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Submundo da ESTÉTICA Revelado: AmatoCast Ep 8

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Submundo da ESTÉTICA Revelado: AmatoCast Ep 8

O episódio aborda os riscos do "submundo da estética", destacando como a internet impulsiona a busca por procedimentos estéticos e cirúrgicos, muitas vezes de f

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Perguntas respondidas neste vídeo

Bom, então, o tema de hoje é o submundo da estética, né?

Então, a gente, aliás, essa ideia foi da Letícia, a Letícia é bem criativa, então a gente algumas vezes conversou, ela tem bastante ideia legal sobre saúde de dúvidas que podem ajudar o nosso público, o nosso público aqui do canal, ele é baseado em pessoas que estão interessadas em saúde, querem saber mais sobre alguns assuntos, então vocês que queiram saber mais, pode escrever aqui os temas, pode sugerir, podem ir no canal do Amato, no Instagram, também no meu pessoal, do Instagram também, que é amato.plástico.pro e também pode fazer perguntas lá.

Bom, e eu me comprometo dessa vez fazer dessa forma, tá bom?

Então, Bom, Letícia, você que programou, fez o roteiro, então fica com você as perguntas. Bom, vamos lá, então, os destaques do nosso episódio de hoje, que como o Dr. Fernando disse, é sobre esse submundo da estética, então nós vamos falar um pouquinho desses procedimentos, tanto cirurgia plástica, como também esses procedimentos estéticos que viralizaram na internet e agora começaram a ser realizados por pessoas que são considerados ali os não-médicos.

Então a internet ajudou pela busca desses procedimentos?

Com certeza a internet contribui muito para influenciar na decisão do indivíduo de procurar algum procedimento. Então ela pode influenciar positivamente quanto negativamente. E o problema que tem muita gente que abusa dessa informação e pode enganar.

Isso foi uma polêmica também, não é autorizado ou não é ético os médicos terem esses facilitadores, que eles pegam esses procedimentos, perguntam quais são os valores para esse especialista da área da saúde e passam para essas pessoas que estão procurando esse procedimento, porque não tem como dizer quanto vai custar um certo procedimento, uma certa cirurgia, sem de fato ver a pessoa ter um primeiro contato ali, inclusive exames, né?

Exatamente, essa parte do profissional passar uma tabela, ah, essa é minha tabela, óbvio que os meus valores seguem um padrão, eu tenho uma tabela minha, mas se eu falo que eu vendo uma cirurgia, portanto, o paciente vai lá e escolhe a cirurgia que ele quer, não, eu quero essa, não, não, mas você precisa fazer isso, não, mas escolher aquela.

Então, essa é uma relação, eu vou dar a minha interpretação, porque acho que talvez até um advogado pudesse dar uma informação um pouquinho mais rica, mas como que eu recomendo que um médico faça, que oriente isso desde o começo?

Fale para o paciente, olha, vou fazer essa cirurgia, o custo é esse, se tiver algum material a mais, vou ter que te informar, então, por exemplo, precisei usar um fio que custa mais caro, o médico não pode assumir isso.

