um desafio meu, que eu tento trazer para os meus alunos, mas que seja um desafio para eles. Só que isso é todo santo dia. Eu tenho uma aluna que fala, nossa, tem como você repetir um exercício para eu poder chegar em casa e fazer o mesmo? E aí ontem eu tive uma pergunta muito interessante de um aluno meu, Wagner.

A gente trabalha com repetição para a musculatura poder entender o que está acontecendo. Beleza. Se você não repete, como que eu vou fazer com que a repetição o músculo entenda? Aí eu falo, a gente tem uma musculatura agonista e uma antagonista.

Só que quando a gente liga a chave de um carro, não abre só a luz de um painel de um lado e o outro fica apagado. Acende o painel inteiro. Mesmo que a gente trabalhe, por exemplo, ontem eu trabalhei só membro inferior e hoje eu vou trabalhar membro superior.

No outro dia eu vou trabalhar membro inferior de novo, mas eu vou trabalhar a parte posterior. Mas eu trabalhei membro inferior. Mas a parte que eu já trabalhei há dois dias atrás, ela também vai acionar.

É isso que fica um pouco congelado na cabeça das pessoas. Preciso repetir, repetir, repetir, repetir, repetir para dar ideia. Mas só que tem outros grupos musculares que estão envolvidos ali, que deixam de ser trabalhado.

Por exemplo, descer e subir escada. Para algumas pessoas é uma coisa muito banal descer e subir escada, mas para outras não. E eu pego essa diferença nas minhas turmas.

Muita gente pergunta assim, a sua aula é adiantada? É uma aula avançada? É uma aula iniciante? Não tem aula avançada, não tem aula iniciante, não tem intermediária. É uma aula. Por um momento eu trago a individualidade deles, eu trabalho o que cada um precisa, e por outro momento eu trabalho um pouco do grupo para todo mundo.

A minha aula funciona um pouco nisso daí. Eu trabalho todo o sistema cardíaco, trabalho frequência cardíaca, e o principal, coordenação motora. A coordenação motora é muito importante para a gente a partir do momento que a gente saia do automático.

Quem não já pegou o carro para fazer um outro caminho, e quando percebeu, está fazendo o mesmo caminho que faz. Isso é o automático. E fazer exercício no automático é super perigoso, porque eu posso trazer lesões graves para o corpo.

Sim. Inclusive é uma curiosidade que você está falando, como é que é essa rotina, que eu já quero perguntar sobre a idade dessas pacientes. Nossa, eu fiquei muito surpresa que a gente estava conversando aqui antes de começar de fato o episódio.

Então, só antes de ir para a nossa próxima pergunta, para quem já está acompanhando já há bastante tempo a Amatocast sabe, mas para quem está chegando agora, a Amatocast tem um patrocínio aqui para o canal, que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco de origem é qualidade de vida e prevenção. Música Música Bom, Vadim, então seguindo aqui a minha pergunta, qual que é a faixa etária que você mais atende? Eu já fiz uma pesquisa aqui em breve, entre o nosso episódio de hoje, eu vi que qualquer pessoa pode fazer, né? Entre homens, mulheres, independente da faixa de idade, tem algumas restrições que eu vou pedir para você falar, né? Mas, eu quero saber como que você mais atua nas idosas mesmo, que mais te procuram.

Eu trabalho com duas extremidades. Eu tenho uma turma de criança que é de 7 a 9 anos. E eu tenho outra turma que é de 10 a 13.

Como é que funciona? A de 7 a 9, também é a hora de 9. Porque o tempo de concentração é muito curto. Ah, mas como é que eu vou, mas como é que você vai trabalhar os exercícios? Eu trabalho muito livre. Eu pego o que a criança tem para me oferecer.

O que é a nossa metoda, o que é lado direito e esquerdo. Porque a criança, ela é muito ativa. E a gente tem que ter um pouco de cuidado quando a gente trabalha com criança, o tempo de concentração dela.

O de 10 a 13, são 40 minutos de aula. Então são mais mocinhos, mais mocinhas, já tem um pouco mais de vaidade, eles já ficam mais, um pouco com vergonha. Mas eles trabalham isso aí.

É trabalhar o que tu tem. Tu vai na sua doutora, com ciência corporal. Tem muita criança, muito adolescente que está abanado.

E tem aquele famoso estirão, né? E aí começa a sentir doido demais. Então eu começo a partir de 7 anos de idade. E a minha outra extremidade, não que eu não goste das crianças, que eu amo trabalhar com criança, eu tenho dois filhos, um de 4 e um de 7 anos, é após os 90 anos.

Eu tenho uma aluna que ela vai fazer 99 anos. E ela faz aula em grupo. Ela é a mais velha da turma, só que a mais nova da turma tem 90.

E na hora dos exercícios eu chego com ela, ó, calma, vamos esperar os mais velhos, porque você está muito acelerada. E ela dá risada. O que que é involuntário, movimentos involuntários.

Andar é um ato involuntário. A gente não pensa para andar. A gente simplesmente levanta e sai andando.

Mas como que a gente pisa? Pisa para a porta externa, mais no calcanhar, tem uma descarga de peso mais para o metataço. A maneira que a gente pisa reflete muito de como o joelho se comporta e como o quadril se comporta. Então o que que acontece com essas duas extremidades? Eu vou dando essa noção de espaço para as crianças.

E só que a outra extremidade, após os 90, quando eu era criança, eu olhava para os meus tios e via que eles tinham 40 anos, eu falava, já é velho. Isso mudou muito, né? Para mim a pessoa começa a ter idade quando ela passa dos 85. Mudou muito uma pessoa de 60, 70 anos, está super jovem, super em cima com o seu corpo.

Se ela se cuida, se ela mantém uma rotina. E aí eu tento trazer o que para essa outra extremidade? Voltar a andar adequadamente, ter mais essa consciência. Eu lembro quando eu estava na faculdade, um professor falou assim para mim, olha, quando vocês forem trabalhar com o idoso, não trabalhem no ritmo deles, vocês têm que acelerar eles, porque o idoso por si só, ele já é mais lento.

Então se a gente for trabalhar no ritmo deles, eles vão parar. E assim, eu trabalho muito em domicílio com o idoso, e geralmente eu chego e ele está deitado na cama, ou ela está deitada na cama e fala, ah, eu não quero fazer exercício hoje. Eu falei, tá bom, você vai fazer exercício deitada.

