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Má Circulação | Mês de consciêntização da saúde vascular | EP. 41

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Má Circulação | Mês de consciêntização da saúde vascular | EP. 41

O episódio aborda a má circulação como tema central, inserido no contexto do mês de conscientização da saúde vascular (representado pelas cores azul para veias

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Uma coisa interessante, o mês da conscientização é o mês azul e vermelho, azul e vermelho por quê?

Azul são as veias, vermelho são as artérias.

Eu ia perguntar justamente isso, por que que recebeu esse nome?

Mas eu acho que está errado, porque tinha que ter o amarelo ou verde também, que seriam os linfáticos também, são os vasos do terceiro sistema aí que todo mundo esquece que existe. Mas as veias são responsáveis por trazer o sangue de volta para o coração e as artérias são responsáveis por levar o sangue para a periferia.

Ah, isso é legal, porque quando a gente tira exame de sangue, a cor sai diferente, como por exemplo, quando é um acidente de carro, alguma coisa assim, essa é a curiosidade das pessoas em relação ao acordo do sangue, né, por que tem?

Não tem nada a ver também, ah, o sangue real, né, tem sangue azul, né, só se pegar na veia vai ser um pouquinho mais... Todo mundo vai chegar perto dele da cabeça. Não tem sangue real aí.

Já tem, já tinha algum outro projeto?

Eu escrevi um de propedêutica vascular recente, só que assim, é pra médico e um nicho tão pequenininho que não é um assunto muito procurado. E que de uma forma ou de outra, o Lipedema também faz parte dessa parte de saúde vascular, mas de uma forma mais que eu quis dizer geral, né, de falar sobre todas as doenças, isso já tem alguma...

Quem sabe sair hoje é que é uma ideia mais específica, né?

Quem sabe. Aí pronto, mais seis meses sem dormir. Ai, meu Deus.

