A ablação por radiofrequência é apresentada como tratamento padrão ouro para nódulos tireoidianos benignos sintomáticos. As principais indicações incluem descon
Então tudo isso começa com avaliação ultrassonográfica.
Vejam, você tem o nódulo benigno, se esse nódulo, ele é um nódulo muito pequeno e a tireoide funciona normal, não há alteração da tireoide ou até mesmo se a sua tireoide funciona pouco e você precisa tomar hormônio tireoideano, muito provavelmente o seu nódulo não necessita de nenhum tratamento específico, apenas o segmento da função e do tamanho do nódulo.
Então, a grande vantagem da ablação, né, Rivelto, assim, veja, a gente é muito correto com isso em relação aos nossos pacientes, traduzir o que é o tratamento. Então, quando a gente fala da ablação, a gente não está se desfazendo da cirurgia, até porque eu tenho aqui meu grande parceiro cirurgião e é ele que está, uma das pessoas que está falando isso e que capitaneia isso no Brasil hoje junto comigo e outros colegas, né, de técnicas mais modernas, enfim, com cirurgia robótica, enfim.
Exatamente, então a maior diferença, a grande diferença entre um tratamento convencional, que é a cirurgia, que é um tratamento excelente para os nódulos de tiroídeo, é justamente o fato da ablação não afetar a função da tireoide.
Exato, isso é uma diferença crucial de quem está assistindo esse vídeo. Quando o paciente é submetido a uma cirurgia para a ressecção do nódulo e às vezes acaba indo por questões anatômicas à tireoide junto, o paciente fica sem o nódulo, o nódulo ele é retirado.
Olá, meu nome é Erivelto Volpi, eu sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da paratireoide. Olá, eu sou Antônio Raal, sou médico, radiologista e intervencionista. Eu realizo diagnósticos por imagem e procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem e o meu foco é imagem e procedimentos intervencionistas na glândula tireoide.
No nosso vídeo anterior, falamos de uma maneira geral sobre as doenças da tireoide e começamos a falar para vocês sobre as ablações por radiofrequência de nódulos de tireoide. Hoje nós vamos falar especificamente sobre as indicações de ablação em nódulos benignos da tireoide, sejam eles com a função normal ou sejam eles com a função aumentada, os chamados nódulos tóxicos, hiperfuncionantes ou nódulos quentes, não é isso, Antônio? Exatamente, acho que então fazendo uma pesca e voltando, nós falamos um pouco do outro vídeo, então o paciente que tem nódulos tireoidianos, uma das coisas que eles se perguntam é o seguinte, vocês vão falar de nódulos benignos, então como é que eu sei se o nódulo ou os nódulos que eu tenho é benigno ou são benignos, né? Então tudo isso começa com avaliação ultrassonográfica. Hoje nós dispomos de uma avaliação ultrassonográfica com estratificação de risco, que é a classificação T-Rads e com base nessa classificação, conforme vai aumentando o número, dois, três, quatro, da classificação de um nódulo ou de mais nódulos, nós selecionamos pacientes que podem ser acompanhados com ultrassom, tão somente exames laboratoriais ou que merecem ser pulsionados e aqueles que são pulsionados, a gente tem o resultado, uma vez pulsionados, de nódulo benigno ou de nódulo maligno, né? E daí eu acho que outra coisa que fica assim, de bom, eu tenho nódulos e já sei que esses nódulos são benignos, né, Rivelto? Então, qual o tratamento para esses nódulos? Eu quero tratar por ablação, como eu sei se o meu nódulo sendo benigno é candidato ou não ao tratamento minimamente invasivo por terapia ablativa? Vejam, você tem o nódulo benigno, se esse nódulo, ele é um nódulo muito pequeno e a tireoide funciona normal, não há alteração da tireoide ou até mesmo se a sua tireoide funciona pouco e você precisa tomar hormônio tireoideano, muito provavelmente o seu nódulo não necessita de nenhum tratamento específico, apenas o segmento da função e do tamanho do nódulo.
Porém, alguns pacientes já apresentam um nódulo que pode causar algum tipo de desconforto, seja esse desconforto devido à localização do nódulo, onde o nódulo se torna aparente e causa algum tipo de constrangimento ou de incômodo ao paciente, seja pelo crescimento do nódulo e aí esse nódulo começa a comprimir as estruturas que estão ao redor da tireoide, especialmente a traqueia, que é aquele tubinho que leva ar para o pulmão. Nessas situações, o seu nódulo pode precisar de algum tipo de tratamento e aí a ablação é talvez hoje o tratamento padrão ouro para esses nódulos benignos sintomáticos da tireoide. Como é que funciona a ablação, Antônio? Então, a grande vantagem da ablação, né, Rivelto, assim, veja, a gente é muito correto com isso em relação aos nossos pacientes, traduzir o que é o tratamento.
