# Lipedema Talks #11 · Nódulos e Biópsia: a descoberta surpreendente no lipedema ## Introdução O episódio traz o Dr. Anderson Nadiaque Bueno, cirurgião vascula
>> Veja não, a medicina entrou muito cedo na na minha vida.
Então, desde os 3 anos de idade, a minha ideia sempre foi fazer medicina, apesar de não ter ninguém na família, a o meu pediatra foi a minha inspiração. >> Que legal.
>> Sim. Aí depois entrei na faculdade. Aí na faculdade ficou algumas carreiras, ginecologia, parte clínica, parte cirúrgica.
>> Então, eh, desde 2020 eu só faço a parte de ultração vascular.
Eu sou preceptor, ensino os residentes.
Olá, meu nome é Letícia, minha moto, está no ar mais um Lip Matax e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida.
Então já vou direto pro tema de hoje que é justamente quando um nódulo precisa de investigação, o papel da biópsia.
Antes de tudo, eu vou apresentar o nosso especialista, o nosso convidado especial de hoje, que é o Dr.
Anderson Nadiaque Bueno, cirurgião vascular, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, ecografista vascular com título de área de atuação pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, supervisor da residência médica em Ecografia Vascular da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da regional ABC da Sociedade Brasileira de Angiologia de Cirurgia Vascular.
Bem-vindo, doutor.
>> Obrigada.
>> A gente tava falando aqui nos bastidores, né, sobre o tema da da sua palestra que faz parte do congresso desse ano de 2026.
Como que a gente consegue trazer isso para uma linguagem mais simples possível, né, que sirva também para médico, mas também para paciente.
Então eu já vou direto perguntar um pouquinho sobre o seu histórico na medicina.
Você sempre quis ser médico, como que escolheu essa especialidade? Como que chegou até aqui hoje? >> Veja não, a medicina entrou muito cedo na na minha vida.
Eh, eu sou o primeiro médico da família e desde que eu passei, passava em pediatra com 3 4 anos de idade, eh, eh, eh, a satisfação de poder trazer o bem eh é é muito bom você poder fazer algo a com a sua com o seu conhecimento, né? Então, desde os 3 anos de idade, a minha ideia sempre foi fazer medicina, apesar de não ter ninguém na família, a o meu pediatra foi a minha inspiração.
>> Que legal.
Já, então, já tinha a a ideia, né? >> Sim.
Aí depois entrei na faculdade.
Aí na faculdade ficou algumas carreiras, ginecologia, parte clínica, parte cirúrgica.
E depois quando fui entrei no internato propriamente dito que a gente lidar com a parte clínica, eu comecei a a ver que a minha a minha área era mais imediatista.
Eu queria o resultado logo e a única possibilidade seria a cirurgia e dentre as carreiras cirúrgicas era vascular.
Não tinha não houve nenhuma dúvida depois quando eu escolhi cirurgia para ser cirurgião vascular.
>> Legal.
E hoje a sua rotina assim, como que funciona mais? Eh, realmente dá, consegue unir os dois? >> Então, eh, desde 2020 eu só faço a parte de ultração vascular.
Eu acabei me dedicando à parte de ultração vascular e depois eu me tornei o o coordenador da residência, né? Eu sou preceptor, ensino os residentes.
É outra coisa que eu adoro é ensinar, né? Até por isso estamos aí presente no congresso, porque eu acho que a troca ela é excepcional.
Os residentes me trazem dúvidas, me fazem eu estudar, eu estudo cada vez mais para poder trazer as informações de corretas para eles, sem nenhum tipo de de erro, né? Tudo cientificamente comprovado, né? >> Que legal.
Então, dá para unir três partes aí, né? Ou mais, até porque a gente sabe que >> a gente sempre tá eh disposto a aprender e ensinar, né? Então, os congressos nos ensinam, a gente ensina e também a gente aprende e isso que a gente traz pro para um serviço de residência, né? é crucial que a gente traga essas informações novas, né? O que tá de de novo no mercado, na parte científica aí.
Legal.
E agora falando um pouco mais sobre o o tema, né, desse ano, da sua palestra, inclusive lá no no congresso, a gente tá falando lá porque a gente tá gravando hoje que ainda não foi, mas senão eu já ia perguntar um pouquinho de como foi, o que que você consegue trazer esse ano, mas eu acho que o mais interessante é a gente entender porque que a biópsia traz um medo tão grande, né, pros pros pacientes.
