Cuidados paliativos são uma abordagem médica especializada voltada para a promoção da qualidade de vida de pacientes com doenças graves ou limitantes, controlan
Sim. Verdade. E agora vocês têm...
Uma ótima oportunidade.
Não tanto como a gente gostaria. Mas a gente tem um grupo onde a gente troca mensagens e sempre tentando se encontrar presencialmente para poder matar a saudade e tudo. Então, a gente tenta, sim, encontrar às vezes.
15 anos formados na faculdade, gente. Que absurdo isso. Olha, já fica a dica.
Olha, já fica a dica para quem está vendo. Não cultivem as relações. Eu já vou aproveitar e pedir para vocês darem um pequeno spoiler do que cada um vai poder falar sobre esse assunto de hoje.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular.
No último a gente conversou sobre tudo o que envolve alimentos, esses alimentos que podem causar inflamação e dor e antes do poder do chás. Hoje é um pouco diferente, nós estamos com convidados especiais aqui no estúdio do AmatoCast para falar sobre um assunto que ainda infelizmente é um tabu e que reúne muitas curiosidades, que é tudo o que envolve cuidados paliativos. A doutora Mariana de Paiva é médica especialista em Oncologia Clínica, formada pela Universidade Federal de Goiás, especialista com doutorado pela USP Ribeirão Preto, fellowship em tumores ginecológicos pelo Instituto Valenciano de Oncologia e assistente da Oncologia Clínica de renomados hospitais de São Paulo.
Bem-vinda, doutora. Obrigada, obrigada pela oportunidade e por essa manhã em estarem aqui com amigos tão queridos, falando por um tema super importante. Obrigada.
Já adianto que os nossos convidados hoje estudaram juntos na faculdade, né, doutora Lorena, já vou te apresentar aqui agora. A doutora Lorena Amato é médica endocrinologista do Instituto Amato, graduada pela Universidade de Goiás e especialista pela USP. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira e Americana de Endocrinologia e professora de pós-graduação.
Mais uma vez, bem-vinda, doutora. Eu que agradeço e agradeço os convidados de hoje. Agora, doutor Joaquim Pinheira Vieira Filho é médico pela Universidade Federal de Goiás, especialista em cuidados paliativos adulto e pediátrico, oncologista pediátrico e médico pesquisador voluntário.
Também tem atuação em grandes hospitais de São Paulo. Bem-vindo, doutor. Obrigado, eu que agradeço.
Estamos aqui para compartilhar conhecimentos com todo mundo. Legal. Então, vocês já devem ter reparado aí no currículo que eles estudaram juntos, né, pessoal, na Universidade de Goiás, né? Sim.
Verdade. E agora vocês têm... Agora, novamente aqui, né? Uma ótima oportunidade. Vocês costumam se encontrar, conversar, ou hoje é um encontro específico aí? Eventualmente, né? Não tanto como a gente gostaria.
Mas a gente tem um grupo onde a gente troca mensagens e sempre tentando se encontrar presencialmente para poder matar a saudade e tudo. Então, a gente tenta, sim, encontrar às vezes. Já tem 15 anos, né, que vocês... Isso é um detalhe que todo mundo vai ficar chocado.
Eles não têm idade, né? 15 anos formados na faculdade, gente. Que absurdo isso. Olha, já fica a dica.
Cultivar relações sociais é uma forma de promover saúde também, saúde mental, né? Olha, já fica a dica para quem está vendo. Não cultivem as relações. Eu já vou aproveitar e pedir para vocês darem um pequeno spoiler do que cada um vai poder falar sobre esse assunto de hoje.
Então, é relacionado a essa especialidade de vocês que eu apresentei agora. Vou começar com a doutora Mariana para você explicar para a gente o que a gente pode resumir, né? O que a gente vai poder tratar hoje, que é de interessante para quem já está aqui acompanhando a gente. Bom, a gente vai falar então um pouquinho sobre cuidados paliativos, sobre o que isso significa e o quanto isso pode ajudar em qualidade de vida.
Não só nos momentos finais de vida, mas durante a vida do paciente e, falando do meu lado, na oncologia, como isso pode contribuir com o melhor tratamento oncológico. Legal. Então, esse é o principal foco.
