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Lipedema Talks #07 · Ultrassom no Lipedema: o que o exame revela sobre a circulação

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Lipedema Talks #07 · Ultrassom no Lipedema: o que o exame revela sobre a circulação

# Ultrassom no Lipedema: O Que o Exame Revela Sobre a Circulação Neste episódio do **Lipedema Talks**, a apresentadora Letícia conversa com o Dr. Keller da Sil

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Agora com um tema um pouco diferente hoje, né?

>> Sim. Hoje vamos falar do ultrassom.

O que que ele agrega no no dia a dia da gente da cirurgia vascular?

>> Antes de tudo, eu queria saber um pouquinho sobre seu histórico na cirurgia vascular. Da última vez, acho que a gente conversou sobre isso. A gente até vai deixar um link aqui para quem não acompanhou.

Foi um episódio, a gente comentou que faz um ano mais ou menos, né?

É mais ou menos. >> Isso foi lá na Avenida Brasil. >> Sim.

Como que surgiu essa vontade?

É assim, desde 2019 eu comecei a atuar nessa questão do Lipedema. Comecei a trabalhar com com Alexandre Amato, no Instituto Amato. E aí eu falei, a gente precisa fazer alguma coisa a mais.

E o que que isso me ajuda?

Ajuda orientar aquelas pacientes com unipedema a que tipo de exercício, como fazer exercício. Eu consegui falar ah como professor de educação física porque assim, o Unipedema, a pessoa com unipedema não é só fazer exercício, ela tem que saber qual o tipo de exercício, como fazer.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia, minha moto, está ao ar mais um episódio do IPD Talks. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Episódio de hoje, Ultrom Lulipedema, que o exame revela sobre a circulação. Antes de tudo, eu vou apresentar aqui o nosso convidado especial de hoje, que é o Dr. Keller da Silva Santos, cirurgião vascular formado pelo Centro Universitário de Volta Redonda, com residência em cirurgia geral no hospital São João Batista e especialização em cirurgia vascular e endovascular pela Beneficiência Portuguesa de São Paulo. Participativamente de cursos e congressos nacionais e internacionais na área vascular. também é médico do esporte com o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte do Exercício. Mais uma vez bem-vindo, doutor. Agora com um tema um pouco diferente hoje, né? >> Sim. Hoje vamos falar do ultrassom. O que que ele agrega no no dia a dia da gente da cirurgia vascular? >> Antes de tudo, eu queria saber um pouquinho sobre seu histórico na cirurgia vascular. Da última vez, acho que a gente conversou sobre isso. A gente até vai deixar um link aqui para quem não acompanhou. Foi um episódio, a gente comentou que faz um ano mais ou menos, né? É mais ou menos. >> Isso foi lá na Avenida Brasil. >> Sim. No no outro consultório. M e agora que nessa pouca não sabia que você tinha essa especialização também relacionada à medicina do esporte. Como que foi essa ideia de sair? É, não sair, mas conseguir unir, né, as duas especialidades? Como que surgiu essa vontade? É assim, desde 2019 eu comecei a atuar nessa questão do Lipedema. Comecei a trabalhar com com Alexandre Amato, no Instituto Amato. E aí eu falei, a gente precisa fazer alguma coisa a mais. Comecei a estudar essa parte do exercício e fiz uma pós-graduação. Na pandemia parou tudo. Eu comecei a estudar, fazer aulas online e tal. E quando foi em 2022, prestei a prova do título de especialista e consegui passar. E hoje eu sou médico do esporte também, com título especialista pela MB e pela Sociedade Brasileira de Ministo. E o que que isso me ajuda? Ajuda orientar aquelas pacientes com unipedema a que tipo de exercício, como fazer exercício. Eu consegui falar ah como professor de educação física porque assim, o Unipedema, a pessoa com unipedema não é só fazer exercício, ela tem que saber qual o tipo de exercício, como fazer. Tem até um livro do Dr. Alexander Armato que ele escreveu um manual do professor de educação física e daqui uns dois meses eu vou lançar um livro também que é para a paciente, como ela pode fazer, como