Então, quando a gente fala da ablação, a gente não está se desfazendo da cirurgia, até porque eu tenho aqui meu grande parceiro cirurgião e é ele que está, uma das pessoas que está falando isso e que capitaneia isso no Brasil hoje junto comigo e outros colegas, né, de técnicas mais modernas, enfim, com cirurgia robótica, enfim. Mas a ablação é a terapia mais minimamente invasiva que nós temos hoje, direcionada a nódulos tireoidianos e especialmente nessa seara dos nódulos benignos, com a grande vantagem de nós preservarmos o parênquima saudável. Então, por exemplo, em uma cirurgia para tratamento de um nódulo tireoidiano benigno ou de mais nódulos tireoidianos, por vezes a glândula toda deve ser retirada ou um pouco além do que o nódulo a ser tratado.
A grande vantagem da ablação é que nós, com uma agulha bastante fina, mais fina do que um palito de dente, guiada, assim, de uma maneira muito precisa por ultrassonografia, então o operador está ali olhando o tempo todo para o nódulo e consegue ver o tempo todo a ponta da agulha com muita precisão, então nós conseguimos tratar somente o nódulo ou os nódulos que são alvo da terapia, com a grande vantagem de preservar o restante do parênquima, nós também acabamos evitando cortes, não precisa ter nenhum tipo de corte no pescoço e a grande maioria dos pacientes, acima de 95%, não necessitam também de anestesia geral. Nós fazemos apenas com uma anestesia local e com uma sedação que é muito parecida com a da endoscopia ou da colonoscopia, né, Irmão? Exatamente, então a maior diferença, a grande diferença entre um tratamento convencional, que é a cirurgia, que é um tratamento excelente para os nódulos de tiroídeo, é justamente o fato da ablação não afetar a função da tireoide. Essa é a grande vantagem da ablação com relação à cirurgia.
Eu costumo dizer para os pacientes o seguinte, Antônio, que quando você realiza uma cirurgia de tireoide, você dorme, né, você dorme para a cirurgia, quando inicia a anestesia, você dorme com o nódulo e acorda sem o nódulo, né, e normalmente você também acorda com uma alteração da função da tireoide. A ablação é um outro princípio de tratamento e funciona diferente, você faz a ablação e o nódulo, ele vai diminuindo progressivamente com o tempo. A gente demora até um ano para saber o quanto o nódulo diminuiu, não é isso, Antônio? Exato, isso é uma diferença crucial de quem está assistindo esse vídeo.
Quando o paciente é submetido a uma cirurgia para a ressecção do nódulo e às vezes acaba indo por questões anatômicas à tireoide junto, o paciente fica sem o nódulo, o nódulo ele é retirado. Na ablação não. Qual o princípio básico da ablação? A ponta dessa agulha, que nós introduzimos de uma maneira muito precisa dentro do nódulo, dos nódulos que vão ser tratados, ela eleva a temperatura dentro desse nódulo, na casa aí de 60 a 80 graus, a gente aumenta bastante a temperatura, a gente promove, eu sempre digo assim, entre aspas, um cozimento desse nódulo, é uma necrose coagulativa que mata o nódulo.
Então a gente mata o nódulo, o nódulo continua lá, porém morto. E o corpo do paciente, quando percebe que esse nódulo está morto, e a gente tem parâmetros para avaliar isso, então seja pela vascularização, pelo aspecto de imagem, ou a gente tem o contraste de microbolhas, que nós fazemos aí também com bastante propriedade, que nos ajuda bastante no controle desses nódulos. Então uma vez que esse nódulo está morto, o corpo promove a reabsorção lenta deste nódulo.
Então esse nódulo vai sendo absorvido, vai reduzindo de volume e a gente acompanha esses pacientes ao longo de um ano, né Rivaldo? Eu acho que seria interessante a gente falar para os nossos ouvintes quais são os resultados que nós temos. Eles vão perguntar, bom, esse nódulo reduz de tamanho, mas quanto? O que é esperado? Exatamente. Isso é muito importante que o Antônio explicou.