Mas eu vou brincando, tanto que eu já teve caso de eu pegar uma aluna minha, pegar ela no colo, descer no elevador com ela, e levar ela para o térreo dela. Botei ela lá e tomou um sol. Aí ela abriu o olho assim e falou, amanhã você me traz no colo de novo.

Porque às vezes eles querem atenção. Entendeu? A gente não pode esquecer que todos nós vamos envelhecer um dia. E por isso que eu falo que o idoso é muito especial.

Primeiro, tem muita informação para dar, tem muita experiência de vida, e a gente tem que ter respeito por eles. Mas as cuidadoras falam muito assim para mim, como você é mau. Eu falei, não, eu sei que ele pode me oferecer isso.

Eu não vou ultrapassar o limite dele. Mas eu sei que ele pode me oferecer isso, então eu vou fundo nisso daí. E às vezes eu ganho beijo, ganho abraço, ganho cheiro, e não tem dinheiro que pague para mim, como professor, ver a qualidade de vida do meu aluno paciente.

Inclusive, eu te perguntei sobre essa questão da idade, para a gente começar ainda nesse assunto dos idosos, porque a minha próxima pergunta era sobre o objetivo do Pilates. E antes da gente começar a gravação de fato, uma frase que você falou me chamou muito a atenção, que é o objetivo, às vezes as pessoas pensam mais, os mais novos, pensam mais na estética, em substituir musculação, algo nesse sentido, mas você falou uma frase que o Pilates, você sabe que está fazendo efeito para aquela pessoa quando ele substitui uma dor, melhora uma dor, faz com que a pessoa tenha uma condição de vida melhor, uma qualidade de vida melhor do que tinha antes, ou tinha alguma queixa de alguma, algo que não conseguia fazer, ou uma dor que era persistente ali, então eu queria ouvir de você, para você, o que é o objetivo do Pilates, porque eu já escutei muitas pessoas falando ah, você não gosta muito de academia, né, aqueles exercícios repetitivos da musculação, troca por Pilates, você viu o corpo bonito que a fulana tem com o Pilates, eu escuto isso desde adolescente, então eu acho que tem muito essa parte da estética, mas para você é muito além disso, né? Olha, o Pilates para mim é um divisor de águas, porque, ironicamente, eu dou aula de Pilates, o que é o foco do Pilates? Cuidar da coluna, né, então quando eu tenho um aluno que vai fazer uma aula experimental, ou quando ele vai ter o contato pela primeira vez contínuo com o Pilates, eu primeiro abordo com ele, você sabe quantas vértebras você tem na coluna? E muita gente não sabe quantas vértebras tem na coluna, apenas usa a coluna, usa o corpo, o Pilates ele parte do centro, as extremidades vêm como consequência, se eu não tenho uma boa mobilidade no meu centro do corpo e o corpo super reforçado, o membro inferior sofre e o membro superior sofre, aí as pessoas ah, mas como é que eu vou decorar, quantas vértebras eu tenho? É o simples, né, eu sempre falo assim, que horas que os filhos entram na escola? Sete da manhã, quantas vértebras nós temos na coluna cervical? Sete, e aí a pessoa sempre vai lembrar que são sete vértebras, geralmente o horário que a gente almoça, o padrão meio-dia, quantas vértebras nós temos na coluna torácica? Doze. Então pra criar esse link para as pessoas saberem dividir o que é a coluna cervical, o que nada mais é que é o pescoço, o que é a coluna torácica, que é toda a estrutura do tórax e aquele chazinho das cinco da tarde, sabe, que geralmente muita gente gosta de tomar, cinco vértebras na coluna lombar.

Então se a pessoa ela começa a entender que a coluna dela é isso, ela começa a perceber que ela precisa ficar mais ereta quando ela está ou sentada ou quando ela está em pé, por causa da anteriorização de coluna cervical e a questão do telefone celular. Isso é uma coisa que me preocupa muito, a gente castiga as crianças, larga o telefone, larga o telefone, mas a gente como pai e mãe e como adulto, a gente larga o telefone? Ah, mas eu preciso trabalhar, mas como que a gente vai usar isso adequadamente que ele não fique exagerado? Então o benefício do pilates é cuidar da coluna e dar o espaço nos discos, porque a gente fica muito em pé, a gente fica muito tempo sentado, e o que vai acontecendo com os discos? Eles vão se achatando e aí começa a surgir o que se chama, que é o nome científico, protusão discal, ou abaulamento discal, que ainda não é hernia. O pilates, ele resolve isso daí, quando é o abaulamento discal ou a protusão discal, depende muito da interpretação de cada um, a gente com o fortalecimento do centro, principalmente e que seja especial para todo mundo, alonga todo dia um pouco, para a gente deixar a musculatura mais saudável.

Quando a gente mantém essa rotina de alongamento nesses três segmentos da coluna, a gente começa a dar espaço nos discos e muitas dores de cervicalgia e lombalgia crônica começam a desaparecer. A gente consegue nisso daí com o pilates. Então o foco do pilates parte daí.

Agora, ter um corpo mais sarado, um corpo mais trincado, eu lamento muito das pessoas que querem resultado rápido. Fazer atividade física não é drive-thru. Eu entro, eu compro, está pronto, eu já comi.

Tem que trabalhar todo dia um pouquinho. Resultado rápido, se eu não cuido, vai embora rápido. E o ir embora rápido, as consequências podem ser muito graves para o corpo.

Depois que eu saí do balé, eu mantive por 22 anos 72 quilos. Comia de madrugada, eu podia comer uma feijoada de madrugada, porque eu estava gastando caloria. Seis horas, sete horas de ensaio por dia, oito horas de ensaio por dia.

Só que um ano depois que eu saí de balé, oito meses depois, eu fui para 86 quilos. Mas eu continuei comendo o que eu gostava, mas eu não continuei gastando o que eu gastava. Eu falei, opa, calma lá, vamos fazer uma reeducação alimentar aí, o que está acontecendo e tudo mais.

Eu não vou parar de comer o que eu gosto de comer, mas eu preciso resolver, porque como eu tenho uma prótese na coluna lombar, se eu perco a força de sustentação, eu começo a sentir dor. Né? E aí, nos últimos 45 dias agora, recente, eu fiz uma reeducação alimentar. Não deixei de comer.

Lembrando, eu não tomo um remédio que seja, eu não tomo um cumprimento que seja alimentar. Nada. Não tomo nada, não cuido com absolutamente nada.

Faço atividade física, como bem, e eu perdi 10 quilos. Eu saí de 86 e fui para 77 quilos. Entendeu? Então, assim, fez diferença? Fez.