Transcrição completa do vídeo

para a sua vida. Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, estando no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve e qualidade de vida. Já adianto também para quem acompanhou o último episódio que tem um cenário novo aqui para quem já viu com o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico, a gente conversou, desvendamos procedimentos estéticos, foi um episódio bastante legal, inclusive com casos que repercutiram na mídia, que ficaram famosas, mais recentes, alguns mais antigos, que já são mais conhecidos, e no episódio anterior a esse a gente comentou sobre técnicas de rejuvencimento facial. Hoje nós estamos aqui com o Dr. Alexandre Amato, que é cirurgião vascular. A gente vai conversar, vai tratar sobre tudo o que envolve, o mês de conscientização justamente da saúde vascular. Principales doenças relacionadas a isso, muito assunto interessante que vale a pena conferir. O professor, Dr. Alexandre Amato, é médico e cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato. O especialista é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo, atualmente faz pesquisa científica em Lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema. Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde. Bem-vindo mais uma vez, Dr. Obrigado. Ficou honrado em estar aqui novamente. Agora num cenário novo com a sua presença da última vez, ainda estava no antigo. Gostou? Muito bonito, muito legal mesmo. A gente falou que fica mais intimista, parece uma conversa mais solta, que é o objetivo do podcast. A gente contar de uma maneira mais descontraída, explicar os assuntos, já vou para aquela parte que o pessoal gosta de saber, o que a gente pode dar de spoiler, sem revelar muito do que a gente vai conversar aqui sobre a conscientização da saúde vascular. Mas, acima da saúde vascular, eu acho que a gente poderia falar que o assunto vai ser má circulação, a dúvida de todo mundo é má circulação, acho que esse é o assunto do mês. E é importante também a gente citar essas principais doenças, como que as pessoas têm essas alertas, porque muitas pessoas acham que só com a idade, que pode ter algum tipo de problema, isso é um mito, a gente até falou aqui, que pode chegar até mais cedo. A gente chega mais cedo, é super frequente, então vamos falar os sinais de alerta, o que que as pessoas têm que ficar atentos para evitar os problemas da má circulação e o que pode ser feito para evitar também. Evitar, prevenir, né, tudo. Uma coisa interessante, o mês da conscientização é o mês azul e vermelho, azul e vermelho por quê? Azul são as veias, vermelho são as artérias. Eu ia perguntar justamente isso, por que que recebeu esse nome? Mas eu acho que está errado, porque tinha que ter o amarelo ou verde também, que seriam os linfáticos também, são os vasos do terceiro sistema aí que todo mundo esquece que existe. Mas as veias são responsáveis por trazer o sangue de volta para o coração e as artérias são responsáveis por levar o sangue para a periferia. Então, o sangue só chega na pontinha do nosso dedo por causa das artérias, das arteriulas, aí vai afinando cada vez mais essas arterinhas até virar um negócio chamado arteriulas capilares, aí depois vem as vênulas e depois volta pelas veias, então faz o ciclo completo. Ah, legal, interessante, porque não é muito conhecido o nome azul e vermelho, eu acho que não pegou a cor, né, as cores que eles usam, porque tem mês, por exemplo, o amarelo, o azul, que já é mais conhecido, mas esse daqui que ficou conhecido foi a sociedade brasileira de angiologia e cirurgia vascular, né, que deu esse... Isso. As pessoas veem isso e falam assim, ah, tem alguma coisa a ver com o americano, né, que é a bandeira deles, né, mas não tem nada a ver, é por causa da circulação mesmo. E o nosso sangue venoso, ele é mais escuro que o sangue arterial, ele é mais pro roxo do que pro vermelho, né, quando a gente fala sangue vivo, é o sangue rico em oxigênio, quando o oxigênio se liga ao ferro da hemoglobina, ele fica vermelhão e aí o sangue vai pra periferia, os nossos tecidos usam esse oxigênio, aí é trocado por gás carbônico e aí quando é trocado por gás carbônico ele fica mais escuro, então ele volta numa tonalidade diferente. O sangue arterial, então, ele é mais colorido, ele é mais vermelhão. Ah, isso é legal, porque quando a gente tira exame de sangue, a cor sai diferente, como por exemplo, quando é um acidente de carro, alguma coisa assim, essa é a curiosidade das pessoas em relação ao acordo do sangue, né, por que tem? Não tem nada a ver também, ah, o sangue real, né, tem sangue azul, né, só se pegar na veia vai ser um pouquinho mais... Todo mundo vai chegar perto dele da cabeça. Não tem sangue real aí. É, de uma forma ou de outra, tem um pouco. Doutor, a gente conversou também no outro episódio sobre lipedema, pra quem quer acompanhar esse assunto, a gente fez dois episódios especiais também no mês de conscientização, então é importante só citar aqui que tem um livro, né, seu, que fala bastante sobre isso e você tem nossa... na abertura aqui, que diz que você é autor de livro, então legal a gente... O livro é a Beleza do Lipedema, eu considero minha obra prima, realmente eu tô tentando mudar a visão de todo mundo sobre essa doença ou condição, como você quiser chamar, então eu fiz um livro pra todo mundo, não é pra médico, é pra médico também se quiser aprender um pouquinho mais, mas é para o público em geral, pra quem quer se aprofundar no assunto. Legal. E já tem alguma expectativa de também fazer alguma obra, algum livro relacionado à saúde vascular, mais especializada também? Já tem, já tinha algum outro projeto? Eu escrevi um de propedêutica vascular recente, só que assim, é pra médico e um nicho tão pequenininho que não é um assunto muito procurado. E que de uma forma ou de outra, o Lipedema também faz parte dessa parte de saúde vascular, mas de uma forma mais que eu quis dizer geral, né, de falar sobre todas as doenças, isso já tem alguma... Sim, sem dúvida, sem dúvida. Eu tô pensando ainda, qual que vai ser o próximo assunto, não... é difícil, sabe, a gente tem que ir anotando várias ideias pra ver até aquela que captura nossa atenção. Quem sabe sair hoje é que é uma ideia mais específica, né? Quem sabe. Aí pronto, mais seis meses sem dormir. Ai, meu Deus. Olha, eu peguei um dado aqui que já pode ser um gancho sobre essas doenças cardiovasculares de forma geral, né? O dado mais recente de 2022 mostrou que vários portais também divulgaram essa pesquisa, que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Eles fizeram uma comparação com 2021 pra covid-19, né, quando começou a ter realmente do ano inteiro, porque 2020 começou quando já tava ali em março, se eu não me engano. Então falou que em 2021, que naquele ano causou 411 mil óbitos, as enfermidades do coração e do sistema circulatório retomaram a liderança nesse panorama. Então, é, doutor, por que que isso acaba sendo... tem uma proporção tão grande, né? Porque envolve muitos aspectos do corpo, como que as pessoas conseguem ter essa alerta, que é preciso ter uma atenção com a minha saúde vascular. Doença cardíaca, ela é muito mais prevalente do que a doença vascular periférica. Então, quando a gente tá falando de doença vascular, às vezes, a gente mistura uma coisa com outra e tá tudo bem, são as doenças cardiovasculares, porque anda junto, não tem como. O coração é a bomba, né, e