É a mesma coisa que quando você tem um galo, quando você dá uma batida e você faz um galo na cabeça, aquele sangue que sai, que fica lá, que faz o galo, aquele sangue ele morre ali, faz o galinho e depois o corpo vai absorvendo. Com a ablação é exatamente a mesma coisa. Como o Antônio explicou muito bem, a ablação ela destrói, mata o nódulo e o corpo depois vai absorvendo esse nódulo.
Então nós temos que esperar pelo menos um ano para saber o quanto absorveu desse nódulo. Quanto maior o nódulo, menor vai ser o volume total absorvido. Então, por exemplo, nódulos de 3 centímetros, 4 centímetros, a gente consegue depois de um ano uma diminuição aí ao redor de 80, 90, até mais do que isso, 80, 90%.
Nódulos que são muito grandes, que tem 6, 8 centímetros, que são aqueles nódulos maiores, a gente consegue uma diminuição ao redor de 70%, 80% depois de um ano. Em alguns nódulos, que são nódulos muito grandes, que a gente já tem feito aqui, muitas vezes o paciente, dependendo do grau de diminuição do nódulo, depois de um ano ele vai precisar de uma segunda sessão de ablação. Antônio, você não quer explicar isso um pouco? Isso, exatamente.
Uma das perguntas que nos fazem, vamos supor, eu tenho um nódulo benigno, ou mais de um nódulo benigno, que a primeira coisa, eu quero saber a indicação. Então a indicação é ser um nódulo benigno sintomático, ou conforme o Erivelto já falou. Então seja sintomático por efeitos cosméticos, tem muita paciente que às vezes chega até a gente usando aquelas blusas de gola alta porque tem vergonha às vezes do nódulo, então causa efeito psicológico.
Ou pode ter alguma alteração hormonal associada a nódulos benignos também, ou efeito compressivo na traqueia, ou efeito compressivo na deglutição. Tem pacientes que vão deglutir porções mais sólidas, que referem a essa percepção. Então quanto à indicação está aí.
Quanto aos resultados, até a gente fala isso de uma maneira muito animada, porque nós começamos a fazer esses procedimentos em três anos, em três anos nós já contamos com mais de 220 nódulos tratados e com resultados realmente muito bons. E esses resultados publicados em revistas científicas das mais importantes do Brasil e fora do Brasil. Aliás, a maioria dos artigos são fora do Brasil.
E no que diz respeito a essa redução volumétrica da Erivelto, a gente tem até mês a mês quanto que a gente tem na média de redução. Então um dos artigos que nós publicamos, nós temos lá uma redução na casa de uns 35% ou 40% eu não me lembro os números exatos, no primeiro mês, na casa de uns 50% no terceiro mês, nos 60 e poucos por cento no sexto mês e até na casa de 90, 95% em um ano. Então os resultados são bastante sólidos.
Então isso os pacientes realmente têm tido excelentes resultados. E é por isso que a gente achou tão importante trazer para vocês esse conteúdo aqui, para falar das indicações, do que é a técnica e dos resultados que nós temos aí ao longo desses quase três anos que nós estamos realizando. Os resultados são extremamente animadores, a satisfação dos pacientes é conseguindo evitar cirurgias e preservando a função da tireoide.
O grande mote da ablação por radiofrequência é justamente conseguir preservar a função da glândula tireoide. Nós realizamos um tratamento minimamente invasivo, sem internação hospitalar, com rápida volta do paciente às suas atividades normais, 24, 48 horas, o paciente está 100% do seu dia a dia restabelecido, sem cortes, por mais estéticos que os cortes sejam, e o mais importante, sem alterar a função da glândula tireoide. Uma coisa muito importante que o Antônio falou é não só a respeito do volume dos nódulos, mas da função dos nódulos tireoideanos, porque muitas vezes os nódulos não são nem tão grandes, mas eles funcionam mais do que deveriam, causando uma doença chamada de hipertireoidismo, um excesso de hormônio tireoideano, e aí é mais uma das vantagens da ablação por radiofrequência.