A gente acabar esclarecendo mais, diminuindo um pouco o tabu sobre isso e vendo como isso pode ajudar na vida das pessoas. Legal. Doutora Lorena, sua especialidade deve estar sendo uma curiosidade, né? Então, no dia de cuidados paliativos.
Mas quem já me acompanha, acompanha aqui o canal, sabe que eu sou apaixonada por estilos de vida, por promoção de saúde, por qualidade de vida. Então, eu tive essa ideia de trazer isso para cá e eu faço isso na minha especialidade, na promoção de qualidade de vida, para falar sobre qualidade de vida em todos os momentos. Que é o cuidados paliativos.
Joaquim, detalhe um pouquinho mais para a gente. E assim, complementando o que a Mariana trouxe, é importante também a gente entender que cuidados paliativos também são oferecidos para as crianças. Então, dentro não só da oncologia pediátrica, mas dentro da pediatria, existem doenças que a gente, como equipe de cuidados paliativos, precisa promover a qualidade de vida dessas crianças.
Então, a gente também vai estar falando um pouco sobre isso. Legal. E eu falo até por experiência própria, né? Porque para quem já acompanha, eu sempre dou uma contextualizada.
Eu sou jornalista, não tenho nenhuma relação com os doutores aqui que estão relacionados à área da saúde. Mas, ao mesmo tempo, eu até, como eu disse, na experiência própria, a gente costuma relacionar cuidados paliativos com as pessoas mais velhas. E aquela fase que a pessoa ou foi diagnosticada com uma doença muito grave ou já está naquele estágio que a família está pensando a pessoa ter aquele conforto, mas que já está nos últimos momentos de vida, né? Então, esse é o principal, né? Que a gente vai explicar como que esses cuidados paliativos podem ser trazidos para as outras pessoas que não nessa fase, né? Então, eu já vou começar com um caso que repercutiu muito, que eu acho legal a gente já trazer para o que está sendo muito falado nas redes sociais, de todas as redes.
Instagram, TikTok, o antigo Twitter, que hoje é o Rede X, que inclusive está aí no país, né? Um pé lá, outro cá. E que é o da influenciadora digital Isabel Veloso, de 18 anos. Ela foi diagnosticada com um tipo de câncer, inclusive o nome eu vou confirmar a pronúncia com vocês.
É Hodgkin, né? O tipo de linfoma. Que foi descoberto em 2021 e no começo do ano, para quem também não acompanhou, que está aqui assistindo o podcast, já para ter uma contextualizada. No começo do ano, ela disse que era um câncer terminal e que ela teria seis meses estimado de vida.
Inclusive, eu já queria perguntar para vocês, antes de terminar aqui o caso da influenciadora. Existe, de fato, essa projeção de quando a pessoa tem quanto tempo esperado de vida? Essa projeção é uma expectativa? Como que funciona isso? Acho que cada um de vocês tem um pouco para falar sobre, né, doutora? Olha, essa é uma projeção, é uma coisa muito delicada de se falar. Porque tudo que a gente tem, toda a evidência que a gente trabalha, é baseada em estudos clínicos.
Estudos com pacientes naquela situação. Então, a gente tem estimativas. Estimativas de tempo de vida com relação àquele estadiamento, que a gente fala, aquele momento da doença, com aquele diagnóstico, com aquele tratamento.
É uma estimativa e somos muito individuais. Cada pessoa responde ao tratamento de uma forma, cada doença acaba respondendo de uma forma. Falar em tempo é algo muito delicado e muito perigoso.
A gente tem muita chance de errar, quando a gente fala em tempo. Porque os estudos são matemáticos, mas nós não somos. Então, é uma forma da gente tentar enquadrar em um estudo, em um número, mas a gente não funciona dessa forma.
Então, existe uma estimativa, isso existe, baseado em estudos, baseado em estatística, mas nem sempre isso vai ser real para cada indivíduo. Sim, e doutora Lorena, o que eu queria te perguntar relacionado a isso, né, passando aqui um pouco da especialidade de cada um, é sobre quando a pessoa tem de fato, né, essa questão de, olha, tem uma estimativa ali, como a doutora falou, não é cravado, mas que tem algo que já determina, mais ou menos, como que vai ser os próximos passos daquela pessoa, né, do paciente. Às vezes a pessoa quer se privar de algum tipo de alimentação.
