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Quais as 5 Novidades no Diagnóstico da Tireoide?

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Quais as 5 Novidades no Diagnóstico da Tireoide?

O vídeo apresenta cinco novas tendências no diagnóstico e tratamento de nódulos tireoidianos, com foco central no ultrassom como ferramenta fundamental. A princ

Perguntas respondidas neste vídeo

E vamos começar falando sobre ultrassom de tireoide, não é, Antônio?

Isso aí. Ultrassom é uma ferramenta poderosa no diagnóstico, no segmento e, hoje em dia, no tratamento dos nódulos de tireoide. Nós utilizamos o ultrassom como uma ferramenta para diagnóstico de nódulos de tireoide.

Então, com isso, a gente consegue uma avaliação traçonográfica, ter uma noção precisa do risco de que cada nódulo tem de ser ou não maligno, né?

Então, isso é muito importante, e separar aqueles que precisam ser funcionados, que a gente precisa aprofundar a investigação.

Então, essa é a grande vantagem, e é uma tendência muito forte no diagnóstico dos nódulos das doenças tiroidianas, né?

Interessante. Então, você está dizendo que a presença do nódulo não implica na necessidade de a gente fazer uma punção aspirativa. O tirade serve para isso.

Então, por que isso é bom?

Quer dizer, você vai fazer esse ultrassom de tireoide.

Lembrando sempre que, mesmo com a classificação de tirades, o exame traçonográfico é um exame operador, dependente, né?

