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O Que é Melhor Para Sua Coluna, Cirurgia ou Tratamento Clínico?

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O Que é Melhor Para Sua Coluna, Cirurgia ou Tratamento Clínico?

A decisão entre tratamento clínico e cirurgia para problemas de coluna depende primariamente da presença de sinais de alerta. Estes incluem dor intensa que acor

Perguntas respondidas neste vídeo

Qual é a proposta?

Tá, de uma forma geral, né, a gente trabalha na avaliação do paciente com problema da coluna, a gente trabalha com os sinais de alerta, né, então essa é a primeira função do médico, mesmo também do fisioterapeuta ou outro profissional que for avaliar um paciente com dor ou outra queixa relacionada à coluna, precisa estar muito atento aos sinais de alerta.

E o tratamento clínico, no geral, ele consiste em quê, assim, qual é a sua proposta quando propõe o tratamento?

Então, a cirurgia, ela vai resolver o problema da gravidade, da compressão neurológica, do problema neurológico daquele caso, naquele momento, né, mas o tratamento clínico, certamente ele precisa fazer parte de todo o contexto, né, mesmo no caso cirúrgico, o paciente tem uma hernia de disco com compressão neurológica, precisou de uma cirurgia, depois ele vai precisar manter um tratamento clínico, né, e aí principalmente o tratamento físico, né, eu acho que para essas doenças que a gente, né, mais frequentes, hernia de disco, bico de papagaio, né, tudo que a gente vai, essas doenças mais comuns, a gente precisa pensar em tratar a causa, né, tá certo que a gente já falou em alguns vídeos aqui, né, a causa ela é multifatorial, tem uma tendência genética, né, a paciente geralmente tem um fator genético envolvido, mas a postura, a forma como a pessoa faz exercícios, se faz exercício de forma errada, exercício de mais, de menos, tudo isso tem uma interferência muito grande e podem ser a causa do problema, então se a gente não tratar a causa, né, a gente não vai resolver, então o tratamento clínico, né, respondendo de forma direta, ele envolve na maioria das vezes medicação e fisioterapia.

Mesmo antes ou depois da cirurgia, se necessário, né?

Geralmente quando a gente precisa de cirurgia, a cirurgia é só a primeira etapa do tratamento, né, não é incomum, às vezes, né, principalmente casos de hernia de disco, né, que o grau de resolutividade da cirurgia é muito alto, né, os pacientes melhoram muito, né, com o procedimento, é comum os pacientes sumirem, né, e não voltarem, mas é importante insistir que depois de resolvido esse problema, é mais agudo, a pessoa precisa fazer uma prevenção, precisa trabalhar a postura, e para isso a fisioterapia é essencial, né, especialmente nos casos cirúrgicos, né, se a pessoa chegou ao ponto de precisar de uma cirurgia, é de fato porque ela precisa se cuidar, senão a chance de precisar de uma outra cirurgia é alta, né, aliás isso é uma grande verdade, né, pessoas que já passaram por uma cirurgia tem uma chance maior de passar por uma outra cirurgia de coluna, muito mais maior do que o restante da população, né.

Essa é uma pergunta e eu tenho uma hérnia controlada, em algum momento eu vou precisar de cirurgia ou a minha hérnia vai ficar lá, eu vou conviver com ela e não vou precisar operar?

Tá, então vamos pela primeira aí, depois você me lembra da segunda. Tá bom. A hérnia estrusa, né, então essa pergunta é bem interessante, porque é muito comum os pacientes se assustarem com as imagens, né, principalmente com os laudos, laudo de ressonância de coluna, ele é bem descritivo, né, e muitas vezes tem, hérnia de disco estrusa, volumosa, né, e o laudo por si só, né, o fato de ter uma hérnia estrusa não indica a cirurgia, o que indica a cirurgia é o quadro clínico, né, então é aquilo que a gente conversou agora há pouco, que são os sinais de alerta, né, aquilo é mais importante e o cirurgião, né, fazendo a compatibilidade do quadro clínico desses sinais de alerta com o resultado da ressonância, né, é que se indica a cirurgia.