as artérias e veias são o encanamento, uma não vai funcionar sem a outra. Então, quando a gente fala de infarto, que é uma das maiores causas de infarto, a vc, né, o que que tá acontecendo ali, é uma falha na bomba ou uma falha no encanamento? Às vezes, tá acontecendo as duas coisas juntas, né, então é difícil separar uma coisa da outra. Agora, eu vou tentar puxar mais pro assunto vascular periférico e não necessariamente só pro coração. Quando eu falo vascular periférico, quer dizer, tudo fora o coração, tá. Quando a gente fala de cérebro, tem as artérias que nutrem o nosso cérebro e as veias que drenam, então uma oclusão disso aí pode levar um DRAM, um AVC, né, não deixa de ser um infarto do nosso cérebro. Quando isso acontece nas mãos, nos pés, falta oxigênio nesses tecidos, eles também morrem. Aí pode trazer um monte de sintoma, como dor, peso, cansaço, gangrena, isquemia, a membro fica frio com formigamento, então os sinais são vários e diferentes dependendo de cada doença e cada sistema atingido. Uma coisa interessante é pra gente separar um sistema que tá doente de outro, o sintoma mais comum que a gente pode usar é o enchaço, porque é muito difícil ter um enchaço de origem arterial. Normalmente o enchaço vem ou por causa de um problema na veia ou por causa de um problema no linfático. Então só tem uma situação em que o problema arterial vai levar o enchaço, que é quando tem a pessoa tem tanta obstrução, tanta dor que ela tem que ficar o tempo todo com a perna pra baixo pra gravidade ajudar a fazer o sangue percorrer as artérias. E aí por ficar muito tempo com o pé pra baixo, é o enchaço dependente, né, dependente da perna pra baixo. Para isso se tiver enchaço ou é um problema venoso ou é um problema linfático. Então o importante diferenciar esse número não se trata especificamente dessas doenças que a gente vai citar, vasculares, e sim cardiovasculares que envolvem isso do coração junto. Exato. Legal, então a gente diferenciar. Agora quando se trata das doenças vasculares então, qual que é a top 3 que a gente pode citar das mais importantes que causam mais mortes? Ok, a principal delas, sem sombra de dúvida, assim, a disparada na frente é o tromboembolismo venoso. Tromboembolismo venoso é quando tem uma trombose venosa na perna ou em algum outro lugar, mas mais frequentemente na perna, e aí o coágulo se desprende, percorre as veias, vai pro coração, do coração, vai pro pulmão, e aí ele entope uma artéria pulmonar. Ao entorpir essa artéria pulmonar vai ter uma área em que tem uma isquemia que não chega a sangue e tem ventilação, e isso é gravíssimo, isso leva a óbito, é uma das maiores causas de morte no mundo inteiro, tem muita, muita gente que morre por tromboembolismo venoso e não sabe que foi por causa disso, causa mais morte do que câncer de mama, aides e somado, são mais de 300 mil mortes por ano nos Estados Unidos, só por embolia pulmonar das contabilizadas, então essa é assim disparada a primeira. Agora, outras, uma que vale a pena mencionar é a dissecção de aorta, a dissecção de aorta também tem em seu dia de conscientização, é quando ocorre uma delaminação, uma separação das camadas da artéria, e isso pode acabar obstruindo a irrigação de alguns vasos, inclusive do cérebro, levando a óbito muitas vezes, então é uma doença gravíssima a dissecção de aorta e a ruptura de aneurismas, então aneurismo que é quando a artéria começa a crescer em chá, como se fosse um balão, e aí ela pode explodir, ela rompe, é a ruptura do aneurismo, que é outra situação gravíssima, onde muitas vezes não dá tempo de chegar no hospital, então essas são as doenças artereais graves e que podem levar a óbito, a morte súbita, vascular. Doutor, você falou agora o top 1 da lista, que soma mais mortes do que algumas doenças tão conhecidas como, por exemplo, o câncer de mama, que a gente sabe que mata muitas mulheres, então por que que tem essa incidência tão grande, porque está relacionada a uma questão genética ou modo de vida, de forma geral dessas doenças, mas claro a gente está falando desse top 3, porque tem tanta incidência, é algo que está diretamente ligado ao estilo de vida dessas pessoas? A trombose, ela está ligada a três pilares principais, foi descrito por Vichov há muitos anos atrás, que é alteração da crase sanguínea, eu vou explicar o que que é isso, estáse e lesão endotelial, alteração da crase sanguínea é alguma mudança nos fatores de coagulação do sangue, então a pessoa pode ter mais fatores de coagulação ou pode estar com dificuldade de ficar anticoagulado, aí não tem esse equilíbrio, isso pode ser uma questão genética, pode ser uma doença adquirida, pode ser até uma desidratação, a estase é uma coisa que todo mundo pode mudar e pode melhorar, isso é o fato de ficar parado, sedentário, então quando você está numa viagem de avião por muito tempo ou numa viagem de ônibus parado por muito tempo, aquilo ocorre uma estase, o sangue não circula, fica paradinho porque não tem a contração muscular, se tiver a contração muscular a gente bombeia o sangue e a terceira que é lesão endotelial, então se tiver algum machucadinho naquela primeira camada de células dentro das veias, isso pode induzir a formação de um coágulo, e como esses três fatores muitas vezes acontecem em outras doenças, em outras situações, então veja, se você está internado num hospital, está acabado, só isso já está te dando a estase, então o fato de estar internado já aumenta o risco de uma trombose para todo mundo, então muitas vezes tem que tomar medicamento para evitar, e como pode acontecer por pequenas variações, acaba sendo extremamente frequente e pode ocorrer como complicação de outras doenças. E o modo de vida, então estilo de vida até a questão da desidratação ou até do sedentarismo, então não entra mais nessa parte que até a gente citou, já tem outros episódios que falam sobre a importância, toda vez que a gente está comentando de alguma doença aqui, quando entra na parte de prevenção, todos os especialistas costumam falar a mesma coisa, que é exercício físico, a hidratação, uma boa alimentação, então isso pode ser tão grave no nível de pessoas que não levam isso a sério a longo prazo de causar uma doença que agora que você citou, pode levar a óbito, que a pessoa pode morrer por conta disso. Existem casos extremos obviamente, por exemplo aqueles gamers que ficam tempo sentado na cadeira jogando e perdem a noção do tempo, esquecem até que tem que contrair a musculatura, eu já vi histórias extremas de pessoas que não vão no banheiro, absurdos, eu li alguns meses atrás a história de um chinês, se não me engano, que foi a óbito jogar continuamente por, acho que eram muitas horas, muitas horas, o que que aconteceu, o que que leva a uma situação dessa? É um tromboembolismo e causa a obstrução do pulmão e pronto, morre, não tem dúvida. Agora se ele tiver uma predisposição a isso, vai até mais cedo. E o principal sintoma é esse enxás que você citou? Antes de ter o problema no pulmão, a trombose na perna vai dar dor e enchaço principalmente, normalmente unilateral, é difícil ser bilateral, pode até ser, mas normalmente dor e enchaço de um lado só e nesse momento está ocorrendo a trombose, mas quando acontece a embolia pulmonar, aí vai ter falta de ar, pode ter taquicardia, pode ter dificuldade de conseguir respirar, pode ter escarro emoptor, ou seja, catarro com sangue, são coisas que podem sugerir que está acontecendo uma embolia