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Reabilitação Pós-Cirurgia da Coluna: Dicas e Cuidados Essenciais

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Reabilitação Pós-Cirurgia da Coluna: Dicas e Cuidados Essenciais

A reabilitação pós-cirurgia endoscópica da coluna visa a melhora contínua dos sintomas e a prevenção de novos problemas. Deve ser guiada por um fisioterapeuta e

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Fisioterapeuta, o vídeo de hoje é para você, que cuida de pacientes que foram operados da coluna e também para você paciente que foi submetido a cirurgia, especialmente a cirurgia endoscópica da coluna. Tem muita coisa que eu já te falei na consulta, mas que eu gostaria de reforçar aqui para que possa ser compartilhado com o profissional que vai cuidar da sua reabilitação. Eu tenho outros vídeos que falam da técnica endoscópica que realizamos desde 2013 e que podem ser assistidos em nosso canal e também vídeos que falam dos cuidados pós-operatórios. Mas vamos lá, eu vou dividir em três doenças que são mais comuns de serem tratadas por endoscopia, a hernia de disco lombar, a estenose lombar e a hernia de disco cervical. Existem dois objetivos básicos nesse momento. Em primeiro, a melhora dos sintomas causados pelo problema que foi tratado cirurgicamente e que deve continuar melhorando. Em segundo lugar, prevenção de novos problemas na coluna. Existem alguns riscos envolvidos na reabilitação, por isso a melhor forma de realizar essa reabilitação é com um fisioterapeuta com experiência em coluna para reduzir a chance dessas complicações aparecerem. Então vamos lá para os três principais riscos nessa fase. Em primeiro lugar, recidiva da hernia de disco. Em segundo lugar, instabilidade da coluna. Em terceiro, dor que não esteja relacionada com essas duas situações. Eu costumo indicar o início da fisioterapia com cerca de duas semanas da cirurgia. E uma das grandes vantagens da endoscopia de coluna, como vocês sabem, é o mínimo dano às estruturas saudáveis da coluna. Portanto, o corte é menor do que um centímetro e a musculatura da coluna fica totalmente preservada na maioria das vezes, o que pode não causar nenhuma dor no pós-operatório e muitas vezes o paciente fica totalmente assintomático, acreditando estar apto para a maior parte das suas atividades. No entanto, a cicatrização do disco intervertebral que foi manipulado demora entre duas e seis semanas para se completar. E a inclusão de atividades que sobrecarreguem essas estruturas antes delas estarem preparadas pode levar a recidiva da ernia de disco ou então dor por outra causa, como contraturas musculares, inflamação articular ou dor no nervo que ainda está se recuperando. Por isso, é importante respeitar os limites do paciente. Não realizar movimentos que causam dor e com cuidado adicional se o paciente estiver usando de alguma medicação analgésica que pode estar mascarando a dor. Vamos separar agora em três situações principais em que a endoscopia de coluna é utilizada. Então, primeiro nos casos de hernia disco lombar, em que o disco foi manipulado, movimentos de flexão e rotação lombar são os mais arriscados antes de seis semanas, especialmente se forem forçados ou bruscos. Portanto, não devem ser realizados, assim como os exercícios que envolvam carga axial também aumentam a pressão no disco que está se recuperando. Parece lógico, mas eu já tive paciente que estava sentindo muito bem três semanas após o procedimento e na reabilitação foi passado aquele exercício leg press com uma carga quase habitual que o paciente usava antes do problema. O paciente teve uma dor forte na hora que se estendeu por dias, ou seja, esse é um exemplo de um exercício que envolve muita carga e muito esforço de musculatura que sustenta a coluna lombar e a carga acaba indo para o disco, não deve ser feito no pós-operatório. Um outro paciente fez um alongamento forçado, encolhendo as pernas e abraçando-as com força, que gerou dor importante por dias depois do exercício e acabou tendo no seu diagnóstico uma recidiva, uma pequena recidiva diérea de escala. Amos os pacientes estão bem, felizmente nada grave aconteceu, mas poderia ter acontecido. Então, vale o alerta que todos os exercícios têm o seu melhor momento para serem reinseridos e o fisioterapeuta é o melhor profissional para ajudá-lo nessa jornada nesse período. Certamente, se o paciente