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Entrevista Dra Marisa Gente que fala - melhores momentos

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Entrevista Dra Marisa Gente que fala - melhores momentos

O tema central é a importância da informação médica de qualidade e da prevenção, com foco em doenças cardiovasculares. A Dra. Marisa Amato, cardiologista, desta

Perguntas respondidas neste vídeo

Por que tão específico assim?

Porque, na verdade, o cabelo... Normalmente as sociedades médicas são bem abrangentes, mas aqui... Aqui no Brasil nós temos sociedades médicas de pedacinhos do corpo, que são bem interessantes.

O senhor é gastroenterologista, clínico geral?

Não, gastroenterologista... Cirurgião geral, desculpa. Eu que me confundi.

A senhora é cardiologista?

Cardiologista. É cardiologista da clínica Amato e também professora. Eu pediria à senhora que me auxilhasse.

Então, quem não pensa não pode ter acesso à internet, né?

Porque vai ter esse tipo de problema. Vai se assustar, não vai separar o joio do trigo. Teve um exemplo, você vai lembrar, uma das vezes que eu vim aqui, que a gente comentou sobre um artigo que tinha saído do uso prolongado de omeprazol dando demência.

Com aspecto crítico, né?

Não tem a cultura, não tem a cena.

Transcrição completa do vídeo

Amigos, bem-vindos ao Gente que Fala ao vivo, de meio-dia a uma, pela Rádio Trianon, a M740 São Paulo, Rádio Universal, a M810 Santos, ao TV www.otv.com.br, com reapresentação, seis horas da tarde. Estamos também na TV Guarulhos, canal 20, UHF, canal 3 da NET, em Guarulhos, 11 e meia da noite. Nosso blog, conheça nossos colunistas e colaboradores, gentequefala.com.br, nossa fanpage, facebook.com.br, programa Gente Que Fala.

Você pode participar através do chat da OTV, ou ainda o nosso WhatsApp 974012235, e também o telefone que fica à sua disposição, 50526622. Participando desta edição de Gente Que Fala, dermatologista doutor Valsenir Bedim. Prazer tê-lo aqui, doutor Valsenir.

Prazer é meu, é uma grande oportunidade da gente contribuir aí com a sociedade, daquela parte que a gente pode. O senhor preside a Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico-Cirúrgica? Isso. E também a Sociedade Brasileira do Cabelo? Isso.

Por que tão específico assim? Porque, na verdade, o cabelo... Normalmente as sociedades médicas são bem abrangentes, mas aqui... Aqui no Brasil nós temos sociedades médicas de pedacinhos do corpo, que são bem interessantes. Você tem sociedade do pé direito, sociedade do pé esquerdo, e o cabelo sempre foi considerado uma parte não pertencente ao corpo. Ninguém acha que o cabelo faz parte do corpo humano.

Ninguém acha assim que... Todo mundo tem certeza que o coração é um órgão, que o pulmão é um órgão. Primeiro que a pele já não é vista como órgão. É vista como um tegumento, um revestimento.

Depois, o cabelo é um anexo da pele. Então, é mais ainda... Subproduto. Subproduto.

E, na verdade, há problemas relacionados aos cabelos e pelos que são específicos. Então, é por isso que a gente juntou um grupo de profissionais mais atentos a esta parte do nosso corpo. Não só dermatologistas.

Endocrinologistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões vasculares, que são pessoas que trabalham mais com essa parte do nosso corpo humano. Doutor Silvio Gabor. Prazer tê-lo aqui, doutor Silvio.

Eu que agradeço o convite para voltar ao nosso programa. O senhor é gastroenterologista, clínico geral? Não, gastroenterologista... Cirurgião geral, desculpa. Eu que me confundi.

Eu vou precisar do Dr. Vilmar Jajá. Fica à vontade. Comigo fica à vontade.

O senhor é especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Do aparelho digestivo. E, já que a gente está falando em sociedades, pertenço também à sociedade brasileira de hérnias.

Então, já existe uma sociedade brasileira para o estudo da hérnia. Eu que achei muito estranho só a do cabelo, tem uma só para a hérnia. Só para a hérnia.

E a gente aprende muito. Por incrível que pareça, aprende muito. Doutora Marisa Amato.

Prazer tê-la aqui, doutora Marisa. Muito obrigada. É um prazer poder estar presente aqui.