ela pode começar, mas eu sempre indico fazer uma avaliação pré-participação, checkup para ver se você tá bem do ponto de vista cardiovascular para fazer uma atividade física com segurança. >> Legal. Então até perguntar como que funciona a sua rotina hoje que acaba sendo bastante consultório, né? Mas não tem essa divisão, por exemplo, o paciente quer marcar algo relacionado à cirurgia vascular ou algo da medicina do esporte, acaba que os dois estão unidos. >> Não. Sim. A a minha consulta lá tem uma arqui na na Matu aqui na JK e a gente você marca a consulta comigo como cirurgia vascular esporte, eu vou acolher de todos os aspectos, tá? Eu não tenho, ó, hoje terça-feira é medicina esporte, quarta-feira real, eu vejo você como um todo e tento te ajudar. Então, a o fazer mediciando de esporte, eu tentei ser um médico melhor para entregar mais pros meus pacientes. >> Legal. E a gente, o tema que eu falei da abertura, né, que tá muito relacionado à sua palestra, a gente já cita aqui também, algumas pessoas que estão acompanhando sabem do congresso, outras outras pessoas não, mas esse ano, 2026 de novo, né, teve mais um mais um ano aí do do Congresso. E a ideia é que a gente traga um pouco da sua palestra aqui pra gente poder conversar melhor sobre esse assunto. O Lipedema. Muitas vezes que a gente gravou e falou sobre esse assunto, os médicos especialistas dizem que é mais o diagnóstico clínico, né? O olhar do médico que consegue, não tem um algo específico ali que vai falar ou até o próprio paciente e já chegar com a confirmação, né? Eu tenho ou não lipedema. Como que entra o papel do exame do diagnóstico nessa nesse cenário todo que às vezes acaba assustando muita gente que vê algum sinal ali na perna, acredita que tem, né? E depois acaba procurando uma de forma mais assustada. É, isso se mistura com a medicina de esporte também. Por quê? O lipedema, se você for ler o consenso, o consenso fala que o diagnóstico é clínico. Sim, é clínico. Mas quando a gente pega um paciente e vai fazer as medições de como tá a circunferência do braço, a antropometria, já existiam vários critérios, tá? Tem criterizar aqui, tem o índice de initials, que são as menções que a gente faz com as fitas métricas, os adipômetros e até o ultrassom que a gente consegue fazer. Então, qual o diagnóstico do Ripedelan? Diagnóstico clínico, mas a gente tem exame e complementar que ajudam a confirmar esse diagnóstico. Desde 2019 o pessoal fazia o ultrassom vendo o subcutan vendo as diferenças. O subcutano uma pessoa com lipedema com linfedema. Linfedema tinha mais um aspecto de favo de mel. Lipedim era mais compacto. 2021, o grupo Amato, a gente achou pontos de cores que tinham significância estatística. Então a gente achou quatro pontos no membro do paciente que quando você aumentar tinha aumentado aquele subcutâo, a gente conseguia falar com 70 7 tem ponto que é 79% de do preditivo positivo que aquele paciente tinha lipedema, tá? Então o Ultrassol ajudou nisso. Em 2021 a gente começou com isso. Em 2025 uma outra colega aqui do Brasil também, a Dra. Daisy Vargas, ela fez a o ultrassom só subcutâneo. Ela é uma médica radiologista, amiga nossa também, que pra gente ver a evolução, porque no primeiro momento a gente fazia o dial lógico só de ultrassol, o auxilio o diagnóstico, tá? a gente documentava aquele diagnóstico clínico, mas aquilo lá não era acompanhamento. Hoje com o ultrassono subcutâneo, você lêu os nódulos, você vê como está aquela parte de baixo da pele, a inflamação, as retrações. Então a gente consegue fazer um acompanhamento. E agora revelando o o trabalho que foi publicado semana passada também por esse grupo brasileiro, a Dra. Vargas, eles conseguiam fazer uma representação de biópsia. fazer diópsia no subcutâlhava aquela râia no laboratório e o ultrassol da evolução do lipua. Então hoje a gente usa um trassou para várias coisas no lipneu >> e pode identificar níveis, por exemplo, já essa classificação. >> Foi isso que ela fez nesse trabalho de de 2025. Antes o nosso trabalho do do grupo amato a gente fazia no auxílio e diagnóstico. Então