Estou dormindo melhor, só que eu faço aula de pilates todo dia, sozinho. Ah, mas você não elabora os seus exercícios? Você não monta exercício? Não. Porque depois que eu saio do estúdio, eu não lembro nada, exatamente, do que eu dei.

Eu chego lá, eu olho, vamos supor que você vai fazer uma aula de pilates comigo. Primeiro eu olho, eu analiso o seu corpo inteiro, eu não perco absolutamente nada que passa batido das aulas, né? Mesmo que eu não esteja olhando o movimento acontecendo, diretamente, mas indiretamente, os espelhos, eles me dão informação. E eu consigo saber em que repetição que o aluno está.

Se ele está na segunda repetição, se ele está na terceira repetição. E aí eu vou observando, eu não olho. Pilates, pra mim, não é quantidade.

É a qualidade que você executa os exercícios. E aí eu vou trabalhando segmentos. Estou trabalhando esse aqui.

Esse aqui mexe esse músculo. Vamos acionar ele? Então eu vou trabalhando cada segmento articular, e a gente consegue chegar nisso que todo mundo fala. Olha como é que está o corpo dele, olha como é que está o corpo dela.

Quanto tempo faço que eu não entro numa academia de musculação? Eu acho que vai pra três, quatro anos. Que eu não entro numa academia pra fazer musculação. Né? Não que eu não goste de musculação, é super importante.

A partir do momento que a gente associa com outra atividade que se chama alongamento. Alongamento é ter a musculatura saudável e a gente consegue evitar lesão. Então qual o princípio do Pilates? Centro do corpo.

O corpo. Trabalhar com centro. Vou dar um exemplo.

Se a Avenida Paulista trava, se tem algum protesto ou se tem alguma manifestação, o que que acontece com as extremidades? Trava tudo. Então a Avenida Paulista é a nossa coluna. Se a coluna trava, eu não mexo o braço, não mexo o pé, não consigo andar.

Se eu estou com a lombar travada, eu não consigo andar, porque dói, eu não consigo subir. Se eu estou com o pescoço travado, uma cervicalgia que vem até o trapézio, eu não consigo virar. Então eu gosto de trazer imagem para os meus alunos, para ficar de uma maneira mais fácil do que usar termos técnicos com eles, entendeu? E aí eu vou abordando o Pilates.

Só que tem muita gente que usa o Pilates como aeróbia na aeróbica. Vamos fazer exercício e tudo mais. Grupo? Ok.

É bem-vindo fazer um grupo grande a partir do momento que cada um tenha essa consciência. Mas agora, se o aluno vem para mim, ah, eu estou com uma lesão de menisco. Aonde que eu entro? Calma.

Vamos dar uma olhadinha. Vamos ver como é que é o período de dor, que momento que dói mais. Vamos trabalhar isso aqui para ver se a gente melhora a sua qualidade da saúde do seu joelho.

Para que você tenha uma qualidade de vida. Porque tem muita gente que às vezes não quer fazer uma cirurgia, ou porque tem medo, ou que acha que a cirurgia já vai de cara resolver o problema, mas tem o pré e tem o pós. Não é todo mundo que encara uma reabilitação.

Beleza, eu vou fazer uma cirurgia e eu vou para dentro mesmo na reabilitação. Mas eu trabalho o indivíduo. Eu não trabalho o grupo.

O que serve para mim não vai servir para você. Eu trabalho essa individualização. Eu falo muito nas minhas aulas.

Eu não gosto de padronizar meus alunos. Por isso que eu trabalho com essas idades completamente diferentes. Eu tenho uma turma que tem um casal de alunos que tem mais de 60 anos.

Só que eu tenho dois alunos adolescentes na mesma turma. E deu match. Combinou tão bem que eles adoram estar junto.

Esse casal com mais de 60 e esses dois alunos que são adolescentes que não tem nem 17 anos ainda. E é uma aula que faz assim, ó. Voa, entendeu? Eu falo que eu aprendo mais do que eu ensino para eles. Do que eu dou de informação para eles.

Sim. E inclusive eu já vou fazer uma pergunta polêmica agora, já que você falou sobre as pessoas mais novas. Claro que eu imagino que para idosos costuma ser mais difícil, né? Alguém vir com esse interesse para você.

Qual que é a sua opinião sobre crossfit? Olha, toda atividade física, ela é muito bem-vinda. Correr, caminhar, pular, vôlei, de tênis, natação, squash, tudo é bem-vindo. Crossfit, tudo é bem-vindo.

Eu digo associado ao pilates, tá? Mas assim, eu tenho um triatleta, ele é triatleta profissional, ele nada, corre e pedala. E aí ele vem me perguntar, Wagner, eu corro para treinar, eu pedalo para treinar e mas eu tenho a musculação. Aí eu falo, deixa a natação para o final, né? Porque tudo pode ser associado ao pilates, pode, a partir do momento que um bom professor, um bom personal, direcione nenhuma técnica de atividade física é ruim.

Porque elas foram estudadas, elas foram elaboradas. É a maneira que ela é praticada. Entendeu? Então eu não posso falar se o crossfit é ruim ou se o crossfit não é bom para o corpo do aluno.

É a maneira que ela é colocada para o aluno. Não só o crossfit, não só o spinning, não só o tênis, não só o beat tênis. O beat tênis está tendo muita lesão de ombro.

Mas é como que o professor pode direcionar, como que ele vai usar o dorso para não jogar uma responsabilidade para o ombro. Não sei se dá para responder um pouco para a gente não fazer com o crossfit ele vira um vilão. Entendeu? Que pode ser tantas outras coisas.

Ou até mesmo estar deitado, dormindo de lado, eu posso machucar o ombro. Por exemplo, eu tenho um aluno que ele tem hiper frustidão ligamentar. Ele não tem nem frustidão ligamentar, ele tem hiper frustidão.

E ele fez um preventivo com o ombro. Não estava machucado, não estava lesionado, mas ele fez uma cirurgia como preventivo. Para poder prender um pouco mais.

A questão da frustidão ligamentar, deixando bem claro, frustidão ligamentar não é alongamento. É uma frustidão nos ligamentos, que o ligamento ele serve apenas para ligar osso no osso. Não serve para mais nada.

E é esse preventivo. Então, nenhuma técnica de atividade física, nenhuma modalidade de atividade física, é vilã ou vilão. É a maneira que a gente aborda e que a gente coloca.

