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Como Envelhecer com Saúde e Qualidade de Vida | Amatocast Ep. 56

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Como Envelhecer com Saúde e Qualidade de Vida | Amatocast Ep. 56

O episódio discute como envelhecer com saúde e qualidade de vida, tendo como convidado o geriatra Dr. Marcos Galan Morillo. O tema central é o envelhecimento be

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você que nunca participou aqui do AmatoCast, além de te dar as boas-vindas, de fazer aquele spoiler que a gente dá no início para as pessoas que estão acompanhando saber o que de mais interessante a gente vai poder citar aqui, o que que elas vão poder conferir ao longo do episódio?

Então a gente vai falar sobre o envelhecimento, como esse é um desafio e uma oportunidade que se põe, que está aí para as pessoas jovens e para as pessoas que já são idosas. A gente vai falar de medicina preventiva, a gente vai falar de como ter um envelhecimento saudável, é o que fazer se o envelhecimento não ocorre de forma tão saudável.

Cada vez mais, né?

Isso vai ao mesmo tempo. Exatamente.

Doutora, tem uma diferença muito grande entre a expectativa de vida, pelo que eu entendi, que eu sempre cito aqui, né?

Uma pesquisa prévia do nosso assunto, a não sou da área da saúde, mas qualquer coisa você pode me corrigir. Que os homens têm uma expectativa de vida menor do que das mulheres.

Por que isso acontece?

Então, isso acontece no mundo todo. Em todos os países, as mulheres, em geral, vivem 7 anos a mais do que os homens.

Isso é determinado por características assim, principalmente biológicas, né?

Os homens nascem já com essa programação para viver menos tempo, tem a ver aí com a embriologia, formação lá do embrião e do feto. E tem um outro componente que é ambiental, que os homens aderem menos aos tratamentos.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, eu estou no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve e qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivermos aqui com convidados especiais e conversamos sobre temas bastante interessantes. Um deles foi inclusive medicina esportiva e lipedema e antes também nós estivemos aqui com convidado especial para falar sobre o uso da setamina envolvendo tratamentos, novos tratamentos para depressão. Hoje nós estamos novamente com o convidado especial aqui, desta vez o Dr. Marcos Galan Morillo, que é médico geriatra, nós vamos falar sobre como é possível envelhecer bem. Um tema que já tinha sido pedido aqui no nosso AmatoCache e a gente já abre o espaço para quem também tiver mais alguma dúvida relacionada a esse tema, que a gente não cite mais e a gente vai passar por todo esse assunto que para que mande também nas redes sociais do nosso especialista. Presentando o nosso convidado especial de hoje, o Dr. Marcos Galan-Morillo é mestre pela Universidade Federal de São Paulo, especialista em geriatria pela sociedade brasileira de geriatria e gerontologia e especialista em clínica médica pela sociedade brasileira de clínica médica. É autor de diversos capítulos de livro nas áreas de geriatria e clínica médica, é com autor do livro Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento e já apresentou dezenas de trabalhos em congresso de geriatria e clínica médica. Enfim, bem vindo, Dr. Obrigado, Letícia. Obrigado ao Instituto Amato pelo convite. Eu espero contribuir com dicas sobre como ter um envelhecimento saudável e desfazer alguns mitos com relação a esse assunto, que às vezes é bem polêmico. Exatamente. Então já aproveito, Dr. Você que nunca participou aqui do AmatoCast, além de te dar as boas-vindas, de fazer aquele spoiler que a gente dá no início para as pessoas que estão acompanhando saber o que de mais interessante a gente vai poder citar aqui, o que que elas vão poder conferir ao longo do episódio? Então a gente vai falar sobre o envelhecimento, como esse é um desafio e uma oportunidade que se põe, que está aí para as pessoas jovens e para as pessoas que já são idosas. A gente vai falar de medicina preventiva, a gente vai falar de como ter um envelhecimento saudável, é o que fazer se o envelhecimento não ocorre de forma tão saudável. E falar um pouco sobre os pilares do envelhecimento, os pilares que extrapolam a questão da saúde. Acho que uma conversa vai ser interessante. Com certeza. Dr. Antes também preciso dar um destaque aqui para quem está acompanhando, que agora a gente tem uma novidade que é um patrocínio aqui para o AmatoCache, o laboratório Origem, é especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O fogo do Origem é qualidade de vida e prevenção. Dr. Vamos lá. Primeiro tema que eu gostaria de dar início, eu trouxe um dado aqui que foi do Censo de 2022, que mostra o dado do IBGE, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Que aponta que o Brasil está envelhecendo mais rápido, que o país registrou o maior salto de envelhecimento entre dois censos desde 1940. Então, para a gente iniciar, o que isso significa e como isso impacta na qualidade de vida das pessoas que já se planejam para envelhecer com essa sensação de realmente bem-estar. E já entro numa polêmica que é qualidade de vida para cada pessoa. É diferente do que significa para mim, por exemplo, do que significa para você. Então, atualmente a expectativa de vida ao nascer ou esperança de vida ao nascer para um brasileiro é de 77 anos, entre homens e mulheres. Se a gente for pensar no final da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1948, pouco depois do final da Segunda Guerra, as pessoas viviam até 45 anos, 47. A expectativa de vida ao nascer era de 45, 47 anos. E agora de 77 anos, ou seja, em menos de 60 anos, a gente ganhou mais 30 anos de vida. Então, quando a gente chega próximo dos 55, 60 anos, a gente tem mais 30 anos de vida pela frente. Se a gente considerar que a adolescência dura de 6 a 8 anos, a velhice dura de 25, de 20 a 30 anos. Então, dá para imaginar o tamanho do desafio e do privilégio que essa geração, a minha geração e a sua geração, vai ter daqui a, depois de 2050, né? Cada vez mais, né? Isso vai ao mesmo tempo. Exatamente. Doutora, tem uma diferença muito grande entre a expectativa de vida, pelo que eu entendi, que eu sempre cito aqui, né? Uma pesquisa prévia do nosso assunto, a não sou da área da saúde, mas qualquer coisa você pode me corrigir. Que os homens têm uma expectativa de vida menor do que das mulheres. Por que isso acontece? Então, isso acontece no mundo todo. Em todos os países, as mulheres, em geral, vivem 7 anos a mais do que os homens. Isso é determinado por características assim, principalmente biológicas, né? Os homens nascem já com essa programação para viver menos tempo, tem a ver aí com a embriologia, formação lá do embrião e do feto. E tem um outro componente que é ambiental, que os homens aderem menos aos tratamentos. Os médicos, os homens vão menos aos médicos, não fazem os tratamentos corretamente, não fazem exemplos preventivos, então tem esses dois componentes. Mas, em qualquer lugar do mundo, as mulheres vivem mais. Isso, pelo menos é uma notícia boa e ruim, né, para a gente que está aqui agora? É, boa para as mulheres, né? Exatamente. Doutora, então, o que é mais associado a aumento da qualidade de vida ou a baixa expectativa de vida? Desculpa, em questão das práticas mesmo, que as pessoas podem adotar. Então, o que a gente pode relacionar