a gente fez lá, a gente conseguiu documentar porque só o exameifínico você via lá, ah, paciente tinha aquela desproporção, tal, dor ao toque, mas você não tinha nada no papel. Opáv. Aí a gente fazendo esse protocolo, a gente conseguiu auxiliar o diagnóstico, documentar aquele diagnóstico. Aí agora a gente já vê os níveis e já vê aquela inflamação, aquelas nodulações, aquelas fibroses do lipende >> e é considerado essencial, né? F melhor ali para >> Sim. Mostra acompanhamento para ver assim a gente resolve uma estratégia X, vamos fazer aí daquele 3 meses, se meses, como que tá? Melhorou? Como que tá o aspecto? Então, a gente tem pontos específicos, os membros inferiores na perna, na coxa, que a gente faz e a gente consegue comparar para ver se ela tá evoluindo, porque assim, eh, existem vários estágios, tá? Vários draus de lipedma. Então, o paciente que tá no estágio inicial, ela às vezes não vai chegar no estágio avançado, mas com certeza aquela no estágio avançado já estende aqui nesse graicial em algum momento. Então, às vezes a pessoa tá aqui no intermediário, a gente vê a melhor dela regredindo, vando pros estatos iniciais. melhoramento inflamação sentido >> e tem algumas diferenças assim na prática até pode esclarecer problema médico, né? Mas que o paciente também do exame comum no ultrassom comum para algo específico, mudou alguma coisa na técnica? Isso que eu quero dizer >> a gente da cirurgia vascular, a gente o o a gente fala que o ultrassol é o estetoscópio do vascular. Você passou numa consulta com o vascular, problema de circulação, problema de dor as pernas, a gente vai pedir um ultrassol para lapar as veias. Passos 40, 50 anos, a gente vai pedir ultrassom para mapear as artérias para ver se não tem uma plaquinha de gordura, tal. Quando a gente fez esse ultrassom, a gente fez esse protocolo ultrassonográfico para eh confirmar o diagnóstico do libema, a gente agregou naquilo que a gente já fazia. Então, já no gol stor a gente já fazia essa questão do ultrassomol, a gente agregou mais quatro medidas pro para um exame que a gente já fazia, então não aumentou nada o que a gente já fazia assim em termo de custo, de tempo, porque a gente já ia pedir aquele ultrassol, >> tá? Então já era do nosso dia a dia, >> tá? E agora uma pergunta que eu acho que o Brasil quer saber já relacionada a esse tema, um exame dói, como que funciona assim na prática, né? pro é aquele ultrassom que todo mundo já conhece, já fez alguma vez na vilha nisso. >> É aquele a gente pega o probzinho, um gelzinho e passa. O que que acontece? Às vezes a no inverno o gelzinho tá pode estar um pouquinho gelado porque existem aquecedores do gel, mas assim ele fica outro fluido. Então às vezes você joga molha tudo, tal, mas dor não tem. O que pode acontecer é o paciente ter dor inflamada na hora que a gente aperta para testar refluxo de safenda, porque tem algum momento que a gente aperta aquela perna do paciente no mapeamento das veias, tá? No na detecção de algum refluxo, manência das veias, mas dor e pedem si não é só tocar, é só encostar, não dói nada.Um, entendi? Tá? E e por exemplo o exame de sangue, né? exemplo de sangue comum, tem já os números, isso não é uma linguagem bexão crente que eu tô falando agora, já tem os números pré-estabelecidos ali que qualquer pessoa que olha até não sendo médico consegue saber se aquilo tá dentro do normal ou não, por exemplo, o colesterol se tá alto ou não. Já bem o parâmetro, né? Agora, num exame como esse, no diagnóstico de libedema, vai dar visão do médico, isso é importante, né, na escolha do especialista, ou já tem algo estabelecido também que o resultado que daria a pessoa já consegue saber qual nível, enfim, se tá evoluindo >> e existe, já tá publicado, né? A gente publicou na Flemology e lá tem a tabelinha. Então qualquer médico ele olha, olha aquela tabelinha, tem uns pontos que devem ser feito, as medições, então ele faz a medição, olha na tabela aí com uma sensibilidade de 71, 79%, dependendo do ponto, ele fala assim, ó, essa paciente tem os critérios ultrassomográficos para umpedema. Aí