Até que ponto isso realmente deve acontecer? As pessoas buscam, querem certezas, né, que infelizmente a gente não pode dar, no sentido de números. Eu, em várias situações, a gente fala, se você mantiver a obesidade, você tem chance de virar diabético. Quantos porcento? E se eu perder quanto de peso eu vou diminuir essa minha chance de ter diabetes? De ter alguma complicação? Eu não sei falar.
A gente não sabe falar essa porcentagem. Na endocrinopediatria, as pessoas querem saber quanto, qual altura a criança vai ter, se usar hormônio vai ter quantos centímetros, e se não usar vai ter quanto? Quanto que vai ser? A gente tem estimativas, como vocês falaram, a gente tem estudos que mostram médias, mas cada pessoa é única, então a gente tem que ter a sabedoria de se resguardar, transmitir essa tranquilidade para o paciente, mas sem dar certezas e números, porque tem grande chance da gente errar. Sim.
E doutora Joaquim, essa questão dos cuidados paliativos, que é mais específico da sua área também, né? Como a gente estava conversando até antes de começar o episódio, é um tabu principalmente para as crianças, né? Porque a gente conversa, pensa que isso é direcionado para as pessoas mais idosas, mas que pode acontecer muitas vezes para as próprias crianças. Se a gente entender o objetivo e a definição de cuidados paliativos, que é promover qualidade de vida à pessoa com uma doença ameaçadora da vida, ou limitante da vida, controlando os sintomas que trazem sofrimento, eu volto a falar da minha frase no início, que é crianças também têm doenças, que acompanham toda a fase infantil de adolescentes, que trazem sintomas e prejudica a qualidade de vida das crianças. Independente do momento em que a criança está da sua vida, às vezes no período neonatal, às vezes a gente tem indicação de cuidados paliativos para controlar sintomas e trazer qualidade de vida, a criança escolar também tem doenças desse momento escolar que são diagnosticados, então, a gente tem que entender que para qualquer momento da vida de uma pessoa, seja ela na infância, na fase adulta ou na fase de idosos, qualquer doença que traga sofrimento tem indicação de cuidados paliativos.
Então, com o objetivo de promover qualidade de vida. Então, nossas crianças também, independente da doença, não só na oncologia pediátrica, volto a reafirmar, a gente precisa estar atento que se a criança sofre por causa de uma doença que ela tem, ela tem indicação de ter cuidados paliativos acompanhando o especialista, como a doutora Olena falou, se na endocrinologia pediátrica a gente tem uma criança que tem sofrimentos relacionados à sua doença endócrina, ela pode e deve ter uma equipe de cuidados paliativos pediátricos para acompanhar a endocrinologia pediátrica a cuidar daquela criança. Isso já responde muitas coisas do caso que eu comecei a citar da Isabel Veloso, da influenciadora de 18 anos, que eu disse que no início do ano, ela chegou a afirmar que era paciente considerado em estágio terminal desse linfoma de Hodgkin, que foi descoberto em 2021.
Ela teria seis meses de vida, de acordo com a projeção da médica dela, especialista, que inclusive se manifestou nas redes sociais depois dessa grande repercussão. Não era uma médica, pelo que eu vi, que costumava fazer parte de discussões na internet, mas com a repercussão que começaram a acusar a influenciadora de ter mentido sobre o diagnóstico dela, porque ela está grávida. Ela decidiu, quando ela teve essa projeção dos seis meses, de se casar.
Inclusive, o casamento foi transmitido para milhares de pessoas na internet e acabou ficando grávida e disse que ela tinha condições de gerar a criança de uma forma saudável, que estava sendo acompanhado pelos médicos e que ela queria, era o último sonho que ela queria realizar. E agora ela voltou às redes sociais para falar que, na verdade, essa questão de ser considerada uma paciente em estágio terminal não é mais considerado e sim cuidados paliativos. E essa discussão exatamente do termo cuidados paliativos ficou muito em alta em todas as redes, no trend topics de todas as redes sociais, justamente por causa dessa influenciadora.
Então, eu queria que vocês... Acho que eu vou começar agora pelo doutor Joaquim, porque envolve uma criança, né? Adolescente. É, uma que está passando agora para a fase adulta, na verdade, e um bebê que está sendo gerado pela Isabel Veloso, a influenciadora. Eu acho que isso é um ponto importante, porque gerou muitas reações na internet porque houve uma relação, uma confusão dos termos paciente terminal e paciente paliativo.