Só que existe uma coisa chamado imediatismo. Eu quero estar pronto para um casamento daqui a um mês. Como chegou uma aluna mexicana, 20 anos atrás ela me procurou, olha, eu vou casar, isso era fevereiro, eu vou casar em novembro e eu preciso emagrecer.

Ela falou, tá bom, mas eu não sou nutricionista, não sou cirurgião bariátrico. Por que você está com essa ideia? Ah, porque eu já comprei o vestido e eu preciso entrar nele. Eu falei, calma, vamos começar lá do início.

Guarda o vestido, você vai procurar uma boa nutricionista, uma boa nutróloga, você vai ver como está a sua alimentação, porque você não engordou em 45 dias. Isso já vem acontecendo há algum tempo. Ela casou, deu tudo certo e coube no vestido, mas não foi só eu que ajudei.

Teve toda uma equipe que ela também estava aberta para receber essa informação. Também tem isso, o aluno tem que estar aberto para aceitar que existe uma falha dele. Entendeu? Existe uma falha dele também ali, porque é muito fácil a gente culpar outra pessoa.

O pós-cirurgia cabe muito mais ao paciente do que ao médico que foi lá fazer a cirurgia, porque o médico já sabe fazer aquilo na cirurgia. Salvo alguns casos. Mas depende muito do que é o pós-operatório dele.

Não sei se deu para responder para você. Fazer uma associação com certeza. E você falou muito bem, para não deixar o crossfit como se fosse o único esporte que pode causar uma lesão, que pode dar um problema mais grave para quem faz de forma errada.

Eu escuto muito assim, não faz beat tênis porque ele machuca. Não gente, beat tênis não machuca. É a maneira que a gente faz o beat tênis.

Atividade física nenhuma machuca. É como... Uma vez eu estava acompanhando uma conversa no Facebook e tinha um canal, uma página lá, um perfil mostrando ganho, não sei o que, 27 dias, não sei o que, mas só mostrava gente sarada. Aí eu fui lá escrevi.

Eu falei, como é que seria essa mesma proposta para uma pessoa que é sedentária? Vai dar o mesmo resultado? Eu fui excluído. Me excluíram. Me bloquearam no perfil.

Eu falei, está vendo? Essa foi a resposta. Já respondeu aí, né? Já respondeu aí, entendeu? Eu sou a pessoa mais suspeita para falar sobre o método Pilates. Porque ele me beneficia muito.

Eu acredito que todo professor por um momento, ele também precisa ser aluno para se reciclar. O professor, ele precisa fazer aula. O professor, ele precisa demonstrar muito bem o que ele está pedindo para o aluno.

Porque isso dá incentivo. Porque o Pilates, ele é muito bom. E eu lamento muito pelo que eu vou falar.

Mas o Pilates mal executado, ele pode trazer lesão irreversível. E aí eu sou muito rechaçado por alguns colegas que, mas você não pode falar isso. Falei, mas eu não posso ser liviano com meus alunos.

Eu tenho que ser sincero com eles. Porque senão vão falar que o Pilates machuca. Eu posso andar, dar uma topadinha na quina da parede, e aí eu vou tirar todas as quinas da parede, porque a quina da parede machuca meu dedo.

Não é a quina que machuca, entendeu? Foi o que você fez. Então, assim, é a maneira. Será que a gente se conhece? Tem gente que não consegue mexer o metataço.

Tem gente que tem a ponta do sapato, do tênis, furada em cima. Porque existe uma hiperextensão do tendão do dedão do pé. O que é aquilo dali? Falta de fazer força.

Então, eu trabalho no Pilates do fio de cabelo à unha do pé. A gente não pensa em trabalhar exercício daqui pra cá. A não ser quando a gente começa a ter atrose e procura um fisioterapeuta.

A gente pensa braço, perna, o que é visual? O que vende? Que são as redes sociais. O que está vendendo é o que eu vou mostrar. Mas como é que fica a saúde física? Só que diante da saúde física tem uma coisa chamada saúde mental.

Por que que só... Ah, vai procurar fisioterapia se você se machucou. Lembra que eu falei que eu trabalhava na Companhia de Goiânia? O coreógrafo e diretor era educador físico. Então, mesmo não machucado, a gente era obrigado a fazer de duas a três vezes por semana fisioterapia.

É o preventivo. Tem muita gente que fala, ah, não vou fazer fisioterapia porque a fisioterapia não resolve. Já fiz 30 sessões e não resolveu.

Não, calma. Você fez o preventivo? O problema não é a fisioterapia. É a maneira.

Então, se todo mundo fizesse o preventivo, fizer a fisioterapia, ah, eu corro bastante. Beleza. Então eu vou fazer uma fisioterapia pra ver como é que está a saúde do meu joelho, como é que está a saúde do meu quadril.

Eu não vou esperar machucar pra procurar fisioterapia. Então, tem muita gente que fala que eu sou um pouco chato nesse assunto. Mas eu não posso ser leniano com meus pacientes, com meus alunos.

E já citando os benefícios, as questões dos benefícios, você parece ser uma pessoa bem tranquila no seu modo de falar. Quem está acompanhando agora desde o começo deve ter tido essa impressão também. Você considera que o Pilates, a pessoa precisa usar, precisa trazer a mente também praquilo, em questão de respiração, ansiedade, isso consegue ajudar, entra como benefício também? Total! Lembra que eu falei, o andar é um ato involuntário? Eu não penso pra andar.

Eu penso pra respirar? Não. Inspiro e expiro. Quando a gente faz exercício, e quando a gente pega muito peso, não é peso, tá? Quando a gente faz muita força, qual é a primeira atitude? Prender a respiração.

Dá a sensação que gera mais força. Gera mais força. Mas o respirar é um ato involuntário.

Muita gente pergunta, ah, você não fala sobre a respiração no Pilates. Porque é tanta informação que eu dou, tanta informação, como o ato de respirar é involuntário, eu falo, gente, respira. Não bloqueia a respiração.

Pensa no que vocês estão fazendo. Eu sempre falo, faz um rolamento. Vê se o joelho tá esticado.

Não, ele não tá esticado, ele tá dobrado. Não, mas tá esticado. Mas o que é a sensação física e o que é a sensação visual? A minha é a sensação visual.

O do aluno é a sensação física. Como casar essas duas informações? Eu coloco ele pra pensar. Você consegue mexer isso aqui? Não, não tô conseguindo não.

Calma, passa. Pensa nessa articulação, mas eu não tô conseguindo. Então faz muito tempo que você não mexe essa articulação.