Transcrição completa do vídeo

Olá pessoal, bem-vindos mais a um AmatoCache. Hoje a gente tem algumas novidades, vamos fazer algumas adaptações aqui no nosso canal. A gente tem uma convidada apresentadora, então a Letícia, a minha moto, vai estar aqui com a gente apresentando os próximos episódios. Alguns a gente terá convidados, então pode ser que eu esteja participando junto na moderação, na entrevista, mas dessa vez, nesse episódio a gente vai falar sobre o submundo da estética, submundo da cirurgia plástica. Então, nesse caso, eu vou ser o entrevistado e muito obrigado, Letícia, por topar, a participar e ajudar a gente nessa empreitada e nesse nosso canal AmatoCache. Obrigada a você, doutor, pela oportunidade, a gente começou como, ali eu estava te entrevistando, virou uma amizade também. Agora, obrigada pela oportunidade de estar aqui com vocês no AmatoCache. Inclusive, aproveitar para que as pessoas que são fãs de televisão já podem ter me visto em alguma reportagem por aí, eu trabalho também em televisão e é uma oportunidade muito boa, porque além do jornalismo, eu sempre me interessei pela área da saúde, então já é um assunto que eu sempre me identifiquei, gosto bastante de falar e acho uma oportunidade excelente para a gente falar sobre tudo que está acontecendo de relevância, não só na internet, como também na mídia, enfim, os assuntos mais importantes relacionados à estética e hoje a gente vai falar sobre algo que tem viralizado e muito nessa questão de procedimentos que ficaram famosos. Enfim, conto com vocês, conto com a audiência e participação de vocês aqui no AmatoCast. Muito obrigada pela confiança, doutor. Muito obrigado. Bom, então, o tema de hoje é o submundo da estética, né? Então, a gente, aliás, essa ideia foi da Letícia, a Letícia é bem criativa, então a gente algumas vezes conversou, ela tem bastante ideia legal sobre saúde de dúvidas que podem ajudar o nosso público, o nosso público aqui do canal, ele é baseado em pessoas que estão interessadas em saúde, querem saber mais sobre alguns assuntos, então vocês que queiram saber mais, pode escrever aqui os temas, pode sugerir, podem ir no canal do Amato, no Instagram, também no meu pessoal, do Instagram também, que é amato.plástico.pro e também pode fazer perguntas lá. Como a gente está fazendo alguns ajustes aqui nessa nossa transmissão, não vamos deixar o chat aberto dessa vez para poder, a gente conseguir coordenar melhor as informações, então quem tiver alguma pergunta pode se mandar no vídeo do YouTube, pode mandar no nosso Instagram e lá a gente tenta responder individualmente. Bom, e eu me comprometo dessa vez fazer dessa forma, tá bom? Então, Bom, Letícia, você que programou, fez o roteiro, então fica com você as perguntas. Bom, vamos lá, então, os destaques do nosso episódio de hoje, que como o Dr. Fernando disse, é sobre esse submundo da estética, então nós vamos falar um pouquinho desses procedimentos, tanto cirurgia plástica, como também esses procedimentos estéticos que viralizaram na internet e agora começaram a ser realizados por pessoas que são considerados ali os não-médicos. Nós vamos explicar também o que seria de fato essa definição. Vamos trazer um caso de uma mulher em Goiânia que foi detida depois de fazer uma sala de cirurgia plástica, como se fosse uma clínica, ou melhor, uma clínica clandestina na casa da mãe. Ela utilizava motor de geladeira para fazer esses procedimentos, como por exemplo, lipoaspiração. E também vamos falar sobre o Brasil ser o segundo país no mundo que mais realiza intervenções cirúrgicas. Vamos trazer esses dados. Então, Dr., para a gente iniciar, queria comentar sobre essa questão das redes sociais, porque muitas vezes essas pessoas começaram a fazer esses procedimentos com preços mais atrativos, postam ali antes e depois nas redes sociais, é uma facilidade de fazer esses procedimentos. Isso é um dos motivos para as pessoas começarem a procurar, mas a gente consegue perceber que alguns procedimentos ficaram mais famosos, mais famosos inclusive, depois desse antes e depois de uma forma mais rápida, que mostra uma recuperação ali, como se a pessoa já saísse pronta, já tivesse esses valores mais atrativos. Então a internet ajudou pela busca desses procedimentos? Com certeza a internet contribui muito para influenciar na decisão do indivíduo de procurar algum procedimento. Então ela pode influenciar positivamente quanto negativamente. E o problema que tem muita gente que abusa dessa informação e pode enganar. Então o antes e depois é muito polêmico, porque não é que seja proibido o antes e depois no mundo. Na verdade o antes e depois tem países que não tem problema, mas no Brasil ele é antiético, ou seja, a gente tem um conselho de medicina que é contra o colocar uma foto de antes e depois. Mas você fala assim, poxa, mas eu vou fazer uma cirurgia com o médico, eu quero ver os resultados dele. Mas quando você coloca antes e depois, você acaba prometendo um resultado. E na medicina a gente não pode prometer um resultado, porque cada indivíduo comporta de uma forma diferente a cada procedimento, a cada tratamento. Então quando a gente promete resultado, a gente tem que entregar o resultado. Então acaba indo numa outra esfera, então uma esfera jurídica que muitos juízes já enxergam que a cirurgia plástica tenha que entregar o resultado. Mas muitos procedimentos que a gente realiza, eles não são de tratamento reparador. Então a gente não sabe como vai ser o comportamento do indivíduo, a cada cirurgia, do corpo. Cada corpo tem um comportamento diferente, às vezes pode ter uma infecção, às vezes pode ter uma alergia, às vezes pode ter uma rejeição. Então tudo isso tem que ser considerado. Então o antes e depois é o problema, é a promessa. Mas tem maneiras de você ver antes e depois e conhecer o