você me fala, pô, por que que o critério não é de 100%? Porque a gente tem aqueles pacientes que a gente chama os autoliers, os discrepantes. Então, às vezes, um paciente que é muito baixa, eh, o corte deveria ser menor. Ou um paciente com 2 m de altura, às vezes ela tem um subbutor um pouco mais vessável e não chega a ser lipedema, às vezes ela não tem a tínica no lipedema. Então, sempre a gente tem que olhar como esse paciente chega até a gente, tá? que às vezes um paciente com linfedema, que aquele era aquele acúmulo de lío de linfa, também pode ter subcot aumentada, mas aí as características do ultrassol são diferentes. Então quando a gente olha parece aquele aquele favinho de mel. Aquilo ali a gente já pensa em ninfedema. E normalmente quando vem essa paciente comigo com infedema, ela já entra noório, você vê que uma perna tá maior que a outra. No lipedema, geralmente são as duas simétricas. Entendi. >> Entendeu? >> Entendi. E falando de evolução também, né, de todos os temas que aparecem na no congresso desse ano, então esse é um dos principais sentidos de evolução mesmo, né? >> Sim, sim. E assim, e isso são os pesquisadores brasileiros, tá? O o ano passado o Brasil ficou em segundo e terceiro lugar. O primeiro lugar foi de uma da Karen Hermos dos Estados Unidos, mas a gente teve o segundo terceiro colocado de pesquisadores que mais publicaram sobre Limpedema. Então o Brasil é uma potência e de Ultra Soul tem a equipe do do Amato, equipe da D. Dais Vargas que eles fazem muita publicação muito com relação a Elis. >> Uhum. Agora as pessoas também falam muito mais, né, sobre esse assunto. Acho que o exótico que eu que a gente fez com o Dra. Alexandre, inclusive a gente tava comentando um pouco das trends, né, de muita trite de lipendema. Eu comecei a ver mais sobre esse assunto assim na minha faixa etitária, eh, por causa da clínica aqui, por causa da mato, mas na verdade a na internet eu comecei a ver depois com muito mais frequência e algo assustador porque tem muitos vídeos também, tanto que ajudam a levar os pacientes a procurar ajuda, procurar um especialista sobre isso, mas também tem muito vídeo que às vezes acaba confundido, né? Toma. >> Pensando nisso que a gente escreve os livros, tá? Então o Tecum Clean escreveu que é o manual pro pro professor de educação física. Eu eu tô escrevendo que que tá em fase de diagramação pro paciente pra gente dar um norte porque a gente sabe que não é todo mundo que consegue passar com vascular que trate essa questão do lipedema. Então a gente escreveu livros preços populares para que a gente consegue entregar em todo o Brasil. >> Uhum. E como nos pacientes confundirem lipendêma com o problema vascular da prática? Como que as pessoas conseguem identificar se é um outro ou só passando realmente >> eh é que elas podem coexistir. Problema de circulação, vaízes e o libenema, eles estão coexistindo em cerca de 60% dos casos segundo o consenso da SBCD, Sociedade Brasileira de Angologia e Cirovascular. Então por que que a gente vascular começou a cuidar disso? Porque o paciente chegava até nós, a gente estava no consultório, chegava aquele paciente com uma queixa de problema vascular, de problema de variz. E a gente olhava, falou assim: "Não, ela não tem só problema de varizes, ela tem problema de lipedema também". Então, a gente começou a colher, abraçar. Hoje em dia tem vários outros especialistas que estão ajudando também. Tem o trômago, tem o cirurgião plástico, tem endocrinologista. Mas começou desses pacientes chegando até nós. E o que que aconteceu? muito também que assim tem casos que eu lembro eh que me chamaram muito atenção, que é o seguinte, já paciente chegava falou assim: "Eu tenho dor na perna, ninguém acredita em mim". Aí você olhava aquela perna do paciente, você via um vasinho, você levava o paciente para fazer ultrassom, você passava a parede de ultrassom. E o que chamaram atenção? Na hora que você apertava a perna daquela paciente para testar um refluxo da veia, que simplesmente apertava, >> contrassou o aparelho em cima, o provizinho em cima, a gente