O Dr. Alexandre Amato explora a conexão entre inflamação crônica e transtornos de saúde mental, como ansiedade e depressão. Ele explica que o estresse oxidativo
Porque está já demonstrado a ligação do estresse, tanto o estresse oxidativo, que é o estresse bioquímico que existe dentro do nosso corpo, com o estresse exógeno, que é o estresse que está no meio ambiente, um desencadeando o outro e existe uma correlação dessas citoquinas inflamatórias afetando o cérebro e a regulação de humor.
Já falei em outros vídeos da influência da microbiota intestinal na regulação da inflamação e consequentemente da ansiedade, tanto que já tem gente que chama até o intestino do nosso segundo cérebro. Então ocorre a liberação de neurotransmissores que vão influenciar nesse aumento da ansiedade e que tem um efeito semelhante também à depressão.
Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com suas amigas e até o próximo.
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre um assunto que é a ansiedade e a inflamação, a inflamação e a ansiedade e você deve estar perguntando o que que um cirurgião vascular tem para falar disso. Primeiro que tem muitas doenças vasculares desencadeadas pela inflamação, muitas queixas vasculares que são desencadeadas pela inflama ó, como dor nas pernas, enchaço nas pernas e a sensação de retenção hídrica, de retenção de líquido nas pernas, tudo isso pode ser uma inflamação. E eu vejo uma ligação muito direta entre, por exemplo, lipedema com a ansiedade e com a inflamação. O lipedema é uma doença essencialmente inflamatória onde a inflamação vai depositar gordura que vai lesar os vasos linfáticos e esse ciclo tem que ser quebrado. E eu vejo muito frequentemente essa descarga da ansiedade. Então e como que isso acontece? Por que que isso acontece? Porque está já demonstrado a ligação do estresse, tanto o estresse oxidativo, que é o estresse bioquímico que existe dentro do nosso corpo, com o estresse exógeno, que é o estresse que está no meio ambiente, um desencadeando o outro e existe uma correlação dessas citoquinas inflamatórias afetando o cérebro e a regulação de humor. Esse é um assunto muito legal, tem capítulo de livro de 200 páginas falando só disso. Não vou entrar no mérito da questão bioquímica dessa correlação toda. Mas o que influencia? Já falei em outros vídeos da influência da microbiota intestinal na regulação da inflamação e consequentemente da ansiedade, tanto que já tem gente que chama até o intestino do nosso segundo cérebro. Então ocorre a liberação de neurotransmissores que vão influenciar nesse aumento da ansiedade e que tem um efeito semelhante também à depressão. São as duas coisas que podem acontecer com o aumento da inflamação. Então se você tem algo que desencadeia uma inflamação crônica, vai haver a liberação de citoquinas inflamatórias que vão atrapalhar o metabolismo de neurotransmissores e consequentemente mudar o seu humor, no circuito neural de humor. Então obviamente nosso corpo tem a capacidade de lidar com o estresse oxidativo. O estresse oxidativo é normal no nosso corpo. Para uma inflamação aguda, por exemplo, a gente tem uma capacidade de lidar com isso, só que essa capacidade é limitada. Quando esse estresse oxidativo aumenta e o nosso corpo não tem essa capacidade, essa sobra de substâncias inflamatórias do estresse oxidativo vão liberar essas citoquinas que vão diretamente nos neurotransmissores afetar o humor. Desencadeando aí depressão e ansiedade. Então a gente tem que quebrar esse ciclo, principalmente atuando no que está desencadeando esse estresse oxidativo que é a inflamação. Mas obviamente a gente deve também se preparar para consequência, que é a ansiedade e a depressão. Ou com medicamento, ou com meditação, yoga são tantas coisas que se faz hoje em dia para tentar controlar essa ansiedade. Então o cérebro é muito vulnerável a essa carga oxidativa, sendo o estresse oxidativo um gatilho inflamatório para neuroinflamação crônica. Então veja como está ligada a inflamação, a ansiedade e outras doenças inflamatórias entrando aí, por exemplo, o lipidema. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com suas amigas e até o próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.