A senhora é cardiologista? Cardiologista. É cardiologista da clínica Amato e também professora. Eu pediria à senhora que me auxilhasse.

Eu fiz a carreira universitária, fiz mestrado, fiz doutorado, depois fiz pós-doutorado até na Alemanha, nessa Fundação Alexander von Humboldt, e depois eu fiz livre docência no Incor. Trabalhei longos anos lá e, atualmente, estou só na minha clínica, no Amato, Instituto de Medicina Avançada. A senhora está trazendo o livro Estilo de Vida, já em sua quinta edição.

Estilo de Vida, que é... Eu sempre gostei muito dessa parte de prevenção, isso que a gente traduz toda essa ciência que eu também gosto, mas passa para ser útil naquilo que as pessoas realmente precisam. Então, eu sempre escrevi a respeito dessa maneira de fazer a proflexia, a prevenção da pática geológica. E agora já está no prelo mais um outro que vai se chamar Viva Saúde.

Este da quinta edição e um outro. Já um outro, mas é dessa mesma série, todos falando sobre tabagismo, hipertensão, obesidade, atividade física, a maneira correta de fazer, o que é adequado, o que é mito, o que é verdade. A senhora já presenteou cada um dos participantes do Gente de Fala hoje com o Estilo de Vida.

Eu vou tomar a liberdade de presentear aqueles que participam, dois ouvintes com um dos livros de sua autoria. Ótimo. São dois exemplares de Estilo de Vida que eu estarei presenteando aqueles que participam.

Então, aqui no final do programa, nós divulgamos os nomes dos participantes. Ah, você está vendo uma luzinha assim, você pode estar com glaucoma. Glaucoma é uma doença que leva à cegueira.

Pô, aí o cara já começa a ficar apavorado. E a informação, ela é sempre uma faca de dois gumes. Ela é importante, eu acho que a informação bem dada, ela é importante.

O problema é a informação não bem dada. Ou bem compreendida. Ou não filtrada adequadamente.

Isso é o grande problema. Hoje mesmo, está aí na própria internet, um assunto dizendo que o problema maior das crianças brasileiras é que elas começam a usar o computador sem saber ler. Elas não aprendem a ler, elas não aprendem a escrever, elas não aprendem a pensar, e aí elas têm acesso à internet.

Então, quem não pensa não pode ter acesso à internet, né? Porque vai ter esse tipo de problema. Vai se assustar, não vai separar o joio do trigo. Teve um exemplo, você vai lembrar, uma das vezes que eu vim aqui, que a gente comentou sobre um artigo que tinha saído do uso prolongado de omeprazol dando demência.

Foi um pandemônio no consultório, os pacientes que tomam omeprazol ou qualquer ozol da vida aí. É o lado... O caminho é tão longo. O problema é que as pessoas com internet, eu acho que elas acham que estão dominando tudo, que elas têm cultura de tudo e que elas sabem tudo.

Elas não entendem que, para saber determinado assunto, precisa ter a profundidade. Então, hoje é a cultura da superficialidade. Não lê isso e não lê o... Todo mundo sabe tudo, mas não sabe nada.

Com aspecto crítico, né? Não tem a cultura, não tem a cena. Ah, estar na internet é verdade, né? Tem até uma brincadeirinha que a empregada doméstica assistiu a um acidente pela janela. E quando a patroa chegou, ela começou a relatar o acidente.

Só que ela viu na televisão uma outra explicação, diferente daquela que ela tinha visto. E ela fala para a patroa. Oh, patroa, desculpa, eu não vi direito, não.

A televisão está falando que foi de outro jeito. Então, ela viu e não acreditou no que ela viu, né? Porque a televisão. Ah, a televisão está mostrando.

Então, é verdade. E na internet, tudo é possível colocar. Não tem regra.

Não é como um livro, como uma revista que você tem uma crítica, você tem uma triagem. Lá não, vai qualquer coisa. Digita lá no Google.

E põe. E daí? Tem preguiça de andar para baixo. Então, ele vai no primeiro, no segundo, no terceiro, no máximo, não vê qual é a fonte.

Então, às vezes, uma fonte confiável, tipo uma fonte do HC, está lá no começo da segunda página, o cara não chega nem lá. Ah, não, a segunda página eu não leio. Não, é a primeira.