como fatores principais para isso? Antes de falar um pouco dessa questão aí da qualidade de vida, eu vou colocar um dois termos assim que são muito importantes para o envelhecimento e para a geriatria, né? Que é o desafio do médico geriátrico de quem trabalha com o envelhecimento. A gente quer que quando uma pessoa envelheça, que ela preserve duas coisas. Uma coisa que chama autonomia e outra coisa que chama independência. Então, quando a gente olha para um paciente, uma pessoa está pensando em envelhecer, ela tem que pensar em chegar à idosa tendo autonomia que é a capacidade de escolher o que ela quer fazer na vida. Independência que ela tem a capacidade de executar aquilo que ela quer, né? Então, apesar das doenças, das questões sociais, das questões financeiras, o desafio é envelhecer podendo escolher o que se quer e podendo fazer o que você quer, né? Executar o que você quer. E escolher vai depender do que? Vai depender de uma cabeça que funciona bem do ponto de vista cognitivo, neurológico, do ponto de vista emocional, do humor, das doenças psiquiátricas. Se a gente está bem dessa parte, a gente consegue escolher. E executar vai depender de ter uma saúde física boa. Então, uma boa mobilidade, uma capacidade de comunicação boa, ouvir bem, enxergar bem, falar bem, né? Então, esse é o foco e depois disso é que vem as medidas que a gente chama de medidas de saúde, de preservação de qualidade de vida. Doutor, e também, ainda falando sobre esses dados, né, para dar a introdução nesse assunto, eu trouxe aqui um estudo que mostra que, em 2018, mais de 75% dos idosos brasileiros dependiam exclusivamente do sistema único de saúde, mas que 83% realizavam uma consulta médica por ano, então um período de 12 meses, então, menos uma. Doutor, isso, de fato, é essencial nesse sentido de ter uma expectativa de vida mais prolongada, desde quando isso deve acontecer? Como que é o cuidado que as pessoas devem ter nesse sentido? A gente podia falar um pouquinho, pegando o seguinte, a gente podia falar um pouquinho de prevenção, dos níveis de prevenção, da prevenção primária, secundária e terciária. A prevenção primária, que é essa coisa de ter um estilo de vida saudável, de aderir aos programas de saúde, seja públicos ou privados, se vacinar, controlar o peso, fazer exercícios, ou seja, adquirir um estilo de vida saudável. E depois vem a questão dos exames preventivos, das consultas médicas regulares, que eu acho que tem a ver mais para a sua pergunta mesmo. Isso tem que ser feito ou na saúde pública ou na saúde privada, mas precisa que ocorra uma aderência do paciente, uma atitude, desculpa o pleonasmo, uma atitude ativa para conseguir uma velhice saudável. Sim, é, e tudo isso ao longo da vida, né, Doutor? Não adianta se preocupar só quando já tem problema, né? Exatamente, por isso que esse parece um assunto que não tem a ver com uma pessoa que tem 30 anos de idade, mas tem tudo a ver, porque uma pessoa com 30 anos de idade, lá vai construir um estilo de vida saudável para chegar bem quando ela tiver 60 anos e dá continuidade disso. Porque se a gente não tiver um estilo de vida saudável e chegar próximo aí dos 60 anos, que é o nível de corte nos países em desenvolvimento, para dizer que uma pessoa é velha, a pessoa vai chegar lá com um atraso e com, às vezes, já com condições mórbidas ruins, com doenças, né, presidentes? Então, o que é considerado, de fato, um problema para os idosos no sentido de, ah, uma doença ou algo natural, o que até que ponto deve ter uma preocupação assim mais elevada em relação a algum diagnóstico que aquele idoso teve? O que é, até que ponto é normal ou não? Tá. Vamos chamar de idosos, então, aqueles com mais de 60 anos, né, no Brasil e países em desenvolvimento, 60 anos, nos países em desenvolvimento, 65 anos. Existe uma coisa, um mito, né, que as pessoas envelhecem sem doenças. Isso, 10% de sortudos e privilegiados geneticamente vão chegar nos 70 ou 80 anos sem doenças. A maioria de nós tem doenças na velhice. Agora, o importante é ter doença crônica controlada. Então, existem estudos, isso é bem claro, que pessoas entre 65 e 75 anos têm média quatro doenças crônicas. Vou dar alguns exemplos, depois de 75, 5 a 7. Então, o paciente tem lá 65 anos, a pessoa tem 65 anos, e ela tem pressão alta, bem controlada, colesterol, bem controlada. Tem déficit visual, operou ou não a catarata. A mulher, em geral, tem lá uma densitometria óssea com baixa densidade óssea, mas a indócio de opinião, ou seja, cinco doenças comuns, tá? Se você conversar com uma mulher de 68 anos, ela vai ter cinco dessas doenças fáceis. Só que essas doenças não deixaram nenhuma sequela. Então, a pessoa controla bem a hipertensão com o seu médico e não teve derrame. Então, ela fala, conversa, vai à feira, vai ao mercado, brinca com os filhos. A mesma coisa com relação ao colesterol, ela não infartou, não teve complicações. E todas as outras doenças. Então, o que é importante é saber que o envelhecimento bem sucedido é o envelhecimento com doença crônica controlada. A gente quer que a complicação da doença apareça lá na frente, perto da hora de morrer. Que é quando a paciente, quando a pessoa ou paciente fica com uma incapacidade. E incapacidade é uma coisa que piora muito a qualidade de vida. E ainda assim, doutor, parece que a causa da morte mais frequente entre idosos envolve queda, é isso? Em idosos, muito idosos, acima de 85, a queda é um fator, é uma causa morte importante. O geriatra coloca no capítulo dos livros de geriatria, na sua prática, a prevenção de quedas. Quando o paciente cai, ele fratura ossos e fica acamado e pode desenvolver complicações. Pneumonia, embolia, a taxa de mortalidade, depois de uma queda, pelas complicações clínicas da queda é grande. As quedas também podem levar a traumatismos cranianos graves, que necessitam de cirurgia, para a paciente passar a ficar sequelados. Então, quedas é um tema caro assim, a geriatras. Muitos médicos não falam de queda, mas geriatra está sempre olhando para o velhinho falando, não pode cair, o que a gente tem que fazer para evitar que a queda ocorra. Sim, é porque todo mundo já sabe disso, quando tem uma queda de qualquer pessoa idosa, se alguém que está assistindo já tem mais de 60 anos ou tem alguém na família próxima da cidade ou mais velho, tem essa preocupação maior quando envolve uma queda. Mas ainda assim também aparece aqui a questão da diabetes e pretensão, excesso de peso, que costuma ser mais frequente entre os idosos. É isso mesmo, doutor? Sim, a principal causa no nosso país de morte, de mortalidade, ainda são as doenças cardiovasculares. O AVC, que é o DRAMI, o acidente vascular cerebral, o popular DRAMI, e o infarto agudo do miocárdio, as doenças do coração. Essas doenças estão relacionadas com diabetes, colesterol elevado, pressão alta, obesidade, sedentarismo. Esses são os fatores de risco cardiovasculares maiores que aumentam o risco dessas doenças. Então, a gente tem que ser cuidados para não ter essas doenças precocemente. Lá para o final da vida, elas podem acontecer. Depois dos 85, no próximo dos 90, tudo certo, tudo normal, isso é esperado. As outras doenças são os oncológicas, são os cânceres. Então, depois desses grupos dos cardiovasculares, vem as oncológicas. Então, tem vários cânceres que podem ser evitados com medidas preventivas. Evitados ou tratados precocemente para que o paciente não venha a morrer dessas doenças. E aí depois, a