Eu preciso usar a cabeça pra pensar nos movimentos. Se eu tô muito bem posicionado, se eu tô alinhado, porque às vezes eu quero fazer um exercício pra braço e tô jogando a força nas costas. E aí eu posso jogar força onde não precisa.

Aí eu acho que eu fiz o exercício. Mas eu posso tá machucando outro lugar. Isso é movimento involuntário.

Como bailarino, eu dancei mais de 200 obras na minha carreira inteira. Então a gente ensaiava às vezes quatro, cinco meses pro movimento sair automático. Pra eu não pensar no movimento.

É completamente diferente. Repetia, repetia, repetia, repetia, repetia, colocava na contagem musical, repetia, repetia, até ele sair naturalmente. Porque se eu desviasse a cabeça em cena pra qualquer lugar, eu errava o movimento.

Que é diferente de fazer exercício. Não, calma. Trabalha.

A diferença que eu falei sobre força e resistência. Força e sustentação. Eu puxo, resiste.

Que a gente chama de agonista e antagonista. Mas vale fazer forte? Sim. Depende do treino que cada professor vai direcionar pro aluno.

A gente não pode esquecer. Uma vez uma dentista chegou pra mim e falou assim mesmo. Ai, Wagner, tô tão chateado.

Falei, o que aconteceu? Nossa, eu faço exercício, eu faço musculação, eu faço bicicleta, mas eu não perco peso. Mas eu não ganho massa magra. Falei, calma.

Você tem que ver o tempo de resposta de fibra. Tem gente que tem tempo de resposta de fibra lenta, tem gente que tem tempo de resposta de fibra rápida. De quem é essa obrigação? Do educador físico.

Né? Quando eu comecei a fazer estágio, eu dei estágio no Jardim Brasil, numa escola pública. Foi uma das melhores fases dar estágio. Porque eu cheguei lá, eu dava estágio da terceira, sétima série.

Né? E aí os alunos não sabiam que eu era bailarino. Ah, professor, dá bola pra gente aí, vai sentar a ler jornal. Eu falei, não, calma.

Eu demorei muito a conquistar a confiança deles. Pra mostrar que a educação física, que na nossa época, era pra entender... Educação física não é só o professor de educação física. A gente faz educação física desde o colegial.

Pra cuidar da saúde do corpo. Quando eu terminei o meu estágio, ninguém queria ir pra quadra de futebol mais. Eles queriam estar dentro da sala e eles estavam assistindo vídeo de dança que eu estava explicando pra eles, a importância da dança na vida de todo mundo.

Né? Então não teve melhor estágio na vida do que esse pra mim. Entendeu? E em questão de restrição, tem alguma que você fala assim, olha, essa pessoa... Porque a gente falou muito de dores nas costas, lombar o dia. Tem alguma pessoa que chega pra você que você fala essa pessoa não pode praticar de forma alguma? Ó, cada caso é um caso.

Vamos supor que a pessoa... A pior coisa que tem é você se dar como exemplo. Mas eu brinco na sala, eu não sou um dos melhores exemplos. Eu tenho seis parafusos na coluna lombar, eu tenho seis calços e duas placas.

Eu não posso pular. Eu não posso correr. Mas por que você não pode pular e você não pode correr? Porque dói.

Machuca. Ah, mas então eu não vou conseguir nunca trabalhar exercício de impulso. Eu posso buscar em outra forma.

Eu tenho um aluno que ele está com uma lesão 100% de menisco. Ele não quer operar. Né? Aí eu chego pra ele e falo na aula, olha, eu vou dar esse exercício pra você porque eu sei que isso vai fortalecer você.

Mas eu não vou dar esse. Mas eu vou dar exercício pro resto da turma, que vai trabalhar o mesmo grupo muscular que ele está trabalhando. Eu não deixo que um aluno meu fique sem fazer atividade física.

Mas no geral, não são todos recebem uma informação assim, ó, você machucou o joelho, para até sarar. É um pouco contraditório isso daí, porque se eu paro só por causa do joelho, como é que fica o resto do corpo? Toda a parte da estrutura de membro superior. Eu falo, não, vem fazer aula.

Você vai fazer aula porque você tem o resto do corpo inteiro pra funcionar. Né? Só porque, sei lá, o meu banco do carona quebrou, não posso dirigir o carro porque o banco do carona está quebrado. É uma boa comparação.

Só que, eu não deixo que meus alunos fiquem sem fazer. Hoje em dia, eu tenho mais de 160 alunos. E, eu não gosto de dar aula para mais do que 4 pessoas.

Né? Mas, graças a Deus, assim, eu fico feliz por um lado e triste por outro, por dia não ser 34 horas. Porque se fosse 34 horas, eu estaria 34 horas dando aula. Porque tem gente que já chegou na fila de espera para fazer aula comigo, nove meses.

Já teve um período de ter 160 pessoas numa fila de espera. Mas, é pra fazer aula comigo? Ou pra tentar entender o que os outros acabam passando pra eles? Né? O que é que eles passam? Ah, é a maneira que você aborda, porque eu respeito o indivíduo. A necessidade de um não é a mesma necessidade do outro.

Mas, no resultado final, é o que cada um precisa. Eu vejo que existe muita gente carente de exercício. Eu vejo que tem muita gente que, assim, está exausto de musculação.

Entendeu? E aí, eu fico, por que está acontecendo isso? Eu sempre me pergunto. Eu falo, calma. A gente tem uma coisa na vida que a gente sabe que não vai parar nunca.

É o envelhecimento. Só que as pessoas esquecem que elas estão envelhecendo. E eu falo, então, vamos trabalhar com calma, etapa por etapa.

Vamos respeitar esse processo, essa cronologia aí. Respeite você, porque você tem algumas peças no corpo que não tem reposição. Entendeu? A minha aula, como especialista, não só no estúdio, como eu dou aula na FMU.

Eu sou professor especialista do método Pilates na FMU. E o maior grupo de pessoas que eu pego, são educadores físicos e fisioterapeutas. Então, você vê um fisioterapeuta que já entende muito de anatomia, é um educador físico também, mas na hora que eu começo abordar pra eles, eu vejo que existe uma carência de informação.

E eu falo pra eles, aqui, vocês vão aprender teoria. Mas aprender mesmo, vocês vão aprender no dia a dia. É ali, na labuta, todo dia, onde você tem que estar aberto pra aprender.

Então, é muito difícil falar quem pode e quem não pode. Todo mundo pode. A partir do momento que a gente respeite a individualidade de cada um.

