A obesidade é frequentemente compreendida de forma simplista, mas sua manutenção envolve mecanismos fisiológicos complexos. A teoria apresentada, baseada em est
Segue comigo até o final desse vídeo que eu vou te explicar o que eu tô querendo dizer com isso. Antes de continuar, eu sou a doutora Lorena Mato, endocrinologista e endocrinopediatra. Convido vocês a se inscreverem no canal, ativar as notificações para sempre estarem recebendo esses vídeos sobre conteúdos de saúde e bem-estar.
Quando a pessoa já está em situação de obesidade, há uma série de desregulações hormonais e neuroendocrinas que vão sinalizar para o organismo que ela não está saciada, que não há comida o suficiente, isso já é muito bem compreendido na endocrinologia.
Ele não percebe os sinais do organismo de que já tem gordura o suficiente, e ele aumenta o sinal da fome, faz com que a pessoa coma mais. Então, a pessoa obesa, ela está lá com o hipotálamo, que é o centro regulador do apetite, inflamado e não percebe que ela não precisa mais comer.
Esse intestino está todo inflamado, o corpo está todo inflamado e esses sinalizadores não estão agindo adequadamente. É por isso que você vai lá, coloca esse sinalizador de fora em doses mais altas, para que quebre esse ciclo vicioso e esse corpo comece a perceber, não, já comi, já estou satisfeito, que é o que os pacientes usando semaglutina relatam.
Você não está obeso porque come demais. Ficou interessado por essa frase? Segue comigo até o final desse vídeo que eu vou te explicar o que eu tô querendo dizer com isso. Antes de continuar, eu sou a doutora Lorena Mato, endocrinologista e endocrinopediatra.
Convido vocês a se inscreverem no canal, ativar as notificações para sempre estarem recebendo esses vídeos sobre conteúdos de saúde e bem-estar. Vou explicar para vocês essa frase, que não é minha, é dos maiores estudiosos de obesidade do mundo, Lee Kaplan, que fala que você não está obeso porque come demais, você come demais porque é obeso. Vamos entender isso.
Com certeza alguém pode aqui argumentar que se a pessoa se tornou obeso, houve algum momento que houve uma descompensação, ela não era obesa em algum momento, essa situação se torna ainda mais grave de pessoas, crianças que vêm desde muito pequenas obesas, mas muitas pessoas que estão assistindo o vídeo, que podem ter obesidade ou conhecer alguém que tem obesidade, essa pessoa não era obesa e por algum evento, algum momento da vida, se tornou obesa. Nesse primeiro momento, sim, houve uma descompensação possivelmente com maior ingesta calórica, mas a manutenção da obesidade, há essa teoria muito interessante, que fala-se que é muito mais importante o contrário, depois que a pessoa já está obesa, ela não é obesa porque ela está comendo, ela está comendo porque ela é obesa. O que isso quer dizer? Quando a pessoa já está em situação de obesidade, há uma série de desregulações hormonais e neuroendocrinas que vão sinalizar para o organismo que ela não está saciada, que não há comida o suficiente, isso já é muito bem compreendido na endocrinologia.
O centro regulador da fome, o hipotálamo, em indivíduos obesos, ele está inflamado, e isso o que acontece? Ele não percebe os sinais do organismo de que já tem gordura o suficiente, e ele aumenta o sinal da fome, faz com que a pessoa coma mais. Então, a pessoa obesa, ela está lá com o hipotálamo, que é o centro regulador do apetite, inflamado e não percebe que ela não precisa mais comer. Então, está sempre mandando o sinal, coma mais, coma mais, coma mais, e a pessoa está obedecendo esse sinal fisiológico.
Existem também sinalizadores das células de gordura, que eles vão lá e sinalizam quem precisa comer mais. Então, está tudo desregulado, existe uma inflamação do corpo inteiro do paciente obeso, não só a nível central, mas sinalizadores intestinais que deveriam ir lá no cérebro e falar, ó, você já comeu o suficiente, já está com excesso de gordura, só que isso não está funcionando bem, por isso que medicamentos entram como um tratamento crucial para quebrar esse ciclo vicioso do paciente com obesidade. Um dos medicamentos mais potentes que se conhece hoje em dia, a semaglutina, e muito em breve vai chegar a iatirzepatida, é composto de peptídeos produzidos pelo intestino, a gente produz esses peptídeos naturalmente.
É claro que quando a gente está aplicando, a gente está colocando um artificial em doses muito maiores. Mas o que está acontecendo com esses nossos, que a gente devia estar produzindo? Há uma insensibilidade, né? Esse intestino está todo inflamado, o corpo está todo inflamado e esses sinalizadores não estão agindo adequadamente. É por isso que você vai lá, coloca esse sinalizador de fora em doses mais altas, para que quebre esse ciclo vicioso e esse corpo comece a perceber, não, já comi, já estou satisfeito, que é o que os pacientes usando semaglutina relatam.
Nossa, antes eu comia quatro pedaços de pizza, hoje eu como um, dois e vejo que eu já estou satisfeito. E é isso que deveria acontecer. Se a pessoa está com excesso de peso, o bom funcionamento do corpo deveria informar, olha, você não precisa comer mais, você não precisa comer agora.
Mas não é assim que funciona, é justamente o contrário que acontece com esses pacientes. E por isso que essa teoria, que a pessoa está obesa porque ela está comendo porque ela é obesa, ela é muito bem aceita, cada vez mais aceita. E é aí onde os medicamentos ganham maior importância e a gente consegue quebrar um pouquinho do preconceito em relação ao tratamento medicamentoso da obesidade, vocês entendendo a importância de quebrar esse ciclo vicioso que o paciente obeso se encontra.
Eu falei lá que talvez lá no começo, para ela se tornar obesa, o paciente pode ter comido um pouco mais, mas alguns estudos que tornam esse assunto ainda mais impressionante mostram em animais que três dias de alimentação rica em gordura saturada, as tranqueiras que a gente está acostumado, pizza, hambúrguer, sanduíche, três dias em animais, é suficiente para inflamar o hipotálamo e começar a desregular essa resposta em relação ao apetite. Então muitas vezes você nem era obeso, você primeiro inflamou o seu hipotálamo, com isso você perdeu a percepção de saciedade, você perdeu a noção de boas escolhas alimentares, foi comendo cada vez mais, foi ficando obeso com isso, a obesidade foi piorando essa situação, fazendo com que você ficasse mais inflamado e percebendo cada vez menos que você não precisa mais daquele tanto de alimento, e aí essa bola de neve já estava instalada. Então esse vídeo aqui é para mudar um pouco o seu olhar em relação ao paciente obeso e ao tratamento medicamentoso da obesidade.
Não é uma simples matemática, coma menos e se exercite mais. Existem mecanismos fisiológicos que estão indo contra essa matemática para que a pessoa se mantenha obesa, e é por isso que muitas vezes a ausência do tratamento medicamentoso para tratar a obesidade é tão ineficaz. É essencial que a gente quebre esse ciclo vicioso e somente com bom acompanhamento profissional você consegue vencer essa doença de difícil controle com algo que é a obesidade, e mudando um pouquinho o seu olhar sobre essa doença.
Se você gostou desse vídeo, achou que alguém pode se beneficiar com essas informações, encaminhe, deixa aqui um comentário e até os próximos!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.