>> É, a gente tem que pensar que biópsia é um procedimento invasivo que impõe risco, apesar de baixo, né? Então, assim, tirar um um pedaço de uma pessoa eh requeredoria e saber porque que você tá fazendo isso.
Então, por que que nós fizemos a biópsia dos nódulos, né? Eh, a gente teve uma classificação ultrassonográfica.
A primeiro, o primeiro foi o diagnóstico ultrassonográfico que o Dr.
Amat, Dr.
Keller já fizeram, tá? Que é o diagnóstico pela espessura.
Depois disso, a Dra.
descobriu padrões do subcutâneo, da gordura da da debaixo da pele e ela percebeu alguns padrões diferentes.
E o principal que trouxe a uma dúvida à nossa mente foi: "O que são esses nódulos que a gente encontrou no ultrassom?" Essa era a grande dúvida que a gente tinha.
Então a gente pediu autorização para uma paciente, passamos no comitê de ética e nós biopseamos uma paciente.
A paciente tinha dois nódulos, um era no braço e outra era na coxa.
E quando a gente tirou, foi surpreendente, porque a gente imaginava assim, o paciente tem um acúmulo de gordura, por que ele não tem um lipoma, que é uma um não é um câncer, né, uma neoplasia benigna do da gordura.
a gente pensou em fibrose, né, uma cicatriz que possa ter ocorrido, porque a gente sabe que tem as cicatrizes, talvez uma cicatriz diferenciada, mas quando a gente tirou, a gente poôde ver que era um sangramento, né? A gente olhou ele, né? Todos que estavam na sala, nós estávamos em seis, a gente olhou sangue, por que sangue, né? E aí a gente realmente enviou pra análise microscópica que confirmou que era sangramento, né? E aí trouxe algumas informações a mais.
Trouxe a questão da fibrose em alguns locais, trouxe que tem novos vasos se formando nessa região que a gente depois a gente montou todo o quebra-cabeça pra gente poder montar montar uma fisiopatologia para tudo isso, né? E associado a isso, a gente fez uma análise vascular de microvasos nessa região e a gente conseguiu ver que comparado a uma paciente normal aumentava a resistência.
O que que é o aumento da resistência? É o sangue apresenta uma dificuldade em chegar nessa gordura no paciente com lipedema.
E aí a gente falou, por que o lipedema, que é até então uma entidade inflamatória que geraria uma dilatação da circulação, deveria abaixar essa resistência, porque a nossa paciente tem um aumento da resistência.
Então, a gente conversou muito para montar essa essa fisiopatologia e a gente acredita, obviamente são dados que a gente tem, mas a gente tentou montar esse quebra-cabeça para enxergar a figura que tá nesse quebra-cabeça.
E a gente entende que o acúmulo da gordura nessa região ocasionaria uma compressão desses vasos.
Apesar de ter muito tecido para nutrir, ele não dá conta, estimula o criação de novos vasos.
E aí esses vasos, pela compressão da gordura que tá aumentada, não deixaria esse sangue chegar e aí poderia ocasionar sangramentos.
Esses vasos seriam imaturos, esses novos vasos formados seriam imaturos, frágeis e qualquer encostão na nas cadeiras, apoia do braço, geraria esse sangramento.
A grande questão é esses sangramentos geralmente resolvem rápido, igual meu tô quando a gente bate um mês, no máximo.
O problema é que a gente acompanhou trastonograficamente esses nódulos.
a gente percebia que até ano permanecia esses nódulos.
Então, é algo bastante curioso que a gente ainda não entende totalmente, mas que a gente traz ess vai trazer essa informação pro público na no sábado para que outras pessoas ajudem-nos a a pesquisar e achar saídas, né? >> Que legal.
Então é algo ainda que tá em desenvolvimento.
>> Sim, porque foi uma biópsia a gente fez que a gente publicou, porém eh depois a gente achou padrões diferentes de nódulos.
Aí vio uma colega de Ribeirão que entrou em contato com a gente, falou: "Ó, eu vi os mesmos nódulos, só que eu percebi que um é diferente do outro".
E aí conversou com a gente, a gente achou uma paciente também que tinha os quatro tipos de nódulos que ela achou.
A gente biopseou, mas a gente não publicou.
Por quê? Porque não houve diferença.
Os nódulos eram todos sangramentos.
Então, a gente não publicou.