Eu tive um aluno que tem mielomeningoncele, ele fazia aula de Pilates comigo. Só pra quem não entendeu o que é. Mielomeningoncele é uma patologia da colônia que é detectada nos primeiros meses de gestação, que hoje em dia já tem cirurgia pra isso. Que quando não tinha, na época, a criança, ela nascia com um pouco de problema de membros inferiores.

Até um certo ponto de ser paraplédico mesmo. Não existe pra mim, não existe uma pessoa que é deficiente, não existe uma pessoa que tem dificuldade, não existe. Eu cuido do ser humano.

Independente de que classe que ele seja e qual dificuldade que ele tenha. Eu cuido do ser humano. Isso é o que importa pra mim como professor.

É isso que é mais difícil. Por isso que é claro que a gente está falando de números, de quantidade, e não só na sua especialidade, no Pilates, mas também na área da medicina, que é o que a gente tanto fala aqui. A gente fala que o Omatocast é pra área da saúde, que engloba tudo, como o Pilates, por exemplo.

Mas os médicos também, a gente vê essa dificuldade, a pessoa quer ser acolhida, como você falou isso no início. O idoso quer ser acolhido, mas a pessoa nova também quer ser acolhida, quer sentir que a pessoa está sendo vista como uma pessoa individual, de fato. Todo mundo aqui já deve ter passado por isso alguma vez na vida, aquela coisa que, sabe, passa numa consulta que dura cinco minutos, que o médico nem olhou direito pro seu rosto, já chega ali, o que você tem, já vai escrevendo, já passa alguma coisa.

Então, eu acho que na prática também do exercício físico, eu acho não, né? Tenho certeza que a pessoa quer também sentir que está fazendo algo que vai mudar a vida, tanto na forma estética, como na qualidade de vida, de forma individual, pra não enxugar gelo, não ficar fazendo uma coisa que depois vai ter algum resultado. É padronizar todo mundo. Você falou uma coisa que é super pertinente ressaltar.

Eu tenho um aluno que ele está há dez anos comigo. No mesmo horário. E ele era super retraído.

Aspas, só abrindo um parêntese aí. Muita gente achava que pelades era só coisa pra mulher. Eu tenho, não dá nem pra falar se eu tenho mais mulher, sexo feminino ou sexo masculino, tá quase igual ali.

E muitos senhores, casados, fazem aula comigo. Aí, voltando a esse meu aluno que está há dez anos. Eu sentia que ele era muito retraído e tudo mais.

E aí, no momento do dia da aula, ele falou, tchau, bom final de semana. Eu dei um abraço nele. Ele engesseu o corpo de tal forma.

Aí eu falei, ih, fez besteira. Mas eu não recuei. Aí eu dei um tapinha, foi, foi, foi, foi.

Aí foi passando os anos, eu fui tendo mais intimidade com ele. Ele virou outra pessoa. As pessoas estão muito carentes, carentes de abraço, de sentar que alguém escute o que ela tenha pra falar.

O que você falou, aquela consulta de cinco minutos, de até um minuto, isso chega muito pra mim. Ah, Wagner, tô com uma dor aqui, tô com uma dor aqui. Deita ali.

Deixa eu ver você. E uma coisa muito importante. Cada especialista da área da saúde que vá chegar e vá tocar no seu aluno ou no seu patrocinante, avisa.

Olha, vou encostar aqui em você. Vou botar a mão aqui, tá? Porque a gente tem que respeitar o corpo da outra pessoa. E aí eu vou lá, tal.

Nossa, mas eu fui no médico, ele nem sequer olhou pra mim e encostou em mim. E você veio. Eu falei, mas gente, isso é a coisa mais simples do mundo.

É o básico da queixa, né? É o básico da queixa, né? Exatamente como você tá falando. Aí eu fico olhando, eu falei, gente, o que que tá acontecendo? A pessoa, ela só quer atenção. Por isso que as pessoas estão numa fase que tudo pode e nada pode.

Mas dentro do estúdio, pra dentro, eu respeito meus alunos, eu converso com eles, eu brinco com eles. Ontem mesmo, uma aluna me surpreendeu, né? Ela tava sozinha. Ela falou, Wagner, você é muito generoso.

Eu tô há nove anos com você, eu nunca vi você uma vez sequer perder a sua linha, a sua postura. Da maneira que você trata cada um. Você trata com respeito.

Até as pessoas que às vezes são um pouco mais ríspidas com você, mas você para, você vai e você trata ela, você devolve uma outra coisa pra ela e a pessoa, ela se desmancha, entendeu? Ela cede. Sabe por quê? Porque o problema não sou eu. Tá acontecendo alguma coisa naquele momento na vida daquele aluno, daquele paciente.

E ele tá completamente até aqui. E ele vai jogar no primeiro que seja. Mas não é comigo.

O problema não é comigo. Né? E aí, hoje esse aluno eu abraço, eu brinco, ele bate em mim, eu vou lá, encosto a cabeça na cabeça dele, eu coloco a minha cabeça no ombro dele e ela é uma pessoa super querida. E todo mundo que tá em volta dele, percebeu essa diferença dele.

Eu tenho uma aluna de 97 anos, que eu cuido dela toda quinta-feira, que é o dia dela hoje. Né? Ela tá em casa, ela tá se alimentando por sonda, ela faz toda a dieta dela por sonda, tá na cama. Mas quando eu chego lá, eu tiro ela da cama.

Eu falo, enrola isso daí, guarda e eu falo, ó, vambora levantar que essa cama aí tá cansada de você. Né? Só que ela tem um home cardio físico que vai todo dia. Aí as cuidadoras falam assim, nossa Wagner, quando você chega, ela abre o olho.

Quando os fisioterapeutas vêm, ela não abre o olho. Ela sequer olha. Que paixão é essa? Eu falo porque eu não venho cumprir horário com ela.

Eu venho, eu brinco, eu vou, eu venho, eu faço carinho, eu faço massagem e tal. Aí ela dá risada, né, ela fala, ela conversa. Quando eu vou embora, ela volta pro estado modo descanso dela.

O próprio filho dela falou, Wagner, é um amor platônico que a minha mãe tem por você, que você é o único que consegue deixar minha mãe em pé. Mas é um indivíduo. É uma pessoa de 97 anos que quer ser cuidado.

Quem não quer carinho? Quem não quer ser cuidado? Então eu não vou pro estúdio, aí hoje eu tenho sete aulas pra dar. Não vejo a hora de acabar essas sete aulas. De terça e quarto, eu começo a dar aula às sete da manhã, acabo às oito da noite com uma hora de intervalo.