seu médico, às vezes conhecer outros pacientes que fizeram o procedimento, às vezes ir por uma indicação de um colega, de um amigo, de uma vizinha, de uma prima, isso facilita. E eu acho que mostrar para o paciente alguns antes e depois, desde que seja antes e depois reais, mostrando casos que evoluíram super bem, casos que tiveram uma evolução ruim, para mostrar uma cicatriz, para ensinar o paciente, não tem problema. Você explicar uma cicatriz para o paciente de forma educativa, isso é positivo, mas também não pode se caracterizar como uma venda, como um catálogo, como um panfleto. Então o antes e depois é um grande perigo e nas mídias sociais está cheio de colegas, médico e não médico, colocando foto de pré e pos de tratamentos e isso com certeza que quem coloca num catálogo, não vai colocar os casos reais, medianos, vai só colocar os melhores casos e ainda assim, vai colocar um Photoshop, vai dar uma melhorada, vai dar uma... Exatamente, para poder vender. Então esse é o grande perigo da internet, do pré e pos. Com certeza, inclusive isso tem muita relação com a questão de valores, porque muitos pacientes, eu inclusive acredito que deve acontecer aqui na sua clínica também, de já procurar, mandar uma mensagem ali e ligar, já perguntando valores, inclusive um médico bastante reconhecido, viralizou nas redes sociais, em diversas reportagens, veículos de comunicação, que mostraram que a pessoa entrava em contato e ele já passava o valor ali da cirurgia, inclusive tinha uma clínica, não sei se a gente pode dizer realmente uma clínica, mas tinha um facilitador. Isso foi uma polêmica também, não é autorizado ou não é ético os médicos terem esses facilitadores, que eles pegam esses procedimentos, perguntam quais são os valores para esse especialista da área da saúde e passam para essas pessoas que estão procurando esse procedimento, porque não tem como dizer quanto vai custar um certo procedimento, uma certa cirurgia, sem de fato ver a pessoa ter um primeiro contato ali, inclusive exames, né? Exatamente, essa parte do profissional passar uma tabela, ah, essa é minha tabela, óbvio que os meus valores seguem um padrão, eu tenho uma tabela minha, mas se eu falo que eu vendo uma cirurgia, portanto, o paciente vai lá e escolhe a cirurgia que ele quer, não, eu quero essa, não, não, mas você precisa fazer isso, não, mas escolher aquela. Então, às vezes, por exemplo, é muito comum ver isso em próteses de mama, a paciente entende que a prótese de mama vai levantar a mama e às vezes ela tem flacidez de pele por conta da gestação, tem, o mamilo está mal posicionado, então o reposicionamento da aréula e retirada de pele é uma mastopexia, é outra cirurgia, não só colocar um implante. Então, é muito difícil você explicar isso para o paciente, qual a cirurgia, você vai dar uma tabela para ele para escolher e dessa forma, a pessoa vai estar escolhendo o profissional pelo valor, então ela vai escolher o mais barato, então o mais barato pode ter um custo muito caro. Então, procedimentos baratos, eles têm que, eles têm diversas maneiras de você deixar um procedimento mais barato e muitas vezes é simplificando alguns processos, então, numa prótese de mama, o barato pode ser colocar um implante de uma qualidade inferior ou padronizar o mesmo implante para todos os pacientes, então para você conseguir negociar o valor. Outra maneira de você conseguir abaixar o valor é fazer mais procedimentos durante o dia, em vez de fazer uma, duas cirurgias, fazer cinco, seis iguais. Agora, você gostaria de ser a primeira paciente que o médico está fazendo, sabendo que vai operar mais cinco, seis depois, então ele vai fazer com pressa ou você vai querer ser o último paciente que ele já operou cinco, seis e está cansado. É difícil, eu acho que todos vão ser prejudicados quando tem essas simplificações para viabilizar uma cirurgia mais barata. Então, tem médico que acaba operando sozinho, sem nenhum outro colega médico ou cirurgião plástico, às vezes só com uma instrumentadora, às vezes pode economizar na anestesia, não usar um anestesista, às vezes ele mesmo fazer anestesia e fazer todo o processo, existe isso, existe. Ou fazer com anestesia local, então tem várias maneiras de baratear um procedimento, mas quem vai sair prejudicado é o paciente. Quando ele começa a procurar o procedimento mais barato, ele vai encontrar o mais barato e vai ter um preço isso. Então, eu não recomendo o que procure pelo mais barato, mas é o que eu tenho acesso, tudo bem. Mas tente ver dos mais baratos aquele que te dê confiança, que vai trazer um resultado adequado, que te vai te fazer num hospital com segurança, vai te trazer de volta do procedimento. Às vezes tem gente que vai operar em outro país, tem gente que faz cirurgia e está me falando que fez na casa da mãe, ali por aspiração com aspirador adaptado de motor de geladeira. Então, o risco de fazer procedimentos baratos é que o barato pode ter sido algo no processo, pode prejudicar o paciente. Legal. E qual que é o limite do médico que está ali pelo responsável pelo procedimento estético, a cirurgia, mais especificamente, no momento em que está acontecendo esse processo? Por exemplo, a pessoa teve uma complicação, qual que é o limite no sentido assim, o que já faz parte desse valor que já foi pré-estabelecido e o que pode acontecer, por exemplo, a necessidade de uma segunda cirurgia, procedimentos que não estava ali previsto para aquele paciente e que acabou sendo necessário? Então, essa é uma relação, eu vou dar a minha interpretação, porque acho que talvez até um advogado pudesse dar uma informação um pouquinho mais rica, mas como que eu recomendo que um médico faça, que oriente isso desde o começo? Fale para o paciente, olha, vou fazer essa cirurgia, o custo é esse, se tiver algum material a mais, vou ter