A gente sabe que tem quatro padrões de nódulos, mas esses nódulos na microscopia, na análise microscópica, não apresentou diferença.
>> Uhum.
E então a gente falou, não vamos publicar, mas a gente sabe que esses quatro nódulos da segunda paciente também era sangramento.
Então, a gente até nomeou, né, que se apresentar um nódulo no ambiente de ultrassom, que é característico de lipedema, esse nódulo é característico dessa situação, que é um sangramento e com essa área toda alterada, com a parte circulatória, a parte de fibrose e tudo mais, >> mas não são todos os pacientes que já foram diagnosticados com lipema que necessariamente tem os nós, >> não? Eh, a gente tem uma estimativa de ao redor de 50% dos pacientes que têm lipedema tem o nódulo em alguma parte do subcultâneo, na gordura da pele da ou da perna, da coxa ou do braço.
50% mais ou menos.
É metade dos pacientes mais ou menos.
Ah, então é até um >> é bastante frequente.
E o mais interessante é esses nódos são extremamente dolorosos, muito, muito mais do que o lipedema comum, porque o lipedema é uma dor difusa, onde você toca dói.
E essa primeira paciente, ela reclamava uma dor muito pontual.
E foi aí que a Dra.
Daisy chegou com ultrassom e viu o nódulo.
Fala: "É aqui apertava e ela confirmou.
É aí que dói muito mais." Durante o procedimento, a gente fez o procedimento, enviou a paciente pro ambulatório, tudo tranquilo, a gente publicou e depois que publicou, a gente, uma paciente, a segunda, falou: "Nossa, eu melhorei muito da dor".
Por quê? Aí a gente foi e perguntou pra primeira.
Eu também melhorei muito da dor.
A dor que era pontual, que era muito mais forte, que era difusa, melhorou de 10 para zero.
Ela tem a dor difusa, a dor do lipedema inflamatória, mas ela não tem mais a dor pontual.
>> E isso realmente não tá publicado, >> né? né? Foram coisas que a gente viu depois, mas provavelmente esse esse local do nódulo tem algum mistério.
A gente precisa de ajuda para descobrir.
O que que a gente não recomendou mais é fazer a biópsia, porque a gente fez quatro eh quatro de uma paciente, duas de outra, a gente não precisa retirar, a não ser que realmente melhore tanto a dor, mais pessoa pessoas aí ajudem, né? E aí a gente pode chegar realmente a o tratamento desses nódulos vai ser cirúrgico e vai tirar centro.
Não sei, o futuro nos espera.
>> Então provavelmente na nossa próxima gravação, no ano que vem vai ter novidade sobre >> pode ser que tenhamos novidade, né? >> É, mas por enquanto a gente cessoua as biópsias porque realmente a gente acaba gerando uma cicatriz também.
>> Não chega a ser uma mutilação, mas a gera uma cicatriz que toda cicatriz já é um pouco de dor, mas as pacientes relataram muito a melhora, apesar da cicatriz.
>> Aham.
E quando que realmente merece atenção? Quando é preocupante, tem alguma característica que consegue eh fazer com que vocês tenham uma atenção maior para essa situação de uma de uma paciente específica? >> Não, na verdade isso foi um objeto de estudo porque foi uma dúvida nossa, né? Mas assim, eh, na época a gente falou assim: "O que é o nódulo? Será que é uma neoplasia benign? Né, um tumor benigno?" A gente ficou bastante na dúvida.
E depois que a gente fez seis biópsas no total, a gente chegou a todo o sangramento, a gente discutiu muito com o Dr.
Amato também e a gente chegou à conclusão que a gente não precisava invadir mais as pacientes, expor ao risco, pequena, mas a gente expõe ao risco, >> né? Então a gente optou por parar as biópsias nesse momento, porque a gente tinha bastante certeza do que a gente estava lidando.
Então ultrassom, quando achado o nódulo no ambiente de lipedema, a gente tinha certeza que era sangramento.
>> Uhum.
É porque a o nódino já vem na cabeça quando é agora falando do lado do paciente, né? Já vem na cabeça até um câncer, né? asam foi uma das coisas que a gente pensou também, porque quem disse que não poderia ser e muito doloroso, né? Então a gente ficou muito na dúvida.
Então a gente curiosidade de cientista é descobrir o porquê.
A gente não quer descobrir o que é também, mas o porquê.
A nossa intenção é sempre o porquê.