Porque, além do colega que faz o exame, ter que ter um bom conhecimento anatômico, saber o que está procurando, tem que conhecer muito bem a classificação, para não classificar errado também.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Erivelto Volpi e sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da para-tireoide. Olá, eu sou Antônio Raul, sou médico, radiologista e intervencionista, um foco no diagnóstico e no tratamento minimamente invasivo dos nódulos tireoidianos. Hoje nós vamos falar sobre cinco novas tendências no diagnóstico e tratamento dos nódulos de tireoide. E vamos começar falando sobre ultrassom de tireoide, não é, Antônio? Isso aí. Ultrassom é uma ferramenta poderosa no diagnóstico, no segmento e, hoje em dia, no tratamento dos nódulos de tireoide. Nós utilizamos o ultrassom como uma ferramenta para diagnóstico de nódulos de tireoide. Utilizamos o ultrassom como uma ferramenta para nos ajudar no direcionamento de punções aspirativas com agulha fina. Usamos o ultrassom no segmento de pacientes operados de nódulos de tireoide, operados de câncer de tireoide. E utilizamos ainda o ultrassom para nos ajudar nas terapias minimamente invasivas de tratamento de nódulos de tireoide, especialmente o tratamento com nódulos de tireoide por rádio frequência, onde nós destruímos os nódulos com rádio frequência guiados por ultrassom. Então, o ultrassom, hoje, é uma ferramenta muito importante. Quando a gente fala em diagnóstico de nódulos de tireoide por ultrassom, meu amigo Antônio foi um dos primeiros aqui no Brasil, junto com o seu grupo, a realizar a classificação dos nódulos de tireoide, o que nós chamamos de extratificação de risco pelo ultrassom, que é um sistema que chamamos de tireades. Explica um pouco mais para a gente, Antônio. Exatamente, Elivelto. Teve o grande prazer de participar dessa primeira classificação no Brasil. Então, já haviam grupos no mundo que estavam publicando artigos, nesse sentido de ter o tireades, que é a semelhança para quem não conhece tireades, as mulheres vão entender melhor. Toda vez que você vai fazer seu ultrassom de mamas, ou sua mamografia, parece lá, elas ficam lanciosas para ver qual a classificação. Classificação 1, a benigna, 2, a benigra, 3, 4, você já fica preocupado. O tireades foi nessa linha, porque havia uma carência de um sistema padronizado. Esse que é um grande problema. Então, se vários colegas fizessem ultrassom, cada um iria falar uma coisa, cada colega que visse a mim entender uma coisa, e a gente não tinha muita padronização para separar os pacientes que poderiam ser acompanhados e aqueles que precisariam ser submetidos à punção, a biópsia, para ser investigado. Então, com o tireades, nós temos uma classificação. Então, nós temos, por exemplo, nódulos benignos, classificação 1, classificação 2, nódulos poucos suspeitos, classificação 3, nódulos com uma suspensão maior, classificação 4, e os nódulos muito suspeitos, classificação 5. Então, com isso, se você pega o traçom, tem uma classificação 3, então o colega que pega aquele exame vai olhar e falar, bom, esse nódo, classificação 3, eu talvez possa segui-lo, ou talvez eventualmente funcioná-lo. Então, para ficar mais tranquilo. Pega um 4, não, esse é o nódulo que eu preciso funcionar. Um 5, com certeza, tem que funcionar. Um 2, não, não precisa fazer nada, só o traçom de controle. Então, com isso, a gente consegue uma avaliação traçonográfica, ter uma noção precisa do risco de que cada nódulo tem de ser ou não maligno, né? Então, isso é muito importante, e separar aqueles que precisam ser funcionados, que a gente precisa aprofundar a investigação. Então, essa é a grande vantagem, e é uma tendência muito forte no diagnóstico dos nódulos das doenças tiroidianas, né? Interessante. Então, você está dizendo que a presença do nódulo não implica na necessidade de a gente fazer uma punção aspirativa. O tirade serve para isso. Exatamente, exatamente. Então, por que isso é bom? Quer dizer, você vai fazer esse ultrassom de tireoide. Lembrando sempre que, mesmo com a classificação de tirades, o exame traçonográfico é um exame operador, dependente, né? Porque, além do colega que faz o exame, ter que ter um bom conhecimento anatômico, saber o que está procurando, tem que conhecer muito bem a classificação, para não classificar errado também. Então, é um ponto a mais, né? Mas, considerando esse exame que foi adequadamente feito e adequadamente classificado, tem lá o nódulo classificação é 2, né? Então, esse nódulo não precisa ser biopsiado. Talvez, em outro momento, mesmo que seja um nódulo grande, maior, né? Tem características benignas, né? Então, isso evita que pacientes sejam submetidos de estresse, né? Puxa, vou-se-te submeter uma punção, a biópsia, até alguma coisa ruim aí, né? Fica com medo. E também, que sejam submetidos sem necessidade, é um procedimento que, embora minimamente invasivo, é um procedimento. Então, a gente consegue realmente elencar aqueles pacientes que realmente precisam da biópsia. Então, essa grande vantagem de ultrassom com certificação de risco, que, graças a Deus, tive o prazer aí de participar de modo pioneiro no Brasil. É muito interessante. Então, tem uma coisa que a gente vê no constório, e é por isso que nós gostamos sempre de ter o nosso radiologista da nossa confiança. Eu costumo brincar com as minhas pacientes, mas do mesmo jeito que você tem o seu cabeleireiro de confiança, eu tenho o radiologista, o meu radiologista, que eu sei que vai fazer um ultrassom, que a gente vai confiar, né? Porque é muito interessante, sabe, Antônio? A gente, na prática clínica, a gente pega algumas situações pittorescas. Então, por exemplo, tem pacientes que faz o ultrassom, vem o nódulo tiradas três, aí faz o outro ultrassom, vem o nódulo tiradas quatro, faz um terceiro ultrassom, tem o nódulo tiradas três de novo. E o nódulo, na realidade, não mudou. Não existe essa variação. Não mudou mesmo. Exato. Por isso que você diz com muita propriedade que o exame de ultrassom é operador dependente, não é isso? Exato. Isso é uma coisa que a gente