que te informar, então, por exemplo, precisei usar um fio que custa mais caro, o médico não pode assumir isso. Então, mas no momento que ele vende só a cirurgia, ele acaba se responsabilizando por isso. Agora, quando ele vende o meio e ele fala, olha, se eu precisar de mais algum material, é mais fácil explicar isso para o paciente. E agora, num retoque, uma reoperação, tem que ter o bom senso. Então, eu recomendo que os custos sejam compartilhados. Então, se eu fiz uma cirurgia de mama e eu precisar fazer uma reoperação, eu não posso pagar o hospital, o anestesista, toda a equipe ter todo um custo, mas eu não preciso me pagar também, né? Então, geralmente eu tiro o custo meu e da equipe e essa parte de gastos, de materiais e hospitais, o paciente acaba assumindo. Então, isso é uma maneira de lidar com essas dificuldades numa complicação. E eu acho importante isso, porque ela é parte do relacionamento médico e ele precisa existir quando você vai fazer uma cirurgia. Eu brinco com as pacientes, que a paciente chega, e eu sinto isso, que a paciente é a única cirurgia que ela fez na vida. Por mais que seja, para mim seja, sei lá quantas cirurgias eu já fiz, aquele evento para a paciente pode ser único. Então, precisa conversar com a paciente mais de uma vez. Não pode ser ver a paciente no dia da cirurgia e operar. Você precisa ver a paciente, pedir exames, ver o exame, marcar a cirurgia e tirar todas as dúvidas antes. E se fizer um termo de consentimento e um contrato, melhora esse relacionamento para o paciente saber o que ela tem direito, o que ela não tem direito, o que pode fazer, o que está incluso, o que não está incluso. Então, esse relacionamento tem que ser bem claro. Então, se tivesse um advogado, eu queria que faça um termo de consentimento, explicando o procedimento e tenha um contrato de relação. Qual que é o compromisso que cada um tem? Porque não é só um médico com o paciente, o paciente também, para o pós-operatório. Não adianta estar lá na orientação do paciente e voltar em tanto tempo, ele não volta, tirar os pontos em tanto tempo, não volta, fazer drenagem nefática, fisioterapia, ele não faz, usar a cinta. Então, tudo isso também faz parte da responsabilidade do paciente para ter um resultado. Então, essa relação tem que ser contratual. O verbal é muito importante, o relacionamento médico-paciente, mas estar escrito simplifica esse relacionamento. Então, tem muitos pontos aí que são analisados, que são questões que precisam ser bem explicadas, bem conversadas com esses médicos, com as pessoas que vão fazer esses procedimentos, e é algo que, voltando para falar um pouquinho da internet agora, as pessoas vendem esses pacotes, vendem esses pacotes mais baratos, com resultados rápidos, e ignoram esses riscos, não conversam com o paciente, sobretudo, o que pode acontecer de uma forma geral. Inclusive, tem várias pessoas que utilizam de outras profissões para se dizerem que também entrem aí como esses facilitadores na medicina, os chamados não-médicos, que nós chegamos a conversar ainda no início aqui da nossa conversa. Então, por exemplo, o biomédico, que começa a fazer outros procedimentos, que são dentistas, que também passaram a fazer algumas intervenções até mesmo cirúrgicas. Qual que é o limite disso, doutor? Qual que é a atenção que a pessoa deve ter no sentido de escolher o profissional sabendo se ele realmente está apto a isso ou não? Porque tem muita essa discussão agora, o que o cirurgião pode fazer, o que o dentista pode fazer, o que o biomédico está apto a fazer, como que a pessoa pode se blindar e realmente ter essa confiança na pessoa que ela escolheu para fazer o procedimento, seja qual for. No Brasil, às vezes eu acho que a gente está num faroeste, cada um por si. Infelizmente, por mais que a gente tenha regras, tenha leis, a gente, no Brasil, a gente vê cada um fazendo o que quer fazer e vendendo e ganhando dinheiro. Muitas vezes o dinheiro que se ganha com os procedimentos pagam advogados e permitem que as pessoas façam isso. Então, na medicina, a gente vê que até médicos também tentam fazer procedimentos que não são habilitados para isso. Então, principalmente na medicina estética, tem a gente que se fala que é médico estético e fez ginecologia, fez endocrinologia, fez o torácico e acaba aproveitando. Não, vou fazer isso também. Não quer dizer que essa pessoa esteja habilitada para fazer o procedimento, se tem um treinamento para isso. Quando a gente fala em erro médico, a gente tem três pontos que a gente tem que observar. Se a pessoa é imperita, não tem capacidade para fazer aquilo, se ela é negligente, se ela negou alguma coisa, se ela é imprudente. Então, esses são os três pontos pilares para falar de um erro médico. Mas, se a pessoa fez um curso de final de semana de um procedimento, ela acaba falando que ela tem habilitação para aquilo. Então, tem muitos cursos que não são reconhecidos pelo MEC, que acabam viabilizando essas pessoas fazendo os procedimentos. Isso já é um problema que a gente tem da medicina há muito tempo. Agora, dentista começou a... Não, eu tenho que tratar a ATM, vou fazer botóxicos. Realmente, para a ATM, a toxina botulínica, ela é uma alternativa. Já que eu faço a toxina botulínica aqui, eu quero fazer a toxina botulínica na testa, eu quero fazer em outros lugares. Então, ele acaba... Eu já compro o produto, já consigo comprar o produto e começa a vender mais tratamentos. O ácido hialurônico, ele também quer fazer preenchimento. Vou preencher no lábio, porque se eu já preenche no lábio, porque eu preciso tratar o dente que está mais visível. Então, eu sou habilitado para o preenchimento, vou preencher e já vi gente vendendo até preenchimento íntimo, sendo dentista. Então, o farmacêutico, como ele manipula os materiais, eles também estão vendendo o