💬 Canal WhatsApp

AO VIVO MELHOR DA TARDE Lipedema: Entrevista com Dr. Alexandre Amato

Mais sobre este vídeo

AO VIVO MELHOR DA TARDE Lipedema: Entrevista com Dr. Alexandre Amato

**Resumo do vídeo “Melhor da Tarde – Lipedema: Entrevista com Dr. Alexandre Amato”** No episódio de “Melhor da Tarde”, o tema central é o lipedema, uma condiçã

Perguntas respondidas neste vídeo

Vamos falar sobre saúde agora, gente?

Vamos tirar todas as dúvidas sobre lipedema, uma condição antiga, mas que vem sendo mais conhecida. Principalmente, mulheres que sofrem com um acúmulo de gordura nas pernas, dores, inchaço, agora estão recebendo o diagnóstico correto e, assim, começando a tratar também corretamente.

Tem dúvidas sobre o assunto?

Manda pra gente na nossa hashtag Melhor da Tarde.

Você já ouviu falar em lipedema?

É uma condição crônica que afeta principalmente mulheres e provoca o acúmulo desproporcional de gordura nos braços, coxas, pernas e joelhos. Muitas vezes, confundido com obesidade, lipedema ou simples retenção de líquidos, o lipedema é de difícil diagnóstico, o que leva muitas pacientes a conviverem com dor, inchaço e limitações por anos, sem saber o real motivo.

Obrigada, pois é, esse assunto a gente estava aqui conversando, eu acho que vai vir muitas dúvidas inclusive aí do público, aproveita, manda a sua aí na hashtag Melhor da Tarde, porque durante muito tempo a gente achou que fosse só, primeiro, uma questão estética, né, daquele excesso de gordura, excesso de celulite e muitas pessoas não associavam as dores na perna a isso, é o lipedema, né?

Sim, o lipedema traz muitas dores, 90% das mulheres com lipedema têm dor, então tem 10% que pode não ter. Muitas que têm o lipedema podem ficar controladas e aí o nível de dor melhora, para de ter sintomas e aí fica confortável a vida.

Porque existem tipos diferentes de lipedema, é isso?

Níveis. Existem distribuições diferentes e níveis, mas eu tenho receio de falar em níveis a classificação de estágios, porque serve mais para assustar a mulher falando, ah, puxa vida, se eu estou no estágio inicial e eu não fizer nada, eu vou chegar no estágio final.

Transcrição completa do vídeo

Melhor da tarde de volta nesta quinta-feira, dia 31 de julho, mês acabando. Vamos falar sobre saúde agora, gente? Vamos tirar todas as dúvidas sobre lipedema, uma condição antiga, mas que vem sendo mais conhecida. Principalmente, mulheres que sofrem com um acúmulo de gordura nas pernas, dores, inchaço, agora estão recebendo o diagnóstico correto e, assim, começando a tratar também corretamente.

Tem dúvidas sobre o assunto? Manda pra gente na nossa hashtag Melhor da Tarde. E vamos conversar sobre isso? Você já ouviu falar em lipedema? É uma condição crônica que afeta principalmente mulheres e provoca o acúmulo desproporcional de gordura nos braços, coxas, pernas e joelhos. Muitas vezes, confundido com obesidade, lipedema ou simples retenção de líquidos, o lipedema é de difícil diagnóstico, o que leva muitas pacientes a conviverem com dor, inchaço e limitações por anos, sem saber o real motivo.

A doença costuma surgir na adolescência e pode piorar em fases de mudança hormonal, como gravidez ou menopausa. Estima-se que mais de 10 milhões de brasileiras possam ter lipedema. Entre os sintomas estão dor ao toque, hematomas espontâneos, sensação de peso nas pernas e uma desproporção visível entre o tronco e os membros inferiores.

O tratamento não é estético, ele é terapêutico. Envolve alimentação equilibrada, atividades físicas de baixo impacto, drenagem linfática, uso de meios de compressão e, em casos mais avançados, até lipoaspiração especializada. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na qualidade de vida das pacientes.