Porque achar, achamos que era sangreamento, mas o porquê do sangreamento >> é o que a gente mais quer entender.
A gente tem suposições, são hipóteses, teorias, até a gente provar.
Quando virar prova, aí vira uma fisiopatologia, realmente tudo documentado em livro, né? E aí vai pro pro mundo abrir-se pro mundo, né? >> Sim.
E esse procedimento aconteceu no consultório mesmo? Como que >> não, a gente acabou fazendo centro cirúrgico por segurança da paciente, né? Apesar de ter sido feito com anestesia local, é bem tranquilo, mas a gente fez em centro cirúrgico.
>> Aham.
E agora assim, o o principal desafio para isso, o que que você e até o que você via com as próprias pacientes, né? Teve algum caso que te chamou atenção eh relacionado a esse assunto, mas que teve uma reviravolta no meio? Alguma coisa que vale a pena contar? É, o que a gente sabe é que assim, esses nódulos eles não somem rapidamente.
Apesar de serem sangramentos, a gente começou a acompanhar alguns nódulos e que eles não somem.
Ou seja, não é um sangramento de fácil reabsorção, talvez pela circulação deficitária nessa região.
Então, pode ser que não chegue sangue para degradar esse sangramento.
A gente não entende ainda muito bem, mas eh a gente pensa que possa ter alguma coisa impedindo que dificulte essa absorção.
A gente pensa que também esse esses esses sangramentos tem a correlação com os hematomas na pele.
Só que o sangramento que a gente viu por fora, a gente não viu hematoma nenhum aí.
Porém, a gente pensa que a fisiopatologia pode socorrer de forma semelhante.
O sangramento que ocorre na gordura a gente conseguiu documentar e seja por conta da fragilidade da circulação.
E na pele a mesma coisa.
A, a gente pensa que os nódulos da gordura são em locais que a pessoa geralmente apoia.
Então são regiões posterior de coxa e posterior de braço.
Então locais que a paciente eh acaba apoiando na pele, provavelmente devido à flacidez que a paciente tem na pele, ela pode dar uma leve rodada e romper alguns vasos desses imaturos, né, esses vasos novos imaturos.
Então a gente pensa que a fisiopatrovia seja similar só o local onde ocorre, na pele ou um pouquinho mais abaixo na gordura.
O que nós identificamos foi na gordura.
A gente só o pseudor da gordura.
não da pele.
>> Aham.
E tem também esse esse mito da biópsia que dizem que quando eh pode acabar piorando, né, uma uma situação ali, uma doença, teve também essa essa questão? >> Não, as pacientes foram muito tranquilas em relação a aceitar, porque elas já convivem com isso há muito tempo, como a maioria das pacientes com lipedema.
Então, o que ocorreu foi eh elas entraram de cabeça na pesquisa e como elas melhoraram assim, elas ficaram satisfeitas, apesar de não ter obtido o resultado completo, porque ela vai ter que fazer o tratamento, mas em relação à biópsia e a dor que ela sentia, e a dor assim é algo que dói pra gente também, porque a gente sempre negligenciou, né? Nós médicos negligenciamos o lipedema, né? Porque a gente não sabia o que que era.
O paciente reclamava de dor.
Acho que no passado a gente pensou que pudesse ser eh várias coisas, né? Até fibromialgia.
Muitas dessas pacientes vem no consultório, é, eu tenho fibromialgia.
Aí quando você vem ele pedendo.
Então assim, acho que a negligência ou até a ignorância que a gente teve no passado tá trazendo essas revoluções que a gente tá tendo e vendo aí vivendo.
>> Aham.
Não, e esse é um ponto que a gente conversou muito sobre Lipedema aqui em outras em outras gravações, em outras oportunidades, mas a gente nunca tinha falado sobre relacionada à biópsia, né, nódulo investigação.
Então é algo diferente também, né, para vocês e paraas próprias pacientes que vivem isso.
>> Sim, a biópsia foi pela curiosidade.
Eh, a gente falou o que é esse nódulo, porque o o resto do ambiente a gente tinha justificativas, né? Então eu não vou me ater porque a Dra.
vai falar provavelmente no podcast dela.
Então assim, a gente tinha justificativa para as demais os demais achados ultrasonográficos, mas o nódulo não.
E esse nódulo não é o mesmo nódulo da classificação clínica, tá? Eh, os nódulos não se correlacionam, ele é um nódulo ultrassonográfico, ele é só encontrado no ultrassom.
