O episódio aborda o diagnóstico das doenças da tireoide, com foco na atuação do radiologista intervencionista. Explica-se que as alterações tireoidianas são mui
Exatamente. A gente já trouxe os dois aqui juntos em um episódio para falar sobre a tireoide. Hoje é um pouco diferente, porque como eu citei no início, nós trouxemos aqui o Dr.
Aí piorou. Então, assim, radiologista é o médico, uma especialidade da medicina, em que nós lidamos com diagnósticos.
Eu já fiz uma tomografia, eu já fiz uma ressonância magnética, eu já fiz uma ultrasonografia, eu já fiz um raio-x, eu já fiz um raio-x contrastado. Então, quem interpreta esses exames, quer dizer, quem dá a interpretação, não é sempre quem faz os exames.
Nós fazemos procedimentos minimamente invasivos, guiados necessariamente por imagem. Então, por exemplo, antigamente o paciente tinha lá um nódulo no fígado.
Esse paciente ia para a cirurgia, tirava um pedaço do fígado, esse material ia para a anatomia patológica, o patologista olhava ali na hora, com o paciente ainda aberto, na congelação, olha, isso aqui é um nódulo maligno, de repente se ampliava a cirurgia ou não.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no
ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da
sua audiência e participação aqui comigo
para falar sobre tudo que envolve qualidade
de vida. Nos últimos episódios, nós estivemos
aqui com o Dr. Erivelto Volpe, cirurgião de
cabeça e pescoço, para falar sobre tireoide,
tratamento da tireoide, e antes com o
Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico,
para falar sobre cirurgias plásticas infamosas,
um episódio também bastante interessante. Hoje nós estamos aqui com o Dr. Antônio
Rahal, que é radiologista intervencionista,
e inclusive é a dupla fiel do Dr. Erivelto. Os dois são conhecidos como Batman e Robin da
medicina e fazem um tratamento junto,
para o tratamento da tireoide. E para
isso é necessário um bom diagnóstico, é
isso que vamos falar aqui com o Dr. Rahal. Bem-vindo mais uma vez, doutor. É um prazer estar
aqui com você, Letícia, aqui no AmatoCast mais
uma vez. Então vamos falar com quem a gente
gosta e do que a gente gosta, né? Exatamente. A gente já trouxe os dois aqui juntos em
um episódio para falar sobre a tireoide. Hoje é um pouco diferente, porque como
eu citei no início, nós trouxemos aqui o Dr. Erivelto para falar sobre a glândula em
si, como que funciona ali quando uma pessoa
é diagnosticada com câncer, por exemplo. E
hoje é um pouco diferente, porque o Dr. Raal
vai explicar como funciona o diagnóstico,
os sinais ali de alerta para as pessoas. E é importante a gente pontuar, porque a sua
especialidade é radiologista intervencionista,
mas é importante a gente destacar que a sua
especialidade é na questão da tireoide. Exato,
exato. Então, primeiro, é um
prazer estar com vocês novamente. A minha área é isso, a minha especialidade
é radiologia intervencionista. Então é muito
interessante que todo mundo me pergunta
isso. Puxa, mas o que... Primeiro,
o que faz um radiologista, né? E o que faz
um radiologista intervencionista? Aí piorou. Então, assim, radiologista é o médico,
uma especialidade da medicina, em que nós lidamos com diagnósticos. Então, quem aí
está nos ouvindo? Eu já fiz uma tomografia,
eu já fiz uma ressonância magnética,
eu já fiz uma ultrasonografia,
eu já fiz um raio-x, eu já fiz
um raio-x contrastado. Então,
quem interpreta esses exames, quer dizer, quem dá
a interpretação, não é sempre quem faz os exames. No caso da tomografia, da ressonância, dos
raios-x, quem faz ali, quem entra com o paciente
na sala, são os técnicos ou biomédicos, que entram
junto, né, e eles fazem o exame. Depois, esse
exame vai para o médico radiologista interpretar
esse exame, quer dizer, olhar os achados, falar,
olha, o que tem aqui, que tipo de exame que é. É o médico também que decide, olha, precisa ir
contraste, não precisa ir contraste, para essa
situação precisa de contraste, para essa situação
não precisa de contraste. Então, na grande maioria
dos exames, o radiologista, ele interpreta. E no caso da ultrassonografia, é importante
que é o único exame desses, ou o principal,
em que quem produz as imagens é o
próprio médico radiologista. Então,
a maior interação do médico radiologista
com o paciente é na ultrassonografia. Então,
nós utilizamos um aparelho de ultrassom, né, mas
quem opera o aparelho, quem produz as imagens,
né, no meu caso, da tireóide,
né, é o médico radiologista. Então, a primeira formação é essa. E a
minha segunda formação é a intervenção, né,
então a gente fala radiologia intervencionista,
porque a intervenção, ela saiu inicialmente como
um ramo da radiologia, era uma especialidade. Então, assim como a gente tem radiologistas que se dedicam à imagem do abdome, radiologistas que se dedicam à imagem do tórax, radiologistas musculoesqueléticos, que se dedicam à imagem das articulações, dos ossos, nós temos também, tínhamos radiologistas que se dedicavam à realização de procedimentos guiados por imagem. Hoje, a coisa já mudou, quer dizer, hoje a gente já consegue ter aí uma especialidade em separado. O que é necessário para você fazer intervenção, ou você ser um radiologista e que depois faz uma especialização adicional em intervenção, quando termina a residência de radiologia, ou hoje você tem acesso sendo um cirurgião vascular. Então, o colega faz, o médico faz a formação em cirurgia de dois anos, depois faz mais dois anos de vascular, e daí depois vai fazer mais dois anos de intervenção. Então, hoje tanto radiologistas, quer dizer, quanto cirurgiões vasculares, podem se tornar intervencionistas. Então, essa que é a especialidade. E o que é que nós fazemos intervencionistas? Nós fazemos procedimentos minimamente invasivos, guiados necessariamente por imagem. Então, por exemplo, antigamente o paciente tinha lá um nódulo no fígado. Como que era feito esse diagnóstico para saber se esse nódulo é benigno ou se ele é maligno? Esse paciente ia para a cirurgia, tirava um pedaço do fígado, esse material ia para a anatomia patológica, o patologista olhava ali na hora, com o paciente ainda aberto, na congelação, olha, isso aqui é um nódulo maligno, de repente se ampliava a cirurgia ou não. O nódulo pulmonar, a mesma coisa, o paciente tinha lá um nódulo no lobo superior do pulmão esquerdo, por exemplo. Esse paciente ia para a cirurgia, inicialmente aberta, depois por vídeo, tirava esse, não o nódulo, mas tinha que tirar um segmento do pulmão, e esse material ia para a avaliação e o patologista dizia, isso é um câncer ou não é um câncer, é um nódulo de tal linhagem, enfim. Hoje não, quer dizer, com a radiologia
intervencionista, nós vamos através de, no campo dos procedimentos diagnósticos da
intervenção, porque nós temos também o campo dos procedimentos terapêuticos, que a gente vai
falar mais pra frente. Então nós conseguimos ir com uma agulha muito fininha, guiado por
tomografia, por ultrassom, por imagem de fusão. Hoje a gente tem a fusão de imagens, por
exemplo, biópsia de próstata. Hoje a gente consegue, o melhor exame para avaliar
nódulos prostáticos é a ressonância, e nós fazemos a biópsia por ultrassom. Então
nós temos aparelhos hoje em que a gente consegue importar as imagens da ressonância e na mesma
tela nós temos a ressonância e o ultrassom. Então nós olhamos para a ressonância e
guiamos a agulha também pela ressonância junto com o ultrassom, a fusão de imagens. Então a gente tem todo esse arsenal aí de tecnologia para fazer procedimentos guiados,
minimamente invasivos, por esses métodos de imagem. E no meu caso eu sou um radiologista
intervencionista com foco em tireóide. Então eu me dedico quase que totalmente hoje
ao diagnóstico e aos tratamentos minimamente invasivos, quer dizer, sem cortes de
duração menor, dedicados à glândula
tireóide. Então é uma especialização dentro
da especialização, digamos assim. Perfeito. E a gente costuma agora começar, doutor, desde a
última vez que você veio aqui para o Amatocast,
a gente teve uma mudança para já dar um resumo
do que as pessoas vão poder saber durante toda a
nossa conversa. Então o que será mais importante
para quem está nos acompanhando? Eu acho que o
foco principal da nossa conversa, acho que
até atendendo a pedidos de pacientes depois
da nossa última entrevista que foi um tempo
atrás, é justamente quanto ao diagnóstico. Eu
sou bombardeado todos os dias com
perguntas sobre o diagnóstico. Então, olha, como é que eu faço para diagnosticar,
