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Riscos CIRURGIA Plástica: AmatoCast Ep 11

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Riscos CIRURGIA Plástica: AmatoCast Ep 11

A cirurgia plástica, como qualquer procedimento cirúrgico, apresenta riscos que devem ser compreendidos e minimizados. Os três principais riscos inerentes a qua

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Perguntas respondidas neste vídeo

Há muitas dúvidas relacionadas a esse tema, que quando as pessoas procuram, não necessariamente uma cirurgia plástica, né, doutor?

Mas às vezes até um procedimento ali um pouco mais simples.

Mas os riscos também acabam preocupando, né?

A gente falou no último episódio bastante sobre esse submundo, que muitas vezes não existe essa preocupação. Mas quem realmente procura procedimentos sérios, costuma ter dúvidas relacionadas a esse assunto aí, a esse tema.

Então, quais são os maiores?

Bom, essa é uma pergunta muito importante no relacionamento com o paciente. Quando a gente vai falar com o paciente sobre uma cirurgia plástica, a gente tem que abordar todos os riscos.

Mas nem todos os riscos a gente consegue imaginar, né?

Acho que tudo é possível acontecer durante uma cirurgia plástica.

O importante é que quando a gente propõe um tratamento, ele tem que ter segurança, né?

Então, para ter segurança, a gente precisa minimizar os riscos, precisa entender quais são esses riscos para a gente poder minimizar. Então, quando a gente fala em qualquer cirurgia, a gente tem que levar a três principais riscos, que isso seria para qualquer cirurgia.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço sempre o carinho da sua audiência e participação aqui conosco. Nos últimos episódios falamos sobre diversos assuntos que viralizaram na internet, assuntos que estão sendo muito discutidos, como, por exemplo, o submundo da estética, o submundo da endocrinologia e também os limites relacionados aí a estes procedimentos estéticos.

Então, pessoas que viralizaram, até mesmo famosos, que passaram muitas vezes dos limites aí nesses procedimentos, nessas cirurgias, enfim, tudo que envolve, como eu disse, a estética. Conversamos com o doutor Fernando Amato e também com a doutora Lorena Amato. Hoje nós temos novamente a participação do Fernando Amato, cirurgião plástico aqui conosco.

Bom dia, doutor. Bom dia, Letícia. Obrigado por participar aí e ajudar a gente aqui no AmatoCast.

O Instituto Amato agradece muito a participação aí, acreditar no nosso canal. Também, eu estou vendo aqui, eu queria até a opinião de vocês, porque a gente está profissionalizando aqui o nosso canal, nossa live. Estão falando que minha pele está um pouco brilhante aqui, que eu preciso de mais pó no rosto.

E eu estou rindo aqui, porque é muito para mim isso. Mas vocês podem fazer o comentário, se acham que eu preciso usar maquiagem. Eu já discordo, mas é isso.

Sugestões estéticas. Sugestões estéticas. Eu trabalho com estética, mas maquiagem ainda não é o meu forte.

Então, a Letícia tem participado e sugerido os temas. Eu achei um tema bem legal, que é os riscos de uma cirurgia plástica. Já temos alguns vídeos sobre esse tema aqui no canal.

É algo que eu sempre gosto de falar, gosto de falar com os pacientes. Eu acho importante isso explicar, porque cirurgia plástica, ele tem as suas vantagens, vai ter seus benefícios. Mas a gente sempre tem que falar dos riscos de uma cirurgia plástica para o paciente quando a gente propõe uma cirurgia.

Então, muito obrigado, Letícia. Bom, é um assunto realmente muito interessante. Há muitas dúvidas relacionadas a esse tema, que quando as pessoas procuram, não necessariamente uma cirurgia plástica, né, doutor? Mas às vezes até um procedimento ali um pouco mais simples.

Mas os riscos também acabam preocupando, né? A gente falou no último episódio bastante sobre esse submundo, que muitas vezes não existe essa preocupação. Mas quem realmente procura procedimentos sérios, costuma ter dúvidas relacionadas a esse assunto aí, a esse tema. Bom, então, sem muita enrolação, já vou direto lançar a pergunta.

Doutor, quais são os verdadeiros riscos, os maiores riscos relacionados aí à cirurgia plástica? Eu ia perguntar se existe risco, mas isso a gente não pode negar, né? Então, quais são os maiores? Bom, essa é uma pergunta muito importante no relacionamento com o paciente. Quando a gente vai falar com o paciente sobre uma cirurgia plástica, a gente tem que abordar todos os riscos. Mas nem todos os riscos a gente consegue imaginar, né? Acho que tudo é possível acontecer durante uma cirurgia plástica.

O importante é que quando a gente propõe um tratamento, ele tem que ter segurança, né? Então, para ter segurança, a gente precisa minimizar os riscos, precisa entender quais são esses riscos para a gente poder minimizar. Então, quando a gente fala em qualquer cirurgia, a gente tem que levar a três principais riscos, que isso seria para qualquer cirurgia. Infecção, trombose e sangramento, né? Então, isso já chama a atenção que a gente pode fazer, evitar uma trombose com medicamentos antitrombóticos, com meia elástica, deambulação precoce, ou seja, o paciente andar precocemente para evitar que formem aqueles coágulos nos vasos da perna e que o risco desses coágulos se soltarem e irem para o pulmão, causando um tromboembolismo pulmonar.

Essa é uma complicação grave que pode até levar a óbito, por isso que a gente tem que fazer essa profilaxia, a gente tem que identificar o paciente que tem o risco de desenvolver uma trombose e tentar fazer essa profilaxia de forma correta. Então, esse é um grande risco, mas que ele pode ser minimizado. A infecção, ela também está envolvida em todas as cirurgias, mas a cirurgia em si, ela tem todo um ritual para que não aconteça uma infecção, ou seja, a limpeza das mãos, a limpeza do paciente, a sepsia correta, né? Então, a gente prepara todo o paciente, a gente usa materiais estéreos, né? Então, todo o processo de limpeza e esterilização dos materiais são importantes e até as técnicas cirúrgicas, as rotinas da equipe cirúrgica para que não tenha contaminação.

Mas também pode acontecer alguma coisa no paciente no pós-operatório que favoreça a infecção, uma abertura de ponto ou alguma limpeza errada. Então, tudo isso tem que ser orientado para o paciente e o paciente ser preparado, né? Então, no caso de um implante de silicone, isso pode prejudicar, né? Porque a paciente com uma infecção do implante, ela vai ter que tirar o implante. Então, trombose, infecção e sangramento, né? Então, o sangramento, a técnica cirúrgica tem que evitar o sangramento, a gente não pode fazer uma cirurgia e deixar sangrando.

A gente tem que ver um vaso, a gente tem que cautelizar esse vaso para que ele não continue sangrando e isso é esperado em toda cirurgia. Mas um paciente que faça um esforço físico no pós-operatório pode prejudicar o resultado porque pode ter um sangramento. Também o sangramento durante a cirurgia, a paciente pode ter uma anemia, tudo isso tem que ser prevenido.

Então, esses três grandes riscos, eles são constantemente revistos durante uma cirurgia plástica, durante a cirurgia, durante o pré-operatório e durante o pós-operatório para que eles não ocorram. Então, o ritual da cirurgia tem que estar sempre prevendo as complicações e os riscos para que eles não aconteçam. Então, quando eu falo em riscos em cirurgia plástica, eu gosto de trazer esses três porque eles são inerentes a qualquer cirurgia.