Se você palpar, você não sente esse nódulo, porque ele tá na gordura.
>> Eu ia te perguntar isso também, se é algo que é visual, né, que dá para sentir, porque muitos nódulos a maioria dá, né? A paciente reclama de dor pontual.
Foi isso que levou a gente a olhar no ultrassom.
A gente sabia que a paciente tinha uma dor pontual mais forte, >> diferente, mais intensa.
Isso que nos levou a procurar nutração.
Aí quando encontrou nutração, é que surgiu a dúvida, o que é isso? >> Por que que tá mais do que o resto? >> E aí que a gente falou, precisamos fazer uma biópsia e ainda mais tendo um nódulo, alguma coisa vai ser encontrada.
A gente só não sabe o que é.
ou é um ponto de fibrose mais intensa, focal, ou tem um realmente um lipoma, um acúmulo maior de de gordura ali naquela região.
A gente só não imaginava que era sangramento.
Era a única coisa que não passou pela cabeça de nenhum dos pesquisadores.
>> Uhum.
Que legal.
Interessante.
E saber dos bastidores mesmo, né, de como foi.
E hoje, por exemplo, uma paciente chega com uma dor pontual eh no seu consultório, chega reclamando que quer muito melhorar aquela eh dor.
Imagino que seja aguda também, né? muda e pontual ali, mas eh tem alguma forma de fazer esse nódulo que vocês não vão fazer a biópsia, mas de uma outra forma fazer com que a paciente tenha um conforto, um alívio sobre isso? É, nós pensamos assim em conjunto que possa a dor possa ter duas hipóteses, ou pelo sangramento propriamente dito, que expande o local e gerador, ou por uma falta da circulação, que geralmente são dores fortes, como uma dor do infarto é uma dor forte, ou um paciente que tem uma dor eh arterial isquêmica, né, por falta de circulação na perna.
E é uma dor muito forte muscular, é uma dor que é obriga o cara a parar.
Então ele ele tem dor no peito, ele para de atividade, continua doendo a perna dói quando ele tá caminhando, ele tem que parar para melhorar a dor.
Então a gente não sabe qual é a etiologia.
Eh, o que que a gente imagina que o tratamento vai ser o mesmo, só que posteriormente quando as pessoas começarem a utilizar realmente a classificação e identificar e e fizer a identificação desses nódulos, talvez a gente consiga ao ao acaso descobrir, olha, se a gente utilizar essa medicação vai melhorar a dor.
Já conversamos com o Dr.
de vaso dilatador, de antiagregante, a gente já conversou, mas a gente precisaria colocar as pacientes em dois grupos, um toma medicação, outra não toma pra gente ter certeza se vai ter o efeito desejado.
Mas a gente imagina que a dor seja pela falta de circulação.
Esse ambiente é um ambiente que que é isquêmico, ele não tem circulação boa, por isso não tem nutriente, a célula sofre e ela dói.
Então o tratamento seria de forma geral e não pro nódulo específico.
>> É, ainda a gente não tem nada que a gente possa orientar pro nódulo.
A gente sabe que vai ficar com tratamento clínico a princípio, porque a gente imagina que deva melhorar a dor tratando o lipedema de forma geral, né? né? Então, com a dieta, com o exercício físico, a gente deve ter uma melhora, mas isso fica mais pro futuro.
Isso é um trabalho um pouco mais trabalhoso, porque aí eu preciso dividir em dois grupos, tenho que randomizar os pacientes, então a gente precisa de um volume de paciente maior e para até conseguir autorização, né, de comitê de ética é um pouco mais demorado também.
>> Uhum.
E existe alguma coisa que na na sua cabeça hoje consegue substituir que algo que tá mais próximo assim de conseguir substituir tudo isso? >> Ah, eu acho difícil a gente saber porque assim é muito recente esse esse diagnóstico.
No congresso do ano passado a gente tava programando a biópsia, saiu acho que um mês depois, então a gente não pode trazer essas informações, já tava encaminhado, já tinha, né, passado por comitê de ética.
Então assim, é uma coisa, digamos que é um bebezinho ainda.
A gente a gente vai ter muita água a correr por baixo aí dessa ponte.
Eu acho que é é é uma ideia que a gente vai plantar no Congresso, trazer colegas para ajudar a estudar, porque realmente a gente não dá conta de fazer tudo, né? E e cada um vai ter seu braço e a gente vai tá lá, óbvio, para ó ajudar, né? oriental, faz de tal forma, mas é algo que eu acho que vai ter resultado promissor dentro de 5 anos.