E isso é algo que a gente tem que ter esse espaço, como a gente está tendo agora, para explicar o que são termos usados como sinônimos, mas eles não são sinônimos. E eles não devem ser usados como sinônimos, porque o paciente terminal é diferente de um paciente considerado um paciente paliativo. O paciente terminal é aquele paciente que tem uma doença considerada pelos médicos sem possibilidade de cura, sem possibilidade de tratamento que vá controlar aquela doença, e a pessoa com uma doença considerada incurável vai ter um tempo estimado de vida, que aí a gente falou de estatística, de uma média, mas que ela é muito variável.
Então, ao diagnóstico, uma pessoa com uma doença que é considerada incurável, a partir daquele momento, ela é considerada uma paciente terminal, mas não sabemos quanto tempo exatamente de vida essa paciente, essa pessoa vai ter, porque cada um vai desenvolver, vai evoluir de acordo com a individualidade da pessoa. Diferente disso, o paciente paliativo, ele é um termo utilizado de uma maneira ampla para caracterizar uma pessoa com uma doença que necessita de cuidados paliativos, que é os cuidados oferecidos por uma equipe multiprofissional que vai controlar os sintomas que aquela doença de base traz, independente da cura ou não, e independente do momento da doença que essa pessoa está. Então, paciente terminal, ela tem uma doença que é considerada incurável ou sem tratamento modificador daquela doença, tem um tempo estimado de vida que é variável e precisa de cuidados paliativos para controlar os sintomas e o sofrimento que aquela condição de doença incurável vai trazer.
O paciente paliativo que necessita dos cuidados paliativos, independe de ser curável ou não, não necessariamente estar no fim de vida e pode ter uma expectativa de vida de muito mais tempo. Então, houve uma confusão, porque esses termos são usados como sinônimos e eles não são sinônimos e não devem ser usados como sinônimos. Isso, inclusive, causou um julgamento de uma, como a gente falou, uma pessoa que está entrando agora na fase adulta, que está passando por um momento muito delicado, que está grávida, então mais delicado ainda, enfim.
E falando, acho que, falando específico dessa questão do anúncio da gravidez, foi porque as pessoas acham que paciente paliativo, por mito e por uma associação errada, acham que é o paciente terminal, acham que pacientes terminais estão morrendo amanhã, no mês que vem, e como que uma pessoa considerada como a doença incurável pode ficar grávida. Retomando um pouquinho do que eu falei, um paciente com uma doença incurável, ela tem uma expectativa de vida, pode ter uma expectativa de vida de anos. Então, a Isabel, ela pode sim ter um tempo de vida com uma doença incurável mais controlável que permita com que ela tenha essa gravidez.
Então, é importante entender que paciente terminal, essa terminalidade de uma doença incurável, essa expectativa de vida, ela é muito variável. E isso permite com que ela possa estar grávida. Só que o que houve, infelizmente, foi essa confusão de conceitos, esse uso de termos como sinônimos que não são sinônimos e que a gente tem esse espaço aqui para poder tirar a dúvida de todo mundo.
Com certeza. Dra. Lorena, inclusive o Dr. Joaquim falou bastante agora sobre uma rede especializada de várias funções ali dentro da medicina, que quando os cuidados paliativos são indicados, são vários médicos, várias especialidades que conseguem ajudar aquele paciente.
Então, eu queria entender da sua parte da endocrinologia, como que a sua especialidade consegue fornecer um auxílio para esse paciente que já é, precisa de cuidados paliativos? O Joaquim falou muito bem, um termo que eu achei muito interessante. Eu, na endocrinologia, eu trato muitas doenças crônicas. A grande maioria das doenças que eu trato são crônicas.
No entanto, ele falou, o paciente terminal, que não tem tratamentos modificadores da doença. E a gente muitas vezes tem. A gente, na endocrinologia, são doenças crônicas, mas que têm tratamentos que vão modificar.
Muitas vezes não vão curar, mas vão mudar consideravelmente a vida da pessoa no sentido de expectativa, inclusive, de complicações. Mas existem também situações na endocrinologia onde a gente é algo crônico e que não há modificadores. Por exemplo, um paciente diabético, como a gente comentou, com a neuropatia, um acometimento dos nervos, onde a gente não tem mais, como muitos anos de diabetes, a gente não tem mais tratamentos que vão modificar essa evolução.