pulmonar. E o doutor é possível alguém não ter nenhum sintoma e de repente ir a óbito por conta dessas principais doenças que a gente citou? Infelizmente pode, porque a trombose nas pernas eu disse que tem dor e enchaço, mas não é sempre. Quem nunca teve dor e enchaço na perna também, às vezes a gente não dá valor, porque é uma dor e enchaço pequenininho, às vezes pode ser uma trombose que está acontecendo lá e de repente ter uma embolia e ninguém fica sabendo o porquê, hoje em dia a gente está em uma época em que acaba fazendo autópsia, acaba descobrindo, mas infelizmente é possível. Acaba sendo um assustador, o assustador é ao mesmo tempo, para quem, claro, tem esse medo de acontecer algo que é considerado, entre aspas, donada, só que tem essa questão de, realmente, do estilo de vida que a pessoa tem e já consegue ser uma forma de prevenção, que a gente vai chegar lá também a alguns tópicos que são mais importantes em relação a isso, mas ao mesmo tempo é importante a gente citar que isso que é o fundamental, a pessoa ter esse estilo de vida por completo e não ficar focado nesses sintomas específicos, que foi o que você sentou agora pouco. Se ficar esperando acontecer alguma coisa para depois tratar, tem que prevenir, poxa, não adianta esperar a ter, porque às vezes não tem, às vezes o primeiro sintoma é a embolia direto, isso é uma catástrofe. E, doutora, a saúde vascular costuma estar naqueles exames que são feitos de rotina, digamos assim, que as pessoas costumam fazer. Tem alguma forma naqueles exames comuns de saber se a saúde vascular está ok, se está indo tudo certo? Tem muita coisa que dá para a gente avaliar nos exames de rotina, então o perfil de colesterol é um deles. Eu sei que o colesterol por um lado ele é demonizado, por outro lado ele é endeusado. Na verdade, o colesterol faz parte do nosso corpo. A gente precisa do colesterol e a gente não pode tê-lo em excesso junto com a inflamação, senão isso pode acabar levando a placas ateroscleróticas que levam a infarto do meu cardio, a vc e obstrução arterial. Então, de exame de sangue, a gente tem que avaliar esse perfil e ver se tem marcadores inflamatórios e tudo mais. Dependendo da idade de outros fatores de risco, a gente pode acabar investigando com exames de imagem. Uma coisa que é importante deixar claro é que uma das razões para existir o mês de conscientização é o tabagismo, que ele aumenta sobre maneira a quantidade de doença vascular, cardíaca também, mas falando da vascular periférica, aumenta em sete vezes o risco de claudicação intermitente, isso é muita coisa. E as pessoas que têm esse hábito ruim, elas têm que começar a fazer a profilaxia mais cedo, tem que começar a investigar, procurar essas comorbidades aí antes. E o que é considerado uma pessoa que tem uma boa saúde vascular, além desses exaves de rotina, fez exame de sangue, está tudo certo, não sente a dor, ali não sente aquele incômodo, está tudo certo, a pessoa pode considerar que tem uma boação de vascular ou precisa sempre ter algo mais específico para quem realmente quer ter certeza que está no caminho certo para cuidar dessa parte. Tem um teste, tem um teste muito legal, vou ensinar todo mundo a fazer aqui agora. É o teste de caminhada de seis minutos, liga o seu relógio, cronômetro e sai na rua, explana e começa a caminhar num passo rápido por seis minutos. Agora eu fiquei preocupada. Vê se você consegue sem sentir nenhuma dor, se não tem que parar, isso já é um excelente marcador de saúde vascular. Vou contar mais sobre o que aconteceu inclusive ontem comigo, para quem não sabe eu já comentei aqui algumas vezes no Amato Aquest, mas eu trabalho como repórter também de uma missão de televisão e eu estava fazendo uma cobertura, um caso que repercutiu muito daquele motorista do Porsche que matou e atropelou o motociclista e aí saiu uma pessoa da delegacia que era uma das pessoas que estavam pressando o depoimento lá para o delegado, responsável pelo caso e normalmente acontece isso com o repórter, a pessoa sai e tem que sair correndo atrás da pessoa porque normalmente ninguém quer falar, ninguém quer dar entrevista. Então saiu um homem da delegacia correndo que estava dando entrevista, era um parente lá do motorista, eu saí correndo em disparado atrás do homem, parecia que eu estava competindo com uma maratona, ele correu por uma quadra só porque ele entrou num carro e já foi embora, eu corri a quadra ao vivo falando e correndo, quando chegou no final eu não conseguia continuar falando e ao mesmo tempo mantendo o ritmo do que eu tinha que falar porque ao vivo a gente tem técnicas de respiração e tudo mais, mas saiu do meu controle naquela hora, eu corri alguns metros, não foi muito tempo assim e logo em seguida não conseguia nem falar, eu nitidamente estava sem ar ali no jornal, então é um fator preocupante, doutor? Não, pode ficar tranquilo, não coloca culpa na sua circulação, porque com certeza você estava tentando falar e não estava conseguindo fazer a inspiração e a inspiração necessária para conseguir absorver o oxigênio para ser utilizado, eu vou ser muito jovem para ter um problema circulatório nesse grau, então pode ficar tranquilo, acho que a questão é mais a respiração nesse caso do que propriamente a vasculatura, essa história do Porsche eu li, na Véspera eu estava no táxi e vi um motoboy chutando o espelhinho do carro da frente, na Véspera eu virei para o taxista e falei, mas para que fazer isso? Depois da briga e não sabe, não entende o que acontece, foi uma fatalidade. Foi realmente uma briga por um motivo que inclusive entrou como um motivo fútil, um torpe no boletim de ocorrência que o delegado considerou, mas realmente foi um caso que é por causa de um retrovisor, o motoboy perdeu a vida e o motorista também acabou com a vida dele, porque o caso está repercutindo e vai continuar repercutindo muito, mas agora voltando aqui para a parte da saúde vascular, você chegou a citar que eu estava muito preocupada porque eu sou nova, estava correndo ali, então foi só a questão da inspiração e inspiração. Essa parte da saúde vascular que a gente citou, as pessoas mais novas, elas também correm risco, por exemplo, fez um exame de sangue, deu ali, não muito legal em relação a esses fatores que você citou agora que devem ser levados como um alerta, pessoas novas também correm risco de chegar a ter um óbito por conta da saúde vascular ou não? Tem que ter algum fator de risco associado, senão não vai acontecer. Então aquilo que eu estava falando da trombose, ou tem uma doença genética que leva um aumento do risco e aí vai saber, puxa na família, tem muita gente que tem trombose ou já tive uma trombose antes, são fatores de risco, ou tem alguma doença do colágeno que acaba deixando mais frágil as artérias e veias e aí pode aumentar a probabilidade, mas essas são doenças que correm em famílias, então muitas vezes se sabe no seu meio o que você tem que ficar atento, senão o jovem normalmente tem uma saúde vascular boa, as varízes começam cedo, começa lá pelos 20 anos, a paciente mais jovem que eu peri tinha 14 anos, se não me engano, mas as varízes não vão comprometer a vida de ninguém. E alguns casos, como os mais graves, a pessoa mais velha pode chegar a ter um óbito diretamente, agora quando a pessoa não tem um óbito, mas chega a ter um problema de saúde vascular constatado, vai ali, faz do médico, faz os exames, como que a forma de tratamento disso e o que