O vídeo explica o uso da espuma de polidocanol para o tratamento de varizes. Originalmente estudado como anestésico local na década de 50/60, o polidocanol reve
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Olá, sou o doutor Alexandre Amato e hoje vou falar como funciona a aplicação de espuma em varizes. Então, a espuma pode ser feita em várias substâncias, hoje em dia a gente utiliza bastante o polidocanol. O polidocanol é uma substância que lá na década de 50, 60, ele foi estudado como um anestésico local.
Então, ele tinha essa propriedade, no local que ele era injetado, ele causava uma analgesia, uma perda da dor no local. Mas eles perceberam, já nessa mesma época, que quando errava o local de aplicação e aplicava numa veia, por exemplo, essa veia acabava se fechando. E o efeito anestésico dele não era tão forte assim.
Então, ele deixou de ser utilizado como anestésico, hoje ainda tem uma situação em que ele ainda é usado como anestésico. Aquele nenê-dente que passa na gengiva de neném quando tá nascendo o dentinho pra diminuir a sensibilidade também é o polidocanol. Isso é o resquício do aspecto analgésico desse medicamento.
Hoje em dia, pro restante não se usa muito, mas só pra ver que como é utilizado pra criança, é uma substância muito segura. Então, percebeu-se que ele era mais eficaz pra fechar a veia do que como anestésico. Então, mesmo como um líquido, ao injetar na veia, ele causa aquela destruição da primeira camada de células que eu já falei, e causa uma trombose nessa veia, que vai levar a uma fibrose ao fechamento dessa veia.
Agora, o que foi descoberto depois de algum tempo, foi que quando a gente transforma essa substância, que ela tem uma característica de detergente, como se fosse um sabão. Quando a gente transforma essa substância numa espuma, pela técnica de Tessari, essa espuma é bem estável, e no momento em que a gente injeta na veia, essa espuma ocupa todo o espaço dentro da veia, encostando em toda a parede da veia. Então, quando a gente injetava o líquido, o líquido já se diluía no sangue, ele encostava de um lado, não encostava no outro, quando já estava um pouquinho lá pra frente, ele já estava mais diluído e não fazia tanto efeito.
No formato de espuma, ele empurra o sangue, ele ocupa o espaço da veia, encostando em todo o endotélio e tendo uma eficácia muito maior do que a substância líquida. Então, a espuma, ela nada mais é do que um esclerosante, líquido transformado em espuma ao adicionar oxigênio, ou ar ambiente, ou mesmo gás carbônico, que é mais inerte. Existem várias maneiras de se fazer essa espuma.
Aqui no Brasil, essa espuma é feita no consultório, no momento do procedimento, pelo próprio cirurgião vascular. Não existe a espuma comercial. Nos Estados Unidos, existe uma espuma comercial que vem num vidrinho, uma espuma extremamente estável, mas aqui no Brasil, nós não temos.
Mas nós temos a possibilidade de criar essa espuma na hora do procedimento. E é por essa técnica que eu falei, que é a técnica de tessare. Então, aplicando essa espuma dentro da veia, vai causar essa trombose, a fibrose e a veia vai acabar regredindo de tamanho, tratando então as varizes.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.