E o primeiro parágrafo. Está querendo muito, doutor Silva. Mas, o que eu quero dizer, se a pessoa for se informar que fonte é aquela, ela é segura ou ela não é segura, ela vai passar por baixo.

E saber também que tudo tem os seus motivadores. Se aquela está em primeiro lugar... Matéria paga. Está em primeiro lugar, não é porque é a melhor ou a mais correta.

Se tiver amarelinho, se tiver rosinha... Doutor Silva, o senhor que é especialista e acabou de, no início aqui, quando eu apresentei sobre hérnia, é possível fazer uma prevenção contra a hérnia? Hoje a hérnia... Bebês já têm esse problema, é isso? Não, não é de hoje, não. Nasceram com hérnia há muito tempo. Mas você continua vendo bebês até hoje.

O bebê, o recém-nascido, não tem como fazer uma prevenção. Isso é uma falha da formação da musculatura, que deixa um espaço de passagem para alguma coisa que não deveria estar passando lá. Isso é a hérnia do recém-nascido e não tem o que fazer.

No adulto, essa falha é adquirida. Então, esforço físico excessivo, algumas malformações, isso pode ser decorrência do aparecimento de hérnia. Estilo de vida, obesidade, sedentarismo, tudo isso, alguns remédios que a gente toma que podem enfraquecer a musculatura, isso pode ser a causa de hérnia.

Medicamentos, os efeitos colaterais podem favorecer uma hérnia? Pode favorecer um enfraquecimento da musculatura. Então a gente pega, por exemplo, remédios anticolesterolêmicos, para colesterol, eles deixam o músculo, vou falar uma palavra leiga, o músculo fica mais empapado. Por conta disso, pode haver uma ruptura no esforço físico.

O tratamento é sempre cirúrgico, é mecânico, a hérnia é uma alteração mecânica da musculatura, ou daquela capa que cobre o músculo, não tem como quimicamente a gente resolver isso. Então, aparecer uma hérnia, ela é cirúrgica. Quando o senhor se refere a isso, a prevenção, parece muito simples, mas não é. Não, não é, talvez eu tenha me expressado mal, não é uma prevenção, é uma maneira de... O senhor expressou corretamente, eu é que entendo do jeito que eu quero.

Eu fui no Google, este é o detalhe. Percebeu? Dizem que a comunicação é responsabilidade do comunicador, então, se você entendeu errado, eu preciso corrigir. Sim.

Certo? Mas eu entendo de acordo com o meu interesse. É isso que o senhor não entendeu? Eu não quero mudar o estilo de vida, não é? Quero manter o meu estilo de vida, mas quero ser protegido. Então, eu preciso te dar um cartão para você passar lá, depois que a hérnia aparecer.

Doutora Marisa, estamos no mês de setembro, setembro vermelho. Já está se firmando essa campanha que acontece no setembro vermelho, que é recente, não é? É recente, desde o ano passado, quer dizer, já faz tempo que existem algumas ações, que tem a semana do exercício, o dia do colesterol, o dia da hipertensão, o dia mundial da saúde, tem várias datas aí que já se comemora há algum tempo. Mas o ano passado, uma instituição sem fins lucrativos tomou a frente e tem feito um trabalho muito bonito, porque ajuda sobremaneira, acho que organiza um pouco mais e valoriza e mostra com as informações corretas, que isso é importante também.

Então, aproveita-se esse mês para enfatizar a necessidade de um estilo de vida saudável, de controlar a pressão, porque apesar da gente falar muito nisso, e isso está sempre repetindo em jornais, na mídia, de toda maneira, é um absurdo. Mas, assim, 50% das pessoas hipertensas não sabem que têm hipertensão. Das que sabem que têm hipertensão, 50% só que se tratam.

As outras, simplesmente, um dia eu resolvo tratar. Eu estou sentindo nada. Eu estou ótimo, estou bem, para quê? Eu não tenho nada.

Eu não tenho nada. Vocês são médicos, vocês não entendem a resposta do paciente. Eu não tenho nada.

O que estão inventando coisa em mim? Estão achando coisa que eu não tenho? Eu não tenho nada. Estou ótimo, maravilhoso. Eu mudo de médico.

E mais? Doutora Marisa, eu mudo de médico. A senhora está me arrumando muitos problemas. Vocês não acreditam em pacientes.

Eu estou relatando, graças a Deus, eu não sou dessa forma. Mas eu estou relatando as pessoas que eu conheço e que se comportam dessa forma. Em setembro, você tem que ter um estilo de vida melhor.