preenchimento glúteo, o preenchimento corporal. E isso cada vez vai crescendo mais nessas especialidades nas áreas médicas. Por exemplo, o biomédico. O biomédico não é médico. E não tem uma formação examinando pacientes, vendo complicação, vendo doenças. E na medicina, a gente fica 6 anos de formação integral mas na cirurgia plástica são 5 anos de formação de residência e não sei se já não aumentou, porque eram 2 anos de cirurgia geral e 3 anos de cirurgia plástica. Se eu não me engano, a cirurgia geral já foi para 3 anos. Então, 12 anos de formação para você poder iniciar esses procedimentos. Uma faculdade de biomedicina e de enfermagem são 4 anos. Então, isso muda muito. Faz diferença na hora de propor um tratamento. E as complicações, por exemplo, um preenchedor, ele não é tão simples, por mais que o preenchedor com ácido hialurônico ele é absorvível, se for injetado em um vaso, pode ocluir esse vaso e ter, por exemplo, uma necrose de pele. Então, se for injetado no nariz, pode ter, ou nessa região do bigode chinês, pode ter uma necrose da ponta do nariz. Se for em preenchimento na região da testa, às vezes pode dar uma oclusão ocular e a pessoa ficar cega. Então, tem riscos que, muitas vezes, a ignorância permite que essas pessoas façam, porque elas nem imaginam o risco. Eu tenho medo de fazer preenchimento mesmo fazendo preenchimento. Então, toda vez esse medo faz parte de quando a gente vai fazer o tratamento, a gente tem que ter esse medo para a gente evitar complicações, tomar medidas para que não acontecem as complicações. Então, isso é muito importante quando a gente vai fazer um procedimento. Agora, esses não-médicos da área da saúde podem ser um risco. Por isso que existe essa briga. Então, os conselhos das especialidades falam que eles podem, mas não dão nem treinamento para isso e nem cobram esse treinamento na formação. Então, para eles, tudo bem. Mas acaba que a complicação, muitas vezes, acaba vindo para os médicos, muitas vezes para os cirurgiões plásticos, porque muitas vezes é necrose de PL, deformidades, ou uso de materiais mais baratos. Às vezes, usam preenchedores que não deveriam ser usados para aquela finalidade, preenchedores definitivos, como o PMMA e, às vezes, até silicone industrial, que não deveria ter uso médico. Então, a gente vê muito isso dessas outras especialidades, dessas outras áreas, ou mesmo para ficar mais barato, usam, por exemplo, a toxina botulínica diluída mais vezes, então não vão ter o efeito desejado, aumenta o risco de complicação e eu não sei se vale a pena pagar mais barato para aumentar o risco. Inclusive, isso acaba entrando na questão das redes sociais, esses procedimentos acabam viralizando, as pessoas procuram com mais facilidade e dá uma naturalizada nesses procedimentos, mas pelo que você falou, é algo que pode trazer riscos graves, não é um simples preenchimento, algo que acabou virando uma coisa bem natural mesmo, que as pessoas procuram ali como se vou fazer um preenchimento aqui, daqui a pouco já vou fazer outro, já como se fosse realmente algo que virou rotina das pessoas. Então, na sua avaliação, há necessidade de uma fiscalização maior por conta desses não-médicos? Então, na medicina a gente já tem uma fiscalização e um conselho de medicina, que nem eu falei da foto para a hipó, já tem uma fiscalização, existe uma fiscalização. Agora, esses outros conselhos, eles liberam os procedimentos, mas não fazem fiscalização, então, tem muitas faculdades, então a pessoa procura um caminho mais curto, em vez de fazer 12 anos de informação, faz 4 anos de informação e acaba propondo esses tratamentos, ganha dinheiro porque na estética isso é grande, quando tem uma complicação a pessoa foge. Então, não é incomum, como médica, a gente que fez procedimento se arrependeu, porque fez o procedimento com esteticista, com algum outra pessoa biomédico, enfermeiro, e acaba tendo uma complicação e essa pessoa sobe, foge. Não que não tenha pessoas não-médicas, que não tenham bons resultados, isso não é um só hipócrita de falar até mesmo, tem pessoas que têm treinamento para isso, a indústria farmacêutica, muitas vezes treina essas pessoas, então tem gente boa, que pode ter bons resultados, mas a grande maioria, vão ser de pessoas querendo ganhar dinheiro e quando alguém quer ganhar dinheiro o dinheiro quer ganhar muito rápido, então vai vender mais barato, um material de pior qualidade, e quando tiver complicação vai sumir, esse é uma coisa de vista. Doutora, agora um caso que eu tenho certeza que vai chamar muito sua atenção, a gente já chegou a comentar agora no início aqui do podcast, mas vou trazer mais detalhes. Nos últimos dias esse caso parou Brasil, chamou muita atenção também das autoridades, de todos os médicos que souberam dessa situação, uma mulher de 42 anos foi detida pela polícia depois de fazer uma clínica clandestina na casa da mãe, ela utilizava ali objetos mesmo caseiros para fazer seus procedimentos estéticos, inclusive um motor de geladeira para fazer parte desses procedimentos, como por exemplo, a lipoaspiração além da lipo, ela também oferecia lipo de papada, rinoplastia e fazia todos esses procedimentos dentro da casa da mãe, como eu disse agora pouco. Bom, a polícia chegou nesse lugar, aprendeu todos esses objetos, esses instrumentos, é que a gente pode dizer assim que eram utilizados para esses procedimentos e chegou até essa mulher por conta de uma paciente que fez ali um procedimento, teve uma complicação e procurou a polícia. A polícia descobriu que essa mulher já atuava pelo menos desde 2022, então já há bastante tempo e não sabe ainda mensurar quantas mulheres faziam esses procedimentos, ela oferecia tudo isso pela internet, conversava a polícia já tem mensagens que eram trocadas entre essas mulheres e a responsável que oferecia esses