A segunda é, tenho hérnias de disco na coluna, algum dia na minha vida eu vou precisar de cirurgia?

Acho que já ficou meio claro. É, se o paciente estiver assintomático, né, e tá com a hérnia lá, aí é a hora de, né, provavelmente fez o diagnóstico e teve algum sintoma, foi lá, fez e aí tá bem, né, provavelmente a pessoa que perguntou isso deve estar nessa situação.

Transcrição completa do vídeo

Diversas questões aqui sobre problemas diferentes de coluna, mas algumas muito similares querendo saber se o tratamento clínico é eficiente ou se realmente precisa ir para cirurgia. Então, estenose de canal lombar, hérnia de disco estrusa, somente uma protusão de disco, como que fica aí esse critério para indicar imediatamente uma cirurgia ou propor um tratamento clínico? E aí, só complementando, o tratamento clínico, quando proposto, ele envolve o que? Só medicamento? Qual é a proposta? Tá, de uma forma geral, né, a gente trabalha na avaliação do paciente com problema da coluna, a gente trabalha com os sinais de alerta, né, então essa é a primeira função do médico, mesmo também do fisioterapeuta ou outro profissional que for avaliar um paciente com dor ou outra queixa relacionada à coluna, precisa estar muito atento aos sinais de alerta. Então, se a gente tá falando de uma coluna cervical, uma dor muito intensa, dor que acorda o paciente à noite, por exemplo, dor associada à febre, ou se o paciente teve uma história de trauma, tem história de câncer na família, esses são os sinais de alerta.

Além, como eu ia falando, se a gente tem um problema relacionado à coluna cervical, um comprometimento neurológico, ele vai dar irradiação, dor irradiada para o membro superior, para o braço, pode vir acompanhado de perda de força, perda de sensibilidade, né, então um sinal neurológico, ele é um sinal de alerta e na coluna lombar, né, a dor, né, ela pode irradiar para o membro inferior, para a perna, né, pode vir também acompanhada de perda de força ou perda de sensibilidade na perna e esses daí são os sinais de alerta. Então, frente aos sinais de alerta, um exame de imagem, ele é crucial para determinar se o paciente, para determinar o tratamento, saber se o paciente é candidato a uma cirurgia ou se realmente ele pode cursar aí com o tratamento clínico. Referente a essa pergunta dessa moça, em relação à estenose de canal, é isso, a estenose de canal, se ela estiver acompanhada de um comprometimento neurológico, com perda de função neurológica, uma perda de capacidade funcional, né, provavelmente o caso é de tratamento cirúrgico, né, então óbvio que tem que examinar, né, ver se a queixa do paciente está compatível, né, com os exames de imagem que foram realizados, mas dificilmente o paciente com comprometimento neurológico ou com sinal de alerta, num caso de estenose, vai ter melhora somente com tratamento clínico, né.