Um bom controle do diabetes sempre vai ser bem-vindo e é o que a gente faz como endocrinologista. Mas nessa situação, pode, por exemplo, ser proposto para o paciente algum cuidado em relação àquela dor que ele sente, algum cuidado paliativo. Quer dizer que ele está morrendo, como as pessoas falam, não, está morrendo então.
Não, vai morrer daquilo, daquela neuropatia? Não, mas está trazendo muita perda de qualidade de vida. Aquilo, neuropatia diabética, quando acontece, os pacientes sofrem muito e muitas vezes você já fez tudo o que você pode fazer no sentido de modificar a doença e não tem mais muito no sentido de intervenção modificadora. A gente sabe que não vai regredir.
Então, propor um cuidado paliativo para trazer qualidade de vida naquele aspecto para o paciente é algo muito bem-vindo. Porque as pessoas não querem só viver mais, elas querem viver mais e com qualidade. Ninguém quer ficar só com a quantidade de vida.
As pessoas querem qualidade, querem ter bem-estar, querem não sentir dor, ter bem-estar físico, psíquico. E aí é onde engloba. Está todo mundo junto, com certeza.
Se eu precisar acionar os cuidados paliativos, eu vou, porque eu quero trazer qualidade de vida para o meu paciente. E nunca trabalhando com datas, com promessas. Vamos tirar a dor e você vai sair andando.
Não, isso jamais, mas trabalhando com o melhor que pode ser feito para cada paciente. É uma equipe a mais para cuidar daquela pessoa. Exato.
Então, são cuidados a mais para melhorar a qualidade de vida dela. E é muito interessante essa questão multidisciplinar. Doutora Mariana, eu queria, inclusive, te perguntar agora sobre a gente está falando bastante dos benefícios, de como que, qual que é a definição, quando que é indicado.
Agora, na prática, eu queria saber da sua especialidade que também envolve a Oncologia, como que isso funciona ali realmente quando a pessoa, olha, os médicos definem que os cuidados paliativos vão poder ajudar aquele paciente. De fato, o que são os cuidados paliativos? Porque agora a gente está falando bastante de cuidados paliativos, paciente terminal. Mas, de fato, como que funciona isso na prática? Como que pode auxiliar um paciente que já foi diagnosticado com câncer? Ótimo, Letícia.
Assim, na Oncologia, os cuidados paliativos são uma ferramenta que vão ajudar muito a gente no tratamento. Além da forma prática, como o Joaquim e a Lorena explicaram, de melhora dos sintomas, melhora de dor, melhora de falta de apetite, melhora de fadiga, enfim. Esse suporte todo físico, os cuidados paliativos vão ajudar a gente muito a planejar o tratamento e fazer escolhas.
Por exemplo, a influenciadora, ela acompanha com os cuidados paliativos certamente e ajudou ela a pensar o que era a prioridade para ela no tratamento. Ela tem o desejo de gestá-la, de ter um filho. É possível, não é? O que eu priorizo na minha vida? O que eu priorizo no meu tratamento? Os cuidados paliativos ajudam também a aproveitar melhor o tratamento que eu tenho, de forma prática.
Por exemplo, eu vou realizar um tratamento curativo. Nesse tratamento curativo, então, estou disposta a me sacrificar mais. Às vezes, mais efeitos colaterais.
Às vezes, fazer tudo em tempos exatamente ótimos para eu ter uma eficácia ideal do meu tratamento. Mas, às vezes, eu não tenho a expectativa de cura. Então, será que eu vou abrir mão e vou ter efeitos colaterais para um tratamento que não vai me curar? Será que essa é a minha prioridade? Então, o cuidado paliativo, além de controlar melhor todos os sintomas, ele vai ajudar a planejar melhor o meu tratamento, a ter um tratamento mais consciente.
Que a pessoa, que o paciente, tenha mais as rédeas do tratamento, junto, claro, com toda a equipe, para pensar nisso como oncologista, como paliativista, para definir melhor a sua estratégia de tratamento, estabelecendo prioridades. E, assim, eu vou conseguir melhorar a minha qualidade de vida. Porque eu sei exatamente o peso, a medida de cada coisa e o que eu estou disposto a pagar e o que eu não estou disposto a pagar.