Então, a cirurgia tem seus riscos, mas a gente só propõe essa cirurgia, esse tratamento porque eles são seguros, porque a chance de acontecer é muito baixa. Então, basicamente, seriam esses os riscos da cirurgia plástica. São chances baixas, mas que precisam ser citadas, que são as mais comuns, essas três.

Exatamente, e depois vão ter os riscos relacionados ao procedimento. Então, o paciente que faz uma lipoaspiração pode ter um maior sangramento, pode ter uma perfuração de algum órgão? Pode, tem as lesões específicas. O paciente que coloca uma prótese de silicone, uma reconstrução mamária, às vezes pode até ter uma complicação de sangramento na hemotórax, pneumotórax, ou seja, entrar ar ou sangue entre o pulmão e a parede torácica, dependendo de como ocorre a cirurgia.

É raro, extremamente raro, mas é um risco. Até mesmo rinoplastia, tem a rinoplastia que usa a cartilagem da costela, essa cartilagem, para retirar a cartilagem, pode também ter um pneumotórax ou hemotórax. O hemotórax é sangramento.

É extremamente raro, mas isso tem que ser citado. A cirurgia mamária, o paciente pode perder a sensibilidade da aréola, a sensibilidade da mama. Isso é importante para o paciente, isso também tem que ser citado quando a gente propõe uma cirurgia.

Assim como também sofrimento de pele, necrose, abertura de ponto, cicatrização. Então, a cicatrização pode evoluir com queloide, com uma cicatriz hipertrófica, que é uma cicatriz mais alta, ou mesmo algum afundamento, alargamento de cicatriz. Então, existe uma grande possibilidade de complicações, mas isso a gente também, às vezes a gente pode, explicando para o paciente, ele não é complicação, porque a cicatriz é esperada de uma cirurgia.

Então, se a gente explicar o que é esperado, o que está dentro do esperado, onde pode evoluir, fica muito mais fácil do paciente se planejar para um procedimento cirúrgico. E caso tenha essas complicações, algumas delas que o doutor citou, não são visíveis ali, não são algo que a pessoa vai olhar, por exemplo, para a cicatriz e vai perceber, por exemplo, um sangramento, uma infecção. Existem sintomas, ainda assim, que a pessoa pode sentir, que já vai dar o alerta para o médico, ou como que funciona esse acompanhamento para o cirúrgico? Então, eu acredito que o mais importante numa cirurgia plástica esteja no acompanhamento pós-operatório.

Talvez, é tão importante quanto a técnica cirúrgica, a equipe cirúrgica, mas em alguns momentos ele tem um impacto muito maior. Então, não adianta operar com um médico muito bom, que não vai dar uma atenção para o paciente no pós-operatório. O paciente precisa ter contato com a equipe médica, ter contato com o médico e precisa ter retornos nos pós-operatórios, exatamente para poder identificar possíveis complicações, que com certeza vão ser minimizados, caso sejam diagnosticados precocemente.

Ou seja, se o paciente tem um sangramento no pós-operatório, que precise de uma abordagem cirúrgica, que precise ser drenado esse hematoma, o quanto antes ele for submetido a essa drenagem, melhor. Então, esse relacionamento é fundamental. Então, eu faço questão de que meus pacientes tenham o meu contato.

Então, isso faz diferença para o paciente poder tirar as dúvidas. Às vezes, o tempo do paciente vir em retorno pode ser um, dois dias, e às vezes é possível fazer uma receita de um antibiótico, receita de uma medicação para dor. Ou mesmo, tem pacientes que ficam constipados no pós-operatório e não conseguem ir no banheiro.

Às vezes, você poder dar uma orientação para o paciente, prescrever algum remédio antes que o paciente sofra, porque às vezes demorar dois dias sem ir no banheiro, de alguém que já está há cinco dias, faz uma diferença muito grande. E essa orientação é fundamental. E, quando o paciente tem algum sinal ou sintoma de risco que precise ser internado, ele poder ter com quem compartilhar e orientar é muito melhor.

Então, olha, você está vermelho, está com febre, está doendo, então, nesse caso, eu prefiro que você vá no pronto-socorro e faça tal exame. Então, eu oriento muito os pacientes os sinais de alarme. E quais são os sinais de alarme? Dor.

Então, o paciente com dor, o paciente vai ter dor no pós-operatório, mas a dor não pode ser incontrolável. Ninguém faz um procedimento para ter uma dor incontrolável. Dor incontrolável, ela precisa ser identificada a causa.

Pode ser a cirurgia em si e aí ela está mal medicada, então, ela precisa ser revista a medicação. Sangramento, roxidão, assimetrias, ou seja, um lado não está igual ao outro. Então, às vezes, uma mama está muito grande, escura, e a outra está como saiu da cirurgia.

Então, provavelmente, aquela mama maior tem um hematoma. Então, isso não é para ficar esperando até o retorno, ela precisa ser identificada precocemente. Vermelhidão.

Quem fez uma cirurgia, provavelmente, vai ter áreas que vão estar vermelhas, mas associar dor, vermelhidão, febre, saída de secreção com mau cheiro, purulenta, aquela esbranquiçada, pode, provavelmente, estar relacionado a uma infecção. Então, são sinais e sintomas que a gente, por mais que a gente oriente o paciente, às vezes, ele não sabe, às vezes, acha que está tudo normal. Então, às vezes, tem paciente que não, mesmo tendo contato, não entra em contato, e isso acontece.

Às vezes, você vê o paciente, você vai tirar o curativo, você vai ver o curativo, ele está verde, o curativo. Então, não deveria estar verde. Então, por quê? Porque, talvez, não foi orientado corretamente na alta, no pré-operatório, no pós-operatório imediato.

Então, essas orientações são fundamentais. Para a trombose, que eu chamo a atenção para a trombose, às vezes, os sinais são meio frustros, são fracos, e pode aparecer com uma sensação estranha na panturrilha, que, geralmente, a trombose acontece na perna. E isso, às vezes, é muito minimizado, porque o paciente está com dor, está com outros sintomas, ele nem percebe que a perna se mistura.

E, às vezes, o desfecho pode ser ruim. Então, eu falo, o paciente sentiu qualquer coisa na perna, e pior, se for só de um lado, aí a chance aumenta mais ainda de ser uma trombose. Vai para o pronto-socorro, seja avaliado por um médico no pronto-socorro e faça um ultrassom.

Então, o custo de fazer um ultrassom é muito baixo do que o custo da vida do paciente. Então, tem os momentos que nem adianta vir no consultório ou eu falar pelo telefone, tem que fazer um exame, a gente precisa identificar essas causas. Então, para minimizar os riscos, o mais importante é o acompanhamento pós-operatório, principalmente no primeiro mês.

Olha, doutor, essa questão de ter o contato facilitado com o médico, muitas vezes, até mesmo se precisa ir para o hospital, né, como você citou agora, fazer um exame ali mais específico, é muito bom ter esse contato, porque é difícil ter isso, né, pessoas que disponibilizam ali telefone particular mesmo para ter essa questão de deixar o paciente mais confortável e mais tranquilo em relação a se eu tiver algum sintoma, tiver algo que esteja me chamando a atenção, eu vou fazer a pergunta para o médico e se ele me orientar e ir para o hospital, eu já estou bem encaminhado. É muito difícil ter isso, né, pessoas que fazem essa, pelo menos da minha parte assim, falando como paciente de várias especialidades, eu acho isso realmente muito difícil, mas eu tenho certeza que dá muita confiança e aquela sensação melhor mesmo para o paciente. Esse é um diferencial que a gente, que todo médico pode investir, né, dar o contato, né, tem médico que não se sente confortável, então, por exemplo, tem médicos que optam por uma rotina não estressante, eles querem trabalhar aquele período que se dispõe e, na verdade, tem dias que são, não é, 8 horas, nem 12 horas, às vezes a gente acaba trabalhando 18 horas, né, começa às 6 horas num dia e vai terminar meia-noite, né, então, eu entendo que não dar o contato pode ser uma maneira de conseguir trabalhar até mais e melhor, mas, pelo menos, quem não dá, o médico que não dá, tem uma equipe para isso, né, tem uma enfermagem, porque, às vezes, o paciente ligando no consultório para tentar falar com o médico porque está passando mal, imagina o tempo para ele chegar lá, né, e, às vezes, o paciente não consegue entrar em contato a tempo com o médico e se perde um tempo valioso de identificação do problema e resolução.