Muito bem, para entender mais sobre lipedema e tirar todas as dúvidas, a gente recebe aqui no estúdio o médico cirurgião, o doutor... cadê meu nome? Alexandre! Ah, o doutor Alexandre, exatamente, cirurgião vascular, doutor Alexandre Campos, que é também professor, pesquisador e escritor. E a gente também recebe a Luciane Gonçalves, que descobriu que as dores que sentia nas pernas tinha nome, lipedema. Sejam muito bem-vindos! Luciane, doutor Alexandre.

Muito feliz de estar aqui. Obrigada, pois é, esse assunto a gente estava aqui conversando, eu acho que vai vir muitas dúvidas inclusive aí do público, aproveita, manda a sua aí na hashtag Melhor da Tarde, porque durante muito tempo a gente achou que fosse só, primeiro, uma questão estética, né, daquele excesso de gordura, excesso de celulite e muitas pessoas não associavam as dores na perna a isso, é o lipedema, né? Sim, o lipedema traz muitas dores, 90% das mulheres com lipedema têm dor, então tem 10% que pode não ter. Muitas que têm o lipedema podem ficar controladas e aí o nível de dor melhora, para de ter sintomas e aí fica confortável a vida.

Porque existem tipos diferentes de lipedema, é isso? Níveis. Existem distribuições diferentes e níveis, mas eu tenho receio de falar em níveis a classificação de estágios, porque serve mais para assustar a mulher falando, ah, puxa vida, se eu estou no estágio inicial e eu não fizer nada, eu vou chegar no estágio final. E não é bem assim, são poucas que evoluem até o estágio final, a grande maioria fica estacionada num ponto só, mais inicial.

E não muda o tratamento, o tratamento é o mesmo, desde o estágio 1, 2, 3 e 4, todas têm que fazer o tratamento conservador. Então, eu tenho que tomar muito cuidado com classificação das pacientes, mas que tem sim distribuições diferentes, tem. Muito bem, Luciane, me conta a sua história.

Vamos lá. Eu sou operada bariátrica, né, devido a minha obesidade, e eu fiz, já havia bastante anos que eu tinha feito a bariátrica e eu notava que as minhas pernas continuavam volumosas, e até que um dia eu fui abordada na hidroginástica por uma moça que muito sutilmente perguntou se eu conhecia do lipedema, aí eu perguntei por que que ela estava me falando aquilo, ela falou é pelo volume das suas pernas, procura informações. E bem recente, depois disso, teve um evento onde eu fui, e lá mesmo no evento a doutora já me diagnosticou, porque é bem visível no meu caso.

E o que você sentia? O que você sentia? Além da... No meu caso, as dores que o doutor disse não são tão presentes ao toque, porque tem muitas mulheres que já de tocar, já sentem dores. A minha é mais assim, um cansaço grande na perna, falta de músculo na perna, que eu tenho muita dificuldade, por exemplo, para subir uma escada de degrau mais alto, né, eu tenho muita dificuldade. Então na mobilidade, em relação a isso.

Então é o que é mais presente para mim, além do volume muito grande das minhas pernas. Pois é, e é isso gente, a informação que muitas vezes muda as nossas vidas, porque a gente passa a vida inteira achando que tem uma coisa, sem ter esse diagnóstico correto, sem também tratar da forma correta. A informação nos liberta também, né, Rê? Com certeza, né, porque dá mais qualidade de vida, né, para você entender de fato o que está acontecendo e tratar.

E aí é que surgem as dúvidas em relação aos sintomas. Doutor disse, né, que não são todos os casos que tem essa dor. Então quais são os outros sintomas, Luciane também comentou ali no caso dela, né, essa dificuldade de subir ali escadas.

Quais outros sintomas, para essas mulheres ficarem atentas, de repente eu não sinto dor, mas pode ser que eu tenha por esses sintomas? A desproporção corporal, a metade superior do corpo diferente da metade inferior, com a simetria bilateral. Então quer dizer, o lado esquerdo é parecido com o lado direito, né, não tem uma diferença muito grande. Só que a dor, ela também pode ser entendida pelo nosso cérebro de várias outras formas diferentes.

