A flebite é a inflamação aguda da parede de uma veia, frequentemente associada a procedimentos como punções venosas ou colocação de cateteres. Ela pode, mas não
A pena de aves pra conseguir tirar o sangue, pra conseguir colocar alguma substância, o sanguem. Obviamente era tudo muito primitivo, tem até cena de filme bem interessante mostrando em mil oitocentos e noventa como que era feito a transfusão sanguínea, era bem primitivo.
Um dano endotelial absurdo, causar trombose numa transfusão de sangue nessa época, imagina, se você pegasse um sangue de um grupo diferente do que você tava inserindo, você podia matar a pessoa porque causava a coagulação instantânea, só que não se sabia de nada disso na época.
Pode, mas o que é importante pra que seja caracterizado como flebite é que seja inflamação da parede do vaso. Essa inflamação pode vir ou não acompanhada de uma trombose e ela pode acontecer por vários fatores.
Muito concentrado ou pouco concentrado que também acaba arrancando ou colocando água demais dentro da célula fazendo a célula morrer e isso também desencadeia uma inflamação. Aí você pode tá pensando, puxa vida, então não pode tomar medicamento na veia.
Bem interessante por exemplo o polidocanol que é uma substância que a gente usa pra fazer a escleroterapia que a gente vai tratar ou melhor fechar as veias. O polidocanol ele vai causar apoptose celular, ele vai destruir a célula mesmo.
Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou
falar sobre a flebite. Tenho certeza que todo mundo já ouviu falar aqui
de flebite ou já teve ou já ouviu alguém que teve ou já aconteceu
em alguém próximo. Flebite deve ter passado na sua frente de alguma
forma por ser um assunto extremamente comum e importante
pensei em fazer esse vídeo aqui de forma que eu posso ajudar
você e sua família, seus amigos. Então pega o link lá em
cima e encaminha pra quem você acha que vai se beneficiar
dessa informação e vamos lá, inscreva-se no nosso canal,
compartilha, clica no sininho pra receber as notificações e
vamos falar sobre essa situação que é extremamente comum
chamada flebite. Então eu vou falar um pouquinho da história da
cateterização das veias lá começou no século quinze,
bem interessante na época usava-se pena né? A pena de
aves pra conseguir tirar o sangue, pra conseguir colocar
alguma substância, o sanguem. Obviamente era tudo muito primitivo, tem até cena de filme bem interessante mostrando em mil oitocentos e noventa como que era feito a transfusão sanguínea, era bem primitivo. Então, você pode imaginar que uma agulha dessa época ia causar um dano enorme, né? Um dano endotelial absurdo, causar trombose numa transfusão de sangue nessa época, imagina, se você pegasse um sangue de um grupo diferente do que você tava inserindo, você podia matar a pessoa porque causava a coagulação instantânea, só que não se sabia de nada disso na época. Então, os pioneiros foram realmente muito corajosos, tenho certeza que muita gente sofreu por causa disso. No desespero de tentar tratar alguma outra doença. Eu vejo muito frequentemente as pessoas ah tem uma flebite tem que tomar antibiótico, mas não é. A flebite ela é a inflamação aguda da parede do vaso, ela é a inflamação e não necessariamente a infecção. Pode ter infecção? Pode, mas o que é importante pra que seja
caracterizado como flebite é que seja inflamação da parede
do vaso. Essa inflamação pode vir ou não acompanhada de uma
trombose e ela pode acontecer por vários fatores. Acontecer
por uma lesão local, colocação de um cateter, uma punção de
uma veia ou por um medicamento muito lesivo pra
parede da veia que pode acabar desencadeando então uma
inflamação asséptica, ou seja, uma inflamação sem o
crescimento de alguma bactéria naquela região. Essa ela pode
acontecer pela coleta de sangue ou pegando uma veia pra tomar
algum medicamento, pode ser por causa da lesão da agulha, lesão
do téflon, do cateter entrando na veia que pode
descascar aquela primeira camada de célula e aí naquela
região causa a inflamação ou pode ser o próprio medicamento,
existem vários medicamentos que ou eles tem um PH muito alto ou
um PH muito baixo e isso acaba danificando essas células que
não estão preparadas pra esse PH ou podem ser substâncias
muito assim hiperosmolares ou hiposmolares, né? Muito
concentrado ou pouco concentrado que também acaba
arrancando ou colocando água demais dentro da célula
fazendo a célula morrer e isso também desencadeia uma