É algo à noite também, né, que aí o consultório, por exemplo, a secretária vai atender no período ali comercial, né, que costuma ser assim que o atendimento acontece, né, então... Não, e os problemas, eles aparecem às 6 horas da manhã, às 10 horas da noite, à meia-noite, né, eu tive uma paciente que teve um sangramento pequeno, mas ela ficou muito preocupada e ela só acalmou quando conseguiu falar comigo às 5 horas da manhã, tem ligou antes, acho que o celular também não facilita porque tem esses modos de proteção de... Modo noturno. Noturno, e eu até criei um modo paciente cirúrgico, quando estou com um paciente operado para eu tentar... Olha, essa é nova. É, mas eu tenho que adicionar o contato e às vezes quem ligou não tinha o meu contato, aí não chama.

Bom, conclusão, o paciente só ficou calma quando falou comigo às 5 horas da manhã. Então, e eu acho, tem médico que fala, nossa, mas o paciente é muito chato, a paciente é aquilo, o paciente, não, o paciente fez uma cirurgia na vida e a paciente está tendo seu primeiro pós-operatório, tudo aquilo é novo, então você tem que ter empatia pelo paciente, paciente ali, ele tem que saber que para ele é um momento único e é importante que todo mundo respeite aquele momento único como único, não como mais um, ele precisa desse diferencial, então se a gente der o máximo, que a gente vai estar atento, explicar como que é, explicar as limitações, então eu pelo menos, uma dica aí para alguns médicos, aí eu faço grupos de WhatsApp com os pacientes, então eu coloco gente da minha equipe, então se eu vou viajar ou se eu não vou conseguir atender, eu coloco algum assistente meu, algum colega, coloco equipe de enfermagem, secretário, então alguém vai ter uma resposta o quanto antes para poder dar alguma orientação para o paciente, né, às vezes a minha secretária não vai dar uma orientação médica, mas ela vai tentar falar comigo, como já aconteceu de eu estar no avião, a paciente entrou em contato com a Dermatodaclínica, a Dermatodaclínica deu as primeiras orientações, então ter uma equipe faz diferença e disponibilizar uma equipe também. Com certeza.

E essa questão também de, já aconteceu aqui no consultório de vir alguém que realizou algum procedimento cirúrgico, né, com outro profissional e te procurou com algum tipo de complicação ou se não aconteceu, nesse caso seria mais difícil entender ali o que aconteceu com esse paciente ou não faz diferença nesse sentido? É, isso tem acontecido cada vez mais, né, então eu tenho, principalmente nos últimos dois meses, né, porque vem essa onda de julho, as pessoas operaram em julho com outros profissionais e às vezes tem as complicações e ficam, se sentem abandonadas. Inclusive veio uma paciente na semana passada que tinha operado com um médico há um ano atrás, com algumas sequelas da cirurgia, com resultado bem ruim de cicatrizes e... Então a cirurgia da mama, então resultado bem pobre mesmo e ruim e o médico não dá atenção, fala que vai fazer o retoque, mas aí o médico tem uma fila de retoque. Isso assusta um pouco, porque não é pra ter fila de retoque, quando tem que fazer, tem que fazer.

Isso tem que estar bem claro pro paciente também, o que é retoque, o que não é, o que está dentro da cirurgia, do pacote da cirurgia ou não, quais são os custos que vão estar envolvidos, isso tem que ser combinado antes da primeira cirurgia. Tem médicos que cobram todos os eventos, mas tem médicos que já deixam algumas coisas já inclusas. Então, ou pelo menos eu acho que o paciente... Não quero ter cirurgias de retoque, mas se há alguma coisa que é muito importante para eu atingir o resultado inicial, esse custo pode ser compartilhado, ou seja, não ter a cobrança da equipe médica, o paciente paga o hospital, anestesia, instrumentador, tem algumas maneiras de você ter um bom relacionamento com o paciente em relação a isso, caso tenha alguma cirurgia.

Mas, complicações vêm, vem principalmente para mim, vem muita de mama, né, e mama, vem mamas secundárias, terciárias, quartenárias, teve uma que veio para mim com... já tinha feito sete cirurgias na mama e veio, para mim, com um dreno. Ela tinha acabado de tirar as próteses porque teve infecção e veio com dreno dos dois lados vazando pus. Então, essa paciente eu operei há um ano atrás.

E ela, essa jornada dela de sete cirurgias, você vê que ela reduziu a mama, aí depois ela não gostou como ficou a mama, colocou uma prótese, queria aumentar o volume da mama, trocou para uma outra prótese maior, teve infecção, perdeu essas próteses, aí esperou um tempo, colocou um expansor mamário, que é um material que expande a mama para poder colocar um novo implante, colocou o implante, não gostou do volume do implante, trocou para um outro volume e aí infectou, e aí apareceu comigo com os dois drenos. Eu tive que reconstruir essa mama, uma mama que não tinha tanto tecido, tinha uma cicatrização grande. Então, a gente utilizou técnicas de reconstrução de mama que a gente usa para câncer de mama.

Então, utilizamos a pele com o músculo das costas para cobrir essa área que já não tinha tecido e colocamos um implante. Obviamente que essa paciente, ela já quer trocar o volume da prótese e assim... Nesses casos, as cirurgias vão ficando cada vez mais arriscadas? Cada vez, cada cirurgia é uma cirurgia nova e quando tem uma história de uma cirurgia anterior, você não sabe o que vai esperar de cicatriz, de fibrose e tudo. Essa paciente está bem, está ótima, conseguimos, tivemos algumas dificuldades de cicatriz nela, tudo, mas ela já... eu fiz essa reconstrução, conseguimos colocar o implante, protegemos o implante e aí aquela pele que a gente levou das costas, a gente foi diminuindo essa pele e corrigimos a cicatriz nas costas também.

Então, agora a paciente está bem e eu estou tentando segurar ela para não colocar um implante maior, porque eu acho que está bom do jeito que está e ela pode esperar um tempo para não ficar trocando cada ano um implante mamar. Então, é muito comum, sim, aparecer pacientes com sequelas de outros médicos e é uma caixinha de surpresas que a gente não imagina o que a gente vai ter com o paciente e, às vezes, a gente tem que... a gente, quando faz uma cirurgia que é continuação de outro médico, a gente não sabe o que vai acontecer. Então, a gente acaba casando com complicações que a gente nem imagina.

Então, é um risco muito grande, mas o que mais tem são pacientes que já fizeram cirurgia com outros médicos. Pacientes de primeira cirurgia não tem. Praticamente, pelo menos em mama, é muito comum esses pacientes colocarem implantes no lugar mais barato e aí as complicações acabam vindo para a gente.