E o tratamento clínico, no geral, ele consiste em quê, assim, qual é a sua proposta quando propõe o tratamento? Então, a cirurgia, ela vai resolver o problema da gravidade, da compressão neurológica, do problema neurológico daquele caso, naquele momento, né, mas o tratamento clínico, certamente ele precisa fazer parte de todo o contexto, né, mesmo no caso cirúrgico, o paciente tem uma hernia de disco com compressão neurológica, precisou de uma cirurgia, depois ele vai precisar manter um tratamento clínico, né, e aí principalmente o tratamento físico, né, eu acho que para essas doenças que a gente, né, mais frequentes, hernia de disco, bico de papagaio, né, tudo que a gente vai, essas doenças mais comuns, a gente precisa pensar em tratar a causa, né, tá certo que a gente já falou em alguns vídeos aqui, né, a causa ela é multifatorial, tem uma tendência genética, né, a paciente geralmente tem um fator genético envolvido, mas a postura, a forma como a pessoa faz exercícios, se faz exercício de forma errada, exercício de mais, de menos, tudo isso tem uma interferência muito grande e podem ser a causa do problema, então se a gente não tratar a causa, né, a gente não vai resolver, então o tratamento clínico, né, respondendo de forma direta, ele envolve na maioria das vezes medicação e fisioterapia. Mesmo antes ou depois da cirurgia, se necessário, né? Geralmente quando a gente precisa de cirurgia, a cirurgia é só a primeira etapa do tratamento, né, não é incomum, às vezes, né, principalmente casos de hernia de disco, né, que o grau de resolutividade da cirurgia é muito alto, né, os pacientes melhoram muito, né, com o procedimento, é comum os pacientes sumirem, né, e não voltarem, mas é importante insistir que depois de resolvido esse problema, é mais agudo, a pessoa precisa fazer uma prevenção, precisa trabalhar a postura, e para isso a fisioterapia é essencial, né, especialmente nos casos cirúrgicos, né, se a pessoa chegou ao ponto de precisar de uma cirurgia, é de fato porque ela precisa se cuidar, senão a chance de precisar de uma outra cirurgia é alta, né, aliás isso é uma grande verdade, né, pessoas que já passaram por uma cirurgia tem uma chance maior de passar por uma outra cirurgia de coluna, muito mais maior do que o restante da população, né. É, eu insisto em dizer que, na verdade, o paciente que vai operar, o candidato à cirurgia, ele precisa muito de uma orientação e de uma conscientização que o problema não vai acabar ali antes da cirurgia acontecer, né, então realmente... Exatamente.

Bom, a gente tem outras aqui, muitas, sobre hérnias, hérnias, então assim, hérnias estrusas sempre vão precisar de cirurgia? Essa é uma pergunta e eu tenho uma hérnia controlada, em algum momento eu vou precisar de cirurgia ou a minha hérnia vai ficar lá, eu vou conviver com ela e não vou precisar operar? Tá, então vamos pela primeira aí, depois você me lembra da segunda. Tá bom. A hérnia estrusa, né, então essa pergunta é bem interessante, porque é muito comum os pacientes se assustarem com as imagens, né, principalmente com os laudos, laudo de ressonância de coluna, ele é bem descritivo, né, e muitas vezes tem, hérnia de disco estrusa, volumosa, né, e o laudo por si só, né, o fato de ter uma hérnia estrusa não indica a cirurgia, o que indica a cirurgia é o quadro clínico, né, então é aquilo que a gente conversou agora há pouco, que são os sinais de alerta, né, aquilo é mais importante e o cirurgião, né, fazendo a compatibilidade do quadro clínico desses sinais de alerta com o resultado da ressonância, né, é que se indica a cirurgia.

Então uma hérnia estrusa, né, independente do volume, às vezes o volume da hérnia é grande, né, a gente inicia, não havendo nenhum sinal de alerta, a gente inicia o tratamento clínico, né, e os sintomas melhorando, o paciente tá, vai ter um curso bom, né, e geralmente 80% das hérnias de disco melhoram com tratamento clínico, sem necessidade de cirurgia, né, em geral a gente espera que no prazo aí de seis semanas de uma hérnia estrusa aguda, né, o paciente já esteja bem melhor, né, se não, mesmo não tendo nenhum sinal de alerta, tendo uma dor ali sob controle, né, mas que vai e volta e que tá prejudicando o paciente de realizar as suas atividades habituais, né, aí a gente já começa a pensar nas cirurgias. Aí a segunda pergunta qual foi? A segunda é, tenho hérnias de disco na coluna, algum dia na minha vida eu vou precisar de cirurgia? Acho que já ficou meio claro. É, se o paciente estiver assintomático, né, e tá com a hérnia lá, aí é a hora de, né, provavelmente fez o diagnóstico e teve algum sintoma, foi lá, fez e aí tá bem, né, provavelmente a pessoa que perguntou isso deve estar nessa situação.