A gente deve ter alguma resposta para isso.
Eu acho, eu espero.
>> Eu acho muito legal quando vem algum especialista e fala da previsão, porque às vezes a gente grava de novo.
Eu já tô há mais ou menos, acho que três ou quatro anos gravando e já aconteceu da gente falar de um assunto lá atrás e depois ter algo assim, uma uma atualização, né, uma algo super novo realmente pra gente falar.
Então isso é muito interessante quando vê no processo ainda.
E hoje tá tá falando muito mais, né, do Lipedema.
Até no episódio anterior a gente conversou um pouco sobre isso nas redes sociais, o pessoal comenta mais, mas essa parte de estudo acaba sendo, tem muitos mitos, principalmente pros para as pacientes, né, que ficam eh com essa dúvida ou que até onde realmente existe uma preocupação, o que que dá para fazer ou não.
E em questão até em geral, assim do tratamento do do Lipedema pro que teve do Congresso do ano passado, pros temas que vão ser trazidos esse ano, na sua avaliação, existe realmente uma até pr pra experiência da paciente, experiência de tratamento, eu digo, isso conseguiu mudar assim muito em um ano, realmente, o que que você enxerga tendo contato com essas pessoas? >> Olha, eu vou te falar porque minha minha esposa tem lipema.
Nossa, >> foi acho que acho que isso que me trouxe mais próximo pro lipedema, porque eu fazia só a parte de ultração vascular.
Aí um dia, né, lendo, eu falei: "Ah, acho que você tem lipedema".
Aí ela começou a também ler.
Ela não é médica, ela é advogada.
Então ela foi ler e ela falou: "Eu tenho todos os sintomas".
Eu falei: "Ah, então tem lipema, né?" Então acho que isso acabou me trazendo para para esse ambiente para poder estudar e até ajudá-la, né? Ah, realmente a a o tratamento clínico, ela já fazia o tratamento clínico há um tempo na parte de dieta e de exercício físico, a, né? Então, assim, e não havia uma melhora satisfatória, ela não sentia aquela melhora.
E aí, com a ajuda das medicações, né, ela teve uma grande melhora.
Aí hoje ela convive muito bem, né? Então, essas a gente fala das canetas emagrecedoras, né? Eh, ela melhorou demais.
Ela não conseguia fazer caminhada porque uma coxa raspava na outra, né? Então, ela fez há um tempo atrás a caminhada para Aparecida, ela não conseguia porque realmente era difícil.
hoje em dia reduziu o volume da coxa, ela consegue fazer mais os exercícios com mais tranquilidade.
Então eu acho que o aprendizado e o uso vai trazendo uma experiência pra comunidade médica e isso é o que traz o benefício para as pacientes.
A gente tem visto melhora, ela não é rápida, ela não é cirúrgica, ela não resolve de um dia pro outro com um bisturi, que eu sou cirurgião, eu gostaria que fosse de bisturi de um dia para outro resolvesse.
Não demora meses, mas a melhora ela ocorre.
A pessoa não pode desistir no meio, ela vai ter melhora com profissionais qualificados, conhecimento científico, atualizações que a gente congresso segue para isso, pra gente se atualizar.
Eu não tenho dúvida nenhuma que a maior parte das pacientes vai obter uma melhora até que rápida em terem termos de 6 meses haver uma melhora.
A gente sabe que muitas pacientes, infelizmente, não t acesso, tem uma dificuldade e elas não conseguem perder o peso e a autoestima delas despenca.
E na hora que ela despenca a autoestima, é quando ela desiste da dieta e do exercício físico, que são algo seria dos pilares vai principais.
E aí ela entra em obesidade porque ela já tinha coxa e quadril grande, aí ela começa a terina de gordura visceral na barriga, né? Então isso aí ela leva a uma outra série de consequências.
Aí são doenças, né? Obesidade traz pressão alta, traz diabetes, traz colesterol alto e essa paciente geralmente vai ter alguns fatores de riscos para eventos cardiovasculares diferentes, né? Uhum.
Então a gente tem que tomar cuidado porque realmente a evolução ela pode ocorrer.
>> E hoje a média, então isso é interessante que ninguém ainda tinha falado, eu não tinha perguntado ainda, a média de melhora seria seriam seis meses.