Então como a sensação de peso, cansaço, inchaço, tudo isso é como o nosso cérebro está interpretando a inflamação e a dor. Então cada um vai ter a sua vivência dessa dor. Mas a formação de roxos, então elas reclamam muito de o roxo à toa, né, acham que bateu em algum lugar, mas na verdade nem teve nenhum impacto.

Tem um fator hereditário aí também? Tem. Quer dizer, minha mãe teve lipedema, provavelmente eu vou ter ou tenho? Não só hereditário, como hoje eu vejo como uma vantagem evolutiva. Imagina que na época das cavernas, armazenar energia na forma de gordura era uma coisa extremamente vantajosa, porque trazia o calor corporal e você conseguia aguentar mais tempo num período sem água, sem comida, sem nada, né? Aquelas que não têm lipedema, que muitas até invejam, seriam as primeiras a serem dizimadas no passado.

Acontece que aquela vantagem evolutiva do passado, hoje em dia se transformou num fardo, porque tem comida abundante e não só isso, fatores estressores. Quanto mais fatores estressores, mais o gatilho pro lipedema ficar, entre aspas, aí, ativado. Muito bem, olha, aproveita pra mandar a sua dúvida, a Regina tá de olho aqui.

Tanto você que está nos assistindo aí pelo nosso YouTube, quanto você que está assistindo pela televisão, pode comentar também na publicação, na nossa rede social, a Regina tá de olho, hashtag Melhor da Tarde. Mas vamos chamar mais uma pessoa aqui pra nossa roda de conversa, eu vou chamar aqui a Karen Bachini, ela que é influenciadora digital, a Karen tá ali, ó, se cobrindo. Tá friozinho.

E aí, Karen? Tá muito frio, gente. Vinte semanas, vai melhorar. Tá vendo? A Karen que começou a compartilhar com os seus seguidores, né, Karen, o passo a passo do seu tratamento, do que é que ela fez, do que é que você fez pro lipedema e também pra uma outra condição que você tem, que é lifodema, né? Conta mais pra gente, Karen.

É lifedema. Lifedema, exato. Conta pra gente.

Então, eu sempre fui, tive essa coisa com as minhas pernas, porque eu não, eu olhava pra outras mulheres, mulheres gordas, mulheres magras, mulheres de meio peso, e eu nunca me identificava com nenhuma delas, porque eu era muito magra em cima, inclusive eu tinha muita dificuldade de ganhar peso, tipo, eu pesava 44 e eu não conseguia sair disso, e quando eu olhava pras minhas pernas, eu via aquelas pernas que não batiam com o corpo que eu tinha em cima, e aí as pessoas falavam que eu era preguiçosa, que eu comia sem pensar, que eu só comia besteira, que eu não ia na academia, só que aí eu ia pra academia e eu ficava mais magra em cima e a minha perna, que era o objetivo, não mudava, e aí eu ia na dermatologia, fazia tratamento, nada adiantava, até que um dia eu fiz uma publicidade onde o meu tornozelo apareceu, e aí, tipo assim, eu sempre usei, tipo, coisas de cano alto, porque as pessoas falavam assim, Karen, essas meias estão garroteando a sua pele, tá ficando marcado, você tem que usar meia mais larga, só que eu nunca usei meia apertada, então, pra evitar esses comentários, eu usava sapatos mais longos, e aí eu fiz uma publicidade que era um sapato que era baixinho, sabe, e aí o meu tornozelo apareceu, e aí um médico que estava fazendo um congresso naquela semana, ele me diagnosticou só de ver o meu tornozelo, e aí naquela mesma semana que aconteceu esse congresso médico, teve uma festa, e aí todos os profissionais médicos que estavam naquelas festas fizeram uma mini consulta ali. A consulta ali naquele momento, né? Então, Karen, deixa eu colocar o doutor Alexandre também aqui na nossa conversa, porque ela traz essa característica, doutor Alexandre, de física, né, de visual, na verdade, né, do tornozelo dela ser um pouco mais grosso, é uma característica, é um indicativo de lipedema? Sim, a distribuição da gordura fica na perna, mais frequentemente na coxa, mas também acontece abaixo do joelho, né, algumas mulheres relatam como perna em tronco, exatamente perdendo a definição do joelho, e tendo um sinal do bracelete, que é exatamente quando termina gordura logo abaixo do tornozelo, então o lipedema ele poupa os pés e poupa as mãos também, porque também tem lipedema no braço, embora não seja o mais frequente de todos. E tem, ela relatou também, né, que as meias ficavam ali apertadas, isso pode desencandear por exemplo algum outro problema vascular? Do jeito que ela falou, ela não usava uma meia apertada, então eu duvido muito, o meu medo é usar em meia elástica, que causa garrote, aí sim, eu já vi até trombose por causa disso, mas no caso dela que estava usando uma meia frouxa, e apesar disso ainda estava deixando marca, isso é mais por conta da inflamação do lipedema, do que só pela meia, então não iria, naquele momento não ia acontecer nada.

