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Tudo o que você precisa saber sobre a Infecção Urinária de Repetição!

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Tudo o que você precisa saber sobre a Infecção Urinária de Repetição!

A infecção urinária de repetição é definida como dois episódios em seis meses ou três ou mais em um ano. Existem dois tipos principais: a cistite, com sintomas

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Perguntas respondidas neste vídeo

Você já sofreu disso?

Pois bem, vou explicar algumas diferenças entre sintomas, entre tratamentos e o que é essa infecção urinária de repetição. É quando você tem dois episódios num período de seis meses ou três ou mais episódios num período de um ano.

Infecção urinária sempre é igual?

Na verdade, não. A gente pode ter dois tipos de infecção no trato urinário. O primeiro é a cistite.

Ah, e o que que eu tenho que fazer para curar a cistite?

Na verdade, o ideal é fazer um teste de urina para ver se isola algum tipo de bactéria, mas isso eu vou falar mais à frente. E o outro tipo de infecção que a gente tem é a pielonefrite. A pielonefrite, ela é mais grave do que a cistite.

E quais são os sintomas dessa doença?

Febre, normalmente é uma febre alta, acompanhada de uma dor lombar. Também tem os sintomas relacionados com a cistite, que são ardência ao urinar, aumento da frequência de vezes de ir ao banheiro. Algumas mulheres, elas podem referir náuseas e mal-estar.

E por que então a infecção urinária, ela ocorre?

Existem vários fatores de risco. Mulheres diabéticas, elas têm mais propensão a desenvolver infecção urinária.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e hoje nós vamos conversar um pouco sobre um assunto muito interessante que muitas mulheres sofrem ao longo do ano, que é a infecção urinária de repetição. Você já sofreu disso? Pois bem, vou explicar algumas diferenças entre sintomas, entre tratamentos e o que é essa infecção urinária de repetição. É quando você tem dois episódios num período de seis meses ou três ou mais episódios num período de um ano.

Infecção urinária sempre é igual? Na verdade, não. A gente pode ter dois tipos de infecção no trato urinário. O primeiro é a cistite.

A cistite é quando a mulher sente aquela dor embaixo do ventre, vai ao banheiro toda hora, quando vai ao banheiro, sente ardência ou dor para fazer xixi. Algumas mulheres, dependendo do grau da sua infecção, elas podem ter sangramento na urina ou não. Normalmente, a cistite, ela não é acompanhada por febre.

Normalmente, a cistite, ela é mais leve. Ah, e o que que eu tenho que fazer para curar a cistite? Na verdade, o ideal é fazer um teste de urina para ver se isola algum tipo de bactéria, mas isso eu vou falar mais à frente. E o outro tipo de infecção que a gente tem é a pielonefrite.

A pielonefrite, ela é mais grave do que a cistite. Por quê? É quando a infecção, ela acende pelo trato urinário e ela atinge os rins, ou um rim ou os dois rins. E quais são os sintomas dessa doença? Febre, normalmente é uma febre alta, acompanhada de uma dor lombar.

Também tem os sintomas relacionados com a cistite, que são ardência ao urinar, aumento da frequência de vezes de ir ao banheiro. Algumas mulheres, elas podem referir náuseas e mal-estar. E se não tratada, ela pode ser fatal.

E a infecção urinária, ela tem causas diferentes no homem e na mulher, por causa do tamanho da uretra da mulher e do homem. E por que então a infecção urinária, ela ocorre? Existem vários fatores de risco. Mulheres diabéticas, elas têm mais propensão a desenvolver infecção urinária.

Por quê? Porque elas mantêm uma glicemia mais alta, que é liberada na sua urina e isso forma um meio de cultura para o desenvolvimento de bactérias. Mulheres menopausadas, elas também têm mais facilidade de desenvolver esse tipo de infecção, porque elas têm mais ressecamento vaginal, elas têm uma atrofia nessa região da vagina, ou seja, o tecido da região vaginal e da bexiga fica mais fragilizado, fica mais ressecado e mais fino. Com isso, também podem aumentar a incidência desse tipo de infecção.