Quando eu vejo, já deu seis e meia. E eu não tô cansado. Que é que você realmente ama, né? Ah, eu gosto, viu? Dá pra ver da forma que você faz.

Eu gosto muito. Que o olho brilha, né? Naquela vontade mesmo de falar. Eu só espero que esse ano eu faça os cinquenta anos.

Eu só espero daqui a dez anos, que eu estiver com os sessenta, eu esteja com a mesma energia, mesmo porque meus filhos têm quatro e seis anos. Eu preciso estar inteiro pra eles quando eles crescerem, entendeu? Você disse que vai fazer cinquenta agora. Já não imaginava.

Tenho certeza que quem tá... comentem aí o que vocês acharam. Mas com certeza com os sessenta também vai estar... vai parecer menos, porque vai seguir a ordem que veio, que chegou até agora. Amém! Eu vou agora fazer... Eu até esqueci de falar pra você antes da gente começar, mas é super legal.

Você vai gostar bastante. A gente tem um quadro aqui no final, quando é nos últimos minutos da nossa gravação, que é mitos e verdades. Então são as principais perguntas que você tem no início aqui, nos Trend Topics, né? Que as pessoas mais perguntam no Google, quando você coloca Pilates, que aparecem ali aquelas perguntas que as pessoas mais pesquisaram.

Então eu separei alguns que as pessoas mais queriam saber nas redes sociais, na internet, e vou trazer pra você tirar dúvidas se é verdade ou se é mentira, do que as pessoas estão falando. Grávidas podem praticar Pilates? Sim! A partir do terceiro mês de gestação. Muita gestante me procura, e aí tem algumas que querem fazer nos três primeiros meses, mas eu sempre falo assim, a doutora Juliana Mato, ela sabe muito bem sobre isso daí.

Os três primeiros meses é crucial, né? Que é fundamental ali pra não ter nenhum problema, nenhuma intercorrência, mas assim, cada gestação é uma gestação. Não vai padronizar. E pode fazer Pilates, mas tem que pegar um bom professor, um bom especialista que entenda o que está fazendo, entendeu? Eu brinco assim na aula, ah, mas a gestante é só aula de gestante ou não pode ter gestante com outras turmas? Pode! Eu sempre brinco, ou tem gestante que está fazendo a aula e com gente que não é gestante.

Ela até brinca, eu falo, gente, eu vou fazer o dela que é gestante. Você, ai, mas eu acabei de engravidar. Também.

Eu só brinco, você não pode fazer a força no abdômen, mas você tem um perine pra poder trabalhar essa força, né? Então, gestante pode e deve fazer Pilates. Legal, esclarecido. Pilates melhora o humor? Ah, o meu é lá em cima todo dia.

Meus alunos, quando eles acabam a aula... Ainda são pacientes de 97 anos também. Ah, com certeza, gente. Ela, sem contar.

A aula pode ser chata da maneira que você aborda a aula. Por exemplo, por que eu não monto aula? Ah, hoje eu vou dar isso, isso, isso, isso. Porque cada um vem com uma energia diferente.

Um vem de duas horas de trânsito, o outro atravessou a rua, está aqui, o outro trabalhou até as cinco da manhã e veio fazer a aula. Então, sem energia. Então, eu vejo como é que está a energia, eu tenho uma estrutura mais ou menos elaborada, e aí eu vou mudando conforme cada um vai me oferecendo.

E aí, nisso, eu tento arrancar deles o melhor que eles têm. Então, dá para levantar o almoço, sim. Até eu já estou querendo entrar nessa fila de espera aí.

Pilates emagrece? Olha, é uma pergunta que muita gente faz. Ah, eu vou fazer abdominal para poder ficar com a barriga tanquinha. Abdominal não faz a barriga ficar tanquinha.

Abdominal fortalece o músculo, mas não tira a gordura. Aí é um outro profissional. Não vou falar que o Pilates emagrece.

O Pilates ajuda a trabalhar a musculatura e a glândula diposa que envolve ela. Por que glândula diposa? Porque tem gente que se incomoda de falar gordura. Ah, está me chamando de gorda? Não, então, tem que ser um pouco de cuidado como a gente fala.

Correio emagrece? Aí eu devolvo com uma pergunta. Pular na cama elástica emagrece? Porque se eu falar que pular na cama elástica emagrece, o pessoal vai ficar pulando das sete da manhã às oito da noite. Mas o que adianta eu ir lá queimar e depois eu ir lá me mergulhar numa lasanha? Pegar um pote de Nutella e comer à noite? Então eu não posso falar se o Pilates emagrece ou o Pilates não emagrece.

Se a corrida emagrece, se a corrida não emagrece. Tá, mas você falou que quando você dançava, você ensaiava oito horas por dia e comia o que queria. Porque eu gastava aquilo dali.

Tanto é que quando eu parei de dançar, oito meses, um ano depois, eu parei de gastar aquilo, mas continuei comendo, eu engordei. Então é muito perigoso falar se o Pilates emagrece ou não. Entendeu? É que tem que ver todo um contexto que envolve para a gente não transformar Pilates emagrece.

Acabou. Eu vou mexer com um grupo gigantesco. Não, o Pilates não emagrece.

Acabou. Vou mexer com outro grupo. A gente tem que ter um pouco de cuidado de tudo que nos envolve.

Você tem um café? O que é que pede um café? Um pão com manteiga quentinho. Então envolve isso daí. Eu abordo as minhas aulas dessa maneira.

Eles me perguntam muitas coisas. Então eu devolvo com pensamento para eles, entendeu? Então não é só uma aula de Pilates. Eles saem dali com muita informação.

Só que muita gente fala assim para mim. Você acha que uma vez por semana não é pouco? Então se você fizer alemão uma vez por semana, você acha que é pouco? Não, Wagner, eu preciso estudar alemão três vezes por semana. Tá bom.

Eu vou estudar alemão três vezes por semana. O que adianta você ir três horas por semana estudar alemão? Se você chega em casa, você guarda o livro. Não vai resolver três vezes por semana.

Mas o que adianta você fazer alemão uma vez por semana e você dedicar quatro vezes por semana vinte minutos do seu dia para estudar alemão em casa? O pessoal fala para mim assim. Meu, você não tem jeito. Você não dá uma fora.

Porque a gente não pode procurar um culpado. E esse é o problema. A gente quer sempre apontar o dedo para procurar um culpado.