Exatamente, então esse grupo específico dos nódulos tireoideanos benignos, que nós chamamos de nódulos quentes, e a gente chama de nódulos quentes porque quando esses pacientes são submetidos a um exame de cintilografia, esses nódulos ficam vermelhinhos ali na imagem, então a gente chama de nódulos quentes, eles captam mais o radiofármaco. Então são nódulos que produzem esses hormônios que eles deveriam normalmente produzir, porém em uma quantidade muito superior àquela que o paciente necessita, e a tireoide trabalha em equilíbrio, então quando ela produz menos hormônios do que ela deve produzir, isso é ruim, e quando ela produz mais hormônios do que ela deve produzir, também é ruim. As duas situações causam sintomas, e a ablação por radiofrequência, nós temos aí uma boa série de casos de nódulos quentes tratados com ablação por radiofrequência, a gente tem uma normalização, a gente tende a ter uma normalização completa ou quase completa, a grande maioria dos casos foi uma normalização completa, e na casa de 45 dias a 60 dias, então os pacientes que precisavam tomar medicação nesse cenário para inibir a função tireoideana, também deixaram de ter que tomar essa medicação e não foram submetidos à cirurgia, que eventualmente elas poderiam trocar a situação de ter uma glândula hiperfuncionante para a ausência de produção hormonal e ter que tomar medicação para suprir a função hormonal, então pacientes que necessitariam de medicação, passaram a não necessitar devido ao tratamento direcionado com ablação por radiofrequência.
Exatamente Antônio, essa é mais uma das vantagens, porque quando nós temos um nódulo quente, como o Antônio falou, um nódulo tóxico, ele se chama tóxico porque ele produz mais hormônios do que o organismo necessita, nós tínhamos três opções de tratamento, o tratamento medicamentoso com remédios para inibir a produção de hormônio, o tratamento com iodo radioativo e a cirurgia. O tratamento medicamentoso, ele é um tratamento que não pode ser estendido e estendido ad eternum, ou seja, o paciente só pode tomar medicação durante um determinado período e ele precisa partir para outras formas de tratamento. Então nós tínhamos a cirurgia com retirada de uma parte da tiroide que normalmente leva ao hipotiroidismo, ou seja, inverte a situação do paciente, mas resolve rápido o problema do hipertiroidismo e tínhamos a opção do tratamento com iodo radioativo, que tratava o nódulo, que demorava até dois meses para iniciar os resultados, mas também muitas vezes atingia células sadias, então a maioria dos pacientes tratados com iodo radioativo acabava evoluindo para o hipotiroidismo e a ablação não, não é Antônio? Exatamente, então a ablação, diferentemente da opção do iodo radioativo, que durante muito tempo foi a única opção não cirúrgica para esses casos, a ablação tem a vantagem de direcionar, de focar o tratamento para o nódulo que está causando a situação de hipertiroidismo.
Então essa é a grande vantagem da técnica, né? Então eu acho que isso tem que estar na cabeça de quem está nos ouvindo, é por isso que a gente quis fazer esse vídeo informativo. Então, primeiro, quantas indicações de ablação para quem tem nódulos benignos, né? Para quem não sabe ainda se tem nódulos tiroidianos, passar a importância dos exames de screening bem feitos, no caso a ultrassonografia com estratificação de risco, dependendo do resultado, fazer a punção. Dependendo do resultado da punção, o paciente terá nódulo confirmadamente benigno ou confirmadamente maligno, ou duvidoso, que daí a gente tem um exame complementar para poder saber se é maligno ou não.
E face à confirmação de benignidade em um nódulo sintomático, seja ele funcional ou não funcional, a gente tem aí a ablação por radiofrequência com uma técnica minimamente evasiva, uma técnica com bastante segurança. Hoje nós temos uma casoística muito boa, acho que é uma das maiores casoísticas de todo o continente americano. Nós temos essa felicidade de ter essa quantidade de casos com resultados muito bons.
E aí nós temos ainda mais assuntos para falar que nós vamos abordar em outros vídeos. Então, um deles nós vamos falar sobre uma novidade, que é o tratamento de ablação por radiofrequência, também para casos selecionados de que? Nódulos malignos. Exatamente.
Podemos realizar, estamos realizando a partir de dados concretos da literatura médica. Iniciamos há algum tempo o tratamento de nódulos malignos com critérios muito bem estabelecidos de nódulos malignos de tireoide. Mas isso é uma conversa para um próximo programa, não é isso, Antônio? Exatamente.
No último vídeo eu falei para vocês se inscreverem no canal, mas vou deixar para o Edvaldo falar agora. Se inscrevam aqui no canal, no nosso canal aqui da Clínica Amato e participem aqui das nossas conversas, tirem suas dúvidas. Um grande abraço e até a próxima.
Um grande abraço a todos vocês e até o próximo vídeo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.