pode acontecer, por exemplo, a AVC é uma das doenças vasculares, a gente sabe é muito conhecida esse problema que muitas vezes as pessoas ficam com sequelas do AVC, então uma saúde vascular pode não levar ao óbito, mas causar problemas ali permanentes na vida da pessoa. Não existem tantas ferramentas pra gente tratar, eu estava brincando com os meus filhos ontem mesmo que o cirurgião vascular não deixa ele ser um encanador, então tem um cano, tem que levar o sangue de um lugar a outro e o que pode acontecer com esse cano, ele pode entupir, ele pode dilatar, pode romper, pode seccionar, mas não tem muito mais coisa além disso. E aí o que que a gente tem de ferramenta? A gente pode anticoagular, então deixar o sangue mais fino pra que ele não forme mais com águulos e continue entupindo ou entupa a distância. A gente pode tentar suturar alguma sutura, a gente pode tentar trocar esse encanamento com uma prótice artificial ou colocando um instante, então fora isso, a gente pode tentar tirar esse entupimento também, um cateter de fogart, vai lá passa e aí puxa, tira esse encanamento. Então fora isso, não tem muito mais o que a gente possa fazer de mecânico, então a gente tem que pensar na parte metabólica, assim como que a gente pode evitar isso fazendo o nosso motor rodar redondo sem falhas, então o principal, que é mais uma das razões pra existir o mês de conscientização, é a hidratação, tomar água. Eu sei que parece idiota a gente falar aqui para as pessoas que têm que tomar água, mas se vocês vissem a estatística do meu consultório, 90% das pacientes chegam aqui desidratadas, parecem uma uva passa e acham que estão tomando água adequadamente. Como saber, doutor, se a quantidade está ok ou não? O corpo da sinal em relação a isso? O corpo da sinal, a gente consegue ver nas mucosas, então língua, boca, no turgor da pele, se a gente pega a pele e ela não volta a posição, na dobra do dedo aqui, essa é uma das maneiras. Agora eu tenho que ser um pouco mais objetivo, então aí eu uso a bioimpedância que passa um choquinho assim no corpo da pessoa, não vai sentir choque nenhum, mas passa uma corrente elétrica, que aí ela calcula a quantidade de água que tem. Doutor, eu estou fazendo teste aqui enquanto você fala já aproveitei. Duas questões que a primeira é que eu já escutei falar também para tirar essa dúvida que eu acredito que seja a dúvida de muitas outras pessoas que estejam acompanhando aqui a MantuCast, é que um especialista uma vez citou que quando a gente sente a sede é porque a gente já está de sede à água. Isso é verdade? O normal é não sentir a sede. É não precisar sentir a sede, isso é o que deveria ocorrer, só que a gente está sempre nessa correria, você mesmo acabou de contar correria. E eu estava fazendo teste porque eu não estava muita água. Estava preocupado só com o ar também, mas tem que tomar com a água. Sim, a gente tem que beber muito antes de ficar com sede. E é relativo ao peso, então quanto maior a pessoa de altura e de peso também, mas ela vai ter que beber água. Então às vezes eu recebo paciente aqui que fala não, doutor, eu bebo muita água hoje, eu bebo 1 litro de água, só 1 litro de água, acho que nem meus filhos podem tomar isso, são pequenos ainda podem tomar isso, tem que ser mais. Pelo menos 35 ml por quilo de peso. Então depende do peso da pessoa, vai ser de 2,5 litros para cima. Isso também depende da região do Brasil, porque aqui em São Paulo é uma temperatura, se a gente for para o Nordeste é outra temperatura. Eu acabei de passar sérias no deserto da Califórnia, 48 graus e meio, esse e meio é importante. Faz diferença desse caso. Faz diferença, saía do carro, respirava, parecia que o ar não entrava, era uma coisa assim absurda. Eu não sei quantos ml de água por quilo de peso que eu recomendaria lá, mas acho que eu bebia no mínimo uns 6 litros de água por dia. É impressionar, aquele calor é um inferno. Então tem que fazer o cálculo ali pelo peso, e quando eu sente sede já é que a situação não está muito legal. A questão da temperatura, quando está mais frio ou quando está mais quente, a gente tem a sensação que dá um pouco mais de sede ou não. Isso também não é uma impressão, realmente faz para a temperatura influenciar. Tem um outro fator mais importante ainda que é a humidade do ar, só que isso é difícil de a gente perceber, a gente acaba vendo uma informação paralela que é a temperatura. Mas assim, o que eu posso falar é não cheguem ao ponto que eu cheguei, que eu precisei ter uma pedra no rim para entender o quanto isso é importante. É a pior dor na face da terra. Eu sei, eu tive. Eu cheguei também no hospital sem saber o que era, ninguém sabia o que era, cheguei vomitando de dor para quem nunca teve, receba esse aviso na sua vida. Não queira ter uma pedra no rim, eu nunca tive filho para saber, mas falam que adoro de um quarto. É, falam que é para o homem. Para o homem vai ser realmente pior. E, doutor, uma dúvida também agora que você citou essa questão da pedra no rim? Só para complementar, tem uma diferença, a dor do parto para a dor da pedra do rim. A dor do parto a mulher esquece, porque está em volta numa coisa gostosa e boa, senão ela nunca teria um segundo ou terceiro filho. E a dor da pedra do rim? A dor da idade a gente esquece nunca. É, realmente, para quem nunca teve, acha que a gente está exagerando, que às vezes nossa está aumentando a dor, não é aumentar a dor, é realmente a pior dor, eu acho, do mundo. E aí quando eu tive a pedra no rim, doutor, uma pessoa me falou que para a quantidade de líquido que a gente toma, não necessariamente precisaria ser a água, que poderia ser, por exemplo, um suco natural, já entra nessa quantidade que o corpo precisa por dia, por semana, enfim. Isso realmente faz sentido? Tem até alguns legumes, são muito ricos em água, a bobrinha, melancia, também são muito ricos em água, e a hidratação vai bem, a questão é que elas vêm junto com caloria, e aí a gente tem que tomar cuidado com o excesso de calorias. A frutose que tem no sucos é saudável, porque vem junto com antioxidante e tal, mas ninguém pode exagerar. A minha mãe uma vez comprou um aparelho que colocava uma fruta lá dentro e meio que desintegrava, o negócio virava um suco. Só que para fazer um suco de maçã eu precisava de cinco maçãs, tem ideia de quanto de açúcar que tem em cada maçã, eu juntar cinco maçãs e fazer um copo de suco, pode parecer saudável isso, era uma delícia, mas a quantidade de açúcar era absurda, então a gente tem que tomar cuidado com isso. Até com o suco natural no caso. Exato. E, doutor, agora, em questão das outras doenças que são bem conhecidas, não sei se eu posso chamar de doença, mas como, por exemplo, pressão alta, pressão baixa, isso pode estar ligado também à saúde vascular? Com certeza está, com certeza está. Pression alta, a hipertensão arterial, mais uma doença extremamente comum disseminada por aí, e reflexo da doença na parede arterial, onde a artéria fica endurecida e aí não tem a variação da vasodilatação e a vasocontração como deveria acontecer. A hipertensão arterial é extremamente relativa a tudo que a gente está falando aqui, cigarro, hidratação, inflamação, colesterol, tudo isso. Agora, a hipertensão, isso eu vejo acontecer todo dia, chega para mim uma história dessa, onde tem um entendimento errado do que está acontecendo. As pessoas chegam falando, ah, eu tenho pressão baixa. Na hora, eu já sei o que está acontecendo, pressão