para saber se eu tenho nódulos na tireóide? Olha, eu tenho hipotireoidismo, hipertireoidismo,
será que isso aparece nos exames de imagem? Como é que eu faço para detectar? E também quanto ao tratamento,
as opções de tratamento. Hoje a gente
tem opções de tratamento sem corte,
sem cirurgia, e também vamos abordar
isso nessa nossa conversa. Perfeito. Então vamos lá já começar. Acho que o importante
é a gente pontuar os sinais de alteração da
tireóide, porque a gente fica preocupado, até quem
é mais novo, às vezes já está acompanhando aqui,
já pensa, será que eu sou um possível paciente? Enfim, como que as pessoas podem identificar
esses sinais e qual que é a diferença entre
esses sinais? Por exemplo, um nódulo de
tireóide tem diferença para um hipertireoidismo,
hipotireoidismo, como que isso muda ali no que
as pessoas podem perceber ou só no consultório? Perfeito. Como identificar? Excelente pergunta. Essa pergunta que você fez meio que resume as
perguntas que chegam até a gente, de diferentes
matizes. Então uma coisa importante para quem
está nos acompanhando é o seguinte, olha,
eu tenho nódulo na tireóide ou eu conheço alguém
que tem nódulo na tireóide, então primeira coisa,
fique tranquilo, pelo seguinte, você não foi
sorteada, não foi um raio que caiu na sua cabeça,
puxa, justamente eu tenho um nódulo na tireóide
ou eu tenho uma alteração na tireóide. Então
primeiro, as alterações na tireóide são muito,
muito, muito frequentes na população em geral. Então pegar aí pacientes na casa dos 40 anos,
pegar um a cada três na população em geral,
nessa faixa etária, tem alguma alteração na
tireóide. Então assim, se for pegar você mais
nove amigas, três aí, duas, três, talvez mais,
vão ter alguma alteração na glândula tireóide,
tá? Ok, então primeira coisa, eu tenho
nódulo na tireóide ou eu tenho alteração,
não sou uma premiada, puxa vida, não. É muito comum, tá? Segunda coisa,
quais são as alterações que eu posso ter
na tireóide? Mas é outra coisa também. Então a gente tem dois tipos de alterações
na tireóide que a gente pode diagnosticar. Uma das alterações são as alterações na função
da glândula. Então você pode ter uma glândula que tem nódulos ou que não tem nódulos,
né, e que tenham alteração na função. Quer dizer, você pode ter uma glândula totalmente
sem nódulos, mas que não funciona direito,
tá? Então a tireóide, eu gosto muito de falar
que ela tem o formato de uma borboletinha. A
gente fala que a borboletinha é do
equilíbrio, que fica no pescoço,
tá? Então ela produz ali os hormônios T3, T4
livre, que é o que a gente mede, e tem o TSH,
que é um hormônio produzido na hipófise que
vai controlar a função tireoidiana. Então
quando a tireóide produz mais hormônios
do que ela deve, então esse paciente vai
ter um hiperfuncionamento da tireóide, que
é o que a gente chama de hipertireoidismo. Quando essa glândula produz menos hormônios do
que ela deve, ela vai ter um subfuncionamento ou um funcionamento menor da tireóide. Então
ela vai produzir menos hormônios do que deveria. E isso é o hipotireoidismo, que aliás é
a alteração tireoidiana mais frequente no mundo. É a glândula funcionar menos do que deve,
tá? Então essas são alterações na função. E fora isso, a gente tem as alterações
caracterizadas pela presença de nódulos, tá? Que podem vir só os nódulos, então você
pode ter só nódulos sem alteração na função, ou você pode ter nódulos com alteração na função
também, tá? Mas é importante falar que a grande maioria dos nódulos não causam alteração na
função. E é aí que o diagnóstico entra esses detalhes do campo do diagnóstico, tá? Então, tendo
nódulos, agora vamos para o campo dos nódulos. Eu tenho nódulos tireoidianos. A grande
maioria dos nódulos, na casa de 90%, são benignos. Não são cânceres, né? Então é
muito importante, eu gosto muito de falar isso, porque tem muitos pacientes que chegam até
mim, vindo de diferentes lugares do Brasil, na América Latina, às vezes teleconsulta
fora do estado, fora do país, e desesperados. Tem paciente que chega na frente, assim,
chorando. Puxa, fiz um exame, tenho nódulo. E, realmente, você vê que ficou sem dormir à noite,
aguardando a consulta para saber o que tem, né? Então, assim, e a grande maioria desses
nódulos são benignos, não são cânceres. Você tem um nódulo que ele cresce, cresceu e pode
vir a continuar crescendo, mas não é um câncer. Ele não vai invadir, não tem as características
de uma lesão maligna. É uma lesão benigna, viva. É um nódulo vivo que vai crescer, tem que ser
tratado, né? A gente tem as opções terapêuticas,
mas não é câncer, tá? Os cânceres são,
felizmente, a menor parte dos casos. Vamos botar aí de 5% a 7%, a gente vai ter lesões malignas ou atípicas, tá bom? E, também, felizmente, dentro desses cânceres, a gente não tem um tipo só de câncer. A gente tem ai, pelo menos, 4 tipos de cânceres na tireoide. Então, tem os carcinomas papilíferos, que são os mais comuns disparados dentro dos cânceres. Quer dizer, os cânceres são raros. E, dentro dos cânceres, a grande parte dos cânceres são os carcinomas papilíferos, que são os menos agressivos. Eles, geralmente, são muito indolentes, mais tranquilos, né? Depois, a gente tem os carcinomas foliculares, que têm um perfil de agressividade um pouco maior, mas ainda costumam ser mais tranquilos. Depois, a gente tem o carcinoma medular, que é um câncer já mais agressivo, até mais frequente em homens. E o anaplásico. O anaplásico, ele já é um câncer bem agressivo, mas, felizmente, ele é bem raro. Então, também tem esse cenário, também, dentro dos nódulos. Então, tem o nódulo, então, calma, porque a chance de ser
alguma coisa terrível é muito pequena. E quanto ao diagnóstico. E aí, como é
que eu diagnoiso? Se eu tenho função, está funcionando demais, funcionando de menos? Se tem nódulo benigno, se é nódulo maligno? Como
é que eu faço isso? Então, a gente tem dois
campos, basicamente. Vamos pegar um nódulo,
que seja um nódulo que não cresceu
muito, que não dê aumento no pescoço. Esse nódulo, basicamente, ele vai ser
diagnosticado, por primeira parte,
funcional, com exames de sangue. Então, os
pacientes vão fazer exames de sangue, TSH, T3,
T4, que geralmente são os exames que a gente pede. E esses três exames, se estiverem fora do limite,
isso pode indicar um hiperfuncionamento
ou um hipofuncionamento da tireoide. Então, no campo da função. E no campo
das alterações da forma da tireoide,
se tem nódulo, se não tem, se tem uma
tireoidite, às vezes mais exuberante ou não,
a gente detecta pela ultrassonografia. Então,
dentro desse campo da radiologia que eu falei, a gente tem tomografia,
ressonância, ultrassom, raio-x. O melhor exame disparado para avaliar as
alterações no formato da glândula, nódulos ou não, é a ultrassonografia, que é um exame,
como eu falei, que depende muito de quem faz, do operador dependente. Então, só para a
gente esclarecer essa questão dos sinais, que as pessoas devem ficar mais em alerta. Sempre que tiver qualquer tipo de alteração,
seja um nódulo, ou seja, nessa
questão de hiper, hipo, tireoidismo,
a pessoa vai sentir alguma coisa ou não? Precisa
ser regularmente, por exemplo, o exame de sangue
ser feito a cada seis meses, um ano, para
ter certeza que não tem nada? Não, depende. Então, se os nódulos, se a paciente tem nódulos,
não tem alteração na função, a paciente pode ter
um câncer, ou pode ter um nódulo benigno e
não ter absolutamente sintoma nenhum. Então, se for um nódulo que é pequeno, ainda um
câncer que é pequenininho, hoje, cada vez mais, nós diagnosticamos cânceres pequenininhos,
cânceres menores do que um centímetro, até porque as pessoas cada vez mais são submetidas a exames,
a qualidade dos equipamentos está cada vez melhor, graças a Deus, apesar das limitações que nós
temos aí nos sistemas de saúde, cada vez mais as pessoas estão tendo acesso aos exames médicos
também, ainda está aquém do que a gente gostaria com médicos, com pacientes também, mas a coisa vem
melhorando, se a gente for olhar 30 anos atrás, a coisa vem melhorando. Então, a gente
vem detectando cada vez nódulos menores. Então, mas vamos pegar um câncer menor, um
câncer de um centímetro, um centímetro e meio, ou um nódulo benigno que não seja muito
volumoso, a paciente não vai sentir absolutamente nada. E só vai detectar isso em
um exame de imagem, preferencialmente em uma trastornografia. Agora, se esse ou essa
paciente tiverem uma alteração na função, quer dizer, olha, eu tenho um hipertiroidismo,
um hipotiroidismo, possivelmente ela vai ter sintomas que vão acender o alerta, olha,