Na verdade, vão ser escolhas de vida, que a gente faz todos os dias. Agora, em uma situação mais específica, muito mais difícil, não é fácil, mas que, se eu tiver essa consciência, eu como paciente, o meu paciente tiver essa consciência, vou conseguir definir muito melhor. Imagina o quanto que eu vou, se eu tiver toda essa consciência no meu tratamento, me ajudar nas minhas escolhas, o quanto eu vou deixar de, às vezes, ter arrependimentos ou, às vezes, conseguir lidar melhor na minha família.
Então, vem para ajudar, tanto fisicamente quanto psiquicamente também, socialmente também, na família, enfim. Então, a questão da influenciadora, eu acho que é algo muito importante, porque todo esse tabu não deixa com que a gente pense mais e faça um tratamento mais consciente. Isso faz as pessoas sofrerem muito.
Imagino que uma pessoa, um paciente, como influenciadora, que passa uma situação tão delicada, ela se expor, é uma dificuldade muito grande, sofre críticas de quem não tem noção de estudo que a gente está conversando, e o quanto isso gera sofrimento. Imagina quantas pessoas não sofrem aí por não ter essa noção toda, não conversarem abertamente com a família ou com os médicos. Então, na verdade, são especialidades parceiras, a Oncologia, os cuidados paliativos, no intuito de planejar melhor o tratamento e, assim, estabelecer uma qualidade de vida melhor enquanto a gente estiver tratando.
Então, se o nosso objetivo é tratar melhor o paciente, nada mais justo do que desfrutar disso e planejar isso da melhor forma. E, apesar de ser uma equipe multidisciplinar, que atua que até, inclusive, todo mundo que é leigo nesse assunto consegue perceber o motivo de vários especialistas estarem interligados nessa situação. Inclusive, o que me chamou a atenção fazendo a pesquisa é que a definição dos cuidados paliativos é de que ele serve tanto para cuidar dos físicos, psicológicos, sociais e espirituais.
Então, eu queria esclarecer isso. Como que pode também envolver essa questão espiritual nesse cuidado e como que é feito isso nesse trato com o paciente? Bom, quando a gente fala de cuidados paliativos, tratar, controlar os sintomas que trazem sofrimento em todas as esferas da pessoa doente. Uma pessoa doente, ela tem os seus sintomas físicos que são secundários à doença de base, mas aquela pessoa doente que tem uma doença que limita a vida dela, seja pela doença ou pelo tratamento, começa a perder as suas funções sociais.
Não consegue trabalhar, não consegue se relacionar, não consegue encontrar mais a família, os amigos, traz um sofrimento social. Sem contar que a preocupação se o tratamento vai dar certo ou não, se a doença vai ser controlada ou não, traz ansiedade, traz medo, traz angústia, que são exemplos do sofrimento emocional ou psíquico. Mas o espiritual também faz parte da pessoa humana, da pessoa doente.
E entender que a espiritualidade de uma pessoa, ela é algo muito além da religiosidade. Espiritualidade é algo que a pessoa transcende o físico, onde ela tenta buscar uma conexão com aquilo que é importante para ela, aquilo que é sagrado para ela e que, de uma maneira prática, traz forças para passar pelos problemas da vida. Tem pessoas que, quando ficam com uma doença grave, ameaçadora da vida, começam a se questionar espiritualmente, independente da religião.
Por que isso está acontecendo comigo? O que eu fiz para merecer isso? Isso é um sofrimento, é um exemplo de sofrimento espiritual que uma equipe de cuidados paliativos também vai precisar identificar. Avaliar se aquele paciente está apresentando, além do físico, do emocional, o quanto aquela doença interfere na parte social. Também a gente precisa saber se espiritualmente aquela pessoa doente está em sofrimento.
E aí a gente poder oferecer uma ajuda também para esse sofrimento espiritual. Que, na prática, pensando em uma equipe multiprofissional, idealmente a gente deveria ter nas nossas equipes um assistente espiritual ou um capelão espiritual, que é o responsável para estar ajudando a manejar e controlar esse sofrimento espiritual. Então a gente avalia o paciente como um ser global, com todas as suas dimensões, do ser humano, que foram afetadas pela doença que aquele paciente apresenta.