baixa é falta de água. Não está bebendo água, começa a colocar a culpa no coração, nas artérias, na veia, não, costumo ter pressão baixa. Costuma não beber água, é melhor beber água. Tem lá o encanamento, se a gente coloca mais água dentro do encanamento, a pressão vai subir e resolve isso. O problema simples de resolver. E às vezes acha que alguma coisa mais grave pode ser resolvido com água. Exato, ontem mesmo a paciente aqui chegou falando que foi no pronto-socorro por causa disso, pressão baixa, aí começam a dar um monte de diagnóstico, coração cansado, e aí vai, lista enorme, aí sai de lá com um monte de remédio para tomar. E na verdade a única coisa que tinha que fazer mesmo era se hidratar adequadamente. E o que é considerado mais perigoso, doutor? A pressão muito baixa ou a pressão muito alta? Nesse caso, considerando a saúde vascular. Puxa vida, a pressão baixa, olha que interessante como o nosso corpo é inteligente. A pressão baixa, o nosso corpo resolve, só que não resolve da maneira que você vai achar legal. Ele vai fazer você desmaiar. Na hora que você desmaia, o coração não tem mais que fazer força para o sangue subir e chegar no cérebro, porque você desmaiou, caiu, ficou na horizontal. E aí o coração vai ter força para conseguir bombear o sangue para o cérebro. Então a forma de resolver é o desmai, por isso que a pessoa se sente mal. Só que é um mecanismo de defesa. A pressão alta, por outro lado, o corpo não tem um mecanismo de defesa tão simples assim. Ele vai começar a fazer o rim trabalhar mais, só que todos os sistemas vão começar a falhar em algum momento. Até a ponto que a atrosclerose acaba obstruindo, ou tem um AVC hemorragico por causa da pressão alta, ou até mesmo de secção de aorta que eu acabei falando. Então eu acredito que a pressão baixa não vai levar a essas situações críticas que a pressão alta acaba levando. Então no caso, acaba tendo a proporção da situação que a pessoa está, ao que ponto que chega isso, da pressão baixa ou da pressão alta? Exato. A pressão baixa a gente acaba compensando. Pode ser incômodo, pode fazer desmaiar, mas poxa, toma água e resolve. A pressão alta não, a pressão alta ela é maligna, ela é silenciosa. A pessoa não sente nada, até que de repente tem uma situação gravíssima como um derrame. Às vezes ela está tomando remédio para pressão, aí ela para porque fala, não estou sentindo nada mesmo, estou bem. Para que eu vou tomar remédio para pressão? E aí a doença continua a progredir até causar todas essas lesões. A pressão alta é pior. E é possível a pessoa conviver também com a pressão alta e tomar remédio e não ter nenhum problema grave desse nível? Então sim, é possível. A manutenção da pressão arterial é perfeitamente possível com medicamento hoje em dia. A tecnologia dos medicamentos para hipertensão arterial está avançadíssima. Não fiquem com medo de se tratar. A questão é que todo mundo esquece que tem que fazer a sua parte também. Ah, vou tomar remédio e está tudo bem. Poxa, vai perder peso, vai fazer exercício, vai tratar todo o hábito de vida, sua rotina, diminuir o sal na alimentação, que é muito importante também. As pessoas não mexem nisso e querem que o remédio faça tudo. Quer compensar todo aquele histórico anterior? Quer compensar cinco, seis décadas de coisas erradas que foi feito para o próprio corpo com o remédio. Puxa a vida. E a gente citou agora que as pessoas mais novas não costumam ter problemas tão graves, mas a longo prazo vai ser a pessoa que vai ter um problema grave. Exato. Doutor, então, antes de a gente ir para as dúvidas que as pessoas mandaram algumas perguntas aqui para a gente, eu queria só então citar para quem não tem nenhum problema o que pode ser considerado como prevenção. A gente já citou algumas coisas, mas eu acho que também para quem procurou esse episódio falando da importância da saúde vascular, quer saber como, claro, sem querer assustar ninguém, a gente falou tanta coisa ruim. O que pode acontecer, claro, que é uma forma de alerta, não é para causar pânico em ninguém, mas eu acho que é legal também a gente citar um conjunto de fatores que as pessoas vão conseguir colocar em prática, sem colocar aquela lista enorme de metas, porque a gente sabe que quanto mais metas também, às vezes a pessoa se sente frustrada, não consegue cumprir e acaba colocando o pé na jaca, aquela expressão que a gente usa e acaba parando de tomar água, não faz exercício, come errado, porque assim, ah, não estou conseguindo fazer isso, então vai tudo errado de uma vez só. Então, qual que é a forma mais prática e realista de cuidar da saúde vascular? Bom, vamos lá. Primeiro é fazer isso com a ajuda de um profissional, mas eu vou facilitar a vida de todo mundo aqui, quem que precisa procurar. Então, todo mundo acima de 50 anos deve fazer pelo menos uma consulta com o cirurgião vascular ou com o cardiologista em busca de prevenção, profilaxia. Aqueles que fumam têm que começar a fazer isso antes, eu sugiro lá já em torno dos 40 anos. Agora, se você tem varices, se tem na família, se tem varices e está preocupado com isso, saiba que isso pode começar bem mais cedo, lá pelos 20 anos já é o início da doença. E se na sua família tem bastante trombose, eu sugiro fazer uma investigação. Agora, do ponto de vista de profilaxia, são esses pilares simples que a gente fala sempre, então a hidratação adequada, exercício físico, não precisa sair tomando AES, ou qualquer medicamento, porque falaram que afina o sangue e ajuda todo mundo. São algumas pessoas que se beneficiam disso e aí tem que ser indicado pelo profissional, que é o cirurgião vascular. Perfeito, então acho que a gente conseguiu passar bem como uma forma de prevenção e também quando a pessoa já está no caminho de descobrir como funciona o diagnóstico e quando já está numa situação ruim, o que pode ser feito para melhorar? Bom, então eu vou passar para as perguntas aqui agora, porque às vezes a dúvida de alguém a gente já consegue explicar alguma parte que a gente não tenha citado. E aqui faz parte do nosso estúdio novo, que a gente tem um telão agora que apareceu para a gente mudar para trazer essas dúvidas, que ficou mais interativo, mais legal para quem quiser comentar sugestões. Vamos lá, a primeira é Sônia Carvalho de Manaus, que mandou a dúvida. Doutor, o calor daqui de Manaus pode piorar os problemas de circulação? O que a gente pode fazer para ajudar nisso? Então aqui a gente citou que o calor de fato pode piorar, mas como então controlar para quem vive numa região mais quente? Como fazer esse meio de campo? Mudar aqueles 35 ml que eu falei para 40, 45 ml por quilo de peso, aumentar hidratação. Porque vai soar mais, vai acabar vaso dilatando também, mas tem as vantagens também, não vai ter as doenças do frio, que é a vasoconstrição, que diminui a oxigenação na periferia. Então é um equilíbrio aí, a gente conversou bastante disso, acho que já está meio que respondido. Será que São Paulo então está no benefício? Porque aqui faz todas as temperaturas no mesmo dia. Mas você sabe que São Paulo é um dos melhores climas do mundo. Não é porque eu acabei de voltar do deserto da Califórnia, não, com 48°C e meio. Ficou com a temperatura na cabeça. Mas é porque São Paulo tem todos os climas a menos, o muito quente não é muito quente, e o muito frio não é muito frio, e isso no ano todo. É interessante, é um dos melhores climas do mundo. É porque aqui começa, eu que o diga, no