gente poderia falar que vem as doenças que estão relacionadas mais à fragilidade de idoso. Aí, sim, entra queda. Queda não é uma preocupação a uma pessoa com 65 ou 70, mas ela é uma preocupação grande no octagenário, alguém com mais de 90. E tem uma outra coisa interessante, para raciocínio, que é assim, o envelhecimento é heterogênio. O que significa isso? Você compara duas crianças de 7 ou de 8 anos, elas estão muito parecidas no seu desenvolvimento neuropsicomotor. Aquelas aprendem, como elas pulam, como elas brincam. Agora, se você comparar às vezes dois idosos, pensa assim, dois idosos da sua família de 80 anos, um tio, um avô, o pai, fala. E às vezes, eles estão muito diferentes com relação à capacidade de desfrutar a vida, com as doenças. Então, o envelhecimento é heterogêneo e o cuidado tem que ser individualizado. Existem medidas gerais, mas a gente tem que olhar para cada idoso de um jeito diferente. Doutora, a pergunta é que não quer calar, isso vale até um corte aqui no nosso podcast. Com quantos anos a pessoa deve procurar um médico geriatra para ter esse cuidado? Mesmo que não tenha uma doença diagnosticada, porque a gente está falando agora de idoso a partir de 60 anos, mas a gente sabe que não é necessariamente uma regra. Uma pessoa mais nova pode procurar um médico geriatra e ter esse cuidado. Sim, uma pessoa mais nova pode procurar um médico geriatra. O médico geriatra é um clínico de formação, fez uma residência em clínica médica e depois vai fazer uma especialização em geriatria. É uma especialidade que tem um olhar mais voltado para todas as questões de fisiologia do envelhecimento. Mas um médico de outra especialidade que se preocupa com o envelhecimento pode fazer as vezes do geriatra e deve. Então, muitas vezes o clínico da mulher é o ginecologista. Até na quarta década de vida, na quinta, na próxima década da sexta, um gine colocista com essa visão de envelhecimento faz essa prevenção. Ou clínico, ou cardiologista. Então, outro especialista tem que ter essa visão geriátrica, que não necessariamente é um especialista em geriatria. O geriatra faz isso, mas o geriatra, no meu ponto de vista, na minha experiência, é aquele profissional que acrescenta mais quando a pessoa já está velhinha. Ou seja, é aquele idoso, vou chamar velhinho, mas no jovem geriatra não tem preconceito de usar a palavra velha nem idoso. Outras pessoas têm mais gente usa na geriatria, porque não tem nada demais. Mas o geriatra é aquele profissional que ajuda muito quando a pessoa já tem lá 80 anos e tem vários especialistas dando remédios diferentes, passando um monte de remédios diferentes. A família está confusa para a gente não saber como lidar com isso. Aí eu acho que o geriatra, a partir daí, começa a andar de braçada com relação às outras especialidades. Nossa, esse ponto é muito importante, porque realmente, até quem é mais novo falando por mim, às vezes, a gente vai num especialista passo, uma coisa vai num outro, fala completamente o oposto. Então, o que é mais importante nessa questão dos idosos? O que é mais levado em consideração num todo, como pessoa, como paciente, para presar pela qualidade de vida e não só a qualidade de vida em si, mas também que a pessoa viva por mais tempo, quando o paciente chega para o médico geriatra? Então, quando o paciente chega numa consulta geriátrica, a consulta extrapola a questão da medicina, ou seja, das doenças e dos diagnósticos. A gente faz uma leitura, usar esse termo que é um pouco batido, mas uma leitura biopsicosocial daquele paciente. Então, fala com quem ele mora, ele é sozinho, qual é a questão financeira desse paciente, quais recursos ele tem, quem ajuda a cuidar dele, se ele é dependente ou não. Então, na consulta, tudo isso é levado em conta. E aí, vamos trabalhar as doenças, mas com essa visão do que deve ser feito e o que pode ser feito. Então, acho que é mais ou menos isso, eu não sei se eu respondi a sua pergunta. Sim, sim, é, porque é difícil, é exatamente essa dúvida, porque até quem é mais novo passa por essa dificuldade, de saber por qual caminho seguir. Quem é mais novo, às vezes, quem é mais novo não tem esse problema, mas tem um pai, a mãe ou os avós que tem esse problema. Você fala, eu tenho 30 anos, eu não sei do que você está falando, mas pera aí, tu é o avô, como é que está? Nossa, é uma peregrinação de hospital, de médico, volta, ele está confuso, não administra os remédios, aí minha mãe que vai cuidar, ou é minha tia, aí tem que pensar num cuidador. A gente fala muito de cuidadores em idosos, que são profissionais muito importantes. Mas, em geral, o cuidador de um idoso não é um cuidador profissional, em geral, um cuidador familiar. No Brasil, o primeiro cuidador é o familiar, é o conjo de... Cuidador é aquela pessoa que ajuda um idoso quando ele está com dependência, quando ele já teve doenças e tem dependências. Esses cuidadores, em geral, são os cuidadores familiares. Conjo de filha, irmãos, não, mas conjo de ou filhos. E depois, assim que ele tem mais recursos, vai ter cuidadores profissionais se for possível. Mas aí, a gente já está falando de idosos que têm dependência e tal, mas eu quero ainda enfatizar, o que a gente tem que fazer para prevenir para não ter essas doenças. Exatamente, isso é importante. Essas complicações. Para não chegar até isso, para já ter uma vida desde o início, quanto mais breve possível para evitar os problemas no futuro. Agora, a gente estava comentando sobre essa população dos idosos que tem aumentado. Isso já leva a ter maior preocupação com o envelhecimento. Por que as pessoas devem se preocupar com o envelhecimento? Isso. Elas devem se preocupar retomando aquilo que a gente tinha falado, porque elas vão ter 30 anos a mais de vida para viver. Então, esse envelhecimento tem que ser um envelhecimento bem sucedido. E não um envelhecimento que a gente chama de envelhecimento com fragilidade. Então, a expectativa é que a pessoa chegue aos 80 anos curtindo a vida, passeando, viajando, comemorando suas festas, curtindo a família, curtindo a igreja. E não que ela chegue com fragilidade, ou seja, isolada numa cama, se movimentando, tendo dores crônicas. E aí existem estratégias para o envelhecimento bem sucedido. E se as coisas não dão certo, e às vezes elas não dão certo, existe uma questão aleatória, às vezes, mesmo fazendo tudo certinho, às vezes a gente vai evoluir com fragilidade. Aí toda a medicina, geriatria, gerontologia têm que ajudar as famílias e o paciente que evolui com fragilidade. Agora, o que a gente pode fazer para ver o li de forma bem sucedida? Então, a primeira coisa é aquilo que a gente comentou a pouco, que é ter um estilo de vida saudável desde jovem. São situações já conhecidas. Ter bom peso sendo repetitivo, mas é isso mesmo, ter bom peso, não ser sedentário, não fumar, não beber o bebê modernadamente, controlar o estresse, ter uma vida social rica e satisfatória, começar a fazer os exames preventivos nas idades corretas. Então, a mulher fazer o Papa Nicolau, assim que começa a vida sexual, ou medir a pressão sempre na consulta médica. Depois de uma determinada idade, começa a entrar alguns exames como dosagens de colesterol, tendência colesterol alta, desagem de glicemia, diabetes, que é uma doença que tem aumentado muito na humanidade. No Brasil, são uns 15 milhões de diabéticos. A gente fala de epidemias de HIV, de tuberculose. Na verdade, existem epidemias de diabetes, de