tem alguma coisa que não está legal comigo. Então, quando o paciente tem hipertiroidismo,
quando a glândula funciona mais do que deve, é muito comum esses pacientes terem ansiedade,
puxa, eu estou mais ansioso ou mais ansiosa do que eu costumo ser, irritação, então o paciente
chega aqui muito irritado, tem pacientes que procuram a gente aqui, assim, chorando também,
porque, puxa, eu estou brigando muito em casa,
né, os meus familiares estão falando que eu estou
ficando louca ou louco, né, isso algumas vezes tem a ver com hipertiroidismo, tá, perda de sono,
geralmente o hipertiroidismo pode estar associado com a perda de peso, então, o paciente está
comendo bem e começou a perder peso, começou a perder, perder, não sabe porquê, tá, pode
estar associado com hipertiroidismo também, tá, agora vamos pegar o hipotiroidismo, hipotiroidismo
é quando a glândula funciona de menos, né,
então pode acontecer dessa pessoa, às vezes,
estar mais deprimida, com humor mais deprimido,
uma dificuldade maior de concentração, né, então,
às vezes, o paciente pode ganhar peso também,
porque lentifica o metabolismo, então, começou
a ganhar peso, puxa, a vida não teve nada de
diferente, sempre foi uma pessoa mais magra, estou
ganhando peso, né, então, tem esse, às vezes,
queda de cabelo, alteração na pele, né, então, a
pessoa percebe, quando tem alteração na função,
que tem alguma coisa que não está legal com ela,
e isso faz com que ela vá procurar o médico, e aí,
esse médico acaba pedindo exames de sangue, e,
eventualmente, exame de imagem também, então,
na verdade, é melhor, né, assim, do ponto de vista
de alerta, quando tem alguma alteração na função,
tá, então, o paciente, a gente procura ajuda,
agora, os nódulos na esmagadora, a maioria das
vezes, não causam sintomas, tem um tipo de nódulo
específico, que é o nódulo, a doença de Plummer,
o nódulo hiperfuncionante, que é um nódulo
que produz hormônios mais do que deveria,
e não responde a ordem do TSH, então, aí, é
um caso, por exemplo, de nódulo, que também
cursa com uma alteração na função, tanto que
eles são diagnosticados muito pequenininhos,
na grande parte das vezes, porque o paciente
percebe que tem alguma coisa e vai fazer o exame e
detecta o nódulo que é, e aí, é o nódulo que está
causando isso, mas, na grande parte das vezes,
quando tem nódulos, o paciente não tem sintomas,
então, aí, são os exames de rotina, que vão acabar
detectando, por vezes, aí, o nódulo tiroidiano. Agora, na prática, a questão dos exames, né, você citou a questão do exame de sangue, que também pode ajudar nesse diagnóstico, e do ultrassom, o de sangue, a gente sabe que é mais comum, né, as pessoas fazerem ali, a cada seis meses, um ano, depende de cada médico que está acompanhando, né, a pessoa, mas, no caso do ultrassom, então, o recomendado é que as pessoas mantenham esse exame na rotina mesmo? Então, isso é um ponto interessante, né, porque, assim, diferentemente, por exemplo, da mamografia, do ultrassom de mamas, né, por exemplo, da colonoscopia, que lá, a partir dos 40, 50 anos, dependendo do perfil de risco do paciente, ele tem que fazer, então, na grade do Ministério da Saúde, não há, no Ministério da Saúde, uma determinação que, olha, tem que ser feito o ultrassom de tireoide de uma vez ao ano, não há isso, tá? Agora, as pessoas, cada vez mais,
têm feito, então, o que a gente costuma indicar, olha, você tem algum parente que teve nódulo
na tireoide, tua mãe, pai, irmão, irmã, né,
algum parente próximo, ou você nunca fez
um exame na tireoide, né? Eu nunca fiz,
por exemplo. Então, talvez a gente pode fazer
daqui a pouco, a gente tem aqui o aparelho. O aparelho tá aqui já. O aparelho tá aqui, se
você quiser, a gente pode fazer aqui e mostrar
aqui pro pessoal que tá acompanhando a gente como
é que é esse exame, tá? Então, eu nunca fiz. Puxa,
será que eu tenho nódulo? Será que eu
não tenho nódulo? Vale a pena fazer,
tá? Preciso fazer todo ano? Puxa, você fez um
exame de ultrassom de tireoide, que não mostrou
absolutamente nada, você não precisa fazer todo
ano, tá? Agora, você fez ultrassom de tireoide,
puxa, eu fui lá, fiz meu ultrassom de
tireoide, fui lá com um profissional bacana,
tal, que eu confio, e apareceu um nódulo,
tá? Daí, a gente entra na outra seara. Puxa, então, você fez ultrassom e o ultrassom
detectou um nódulo. Quais as características
ultrassonográficas desse nódulo? Hoje, a gente
tem um sistema de classificação ultrassonográfico
que permite uma estratificação de risco,
tá? Isso é uma mudança muito importante no
cenário ultrassom. Antigamente, o ultrassom era um
pouco... Não vou dizer que era terra de ninguém,
mas isso dependia muito da experiência individual
de quem fazia, né? Então, ele fazia e falava,
puxa, esse nódulo é meio esquisito, vai funcionar
ou não, né? Depois teve a questão do Doppler,
né? O Doppler, ele permite, nos dá uma informação
de como é a vascularização desse nódulo. Se a vascularização é mais central, é
mais periférica, é mista, né? E isso,
durante muito tempo, foi usado como balizamento
para se funcionar o nódulo ou não, né? Mas hoje,
o que a gente usa não é isso. Hoje, o que a
gente usa são as características de imagem na
escala de cinzas do ultrassom, né? Então, se
esse nódulo, por exemplo, tem calcificações, microcalcificações, esse nódulo tem uma
chance maior de ser maligno. Se esse nódulo é mais alto do que largo, altura maior do que
largura, ele tem um risco maior de ser maligno. Se esse nódulo, ele é bem definido, ele tem um
risco menor de ser maligno. Mas se ele tem umas margens mais irregulares, ele tem um risco maior
de ser maligno, né? Então, as características de imagem, se ele é hipoecogênico, hipoecogênico é
quando ele é um pouco mais escuro no ultrassom, né? Ele tem um risco maior de ser maligno do que
aquele nódulo que é ISO, que tem a mesma cor, digamos assim, tracinográfica do resto da
glândula, ou hiper, mais claro, do resto da glândula. Então, a somatória desses achados de
imagem nos permitem extratificar o risco de um nódulo, se ele tem uma chance maior ou menor
de ser maligno, e a gente dá a classificação. A classificação hoje se chama classificação
T-RADS, né? Assim como na mamba tem o B-Rads, hoje na próstata a gente tem o B-Rads. A gente tem para nódulos hepáticos, Lang-Rads, e o T-Rads forma realmente uma quebra aí de paradigma no diagnóstico mais assertivo das lesões tiroidianas. Então, se você tem um nódulo com uma classificação T-Rads mais baixa, com T-Rads 3, você pode talvez repetir esse exame daqui 6 meses, 1 ano, né? Ah, não, agora eu tenho um nódulo com classificação 4 ou 5, esse nódulo vai ter indicação de punção muitas vezes, né? Então, é esse conjunto... É isso que é importante falar, quer dizer, o diagnóstico da tiroide, das alterações tiroidianas, não é um exame papum, é esse exame. Na verdade, você tem um leque de exames, de sangue e de imagens. Então, bom, vamos lá? Eu tô curiosa aqui. Eu tô querendo... Tô com medo, inclusive, né? Então, senta aqui, ó. Vai saber se me aparece alguma coisa aqui, né? Ao vivo é coisa. Vamos lá. Bom, vou sentar aqui. Por favor. Aí a gente já mostra como faz
e as pessoas conseguem... Bom, tem muita dúvida das pessoas, assim, ah,
exame, né? Exame dói, exame... Esse daqui,
parabéns. A gente já consegue ver que
não é um exame causador. Exatamente. Então, como é que a gente faz o ultrassom? Então, o ultrassom, a gente... Todo ultrassom,
a gente tem esse equipamento, né? Que é um
transdutor, né? Então, o transdutor, ele tem essa
borrachinha aqui na frente, né? E embaixo dessa
borrachuinha, a gente tem a alma do ultrassom,
que é o que a gente chama de equipamentos
piezeelétricos, né? Que são equipamentos
que conseguem captar mínimas movimentações, a
variação de som, a velocidade que o som vai,
a velocidade que o som vem, e converte isso em
informações de imagem, que vão fornecer a imagem
pra gente, tá? Então, isso aqui é a alma. O mais
caro do aparelho são esses transdutores, tá? É
importante mencionar que toda vez que a gente vai
fazer um ultrassom, a gente tem que botar o gel,
tá? O gel, ele dá uma... Ele dá uma... O contato. É, e ele é o contato, né? O que vai dar o contato. Eu não tenho uma blusa certa pra isso hoje,
mas tudo bem. Não, a gente dá um jeito, ó. Faz o seguinte, puxa com a mão
esquerda um pouquinho a blusa, e olha lá. Vamos ver agora
aqui se a Letícia tem nó. Então, vamos lá. Olha aqui que interessante, ó. Então, aqui a gente tem... Deixa eu mostrar aqui o seu lobo. A direita da tireoide,