Karen, como é que você tem tratado o seu lipedema? Então, só complementando o que o doutor disse, não era que a minha meia estava garroteando, era que a minha gordura terminava assim, e aí vinha o meu pé. Exato, o sinal do garrote. Então, não era que estava garroteando, era só o final da gordura, sabe? Sim, sim, a gente entendeu aqui.

Sim. Essas eram as minhas pernas antes da primeira cirurgia, eu sinto que até esse crótis aí está dando uma ajudada no meu tornozelo, porque a impressão que eu tinha é que a minha perna era reta, assim, que eu nunca tinha tornozelo, não tinha joelho, não tinha nada, e o tratamento do lipedema é a operação, né? Hoje tem tratamentos, tanto com dietas anti-inflamatórias, tem a escovação a seco, tem vários tratamentos, mas o que eu fui, o que me indicaram foi faça líquido, e assim, a minha vida mudou muito. Opa, acho que travou ali o sinal, mas eu acho que ela estava completando que a vida dela mudou muito com o tratamento.

Voltou, Karen? Não? Ah, que pena. A cirurgia, ela tem o efeito de diminuir sintomas, então vai tirar o alvo inflamatório, provavelmente ela deve ter tido uma melhora da dor, deve ter tido uma melhora da sensação do inchaço e uma melhora estética. Mas todo mundo tem indicação para a cirurgia? Não, aí que tá.

Nem dá para dizer que a cirurgia é um tratamento padrão ouro, porque não tem evidência científica de que tem benéfico e que não vai voltar, benéfico a médio e longo prazo, a gente sabe a curto prazo, a curto prazo sim, tem essa melhora da dor, mas a gente também consegue a melhora da dor com o tratamento conservador, a gente também consegue a melhora do volume com o tratamento conservador. Que tratamento conservador é esse, Dr. Alexandre? Eu resumo da seguinte forma, identificar o fator inflamatório e retirar esse fator inflamatório. Como? O lipedema é uma resposta do organismo à inflamação, então vou dar um exemplo, se eu ficar cutucando o dorso da minha mão assim por um tempão, vai formar um calo, o calo é a doença? Não, é a consequência.

O calo é a consequência, então o lipedema é exatamente a mesma coisa, então vamos tirar o lipedema? Seria a mesma coisa que vamos tirar o calo, se eu continuar cutucando, ele vai voltar, o que eu tenho que fazer de verdade é, vamos parar de cutucar que o calo vai desaparecer. Eu tinha calo no dedo de escrever, eu escrevia demais, hoje em dia, um dia eu olhei e falei não tenho mais, por causa do teclado. E é exatamente a mesma coisa, o lipedema é isso, você está lá cutucando, causando uma inflamação.

Mas como é que a gente causa então, na alimentação? Existem várias doenças que causam isso, então várias doenças auto imunes que é super frequente, então eu vejo as mulheres operando lipedema e aí aparece a doença auto imune que estava lá escondida, só que a alimentação é muito frequente, existem alguns gatilhos alimentares dentro da alimentação, se a gente retira isso, o lipedema vai diminuindo até, como o calo que eu falei, desaparecer. Entendi. A Karen voltou só para a gente se despedir, Karen, obrigada pela sua participação, obrigada por compartilhar com a gente a sua história.