pertenção dessas outras doenças. Aí, começar a fazer os exames preventivos, que a gente chama de rastreamento do paciente assintomático, popularmente check-up. Quais exames que eu devo fazer em determinadas épocas da minha vida para descobrir uma doença antes dela que ela se manifestou e poder ter uma atitude para evitar as complicações dessa doença? Então, Papa Nicolau, como eu já disse, as medidas de consulta, mamografia quando chega à idade certa, colonoscopia, para prevenir o câncer de intestino e evitar as complicações ao próprio câncer, também ter uma idade adequada, a prevenção das doenças da próstata, passaram no oftalmologista, estou dando alguns exemplos, passaram no oftalmologista para medir a pressão ocular, para prevenir o glaucoma, que é uma causa silenciosa, de cegueira, e tem mais uma infinidade, que são os exames preventivos de check-up. Então, ir nas consultas com regularidade, fazer os exames necessários, em geral, muito menos exames do que as pessoas têm ideia, mas tem alguns que são obrigatórios, e se descoberta doenças, fazer um tratamento correto para evitar aquelas complicações, evitar sequelas. Se as doenças aparecerem, a gente quer que isso seja depois da 17ª década de vida. Então, ah, infeliz, descobri que eu tenho lá uma obstrução das artérias coronárias, eu coloco estentes, e o meu coração continua funcionando bem, e eu vou tendo uma vida normal, sem falta de ar, sem insuficiência cardíaca. Tenho varizes, trato as varizes, e não vou ter úlceras varicosas que estão feridas, que não dá para fechar. Olho, passo no especialista, e vejo se eu tenho alguma lesão de pele, que pode ser um câncer de pele, retiro com o dermatologista, para o cirurgião plástico, aquele câncer de pele, para não dar complicações. Tenho dores na coluna, vou identificar se tenho uma hérnia de disco, e corrigo para não ter problemas. Então, aderir ao tratamento, tanto preventivo quanto de realização de exames de check-up adequados. Sim, para quem está acompanhando para dar uma contextualizada, antes a gente sempre conversa sobre o nosso episódio, o assunto que a gente traz para vocês. Cheguei a ver em uma aula sua a questão de cenecência e cenilidade. É um nome difícil, para quem está, a gente até comentou que a gente traz o mais simples possível, mas é importante esclarecer o que isso significa, e qual a diferença entre esses dois termos, porque traz muito para isso, até que ponto são coisas naturais do envelhecimento, pelo que eu entendi da sua aula, e até que ponto é algo que é causado pela forma que a pessoa levou a vida. É isso, não é? Exatamente, boa pergunta para um geriatra. É simples de explicar, mas cenescência e cenilidade, são dois termos muito importantes na geriatria. Cenescência é aquilo que a gente fala do envelhecimento fisiológico, o envelhecimento normal, e cenilidade é o envelhecimento com doença. E é importante saber o que é o envelhecimento normal e o que é o envelhecimento com doença. Então, envelhecimento fisiológico normal, cenescência, rugas, cabelo branco, manchas na pele, isso é o envelhecimento normal. Vamos dar um exemplo de cenilidade, em envelhecimento patológico, cânceres de pele pelo sol. Tem algumas manchas que são normais, tem outras que são cânceres de pele. Envelhecimento ósseo. Então, depois dos 40 anos, a nossa altura diminui um centímetro, por causa da curvatura da coluna, nos pés vai ficando plano. Então, isso é o envelhecimento normal. Outros exemplos de doença, ósseo e artrose de joelho, achatamento de vértebras da coluna por artrose, isso é o envelhecimento sem saúde, é a cenilidade, perdão, a cenilidade é um saudável, a cenilidade é com doença. E outras funções também, vamos falar um pouco da função sexual. Existe um mito que, quando as pessoas envelhecem, elas têm uma pior da função sexual. Então, a questão sexual permanece, é libido permanece, muda só a forma como ela ocorre. Existe um retardo para excitação, dificuldades maiores para lubrificação, mas isso tudo pode ser cuidado. E o que muda um pouco é a questão da afetividade, que com a experiência de afetividade e sexualidade, elas aparecem mais na geriatria, então isso também é da cinescência, do envelhecimento normal. Mas eu acho que um ponto mais importante diferencial, que é normal do que é patológico, é para não medicar, para os médicos não medicarem aquilo que é normal. Porque se eu fico olhando, isso faz parte do envelhecimento normal, e eu vou dar um remédio para aquele não problema, eu vou ter complicações do tratamento, do exame que é pedido sem ser necessário, e do tratamento com o remédio que vai levar a efeitos colaterais. Isso se chama de atrogenia. É medicar aquilo que não é digno de medicar, e é atrogenar suas complicações disso. É o próximo termo, não, com certeza, é o próximo termo que eu tinha visto, que eu até anotei aqui para não esquecer de citar, que as pessoas às vezes não conhecem os termos, mas isso é muito comum. Chega numa idade até os mais novos, tem aquela lista de remédios. Está tomando quinhentos remédios ali, cada remédio para uma coisa, e fica nessa dúvida de até que ponto realmente é necessário, e até que ponto é algo que está até prejudicando aquele dozo, aquele cuidado excessivo, digamos assim. Exato. Aí a atrofia é aquela consequência de um tratamento que mesmo indicado, às vezes provoca uma complicação. Então, como os idosos, eles têm muitas alterações do organismo, muitas alterações, algumas normais da velhice, que é do envelhecer, e tem alterações que são das doenças. Então, a chance de se provocar uma atrofia no idoso é muito maior. Dá um remédio que é desnecessário, ou parcialmente necessário, e a complicação do remédio vai ser pior do que o objetivo que era, que aquele remédio, a objetiva que o remédio levasse. É a mesma coisa de exames, pedir um exame, que às vezes para um idoso, a complicação do exame vai levar uma atrofia. Então, por isso que a gente tem que saber diferencial, que é envelhecimento saudável, ser essência do que é envelhecimento patológico. Envelhecimento patológico tem que tratar envelhecimento saudável, não. E, doutor, quando que a pessoa pode saber se ela está nessa questão da atrofia, que é esse medicamento, que é passado para resumir de novo, quando não há necessidade de fato? Isso tem sempre de discutir com o seu médico, não é com o médico. A pessoa tem que falar com o médico e falar, doutor, esse tratamento realmente é necessário, prós e contras, corro algum risco, ou bom médico, ele sempre vai esclarecer o paciente. Falam, não, é necessário sim. Às vezes existem situações dramáticas em que o médico tem que tomar essa decisão junto com o paciente. Olha, precisamos fazer esse exame, esse tratamento, ele tem um risco, e vamos conversar junto sobre isso. E decidir, sabendo, mas com o risco mais calculado, quando a gente trata de um idoso, todo cuidado médico, ele deve ser um pouco mais cauteloso. A gente não deve deixar de fazer tratamentos em idosos. A gente não deve deixar de operar um paciente idoso porque ele tem muita idade. Tudo tem que ser feito, mas um pouco mais devagar e com mais cautela. Mas tem que fazer. Doutor, e agora não posso deixar de citar sobre esse processo de envelhecimento. A gente está falando também do que é natural ou não, do que faz parte do processo de envelhecimento, sobre os procedimentos que às vezes as pessoas fazem para impedir esse processo natural, principalmente relacionado à estética. Eu acho