procedimentos, essas intervenções e chamou muita atenção por conta do estado que a polícia encontrou essa casa, quando conversou com essa mulher, os detalhes que ela explicou em relação a isso, e claro, o principal motor de geladeira, assim, acho que é até difícil citar quantos riscos essas pacientes corriam de chegar nesse lugar e aceitar aquela situação, porque, claro, muitas vezes elas poderiam não saber que realmente o motor que era utilizado ali foi tirado da geladeira, mas é uma coisa que você chega no local e você percebe que é na casa uma pessoa, sem nenhum tipo de tratamento, caso a pessoa tenha uma complicação ali, enfim, o que a gente pode citar que poderia ter acontecido de forma mais grave com essas mulheres ali? Bom, ao zero, acho que todas que fizeram poderiam ter morrido, simples, existem três complicações que matam o paciente em um procedimento e qualquer procedimento cirúrgico, trombose, sangramento e infecção, então, vamos lá, esses são os três principais riscos de qualquer procedimento mesmo em ambiente hospitalar, ambiente seguro nesse caso fazer um ambiente que não tem o mínimo de segurança, é pedir para ter os três, né, mas eu vejo principalmente a infecção, um risco de infecção porque os materiais não são liberados pela ANVISA, a ANVISA é uma agência sanitária extremamente criteriosa, né, então no Brasil a gente pode ter alguns departamentos alguns sistemas funcionam muito bem e a ANVISA funciona, então ela tem um controle disso e o controle é a segurança, então usar um motor de geladeira não é um material apropriado para essa finalidade e a gente não sabe qualquer higiene local, não é só a infecção, às vezes a pressão usada não é adequada, né, então, mas eu fiquei pensando assim, eu tenho geladeira velha, eu vou ver se eu adapto ela, né, porque com essa vontade, mas não é a ideia, não é essa, então a gente tem o ambiente na casa da mãe, né, e se tem uma complicação, né, um sangramento como vai chamar a ambulância? O hospital tem que, o hospital é extremamente criterioso, a gente tem um dia, né, no Instituto Amato, um hospital dia, e a gente tem duas salas cirúrgicas, e a quantidade de coisa que a gente tem para ter rastabilidade dos processos, dos medicamentos, dos equipamentos, da esterilização, tudo isso é importante para o funcionamento e a gente tem que estar revendo, tem que fazer treinamento, às vezes mudam um funcionário, porque a gente precisa treinar, então simplesmente uma pessoa sair fazendo na casa, isso é pedir para perder o rio, né, a pessoa brinca, né, foi para outra cidade e voltou sem o rio, né, porque a gente não sabe o que pode ser feito nesses lugares, não sabe, não sabe porque a pessoa é tudo, vale tudo por dinheiro, então acham que estão economizando, mas a vida vale muito mais do que a cirurgia feita na garagem, né, então acho que eu não consigo nem se me conta isso, eu fico abalado, eu não sei se eu fico quieto, não sei se eu choro, não sei se eu fujo, não sei se eu desisto, porque a medicina às vezes fica lamentável quando a gente ouve histórias como essa, e não pode seguir desse caminho, né, senão a gente não tem, enfim, é um risco muito grande, é morte, não sei quantas pessoas poderiam ter morrido, e se não morreram e enterraram no jardim também, né, porque se está na cozinha, o jardim está a dois passos de lá. Agora, Torce, para essas mulheres que já fizeram os procedimentos, não começarem a procurar a polícia com essas complicações, porque uma já foi identificada, que teve esse problema, e um detalhe muito importante que eu lembrei também agora, ela chegou a dizer para a polícia que ela fez biomedicina, teve problemas ali para pegar o diploma, então nem o diploma de biomédica, ela chegou a apresentar para as autoridades, além disso, ela disse, doutor, que ela trabalha como auxiliar numa clínica de cirurgia plástica, ela disse que por acompanhar o doutor nos procedimentos, ela se sentia apta a fazer os mesmos procedimentos, e que por isso, ela oferecia esse serviço mais barato, bem mais em conta na casa da mãe. Então, essas conversas também que a polícia teve, ela já a pessoa procurava, e nas conversas, inclusive, a gente pode tentar procurar para mostrar para o pessoal, mas que as pessoas, as mulheres perguntavam, você faz rinotlastia, você faz lipospiração, e ela falava faço sim, a mulher perguntava qual é o valor do procedimento, e ela já dava o valor exato, e ela até, a pessoa perguntava, há quanto tempo de recuperação? Ela falou, não, é rapidinho, tanto tempo, daqui dois dias você já está bem, algo assim, bem, ela já afirmava tudo, né, que foi o que a gente falou, não tem, cada pessoa tem uma resposta, né, cada pessoa seria um certo procedimento, mas que ela acompanhava ali o doutor, que ela trabalhava junto, inclusive ele está sem investigado também, se teve alguma relação ali de ajudar, de ensinar, talvez algum procedimento, mas entrou nessa investigação também, viu, doutor? E sim, eu acho que o médico tem que ser investigado, porque está ali, né, provavelmente não deve ter não deve ter relacionamento, mas a investigação, ela tem que ser completa, ela não pode excluir o erro de ninguém, mas até mesmo pelo controle de medicações, então talvez ela possa até ter investigado medicações da clínica, então, por isso que o controle de estoque é importante, então se tiver um conforto, tem que ser notificado, tem que se fazer, feito boletim de ocorrência, então muita coisa que precisa ser esclarecida e precisa ser investigada, né, difícil falar quem pode estar ser culpado também, mas realmente a pessoa que está fazendo isso, ela tem que ser presa, porque senão ela pode matar alguém, né, e eu vejo às vezes na medicina, eu acho que deveria fazer um psicotécnico assim médico, né, muito mais ainda essas pessoas que não são médicas, fazendo procedimentos