E nessas questões também de várias cirurgias que podem até serem feitas ao mesmo tempo, né? Por exemplo, não sei se é o termo correto, qualquer coisa me corrige, mas tira gordura da barriga e uma lipoaspiração, coloca no bumbum, enfim, essas várias cirurgias que podem ser feitas no mesmo procedimento, ali, digamos, no mesmo dia. Elas têm um risco maior por conta de ser vários locais ou isso também não muda nada na questão, o cuidado vai ser o mesmo, o acompanhamento vai ser igual? Então, a complicação, aquelas três complicações que eu mencionei, trombose, infecção e hematoma, elas estão muito relacionadas ao tempo cirúrgico. O tempo cirúrgico, ele vai deixar o paciente mais tempo numa posição sem se movimentar, então o paciente, ele não se movimentando, não movimentando as pernas, aumenta o risco de trombose.

O paciente, muito tempo exposto, aberto na cirurgia, né? Ele também tem um consumo muito grande, perda de calor, tudo, e aumento também da inflamação, então o paciente opera grandes áreas, aumenta a inflamação, aumenta o risco de sangramento. E o paciente que, cirurgias longas também tem trabalhos que mostram que aumenta o risco de infecção, até mesmo por circulação do ar, circulação das pessoas na sala, abertura de material, então aumenta o risco de infecção. Então, cirurgias longas aumentam o risco de complicações.

Quando a gente fala em cirurgias combinadas, elas geralmente, elas passam do tempo normal, né? Se uma mama dura 3, 4 horas, né? Pode ser menos, pode ser 2 horas e meia, mas vamos pensar que o normal seria fazer uma mama em 3, 4 horas. Vai fazer um abdômen, um abdômen também pode ser feito em 1 hora e 15, mas geralmente eles vão demorar de 2, 3 horas. Mas lipoaspiração, pelo menos 2 horas de lipoaspiração.

A gente está falando de cirurgias com mais de 6 horas, às vezes a gente está falando de cirurgias com 8, 9, 10 horas. Isso é o problema, né? É o tempo cirúrgico. Então, quando se propõe uma cirurgia combinada, o raciocínio da equipe tem que ser como eu vou minimizar o tempo, porque o tempo vai trazer riscos.

Então, existem maneiras, né? Uma maneira é você, em vez de operar apenas com cirurgião plástico, opere com dois, porque enquanto um está fazendo uma coisa, o outro está fazendo outra. Então, toda equipe trabalha junto, né? E não é um assistente ou um residente, opere com cirurgiões plásticos mesmo, né? Então, colegas equivalentes, que até mesmo, isso é um detalhe, que quando a gente vai fazer alguma cirurgia, a gente sempre tem que estar com alguém equivalente a você, porque caso tenha algum passe mal, vai no banheiro, a pessoa termine a cirurgia com a mesma qualidade que você terminaria. Então, aumentar a equipe, chamar em vez de um instrumentador, dois instrumentadores, a equipe também tem que estar bem sincronizada.

Então, não adianta um falar uma coisa e o outro fazer outra, tem que estar todo mundo prevendo o passo do colega, né? Então, não precisa pedir toda hora a tesoura para cortar o fio, na hora que você deu o ponto, já tem que estar alguém cortando o fio. E esses detalhes ganham 20%, 30% do tempo. Então, quando vai fazer cirurgia tripla, geralmente, ou com outras combinações, tem que ter uma sincronização da equipe.

E os procedimentos, eles têm que casar, né? Não adianta querer fazer o nariz e a unha do pé, né? Então, tem que ser uma combinação que ela funcione bem, né? Por exemplo, o nariz é uma área contaminada. Então, eu, por exemplo, acho que seja uma combinação boa fazer nariz e mama com implante, né? Então, você vai pegar uma área contaminada e vai mexer na mama. Se for fazer, às vezes você acaba tendo que fazer a mama e depois o nariz, né? Então, a combinação tem que ser muito planejada para que não tenha risco.

É possível? É. E para cirurgias combinadas, eu acho que o paciente tem que ter um perfil de ter uma boa alimentação, fazer atividade física, ou seja, ter um preparo físico adequado e ter uma parte psicológica bem alinhada, né? Então, não pode querer fazer a cirurgia combinada porque deu vontade, quer resolver tudo. Não, vai fazer porque realmente está fazendo sentido para ela, ela só tem aquele momento e ela consegue preparar também toda a família, tem quem vai cuidar, tem a mãe, tem a tia, tem a irmã, o marido é presente, os filhos não vão dar demanda, não vão atrapalhar, vão ajudar. Então, tudo isso tem que ser considerado quando a gente vai propor uma cirurgia combinada, né? Esse envolvimento todo psicológico, psicossocial, né? É importante para o planejamento de uma cirurgia combinada.

Então, a cirurgia combinada ela tem que ser considerada tudo isso, né? Antes de ser proposta para uma paciente. Isso é um ponto muito legal, muito interessante em falar da questão psicológica, né? Até na parte, porque a sua especialidade, digamos assim, é cirurgia plástica. Mas quando chega um paciente que aparentemente não está preparado para passar pela pós-cirurgia ali, pelo tempo de adaptação, pelos possíveis riscos, se você já percebe que tem algum sinal de alerta, isso também pode ser um impedimento para a cirurgia ser realizada? É, eu gosto muito de explorar um pouquinho o paciente, né? Eu não vejo o paciente como um cifrão e que eu preciso dele.

E acho que isso faz uma diferença na hora de... É melhor demitir pacientes, né? Não ter alguns pacientes, do que aceitar todos os pacientes, independente de como eles sejam. Então, e às vezes não é demitir, não operar aquele paciente, mas talvez o paciente só precise de um preparo a mais, uma conscientização a mais. Então, se você explica uma cirurgia para o paciente e você vê que ele não entendeu, ele não está preparado para a cirurgia, né? Então, trabalhar essas informações, conversar com o paciente, saber como que é a alimentação dele, como que é o sono, como que é a atividade física, como que é o relacionamento dessa pessoa com os amigos em casa, se tem amigos, se tem algum companheiro ou companheira, como que é esse relacionamento, se tem filhos, se eles participam.

O estresse, como que essa pessoa, a vida da pessoa é muito estressante, como que ela maneja o estresse, quais são as táticas para a pessoa ter um bom relacionamento, não levar o estresse de casa, do trabalho para casa. E essa pessoa usa o que de medicação? Não só pensando em doenças, mas toma medicação para dormir, toma medicação para ficar acordada, tem alguma medicação que ela faz um uso crônico para um efeito psicológico, ela faz uso de alguma droga ilícita de forma recreativa, faz uso de bebida alcoólica, até mesmo o tabagismo, né? O tabagismo, para mim, para uma cirurgia plástica, tabagismo e cirurgia plástica não se conversam, porque o tabagismo ele aumenta os riscos de todos os que a gente está mencionando, inclusive de necrose de pele, porque ele prejudica a circulação sanguínea, então esses pacientes podem ter necrose de pele, pode ter uma secretização ruim, então eu já fujo dos pacientes que fumam. Mas tirando isso, quem fuma não dorme bem, não alimenta bem, não faz atividade física, então tudo isso tem que ser visto no paciente, então antes mesmo de examinar o paciente, eu converso sobre tudo isso com o paciente, tento até entender quais são as dietas que os pacientes fazem, se já fizeram, se não fizeram, porque não basta só o paciente estar no peso ideal, mas às vezes o paciente está no peso ideal, mas tem um antecedente de engorda, emagrece, engorda, aí está muito magra, aí está fazendo uma dieta que está restringindo tudo, às vezes o paciente está num peso bom, mas desnutrida, às vezes a paciente está obesa ou no sobrepeso e está desnutrida, porque não está comendo o que precisa, então tudo isso tem que ser avaliado.