Não apenas em setembro. Não é só em setembro. Acho que não.

Em setembro, tem que conscientizar, tem que aproveitar para fazer os programas. Você fala com uma certeza tão grande que eu estou achando que você é o cara. Você é o paciente.

Sócio do Google. Só completando essa informação da hipertensão, que eu acho fundamental. Não, é muito importante.

Daí, dos 50% que se tratam, tomam medicação. Sim, foi no médico, o médico passou o remédio e fica tomando direitinho. Um, dois, três, quatro, cinco anos toma aquilo do jeito que o médico passou.

Não voltou para ver se está correto, nem volta depois. Quer dizer, a pressão não está regulada. Não é apenas tomar o medicamento.

Tem que tomar o medicamento e a pressão tem que chegar aos níveis desejados. Quando o governo solta algumas normas de que receita de medicamento tem prazo de validade, o povo acha que é por sacanagem. E os pacientes querem que a gente fique renovando a receita por telefone.

Não entende que aquilo é uma proteção para eles. E você não é hoje o que você foi ontem. Lamentavelmente.

Infelizmente. Em regra geral, você está pior hoje. Toda regra tem exceção.

Você veja que na nossa especialidade, o papai do céu já montou um zoom lá dentro do olho, que aos 40 anos ele perde a capacidade de focalizar exatamente para tentar fazer você ir ao médico, para o cara completar a consulta fazendo um fundo de olho, medindo a pulvisão. Aí o esperto vai na banca e compra óculos na banca e fala, estou enxergando, não preciso de médico tão cedo. Então você acaba atendendo pela primeira vez um paciente no seu consultório com 50, 55, 60 anos, ou o que é mais dramático, quando ele diz assim, olha doutor, eu estava bem, comprei um óculos, estava bem, de repente esse olho aqui ficou cego.

Bom, aí você torce para ser catarata, porque aí você tira uma lente e põe outra lente artificial. E aí quando você vai examinar, você tem o grato, o grato susto de estar preparado para tentar dizer para o camarada assim, o senhor ficou cego. Acabamos de ver isso ali fora.

Você não viu? Então, é isso. Doutora Marisa, setembro vermelho é para a prevenção das doenças cardiovasculares. As doenças cardiovasculares, é a hipertensão, é a obesidade, é a diabetes, o colesterol elevado, outras doenças também, mas algumas não são previsíveis, tem cardiopatia congênita, tem valvulopatia, tem várias doenças que em setembro se dá um enfoque maior, porque também tem muitas pessoas que ainda nos dias de hoje, acabam chegando no consultório com uma doença que já tinha faz tempo, mas só depois que descompensou completamente é que aparecem lá.

Então, são duas coisas diferentes. Isso aqui é prevenção, é coisa que pode nem aparecer, 80% dessas doenças cardiológicas elas não precisariam nem ter, é um absurdo. Porque outras a gente não pode evitar, mas 80% a gente poderia evitar, quer dizer, não tinha que ter infarto, não tinha que ter um AVC, não tinha que ter uma neurisa, poderia ter controlado tudo isso muito antes.

Então, é por isso que enfoque muito grande nessa parte. Mas tem outras doenças também que as pessoas vão lá, sentem um cansaçozinho, uma coisa assim, isso não é nada, vai deixando, porque para quem é um médico, de repente vai descobrir coisa que não quer saber e vai mandar fazer o que ele também não quer. Está fumando, gosta de fumar, vai lá para quem vai ouvir que está errado.

Ele já sabe que está errado, ele só não quer deixar de fumar. Está vendo que engordou também um pouquinho, mas deixa, eu vou depois. A gente emagrece.

Eu vou depois, um dia, um dia, não chegou ainda. Então, essas coisas assim, eu acho que ter um mês de campanha, de conscientização é bom, para também ninguém deixar passar. Doutora Marisa Amato.

Normalmente, quando a gente vai ao médico, não necessariamente a um cardiologista, a medição da pressão lá, 8 por 12, está ótimo. Mas eu ouço falar em variações sobre esses números. Continua a ser 8 por 12? Eu posso falar alguma coisa sobre isso, que é o seguinte.

Primeiro, a pressão, ela oscila nas 24 horas. Então, a pressão da gente, na hora que está lá, sendo examinado, não é exatamente aquilo, ela oscila. Então, para a gente julgar... Tem gente que entra lá, quando vê vocês com aquele jaleco branco lá, o negócio já assusta.