né? O lobo esquerdo da tireoide. É o que eu sempre falo aqui, ó. Olha que
interessante, né? A tireoide parece uma borboletinha, né? Ela tem aqui duas asinhas,
direita e esquerda, e o ístimo que liga as duas, né? Então, aqui a gente tem as artérias
carótidas, né? Aqui a gente tem a pele, plano subcutâneo, e aqui no meio a traqueia, que
é o tubo de condução do ar, que às vezes é a área superior para os pulmões e a volta. Então, vamos
lá. A gente olha aqui primeiro o seu lobo direito. Então, pelo que eu olho aqui, no global, a sua
tireoide é uma tireoide mais homogênea. A gente olha em dois eixos, né? Olha lá. Então, aqui
eu estou olhando agora no eixo longitudinal. Então, é interessante apontar, olha lá,
a sua tireoide é uma tireoide homogênea, né? Então, por que eu estou falando isso? Quando a gente tem uma alteração na função, por exemplo, a paciente tem hipotireoidismo,
ou tem tiroidite de Hashimoto, ou algum outro tipo de tiroidite, é comum a gente ter a
tireoide heterogênea, né? Então, a gente consegue falar que isso é uma tiroidopatia. Você não tem, você tem um cistinho aqui, ó. Um cistinho, né? É uma lesão benigna,
tá? Muito frequente. É uma bolinha, não. Não precisa fazer ablação para isso. Tá? É um
cistinho, uma bolinha de água pequenininha, nada para se preocupar. Então, o seu lobo
direito é um lobo totalmente homogêneo, né? Então, obviamente, quando a
gente for fazer o exame para valer, né? A gente vai ter que fazer as medidas dos
três eixos para ver o volume da glândula. Mas, assim, no visual, o seu volume é normal. A gente olha também a região do ístimo,
que é essa porção aqui anterior. A
traqueia, que é o que liga a asinha
direita da borboleta quase à esquerda,
né? O lobo direito com o lobo esquerdo. Tem que tomar cuidado, porque aqui, às vezes,
tem... Dependendo de como for feito o exame,
pode passar algum nódulo despercebido, tá? O pessoal, às vezes, não dá tanta atenção
devido aí ao ístimo, tá? Mas não tem nada,
no seu caso, né? E, aqui, o lobo esquerdo,
né? Então, aqui, ó, também homogêneo. Bem
homogêneo. Vou botar aqui no eixo longitudinal. Aqui você não tem nenhum
cistinho, nada, né? Então,
uma glândula bastante homogênea. Uma glândula bonitinha. Isso aqui
seria o que a gente chamaria, hoje, de
tirradizum, né? Não teria risco nenhum. Você poderia... Não precisaria fazer todo ano. Poderia estar... Passei no teste. Passou no teste. Daí, obviamente, é importante
lembrar, como eu sempre falo, trações, exame operador dependente. A
gente nunca olha só a tireoide, né? Então, a gente olha aqui, também, os vasos. Já pega
e já vê aqui se tem alguma placa de gordura. Você é jovenzinha, magrinha, não tem aqui
nenhuma placa nas carótidas. Bonitinha, mas esse paciente mais idoso pode ter. A gente dá
uma olhada aqui pra ver se tem algum linfonodo. Por que algum linfonodo? No seu caso, não,
porque você não tem nódulos, mas é importante a gente olhar, porque, às vezes, pode ter alguma
metástase de nódulo da tireoide, se for maligno, para os linfonodos. Ou você pode ter alterações
próprias dos linfonodos. O paciente que tem linfoma, leucemia, às vezes, tem
linfonodos aumentados, atípicos. Então, é importante que o examinador,
ele avalie com muito detalhe. Isso, tá? Você tá com o exame bonitinho, tá? Então, você passou no teste. Passou no teste. Bom, então, a gente também já consegue pedir um
papel. Pede um papelzinho pra... Pra continuar gravando. Bom, que é um
exame simples e que... Exato. Pode ajudar muito no diagnó... Quando a pessoa é
diagnosticada... Ajuda, inclusive, caso a pessoa
tenha algo pra fazer o tratamento adequado e
mais rápido, pra poder... Exato, exato. Quanto
mais rápido, melhor o tratamento. Então, outra pergunta que sempre fazem. Ah, esse exame tem radiação? Não tem nada. A
tomografia, ela é um exame que, pelas próprias
características dela, ela tem radiação, né? Então,
ela tem a radiação igual do raio-x. Então, você
não pode ficar fazendo tomografia... Você faz,
realmente, com muita indicação, muita precisão. Não que você vá sair fazendo tração
desnecessariamente, mas é um exame que
você pode replicar, pode fazer outras vezes,
que você não tem carga acumulada de radiação,
nada. Zero. Então, você viu aqui, ó. É só uma
borrachinha com gelzinho que passa no pescoço. Agora, tem isso, né? É um exame que a gente
fala que é... Ele é operador dependente, porque você viu que... Achar a imagem aqui
e a interpretação em tempo real. Quer dizer, o radiologista que tá fazendo,
que vai olhar e falar... Puxa, ó, tem um nódulo. Ó, que nem eu olhei
aqui e falei... Tem um cistinho. Aí, isso não é nada. Esse cistinho não
precisa nada. Vou com a classificação 1, né? Poderia ter um nódulo. E, de repente, esse nódulo eu teria que
interpretá-lo e dar uma classificação pra ele. Então, se eu dou uma classificação errada,
você pode ou não ser submetida a uma punção que você precisaria ser submetida, e talvez comer
bola, digamos assim, num câncer, ou ao contrário,
você ser submetida... Que, aliás, é o que
a gente vê mais, às vezes. O pessoal acaba
olhando o nódulo e falando... Não, esse nódulo
aqui é esquisito, suspeito, tem que funcionar aí. E boa parte das vezes não precisa funcionar. Sim,
então, essa era a minha próxima dúvida. Meu exame,
graças a Deus, deu tudo certo, né? Não teve nenhum sinal de alerta. Mas poderia ser uma situação diferente de causar
um alerta. Qual seria o próximo passo? Você já citou essa questão da pulsão. E fazendo uma breve
pesquisa aqui pro nosso episódio, eu vi que tem alguns outros exames que podem ser necessários
quando tem algum sinal de alerta na ultrassom, né? Não sei se é uma sequência do outro, mas,
por exemplo, biópsia ou pulsão, é a mesma coisa. E tem um que eu vi aqui, sintilografia da
tireoide. Qual que é a diferença entre eles? Essa pulsão, ela dói? Pra quem tiver diagnosticado
ou que sabe que tem essa necessidade, como que funciona? Ótima pergunta. Então,
caso tivesse sido identificado algo aqui. Ótima pergunta. Então, pra quem tá
nos ouvindo aqui, o que é importante? Que o ultrassom seja bem feito, tá? Seja
feito por um profissional com expertise. Por quê? Porque o resultado desse ultrassom é
o que vai determinar todo o resto da cadeia, tá? Então, ah, você fez um ultrassom,
tem um nódulo com características,
sei lá, uma classificação TR3, um nódulo
de 8 milímetros, não precisa funcionar. Ah, tem gente que vai querer
funcionar, vai. Mas, assim,
o consenso diz, a própria classificação
ACR-TR3 diz que não precisa funcionar. Você pode acompanhar esse nódulo 6
meses, 6 meses, ele se manteve estável,
pode passar de ano a ano, tá? Então tem
que ter bom senso no manuseio desse nódulo. Agora, você fez um ultrassom que mostrou
um nódulo com características mais lindas. Vamos por um nódulo TR5. Um nódulo TR5
é um nódulo que, pra quem tá olhando,
puxa, você tem aí 80% de chances
de que esse nódulo seja maligno. Mas o ultrassom não fecha diagnóstico. O
ultrassom, ele dá uma estimativa. Eu tô
falando no relatório pra você o seguinte, olha,
cuidado com esse nódulo, que esse nódulo tem uma
chance grande de ser maligno, tá? Qual é o
próximo passo, né? Então, o médico solicitou esse exame, o ginecologista, um clínico, ou,
de repente, você procurou um intervencionista. Muitos pacientes vêm direto. Às vezes, ah, eu
quero olhar minha tireoide aqui. A gente fez ultrassom e viu que tem ali um ultrassom, fez
na sala ali, que tem uma classificação TR5. O próximo passo seria puncionar, tá? E o
que que é, na prática, puncionar? Então, a punção de tireoide ou biópsia de tireoide
é a mesma coisa, tá? O nome correto é punção aspirativa por agulha fina, tá? Então, pelo menos
não é uma agulha grossa, é uma agulha fininha. Igual a agulha que tira sangue, tá? A mesma agulha
que você vai tirar sangue pra fazer o exame de rotina é a agulha que a gente coloca dentro
do nódulo, guiado por ultrassom, tá? Então, a punção aspirativa por agulha fina, a gente chama
de PAF. Então, quando alguém fala PAF, né, é isso. PAF é a mesma coisa que punção, é a
mesma coisa que biópsia, tá? Então, se você tem um ultrassom suspeito, você vai
fazer uma PAF, tá? E a PAF também é o exame
que tem essas características. É o exame
operador dependente. Você falou que dói. Não é pra doer. Óbvio que a sensibilidade é
individual, tá? Se eu for fazer o exame em
você e mais cinco pessoas, pode ser que você
sinta dor, muita dor, muita não é pra sentir,
mas sinta mais dor, um outro paciente sinta
uma dor intermediária, o outro não sinta nada,