Então tem pacientes que a gente consegue reabilitar para uma cirurgia, preparar para uma cirurgia, indica uma endócrina, pode indicar a doutora Lorena, pode indicar um nutricionista que melhore a alimentação, pode indicar atividade física, pode indicar parar de fumar, pode indicar um psicólogo para alinhar algumas opções e talvez esses pacientes possam ser redirecionados para uma cirurgia, essa paciente pode querer fazer mama, lipo, abdômen, então assim, vamos fazer a mama primeiro, fica mais fácil no seu pós-operatório, vamos fazer o abdômen agora, depois você faz e esse paciente a gente consegue lapidar ele para uma cirurgia. Então assim, eu gosto muito de operar pacientes que eu já operei no passado, porque é tudo mais simples, eu já sei da vida dos pacientes, eles já sabem qual é a minha rotina, então eu tenho pós-operatórios muito melhores com pacientes que eu já estou trabalhando, eu já conheço, a gente já sabe, ela já sabe o que esperar de mim, eu já sei como que ela vai ser no pós, já sei se vai ser mais fácil, se vai ser mais difícil, então a paciente já sabe que pode entrar em contato, então tudo isso tem que ser alinhado na primeira consulta e alguns pacientes que você fala e não entende, é melhor demitir esses pacientes. Risco para os dois, né? Tanto para o médico como para a própria pessoa.

Com certeza, é um paciente que vai dar errado, às vezes pode ser que não tenha tido match, não deu match, né? Talvez o que a paciente queira eu não seja a melhor pessoa para propor, porque ela está com um nível de expectativa que eu não tenho nível técnico para entregar e talvez ela encontre alguém que convença ela que ele consegue entregar o que ela quer, então vai ser uma pessoa infeliz. Você já precisou demitir um paciente nesse sentido? Às vezes aparece, mas muitas vezes os pacientes, eles veem indicações de outros pacientes, então ele já vem procurando algo, que ele já fez uma pesquisa antes. Mas pacientes que não fizeram pesquisa nenhuma e vieram, sei lá, da internet, por exemplo, nem do YouTube.

Do YouTube até são pacientes interessantes desse canal, porque os pacientes, eles veem vídeo, então meio que eles já sabem como que eu falo, já explicou, então meio que eles vêm complementando o que eu falo. Às vezes eles já sabem o que eu vou falar porque já viram algum vídeo. Já tinha estudado.

Mas às vezes que seja aquele que veio num site da internet pontual, né? Então é um paciente que cai meio de paraquedas, mas vai ter sempre, né? A população é muito diversa, tem muitas culturas diferentes, então às vezes tem paciente que fica pingando em diferentes médicos até que encontre um que faça o que ela queira, né? Ou que a pessoa não dê tanta atenção. Agora, se a gente conversa com pacientes da cirurgia, não só uma consulta, é uma, conversa, aí traz exames, aí vai fazer a cirurgia, marcou uma outra consulta antes para alinhar. Então eu vejo que três consultas são extremamente necessárias para uma cirurgia plástica, para você ter o melhor alinhamento e o melhor planejamento para a cirurgia.

É literalmente um processo de relacionamento ali entre o paciente e o médico. É um casamento, é um casamento, é um casamento. E eu até brinco, né? Que casamento você pode cancelar até sete dias, né? Quem não sabe, se você casou, desistiu, descobriu alguma coisa, até sete dias você pode anular, sem problema nenhum.

Então eu não faço nenhuma cirurgia com sete dias, se o paciente me conheceu, sete dias eu... Quer operar rápido. Não, esse é um paciente extremamente problemático. Então, geralmente, a dinâmica pode ser de um mês, acho que é legal, às vezes não é possível por conta de filha, por espera, mas muitos dos meus pacientes vêm aqui para operar no ano que vem.

Tem paciente querendo marcar a cirurgia em março do ano que vem. Então são pacientes que estão super bem preparados, estão alinhados, vêm antes, tiram dúvidas, às vezes vêm mais de três vezes. Tem paciente que vem umas cinco vezes.

Eu tenho uma paciente esse ano, que ela é enfermeira, veio indicação de uma paciente minha, e ela veio umas cinco vezes. E ela tirou muita dúvida. E ela fez como eu falei, vamos fazer em dois tempos.

Fizemos o abdômen e depois a mama. Não me deu nenhum problema, nenhuma dor de cabeça no pós-operatório, mas antes ela esgotou todas as dúvidas. Então até as pessoas, nossa, o paciente... Nossa, pergunta demais, desgastou.

Nossa, foi a melhor paciente que eu tive, porque ela perguntou tudo. Ela estava extremamente preparada para a cirurgia. E eu falei assim, não, essa é a solução.

O paciente tem que se preparar para a cirurgia e o resultado dela ficou exatamente do jeito que ela queria e às vezes até melhor, porque eu trago o paciente para uma realidade um pouco abaixo, para um chão mesmo, para a pessoa... Porque a gente não sabe como vai evoluir. Então a paciente teve um resultado muito bom por causa dela, porque ela mesma soube explorar esse pré-operatório. Ah, legal.

Bom, tem um dado aqui, algumas pesquisas, na verdade, mostram que nove em cada dez mulheres aqui no Brasil têm esse desejo de remover gordura localizada, principalmente na região do abdômen. Falando por conta própria também, eu cresci ouvindo sobre os riscos da lipoaspiração. Muita gente fala que a cirurgia é mais arriscada, que tem problemas sérios, que até... Muita gente comenta, né? Nossa, mas vai perfurar órgão, vai não sei o quê.

Eu já cresci ouvindo exatamente essa frase. É realmente a cirurgia considerada mais arriscada nesse sentido? Não. Olha, eu até trouxe umas cânulas aqui, né? Aliás, eu tenho uma cânula mais grossa, vou mostrar essa mais grossa.

Então, antigamente, as cânulas elas eram mais grossas, né? Tem vantagens e desvantagens em algumas cânulas? Cânulas de lipoaspiração, né? Então, quem não sabe, isso é uma cânula de lipoaspiração, ele é um tubo com furos na ponta e na ponta ela é arredondada, ou seja, ela não é feita para furar, ela é feita para não furar. Exatamente essa ponta romba que a gente fala, é para ela bater, pode machucar, mas assim, ter uma contusão, mas ela não fura nenhum órgão. E os furos são para coletar gordura e tem um aspirador, aspirando essa gordura, né? Para facilitar essa aspiração.

Pode ser feita também a aspiração com uma seringa, mas aí a pressão é menor e você consegue coletar muito menos. Entra nesse furo e aí tem uma... Não, a mangueira vem aqui por trás ou a seringa. E aí vai direto por dentro.

E a gente faz movimentos assim para ir coletando a gordura. Essa é uma cânula grossa. Hoje em dia a gente procura usar cânulas mais finas, porque isso aqui dava aquelas irregularidades, né? A pessoa fala, ah, aquela pessoa fez lipo ali na praia, porque ficava ondulado, né? Então, cânulas mais grossas dão algumas irregularidades de pele, mas elas continuam sendo úteis.

Então, as cânulas mais finas, então se você for ver, elas podem ter vários furos, isso depende da técnica de cada cirurgião, a distribuição dos furos, isso o cirurgião vai escolher de acordo com a área, com a necessidade, e cada um vai ter um motivo para usar outra cânula. Mas o mais importante de eu estar mostrando a cânula é para mostrar que a ponta não é para furar, é uma ponta romba, redonda, ou seja, ela pode machucar. Mas, dependendo da força que for usar a cânula, ela pode bater embaixo da costela e poderia até furar.