Então essa e a assistência, o sofrimento espiritual, a gente avalia e maneja, preferencialmente dessa maneira. Isso é muito interessante também, porque, mais uma vez, falando como não especialista na área da saúde, eu acho que as pessoas têm uma, quem está acompanhando provavelmente vai pensar em alguém da família que já fez algum tipo de comentário assim, alguém próximo que já fez algum comentário dessa forma. Eu lembro desde criança, minha família comentando, os médicos costumam ser mais céticos, eles são mais práticos ali, o que dá para realmente curar, o que não dá, quer ver o que realmente consegue resultados ali, exame e tudo mais.
E essa parte dos cuidados paliativos que consegue pensar nesse todo do paciente é muito interessante, porque muda essa visão que as pessoas costumam ter da medicina, dos especialistas que acham que não conseguem encontrar esse conforto nos médicos, nos especialistas. Doutora, inclusive, eu fiz essa pergunta já direcionada para você, porque você disse que, normalmente, até desde criança, as mães chegam com os filhos no consultório e querem aquele dado, essa pessoa vai, quanto que vai crescer, se precisa usar hormônios, se não precisa, enfim, quer aquela coisa ali. E, às vezes, isso passa também para as pessoas, para os pacientes, já busca os médicos com essa ideia de que vai ter uma resposta concreta daquilo, e que vai ter aquela certeza que vai dar aquele porto seguro que a pessoa não consegue encontrar em outro lugar.
A profissão médica é uma conversa complexa que vem passando por transformações. Eu, graças a Deus, tenho colegas que se formaram comigo, que eu admiro muito, os dois que estão aqui, e outros que a gente encontra e convive, que a gente admira o trabalho, que são bons médicos. A gente se especializou, nós fizemos uma faculdade geral, mas cada um foi para a sua especialidade.
Mas a gente trata o paciente, a gente trata uma pessoa, não interessa a doença que ela tem, os pacientes se assustam comigo quando eu pergunto, eles vêm para tratar a tireoide. Aí eu pergunto, e como que está o sono? Sono que eu acho até muito óbvio que tem a ver. Aí eles estão até tipo, por que você está me perguntando isso? O que tem a ver? Porque se perdeu tanto a boa medicina, que quando a gente, é claro que a gente tem que ser prático, o segmento é crônico, nós temos tempo ali de consulta, mas a gente tem que, no segmento a longo prazo do paciente, nós aqui tratamos doentes a longo prazo, não é pontual, a gente tem que englobar todas as esferas da vida dele.
Como é que eu vou falar para um paciente diabético, isso acontece muito, que ele tem, por exemplo, tem pavor de agulha, mas ele é diabético, ele vai ter que usar o tratamento com insulina. E aí eu posso fazer o mundo ideal, que eu vi no livro, sem estar nem aí para o que ele sente, ou eu posso tentar otimizar. E fazendo o que não é o ideal, mas que talvez para ele, naquele momento, eu controle um pouco, até ele aceitar melhor a doença.
Não vão se assustar aí, diabético tipo 1 foi diagnosticado, eu trato pacientes do SUS, tem que levar seis picadas por dia. No começo, se o paciente está com muita dificuldade de entender o diagnóstico, não se assustem, se eu der menos insulina naquele momento, só para ele ir entendendo como funciona e depois ir otimizando. A gente que trata doenças crônicas, eu jamais falo, não, tem que ser assim, é isso e pronto, e se vira e vai aplicar.
Não. Às vezes a gente faz um pouco menos, mas para trazer conforto psíquico para pensando lá no longo prazo do paciente. Eu sempre, tanto em crianças quanto adultos, eu vou englobando, perguntando sobre vários aspectos da saúde do paciente.
Ah, não faz atividade física? Por quê? Um dia eu estava querendo cobrar o paciente, ele vinha três horas de cidade, de outra cidade, para trabalhar, trabalhava o dia inteiro, chegava à noite em casa e ia fazer uma faculdade. Ele andava de ônibus três horas todo dia lendo. E eu ia cobrar que ele fizesse atividade física, não interessa, não volto aqui se não fizer.
Naquele momento, eu falei, é realmente. Nesse momento, quando passar, você vai se propor a fazer. Então, entender o paciente como um todo independente da nossa especialidade, ver todas as esferas, independente da nossa crença, isso é a boa medicina.