>> É se aceia, >> eu presenciei, eu presenciei, eu não faço tratamento clínico, mas assim, a minha esposa melhorou em torno de se meses, mas ela já fazia um tratamento prévio, >> tá? Hum.
>> Após a a caneta emagrecedora, ela começou a a realmente reduzir a gordura, melhorar.
E é bom que a gente fale, ela não se priva mais de de alimentação, ela quer comer, ela come.
A a caneta, ela tem uma regulação endocrinológica, né? Então, facilita, então ela consegue não se privar tanto quanto antes.
Então, ela come até um pouquinho melhor, né, assim, de liberdade que a gente fala de de opções, sem a necessidade de, né, de de se privar e tendo resultado.
>> Perdo, >> né? Então isso é a vivência que eu tenho que eu falo, não faço atendimento clínico, né? Eu só faço a parte do ultrassom, mas assim, a gente o que a gente vivencia em casa, isso a gente vê e ela teve uma baita melhora, né? >> Uhum.
E nas pacientes que passam, a eu falo mulher porque normalmente é mais mulher, né? Que tem, a gente já acostumou a falar no feminino.
Eh, acaba tendo um medo na hora da da ultrassom >> ou mais uma esperança mesmo de ver algo, de conseguir melhorar rápido? >> É, no passado a gente pensava que era só porque a gente só fazia ultrassom vascular, né? E não havia nada.
A verdade é essa.
Os os doutores eram normais e a gente não via esperança.
A gente nem tinha o que oferecer.
Após o protocolo do amato com espessura, começou a dar esperança, porque a gente começou a ver a doença que é um um critério objetivo, que é a espessura.
Aí a gente traz uma esperança porque realmente ela tem, ela faz o diagnóstico, ela consegue eh procurar o tratamento, né? Então eu acho que nesse ponto de vista a gente tá conseguindo trazer um uma uma esperança para essas pacientes, né? Eh, basicamente mulher e mulher tem mais dor da parte circulatória.
Por quê? Por causa do estrógeno.
Então, a mulher tem mais dor de cabeça, tem mais dor na perna pela circulação, tem mais lipidema.
Então, o estrógeno age em tudo isso, só que ela protege a parte arterial.
Então, a mulher morre mais tarde do que o homem.
Por quê? Porque ela não tem doença aterosclerótica, não tem gordura na, né, as placas de gordura na circulação arterial.
Por isso que ela sobre, ela vive mais do que o homem, né? Então tem o benefício, tenha prejuízo, não tem como querer tudo na vida, né? Nós homens a gente não tem essas dores, porém a gente morre em torno, né, de 5 anos mais cedo do que as mulheres por eventos geralmente infarto no coração, né? >> Uhum.
Tá aí uma explicação, porque eu também não já vi muito falar da idade, da expectativa de vida, mas uma da uma das explicações, então, >> é uma delas, eh tem outras homens fumam mais, né, no passado, hoje diminuiu bastante o, né, a carga de de fumo na população brasileira.
Isso ainda espera que isso reflita lá na frente em maior sobrevida também, mas no passado de 20% da população fumava era importante e eram homens e mulheres que fumavam.
Era, né, era uma época onde fumar era bonito, né, na adolescência.
E aí o vício os pegam, tá? >> Mas a a explica uma das explicações é essa, tem outras que os homens se envolvem mais em violência, né? Então, morre trânsito, morre de briga, né, assassinato, então também diminui expectativa média, mas uma das grandes é a morte cardiovascular, sem dúvida nenhuma.
>> Uhum.
E até em da falando do tava falando da ultra som, eu vi que a maioria fala dor, né? Só um parênteses aqui.
É, >> e a tem bastante também evolução na técnica em si.
Isso consegue trazer, vai ser um tema também abordado na sua, na sua palestra, já dando um spoiler, porque essa gravação vai ao ar depois do >> a a parte técnica, a Dra.
Dais tem uma palestra na na sexta, >> onde ela vai >> demonstrar melhor a a classificação.
Eu vou citar na minha aula para chegar onde eu vou extrair os nódulos, né? Uhum.
>> Só para ter um uma continuidade lógica na palestra, mas a a classificação vai ficar totalmente pra Dra.
Daisy, porque ela vai mostrar realmente aonde estão as alterações, aonde tem a ruptura do sexo, aonde não tem.
E a palestra dela, ela vai explicar um pouco melhor essa parte, até porque ela é a descobridora desse desses achados que já pessoal no Chile já tá fazendo.