estiver evoluindo bem, é possível já trabalhar nesses momentos músculos de sustentação da coluna lombar, principalmente com exercícios isométricos e alongamentos ativos assistidos. Um breve comentário sobre as recidivas lombares, elas costumam acontecer em cerca de 5% dos casos operados. Ela está relacionada a movimentos errados no pós-operatório, sim, mas existem muitos outros fatores envolvidos, como diabetes, obesidade, tabagismo, a própria anatomia da coluna daquele paciente e também a técnica cirúrgica que foi empregada. Quando a recidiva lombar de disco acontece, ela gera uma frustração do paciente e dos profissionais que estão realizando os cuidados. Obviamente, paciente muitas vezes fica totalmente assintomático após a cirurgia e aparecimento da dor por recidiva gera essa frustração. Mas não é o fim do mundo, não significa em sucesso, pois tem tratamento e, na maioria das vezes, os pacientes melhoram sem necessidade de uma nova cirurgia. Agora, para os casos de estenose lombar, caso o disco não tenha sido manipulado, o risco de recidiva diarréica não existe e, geralmente, o paciente evolui nos exercícios mais rápido, mas de qualquer forma, ainda pode haver uma inflamação articular ou dor proveniente do nervo que ainda está se recuperando caso não se respeite os limites do paciente. Geralmente, são pacientes de mais idade em que mudanças de hábitos posturais podem ser ainda mais desafiadores, então a conversa entre o médico, fisioterapeuta e paciente nesse sentido é muito importante e, às vezes, apenas o auxílio para retorno às atividades habituais já é suficiente sem necessidade de mudanças radicais de postura ou de inclusão de exercícios desconfortáveis e, eventualmente, arriscados para esse indivíduo, que, como eu disse, muitas vezes já é mais idoso. Em terceiro lugar, nos casos de hérnia e disco cervical, como a carga axial é bem menor, os riscos maiores estão relacionados à movimentação excessiva ou forçada do pescoço. É importante já começar um trabalho de postura e fortalecimento de musculatura de cintura escapular, feitos de forma gradativa, e especial atenção aos alongamentos que devem ser feitos de forma leve e ativa, sem forçar demais esses movimentos. Os alongamentos passivos, especialmente se forem bruscos ou vigorosos, podem causar problemas. A recuperação costuma ser mais rápida do que na coluna lombar, mas os vícios posturais e a necessidade de prevenção de novos problemas na coluna são muito comuns nesse tipo de paciente. E esse momento que o paciente dedica para algumas sessões de fisioterapia podem ser utilizados já para começar o trabalho nesse sentido. Bom, outro componente da reabilitação é quando existe um déficit funcional ou motor de algum membro que tenha sido causado pela compressão do nervo na coluna. Geralmente, já existe uma recuperação inicial após a descompressão cirúrgica. E o trabalho fisioterapico já pode ser direcionado também para isso nas primeiras sessões. Com o nervo solto após a cirurgia, ele já tem todo o ambiente necessário para se recuperar e não se deve perder tempo, obviamente tendo todo cuidado com os movimentos que conversamos para cada situação. Movimentação ativa, passiva, eletroestimulação, enfim, o que for necessário e estiver no arsenal do fisioterapeuta para ser usado para recuperação rápida desse membro que foi afetado. Um pouco de dor no processo de reabilitação é normal, especialmente aquela dor de fadiga muscular ou aquela dor pós-exercício por acúmulo de ácido láctico na musculatura e que costuma aparecer depois de um, dois dias do exercício. Só que às vezes é muito difícil para o paciente diferenciar essa dor da dor que alertou inicialmente para a doença tratada e isso pode gerar uma certa ansiedade, medo e eventual frustração do paciente no processo de reabilitação. Por isso é importante dividir as preocupações com o médico e o fisioterapeuta responsável e sempre dar o retorno para esses profissionais explicando como foram os dias que seguiram a sessão realizada pela fisioterapia. Por fim, ao fisioterapeuta que está tendendo o paciente operado pelo nosso serviço, eu estou sempre à disposição para conversar e individualizar a reabilitação do nosso paciente. Não deixe de entrar em contato caso tenha alguma dúvida ou informação importante sobre o caso. Para você paciente, tem uma ótima reabilitação.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.