horário que eu trabalho na TV de manhã, é aquele frio que eu não aguento, são três blusas, três calças, roupa térmica, e aí chega no horário do almoço aquele calor. Aí vai tirando todas as... Aqui tem todos os climas, mas não precisava ser tudo no mesmo dia. É, podia ser um pouquinho mais espaçado, pelo menos. Vamos para os próximos, então. Ana Paula, de Vitória. Oi, Doutora Mato. Quais são os primeiros sinais de que a circulação está ruim? Tem alguma coisa que eu devo ficar de olho? Ok, dor é o primeiro sintoma. O primeiro, principal, dor e enchaço, peso nas pernas, cansaço, mas qualquer dor em periferia, a gente tem que lembrar que a circulação pode ser a causa. A gente citou também no início, essa questão do enchaço, que é o principal, o principal fator de alerta. Aquelas manchas no corpo que a pessoa bate, fica muito roxo, isso também é um sinal que tem algum problema? Eu não chamaria de um sinal de alerta se isso é eventual, mas se está acontecendo repetidamente, com certeza é. E é só uma pancadinha leve e já ficou aquele roxo muito forte. Mas aí pode ser uma pessoa idosa que tenha uma fragilidade maior, ou pode ser alguém que tenha uma fragilidade capillary que merece ser investigado. Porque todo mundo já teve isso alguma vez. É que eu não quero causar pânico também, porque se a gente falar todo o roxo tem que ser investigado, imagina, todo mundo já teve um roxo. Todo mundo, com certeza. Então, se está sendo muito repetido, aí vale a pena investigar, mas se é eventual ou não. Tá certo. Doutor, atividade física ajuda mesmo na circulação? Que tipo de exercício é mais recomendado para quem tem problema vascular? Essa dúvida foi da Luciana Meneses? Panturrilha. A gente tem que fortalecer a panturrilha. Essa é a principal musculatura do coração periférico. Quando a gente contrae a musculatura da panturrilha, ela bombeia o sangue de volta para a circulação. Então, aquele exercício que a gente sobe e desce com os pés, fazendo uma movimentação fundamental. Mas qualquer esporte que utilize bastante as pernas, vai ajudar. Então, natação, musculação, tudo isso é muito bom. Já vou aproveitar e fazer a pergunta do outro lado. Tem algum esporte que não é indicado para quem tem problema de circulação? Olha, é difícil eu falar mal de algum esporte, porque a maior parte dos esportes acabam ajudando-se a ser feito com consciência. Eu acredito que tem alguns esportes onde há o extremo que exagera. Eu vou falar de outra forma. Esporte é muito bom, mas esporte de uma forma exagerada vai trazer problemas de saúde. Então, por exemplo, quem quer fazer um Iron Man? E acredita que aquilo é saúde pura? Aquilo não é saúde pura, aquilo vai ter um estresse absurdo nas articulações, vai ter um monte de lesão acompanhando. Então, tem que acertar o equilíbrio. Legal, isso é importante. Com certeza vai chamar a atenção de quem está acompanhando, porque acho que também tem aquele extremo, acho que a vida saudável é o extremo, mas precisa ficar atento a esse... Exato. Tem algumas lutas também que podem machucar bastante. Eu não quero citar aqui, porque se não vou acabar criando o caso, mas, assim, se tem muito impacto, vai causar lesão, vai acabar te machucando. Crossfit, pronto. Falei de Crossfit e vi um monte de gente aqui me xingando, mas o problema do Crossfit é o excesso, não o tipo de exercício. Então, como tem uma competição contínua, o tempo todo, as pessoas podem acabar errando a mão e se machucando. Uma outra coisa que, teoricamente, andar de bicicleta é muito bom, mas eu tenho muito medo de aula de spinning, que tem aquela lavagem cerebral, que a pessoa vai aumentando, aumentando a intensidade, aumentando a intensidade, até uma hora que ela faz mais do que ela conseguiria fazer. Então, a gente tem que fazer exercício com consciência. Consciência e com consciência. Essa daí foi a frase poética. E essa questão do problema do exercício físico exagerado é no caso de uma lesão. É isso que você quer dizer? Ou no sentido de a pessoa só ter um sintoma, por exemplo, de sentir o corpo até fraco, de tanto que está fazendo ali o exercício, ou apenas nessa questão da lesão, de ter algum problema de joelho, alguma coisa assim? Isso é muito visível no lipidema, porque o lipidema é muito dependente de inflamação, qualquer inflamação no corpo. Alguns exercícios podem inflamar antes mesmo de causar lesão grande. Então, no excesso, numa musculação exagerada, por exemplo, a mulher vai ter inflamação e aí começa a ter os sintomas do lipidema exacerbados. Quem não tem o lipidema não vai ter esses sintomas todos, mas não quer dizer que não está inflamando, está inflamando sim. Entendi. Então, pode ser algo silencioso? O ideal é que é difícil passar isso em uma fórmula que sirva para todo mundo, mas eu vou explicar aqui. Quem não faz nada de exercício tem a ansiedade e a inflamação alta. Quem faz exercício moderado tem a ansiedade e a inflamação baixa. Só que, a partir desse ponto, começa a aumentar a inflamação, começa a aumentar o exercício, vai aumentar a inflamação e vai aumentar a ansiedade também. Então, o ponto ideal é ali no moderado. Só que é difícil. O que é moderado para as pessoas? Moderado para mim? Aliás, até dentro da própria pessoa, moderado para mim hoje, hoje eu faço exercício quase todo dia, é diferente do moderado para mim há dez anos atrás quando eu estava obeso. Então, é individual, tem que ser avaliado caso a caso. Não sei, esse é o ponto que é difícil de achar, né? Qual que é o... Exato. Toma cuidado com o dor. O corpo avisa. Se está doendo, tem alguma coisa errada. Está exagerando. Aquela dor depois da mudança de carga, quando muda o treino, aquilo que todo mundo costuma reclamar, e toda lorida, isso é considerado normal? Essa dor é lesão, é a inflamação, mas é esperado e é normal. A questão é que ela tem que durar pouco tempo e ela tem que ir melhorando. Se ela não for melhorando, tem alguma coisa errada. Perfeito. Aí é o ponto das pessoas já identificarem, se é uma dor, ok? Essa daqui, acho que... Já foi. Seis. Doutor, tem alguma comida que a gente deve evitar para não prejudicar a circulação? Ou alguma que ajuda? Rosa Maria de Natal. Puxa, tem várias que ajudam. São todos os antioxidantes, tudo que tem resveratol, fitoterápico, legumes, verduras, tem muita coisa boa. Aqui no canal a gente fala bastante disso. E de alimentos que pioram? Com certeza, as pessoas vão falar do colesterol e das gorduras, mas eu não quero falar isso, eu quero falar de uma forma diferente. Os alimentos que causam a inflamação, isso vai depender de pessoa para pessoa. Então tem que investigar. Isso é interessante também dos alimentos, quando a pessoa tem aquele problema de intolerância à lactose, por exemplo. Intolerância à lactose, intolerância ao glúten, extremamente comum. Esses alimentos, para essas pessoas, são venenos. Não adianta a gente ficar discutindo outras coisas menores, se a gente não resolve esse elefante na sala. A gente tem que identificar o que inflama cada um individualmente. Porque virou até um meme na internet, numa rede social bem famosa, um TikTok, as pessoas postando, dizendo que sei que eu tenho intolerância à lactose, por exemplo, e aparece a pessoa comendo algo que tem bastante lactose, e depois falar, eu prefiro sofrer as consequências do que deixar de comer algo que eu sei que eu tenho intolerância. Isso virou um meme, várias pessoas brincando com isso. Provavelmente jovens, e que não sabem que isso é