tá? Mas quando é adequadamente feito e
a gente toma todo o cuidado pra isso,
que nem a gente costuma fazer com
anestesia local, bota um gelinho
também que também ajuda na anestesia, então
a gente só faz quando dá o tempo pra poder
absorver a anestesia. No consultório mesmo ou
precisa ser no hospital? Isso pode ser feito
num ambiente de consultório, tá? Pode ser feito
num ambiente de consultório a punção aspirativa. É um procedimento de baixa, é um procedimento
intervencionista, turolecto intervencionista de
baixa complexidade, tá? Então a gente pode, desde
que tenha as condições de anticepsia corretas,
materiais, você pode fazer em ambiente de
consultório, tá? Então o que a gente faz? Fez
anestesia bonitinho, deixa o pescoço esticadinho,
bota o apoio aqui atrás, então você fica nessa
posição e o intervencionista vai com esse mesmo
equipamento que tá aqui, o transdutor, guiar a
introdução da agulha, então ele guia pra ele mesmo
colocar a agulha, tá? Dentro do nódulo e uma vez
colocado dentro do nódulo, a gente vai fazer um
movimento de vai e vem com a agulha dentro deste
nódulo, tá? Por que que eu falei que também é
operador dependente? Primeiro pela sensibilidade,
segundo, imagina que isso aqui é um nódulo,
tá? Isso aqui é um nódulo, então eu vou fazer
uma punção nesse nódulo, tá? Então qual que é o
correto? Se você tem um câncer, você pode ter o câncer aqui, o câncer aqui, o câncer aqui, ou todo ele ser um câncer, tá? Então é muito comum, às vezes, o paciente chegar e falar assim, doutor, eu tinha feito uma punção anterior, faz dois meses, né? E o meu nódulo veio com benigno, né? Mas daí eu voltei pro meu médico e ele falou que não, esse nódulo eu suspeito que ele pediu outra punção, daí você fez outra punção e ele veio maligno. Ele virou maligno em dois meses? Não. O paciente já devia ter a malignidade e não foi amostrada. Então o correto quando o intervencionista, ou quem for fazer a punção, é que você coloque a agulha e você tenha certeza que você amostrou todo o nódulo. Então você tem que botar a agulha em cima, a agulha atrás, a agulha na frente, a agulha no meio, a agulha embaixo, pra você ter a certeza de que você teve uma boa coleta de material. O papel do intervencionista nesse caso é coletar o material. Mas não é o intervencionista, geralmente, que
vai avaliar o material. Esse material vai ser bem acondicionado, vai ser bem coletado. Puxa, minha amostra veio insatisfatória. Pode ser, não é regra, mas pode ser que não
tenha sido coletado adequadamente. Daí você
vai ter que coletar de novo, tá? Então tem
isso que acontece. Por isso que é importante
que o profissional faça direitinho a punção. Fez a punção, guardou o material, esse material
vai pro patologista. Também é importante aí que
você tenha um bom patologista. Puxa, eu
fiz o exame lá na Conchichina da Serra. Você pode ter um ótimo patologista lá, tá? Mas
pode ser que não. Então a gente sempre tenta ver
também quem vai fazer a leitura do material, tá? Então, do mesmo jeito que você tem radiologista,
intervencionista focado em tireóide, você
também tem patologistas que tem maior expertise,
maior experiência em tireóide. E óbvio
que eu prefiro que esse patologista olhe,
porque ele já tem mais know-how, tá? E aí
ele vai olhar o material e ele vai me dizer, olha, esse nódulo é benigno? Não, é benigno. É um tirade 5, mas é benigno realmente. Um é um tirade 4, 3 é benigno. Tudo bem. Então se for benigno, se funcionou, você
não vai fazer nada, a menos que seja um nódulo benigno que cause sintomas. Pode ser que
você tenha um nódulo benigno, super volumoso, esteja te incomodando, comprimindo o traqués,
o esôfago, ou percepção de corpo estranho. E aí você vai tratar mesmo sendo benigno, ok? Só que muda de um tratamento de maligno. Ou ele pode olhar esse material e falar, não,
esse nódulo é maligno. É um câncer. E aí você vai direcionar para o tratamento de câncer
dentro das opções terapêuticas que a gente tem. E pode ainda acontecer, por melhor que seja feita
a punção, por melhor que seja o patologista que olhou, que ele vem indeterminado. É óbvio
que quanto melhor o processo de punção e quanto maior a expertise do patologista que
vai olhar, a chance de você ter o número de exames indeterminados é menor. Tem laboratório
que você vai fazer que 50% dão indeterminados. E tem bons laboratórios que você vai fazer
que dão 2%, 3%, um número aceitável. E se
der indeterminado, o que eu tenho que
fazer? Outra dúvida que chega para mim,
doutor, eu fiz o meu exame e veio indeterminado. O que eu faço agora com esse estado
indeterminado? Nós temos duas opções. Ou você pode esperar uns 3 meses, às vezes 6
meses, de 3 a 6, e repetir a punção, porque
talvez tenha sido uma falha de interpretação ou
uma variante de interpretação e outro patologista
vai olhar e falar não, realmente é benigno. Ou
não, realmente é maligno. Ou você pode pegar esse mesmo material que já foi usado na sua punção, desde que tenha sido bem feita, por isso que é importante fazer bem feita a punção, o material fica bem acondicionado, você pega o mesmo material, não precisa furar de novo, e vai fazer o que a gente chama hoje de teste molecular. Então esse exame vai para uma avaliação molecular, que é um exame muito mais sensível do que a própria avaliação patológica, e que ele costuma responder essa dúvida. Ele veio indeterminado. Mas não, ele não tem esse marcador de tumor, não tem esse, não tem esse, não tem esse, não. Ele é compatível com o nódulo benigno, vamos tratar como benigno. Ah não, você fez lá e tem um marcador, dois marcadores que são marcadores tumorais, então esse nódulo é um nódulo maligno. Então a gente tem ainda essa opção. Por isso que eu falo que é o universo, né, esse diagnóstico. É o caminho para chegar até essa... Você tem que estar sendo muito bem conduzido etapa por etapa. Por isso que a gente tenta fazer tudo junto, aqui no nosso grupo a gente faz,
a gente tem todas as pontas, né, então a gente faz ultrassom, precisa fazer a punção, a gente faz a
punção, porque também para o paciente é ruim isso, né, às vezes faz a ultrassom num lugar,
não sei se a ultrassom é legal ou não, ah,
daí eu vou ter que fazer a punção, daí volta pro merda, daí vai fazer a punção, daí não sei onde
que eu vou fazer a punção, daí fez a punção, deu determinado, deu certo, tem que repetir a punção. Aí agora que tem a teste molecular,
tem que pegar o material, não, não dá,
tem que repetir o material pra fazer. Então
assim, a gente tenta centralizar tudo, né,
então aqui sempre fazemos, eu trabalho também
muito próximo do Dr. Erivelto também, né, então a gente, o nosso grupo, tenta cercear
tudo, inclusive a parte terapêutica, que são as ablações, né, que é uma das opções
terapéuticas que a gente tem hoje, que cresceu muito, né, e que cada vez
mais é solicitada, e atende a grande parte dos nódulos aí, sem você precisar
de corte. Essa é a minha próxima pergunta. Depois de feito todo esse processo diagnóstico,
confirmado realmente que a pessoa tem um nódulo, a gente já tinha conversado no outro episódio,
eu lembro por cima, que o tratamento da ablação de tireóide normalmente é mais utilizado
pra nódulos que são considerados benignos, mas também já pode ser uma opção de tratamento pra
quando a pessoa é diagnosticada com câncer, né. Qual que é a diferença desses dois tratamentos? A
forma que é feita é igual? Até pra gente explicar, tem a agulha aí? Pra gente mostrar como funciona
na prática? Até hoje eu tô de verdinho aqui, porque a gente acabou uma ablação agora há pouco, então eu já sabia que eu ia pra cá, falei pra Letícia perguntar, não, você não precisa. Então isso aqui é a agulha que a gente usa, né, a gente tem aí diferentes fornecedores, né, mas a gente sempre usa os melhores fornecedores, né. Então essa aqui é a agulha, você veja que a espessura dela, a espessura, que ela lembra muito a espessura do exame de sangue, da agulha do exame de sangue, tá, que é a mesma da punção, tá, um pouquinho talvez mais calibrosa, é pouca coisa. Então o que o radiologista faz? A gente pega o transdutor, né, então deixa eu até pegar aqui, tá aqui ainda? Olha lá. Então a gente vai aqui com uma mão, olhando o nódulo, e ah, tá aqui o nódulo, então a gente vai entrar com a agulha dentro do nódulo, né, e vai fazer várias áreas dentro do nódulo de ablação, né. O que é ablação? Ablação é como se fosse o
cozimento do nódulo, né, então a gente vai elevar, tá vendo essa agulha, ela tem uma pontinha aqui,