Perfeito, desculpa os problemas da internet. Faz parte. Tudo certo, obrigada Karen, boa sorte para você, muito bom.

Obrigada. E aí, Re, pergunta do público. Nossa audiência já está participando pela hashtag Melhor da Tarde, e aí uma dos Reis pergunta o seguinte, é importante a gente trazer esse ponto também, qual o especialista para o tratamento? E ela até pergunta se seria o angiologista.

O angiologista, o cirurgião vascular é o mais apropriado, porque todos os sintomas do lipedema, eles se confundem com da doença venosa, das varizes. Sim. Então, o inchaço, o peso, o cansaço, isso também tem nas varizes, e o ponto principal é a gente separar o que é uma e o que é outra.

As pessoas acham que é um cirurgião plástico que vai operar, então ele é o especialista. Não, para bom martelo todo parafuso é prego, se você só tem a cirurgia para oferecer, você vai operar todo mundo, então tem que ir atrás de quem vai ter uma ampla gama de opções de tratamento para oferecer a sequência correta e nunca operar de cara. De primeira, né? É, o que a gente conseguiu no consenso brasileiro de lipedema, que a gente publicou esse ano, foi pelo menos de seis meses a um ano de tratamento conservador, bem feito, não adianta ser feito nas coxas, antes de pensar, cogitar fazer uma, é uma amputação, você vai tirar um tecido gorduroso que tem uma função no corpo, ele produz inúmeros hormônios, inclusive um hormônio chamado leptina, que é o hormônio da saciedade, então você vai lá, faz a lipo, acha que ficou ótimo, só que diminuiu o hormônio da saciedade, o que você vai ter de problema? Fome.

Não vai conseguir parar de comer. Sim. Esse é um problema enorme.

E aí vai voltar a lipedema. Aí entra num ciclo, aí depois ganha gordura, aí se voltar para quem, para o bom martelo, a solução vai ser o que? Lipo de novo. Tirar de novo.

E não tem fim. Então a gente tem que tomar muito cuidado com isso. É muito invasivo para a mulher também, né? Demais.

Imagina a Luciane. E o tratamento conservador que o doutor colocou, ele realmente traz, eu faço e vejo melhor assim, entendeu? Eu concordo com o doutor que ir de cara para a cirurgia não é a melhor solução, né? O tratamento realmente traz muitos benefícios, tanto para a obesidade, no meu caso, como principalmente para o lipedema. Você descobrir, talvez demore um pouquinho para você descobrir qual de fato é o seu gatilho inflamatório, mas ele certamente traz grandes resultados.

Olha, rapidinho, tem uma pergunta muito interessante da Roseli. Ela falou que ela tem, que ela está fazendo o tratamento, está sentindo melhora, mas ela comentou uma coisa que eu acho importante a gente falar, que ela disse que é um tratamento muito caro e que os planos de saúde não entendem como doença. Então até trazer um pouquinho do olhar do doutor e da Luciane que passou por esses tratamentos também, do ponto de vista acessível mesmo, né? É um comentário curtinho, mas que tem vários aspectos, né? Entender como uma doença.

É uma doença reconhecida até mesmo antes da obesidade, definida em 1940. O convênio não aceitar, eu acho um absurdo, né? Eu não vou entrar nesse mérito porque não vai muito longe, eu acho mais legal eu falar do valor, do financeiro, né? Ah, é um tratamento caro. Provavelmente ela está pensando em tudo que pode ajudar, então drenagem linfática, mais alimentação, mais meia elástica, mais exercício, mais não sei o que, pá, pá, pá, pá, pá.

Só que na verdade, se você afunila e encontra qual que é o seu gatilho, a bioindividualidade, aquilo que pra você faz a maior diferença, eu digo a regra do Pareto, aqueles 20% que trazem 80% de resultado, e todas têm, né? Se a gente encontra isso, a gente melhora muito a vida e o restante acaba sendo um algo a mais, um plus. Dá um foco ali principal, né? Exato. A gente estava conversando antes aqui, eu vejo muita gente patinando, muita gente gastando muita energia, muito dinheiro, procedimento e muita coisa, mas aquilo lá não era o principal, aquilo era o que talvez trouxesse 2, 3% de diferença.