Aí que é a hora de investir no tratamento físico, né, na reeducação postural, né, checar como é que é a postura pra trabalhar, como é que é a postura no dia a dia, na hora que faz alguma atividade, algum hobby, como é que tá fazendo atividade física, se a atividade física que tá fazendo, ela tá sendo benéfica ou maléfica, né, pra coluna, né, então se preocupando com tudo isso, né, investindo realmente nisso, pode ser que não precise não, não é, não necessariamente vai ser necessário e é o que acontece com a maioria das pessoas, né. Então é muito, em geral eu costumo dizer que pacientes com 80 anos, 80% dos pacientes com 80 anos vão ter algum sinal de degenerativo na coluna, a hérnia de disco, bico de papagaio e assintomáticos, né, então se a gente pegar o pessoal na rua e fizer a ressonância, a gente vai achar essas coisas e as pessoas nem sabem que tem, né. Bom, a próxima aqui tem uma interessante, tem muita gente com essas questões, síndromes miofaciais, né, e aí a pergunta é, um paciente com síndrome miofacial, ele precisa fazer cirurgia? Eu vi aqui do Tato Fidelis, né, então é bem legal essa pergunta mesmo, porque a síndrome miofacial, ela pode ser, ela secundária a algum outro problema ou ela pode ser só ela, né, então se, por exemplo, uma hérnia de disco cervical, ela pode gerar uma síndrome miofacial cervical, né, uma dor facetária cervical ou lombar também pode gerar uma síndrome miofacial cervical ou lombar, então é importante identificar isso.

Se for uma síndrome miofacial pura, sem nenhum outro fator, se não tem hérnia de disco, não tem artrose facetária, não tem mais nada ali na coluna, né, não tem indicação de fazer cirurgia. Agora, se existir algum outro problema subjacente, é preciso atentar essa possibilidade, porque pode ser o tratamento puro da síndrome miofacial, né, tratamento físico, medicamento, fortalecimento, ele pode ser frustro, né, porque existe uma causa ali que não foi atentada, né, então não foi dada atenção devido a ela. Bom, algumas pessoas perguntam sobre as hérnias e qual é a possibilidade do organismo reabsorver as hérnias.

Existem uma série de questões aí sobre esse assunto específico, se isso é real, se isso acontece, como que funciona? Legal, em termos bem mais fáceis de entender, a gente pode dividir a hérnia de disco mole e a hérnia de disco dura. A hérnia de disco dura, geralmente, é o termo médico, seria o complexo disco osteofetário, então a gente já tem a hérnia de disco, tem bico de papagaio, tem calcificação daquele material, é um estágio degenerativo de desgaste da coluna mais avançado. Então, uma hérnia de disco dura, ela pode ter uma extrusão, essa extrusão ela pode reabsorver, mas geralmente o comportamento de uma hérnia de disco dura é de ir aumentando, aquele osteófito vai aumentando, o bico de papagaio vai aumentando, a hérnia vai abaulando mais, o disco vai ficando cada vez menor, e a hérnia de disco mole, geralmente é um disco mais sadio, que ocorre uma fissura, uma rachadura ali na capinha dele, que é o ânulo fibroso, e o conteúdo de dentro ele sai, que é o núcleo pulposo sai, e aí forma a hérnia extrusa.

Então, a gente tem fora de um disco saudável, um componente que não era para estar ali, que é o núcleo do disco. E a hérnia de disco mole, ela tem uma chance grande de reabsorver. Então, se for ela puramente, o paciente não tem outros problemas da coluna, uma coluna bem alinhada, bem equilibrada, é bem possível que aquela hérnia ela absorva.

Isso geralmente gera uma ansiedade para as pessoas, e eu peço para não ter, se clinicamente o paciente está melhorando, eu não vou me importar muito se aquela hérnia absorver muito, pouco, ou ficar daquele tamanho, o paciente tá bem, tá bem, né? Mas muitos têm a vontade de mesmo, passou seis semanas, tá zerado, tem nada, mas a pessoa tem a vontade de fazer uma ressonância para ver se reabsorveu. E às vezes os sintomas melhoraram, mas a hérnia vai demorar mais tempo ainda, às vezes um ano, dois, para de fato absorver. Mas isso é possível sim, principalmente nas hérnias moles.

Legal! É, isso realmente é uma questão que muita gente pergunta e gera uma ansiedade mesmo, né? É, né?

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.