# Testosterona na Mulher: O Que Você Precisa Saber Antes de Usar A ginecologista Dra. Juliana Amato aborda um tema cada vez mais comum: o uso de testosterona e
Bom, eu preciso te alertar. A testo, ela tem uma indicação para uso em mulheres, mas antes de começar um tratamento, vale entender uma coisa. Esses sintomas sozinhos, eles não mostram que está faltando um hormônio.
Mas as perguntas e o tratamento podem ser diferentes para cada uma. O desejo, ele depende de muitos fatores, como o sono, a saúde emocional, a qualidade da sua relação amorosa, o uso de determinados medicamentos e o desconforto físico entram nessa avaliação.
O ressecamento vaginal, ele pode tornar a relação dolorosa. Se o contato passou a machucar, é compreensível começar a evitá-lo. Nesse caso, tratar a dor é uma parte fundamental do cuidado.
A indicação com melhor respaldo científico é o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres após a menopausa. Poxa, agora você deve estar se perguntando: "E o que é isso?" É uma redução persistente do desejo que causa sofrimento pessoal, avaliada depois de considerar outras explicações por que que esse desejo diminuiu.
Sua libido diminuiu? Você anda muito cansada? E você comentou com uma amiga que ouviu dizer que a solução é usar a testosterona? Bom, eu preciso te alertar.
A testo, ela tem uma indicação para uso em mulheres, mas antes de começar um tratamento, vale entender uma coisa.
Esses sintomas sozinhos, eles não mostram que está faltando um hormônio.
Existe uma situação em que a testosterona, ela pode sim ajudar, mas ela precisa ser bem indicada.
Eu sou a doutora Juliana Amato, médica ginecologista e vou explicar o que realmente precisa ser avaliado quando o desejo sexual muda.
Essa conversa começa antes de olhar qualquer resultado de exame.
Pense aqui comigo, duas mulheres que dizem a mesma frase: "Eu perdi a vontade de ter relação".
Uma sente dor toda vez que tenta ter intimidade.
A outra está sem dor nenhuma, mas percebe uma redução persistente do desejo que a incomoda.
A queixa parece igual, não é? Mas as perguntas e o tratamento podem ser diferentes para cada uma.
O desejo, ele depende de muitos fatores, como o sono, a saúde emocional, a qualidade da sua relação amorosa, o uso de determinados medicamentos e o desconforto físico entram nessa avaliação.
Você sabia que o uso de alguns antidepressivos, por exemplo, podem interferir na função sexual? Isso é motivo para conversar com o médico que prescreveu, mas sem suspender a medicação por conta própria, hein? E as mulheres que estão na fase de menopausa? O ressecamento vaginal, ele pode tornar a relação dolorosa.
Se o contato passou a machucar, é compreensível começar a evitá-lo.
Nesse caso, tratar a dor é uma parte fundamental do cuidado.
Aumentar um hormônio sem reconhecer esse problema pode deixar a causa principal sem atenção e sem tratamento.
Também a gente precisa falar sobre expectativas, gente.
Não existe uma frequência sexual obrigatória para cada casal.
Ter menos relações do que uma amiga ou do que você tinha aos 20 anos não define uma doença.
O que importa é entender se houve uma mudança persistente, se ela provoca um sofrimento em você e qual o contexto que isso aconteceu.
Existe ainda o desejo que aparece depois de um contato agradável e consentido, em vez de surgir espontaneamente antes de qualquer aproximação.
Isso pode fazer parte da sexualidade.
Não significa que a mulher deve insistir em uma relação que não quer, nem suportar dor para tentar sentir vontade.
E agora, onde a testosterona entra? A indicação com melhor respaldo científico é o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres após a menopausa.
Poxa, agora você deve estar se perguntando: "E o que é isso?" É uma redução persistente do desejo que causa sofrimento pessoal, avaliada depois de considerar outras explicações por que que esse desejo diminuiu.
Mesmo nessa situação, o tratamento exige uma decisão individual entre médico e paciente.
Agora, vamos falar um pouquinho de exames.
Não existe um número de testosterona no sangue que isoladamente diagnostique esse transtorno em mulheres.
Um resultado baixo não explica automaticamente o cansaço ou a falta de desejo e não cria por si só uma indicação de reposição.
Quando a testosterona é prescrita, exames podem ajudar a acompanhar a segurança e evitar níveis excessivos no seu sangue.
Essa é uma finalidade diferente de procurar um suposto número ideal que toda mulher deveria alcançar.
O objetivo também precisa estar claro.
A evidência para tratar um problema específico de desejo sexual não pode ser usada como promessa de emagrecimento, rejuvenescimento, ganho de massa muscular ou disposição para todas as mulheres.
São situações bem diferentes e há riscos.
Podem aparecer acne, aumento de pelos e a exposição excessiva pode causar alterações como engrossamento da voz, aumento do clitóris que pode ser irreversível.
A segurança do uso prolongado ainda tem limitações de conhecimento, por isso benefício e efeitos colaterais precisam ser revistos ao longo do acompanhamento médico.
No Brasil, a gente não tem ainda uma formulação de testosterona aprovada especificamente para o uso feminino.
Isso torna ainda mais importante discutir essa indicação, a formulação e as incertezas.
As diretrizes também não recomendam implantes manipulados como solução rotineira para essa queixa.
Na consulta, tente levar uma descrição concreta.
Quando a mudança no desejo começou, se existe dor, como está seu sono, quais medicamentos você usa e o que mais incomoda você.
Dizer "evito a relação porque dói" ajuda muito mais do que chegar apenas com a conclusão de que meus hormônios estão baixos.
Você merece ter essa queixa escutada com seriedade.
O caminho é entender o que está acontecendo e escolher um tratamento com objetivo definido, acompanhando se ele realmente melhora a sua vida.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.