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Como tudo encontrou seu caminho no Lipedema? [depoimento]

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Como tudo encontrou seu caminho no Lipedema? [depoimento]

O depoimento relata a longa e frustrante jornada de uma paciente para obter o diagnóstico correto de lipedema. O tema central é o profundo desconhecimento da co

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, ok, isso aqui que você tem, o que mais te incomoda na sua vida?

Olha, doutor, o que me incomoda na minha vida é que eu não consigo me sentir uma pessoa normal. Eu acho que não é pessoa normal.

Por que você não se sente normal?

Porque eu uso relógio nesse braço, mas aí eu olho para esse braço, parece que eu tô de relógio, que eu tenho uma montainha aqui, mas eu não vejo tanto, mas eu vejo, é grande, eu olho a foto, quando eu tiro uma foto, eu já não quero tirar foto, porque eu vejo aquilo, eu vejo o meu pulso na foto.

Então, isso pode até entrar para um caso de gente que é nutricionista, ou médico que lida com a obesidade, mas ele vai tratar você, ele pode até fazer bariátrica em tanta gente, fazer isso, fazer aquilo, mas chega no final, continua aparente lá, né?

Então, o meu conselho para você é o seguinte, meu conselho para você é procurar, você vai ter que começar uma jornada, vai ser uma maratona, você vai ter que gastar várias consultas. A partir do momento que o médico chegar para você e disser, é lipedema, você agradece, seja educada, mas não volte mais.

Comecei, comecei vários, vários médicos, né?

Aconteceu exatamente o que ele falou, lipedema não existe, teve um até que me falou que ele foi super educado, mas ele deu uma risadinha e falou assim, talvez seja uma barreira da língua, porque a minha língua, primeira língua é português, eu estou consultando em inglês.

Ele falou, talvez seja a barreira da língua, mas é PH, não é P, não é LIM, ele começou a soletrar para mim, né?

Para eu falar, linfedema, não é lipedema.

Transcrição completa do vídeo

Como aconteceu isso? O meu médico, nos Estados Unidos, eu estava tratando com um médico lá, né? Que tem uma abordagem um pouquinho mais holística, né? Na empresa onde eu trabalho, eles têm um wellness center, um centro de saúde, onde eles tratam você da cabeça aos pés, né? Então, ok, isso aqui que você tem, o que mais te incomoda na sua vida? Olha, doutor, o que me incomoda na minha vida é que eu não consigo me sentir uma pessoa normal. Eu acho que não é pessoa normal. Por que você não se sente normal? Porque eu uso relógio nesse braço, mas aí eu olho para esse braço, parece que eu tô de relógio, que eu tenho uma montainha aqui, mas eu não vejo tanto, mas eu vejo, é grande, eu olho a foto, quando eu tiro uma foto, eu já não quero tirar foto, porque eu vejo aquilo, eu vejo o meu pulso na foto.

Então, isso me faz me sentir diferente das outras pessoas. Eu não quero ser mais bonita, mais feia, mais loira, mais nada, eu só queria me sentir normal. E a outra coisa, minhas pernas, que eu sinto a mesma coisa, parece uma pulseirinha, uma coleirinha aqui.

Ah, mas eu não vejo isso. É uma situação. E esse médico falou, olha, eu vou dizer uma coisa para você, não é a minha especialidade, mas eu acho que você tem que procurar um médico, que eu não sei como eu posso te ajudar, eu vou tentar.

Não é vascular, porque você não tem esse problema de varízes ou veias. Não é isso, não é aquilo, não é esse, não é o cirurgião plástico, não é isso. Agora, o que eu vou dizer para você é o seguinte, o que você tem aí é uma coisa que chama lipedema.

Isso chama lipedema, e por favor, não confunda com linfedema. Meu medo é te indicar um médico, um profissional, e qualquer médico que você chegar lá, ele vai dizer para você assim, não, não, não, espera um pouquinho, é um problema de grafia, PH, não é P, é linfedema, não é lipedema, isso não existe. Eu falei para ele, mas como é que pode existir isso, as pessoas falarem que não existe.

Ele falou assim, querida, é um problema de desconhecimento. Um médico, ele vai para a escola, ele escolhe uma especialidade, quando ele escolhe uma especialidade, ele se aprofunda, todos os estudos dele vão nessa questão. Só que esse caso do lipedema, muitas pessoas sempre pensaram assim, obesidade, a pessoa está comendo muito, e não sei o que tal.

Então, isso pode até entrar para um caso de gente que é nutricionista, ou médico que lida com a obesidade, mas ele vai tratar você, ele pode até fazer bariátrica em tanta gente, fazer isso, fazer aquilo, mas chega no final, continua aparente lá, né? Então, o meu conselho para você é o seguinte, meu conselho para você é procurar, você vai ter que começar uma jornada, vai ser uma maratona, você vai ter que gastar várias consultas. A partir do momento que o médico chegar para você e disser, é lipedema, você agradece, seja educada, mas não volte mais. Ele não está pronto para lidar com o seu problema, ok? Comecei, comecei vários, vários médicos, né? Aconteceu exatamente o que ele falou, lipedema não existe, teve um até que me falou que ele foi super educado, mas ele deu uma risadinha e falou assim, talvez seja uma barreira da língua, porque a minha língua, primeira língua é português, eu estou consultando em inglês.

Ele falou, talvez seja a barreira da língua, mas é PH, não é P, não é LIM, ele começou a soletrar para mim, né? Para eu falar, linfedema, não é lipedema. E ele ainda brincou, fez uma brincadeira que eu não me lembro exatamente como, que lip, é como lábio, né? Em inglês, lip. E aí ele brincou comigo e ele falou, não, é do linf, do linf, dos vasos linfáticos, dos gânglios linfáticos e tal, né? Foi super gentil ele, mais um que eu nunca voltei, né? Por conselho do meu médico, e eu continuei indo do meu médico periodicamente, e aí eu falei, minha jornada está, eu estou a ponto de desistir, eu estou a ponto de desistir, porque isso aqui eu vou ter que conviver para a vida toda, né? Eu estou ficando muito magra, mais do que eu gostaria de ficar, porque eu só fico procurando emagrecer e toda hora com isso.

Aí ele me disse, ele falou assim, olha, você é brasileira, não é? Eu falei, só, que tal você mudar a abordagem e procurar um médico do seu país, né? Que consiga entender o fator cultural, né? Como que você, como você se apresenta para um médico, como você trata lá? E eu conheço um médico que eu tenho visto que ele tem feito um papel muito bom de aconselhamento, eu chamo ele de Alex, né? Doutor Alex e tudo mais, e eu acho que valeria a pena, mas ele tem um, eu acho que valeria a pena, porque, de onde é a sua família? Aí eu falei para ele assim, eu sou de São Paulo, eu sou de São Paulo, ele falou assim, parece que esse médico também é de São Paulo, de repente você marca uma viagem, vai lá e eu acho que poderia resolver. E eu entrei em contato com, entrei no website, lógico, né? Procurei, entrei em contato, aí eles marcaram uma consulta para mim em telemedicina, né? E já na primeira consulta, ele me deu o questionário para preencher E aí ele falou, lógico, pela câmera, ele falou assim, olha, eu não vou descartar 100%, o caso de você ter também um linfedema, porque eu precisaria tocar, precisaria verificar, fazer o teste físico e tudo mais.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.