ó. Tá legal aí pra vocês? Dá pra pegar? Aqui? Pra
mostrar? Essa agulha, ela tem uma pontinha, ó,
de um centímetro, a gente tem agulhas que tem
pontinha de 7 milímetros, de meio centímetro,
depende do tamanho da lesão, a gente trabalha
com uma ou com outra, geralmente os fornecedores
oferecem diferentes tipos, e a gente escolhe qual
que a gente vai usar, de acordo com a lesão,
né. Então essa pontinha aqui, quando a gente
pisa no pedal ali, que a gente controla, liga,
desliga, ela eleva a temperatura dentro do nódulo,
a mais ou menos 80, 85 graus Celsius, tá,
ou seja, cozinha, ela cozinha, mata aquele
tecido por calor, tá. Quando você tem uma lesão
grande, a gente vai fazer vários movimentos desse,
então são várias bolinhas, né, de queimadura, até
que a gente consegue queimar todo o nódulo, tá. E quando é um câncer, a mesma coisa. O que
muda, quer dizer, o procedimento é o mesmo, agulha é a mesma, o aparelho é o mesmo,
o que muda quando é um nódulo benigno, ou um nódulo maligno, é que no nódulo benigno,
você não tem a obrigação de confeccionar margens, só tem margem de ablação, tá. Até porque
geralmente são nódulos mais volumosos, então se você vai dar margem para
uma condição que não é maligna,
você vai acabar matando o tecido
saudável que produz o hormônio, tá. E quando você vai tratar um câncer, você já tem
a obrigação de dar margem. Por isso que quando eu costumo falar nas mídias, tanto eu, quanto o
doutor Erivelton, a gente fala, ablação é super indicada para maioria, esmagadora maioria dos
nódulos benignos e para cânceres selecionados. O que é o selecionado? Ou a gente trata por
ablação? Com vasta evidência na literatura, tá. Tem gente que fala, ah, é experimental. A gente
tem artigos, inúmeros, da escola sul-coreana, que já faz ablação pioneira no mundo há 20
anos, né. A escola italiana, a escola chinesa, nossos artigos, nosso grupo, nós tivemos o
privilégio de sermos pioneiros nisso no Brasil. Então a gente consegue matar
o nódulo e dar a margem, a margem tumoral, né. Como se fosse
uma margem cirúrgica. Quer dizer, o cirurgião, ele vai operar um tumor,
ele nunca corta ali rente ao tumor. Ele dá uma margem. A mesma coisa a
gente quando faz ablação. É igual, a gente mata o nódulo e a gente queima
um pouco ao redor do nódulo, né. Então isso é o que muda para a gente no tratamento
do nódulo benigno para o nódulo maligno. Então a gente trata geralmente carcinomas na casa de
um centímetro, do tipo papilífero e que são bem situados no meio da glândula. Que são a
maioria do que a gente acaba identificando. São os mais comuns. E para os outros,
o que a gente faz? Aqueles que não se encaixam para ablação. Aí esses
vão ter um tratamento cirúrgico. O Brasil conta com excelentes cirurgiões de cabeça
e pescoço que vão fazer excelentes cirurgias. Agora, a grande diferença da ablação para a
cirurgia, e é por isso que a gente entende que a gente gosta de fazer esse trabalho de divulgação,
justamente para que o paciente saiba que existe a possibilidade de preservar a glândula. Então tem muitos pacientes que não sabem. Às vezes vão lá com o nódulo, o cirurgião
fala olha, tem que tirar a glândula, né. Será que para esse caso específico
não daria para matar o nódulo e preservar a glândula? Você não teria corte, você
não teria anestesia geral, não precisa de internação. Você vai duas horas depois do
procedimento com a ablação, você vai embora. Geralmente na cirurgia você precisa ficar
internado aí um dia, às vezes mais. E o que a gente sempre fala é que a diferença da ablação
para a cirurgia é que no caso da cirurgia, você além de ser mais invasiva naturalmente,
pelas características da cirurgia, você chega com a glândula e com o nódulo, ou com os nódulos. E
você vai embora sem os nódulos, e sem a glândula. E às vezes sem as paratireóides. O que pode acontecer das glândulas
paratireóides que são pequenininhas,
às vezes irem embora junto com a tireóide. Pequena parte dos casos, mas pode acontecer. E isso interfere também no metabolismo do cálcio. Nessa situação da cirurgia, quando tira a
glândula, o paciente vai ter que tomar um
remedinho, uma reposição hormonal todo dia de
manhã, e se por acaso tiver afetado em alguma
coisa o metabolismo do cálcio, vai ter que
também modular esse metabolismo do cálcio. No caso da ablação, o paciente chega com a
glândula e com o nódulo, ou com os nódulos. E vai embora com a glândula, e vai embora com o
nódulo também, só que morto. Ele chega vivo e vai embora morto. Puxa, mas e aí? O que acontece com o nódulo? Ele vai embora com o nódulo, o nódulo tá lá, mas o nódulo morreu, e o nosso corpo entende, quando esse tecido tá morto, que é um tecido morto, ele lê, faz a leitura, igual uma cicatriz na pele, que você machucou, o que vai acontecendo? Esse tecido vai sendo substituído por uma cicatriz, e esse nódulo começa a diminuir, diminuir, diminuir, diminuir, até que ele pode ou sumir, ou ficar só uma cicatriz de um tecido escatricial, não um tecimento do nódulo. Então pega um nódulo benigno, volumoso, ele vai reduzir coisas de 90, 95% em um ano. Já no primeiro mês, uns 20%. Então aquele volume que tá no pescoço, o paciente já vai... tem paciente que chega aqui super, assim, psicologicamente abalado, às vezes, moça sobretudo, chega às vezes com a blusa igual a sua, aqui em cima. Porque quer tampar, não pode usar um colar. Todo mundo pergunta, o que é esse nódulo? E é um nódulo benigno, na
grande parte das vezes. E se não fosse ablação,
ia perder a glândula, ia ter que tomar
hormônio por uma condição benigna. Hoje, com ablação, você mata o nódulo, aí alguns
meses já vai perder esse efeito estético aqui,
já vai melhorar, e segue o jogo. E agora,
na prática, doutor, você explicou muito
bem como que funciona, né, a técnica em
si, mas, na prática, eu imagino que seja
uma dúvida muito comum também de quem chega
no consultório, aquela pergunta de sempre,
né? Dói? Como que a pessoa tem que se preparar pra
isso? Você já citou agora que a recuperação depois
é bem mais rápida do que a cirurgia. É feita em
consultório? Tem que ser em hospital? Como que
funciona isso? Então, aí, a ablação, ela... Então,
vamos separar, né? Eu tô falando da intervenção. Então, a punção aspirativa por agulha fina, a
biópsia, é um procedimento de baixa complexidade,
que pode ser feito em ambiente de consultório,
preparado pra isso, ok, tranquilo. E ele tá no campo dos procedimentos diagnósticos. A ablação, ela é um procedimento intervencionista no campo terapêutico, de tratamento, né? Então, um é um procedimento que diagnostica, o outro é um procedimento que trata, né? A ablação, não é ideal que ela seja feita em ambiente de consultório, tá? O ideal é que ela seja feita em um ambiente pelo menos de hospitaldia. Hospitaldia é uma boa estrutura. Que é o que vocês atuam, né? Que é o que a gente atua. Então, por exemplo aqui, a Clínica Mato é um hospitaldia com excelente estrutura, tá? Super, na grande maioria dos casos, a gente acaba fazendo aqui. E pode ser feito em ambiente de hospital, por exemplo, em um centro de medicina intervencionista, né, com uma boa estrutura. Não precisa ser feito no centro cirúrgico, essa é a diferença, tá? Ter uma boa estrutura pode ser feita nessa estrutura ou pode ser feita no centro cirúrgico também, tá? Mas a partir de
um hospital dia, você já tem uma boa estrutura, tá, pra fazer. No caso da cirurgia, o
paciente necessariamente vai ter que fazer, ser submetido a anestesia geral, tá? Então
é aquela anestesia que tem intubação. O paciente dorme totalmente, mas tem
intubação. Uma anestesia, obviamente, é um step maior na anestesia, né? A anestesia,
o máximo de anestesia que você tem é a anestesia geral, tá? No caso da ablação, não. Por exemplo, na Coreia do Sul mesmo, o Dr. Baik, lá que é o quem desenvolveu
a técnica e onde o Elivel Teofons fazer a nossa formação antes de trazer isso
pro Brasil, eles fazem lá com local. Só anestesia local, igual da PAF pra grande
maioria dos casos, tá? Quando nós fomos lá, nós até discutimos isso. Puxa, como é que a gente
vai fazer esses procedimentos lá? A gente vai fazer só com local? A gente entendeu que o perfil
do nosso paciente latino é diferente do perfil asiático. O paciente latino é um pouco menos
tolerante com dor do que o paciente asiático. Então a gente falou, não, vamos fazer com uma
anestesia local e uma sedação bem superficial,
que é uma sedação que lembra da endoscopia, tá? Então não precisa de intubação, é um remedinho
na veia, o paciente dorme e às vezes a gente