cumulativo durante a vida. Vai pegar esse vídeo, e vai falar, puxa vida, se eu não tivesse feito isso por tanto tempo, talvez eu tivesse mais 10 anos de saúde. E é tratável essas intolerâncias? É mais fácil tirar, esses alimentos. Algumas são tratáveis, outras é mais fácil afastar o agente causador. Só esse assunto já vale um... Um podcast inteiro. Viver uma ideia. O livro, talvez, ficou no ar. Bom dia, Doutora Alexandre. A massiculação pode causar quais outros problemas de saúde? Como isso tudo está conectado? Márcia Lima, Belo Horizonte. Márcia, a cirurgia vascular está conectada com todas as outras especialidades, porque as artérias levam sangue para todos os órgãos. Se você está preocupado com essa tiroide, ela recebe sangue de alguma forma. Assim como o rim recebe sangue e tem que voltar o sangue. Então, é uma especialidade que a gente acaba fazendo uma interface com todas as outras especialidades. Então, por exemplo, tem até tratamento hoje em dia cirúrgico de obesidade, a cirurgia bariátrica, que está sendo feita com a embolização. Então, vai lá, entope a artéria que nutre o estômago e acaba diminuindo a fome. Então, a gente acaba tendo essa comunicação com todas as especialidades e, ao faltar sangue para qualquer órgão, vai acabar causando sintoma lá naquele órgão, daquela especialidade. Então, por exemplo, faltou sangue no cérebro, vai ter um AVC. É neurológico ou o problema é vascular? É ambos. Oi, doutor, o uso de salto alto pode afetar a circulação nas pernas? O que o senhor sugere para quem trabalha o dia todo de pé? Pernigomes são isso. Essa pergunta não falta nunca, né? Primeiro que eu não sei como as mulheres conseguem usar salto alto. É incrível. Cria uma resistência, como se o pé acostumasse. Eu fui numa entrevista num podcast com um homem que usa salto alto. Impressionante. Realmente, eu não sei como é possível andar com salto alto. Mas, de qualquer forma, a questão é, o salto alto diminui a amplitude de movimento dos pés. E aí não contraia a musculatura da panturrilha de forma que não bobeia o sangue de volta para cima. A questão da amplitude piora os sintomas vasculares. Mesmo que a pessoa não tenha doença vascular, ela pode começar a ter os sintomas da doença vascular. Agora, se tiver a genética para ter varízes, isso aí é uma pimenta, um tempero, para que tudo desencadei mais cedo. Agora, com essa pergunta do salto, me veio outra na cabeça que eu tenho certeza que muita gente até já cogitou alguma doença vascular de isso. Quando a pessoa usa salto alto, eu estou até sapato baixo para os homens que estão acompanhando e tem aquela dor muito forte, se fica muito tempo em pé, só que não aquele tempo exagerado. Ficou um tempo ali, duas horas de pé, já começa a sentir aquela dor insuportável para andar, mesmo com um sapato confortável. Isso é um sintoma de algum problema vascular? Não necessariamente. Tem uma pergunta que eu preciso fazer. A pessoa está em movimento ou ela está de pé parado? Por quê? Porque em movimento vai ter a contração muscular. Se ela está de pé parado, não vai ter. Então, essa pessoa, ela vai ter todos os sintomas de uma doença vascular mesmo não tendo a doença vascular. Um exemplo são aqueles guardas que ficam na frente do palácio de Buckingham lá, em Londres, né? Eles ficam de pé parado por horas e horas. Alguns desmayam até. Então, precisa compensar isso com o uso de meio elástica. Tem que ter compressão externa, senão não aguenta. Agora, se está em movimentação e está contraindo a musculatura pode ser uma fadiga muscular. Aí, às vezes a pessoa está tão sedentária tanto tempo, não está acostumada a andar assim e acaba tendo um cansaço, uma fadiga e tendo dor por causa disso. A contração, no caso moderado ali que não está andando demais, acaba ajudando? Ajuda, é boa. Acho que não fui claro. Contrair a musculatura é sempre bom. Sempre tudo na medida que a gente está falando, não pode ser muito, não pode ser muito. Varices são sempre um sinal de má circulação, tem alguma outra coisa que a gente pode fazer para prevenir Fernando Rocha Porto Velho. Varices é por definição um problema circulatório. Então, sim, Varices é má circulação. Agora, prevenir Varices é difícil, porque se você tiver a genética a probabilidade de acontecer é muito alta. O que você pode é postergando e não sentindo os problemas disso, fazendo tudo que a gente já falou. Exercício físico, hidratação, usando meio elástica, tudo isso vai ajudar a evitar a progressão se você tiver a genética. Se você não tiver a genética, maravilha continue fazendo tudo que a gente falou, mas a razão vai ser outra, só não vai ser prevenir Varices, vai ser prevenir outros problemas circulatórios. E para quem quer saber mais de Varices, já vou dar um spoiler que vai ter um episódio especial aqui também com o doutor Alexandre para falar sobre isso e tirar todas as dúvidas. Doutor Alexandre, quais são os riscos de ignorar sintomas de má circulação, quando é hora de procurar ajuda? Juliana Torres Florianópolis. O que vai doer em muita gente? Tem dois riscos de ignorar um sintoma vascular. Primeiro deles, os dois riscos mais graves, primeiro deles é amputação e o segundo deles é óbito. Então, a maior parte dos problemas arteriais e uma trombosa, embolia, quando a gente está falando do desfecho final da doença mais grave, ou amputação ou óbito. Então, por isso que a gente está falando de uma especialidade séria, uma especialidade que, se você tem os sintomas, por favor, vá atrás, converse, não é um especialista, não é uma coisa que você pode ignorar, jogar panos-mornos em cima e fingir que não está acontecendo, porque a doença vai continuar progredindo em direção ao que, ao pior que pode acontecer. Então, qualquer problema, identificado cedo e tratado cedo é fácil de resolver. Próxima e última pergunta. Doutor, o senhor pode falar sobre como a hidratação influencia na saúde vascular, beber água realmente ajuda? Aí, a gente se adiantou, Renata Alves Brasília. A gente já falou bastante disso, mas, assim, 95%, 99% do sangue é água, se não tiver água vai virar uma gelatina espissa que não consegue passar nas artérias e veias. Então, vamos hidratar todo mundo. É isso, Ricardo. Final, é a última pergunta. Bom, então, já adianto que o próximo episódio que a gente citou aqui vai ser sobre varices. Muito legal, já agradeço mais uma vez a sua participação. Aqui foi muito esclarecedor para todo mundo entender quais os riscos, como prevenir, e não deixar de tomar água. Que foi o principal aí todo ano com o ensimento. É isso aí, coisa simples, a disposição de todo mundo, né? Exato, tão fácil e tão difícil para algumas pessoas, como eu. Foi um aviso. Muito obrigada, doutor. Papo muito legal, esclarecedor. A gente vai deixar a playlist com os assuntos relacionados que a gente citou para quem ficou com alguma dúvida. Lipe Dema, que o doutor citou o livro que ele escreveu relacionado a isso. Também que a gente vai fazer que vai ser o próximo. Então, para quem ficou com alguma dúvida mais específica desses assuntos, pode conferir a playlist. Também pode comentar aqui no nosso vídeo o que você quer que a gente traga nas próximas vezes com o doutor Alexandre e também com os nossos outros especialistas. Até o próximo, doutor. Até mais, obrigado. Conto com a sua participação no nosso próximo episódio sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Tchau, até a próxima. Tchau, tchau.

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