que é uma preocupação muito grande, não que os homens não tenham, mas as mulheres acabam tendo mais, e tem muita polêmica relacionada a isso. Sobre não demonstrar a idade, querer brecar esse processo natural do envelhecimento. Qual é a sua opinião sobre isso? Olha, existe uma área da medicina que se chama medicina anti-envelhecimento. Essa é uma área bastante polêmica, principalmente pela sociedade brasileira de geriatria e genitologia, que são os tratamentos desnecessários que não mudam o envelhecimento. Mas se tem alguma coisa que eu acho que muda o envelhecimento, é um tratamento dermatológico e estético. Então, se o paciente está bem consciente do que ele quer do tratamento dermatológico e estético, se ele está consultando um profissional, que é um especialista nessa área, a aparência daquela pessoa vai ficar mais jovem se ele fizer aquele tratamento estético ou seja com o dermatômetro ou com o cirurgião plástico. Um especialista. Isso é muito importante num momento atual para procurar especialistas bem informados. Isso melhora o aspecto do paciente e do ponto de vista de jovialidade. Se a pessoa quer ter rugas, é um problema dela, tudo bem, é legítimo. Se a pessoa não quer ter rugas, também, tudo bem. Essa área da medicina é a única que funciona do ponto de vista de envelhecimento. Não tem nenhum remédio que eu vou fazer uma pessoa viver mais além de cuidar das doenças. Por enquanto. Quem sabe no futuro, eu acho que isso vai acontecer, vão ter tratamentos trabalhando com genética que vai retardar o processo de envelhecimento. Mas isso é uma coisa que eu acho que vai demorar em algumas décadas. Está. É, entra na questão também daquelas dos processos naturais, que às vezes os idosos gostam muito de procurar na internet. Fórmulas milagrosas para evitar tal doença ou curar. Às vezes deixa de tomar um remédio também. A gente falou do excesso do remédio mais alto. Também a situação contrária. Quando a pessoa quer substituir o medicamento que o especialista passou, o médico passou, por algo que viu na internet, algo que é uma fórmula mágica ali que acredita que é o suficiente. Exatamente. E isso é muito perigoso, principalmente nos pacientes mais idosos, que alguns remédios são essenciais e não podem ser retirados. Então, por exemplo, um paciente que tem uma doença cardiovascular e usa um anticoagulante, que é um remédio para evitar, às vezes, um AVC, que ajuda a prevenir o infarto. E ele substitui para aquele remédio para um remédio milagroso. Ele está correndo um risco lá de ter uma sequela que vai acompanhar ele permanentemente, se ela aparecer durante dez anos da vida dele. Ele vai ter um AVC e pode ficar paralisado de um lado do corpo, com uma dificuldade de falar, e vai precisar de alguém para cuidar dele. Tomar cuidado com essa coisa de parar remédio sem consultar o seu especialista antes. Não existe tratamento dos milagrosos. A gente gostaria que existisse, mas não existe. Para algumas doenças, a medicina tem sido milagrosa. A gente está falando de uma mudança de 30 anos. A gente vivia 47 anos, não vivia de 77 anos. São 30 anos a mais. Isso tem a ver com questões de promoção de saúde, de água potável, mas também de todas as outras coisas. Mas principalmente de bons diagnósticos e de bons tratamentos. A gente falou bastante também sobre a questão da idade. Você citou que é muito difícil uma mulher com mais, um homem com mais de 60 anos, não ter pelo menos 5 doenças. Mas há possibilidade de um envelhecimento sem doença nenhuma? Sem doença nenhuma? Não. Então, por que? O que a gente chama de doença? Hipertensão arterial. O valor normal numa medida de consultório é 14 por 9. Se eu tenho 15 por 10, eu sou hipertensa. Pela sociedade brasileira de geriatria, para as sociedades de hipertensão, de cardiologias brasileiras europeia e americana, eu sou hipertensa, eu ganhei uma doença. Se a minha glicemia não está abaixo de 99, ela está 102 em duas medidas, eu sou um prediabético. Eu tenho duas doenças. Tudo bem, é só controlar, fazer dieta, fazer o tratamento tudo certo. A visão, a catarata vai aparecer. O cristalino vai começar a pacificar. Eu vou operar, numa determinidade idade, vou voltar a enxergar super bem. As artroses, elas vão aparecer. Então, envelhecer sem essas doenças é uma falácia, é uma mentira, não existe isso. Ah, mas eu conheço a minha tia, que não tem nenhuma ou dois. Ela não vai no médico, ela nem sabe o que ela tem. Então, isso é um jeito de achar que não tem doença. Só que ela tem 82 e está ótima, cuidou de 82 anos e meio, ela tem uma complicação gráfica, nossa, apareceu tudo agora. Não, é que a sua não vai no médico, às vezes é nos preventivos. Sim, e até, às vezes, eu acredito que não só as idosas estão acompanhando o nosso podcast, como também alguém que tem alguma idoso na família, ou que está pensando realmente como que vai fazer para o futuro, já que é ter essa preocupação. Para a pessoa que ainda não passa no médico especialíssimo geriatra, nesse assunto, como que acostuma a acontecer essa forma de prevenção, ou até, desse diagnóstico que você citou agora, que às vezes a pessoa não sabe que tem alguma coisa. Então, ela, em geral, o paciente vem numa consulta, e a gente vai fazer um histórico das doenças prévias, da genética. Então, ver quais foram as doenças que os pais, o pai, a mãe teve, os pais, os irmãos, na geriatria, a gente nem fala muito, às vezes, dos pais. A gente fala muito dos irmãos, seus irmãos têm quais doenças, quais doenças a pessoa já teve na vida, quais remédios que ela toma. E como é que estão os exames preventivos? Olha, a sua colonoscopia, que deve começar com 50 anos para prevenção do câncer de intestino, que é uma doença que tem aumentado a prevalência na humanidade, a gente vê vários famosos que têm essa doença com 45, 50 anos. Então, a gente checa, está fazendo regularmente esse exame, está fazendo esse tomografia óssea, tem feito com o ginecologista na ultrassonografia, a gente verifica também na consulta, tem sintomas depressivos, tem uso abusivo de álcool. Então, um geriatra faz uma consulta bem ampla, uma avaliação geriátrica global, para instalar as medidas preventivas e praticar e as mudanças, e pedir exames e medicar para que não apareçam, para tratar e não evitar as sequelas futuras. 25 anos igual eu, pode dar uma consulta com o geriatra, então, Doutor. Não precisa, assim, obrigado, mas não precisa, vai no teu ginecologista, vai na tua ginecologista e conversa com ela. Qual idade costuma ser mais comum te procurar? 