Então, falar que não pode furar um paciente, eu vou estar mentindo, porque pode, né? Mas existem muitos rituais, protocolos, rotinas que a gente faz para evitar, para que isso não aconteça. Então, eu já vi cirurgiões que fazem um furo nas costas para fazer a lipoaspiração das costas inteiras. Então, por exemplo, isso pode facilitar, às vezes, fazer poucos furos, né, acessos para a lipoaspiração, para tratar grandes áreas, podem facilitar que tenha alguma complicação.

Então, às vezes, fazer mais furos para você conseguir tratar exatamente aquela região ajuda a não ter complicações. Às vezes, tem pacientes que fazem em clínica. Então, vai aumentar mais o risco.

Se acontecer alguma coisa, não tem nem aparelho de anestesia, não tem nada ali para garantir uma segurança do paciente. Então, o ambiente que você for fazer uma cirurgia, ele tem que estar preparado para aquela cirurgia. O uso de equipamentos, né? Hoje, a gente tem uma gama de outros equipamentos que são auxiliares da lipoaspiração.

Por exemplo, o laser, o plasma, a radiofrequência, o ultrassom. São todos equipamentos que podem ser usados dentro do paciente, na gordura, e que podem facilitar alguma perfuração. Então, tem histórias mesmo e vão aparecer histórias porque é uma cirurgia extrema muito realizada e, em algum momento, podem ter alguns eventos.

Então, o que eu recomendo? Que procurem profissionais que fazem esse procedimento. Não peçam para o médico exagerar. Então, tem pacientes que fazem uma, duas, três, quatro lipoaspirações e aí querem cada vez resultados maiores e isso pode aumentar o risco de complicação.

Imagine uma... você tem pele, gordura e músculo. O paciente vai lá, tira a gordura. Aí ela não gostou, quer que tire mais gordura.

Aí tira mais gordura. Vai ficar pele e músculo. Isso pode até ter uma necrose de pele.

Então, se você fizer uma retirada muito ampla da gordura, você vai lesar até a pele. Então, você vai acabar raspando a pele e tirando a gordura que está logo abaixo. Então, isso pode causar sangramento e pode causar necrose de pele.

Principalmente utilizando essas tecnologias, radiofrequência, plasma, laser e ultrassom. Então, quando eu falo laser, todo mundo já ouviu laser. Agora tem um nome novo, endolaser, mas é o mesmo laser que se usa há mais de 20 anos atrás.

O ultrassom, todo mundo conhece pelo vaser, mas tem outros equipamentos no mercado. Plasma, tem o argoplasma e o renúvio. O renúvio também está muito no mercado.

E a radiofrequência no Brasil tem o Boritite. Então, são tecnologias que aumentam a chance de ter complicações, mas que também são tecnologias que buscam ter mais segurança. Então, a radiofrequência, por exemplo, vai ter um controle da temperatura na ponta.

Então, exatamente para você evitar queimadura. Mas mesmo assim, é uma pontinha fininha e que se for feito em exagero, com agressividade, pode perfurar. Tem também os aparelhos que vibram.

Então, o Vibrolipo. E tem uma variedade de equipamentos semelhantes ao Vibrolipo, Vibrofit, Microair e assim vai o nome dos equipamentos, que eles vibram. Então, às vezes você pode perder também a sensibilidade e o equipamento ir além.

Mas lembrando que para perfurar o abdômen, existe algumas camadas de tecido, aponeurose, músculo, aponeurose, peritoneo, até chegar ao órgão. Então, alguma coisa a mais tem que acontecer. E por isso que é importante ter uma investigação até mesmo onde foi feito, quem fez.

Muitas vezes tem não-médicos fazendo lipoaspiração, como a gente fez naquele episódio lá atrás, da mulher que usou a geladeira. Ainda estou tentando entender como eu vou fazer minha geladeira funcionar para a lipoaspiração. Como usou a geladeira para fazer a lipoaspiração, também tem outros profissionais não cirurgiões plásticos fazendo lipoaspiração.

Então, por exemplo, tem cirurgião geral, tem ginecologista, tem cirurgião vascular, e assim vai. Otorrino, já vi otorrino fazendo lipoaspiração. Então, vai aumentar o risco.

Vai aumentar o risco, né? Então, a gente tem que saber que se o profissional está fazendo, está habilitado ali, qual o treinamento dele para aquele procedimento, né? Então, às vezes não tem nada a ver, né? A pessoa mexe no nariz, vai mexer no abdômen para tirar gordura, né? Então, esse é um detalhe que tem que ser considerado. E essa questão também de saber o limite, né? Quando as pessoas, igual você usou como exemplo lá, já fez uma lipoaspiração e continua querendo cada vez mais ali retirar mais gordura, mais gordura. Isso também vai muito da parte de ser um médico que seja responsável nessa questão de ver o que realmente, até onde a gente pode ir, né? Falar para o paciente.

Até esse ponto a gente consegue. Depois disso, já é algo arriscado. É. Então, tem pacientes que não têm esse limite, né? Mas a gente também tem os médicos que não têm esse limite.

Então, precisa ter uma maturidade. Mas a gente não pode colocar a culpa só no paciente. Acho que também o médico tem isso.

E isso chama-se imprudência. E isso pode, se tiver uma complicação, pode ser caracterizada como erro médico, porque ele foi além do que poderia. Na lipoaspiração, a gente tem algumas regras, né? Não pode tirar um volume X do paciente, né? A gente usa 5% do volume corpóreo quando tem uma adrenalina, né? Vasoconstrutor.

Ou 7% quando tem. E isso, uma pessoa de 70 e poucos quilos vai ficar em torno de 5 litros, né? Então, esse é o limite superior, né? Não é o limite, não é o... Não é o... É o teto. Não é média, é o teto.

Não o chão, né? Não é o mínimo. Então, as pessoas, elas precisam saber que aquele é o limite. Por exemplo, a gente faz uma cirurgia aqui de lipedema que a gente chega nesse limite.

Mas no abdômen e no tronco, quando você tira muita gordura, o paciente tem um sofrimento muito maior de potenção, de anemia. Você tira muito o volume do paciente. Fica mais inflamado, sofre muito no pós-operatório.

Então, aí você aumenta o risco de o paciente ter que ter uma transfusão sanguínea. Então, imagina, o paciente vai fazer uma cirurgia eletiva e precisa receber sangue de outra pessoa. Isso não pode ser a rotina dos médicos.

Pode acontecer? Pode. Acho que todo mundo está sujeito a isso. Às vezes, o paciente pode ter uma doença de coagulação, sangrar mais.

Mas não pode ser a rotina. Isso tem que ser... acontecer. O médico tem que estar próximo do paciente.

Tem que ser entendido o que aconteceu, o que o médico pode melhorar para os próximos casos. E a paciente saber, nossa, eu tenho um risco maior. Avisar, caso eu for fazer algum outro procedimento, que isso já aconteceu.

Mas tem limites. E também tem uma outra regra. Isso é uma regra do Conselho Federal de Medicina.

Mas a Associação Americana de Cirurgia Plástica fala até 5 litros. Então ela já taxou até 5 litros. Então se a pessoa tem 90 quilos, vai até 5 litros.

E também no CFM tem uma regra de até 40% de área corpórea tratada. Então imagine, você faz... Cada perna tem 18% de superfície. Cada membro, né? Perna e coxa.