Isso é irrelevante, a gente tem que resolver primeiro aquilo que está ocupando a sala toda. Tira esse problema que está na sala pra depois a gente pintar a parede, depois limpar o chão, né? E eu vejo isso, normalmente quem faz esse comentário está patinando, está gastando energia aonde talvez não seja o que realmente vai mudar. Muito embora ajude.

Muito bem. Olha gente, o bom é que as pacientes de lipedema resolveram expor essa condição nas redes sociais. A partir daí celebridades do mundo todo também passaram a compartilhar que sofrem desse problema e o número de artistas com lipedema é realmente impressionante, olha só.

Elas brilham nos palcos, nas telas e nas redes sociais, mas por trás da fama enfrentam uma condição ainda pouco conhecida, o lipedema. Alicia Keys, Kim Kardashian, Kelly Clarkson e Gracie Boone são algumas das celebridades internacionais que convivem com o problema. No Brasil, nomes como Amanda Dejean e Yasmin Brunet, Amanda Meireles e a atriz Bárbara Reis também já falaram abertamente sobre o diagnóstico.

O lipedema afeta principalmente as pernas e braços, provocando dor, inchaço e acúmulo de gordura e muitas vezes é confundido com obesidade. Falar sobre isso é dar voz às milhares de mulheres que vivem a mesma realidade e muitas vezes não sabem o que tem. É isso aí, a boa notícia é que existem técnicas para fazer em casa que aliviam não só as dores, como os desconfortos causados pelo lipedema, por isso a gente convidou também a fisioterapeuta Mariana Neves, que está aqui com a gente já no estúdio, para ensinar pra gente, né Mariana, o que é possível fazer então dentro de casa para aliviar um pouco a condição do lipedema? Na verdade, as pacientes precisam ser protagonistas do próprio tratamento, então mais do que qualquer profissional, a paciente tem um papel importantíssimo e nada melhor do que a gente pensar no autocuidado, o que elas podem fazer em casa para ajudar a dieta, os exercícios físicos.

E aí a gente tem algumas técnicas, uma delas muito conhecidas é a escovação a seco, que você utiliza a escova com essas cerdas naturais, pode ser uma esponja vegetal, uma bucha vegetal também, é importante que ela esteja seca, e a paciente ela vai fazer movimentos circulares onde a gente tem gânglios inguinais, então na virilha, no joelho, ali no tornozelo e ela vem como se estivesse varrendo a pele no sentido de baixo para cima, que é o sentido do sistema linfático. Acho que a Luciane vai ser a nossa modelo, ela já está acostumada, ela faz, você faz Luciane em casa? Eu faço, e de fato alivia muito, alivia muito, aquele dia que você está com a perna mais cansada, então você faz, é que eu estou de meia né, mas você faz os movimentos circulares e na direção né, então primeiro de baixo para cima, e no corrige se eu estiver fazendo errado, e no tornozelo também, vem até em cima, fazendo, eu tinha até uma dúvida com a doutora, às vezes eu me sinto confortável em pôr a perna para cima e fazer esse movimento com as pernas para cima. Então, quando eu indico para as pacientes, eu indico de fazer, por exemplo, no momento do banho, você tirou toda a roupa, você está lá em pé, você coloca a perna, por exemplo, no vaso sanitário, e aí você vem fazendo uma perna, exatamente, e depois você faz a outra.

Quando você faz deitada, às vezes fica um pouco difícil de chegar lá embaixo no pé, mas se você está em pé, com a perna apoiada em algum lugar mais alto, já facilita. Legal. E aí você vem trazendo, é sempre importante respeitar o sentido do sistema linfático, então a gente sabe que a linfa vem para cima, vem para o centro, então não pode mandar lá para baixo, sempre de baixo para cima.

No caso da escovação, de duas a três vezes por semana, prestar atenção na pele, porque a pele não pode machucar, a pele não pode riscar. A pele é muito seca, né? É leve, né? É leve. Não é força, né? Não, não.

Você passa a escovinha de maneira leve, como se estivesse tirando pó da pele. Sim, varrendo ali. Isso.