60. Pode procurar com 40, eu vou achar ótimo. E a gente vai fazer uma boa medicina preventiva, é um bom check-up. Mas pode com 40 anos no seu cardiologista ou no outro especialista que ele vai cuidar tão bem como o geriatra. Já faz esse acompanhamento? Sim, sim. Os outros especialistas têm a noção do envelhecimento hoje em dia. Agora, se você não sente que o teu médico faz isso, que não é um geriatra, você procura o geriatra. Quando o médico não aborda isso, ele é muito focado, só na minha faxetária, eu estou preocupado com isso, e ele não quer discutir isso, e vai no geriatra. O geriatra vai tomar o prazer e ele adora falar sobre isso. Sim, porque a gente acaba se sentindo mais segura às vezes, né? Imagino que quem está acompanhando também. Dá aquela sensação de eu estou, eu fiz o meu check-up, e ali está tudo certo. E o que eu faço muitas vezes, quando recebo um paciente como você, eu recebo, faço a consulta e falo, olha, Letícia está tudo bem, volta por teu ginecologista, que ela acompanha super bem, não precisa vir aqui, vem aqui e sobra no futuro. É. Agora, tem uma coisa interessante, você falou, se você me permite? Claro. Você fala, os exames estão tudo bem, isso é um grande erro que também existe no check-up na medicina preventiva. A gente faz um monte de exames, e o paciente vai ao médico e fala, olha, tem os exames estão todos bem, você fuma, mas a tua tomografia de tórax não tem nada, olha, não tem nenhuma complicação de cigarro ainda. Ah, fiz os exames do colesterol, está bom, mas você está gordo e não está fazendo exercícios. Então, muitas vezes os exames estão bons naquele momento, e isso não significa que o paciente não tem que fazer a prevenção primária. O mais importante para retardar a doença é o estilo de vida saudável. Então, meu colesterol, a minha glicemia está ótima, eu posso comer quanto doce eu quiser, não pode. Ah, meu colesterol está bom, eu posso ficar gordo e não fazer exercícios, não pode. Porque no próximo check-up, a gente vai ter aquela expressão que fala, eu vou tomar notícia boa e uma ruim para você. Falar, eu tenho uma notícia boa, que a gente descobriu que você está com uma doença no começo, a notícia é uma ruim, é que a doença apareceu. Então, toda consulta de check-up é uma oportunidade, chegar para o paciente e falar, olha, cuida da prevenção. Sim, e agora você citou de prevenção primária, eu vi também naquela apresentação que cita, tem um tal muito sobre isso na internet, nesses assuntos de como envelhecer bem, de forma geral, ou até após os 50 anos que a gente tinha comentado. Qual é a diferença de prevenção primária, secundária e terceária? O que isso muda na prática para as pessoas que querem se prevenir? Isso é um conceito que existe na medicina preventiva, que são três níveis de prevenção. Primária, secundária e terceária. Eu vou ser breve, porque eu acho que eu já falei um pouco sobre isso. Primária, o que é prevenção primária? Tomar vacinas, começa desde a infância. Vacinas, ter um bom peso, fazer exercícios, não ser sedentário, não fumar, não beber ou beber moderadamente, controlar o estresse, ou seja, são aquelas medidas que não envolvem medicação, não envolvem exames. Então, um estilo de vida saudável. A gente está careca de saber isso, já sabe muito disso. A gente só não consegue às vezes seguir, mas tem que seguir. Os jovens hoje fazem muito mais exercícios do que as pessoas mais velhas. Então, tem que manter isso por resto da vida, não fumar, e fumar. Cigar, por exemplo, é um grande exemplo de prevenção primária, que deve ser... A gente não pode fumar nem eletrônico, nada, tá? Eletrônico, né? Eletrônico. É, nenhum tipo de cigarro. Preveniação secundária. Quais os exames que eu devo fazer, mesmo que eu não senta nada? Ah, tem vida sexual, para prevenir uma vez por ano. Mamografia, vai entrar lá com 40, você não tiver histórico familiar. Medir a pressão, fazer exames colesterol, colonoscopia, exames da próxima. Então, são os exames que a gente tem que fazer quando a gente não sente nada, que é o rastreamento assintomático. Se eu sinto alguma coisa, olha, eu tenho uma dor de cabeça muito forte. Eu vou passar em consulta para ver aquela dor de cabeça. Talvez eu tenha que fazer uma tomografia ou uma ressonância. Mas se eu não estou sentindo nada, eu tenho que fazer prevenção secundária. E terciária é a reabilitação. Eu já tive uma doença, e para evitar aquela volte, eu reabilito. Então, eu já coloquei estente nas minhas coronárias, eu não posso colocar mais estentes, porque vai ser muito difícil. Não quero que eu tenha uma insuficiência cardíaca. Então, vou fazer o tratamento com reabilitação cardíaca com monarus, aos remédios. Eu tenho uma artrose, coloquei uma prótise no joelho. Estou andando bem, minha dor desapareceu. Mas eu tenho que cuidar da minha osteoporose. Eu tenho que fazer fortalecimento muscular para não precisar colocar prótise no outro joelho. Então, essa é a terciária. São níveis diferentes. Sim, é muito importante isso. Às vezes, as pessoas até têm uma vontade de se preocupar com a saúde, com tudo isso, mas não sabe por onde começar, fica perdido, né? Doutor, agora a capacidade funcional, que eu acho que não dá para a gente deixar de citar. Primeiro, definição do que é isso, para quem não sabe do que a gente está citando, e como fazer com que isso aconteça de uma forma natural, melhor possível, no processo de envelhecimento. A capacidade funcional, eu até falei um pouco já sobre aquela questão da autonomia e da independência. Retomando para o que é importante. A autonomia é a capacidade de escolher. Então, o que é a capacidade funcional? Sendo mais claro, é dar conta da vida, envelhecer dando conta da vida. Então, eu tenho lá 80 anos, e eu sou capaz de controlar minhas contas do banco, dirigir, ir até o clube, ir até a casa dos meus netos, aprender uma coisa nova. Então, eu estou funcionando bem na vida cotidiana. Então, o desafio do geriatra é ter esse olhar sobre a prevenção e sobre as doenças, e falar, eu quero que ele chegue com 80 anos, funcional, desfrutando da vida, podendo ter prazer da vida. Quando isso não acontece, a gente fala que o paciente não está funcional, ou seja, ele já tem algumas incapacidades, ou ele tem dependências. Ele não ouve bem, ele não enxerga bem, não fala bem, as demências, ele já não raciocina bem. Então, isso é um envelhecimento com perda da funcionalidade. Então, um envelhecimento saudável, o paciente envelhece, e envelhece, mas não passa um limiar de perda de funcionalidade em que ele fica dependente e fica incapaz para algumas coisas, e a qualidade de vida piora muito. Aquela pessoa vai ter muito mais dificuldade de desfrutar da vida. Sim, a audição, por exemplo, entra nessa questão da capacidade funcional? Totalmente, totalmente. Então, quando a gente percebe déficits auditivos e vai ao torrinho, faz os exames, o paciente deve colocar o aparelho para tratar o déficit auditivo, porque o déficit auditivo não tratado leva ao isolamento social, que é uma coisa que a gente pode falar mais para frente, que é o pilar importante da velhice, preservar as relações sociais. Então, quando ele coloca o aparelho, ele evita o isolamento social, e isso está em outros estudos, e uma outra área que está mais do que provado, a surdez, no início da terceiridade, não tratada aumenta a incidência das demências. Então, a surdez não tratado é um fator de riscos, risco para as demências do tipo Alzheimer, principalmente. Então, se a gente tratar a surdez, a gente retarda o surgimento da demência. Então, tem que tratar a surdez. É uma coisa muito importante. Duas coisas que eu não posso deixar de citar já em relação, me lembrei agora, a gente citando da questão da surdez. Primeiro, que é, ou às vezes, o preconceito que o idoso tem em tratar algo que ele está tendo, o que ele está sentindo. Eu acho que isso entra no exemplo da surdez, porque eu já vi muitos idosos que precisam usar o aparelho e têm vergonha de utilizar, por exemplo. Imagino que isso não só para a questão da audição, mas para várias outras doenças ou problemas que podem surgir ocasionalmente, e as pessoas, às vezes, têm essa dificuldade de aceitar por conta da idade, doutor. Os idosos têm preconceito mesmo de usar o aparelho auditivo. Está diminuindo isso. Mas tem preconceito, porque fica com aquele aparelho, às vezes o aparelho é grande, esteticamente, não é bonito. Mas