Então se você faz a perna e coxa dos dois lados, que a gente faz no lipedema, não tem o que fazer no tronco. E ponto. A pessoa vai fazer tronco, abdômen e mama, 18%.

Vai fazer a lipo nas costas, a pessoa já foi 40%. Tem muita gente indo além. Quando se vai além, surpresas terão.

Os riscos são maiores, né? A questão de ser uma cirurgia que já é muito falado, como eu disse, desde sempre. Algo que é muito noticiado também em relação aos perigos aí da lipoaspiração é por conta da quantidade, então, de cirurgia e não pelo risco de fato de ser maior em relação aos outros procedimentos. Sim, eu entendo que a quantidade influencia muito e aí vai ter um número maior.

Mas vamos lá, a primeira lipoaspiração descrita foi na França. Alguém foi usar uma cureta e foi muito antes do que a gente imagina, muito antes de 1950. Eu não lembro a data, acho que foi 1930.

Alguém tentou fazer uma curetagem de gordura e a paciente era uma francesa, uma bailarina. Sabe o que aconteceu? Amputou a perna. A história da lipoaspiração começa com complicações, né? E aí depois foi descrito a aspiração.

E muito da cirurgia plástica tem histórias de complicações, porque as pessoas vão querendo descobrir além. Então isso da lipoaspiração de alta definição, a LAD, HD, ela também tem um pouco de complicações na história, porque se tira a gordura muito superficial, e pacientes que usam equipamentos extremamente poderosos para retração de pele, isso tem história de necrose, história de deformidades, história de sangramento, transfusão sanguínea. Então isso tudo, esse desespero pelo melhor resultado, tanto do paciente quanto do médico, podem trazer complicações.

Então é sempre bom alinhar com o paciente antes. Qual que vai ser o limite, né? O que vai segurar, olha, eu vou até aqui, não vou além. E o paciente tem que entender o resultado.

Qual que é a limitação? Olha, eu vou fazer, pode ser que fique com um pouquinho de flacidez de pele e tudo, mas isso tem que estar bem alinhado, tem que estar bem conversado, porque senão fica uma cobrança no resultado que o médico não vai conseguir, e às vezes pode custar a vida do paciente dele tentando sem mesmo conseguir esse resultado. Em relação ao silicone também, né? Que é algo muito utilizado, um procedimento bastante comum, né? Em comparação aí com a lipoaspiração. Os riscos também vão nesse mesmo sentido de respeitar esses limites, de entender quais são as formas dos procedimentos, essa conversa entre o paciente e o médico, ou realmente tem outros riscos que devem ser comparados aí aos outros procedimentos? Na lipoaspiração, a complicação está muito associada ao exagero do paciente e do médico.

Na mama, os riscos também estão relacionados ao uso de um implante, né? A prótese de silicone é um material sintético, ele vem sendo desenvolvido lá desde a década de 60. Mudou muito, antigamente eles eram lisos, hoje eles têm superfícies texturizadas, elas podem ser nanotexturizadas, ou seja, não dá para ver a textura, como elas também podem ser macrotexturizadas ou com uma superfície de poliuretano, que seria essa daqui. Então tem várias texturas, e a textura serve para aderir ao tecido, ou seja, para não cair, para a prótese não rodar.

Então tudo isso faz diferença quando a gente vai usar um implante de silicone. Só que como é um material sintético, o corpo vai reagir a esse material. E essa reação vai formar uma cápsula.

A cápsula, ela é esperada em qualquer material que for a ser usada. Então se colocar um parafuso na perna por uma fratura, vai ter uma cápsula ali. Só que na mama você quer que essa cápsula seja mole e simule junto com o implante uma mama, para ter um melhor resultado.

Então quando que essa cápsula vai ser doente? Quando ela ficar endurecida, deformar a mama e causar dor. Então essa é uma complicação do implante. Assim como o implante pode ter uma infecção, e nesse caso tem que tirar o implante.

E ele é um material de silicone. Esse silicone também pode migrar no corpo. Mesmo sem romper a prótese, existe uma condição chamada bleed.

Então micro pedaços do silicone vão vazando ao redor do implante e isso pode ter uma migração. E o corpo reagindo a esse material estranho pode gerar sintomas inespecíficos, como dor no corpo, boca seca, olho seco. Isso é conhecido como síndrome ásia, descrito por Schoenfeld.

Mas ele disse, essa pessoa, o Schoenfeld, ele descreveu em vacinas. Ou seja, não é uma doença restrita ao implante. É uma doença em que tem algum estímulo externo do organismo gerando uma resposta inflamatória, imunológica, sistêmica.

Que a síndrome ásia, na verdade, é síndrome autoimune inflamatória induzida por adjuvantes. Em que o silicone seria esse adjuvante, mas pode ser outros materiais. Então é muito difícil você falar das complicações do implante, mas a gente tem que mencionar que até tem linfoma relacionado a essa cápsula.

Ou seja, o corpo reage tanto que causa um câncer imunológico, que é um linfoma. Então a gente tem que considerar e tem que explicar isso para o paciente. Ele vai colocar um implante, você sabe que você terá esses riscos, mas mesmo assim o risco é muito baixo, porque tem um monte de gente que coloca implante.

As duas cirurgias mais realizadas no mundo, cirurgia plástica e prótese de mama e lipoaspiração, e a gente está falando por quê? Das complicações, porque existem e vão acontecer, mas elas são raras. Mas existem outras complicações de colocar um implante. O exagero de volume pode levar a deformidades na mama, como simastia, então as mamas ficarem juntas.

Estrias, as mamas terem aqueles aspectos, se bem que acho que todo mundo sabe o que é estria, sofre por outros motivos, mas pode ter estria na mama. As marcas. Tem dificuldade na cicatrização, cicatrização ruim.

O posicionamento pode estar ruim ou a paciente pode ter com o implante, ele ficar fixo, isso geralmente acontece quando ele está atrás do músculo, e a mulher ganhar ou perder volume, e às vezes a mama cai, pode ter um efeito cascata, a mama parece que está com efeito cascata, ou mesmo dupla bolha, tem que ter uma bola aqui em cima, uma bola aqui embaixo. Dupla bolha também tem uma outra visão, tem gente que fala quando a prótese tem um corte aqui embaixo, uma retração em que ela fica duas bolas embaixo da mama. Mas são termos que a gente usa para descrever deformidades da mama, deformidades do posicionamento da mama.

Então o implante tem complicações, acho que para não ter complicações é procurar um bom profissional, utilizar materiais de qualidade, mas todo mundo tem esse risco, pode não ter, perder a sensibilidade da aréola, pode ter dificuldade de amamentação. Colocar só a prótese não vai interferir na amamentação, mas qualquer cirurgia que faça uma cicatriz na glândula pode levar a uma complicação, a uma dificuldade na amamentação futura. Sim, e até do exemplo que você usou... Pode pegar, pode apertar... Inclusive para quem nunca pegou, é muito legal.

É bem interessante, na primeira vez, inclusive na nossa entrevista para a TV, eu achei super legal, foi uma matéria de implante que a gente estava falando, e é realmente para quem nunca pegou uma prótese assim, é muito interessante. Eu gosto que isso vale a pena para os maridos que vêm acompanhar as esposas, enquanto ela está sendo examinada, eles têm a experiência tátil, apertando todos os implantes. É realmente muito diferente.

E dá para perceber que eu peguei para justamente falar isso, que a textura, não sei se está dando para ver aí quem está assistindo, que é bem diferente uma da outra. Por exemplo, aqui, parece outro material mesmo que fala. Então, o risco também depende do material ou não tem mais risco que outro? Tem teorias que essas complicações relacionadas à cápsula estão relacionadas à superfície, porque aumenta a maior área de contato.

