O tratamento cirúrgico do lipedema vai além da lipoaspiração, sendo esta a técnica mais conhecida. Ela é realizada com fluidos tumescentes para reduzir sangrame
Quase todo mundo já sabe pela internet e pelas mídias sociais que o tratamento cirúrgico para o lipedema é a lipoaspiração.
A lipoaspiração é uma técnica antiga, minimamente invasiva para a retirada mecânica da gordura do corpo, retirada da gordura superficial do corpo. No lipedema ela é feita com uma técnica tumescente, ou seja, é injeitado muito líquido, soro fisiológico, com adrenalina e anestese.
Quais são os tipos de cirurgia para tratar o lipedema? Quase todo mundo já sabe pela internet e pelas mídias sociais que o tratamento cirúrgico para o lipedema é a lipoaspiração. Será mesmo só a lipoaspiração? A lipoaspiração é uma técnica antiga, minimamente invasiva para a retirada mecânica da gordura do corpo, retirada da gordura superficial do corpo. No lipedema ela é feita com uma técnica tumescente, ou seja, é injeitado muito líquido, soro fisiológico, com adrenalina e anestese.
Esse líquido ajuda a soltar melhor a gordura, ele causa uma vasoconstrição nos vasos, ou seja, para sangrar menos e acaba protegendo isso. E é quase sempre utilizado algum aparelho de auxílio, como o auxílio de vibração, como o Vibrolipo, tem o Vibrofit. A vantagem desses aparelhos é ajudar a soltar essas fibroses e não necessitar de uma movimentação muito ampla com o braço, como na lipoaspiração clássica, o que facilita algumas posições do cirurgião, principalmente na abordagem da perna, que é mais difícil encontrar uma posição.
Existem algumas cânulas que podem dar uma performance melhor que outras tradicionais, mas pode depender da experiência da equipe e isso realmente é importante. Podem ter vários pontos de acesso na pele, na perna, que são aqueles furinhos que a gente usa para introduzir a câmera e fazer a lipoaspiração e isso vai depender da localização da gordura. Mas o tratamento cirúrgico nem sempre é esse.
Se não te contaram, não é só a lipoaspiração. Os pacientes com lipedema já muito avançado possuem muito excesso de pele e podem precisar de uma dermolipectomia, que é aquela ressecção de pele. Pele e gordura, dermolipectomia.
A gente resseca pele em bloco com o lipedema. Nas coxas a gente chama de cruroplastia e no braço de braquioplastia. E ainda assim pode ser necessário em outras regiões do corpo, como na perna.
Nessa cirurgia é possível até fazer a ressecção de nodos de lipedema, que são bolas de gordura. Muitas vezes essas bolas estão endurecidas no seu centro, como uma necrose, uma calcificação. Em alguns casos, com pouco excesso de pele, às vezes a gente até usa um laser, algum tipo de laser para associar o procedimento, sendo a frequência mais utilizada a 980.
Mas, pelo caráter, a 980 destrói mais a gordura. Causa uma lipólise, a gente aspira e ainda assim a gente consegue ter uma certa retração de pele. A gente acaba usando na coxa medial e no braço.
Existe também o laser de 1210, que também pode ser utilizado. Ele não destrói a gordura, ele acaba soltando a gordura, ele é meio destrutivo, mas permite também essa aspiração da gordura depois de ter passado o laser. Os dois lasers são opções para causar esse estímulo local de colágeno, melhorando essa frouxidão da pele, melhorando a qualidade de pele local, diminuindo aquela flacidez de pele.
Existem outros aparelhos, como o Renuvium, que é um jato de plasma, e o Body Tite, que também são alternativas para retração de pele e causando uma bioestimulação local do colágeno. Porém, por se tratar de uma doença inflamatória, todas essas opções devem ser avaliadas e utilizadas com muita parcimônia, pois o mecanismo de estímulo de colágeno envolve um processo inflamatório local, o que poderia ser até um risco em uma paciente teoricamente inflamada para desencadear um lipedema. Quando usamos esses aparelhos, a gente acaba observando como a gente tirou a gordura doente e não estimula, mas a gente tem que estar sempre avaliando a localização.
E algumas vezes, por exemplo, usar um aparelho extremamente agressivo, por exemplo, na perna, na parte mais distal da perna, isso poderia até lesar vasos linfáticos e prejudicar o retorno linfático, causando mais edema na perna. Uma perna que não tinha linfedema, tinha lipedema, pode evoluir para um linfedema se ela tiver essas lesões dos vasos linfáticos. E aí, se você gostou desse vídeo, curta, compartilhe, comente e não deixe de se inscrever nos nossos canais.
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.