conversa com o paciente durante o procedimento. O paciente não lembra depois, porque a gente tá
sempre avaliando o nervo da voz, tá? Que é sempre
o principal temor tanto do cirurgião quanto do
intervencionista de preservar o nervo da voz,
né? Então a gente conversa com esse paciente
durante o procedimento. Como é uma anestesia
mais superficial, o paciente fez o procedimento
que vai durar tempo total de sala, entrou,
pegou acesso, foi anestesiado, fez a limpeza, a
anticepsia, fez a ablação, terminou a ablação,
tirou os campos cirúrgicos, foi pra
recuperação pós-anestésica, assim,
em média no máximo uma hora, tá? Então entrou
às 9, 10 horas, vai pra recuperação anestésica. Acordou na recuperação anestésica,
tomou um suquinho, comeu gelo, a gente sempre coloca gelo no pós,
né? Porque é um tratamento à base de calor, então o gelo principal é
anti-inflamatório, isso é mandatório. Duas horas, vai embora pra casa. Depois de duas
horas, depois de duas horas, vai embora pra casa. No dia do procedimento faz gelo, que é
importante, né? Mas se alimenta normal, não precisa tomar sopinha, nada disso. Até a gente fala que é bom tomar sorvete, quem gosta de sorvete, toma bastante sorvete,
tá no dia, tá? No dia seguinte, vai ficar com o pescoço roxinho, mas não por corte, é
só furinho, né? São vários furinhos, esses furinhos vão ficar um roxinho uma semana. Depois
vira bumbum de nenê, não fica cicatriz nenhuma. Isso é outra diferença também da ablação pra
cirurgia. E por melhor que seja feita, sempre vai ter um corte, tá? Hoje você tem até técnicas
que você não precisa do corte, você pode fazer processo transoral, processo transaxilar, né? Mas
assim, veja, são técnicas que não deixam corte, mas você tem que entrar por baixo aqui da
maxila, chegar no pescoço. Então, obviamente, se você puder fazer um procedimento menos
invasivo que a ablação, que é só furinho, melhor. A gente pensa dessa maneira. Então, no dia
seguinte, já pode dirigir, já pode ir no mercado, já pode trabalhar, não tem restrição. Rotina
praticamente... Você vai perceber que mexeu no pescoço, tá um pouquinho mais inchadinho, mas
você bota um lenço e vai fazer suas coisas. Na cirurgia, não, tá? Na cirurgia, possivelmente,
você vai estar internado ainda no dia seguinte, se preparando pra alta e com uma recuperação
um pouco mais prolongada. Academia, crossfit, tem um paciente meu que era viciado em
natação. Cinco dias depois, foi nadar. Cinco dias depois de atuar? Cinco dias depois foi
nadar. Foi nadar, treino de natação. Então, óbvio, tem caso de caso, né? Tem casos que a gente
tem que fazer uma quantidade de calor maior. Tem paciente que tem nódulos muito
grandes. Isso outra pergunta interessante, né? Muita gente pergunta, o meu nódulo é
muito grande, dá pra tratar por ablação? A gente não tem limite de tamanho pra
nódulo benigno. Nem de número de nódulos. Ah, eu tenho cinco nódulos, pode tratar, tá? O
que muda é a quantidade de calor. A gente tem um limite de segurança, de calor que a gente
pode dar em uma sessão só. Então, obviamente,
se o nódulo é muito volumoso, né? Isso a gente
avalia na consulta, né? Talvez a gente tenha que
fazer duas sessões, às vezes três sessões, tá? Mas
95% dos casos, a gente resolve em uma sessão só. Uma vez já tá. É, exatamente. E tem algum risco
essa técnica, por exemplo, a questão da voz que
vocês vão acompanhando ali, no momento que a técnica está sendo feita. Existe algum risco da pessoa ter, ficar
com uma rouquidão, por exemplo? Sim. Todo procedimento é um procedimento, por
menos invasivo que seja o procedimento, tá? Então, vamos comparar. A gente sempre
fala o seguinte, existe um risco? Existe. Então, vamos comparar que o risco é mais ou menos
igual ao da cirurgia, só que 10 vezes menos, tá? Porque na cirurgia, hoje você tem monitor
de nervos, tem excelentes cirurgiões, né? Que nem o Erivelto. O Erivelto faz ablação, faz
cirurgia excelente. Se eu for operar meu pescoço, eu vou operar com o Erivelto, né? E
se for fazer ablação, ele faz em mim. Se ele for fazer ablação, acho que
vai fazer comigo também. Então, assim, mas, obviamente, você vai passar
o bisturi, vai soltar a tireoide. Então, tem o risco de lesar o nervo laríngeo recorrente. Tem um de cada lado que vão dar enervação das
cordas vocais, tá? Na ablação, existe esse risco, tá? Só que é menor. Você não vai cortar o nervo. Você vai chegar com calor próximo ao nervo. Então, pode ter, às vezes, uma
rouquidão, né? Pode. E na grande parte das vezes quando acontece, é muito,
muito raro. E bem menos do que na cirurgia. Mas, geralmente, é transitória. Então, é uma
queimadura do nervo, né? Que a gente evita de todas as maneiras. A gente injeta soro, a
gente afasta, né? Então, hoje, realmente, só nos ólulos que são assim, muito colados no
nervo e que a gente, às vezes, dá uma margem que pode acontecer isso, tá? E na esmagadora,
a maioria das vezes, 99,9%, ela é transitória. Então, o paciente fica com uma rouquidão dois
meses, às vezes menos, né? A gente entra com medicação para isso também e volta ao normal,
tá? Raríssimo, raríssimo ter alguma paralisia permanente. Muito menos do que na cirurgia,
tá? E quando isso acontece, vai melhorando também com fonoaudiologia, tá? Então, comparando
uma técnica com a outra, a ablação é muito menos invasiva. E no caso das paratireóides que eu
falei, o risco na ablação é virtualmente zero,
porque você não tira as paratireóides, né? Então,
é o que a gente fala, podendo, quando é possível
tratar os nódulos e preservar a glândula, através
de uma técnica nitidamente e minimamente invasiva,
menos invasiva que a cirurgia, a gente
sempre tenta optar por essa técnica. Legal. E quando a pessoa volta
até a reincidiva, que chama,
né? Existe essa possibilidade, tanto
em nódulos benignos, como no câncer,
de a pessoa voltar a ter esse mesmo diagnóstico
e pode fazer a ablação de novo nesse caso? Pode,
pode. Então, isso é uma excelente pergunta,
que também me fazem muito na consulta. Então, eu separo dois grupos. No caso dos nódulos
benignos, tá? Então, se é um nódulo benigno não
tão volumoso, tá? Então, que é quase a maioria
do que a gente pega, a gente consegue tratá-lo
todo. Então, a chance de uma recidiva é muito
próxima a zero, tá? Quando é um nódulo benigno, que já é maior, porque a gente pega
uns nódulos que, às vezes, são super. A gente já tratou um nódulo aí do tamanho
de uma laranja no pescoço, né? Então, obviamente, esse nódulo, ele comprime, ele tá
encostado no nervo da voz, na traqueia. Então, por mais que a gente injete soro pra
afastar, tem uma parte ali que a gente prefere não mexer. Por quê? Porque tem um risco
de dar uma lesão, né? No nervo, na traqueia. Então, a gente trata ali 98% dele, tá? Isso já
vai ser suficiente pra ele reduzir, pra saírem os sintomas. Então, vai ficar o pescoço bonitinho,
tá? Mais ou menos aí em 4% a 5% das vezes, em 5 anos, quer dizer, depois de 5 anos, esse nódulo,
essa parte que sobrou e propositalmente sobrou, nosso objetivo é tratar o máximo possível
com o máximo de segurança. Não faz sentido lesionar alguma coisa pra tratar esse 5% de um
nódulo benigno, tá? Então, pode acontecer nessa estatística dessa parte começar a crescer,
tá? Só que muito menor do que era antes. O que a gente faz se isso acontecer? A gente
vai e trata de novo. Só que agora um nódulo pequenininho, não um nódulo grande, tá? Então,
nos benignos. No caso dos malignos, que a gente só trata nódulos malignos pequenininhos, né? Porque tem ali mais ou menos um centímetro. Então, a gente tem a margem pra dar, né? Então,
a chance de recidiva ela é muito isso. Os artigos
internacionais, nossos, mostram que é pau a
pau com a taxa de recidiva da cirurgia. Então,
se for pegar... Que nem na cirurgia, isso
é outra coisa que falam sempre pra gente. Quando você vai operar na cirurgia, o cirurgião
nunca fala pra você, ó, você operou, tirou câncer,
tchau, até logo e bem. Então, você vai pra
casa, o que o cirurgião fala? Você tem que
fazer exame aí por 5 a 10 anos. Por quê? Porque existe um risco de ter uma recidiva. O cirurgião nunca larga o paciente, né? Então,
pode ser que tenha alguma célula lá dormindo, que tá num nódulo, ou que ficou ali, que
daqui a 5 anos, 6 anos, resolva aparecer. Na ablação é a mesma coisa, tá? Só que qual que
é a diferença? Se isso acontecer na ablação, a gente consegue monitorar e vai lá, detecta onde
é e pimba, vai lá e queima de novo aquela área. A gente consegue fazer, preservando a glândula,
tá? Mas estatisticamente, no caso do câncer, pau a pau, tá? Ou seja, muito próximo
