A Dra. Lorena Amato, endocrinologista, aborda a crescente prevalência da obesidade infantil, destacando que suas principais causas são o estilo de vida inadequa
Eu sou a doutora Lorena, endocrinologista do Instituto Amato e hoje vou falar sobre a obesidade infantil, um problema com prevalência cada vez maior na população pediátrica, por isso a importância de conscientizar os pais dessa doença. Dentre as causas da obesidade infantil, as principais são associação do estilo de vida inadequado, sedentarismo com hábitos alimentares inadequados. Menos de 5% dos casos são devidas de funções endocrinológicas, ao contrário do que pensam, muitas vezes, os pais. O sedentarismo deve ser abordado através do estímulo de atividade física, em grupo, preferencialmente, porque a criança obesa tem uma tendência natural ao isolamento e isso tem um prejuízo na formação do indivíduo. Em relação à abordagem nutricional, ela deve ser preferencialmente implantada aos poucos, de forma prazerosa, mais prazerosa possível, para que se trate de uma reeducação alimentar e não somente de uma dieta. O objetivo é que a criança goste e mude de fatos hábitos. É importante conscientizar que toda família, pais e irmãos, mesmo que não obesos, devem participar dessa mudança de estilo de vida para servir de estímulo e exemplo para a criança e também para já implementar hábitos saudáveis em toda a família que tem essa predisposição genética e obesidade. Nosso objetivo com a criança não é que ela perca peso, mas que pelo menos ela não ganhe, porque com o crescimento ela vai acabar deixando esse diagnóstico de obesidade. A criança obesa, se ela permanecer com esse diagnóstico, 40% delas vão tornar-se adultos obesos e caso ela chegue na adolescência com quadro de obesidade, até 70% vão permanecer obesos. Por isso que é importante, assim que os pais identificarem esse problema, eles já procurarem um tratamento com endocrinologista e para mais informações, vocês podem obter nas nossas redes sociais.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.