Tem outros que, quando vem a gente, também cai, então, relaxa, fica tranquilo. Também acontece isso. Não é só, não somos só um terror.

Tem aqueles pacientes que se sentem à vontade, que se sentem bem, tranquilos. Não somos um terror. A cardiologia tem, a cardiologia tem.

Mas o que eu tenho que falar da... Desse índice de hipertensão. É o seguinte, é que com vários estudos que se tem hoje, grandes, populacionais, mundiais, com vários países trabalhando junto, dando informações, observa-se que quanto mais baixa a pressão de um indivíduo, menos risco ele tem cardiovascular. Menos evento ele tem, menos infarto, menos derrame, menos qualquer coisa.

Então, quanto mais baixa estiver a pressão, sempre melhor é. Sempre, sempre. E esse... Estipulou-se que hipertensão é acima de 14 por 9. Aí é hipertensão. Qual é o problema aí? É o 14 ou é o 9? Não, os dois.

E se você tiver só a sistólica, a 14, 140, só essa tiver elevada, é uma hipertensão sistólica. Se você tiver só a diastólica, a mínima elevada, é uma hipertensão diastólica. Então, existe a hipertensão que tem as duas, e existe a hipertensão só sistólica ou só diastólica.

Esses números são proporcionais sempre ou não são? Sempre é 12 por 8, 14 por 10? Então, numa hipertensão, pode não ser. Numa hipertensão. Em algumas doenças cardíacas, também existe uma defasagem muito grande entre a mínima e a máxima.

Por exemplo, numa insuciência aórtica, você pode ter um valor de 16 por 4. Isso é um normal dentro daquela doença. Então, a hipertensão, valores, a gente tem que ser considerado num contexto. E outra coisa importante é que o rigor desse valor de hipertensão depende dos outros fatores de risco do paciente.

Então, um indivíduo que já teve um infarto, um indivíduo que já teve um derrame, um diabético, um indivíduo com uma síndrome metabólica, que são pessoas que têm fatores de risco elevadíssimos, graves, esses precisam ter a sua pressão arterial 12 por 8. A gente tem que ter esse rigor. Uma pessoa que não tem nada, um jovem, 20 anos, que não tem nada, vamos dizer, só tem um fator de risco, pais morreram com infarto com 40 anos. É um fator de risco, mas não é dele, é o que ele trouxe e ele não tem mais nenhum outro fator de risco.

Então, esse paciente pode até ter 13 por 9, 14 por 8. Deixa eu aproveitar um momento aqui, doutora Maria. Tem uma pergunta enviada à senhora. A reposição hormonal masculina pode ser classificada como medicina preventiva? Pergunta do Jaime.

Eu não sei se é específico à senhora ou não. Não, a reposição hormonal é uma coisa masculina, é muito específica para cada caso e pode ser preventivo para parte dos sintomas masculinos vindos da idade, mas não é nada relacionado à parte cardiológica. Já o da mulher é diferente, a reposição hormonal feminina, ela protege a mulher das alterações ateroscleróticas.

Veja, entendeu? A pergunta foi masculina. Estamos sujeitos a todas as perguntas aqui. Doutor Vilmar, o chamado Bua é sempre bom tê-lo aqui.

Por favor, os nomes daqueles que recebem os livros da doutora Marisa Amato. Algum endereço, doutora Marisa, que se possa entrar em contato com a senhora? Nós ficamos lá na Avenida Brasil 2283 e tem o site que é www.amato.com.br. Aqueles que participaram do Marta da Santa Cruz e Rogério da Lapa devem entrar em contato com a nossa produção e receber o livro Estilo de Vida da doutora Marisa Amato. Agradeço a todos que estiveram conosco hoje no Gente que Fala.

A direção-geral é do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Raela Brandão Pedro Esquiavon. Na pauta, José Carlos Sicarelli, produção cultural Ricardo Godoy. Na rádio, Trianon Berê-Benê, Cléo Rodrigues, Naildo Neres, Ricardo Valim.

Na direção da UTV, Alberto Luquetti. Na técnica, James Eduardo, Marcelo Fontan, Sérgio Oliveira, Yago Matsumoto. Estaremos de volta amanhã meio-dia, gratos, até lá.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.