Ah, eu estou fazendo uma vez só e não é suficiente, então faz duas também, não é? Ah, talvez eu esteja fazendo quatro em pouco tempo, tem que aumentar, né? Ah, mas eu já ouvi assim. Ah, eu vou fazer três vezes, porque se eu faltar um, eu tenho mais duas. Aí eu falo, ai meu Deus, não é a quantidade.

Que você falou, na melhor forma da execução, né? Que você consegue também tirar daquele aluno durante ali. Por isso que você disse que também não faz, não chega já com o cronograma ali da aula, né? Que você vê o que dá para... Muita gente fala, meu, você não dorme. Porque todo dia é um exercício diferente.

Aí eu falei, mas essa é a minha obrigação. Trazer novidade para vocês. Né? Porque se eu comer feijão, todo dia, todo dia, todo dia, todo dia, todo dia, meu, vai chegar uma hora que eu vou ficar saturado de feijão.

Salvo que tem gente que gosta de feijão e come feijão todo dia, tá? Nada, é só um... Só criando um link aí. Agora tem essa que eu tenho certeza que você já escutou muitas vezes, perguntarem. Pilates deixa as pessoas mais altas? A gente não cresce.

A gente tem um momento da vida que a gente cresceu. Ai, eu adoro essa pergunta. Né? O que é que acontece no nosso corpo? Temos ali em média um pouco mais de 200 ossos.

Cada osso desses tem uma coisa chamada cavidade articular. Articulação. Quantas vértebras nós temos? 7, 12, 5. Né? O que é que vai acontecendo? Temos uma coisa chamada gravidade que tá sempre ali, ó, esmagando a gente.

O que é que acontece nessas 24 articulações, né? Tá comprimindo. Aí tem assim. Ai, Wagner, eu fiz a deslumetria óssea.

Eu cresci um centímetro. Não, você não cresceu. Você alongou seu corpo.

Você ganhou espaço nas articulações. Então, é aí que tá que as pessoas falam que o Pilates cresce. A gente ganha espaço, a gente alonga o corpo e a gente sai da postura de cifose.

Né? A gente só apenas muda completamente. Então, eu falo pros meus alunos. Quando vocês estiverem andando na rua, anda metido.

Não importa o que as pessoas vão falar pra você, mas a sua saúde da coluna tá ali. Não fique assim. Até do celular, né, que você falou da postura ali do celular.

Agora, a última pergunta, que também é polêmica, tá muito realmente, pesquisa do Google, né, que as pessoas ficam lá Pilates, emagrece. Certeza que 90% foi mulher, né, procurando. Nossa, emagrece.

Pilates é parecido com Yoga? Não. Tem alguns movimentos. O Joseph Pilates, quando ele saiu da Alemanha e foi pros Estados Unidos, ele aprimorou a técnica dele porque ele começou a dar o Pilates pra bailarinos.

Tem algumas posições que remete ao Yoga. Né? Mas só que são duas técnicas completamente diferentes. A gente não pode falar que marcha atlética é a mesma coisa que corrida.

Correr é uma coisa, marcha atlética é outra. É uma corrida, mas a técnica é diferente. Pilates entra em algumas posições, alguns acessórios que a gente usa, acessórios pra fazer o Pilates de solo, que é do Yoga, que é o bloquinho, mas são duas técnicas e abordagem completamente diferentes.

Esclarecidíssimo. O papo tá muito bom, inclusive eu estourei aqui o tempo um pouquinho, mas eu vou deixar as suas redes sociais, vou pedir pra você passar pra quem ficou com alguma dúvida, queira te mandar mensagem. Eu já quero, eu já sou a primeira da lista, quero já te falar que eu sou a primeira da fila de espera pra quem vai mandar.

Brincadeira, né? Mas pra quem ficou com alguma dúvida, pode deixar aqui nos comentários do vídeo ou pode te mandar também nas redes sociais por onde te encontrar. No Instagram é meu primeiro nome e meu segundo nome, Vagner Varela. Que daí tem na bio, né, que fala ali em cima, no Instagram mesmo.

Lá tem um link, na bio, que vai direto pro meu canal no Youtube, que é Professor Vagner Varela. Então, assim, todo dia no meu Instagram, eu coloco um exercíciozinho e um pensamento. Aí os meus alunos já acordam, eles acordam e vão direto lá.

O que é que tem pra eu sofrer hoje com aquele cruel? Mas ninguém me larga, né? E no meu canal no Youtube, eu tenho, todo sábado eu coloco uma videoaula. Na pandemia, eu sempre fui contra esse negócio de exercício por vídeo. Porque eu gosto de estar ali, botar a mão na massa.

Mas eu consegui, na pandemia, preparar videoaula pros meus alunos como se eu estivesse com eles. Tanto é que eu tenho mais aulas abertas no meu canal no Youtube e eu tenho no Hotmart as videoaulas que são vendidas. E aí são videoaulas completamente diferentes, são aulas direcionadas.

Eu tenho algumas no Hotmart que já estão disponíveis lá, que são videoaulas inéditas. Só que no meu canal no Youtube, todo sábado, tem uma videoaula inédita também. Ah, legal.

Eu vi, quando eu entrei, eu vi que também tem um canal pro Whatsapp, né? Pra quem tiver já queira tirar dúvidas sobre sua agenda, que pelo jeito tá difícil. Foi difícil a gente marcar hoje, mas valeu a pena. Exatamente, porque foi um papo muito legal, deu pra passar um pouquinho sobre tudo.

Claro que se for entrar em cada detalhe, a gente vai ficar aqui horas e horas conversando, mas a gente vai te trazer de novo, já vou conversar aqui com o Dr. Alexandre, vou já deixar um espaço aberto pra você que tá acompanhando também, deixar aqui nos comentários o que vocês querem saber pra gente trazer de novo o Wagner pra que ele tire mais dúvidas, tanto desse tema especificamente, ou algum outro relacionado à especialidade dele, vai ser um prazer. Muito obrigada mais uma vez, Wagner. Eu que agradeço, carinho e atenção.

Nossa especialista aqui em Pilates, o Método Pilates, Wagner Varela, então a gente vai deixar as redes sociais aqui pra vocês, os links que ele citou pra alguém que tenha ficado com alguma dúvida. E como eu falei, não deixe de curtir, comentar e compartilhar o vídeo, que é muito importante pro nosso engajamento, pra gente continuar trazendo o Wagner mais vezes e outros especialistas. Muito obrigada pela sua participação.

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