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Perigos dos Procedimentos Estéticos: Riscos e Complicações

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Perigos dos Procedimentos Estéticos: Riscos e Complicações

O tema central aborda os riscos graves e frequentemente subestimados de procedimentos estéticos, especialmente preenchimentos, quando realizados por profissiona

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, na sua avaliação, também há necessidade de uma fiscalização maior por conta desses não médicos?

Pois é, tem muitas faculdades, então a pessoa procura um caminho mais curto, ao invés de fazer 12 anos de formação, faz 4 anos de formação e acaba propondo esses tratamentos, ganha dinheiro, porque na estética o volume é grande, só que o risco é grande.

Transcrição completa do vídeo

Uma faculdade de biomedicina e de enfermagem são 4 anos, então isso muda muito. Faz diferença na hora de propor um tratamento. E as complicações, por exemplo, um preenchedor, ele não é tão simples.

Por mais que o preenchedor com ácido hialurônico é absorvível, se for injetado em um vaso, pode ocuir esse vaso e ter, por exemplo, uma necrose de pele. Então, se for injetado no nariz, pode ter, ou nessa região do bigode chinês, pode ter uma necrose da ponta do nariz. Se for preenchimento na região da testa, às vezes pode dar uma oclusão ocular e a pessoa ficar cega.

Então, tem riscos que, muitas vezes, a ignorância permite que essas pessoas façam, porque elas nem imaginam o risco. Eu tenho medo de fazer preenchimento, mesmo fazendo preenchimento. Então, toda vez esse medo faz parte de quando a gente vai fazer o tratamento, a gente tem que ter esse medo para evitar complicações, tomar medidas para que não aconteçam as complicações.

Então, isso é muito importante quando a gente vai fazer um procedimento. Agora, esses não médicos da área da saúde podem ser um risco, por isso que existe essa briga. Então, os conselhos das especialidades falam que eles podem, mas não dão nem treinamento para isso e nem cobram esse treinamento na formação.

Então, para eles tudo bem. Mas acaba que a complicação, muitas vezes, acaba vindo para os médicos, muitas vezes para os cirurgiões plásticos, porque muitas vezes é necrose de pele, deformidades ou uso de materiais mais baratos. Às vezes usam preenchedores que não deveriam ser usados para aquela finalidade, preenchedores definitivos, como PMMA e às vezes até silicone industrial, que não deveria ter uso médico.

Então, a gente vê muito isso dessas outras especialidades, dessas outras áreas, ou mesmo para ficar mais barato, usam, por exemplo, a toxina botulínica, diluem mais vezes, então não vão ter o efeito desejado, aumenta o risco de complicação e eu não sei se vale a pena pagar mais barato para aumentar o risco. Inclusive, isso acaba entrando na questão das redes sociais, esses procedimentos acabam viralizando, as pessoas procuram com mais facilidade, dar uma naturalizada nesses procedimentos, mas pelo que você falou, é realmente algo que pode trazer riscos graves, não é um simples preenchimento, algo que acabou virando uma coisa bem natural mesmo, que as pessoas procuram ali como se fosse, vou fazer um preenchimento aqui, daqui a pouco já vou fazer outro, como se fosse realmente algo que virou rotina das pessoas. Então, na sua avaliação, também há necessidade de uma fiscalização maior por conta desses não médicos? Pois é, tem muitas faculdades, então a pessoa procura um caminho mais curto, ao invés de fazer 12 anos de formação, faz 4 anos de formação e acaba propondo esses tratamentos, ganha dinheiro, porque na estética o volume é grande, só que o risco é grande.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.