E aí vai para o banho, toma banho e faz uma hidratação pós-banho, aí todos os dias, também utilizando o sentido do sistema linfático, que a gente chama de autodrenagem. Você pega um creme, um creme bem hidratante, quanto menos perfume, mais hidratação, e você vem trazendo assim, abraçando a sua perna com as mãos, e você vem fazendo esse carinho, essa hidratação na pele. Também de baixo para cima, todos os dias.

Então no banho, basicamente, vou tomar banho, aí tirei já a roupa ali, comecei então esse movimento com a escova, com essa escovinha de baixo para cima, movimento circular de baixo para cima, tomei banho e depois, na hora de hidratação, também essa mesma massagem de baixo para cima. Exatamente. Exatamente.

Que é um ritual, né? É um ritual de autocuidado, né? É um ritual de cuidado, e como o doutor Alexandre fala sempre, é o cuidar dos linfáticos todos os dias, né? E é o que a mulher vai fazer em casa sozinha, ela não vai precisar de ninguém. Legal. E ajuda bastante.

Quer ver mais uma perguntinha para a gente fechar? Bora. Para fechar aqui, a gente tem a Roseli dizendo que tentou um lipedema, que tem o lipedema e que faz um tratamento que está dando muito conforto. Então esse é o foco, né? Buscar tratamentos que dê conforto e essas práticas também que ajudam, né doutor? É o bem-estar.

É o bem-estar. Na verdade, ó, todo mundo na face da terra lida com inflamação. A diferença é que a inflamação, para mim, não vai aparecer no lipedema.

Nas mulheres que têm lipedema, ela vai aparecer visualmente e de uma forma... Então todo mundo deveria se preocupar em cuidar da inflamação. O homem, especificamente, ele vai ter o quê? Ele vai ter infarto, vai ter AVC, vai ter problemas cardiovasculares, tudo isso decorrente da inflamação. Só que a mulher com lipedema, e todos que estão assistindo podem confirmar, elas normalmente têm uma proteção pelo lipedema.

Então o colesterol fica bom. O médico normalmente pega o exame e fala, nossa, eu estou com inveja. Exame ótimo.

E ela reclamando das pernas, né? Então esse exame bom é o lipedema que está causando. Porque ele está, entre aspas, se colocando para levar o impacto da inflamação. Para levar o impacto da inflamação.

Muito bem. Olha, eu queria, antes de encerrar, mostrar esses dois livros aqui do doutor Alexandre que eu achei um tema interessantíssimo, beleza do lipedema. Olha que legal.

Aqui você fala um pouquinho sobre essa condição, né doutor? Bastante. Não fala um pouquinho não, fala bastante. Sim, muito.

Mas que a beleza nessa questão também, né? São os dois lados, né? Por um lado a natureza deu uma fonte inflamatória e pelo outro lado a natureza deu uma forma de equilibrar isso. É muito legal. Muito bom.

E esse daqui, métodos de exercícios para o lipedema, também do doutor Alexandre Campos Moraes Amato. Muito bom. Por favor, Luciane.

Não, só dentro da beleza do lipedema que foi dito, eu acho que é muito importante nós mulheres, né, que já temos tantas cobranças da sociedade e é isso que eu gosto de trabalhar no meu perfil é, sim, independente da obesidade, do lipedema, vamos viver gente, vamos aproveitar, né? Não se aceitar e vamos correr atrás, mas enquanto isso vamos se aceitar e viver a vida aí com o melhor que tem. O lipedema não te define. Exatamente.

E ele é... Sou muito mais além do lipedema. Maravilhosa. Adorei, Luciane.

Muito obrigada. Inclusive, aqui é o arroba da Luciane para você já começar também a acompanhar nas redes sociais. Doutor Alexandre, muito obrigada, viu? Eu que agradeço.

Muito agradecedor. Obrigada. Tem o arroba do doutor Alexandre também, o site e também da nossa fisioterapeuta.

Muito obrigada pela participação. Muito obrigada. Até a próxima.

Bom, né? Muito bom. Tirei muitas dúvidas. Exatamente.

Vou para um rápido intervalo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.