Além disso, duchas vaginais, elas podem levar as bactérias da entrada ali da vagina para a entrada da uretra e assim também dá esse tipo de infecção. Além disso, má higiene. Quando a gente vai ao banheiro, a gente tem que ter uma boa higiene dessa região.

Quando vai evacuar, precisa limpar bem essa região para que essas bactérias que ficam na região perianal, elas não migrem para a região da uretra e causem uma infecção. Uma coisa interessante também é que a higiene em excesso, ela também pode levar a infecção urinária. É estranho falar sobre isso, né? Fazer uma higiene íntima muito exagerada, ela retira células de proteção ali daquela região e também pode levar a uma infecção urinária de repetição.

E quais são as bactérias que causam esse tipo de doença? São as enterobactérias, são as bactérias que vivem no nosso trato gastrointestinal. A mais conhecida é a Echerichia coli. E por que tem mulheres que têm mais facilidade em ter esse tipo de infecção e outras não? Acredita-se que a infecção urinária, ela possa ter um fundo genético, ou seja, as mulheres que têm com mais frequência, parece que as bactérias, elas conseguem aderir mais aos receptores na mucosa da uretra e assim causar mais infecção.

E existem também as infecções que ocorrem após relações sexuais. Quando a mulher ela tem mais de uma ou duas relações sexuais ou só tem uma relação, porém ela não tem uma lubrificação adequada, o que pode acontecer é um trauma naquela região, um machucadinho por estar ressecado e aí de 24 a 48 horas ela pode apresentar essa infecção urinária, que vai cursar com aumento da frequência de ir ao banheiro, dor embaixo ventre, ardência urinar e o tratamento é medicamentoso. Qual é uma dica aqui para evitar essa infecção urinária pós-relação, que a gente chama de infecção urinária da lua de mel? Então a dica é, quando tiver relação sexual, vá ao banheiro, faça xixi, porque a urina ela vai limpar o canal da uretra e vai impedir que aquelas bactérias ascendam pelo trato urinário e deem a infecção.

E qual é o tratamento? Bem, o tratamento é muito importante a gente salientar aqui que antibiótico ele é uma medicação que vende com prescrição médica na farmácia, porque os antibióticos eles são específicos para cada tipo de bactéria. Então se você compra na farmácia um antibiótico e ele não é adequado para o seu tipo de infecção, você vai causando uma resistência daquele antibiótico ao seu organismo. Quando a gente usa muito antibiótico, ele para de fazer o efeito desejado, ele tem a eficácia dele diminuída.

Então o ideal, quando você tem uma infecção urinária, procure seu médico para fazer um exame de urina que é associado com uma cultura de urina e um antibiograma. Esse exame ele vai definir o tipo de bactéria que vai ser isolado nesse exame e que causa sua infecção e o tipo de antibiótico que é ideal para sua infecção. Eu sei que muitas vezes é difícil a conversar com o médico, você liga no seu ginecologista, ele não tem consulta para o dia.

Então o que você deve fazer? Se tiver difícil conversar com seu médico, se ele não tiver horário nessa data, vá ao pronto atendimento. Lá você vai conseguir colher a urina e colhendo a urina o médico ele já pode passar um antibiótico para você usar nesse meio tempo, enquanto não chega o resultado desse exame. Tendo resultado em mãos, a gente vai saber se aquele antibiótico que foi prescrito pelo médico foi eficaz para o tratamento dessa infecção ou se você vai ter que complementar o tratamento com mais dias de medicação ou até um outro antibiótico.

Então o ideal é não se auto medique. Ah, mas eu tenho infecção urinária e eu tomo antibiótico a cada dois ou três meses, então eu já tenho em longo prazo um antibiótico que eu deixo guardado lá e se me dá algum sintoma, eu tomo. O ideal é que isso não aconteça.

Quando você apresenta infecção urinária recorrente, o médico ele é capaz de te passar um tratamento a longo prazo e esse tratamento é realizado com medicações específicas. Então, converse com seu médico, não se auto medique e se você gostou dessas dicas e se você gostou desse vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.