depois que o paciente se adapta, o benefício é muito grande, ele ouve melhor, ele interage melhor com as pessoas. E os aparelhos, cada vez, são mais modernos, mais discretos. A gente tem como médico insistir que o paciente ou o familiar tem que insistir com o paciente idoso que precisa usar o aparelho auditivo. E no começo tem uma dificuldade de adaptação, mas depois que você adaptou, é ótimo. Não pode prescindir do aparelho auditivo. Isso já leva à questão do isolamento social e da necessidade da família de apoiar nesse sentido em tudo. Em tudo, desse processo do envelhecimento. Sim, o paciente, às vezes, com o déficit auditivo, está conversando com você e ele não está... Você fala, poxa, mas ele está com problema de memória. Não, ele não está ouvindo. Então, ele faz aquela cara de paisagem, mas ele não está interagindo. Tem que colocar o aparelho. Ele começa a interregar. Isso vai estimular o cérebro dele. O cérebro vai parando de receber estímulos. Isso a gente sabe onde leva no futuro. Sim. Doutor, para os idosos, o indicativo ali da família, que algo está acontecendo na vida daquela pessoa, eu imagino que seja um dos pontos mais importantes para o tratamento dessas situações. Sim. A família é muito importante para... A gente precisa de relacionamentos, de família, para falar para a gente as coisas que a gente não se dá conta. A gente acha que a gente está vendo conta. A gente precisa, às vezes, dar voz de alguém que gosta. A gente fala, olha, você não está bem. Você está tendo um uso abusivo do álcool. Vai ver isso com o médico. Você está deprimido. Você não vê alegria nas coisas que você gostava antes. Ah, não, mas é tão normal. É assim mesmo. Não, não é. Eu te conheço. Olha, você está sempre com falta de ar. Você começou a ter falta de ar. Você começou a arrumar demais à noite. Você deve estar com uma apeniada do sono. Então, a família, em geral, esposo, esposa, filhos, amigos, eles falam para a gente. Eles dão as dicas do que a gente precisa cuidar. E se a pessoa tem um pouco mais de humildade, ela pergunta, fala, olha, como é que você acha que eu estou? O isolamento social pode piorar esse diagnóstico, esse programa? Sim, sim. Existem alguns pilares. Eu diria que existem quatro pilares importantes para o envelhecimento. Um deles é o pilar social. A gente tem que envelhecer com um bom capital social. O que é isso? Ter amigos. Fazer amigos mais jovens, porque, em geral, a gente vai envelhecer os nossos amigos da mesma idade. Eles não vão estar tão bem. Então, a gente tem que ter amigos mais jovens. Sobrinhos, primos, filhos, pessoas no convívio do prédio, do bairro. Frequentar centros comunitários, frequentar a igreja, frequentar o clube. Então, frequentar centros de dose. Então, a gente tem que evoluir e envelhecer com esse pilar que é o suporte social. Envelhecer sozinho sem suporte social é muito complicado. Para preservar, para ter suporte social, então tem uma coisa importante. O idoso não pode ser chato, porque ninguém aguenta a gente chato. Então, os idosos, às vezes, eles envelhecem e envelhecem muitos chatos. E aí, eles repelem as pessoas. Então, a gente não pode ser tão no idoso chato. E outra coisa também, que a gente vê isso no costelo, até são os pacientes que a gente mais gosta, você tem que ser gentil. Se você for gentil com as pessoas, você não ser gentil com você. Não é uma forma interesseira de pensar, mas é uma forma de ganha a ganha, porque às vezes você vai precisar ser cuidado pelas pessoas numa fase mais tardiva. Então, a gente não for gentil não perdoar os outros. Aquela coisa que nos leva a ser alto perdoar, ter uma melhor resiliência, aceitar o processo de envelhecimento. Se a gente não cuidar disso, o nosso envelhecimento do ponto de vista social vai ser muito ruim. Isso faz muita falta. Aí, tem outros pilares. A gente está falando disso, o social é muito importante. O outro é de saúde. Pilar de saúde, que a gente já falou sobre prevenção, exames, tratamentos, aderência aos programas de saúde. Outro pilário é o financeiro. A gente tem que acumular reservas, porque quando a gente fica velho, a gente tem menos receita e tem mais despesa. Então, se possível, acumular reservas. A previdência social tem que dar conta daquelas pessoas que não têm esse privilégio. Se quando consegue acumular reservas, então a gente tem que ter um pilário financeiro para ver isso. E o outro pilário interessante é o importante, o pilário intelectual. Isso é uma coisa muito importante. A gente tem que envelhecer, tendo interesse em aprender coisas novas. A gente não pode parar de aprender coisas novas. Então, não adianta só fazer palavras cruzadas ou ficar fazendo os mesmos pontos de tricô a vida inteira. É bom, mas não é suficiente. A gente tem que entrar da terceiridade aprendendo coisas novas, estudando coisas novas, fazendo curso, quer fazer tricô. Então, vai fazer pontos dificílimos que nunca tentou fazer, vai fazer jogos que não costuma fazer, vai aprender alguma coisa nova. Então, tem que continuar tendo o desejo de aprender coisas novas, aprendendo ou aprender. E ainda nessa parte intelectual, uma coisa que é importante para os idosos, eles têm que se familiarizar com as tecnologias de informação. O idoso não pode ficar muito afastado do mundo digital. Obviamente, tem que tomar cuidado com golpes, essas coisas. Mas ele não pode. O idoso não pode envelhecer sem saber se comunicar com o WhatsApp, com as outras pessoas. Ou saber como usar o cartão do banco. Se isso já é um problema, isso não vai ser mais ainda. Talvez as novas gerações não tenham esse problema. Mas vai ter alguma coisa que elas vão aprender que elas não vão gostar também. Agora, parece que os idosos estão cada vez mais espertos nesse sentido, de saber usar, de se interessar também. Mas claro que não é uma regra para todo mundo. Doutora, ainda os desafios relacionados, a gente situa ainda no início da questão do SUS, que a maioria depende do sistema único de saúde. Para quem depende do sistema público, como pode ter um envelhecimento mais saudável nesse sentido? Os programas de geriatria e genotologia passam por fases, assim, dependendo das políticas públicas. Mas existem centros de idosos em São Paulo, do sistema público de saúde, que acolhem muito bem os idosos. Que tem lá o médico de família, que tem o médico de família, tem uma visão do envelhecimento, ou tem o médico geriatra, tem centros dias de convívio, em alguns centros regionais que acolhem pacientes idosos. Os exames também podem ser feitos na rede pública. O problema é o excesso de pessoas, e demora às vezes fazer esses exames. Mas o SUS, o médico de família, que é o médico do SUS, tem essa visão do envelhecimento. Tem profissionais das outras especialidades, que tem uma visão gerontológica, o fonoaudiólogo, o fisioterapeuta, que são profissionais importantíssimos do envelhecimento e o fisioterapeuta. Fisioterapeutas são muito importantes na velhice. Às vezes, em alguns momentos, mais do que o médico. Pra sua área, o acesso ainda é a maior dificuldade? Olha, trabalhando na rede privada, não. Mas na rede pública, sim. O acesso é muito dificuldade. Considerando a área de forma geral? Sim, é uma grande dificuldade. Doutor, eu separei alguns mitos e verdades para que o tempo acaba passando muito rápido. Mas eu separei os Trend Topics, que a gente chama aqui, que está sendo mais discutido na internet, o que é pesquisado no Google. Eu fiz uma listinha do que as