apertava e via o fluxo do sang. O que a gente fazia isso assim, a gente puxava a perna antidor. Aí você falava assim: "Não, não é possível, eu apertei fraco, apertei como aperto com todo mundo". E ela puxou replomal de dor, era cinete com elopneuma. Essa é aquela paciente que da curva de gaus, ela tá aqui naquela pontinha. Porque se eu fizer o ultrassom para medir a espessora do subcutâmio, ela ainda não vai ter critério, mas ela já é aquela paciente de benem estágio inicial que todo mundo olhava para ela e falava: "Não, você não tem nada, você tá confundindo, não tem nada aí". Mas era paciente com lival, porque eu acho que esse é o dióxico mais difícil e é mais gratificante de você para trabalhar porque você tira aquilo lar que ela tem de sensibilidade, ela fica bem, para de ter aquela dor. E é mais fácil você pegar uma paciente de estágio inicial e trabalhar para ela não evoluir, porque é o paciente de estágio mais avançado, fazer regredir tudo, tá? Então é mais fácil pegar ali, mas aqui o difícil é o diagnóstico, ela chegar até a gente, ela procurar. Então por isso que atitudes como Lipedema Talp podcast, o congresso como Lipedema Evolution, que é aberto para todo público, é interessante que a gente conscientiza a população em geral sobre o lipidema. >> Sim. E até falando isso de sinais, né, sintomas que às vezes confundem, é difícil chegar até o métipos. Às vezes tem um outro lado também que eu lembrei de uma de uma questão que a gente falou da medicina do esporte também. Muita gente quando às vezes está no esforço ali para afinar a perna, afinar essa a parte de baixo ali da parte da cintura, fala, reclama disso. E aí eu já vi até pessoas próximas comentarem: "Será não tem Lippedema? Será que é LPEDMA?" E na internet também o vídeo viralizou de uma menina que mostrava, ela tirou a calça da academia no final do dia e viu que tava com a marca da costura. Isso já é um sintoma de falta que pode ser uma lefta para lipedêma? >> Pode ser. O lipedema é isso. Você tem essa desproporção, ela tem a dor e quando usa uma cálça, uma leg, fica aquela marca da costura. Então isso tem que chamar atenção com relação do lipema. Mas a questão da dor, às vezes eu converso muito com os pacientes, às vezes o paciente acha que aquela dor é normal. Paciente já acorda com uma perna pesada, já acorda com dor na perna, mas ela ela não lembra como é acordar sem ter a dor na perna, não lembra acordar sem ter aquele aquele mal estar, >> não sabe qual normal, >> não sabe um normal. Ela ela pega aquilo como sendo normal e quando você vê aquilo não, isso não é normal. Não é normal você aparecer com esse monte de rxinho. Ah, eu bati a noite, bati dormindo, não, você tá no colchão. Você não tava batendo na parede, não tá batendo ninguém. Então aquele rostinho, aquela dor, aquele peso, aquele cansaço, na hora que a gente escorre, na hora que a gente consegue administrar isso, muda a qualidade de vida. >> E você viu também de outro lado, por exemplo, muita gente acabar um paciente chegar acontece bastante no no consultório de falar assim: "Doutora, eu tenho lipedema, eu vi na internet, eu sei que eu tenho lipedema, tô tentando emagrecer na academia, por exemplo, emagrecer a perna, não consigo só a perna que não diminui, acontece bastante, >> não?" Sim, acontece também. Às vezes a pessoa não tem LPDM, às vezes tem algum outro problema metabólico e e tá achando que tem LPDM. Então, por isso que é importante quando a gente vai falar do diagnóstico, na primeira consulta a gente pede alguns exames, já foi os exames de sangue, a gente vê a função tiroidiana, a gente vê se a pessoa não tem um diabetes associado, a gente pede ultrassom de abdô para ver se não tem questão de gordura no fígado, essas coisas. Então a gente tem que ver se não tem nada além do lipdem, mano. Ou se às vezes a pessoa tem um outro problema, às vezes tá com uma disfunção tiidiana, às vezes tá com obesidade associada, alguma coisa nesse sentido. Então a gente se cerca para não falar que tudo ele pegema também. >> Tem já teve um caso que chama que mudou completamente assim o diagnóstico. É