Enquanto os implantes lisos tinham complicações porque eles ficavam movimentando, têm descrição de maior número de complicações com as próteses mais texturizadas, porque tem maior contato, superfície de contato com o corpo. Então, tem uma leva de implantes nanotexturizados que dizem ter menos complicação, só que o tempo deles no mercado é muito inferior ao outro. Então, é difícil você fazer essa comparação.

É uma comparação que a gente talvez só consiga realmente fazer daqui 10, 20 anos. E até lá talvez já tenha outra tecnologia, talvez mais biocompatível. Então, às vezes, eu acredito que daqui 20 anos a gente consiga fazer algo com o próprio material do paciente.

Então, às vezes, desenvolver uma máquina 3D, um implante personalizado que não tenha nenhuma reação com o organismo. É assim que eu vejo o futuro. Mas, atualmente, a gente tem esse material que é o mais biocompatível que é o silicone, mas não 100% compatível.

A escolha do material, então, é de cada paciente qual vai encaixar naquele perfil e não por valor, por exemplo. Qual que é mais barato? Eu não faço esse tipo de uso. Eu tento utilizar os implantes pelo que eu estou planejando de cirurgia.

Então, infelizmente, não tem uma marca que tenha todos os implantes e formatos, consistências e volumes. Então, eu uso de marcas diferentes. Então, tem casos que eu gosto de usar anatômica, que é esse formato.

Não são todas que tem. Então, eu acabo usando a anatômica. A superfície de poliuretano, que ela adere mais, são pacientes que eu vou colocar um implante que eu quero que ele fique mais estável.

Muitas vezes é quando eu vou colocar na frente do músculo. Atrás do músculo, eu já consigo colocar uma prótese um pouco mais menos texturizada e eu gosto dessas mais moles, que tem uma consistência mais natural. Então, cada uma eu vou procurar e também eu tenho que usar os diâmetros do paciente, né? A base do tórax, a largura, o volume que o paciente vai querer utilizar.

Então, para a gente planejar a projeção. Então, tudo isso tem que ser... Eu uso até uma câmera 3D. Então, pacientes que não têm mama, é mais fácil de fazer simulação.

Mais para o paciente entender a diferença de cada volume. Mas é isso. A cirurgia de mama, a gente tenta usar os recursos que a gente tem no momento.

Com a pandemia foi um caos, porque a gente não tinha fornecimento adequado dos implantes. Agora já está mais normalizado, é mais fácil de trabalhar com o que a gente tem no mercado. Então, é bem dessa questão do resultado esperado, né? Que aí vai escolher o melhor modelo conforme o que o paciente pediu e conforme a sua avaliação ali do que dá para encaixar ou não.

Exatamente. Agora, em questão de que você falou assim, pessoas que não chegam a ter mama tem outro tipo de orientação também. Questão de homens trans, né, que fazem a cirurgia para colocar o implante.

Tem uma diferença em riscos nessa questão ou não também? São as mesmas questões relacionadas à mulher também vai formar essa cápsula? É a mesma questão, o pós-operatório? É a mesma questão. Até tem um vídeo aí que eu falei sobre implante mamar, eu peguei exatamente desses pacientes trans e aí o paciente trans, né, ou a paciente, a gente tem que só ter esse chamar atenção, né, então seria a mulher trans. Isso, a mulher trans.

A mulher trans que vai colocar o implante vai ter as mesmas sequelas e é uma mama até mais difícil porque é um paciente que não tem tecido mamário e tem pouco tecido, então a gente usa a técnica de reconstrução mamária e acaba colocando o implante atrás do músculo e ele vai ter todas as complicações relacionadas ao implante. Entendi, a mesma forma de recuperação. E só fiquei com uma dúvida também, agora que você mexeu aí na questão da lipo, a questão da lipo é mais um perigo então no momento que a cirurgia é feita, nessas questões dos cuidados ali no momento e pelo que eu entendi, a diferença do silicone também fica nessa questão pós, que a diferença então é um que pode acontecer algo ali no momento, que precisa ter esse cuidado mais específico, e do silicone essas complicações costumam vir depois e não no momento da cirurgia.

É, o momento da cirurgia ali pra prótese eu não vejo tanto, eu acho que realmente ele está mais concentrado na evolução, é claro que a técnica cirúrgica influencia muito. Na lipoaspiração esses riscos maiores são no intraoperatório mesmo, mas o também tem no pós-operatório da drenagem, então uma drenagem mal feita, um pós-operatório mal feito também interfere. Eu acho que todas as cirurgias, o intraoperatório e o pós-operatório vão ter sua importância, é que realmente na prótese de mama o risco é diferente, né, na verdade seria o imediato nas primeiras seis horas, né, do paciente fazer alguma coisa, ter algum sangramento, esse é o que mais me preocupa no implante, na prótese de silicone.

Sim, então não tem como falar também desses riscos sem citar a questão das cirurgias clandestinas, digamos assim, né, que foi um assunto muito falado pra quem não assistiu, pode conferir aí o submundo da estética que a gente falou sobre esses procedimentos que até o doutor Amato citou aqui em questão da mulher que foi detida porque realizava a lipoaspiração com o motor da geladeira, isso daí foi algo que não deu nem pra... Se você tiver uma geladeira parada em casa saiba o que não fazer. Exatamente, então foi algo que a gente já falou no outro episódio, mas não tem como falar agora de riscos sem considerar essas questões clandestinas, né, porque... Não, não tem. Realmente ali vai ser uma pessoa que pode não ser médica, que não tem um preparo pra caso aconteça qualquer tipo de complicação ali no momento.

É, essa é a mensagem desse podcast, né, a gente já tá aqui terminando ele, passamos de uma hora, mas a mensagem que a gente tem que dar é tome cuidado quando você vai fazer uma cirurgia plástica, escolha um profissional que você confie, pesquise bastante sobre ele, pesquise bastante sobre o procedimento que você quer fazer e o que o médico indicou. Não tem problema passar em outros profissionais, eu acredito que passar em outros profissionais pode ajudar, mas também veja que às vezes isso também pode fragilizar o relacionamento com aquele profissional que você está escolhendo. Então escolha... é uma indicação de alguém que você conhece, confia, isso já facilita um pouco.

Então, basicamente, aí, saiba onde que você vai fazer, quais são as seguranças do local que você está realizando, qual o material que vai ser usado, qual implante vai ser usado. Então tem que esgotar o seu médico com essas dúvidas antes da cirurgia. Mais um alerta muito importante, né, que vai aí na mesma direção do que a gente falou no outro episódio, mas riscos que realmente precisam ser levados em conta aí, como você disse, né, pré, durante e pós-operatório.

Bom, então vamos finalizar, doutor? Vamos. Muito obrigada pela sua participação e audiência aqui conosco em mais um episódio do Amatocast. Se você perdeu os episódios anteriores, como a gente relembrou no início, relacionados aí ao submundo da estética, submundo da endocrinologia, limites da estética, né, pessoas que passaram desse limite, não deixe de conferir aí as nossas... nossos outros episódios do podcast com outros convidados também, como a doutora Lorena Amato, que foi a nossa convidada que falou sobre o submundo da endocrinologia.

Bom, nós temos uma playlist aí também no canal do Instituto Amato, que você pode conferir todos esses episódios e conta com a sua audiência e participação no próximo programa. Muito obrigada pelo carinho da sua participação. Tchau!

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