pessoas querem saber relacionado ao envelhecimento. Então, quando ficamos velhos? Ficamos mais esquecidos? Sim. Existe um envelhecimento cerebral normal, que a nossa velocidade de processamento das informações é mais lenta. Então, eu processo mais lentamente do que eu processava com 30. E é inequívoco com isso. Mas essa velocidade de processamento não me impede de lidar bem com a vida. Funciona a vida cotidiana. Segundo lá, quando eu estiver 80 anos, dirigir, pagar minhas contas e escolher o que eu quero fazer. Mas é mais lento. A memória, para fatos recentes, também ela piora. Mas está muito longe de ser uma demência, de ser uma doença. A minha memória está pior, mas não atrapalha para lidar com a vida cotidiana. Quando ficamos mais velhos, precisamos nos exercitar menos? Ao contrário. Ao contrário. A gente precisa se exercitar a vida toda, mas o exercício é uma coisa incrível, porque a gente pode não ter se exercitado nunca e começar a se exercitar com 70 anos e o ganho vai aparecer nas primeiras semanas. Então, a gente tem que continuar se exercitando até a hora de morrer. É lá no final da vida. O que muda é a característica do exercício. Então, quando a gente é mais jovem, a gente precisa mais de exercícios aeróbicos, e quando a gente envelhece, a gente precisa mais dos resistivos, que é musculação, pilates, o misto dele, mas o resto da vida. E começou a se envelhecer com 80 anos, tem ganho na primeira segunda semana. Olha isso daí, é ótimo. É incrível. As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite. Não são inevitáveis, tem idosos que envelhecem sem dores. Então, elas são evitáveis sim. É importante olhar sobre as dores, porque é difícil envelhecer, passar mais de 80 anos sem dores. Mas se cuidar, elas vão ser mínimas ou dá para evitar. O desejo sexual diminui com a idade? O tipo de desejo sexual do jovem diminui com a idade. O desejo sexual que a gente tem 45 anos não é igual de 25 anos. E o de 65 também não é igual. Mas, a libido, o desejo de se relacionar sexualmente continua. O que muda é o jeito. Sim, aquilo que é mais identificado. Fica mais rico, do ponto de vista afetivo sexual. A expectativa com a performance, que é uma coisa muito importante quando a gente tem que estar jovem, quando está mais velho, eles falam, não, a performance não é tudo. A curtição é diferente. Então, mais continua. Sim, entender isso, às vezes, acaba ajudando aqui nessa preocupação. Muito. Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede? Boa pergunta. O idoso é um desidratado crônico. Ele sente menos sede e precisa mais de água. Então, o reflexo de sede, que a gente tem muito quando é jovem, a gente tem menos sede quando a gente é idoso. E a gente precisa mais de água porque o idoso desidrata super rapidamente. Os idosos sentem menos sono? Sentem menos sono. Nessa coisa que a gente falou do envelhecimento normal, o sono se modifica. Então, o idoso tem um sono mais curto e mais fragmentado. E eu brinco aqui, quem já teve cachorrinho que ficou velho? Você olha para o seu cachorrinho quando ele está velho, então, você entra na sala, você faz um barulho, lhe acorda, doutor da metade, o tempo está dormindo. O idoso cochila várias vezes ao dia e tem um sono mais fragmentado. Isso é normal. Isso é comum. Isso é comum. Tem que tentar preservar a qualidade de sono, que é um grande desafio também. Sono é um tema aparte. Um dia a gente pode falar só sobre sono. É verdade. É dar mais um... Pra jovens e pra idosos. É uma sugestão de tema. O paladar muda com a chegada da idade? Muda. A gente tem uma atrofia das papilhas gustativas e a gente tem mais dificuldade de sentir o sabor dos alimentos. Então, é muito importante para os pacientes idosos, muito idosos que os alimentos tenham muito sabor, porque senão ele começa a comer menos por não sentir o gosto dos alimentos. Os músculos desaparecem com o passar do tempo? Totalmente. Totalmente. Então, depois dos 60 anos, começa a ocorrer um pouco antes de 60 anos, começa a ocorrer uma troca de massa muscular por gordura. Então, o músculo começa a ficar mais entremeado por gordura, a gente perde massa muscular. Então, tem que... Por isso que é um dos exercícios resistidos. O idoso tem que fazer musculação. Porque vai perder. Então, com a musculação, ele vai desacelerar a perda. E por que ele precisa do músculo? Pra quando ele ficou mais velhinho, pra ele conseguir tomar o banho sozinho, pra ele levantar do vaso sanitário sozinho, pra ele caminhar na rua sozinho. Senão ele começa a perder massa muscular e fica muito frágil. Ele não consegue às vezes levantar da cadeira sozinho, né? Mas, pra frente. Sim. Agora, pra finalizar, Dr. Izzo, a gente já respondeu, mas acho que é o recado no nosso episódio. Então, vale a pena a gente retomar. Existem doenças consideradas normais na terceira idade? Normais não, mas comuns. Doenças não são normais, doenças são comuns. Então, tendo todas as doenças, a grande maioria delas, aumenta o envelhecimento. Então, a gente tem mais chance de ficar diabético ao fome a gente envelhece. A gente vai... Tem mais chance de ficar hipertensa quando a gente envelhece. Doenças oculares, todas as doenças aumentam o envelhecimento. Com um ou outro, que isso é a típica, como câncer de testículo, que é comum só na... Em geral, na segunda, terceira daquela de vida, mas todas as doenças aumentam o envelhecimento. Então, elas são comuns. Mas a gente não normaliza, não é normal. Tem gente que faz coisas pra evitar que elas apareçam e descobrir precocemente e tratar. E como você tem esse o recado, né? Não é do pôr de quete, doutor, porque a gente estava citando tudo isso, o que pode acontecer, quais são as doenças mais comuns, mas também como melhorar, que é o principal, que é o nosso tema, inclusive, que é a manchete aqui do episódio de hoje, que é como envelhecer bem. A gente até tinha citado depois do cinquenta, mas não, né? Porque esse cuidado já tem que acontecer. Exatamente. Justamente por isso que a gente trocou... Os tiros de vida saudável, porque pra chegar velho, saudável e ver os próximos 30 anos, os 30 anos quando chegar lá, saudável também. Exato, doutor. Foi um papo super esclarecedor. Eu vou pedir pra quem está acompanhando aqui o AmatoCast. Se ficou alguma dúvida relacionada a esse tema, pode comentar aqui no nosso vídeo que a gente traz de novo o doutor Marcos Galan Morillo pra atirar essas dúvidas, todas essas questões relacionadas a esse tema ou não também. Se tiver outro tema que vocês querem ouvir aqui com o doutor Marcos, eu vou pedir pra ele passar as redes sociais. Doutor, se alguém quiser te procurar... No Instituto Amato também. Tá. Então é por lá que as pessoas podem te procurar. É isso aí. Tá bom. O doutor Marcos também atende aqui no Amato, né? Na clínica Amato. Sim. Então é muito importante que a gente consegue te trazer mais vezes pra quem tiver alguma dúvida, né? O maior prazer. Mas foi um papo muito esclarecedor. Tenho certeza que quem acompanhou também aqui até o fim. Vou pedir inclusive pra vocês encaminharem pra quem pode se interessar por esse assunto. Não deixar também de curtir, comentar, compartilhar no nosso vídeo que ajuda demais no engajamento. Muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço com a gente. Obrigada a você também pela participação e audiência aqui no nosso AmatoCast que fala sobre tudo que envolve qualidade de vida. Até a próxima.

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