comum isso ou é mais difícil? O que o que lhe chama a atenção muito são dessas pacientes de estágio inicial que assim não é possível tal, mas uma uma hora que que me chama muita atenção foi o paciente que apareciam os roxos, aqueles hematolas, aqueles vacinos que aparecem do nada que estoura, né, aquele roxo na perna e o marido dela tava desconfiado, falou: "Não, não é preciso, minha mulher sai". E tá falou que tá na outra baixo e em casa tá roxa e ele colocou um detetive atrás dela. >> Meu Deus. É, [risadas] aí ela descobriu, falou, ficou muito chateada, bou com ele. E aí quando a gente fez o diagnóstico Lipedema, ela parava de chorar e o marido também não, porque ele se sentiu culpado, que ele desconfiou, mas na verdade era o Lipendema até ela, ela que tava toda inflamada, tava, não dormia direito, o cortisol em cima. Então isso daí eu lembro que me chamou muita atenção. A gente ficou mais de 1 hora e meia lá conversando sobre isso. >> Quase que boou casamento. >> Quase bou o casamento. Foi com isso, porque o marido não é possível. Minha esposa, eu levei ela pro trabalho, mas na hora que eu busco ela, ela não tá toda roxa. Da onde? >> Muita gente fala de isso mesmo, né? Que às vezes a viu um roxo enorme, mas eu não bati, eu não lembrei, eu não lembro, né? Se >> o lipema ele pode dar aquela fragilidade dos vasos que a gente chama o termo médico é fragilidade capilar. Então essa fragilidade dos vasos pode acontecer a gente de romper algum vasinho e dar aquele roxo. Isso pelo processo inflamatório e tal, mas às vezes você bateu aqui na quina de uma mesa, às vezes o roxo tinha que ficar pequenininho, ele vai ser desproporcional, tá? Porque tá todo inflamado, tudo [roncando] eh frágil. Já peguei paciente também com o filho pequeno, falou: "Poxa, meu filho tem um aninho ou dois aninhos, quando ele fica aqui no neuco, ele pula no leco, no outro dia tá todo roxo." É isso. Paciente com pedema e teve aqueles pequenos traumas e ficou que roxo desproporcional, mas tudo isso a gente consegue contornar. >> E isso também é bem comum em pacientes, pessoas mais idosas, né? Que o bucho ali acaba ficando maior, com maior frequência também. Nesse nessa questão do diagnóstico, é mais fácil, mais difícil? Qual que é um desafio assim eh para pessoas têm uma limitação o ultrassom? Nesse sentido? Eh, o ultrassol ele ajuda a gente desde ver a questão dos vasos até ver a questão do cco trângulo, mas assim não tem limitação de idade. Se fosse é que assim a gente não fala para fazer nem criança porque a gente vi a manifestação do livedema começar depois que a menina tem aquela a aquela osceravação hormonal da da puberdade, né, da da adolescência que ela começa a menstruar. Então ela tem a genética, ela tem aquela oscilação hormonal, tem algum aumento superáit energético, comer um pouquinho mais do que gasta. Então ali acontece, quando não acontece ali, normalmente acontece na gestação. Às vezes a mulher tem gestação, aí tem aquele boom de hormônios da placenta, come um pouquinho mais e fica e eh ganha aquela burbura no quadril, na coxa. E tem uma outra coisa que eu vi também em casa com a minha esposa, quando a gente tem filho pequeno, o filho quer mamãe, >> ah, quer mamar, tal, e a mulher não dorme direito. os hormônios de estress da mulher vão lá em cima. Então, se ela tem a genética para ter epidema, ali também vai vai manifestar, tá? Mas assim, >> você tem o desejo de ser mãe, seja mãe. As mulheres com impedema, elas têm uma fertilidade maior. Quando a gente vê, eu falei, a gente vai estudar a história, as histórias das deusas de fertilidade, elas tm o vez da mulher com lipema, tá? Então tem as vantagens do lipedema, são as belezas do lipem. >> Tem um livro, né, das >> são livros. >> Exatamente. Esse livro é beleza do lipendema. Ele escreveu justamente por isso, que a gente pega o paciente aqui, a pessoa vem e ela pensa no que pode acontecer de mal. Ah, que vai, meu joelho vai ficar assim, minha pele vai ficar assim. Mas tem a fte boa, dependendo lavordura que protege, ela diminui o risco cardiovascular, que tira aquela gordura que