sempre tenta passar para os nossos pacientes. Por isso mesmo, né? Porque às vezes, ah, vou fazer ultrassom em qualquer lugar, não, não precisa necessariamente fazer comigo, tá falando, mas é importante que exista uma relação, isso tem que ser resgatado dentro da radiologia. Eu falo muito isso para os meus pacientes, para os meus alunos, né? A gente trabalha com, tem os alunos residentes, a gente sempre fala para eles, olha, é importante que você entra na sala, o paciente saiba quem é você, e, eventualmente, queira fazer exame com você. O paciente confia em você. Obviamente, se você trabalha numa instituição, é nomeado, coisa tal, então, obviamente, as próprias instituições já fazem essa, essa diferenciação, né? Mas eu acho muito importante, eu faço isso, né? Meus pacientes que vão fazer exame comigo têm meu contato. Falou, doutor, tendo fazer exame hoje com você aí, tal, né? Então, é importante a gente ter essa proximidade, não só no campo terapêutico, quando eu faço as ablações, quando você faz as ablações, mas nos exames de ultrassom também. Então, é importante ter esse vínculo, que o paciente confia em quem está realizando esses anos. Quer dizer, se o resultado é esse, realmente, eu vou confiar que eu não preciso fazer nada, ou eu vou confiar que, realmente, eu preciso fazer uma função. Isso é fundamental. Outra coisa que me perguntam, e eu queria ouvir a sua opinião, é o seguinte, tenho algumas pacientes que elas têm nódulos grandes de tireoide, nódulos de 3, 4 centímetros, né? E elas me dizem assim, doutor, esse nódulo é tão grande, eu tenho o pescoço aqui, ele está aparecendo tanto, precisa do ultrassom para dirigir a punção, não dá para fazer a punção diretamente no nódulo, sem a necessidade do ultrassom, porque mesmo para nódulos grandes, o ultrassom é importante? Olha, isso é um ponto muito importante, porque a tireoide, diferentemente até de outros órgãos, ela está inserida no espaço muito pequenininho, do lado da carótida, do lado da jugular, do lado da traqueia, do esôfago, e a gente está colocando uma agulha lá dentro, e dentro desse nódulo existem áreas, ainda que seja um cisto, conteúdo puramente líquido, tem áreas ali, conteúdo mais espesso, conteúdo menos espesso, e a gente só consegue saber isso, olhando no ultrassom, a gente está com o ultrassom de falar, vou funcionar aqui, que é que o conteúdo é mais fluido, vou funcionar aqui, que o conteúdo, não vou funcionar aqui, que é que o conteúdo é mais espesso, ou vou mudar o tipo de agulha, então tudo isso, o ultrassom nos dá uma visão muito mais precisa, e impede que essa agulha, por exemplo, encoste em locais, em que poderia causar um sangramento, poderia causar algum tipo de lesão, então é fundamental, que mesmo para procedimentos em que a gente tem a palpação, a gente olha com o ultrassom para direcionar, e tem uma punção mais efetiva e mais segura. Exatamente, então naqueles casos em que você tem, por exemplo, um nódulo, que ele é um pouco maior, mais de dois centímetros, e que ele é um nódulo que tem uma estratificação de risco, tem um tirades, que merece uma investigação mais detalhada, merece uma punção, e esse nódulo, ele é misto, ou seja, ele tem áreas sólidas, e tem áreas com conteúdo líquido, que nós chamamos de áreas císticas. Esse é mais uma coisa importante que o ultrassom nos ajuda, para direcionar qual a melhor área dentro desse nódulo, é isso? Exatamente, exatamente. Então a gente consegue com o ultrassom, por exemplo, se tem uma área ali mais sólida, uma área mais esquisita, entre aspas no ultrassom, então isso faz toda a diferença na qualidade da punção, que também é um procedimento operador dependente por isso mesmo. Então, quem já tem mais familiaridade com os nódulos de anos, a gente já sabe, opa, eu vou colocar agulha nessa área que é uma área mais suspeita, não vou colocar aleatoriamente. E isso aumenta a chance de que um câncer existente, de uma atipia, de uma lesão potencial, seja diagnosticada, e que o patologista consiga realmente identificar esse material. Então, guiar a punção e ir na área mais precisa, é fundamental e só o ultrassom nos permite isso. Então, como você explicou, a importância do médico que realiza o ultrassom, é essa, ele consegue escolher o melhor local para fazer a punção, e ele consegue escolher também a maneira menos agressiva para o paciente. Exatamente, exatamente. E outra, existem pacientes que chegam para mim, às vezes tem técnicas de punção, às vezes a gente vai fazer punção, colegas que às vezes optam por não fazer a anestesia, porque já vai ter uma picada. Tudo bem, uma picada, uma agulhada, mas existe como a gente faz esse procedimento, de uma maneira mais confortável para o paciente, tanto em termos de posicionamento, quanto a anestesia que nós fazemos de praxe, uma anestesia com uma agulha bem fininha no local, que dá um conforto, o paciente não sente quando a agulha entra, a gente usa também gelo, então a gente tem algumas técnicas, o local onde a agulha entra, então tudo isso também no conforto do paciente. Então, o nosso objetivo é fazer um exame confortável para o paciente, e efetivo, acurado. Então, por isso que tanto a ultrassomografia quanto a punção aspirativa, que é guiada por ultrassom, são exames operadores dependentes. Então, por isso que a gente zela muito, pela maneira como esses exames são realizados. Eu tenho o prazer de fazer muito isso aqui, que o doutor Erivelto me encaminha, e, enfim, os pacientes costumam ter boas experiências. E a gente, como médico, também tem bons resultados, o que é o mais importante. Antônio, eu gostaria de agradecer, vamos nos despedir aqui dos nossos amigos, e convidá-los para uma próxima conversa brevemente. Exatamente. Muito obrigado a todos que acompanham esse vídeo. Nós vamos estar sempre presando para esses vídeos de caráter informativo para vocês, e sigam-nos nas nossas vídeos sociais, Instagram, aqui, inscrevam-se no nosso canal, e até os próximos vídeos. Muito obrigado a todos. Grande abraço e até a próxima. Legendas pela comunidade de Amara.org

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