é 0,5%, estourando 1%, muito alto isso. Assim, 1% seria muito alto, tá? Então, a taxa
muito pequena de recidiva e parelha. E os pacientes aptos a fazerem ablação, praticamente
a mesma coisa da cirurgia comum? Por exemplo, a questão de idade, de sexo, tem alguma
recomendação pra isso? Pessoas que não podem fazer com alguma doença, enfim? Sim. Então,
veja, no caso, tanto dos nódulos benignos, quanto dos nódulos malignos, que são indicados a
ablação, né? Então, quais são os nódulos indicados a ablação? Repetindo, nódulos de mais ou menos 1cm, com boa margem, sem nódulos metastáticos. Então, aí você oferece um menu pro paciente, né? Antigamente, necessariamente, era cirurgia pra esses casos. Hoje, a gente fala pro paciente, com transparência, olha, tem a opção cirúrgica, tem a opção da ablação, e o paciente acaba, a gente escolhe junto com o paciente, não é o médico que chega pro paciente e fala, olha, você vai fazer ablação, pra você tem que fazer não. Qualquer médico chegar e falar nessa situação pro paciente, pra você ter que fazer isso ou aquilo, tá mentindo. Hoje, você tem o menu. Você pode ter as duas opções e se resolve junto com o paciente, com os familiares, né? É a maneira como a gente trabalha, tá? Agora, tem situações de câncer? Então, é sexo, tanto faz. Mulher, homem... Para a idade, a gente ainda tem uma preferência ainda maior pra ablação, né? Porque veja, por exemplo, uma paciente de, sei lá, 80 anos, que tem um câncer, né? Pequenininho, né? A gente vai falar, olha,
tem comorbidade, tem diabetes, pressão alta, vai ficar pouco tempo na sala, é melhor
fazer de um modo minimamente invasivo, duas horas vai embora pra casa, amanhã
já tá fazendo crochê ou tá na internet, hoje que os senhores estão na internet, né? Do
que ser internado, anestesia geral, coisa e tal,
mas não tem nenhuma restrição pra ablação, né? Agora, no caso dos cânceres, quando é um câncer
que não se encaixa pra ablação, que é maior, aí
a gente mesmo fala, não, no seu caso é cirurgia. Isso depende da questão do que a pessoa
tem, não do conjunto de idade ali,
de outros fatores, né? Absolutamente. Beleza. Bom, ficou muito esclarecedor,
a gente não terminou ainda, porque agora tem um
quadro novo também, que a gente... Vou pegar aqui. Tô curioso. Uma caixinha de perguntas. Antes, só
pra gente finalizar, a gente já passou sobre toda essa questão de diagnóstico, tratamento, acho que
ficou muito esclarecedor essa questão da ablação. Eu vou pedir também pra as pessoas, pra você
comentar, mas pra as pessoas comentarem nos nossos vídeos, principalmente nesse, né, que ficou mais
específico diagnóstico, de tratamento, da questão da ablação. Se ficou alguma dúvida, se vocês
querem algo mais específico, a gente tentou trazer a imagem aqui, pra chegar o mais perto possível da
prática, né, doutor, de um consultório, mas pra pessoas mandarem pra gente, que aí a gente te traz
aqui de novo pra falar desse assunto. Combinado. Bom, então, a gente tem um quadro novo que
agora é de perguntas também aleatórias, que o doutor Fernando fez essa caixa personalizada
aqui, a gente não é patrocinado pela empresa, não é patrocinado, mas mesmo assim a gente
fez aqui pra trazer perguntas pessoais, pra conhecer um pouco dos especialistas
que sempre participam do Amatocast. Então, vamos lá, a primeira. Dá até medo,
né? Do que que é esporte? Então, você pratica algum esporte? Gosta de algum? Gosto,
então, hoje eu tenho tentado praticar assim, o que dá, né, porque eu tenho dois filhos,
tenho um terceiro filho a caminho, casado, né, filhos pequenininhos, essa nossa rotina às
vezes nos consome, então o que eu tento sempre fazer são caminhadas O esporte já é cuidar
do filho, né? É, sobe escada, desce escada, vai na piscina, tal, senta no chão, mas hoje eu
faco caminhadas e musculação, né, pra manutenção. Mas os esportes, assim, do que
eu gosto, realmente, assim, joguei bastante na minha juventude,
até pouco tempo atrás, pretendo jogar aí de novo uma vez por semana, né, estamos
trabalhando pra isso. É basquete. Basquete. Sempre joguei basquete, né? A altura
já tá boa, né? E é um lado familiar, meu pai foi um dos fundadores do basquete
do Sírio, do Esporte Clube Sírio. Olha, mais uma curiosidade, né? Então, ele trouxe um
canhoto, ele trouxe antes aí do Oscar, do Marcel, essa paixão pelo basquete é familiar. Legal, então agora vai conseguir adaptar,
tentar pelo menos, né? Quer pegar
uma aqui? Vamos pegar uma, vamos ver. Virar um pouquinho assim. É, tá difícil de de pegar,
mas é pra poder embaralhar mais aí. Vamos ver. Vou pegar uma. Você abre? Posso abrir. Uma série de TV. Uma série de TV? Agora é uma coisa,
os médicos gostam das séries de
médicos ou não? Isso é um clichê, tipo
Grey's Anatomy. Eu particularmente não
gosto. Não é parecido com a realidade? Eu
gosto de olhar outras coisas, né? Ah, tá. Olha, séries de TV, uma que eu mais assisti,
que me marcou muito, que é na época até que eu namorava a minha esposa, né? E ela assistia
bastante, que era aquele The O.C. Ah, The O.C., já vi. Então, e eu não conhecia o
The O.C., né? E nós namorávamos e ela gostava do O.C., tava começando. Então,
foi uma série que me marcou muito porque é o período em que nós namorávamos, né? É, é
muito legal essa série, eu já vi, bem legal. The O.C., um estreia no paraíso, né? Muito legal. Eu jurava que médicos gostavam dessas coisas de séries
de médicos assim, Grey's Anatomy, aquele até esqueci o nome da outra, mas que
mostra situações ali, né? Mas acho que não é nenhuma situação real. E Grey's Anatomy
pega mais pro lado pessoal dos médicos, né? Tem história ali de relacionamento
entre eles, não é nada muito técnico, mas eu assisti e acho que são 16 temporadas,
né? Eu passei a vida assistindo Grey's Anatomy. E tem, acho que alguém que esteja acompanhando
que assistiu Grey's Anatomy tem essa sensação, parece que você se forma em medicina depois
que termina a série. Exato, exato. Porque é tanto caso que aparece que você já se sente
ali pronto pro... E a gente que olha assim, a gente vê muita coisa assim que é... Errado, né? Tem uma série que eu assisti mais recentemente,
que eu achei muito legal também, mas é
outro campo, chama-se O Famoso Alfaiate. Ah, eu já ouvi falar, mas eu não assisti. É
bem interessante também. Assim, é um drama. E você assiste sempre com a sua esposa? Vocês
combinam nas séries? A gente combina nas séries. Combina? Legal. Geralmente, assim, dá uns 20
minutos e ela tá mais cansada e ela dorme. E aí eu continuo assistindo. Mulher
sempre costuma dormir mais rápido,
né? Nas séries. Opa, bati aqui. Bom, agora vamos pro último, então... Cachorro ou
gato? Vocês tem algum animal de estimação? Temos, nós temos uma cachorrinha que a gente fala
que é a nossa primeira filha. Que é a Vi, que é uma luluda pomerânea. Ai, que bonitinha. A gente fala que é a primeira,
porque ela veio antes da Sofia, que é minha filha. Quantos anos ela tem? Ela tá com 7 anos. A Vi que tem 7 aninhos. Minha filhota tem 4, né? Então a gente fala que a Vi que é a primeira filhinha. A
irmã mais velha. A irmã mais velha. A gente fala, inclusive, pra ela, sua
irmãzinha é a mais velha. Legal. Suas filhas devem gostar também, né? A Sofia, que é a
menina, né? Ela, no começo, a Vi que fugia dela. Ah, é uma menina e um menino, né? É, a
menina é a mais velha. Ah, legal. E dela, porque ela às vezes queria brincar, puxava o
cabelinho, pelinho, tadinha a Vi que fugia. Agora elas estão boas amigas, né? Companheiras. E a gente tem o Miguel, que é o menininho, que agora ele tá naquela
fase que ele gosta muito dela, ela fica meio ali. Quando ele vai pegar nela, às vezes ele
percebe que vai puxar o cabelo, ela foge. E vocês querem pegar mais algum animal? Eu, por
mim, eu teria um 5 em casa, né? Mas a minha mulher falou, não, é um só. Já tá tentando equilibrar
com os filhos. Eu adoro animais de mal geral. Tanto que eu gosto muito de gatos
também. Ah, legal. Por enquanto, só cachorrinho, então, de animal. Perfeito, doutor. Muito obrigada pela sua
participação mais uma vez. Foi super esclarecedor. Obrigada pela consulta aqui também do
exame. Adorei. Obrigada e conto com a sua participação de novo aqui no próximo assunto. Estaremos juntos. Obrigado. Obrigada
também a você pela sua participação sempre aqui comigo pra falar sobre esses
assuntos que envolvem qualidade de vida. E conto novamente, como sempre,
com a sua participação no nosso próximo episódio. Não deixe de
conferir. Obrigada e até mais. Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.