achando que não, tá tudo bem, tá tudo bem, colocar o macano lá ali e sair, ele aspirando, vai furar rim, vai furar fígado, vai furar pulmão e vai matar algumas pessoas, e a gente pensa nas essas vidas que podem ser poupadas, ou talvez as que não foram, né, então a gente tem que ter responsabilidade, mas realmente eu tô assustado com isso aí, eu tô com muito medo, mas não por favor, gente, não faça o que é barato, tem a certeza da segurança do ambiente, do profissional que tá ali, médico, você consegue checar no site do conselho regional do seu estado, então no São Paulo é o Cremesp, você vai lá, coloca o nome do médico, o CRM, é fácil de encontrar se o médico e se ele é especialista, se for cirurgião plástico você consegue até no site da sociedade brasileira de cirurgia para você consegue saber se ele é cirurgião plástico reconhecido pela sociedade, então precisa ter mais informação, então não procure o mais barato tome cuidado com o mais barato, porque pode ser um abismo, sem fim. Realmente, nesse caso, inclusive dessa mulher de 42 anos que foi presa, se não termo na polícia e acabou não ficando presa, ela tá respondendo em liberdade, agora a polícia procura essas outras vítimas, inclusive pede para que se alguma mulher tenha passado por um procedimento estético com ela que procure as autoridades, então também fica aí não alerta, doutor, que às vezes, em muitas situações as pessoas fazem esse tipo de procedimento, não é responsabilizada, então vai dar atenção desses pacientes para, também tá ligado ali, claro, não tem que culpar a mulher que procurou não, ela não é culpada, ela é vítima, ela é vítima, porque ela vai em um sonho, encontrar tentar realizar um sonho, ela tenta o mais barato, que ela consegue, e ela acaba sendo vítima, eu lamento mesmo gostaria de ajudar todo mundo, mas eu acho que cirurgia plástica tem uma responsabilidade, tem um custo, então realmente tem que encontrar o melhor momento para fazer, e eu acho que a vida tem um preço muito maior. Bom, agora a gente já falou um pouco de preenchimento labial, mas entrando em mais detalhes, que é um procedimento que viralizou demais, por conta das redes sociais principalmente por causa de várias celebridades, inclusive começou em 2017 com a Kylie Jenner que começou a apostar sobre esse preenchimento labial, e acabou virando uma febre, hoje em dia muita gente procura já citamos aí alguns riscos desses de vários tipos de preenchimento, mas vamos falar mais um pouquinho sobre isso que está sendo muito procurada, inclusive eu vi que está entre o top 10 aí dos procedimentos estéticos mais procurados nos últimos anos, relacionado à face, das mulheres, então o que a gente pode dizer sobre esse procedimento? É algo realmente arriscado, o que pode acontecer? O preenchimento labial? Olha, o preenchimento labial, ele é um procedimento tranquilo, se a gente for fazer com segurança, com material apropriado para isso, até o ácido ialurônico ele parece ser um único material, mas não, ele é, ele tem várias densidades diferentes, então tem vários no mercado, então tem uns que vão ser mais espessos, tem uns que vão ser mais líquidos, então não adianta se sair, ah, é um ácido também, vou colocar na boca se não vai ficar feio, tem apropriados, tem várias marcas no mercado geralmente elas têm até a indicação de qual que é melhor para o lab, para ter um resultado mais natural e isso tem que ser feito exatamente sabendo qual que é o produto que você está usando e se é apropriado para aquilo, então eu recomendo o ácido ialurônico, tem outras formas de você preencher, poderia usar até gordura do próprio corpo mas eu acho que o ácido ialurônico tem resultados mais estáveis, mais previsíveis e o ácido ialurônico tem muitas pessoas que querem fazer, querem resultados artificiais, então dependendo de como é feito, fica aquela boca um pouco mais pesada, com um lábio mais longo e a pessoa não consegue nem movimentar, então fica aquele bocão, eu acho muito estranho aquele bocão, eu acho que o lábio, ele tem uma proporção, então a relação do lábio superior, ele é um pouquinho menor que o lábio inferior, mas é uma relação bem pequena e tem que seguir uma proporcionalidade, não adianta deixar o lábio superior muito maior do que o inferior e nem os dois iguais, então isso fica estranho quando a gente erra essa proporção e ter lábios muito grandes às vezes pode aumentar o filtro e ficar muito estranho, mas é um procedimento seguro, quando é feito com o ácido ialurônico e o ácido ialurônico ele é absorvível, mas sim, tem riscos, tem vasos no lábio, se às vezes injetar o ácido ialurônico dentro de um vaso pode obstruir uma artéria e a correr uma necrose complicação, pacientes que tem herpes também, tem que fazer uma profilaxia antes, porque se a gente pode ter por conta do trauma ter uma recorrência da herpes e também ficar com resultado ruim, então tem tudo isso, tem que ser avaliado quando vai fazer um preenchimento labial e procurar um profissional que saiba o que está fazendo. E esse procedimento, falando especificamente sobre o preenchimento labial é autorizado, por exemplo, para ser realizado por dentistas, mas tem diferença de material, por exemplo o cirurgião pode usar um tipo de material de dentista, não? Eu acho sim, e dentro o dentista, ele dá mexendo com a boca, então se eu falar que ele não pode fazer eu estou sendo eu acredito que dentistas podem fazer do meu ponto de vista, eu não estou fazendo nenhuma avaliação legal, eu acredito que eles estão lá, aquela anatômica eles entendem, mas eles precisam ter um preparo melhor para tratar as complicações. A grande questão é que quando se procura um dentista para fazer preenchimento no geral, procura esse pelo preço e muitas vezes o dentista força, você vai lá mexer no dente, no macare, ele quer fazer um preenchimento, quer fazer