Tem um pessoal em Mallorca na Espanha que entrou em contato também tá fazendo e e realmente mudou a visão das equipes dessas desses outros países.
a gente espera que isso dissemine realmente para que mais pessoas utilizem e mais mulheres sejam beneficiadas, porque a partir do momento que a gente fizer mais esse diagnóstico das alterações, mais pesquisas virão, mais pesquisas vão trazer auxílio ajuda a essas pacientes.
Essa é a esperança que a gente tem.
>> Sim.
E a gente nesse assunto não tem como citar sobre essa parte acadêmica, né, de tudo isso, mas também eu imagino que para para as pacientes é um desafio você conseguir traduzir tudo isso, né, explicar na prática qual que é a importância, como que funciona, porque até um assunto mais difícil mesmo, né, da gente tentar eh simplificar.
Acho que essa é a palavra.
>> É, deixar palatável a paciente é difícil porque >> é muito termo técnico, são coisas novas, não não estão difundidas, então a tradução se torna às vezes difícil porque a às vezes a palavra não existe a tradução e aí você tem que trocar por uma frase para traduzir um termo, né? >> Uhum.
>> Obviamente que isso a tendência que vá melhorando com uso mesmo, né? né? Eu acho que a gente vai trazer alguns sinônimos, algum algumas abreviações que vai trazer uma facilidade.
A gente espera que isso facilite, porque a ideia é o benefício paraas pacientes e elas não falam medicinês, né? Eh, eu acho que isso vai melhorar com o tempo.
É que ainda tá, é que eu falei, tá muito recente, então a gente ainda tá falando muito em congressos, né? Então, a gente tá falando de médico para médico ou de médico para outras outros outras áreas da saúde.
Então, as pessoas entendem do que a gente tá falando.
>> Então, a gente espera que mais para frente também isso se torne um pouco mais tranquilo se falar.
Alguns termos vão entrar no termo pros pacientes, outros a gente vai conseguir traduzir.
Algumas coisas a gente não vai ser mais simples traduzir pelo menos, né? Eu acho que a gente vai conseguir tradução de boa parte, mas vai ter coisas que a gente não vai conseguir traduzir.
Vai ficar o termo meio que técnico mesmo.
>> Ah, >> doutor, muito obrigada pela sua participação.
Queria aproveitar deixar um espaço se você quiser passar alguma rede social, site, seja o que for, pro pessoal te procurar, caso tenha ficado alguma dúvida ou até mesmo para, né, passar.
Eh, e também para que a gente venha aqui de novo conversar sobre esse assunto numa próxima oportunidade já com mais elementos até sobre o tema da sua palestra.
Pode passar se tiver uma rede social.
>> Ah, rede social é @dandersonadiac.
Eh, sobrenome é é único.
Aqui no país só tem minha família e meus primos, então é mais fácil de achar do que o bueno.
>> Eh, lá a gente tem algumas algumas pesquisas, algumas coisas que a gente traz juntamente com a Dra.
Dais e o grupo, né, que é @lipcore, >> que é um grupo que a gente montou pra gente poder fazer pesquisa, né, e trazer, a gente trata as pacientes, mas a maior parte delas tão eh dentro de alguma pesquisa, né? E aí a gente vai fazer parte clínica, uso de tecnologias e tudo mais.
Então, a gente vai tá trabalhando para descobrir e ajudá-las, >> combinado? Aí a gente deve então se encontrar mais vezes, né, aqui para falar desse desse tema.
A gente pode até juntar todo mundo para para conversar, né? Vou sugerir pro Dr.
Alexandre para que a gente consiga abordar todas essas todos os subtemas desse assunto, né, que é bem complexo e grande.
>> Sim, a gente vai a gente tá trabalhando para isso, né? E e obviamente que o Dr.
Amato faz parte de da montagem de dessas pesquisas.
quando a gente tem alguma dúvida, por qual caminho sair, ele realmente faz essa orientação, porque ele tá mais tempo do que nós dentro dessa área aí.
>> Tá ótimo.
Obrigada, doutor, mais uma vez obrigada pela sua participação.
Obrigada também a você que acompanhou até aqui.
Não deixe de acompanhar os nossos próximos episódios e a gente tá deixando uma lista completa de todos os temas que envolvem aqui o Lipedema Talks.
Obrigada e até a próxima.
ชo
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.