era para ficar toda aquela na região do filo do pâncas que vai te dar um prete abias, que vai alterar seu trilicere de colesterol e joga toda ali pra parte de baixo. O rosto da burca e do edema é mais bonito, a a questão dos hormônios. Então tem várias coisinhas. É um livro que ele escreveu, tem mais de 300 páginas e falo só dessas partes boas do Ipedema. Então o IPEDEema não é todo de fertilidade. A mulher queema também tem uma fertilidade mais sim. >> Essa nunca vi. É, isso é legal, é novo, não sabia não. E em questão de evolução, doutor, essa parte do diagnóstico consegue trazer também o o alívio, o anível e uma não sei se é uma sensação melhor, mas até uma evolução mais rápida da paciente que vai acompanhando conforme há essa melhora, né? Isso acontece também bastante. >> Quando a gente faz ultrassol, que a gente documenta o liedema, o que que a gente dá para essa pessoa? A gente dá o caminho, tá? Então assim, o qual que é a função de nós médicos vasculares? É fazer o diagnóstico para poder dar o camínio e essa pessoa saber para onde ir. Porque igual a gente estava falando do exercício, você pega uma pessoa que tá com epidema, que tá com um pouco acima do peso, não adianta ir lá na academia fazer aula de spinning, fazer aula de abdominal, musculação e jump, ela vai se inflamar toda, tal. Então tem que fazer uma coisa que seria escalonada, subir um degrau por vez. Então a a gente tem que segurar essa ansiedade, mas o interessante é a gente fazendo um diagnóstico, a gente dá esse norte, dá esse caminho, precisa de uma equipe multidisciplinar. Então a gente precisa conversar com o professor de educação física, a gente precisa conversar com o nutricionista, com a fisioterapeuta, que tudo isso precisa estar junto para a pessoa ver um resultado legal. >> Uhum. E eu vou então finalizar com uma pergunta polêmica agora sobre a cirurgia plástica. Quando a pessoa quer fazer junto com tratamento conservador, o que que você acha? Você apoia? É, é legal também ou acaba sendo mais contra essa parte? >> O tratamento clínico, ele é a base de tudo. Você precisa fazer o tratamento clínico antes e o tratamento clínico depois. A cirurgia blástica eu vejo como uma das ferramentas que nós temos. Então o paciente que tá precisando, tá com aquela coxa batendo uma na outra, tá com aquela pisada toda torta, a cirurgia plástica ajuda, ajuda na pra gente conseguir alinhar aquele joelho daquela pessoa, porque a coxa tá batendo muito, ela tá pisando muito aberta. Então, a plástica tem suas indicações, mas você precisa fazer um tratamento químico antes, a gente precisa fazer um preparo antes. E já tive paciente que veio no costóum querendo cirurgia aquático, falei, vamos tentar pelo menos se meses tratamento clínico. Depois existiu porque com o tratamento clínico ela já perdeu aquela gordura suficiente para para ajustar aquela pisada, aquela caminhada. Já teve vezes que eu mandei paciente pro Dr. Fernando Amato, que é o nosso cirurgião plástico aqui do grupo. Paciente mandei por conta do Lipd, mas o paciente falou: "Não, eu quero ver de mexer na mão, mexer na orelha". Falou: "O outra coisa que tem a gente já conseguiu administrar, mas não sou contra a cirurgia plástica. Eu vejo ela como pra gente, >> porque a cirurgia plástica também por si só não vai pode até resolver ali momentamente, mas depois acaba, ela não cura, ela simplesmente ajuda, mas se você não fizer o tratamento clínico, você perde tudo aquilo lá em alguns meses. >> Tá certo, doutor? Muito obrigada, viu, pela sua participação. Pode deixar então o espaço, quer passar alguma rede social? Como que o pessoal consegue te encontrar aqui? Se ficou interessado, quer marcar uma consulta? Eu atelo aqui na Mat na Jcelino CC 1726 e tem minhas redes sociais também @dellervascular. >> Obrigada mais uma vez e ano que vem espero que tenha de novo, né, que a gente falou isso do no congresso delor de 2025 e agora já planejar para 202. >> Obrigada. Obrigada também pela sua participação. Cont conto com você pro próximo episódio. Até mais. Tchau.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.