um botóxico, ele não está nem aí para o seu dente, não sei nem se eles estão preocupados com a saúde dentária, e isso é estranho tem muita gente que fala assim, eu fui lá ver o macare, o dentista queria já fazer um preenchimento toxina, então perde o foco perde a foco da saúde e quer esse vender onde se consegue agregar mais valor que é na estética entendo, mas eu acredito que tem muita gente de paraquedas que faz um curso e quer vender e acaba caindo numa furada tendo complicações, então conheço dentistas que não gostam dessa parte de estética exatamente porque perdeu o foco, a pessoa deixa de ser dentista, fica sendo só preenchedor fazendo preenchimento, então eu acho um risco sair fazendo com qualquer um com um valor mais baixo, mas discutível se dentista é apto ou não do meu ponto de vista como médico, como cirurgião plástico, também eu acho que o por exemplo na medicina a gente tem o dermatologista também, tem outras especialidades que também são bem capacitadas para fazer esse procedimento Lipo HD, harmonização facial são outros procedimentos aí que viralizaram também nas redes sociais, muitas celebridades começaram a mostrar resultados que chamaram a atenção das pessoas houve realmente essa maior demanda consegue perceber no seu na sua clínica que as pessoas procuram mais se comparando aí com resultados na internet harmonização facial muitas vezes eu vejo como uma demonização facial, porque as pessoas exageram nos preenchimentos e acham que os outros precisam saber que elas fizeram algum procedimento estético e do meu ponto de vista harmonização deveria ser um efeito mais natural anti envelhecimento tratar as rugas tratar as perdas ósseas que acontecem com envelhecimento e tentar deixar a pessoa mais nova não mais artificial então o problema da harmonização facial é que as pessoas estão procurando resultados mais artificiais e do meu ponto de vista isso chega a ser às vezes até bizarro se a gente coloca na internet a gente vê pessoas deformadas e que não tem mais volta então sim, tem uma procura muito grande pela harmonização facial, procura muito grande por resultados artificiais mas eu tento fugir dos resultados artificiais e procurar resultados mais naturais sempre buscando um anti envelhecimento a lipohad, ela é um termo da lipospiração um tipo de lipospiração mas que melhora o contorno da musculatura do corpo e deixa quase só pele nessas transições agora tem técnicas utilizando enxerto de gordura na musculatura para valorizar mais ainda a musculatura então tudo isso tem que ser reavaliado ela vai mudando e vai tendo cada vez mais novidades mas ela não deixa de ser um procedimento de aspiração da gordura tem tecnologias para retração de pele melhoram o resultado mas a gente tem que saber que continua sendo uma lipospiração, quem tem facidez de pele não resolve com lipospiração precisa ser retirado o pele e nem todos os pacientes vão ter de Instagrammáveis então acho que esse é o grande ponto e aí acho que é importante falar que a gente já vai terminar então quem tiver alguma pergunta, acho que a Letizia vai fazer mais uma só pergunta e a gente vai finalizar e a gente se vê na próxima semana vai ter um episódio com a doutora Lorena, que é endócrino a gente vai tentar pegar esse submundo da endocrinologia falando sobre hormônios usem pique, vamos ver como a gente consegue trabalhar esse episódio então Letizia veja o que a gente tem de última pergunta vou fazer uma última que eu tenho certeza que vai chamar atenção a gente pode se gostar, fazer sucesso a gente pode fazer o continuar na sota vou fazer uma última pergunta que eu tenho certeza que vai chamar atenção porque já chamam minha atenção sendo mulher eu tenho que admitir esses procedimentos que a gente citou que você explicou como funciona a lipohad para todo mundo, quando a gente passa em frente a algumas clínicas estéticas clínicas corporais a gente consegue perceber que são oferecidos vários procedimentos que não são procedimentos cirúrgicos, mas que eles oferecem melhora da celulite, melhora de estria, melhora disso, melhora daquilo, esses procedimentos realmente eles são de fato eficazes nesse sentido ou não olha, alguma mudança eles devem fazer, senão não poderão nem estar sendo vendidos, apesar de ter alguns que eu acho que não mudam em nada, mas o que acontece muitas vezes não tem o médico no meio do caminho e a paciente escolhe o procedimento ah, eu tenho celulite eu vou fazer esse procedimento aqui para a celulite e quem faz é um não médico e a pessoa faz o procedimento e não tem resultado o paciente ele fica satisfeito se não funcionar ele não vai brigar, ah, ele não funcionou não, ela sabe que não fez um procedimento com o médico, estava fugindo de cirurgia e o resultado foi mais ou menos, mas ela gastou então muitas vezes eu vejo muitos procedimentos de celulite, estria, para vender você está lá para comprar então até isso para as pessoas precisam viver um pouco disso para saber que o procedimento para atingir pode ser uma cirurgia e às vezes elas querem fugir da cirurgia então a celulite, ela tem muitos tratamentos até alimentação pode melhorar a celulite alimentação pode melhorar pode ser usado preenchedor pode usar bioestimulador pode fazer uma subincisão que é soltar a pele pode fazer enxerto de gordura pode fazer uma lipospiração tem muitos tratamentos que podem melhorar a celulite mas isso é um tratamento para a celulite você vai lá, faz dez sessões e não tem um resultado você não sabe ver na foto porque tira uma foto diferente com luz, outro sem luz eu não vejo resultado nesses tratamentos para mim precisa ter um resultado visível para propor para o paciente então eu acho que quando você for procurar um tratamento seja ele e qual for procure mais de uma opinião de

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.