inflamação. Aí você pode tá pensando, puxa vida, então não
pode tomar medicamento na veia. Na verdade existem estratégias
pra evitar que isso aconteça. Se a medicação ela é hiperosmolar
ou hipoosmolar ou muito PH ou um PH muito baixo,
alto, a gente pode diluir bastante essa substância de forma
que ao entrar na veia não cause nada, então o que não
pode é injetar muito rápido ou injetar muito concentrado. Agora existem substâncias que tem o efeito assim é de matar
a célula mesmo, né? Bem interessante por exemplo o
polidocanol que é uma substância que a gente usa pra
fazer a escleroterapia que a gente vai tratar ou melhor
fechar as veias. O polidocanol ele vai causar apoptose celular, ele vai
destruir a célula mesmo. Lá no passado, o polidocanol era
utilizado como anestésico. Ele tem um efeito anestésico fraco,
mas perceberam que quando acertava uma veia injetava na
veia, ele mais destruía a veia e causava uma flebite e acabava
fechando essa veia por causa da flebite que realmente era um bom
anestésico. Então, ele parou de ser usado como anestésico e ele
passou a ser utilizado hoje em dia pra tratar varizes, pra
fazer escleroterapia de vasinhos. Agora se você parar
pra pensar o procedimento mais realizado dentro de um
hospital é a punção de uma veia. Se você entrar num
pronto-socorro antes de saber o que está acontecendo o pessoal
já está pegando sua veia. Qual é o procedimento mais realizado
no mundo sem sombra de dúvidas. E se eu parar pra pensar
que é o procedimento mais realizado no mundo e tem quatro
por cento de formação de uma flebite, de uma flebite grave é muita gente,
principalmente quando a gente tá falando aí dos cateteres, aí
a colocação de um cateter mais longo, que é central, quatro
por cento é muita gente que tá sujeita a formação de uma agora
se a gente pensa nas mais leves, em torno de trinta por
cento vai ter. É muito frequente alguém pegar uma
veia para tomar um remédio no pronto-socorro e depois fica
com um incômodo local e esse incômodo é uma da veia é essa
inflamação por flebite uma leve. Então quais são os sintomas de uma flebite? Então vai ser no local em que foi feito algum procedimento
como uma punção de uma veia. O que que vai ter? Pode
ter dor local que vai ter inflamação a inflamação causa
dor, rubor, tumor, calor, então aumento de temperatura, um
vermelhão, mais endurecido, né? Mas também acabar levando a
formação de uma trombose naquele local. Às vezes, forma
um vergão vermelho nessa veia, dependendo de qual veia pegou,
essa veia pode ficar, você palpa essa veia como se fosse
um cordão esticado, doloroso, quente no local com esse
vergão vermelho. Agora, com relação a trombose é até
interessante, né, porque no passado tinha a distinção de
uma flebotrombose, uma tromboflebite. Na verdade o que que veio antes
foi a inflamação que depois levou a trombose ou a trombose
que levou a inflamação? Hoje essa distinção deixou de ser
tão relevante porque o mais importante é a gente saber o
que tem que ser feito no tratamento. Exatamente porque a
trombose vai acontecer por causa daquela tríade de Virchow de que eu
já falei aqui no canal, são os três fatores principais, né? Lesão endotelial, trombofilia, mudança da coagulação sanguínea,
alteração pró-coagulante do sangue e a estase sanguínea. Então,
quando a gente coloca um cateter, esse cateter vai vai
lesar a parede do vaso, isso é é fato, vai acontecer, sempre
acontece, porque senão, como é que a agulha vai entrar dentro
de um vaso, não tem como entrar sem causar algum tipo de lesão. Agora, tem algumas agulhas que vão causar mais lesão, outras
que vão causar menos. E aí entra o material utilizado, a
técnica utilizada, como que a enfermeira uma agulha, veja, a
agulha tem um corte, se você tenta uma vez passar essa
agulha e não conseguiu, tira e vai passar a segunda, ela já
tem um corte menor. Se você troca a agulha, você vai pegar
uma agulha com corte melhor, tem mais chance de ser menos
lesiva. Então, a gente tem que buscar a técnica menos lesiva
possível. Algumas medicações ao serem injetadas, pode aumentar
a irritação local, como já disse e aumentar a os fatores
pro coagulantes e aí também vai acabar ocasionando uma
probabilidade maior de uma trombose naquela região. Então,
vamos falar dos fatores de risco de de piora, né? A chance
maior, aumenta o a probabilidade de você ter uma
flebite. Tem alguns trabalhos que mostraram que tem quem tem
diabetes tem uma probabilidade maior, isso assim, não se
provou ainda. Agora, o que a gente sabe é que quanto maior o
cateter, maior o a probabilidade, por quê? Porque
o cateter vai entrando e vai ficar cutucando lá a parede do
vaso que é exatamente a onde se você tirar um, dá uma
descascadinha, né? Você vai expor as células de baixo que
tem o fator tissular que é o fator que inicia toda a cascata
da coagulação e vai ficar inflamando, né? Mesma coisa,
qualquer coisa que você coloca uma pedrinha no seu tênis, vê
como que fica no dia no final do dia, vai ficar o se você não
fez uma ferida, vai ficar uma inflamação enorme na local. É a
mesma coisa com a veia, né? Você coloca o cateter lá dentro, o
cateter fica cutucando essa veia, vai ter uma lesão, vai
ter uma inflamação em algum momento. Agora, o que que você
pode fazer pra evitar uma flebite? Primeiro que quem tem que tomar
os cuidados principais são os enfermeiros que vão acessar
essa veia ou os cirurgiões que vão pegar uma veia central e aí
a gente vai tomar os devidos cuidados. Agora o que você como
paciente pode fazer? Eu vejo muita gente pegando veia no
dorso da mão, ah porque essa veia é muito fácil. Sim, ela é
fácil, mas quanto mais fininha a veia, mais apertado pra
passar o cateter e mais chance de você causar uma lesão
endotelial. Buscar veias maiores, muitas vezes diminui a
chance de uma deixa o profissional te examinar,
escolher a melhor veia, às vezes buscar uma veia mais
alta, maior, pode ser um pouquinho mais incômodo, mas
tem uma chance menor de ter algum problema como esse. E a
mobilização precoce, né, depois que pegou a veia, num ficar
rígido, né, parado ali, que senão você entra naquela outra
pilar da tríade de Virchow, né, que é a estase sanguínea. Se você
passou um cateter numa veia e fica com o membro estatelado,
parado ali, não vai ter circulação sanguínea, o sangue
parado é a estase venosa que também é um fator de risco pra trombose. Então, a movimentação é importante, desde que,
obviamente, o profissional de saúde que pegou a sua veia te
autorize a fazer isso. Os cuidados locais, a higiene local para evitar uma infecção, a troca quando necessário, tudo isso vai ser orientado pelo seu profissional de saúde. Agora, se já teve a flebite, né? O que fazer? Então, em primeiro lugar, considerar a retirada desse cateter, né? Se tá com a flebite ali, deixar o cateter, só pedir pra ter uma trombose daqui a pouco. Então, é melhor trocar de veia se ainda for necessário o uso desse cateter do que ficar com o cateter lá. Mas tem algumas situações, pessoas onde é extremamente difícil pegar um acesso venoso, onde às vezes a gente tem que correr o risco, né? E isso, obviamente, tem que ser conversado com o paciente. Mas, vamos supor que você fez uma cirurgia e teve uma flebite depois, o que que tem que fazer? Ah, tem que tomar antibiótico? Como eu disse, flebite não é necessariamente uma infecção, às vezes pode ter uma infecção associada e o antibiótico vai ser necessário, mas aí o médico que vai avaliar e indicar. O que a gente tem
que fazer é diminuir a inflamação e como que a gente diminui a
inflamação? O mais eficaz, mais simples, fazer compressa morna. Eu tenho um vídeo inteiro aqui falando de como fazer compressa
morna. Eu já vi gente falando que tem que intercalar
compressa morna com compressa fria, que é compressa fria iria
diminuir o inchaço e diminuir o edema enquanto compressa morna
aí é combater a inflamação, mas eu acho que a gente tem
que ser prático, tem que ser resolutivo. O problema é a
inflamação, o tratamento da inflamação ou não medicamentoso,
o que você pode fazer que tá mais acessível é a
compressa morna, compressa morna você vai colocar uma
bolsa de água morna ou aqueles aquecedores eh tem várias
formas de fazer isso, né? No meu vídeo eu explico bem todas
essas possibilidades e fazer isso várias vezes ao dia, três,
quatro vezes ao dia, até que a inflamação ceda, que fique
menos enrijecido e acaba entrando numa fase de
resolução. Então, o que é mais importante, concluindo, se você
tiver com cateter ou tiver pego uma veia, por alguma razão que
seja, avise o profissional de saúde que tá te acompanhando,
se você tiver dor, se tiver inchaço, tiver vermelhão, essa
é uma informação muito importante pra gente acompanhar
a evolução desse cateter e esteja disposto a trocar casos
tenha a possibilidade de uma flebite. É muito melhor a gente evitar uma flebite
grave do que deixar uma flebite leve evoluir pra uma flebite grave. Gostou
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.