Isso todo bom médico vai fazer independente da especialidade. E é isso que a gente acredita, promove e quer ver, porque é esse tipo de paciente, que é isso que a gente quer entregar para os nossos pacientes. Saúde global, saúde não é só exame bom.
Não é só o físico. É tudo. E a espiritualidade mental está tudo junto.
Então, faz todo sentido englobar isso, quando a gente está falando em promoção de bem-estar e saúde. Muda completamente, foi o que eu disse. A ideia do que as pessoas têm, tenho certeza que muitas dúvidas estão sendo esclarecidas nesse episódio.
E essa ideia que as pessoas costumam ter da medicina de uma forma mais assustadora. Até porque, como eu disse, desde criança você já cresce com essa ideia de que a medicina, você vai encontrar algo concreto ali, que você não tem muito tempo para falar na consulta. Várias pessoas próximas, inclusive eu acredito que as pessoas também que estão acompanhando vão se identificar.
Muitas vezes chegam nos médicos já com aquela, acaba ficando até ansioso. Fala, eu preciso falar tudo que eu tenho rapidinho, porque eu também não posso ficar querendo falar muita coisa da minha vida, senão o médico vai ficar irritado. Ele não quer saber tanta coisa assim, não quer todo esse contexto.
E eu trouxe um dado aqui, que eu acho importante também a gente citar. Se vocês tiverem alguma atualização ou quiserem comentar alguma coisa sobre isso, fiquem à vontade. Eu vi que a OMS estima que, a cada ano, cerca de 57 milhões de pessoas precisam de cuidados paliativos no mundo.
E a maioria de países são de média e baixa renda. Segundo o órgão, a maior parte dos casos envolve doenças crônicas, como as cardiovasculares, câncer, que é o que a gente estava conversando, doenças respiratórias crônicas, síndrome da imunodeficiência adquirida, que é AIDS, e diabetes. Então, acho que até essa pergunta acaba sendo melhor para o Dr. Joaquim, para a gente explicar, porque a gente está falando bastante de câncer, essa ideia de cuidados paliativos relacionados a câncer.
Mas, fazendo a pesquisa, eu vi que até, por exemplo, um paciente que tem uma queimadura muito grave pode ser direcionado para cuidados paliativos. Exato. Mais uma vez, eu reforço que cuidados paliativos não são apenas para pessoas com câncer.
Qualquer doença, ou uma situação, como você colocou, de queimadura extensa, se tem sofrimento, se uma pessoa sofre por qualquer tipo de doença, e esse sofrimento é o físico, é o emocional, é o social, é o espiritual. Se uma pessoa tem uma doença, independente de qual for, e tem sofrimento, uma equipe de cuidados paliativos pode iniciar o acompanhamento desse paciente, ou esse paciente pode ser encaminhado para uma equipe de cuidados paliativos com o objetivo simples e claro, controlar aquele sofrimento. Então, uma pessoa que tem uma queimadura extensa vai ter dor, muita dor.
Se o especialista em queimadura não está conseguindo controlar a dor desse paciente, deve encaminhar para uma equipe de cuidados paliativos, ou acionar a equipe de cuidados paliativos para, junto desse especialista em queimadura, cuidar da dor daquele paciente. Então, independente da doença, não é só câncer, se há sofrimento, tem indicação de cuidados paliativos para promover qualidade de vida. Doutora Mariana, nos pacientes oncológicos, eu também tinha um dado, eu estava olhando aqui no meu roteiro para ver se eu encontrava, mas quando eu fui fazer a pesquisa, eu vi que a porcentagem era muito pequena, a gente até pode colocar nos comentários depois uma observação do número exato, para se alguém tiver curiosidade, das pessoas que são diagnosticadas, agora voltando para os pacientes oncológicos, mas que não aceitam essa parte dos cuidados paliativos.
Quando você faz o diagnóstico mais perto dessas pessoas para depois encaminhar para esses cuidados paliativos, por que que na sua visão isso acontece, essa negação dos pacientes? Então, eu acho que hoje a gente está ajudando pelo menos um pouquinho a diminuir isso, porque o que falta é informação, o que falta é conhecimento, como a gente começou a comentar, as pessoas tem tanto medo de falar sobre isso, falar sobre morte, falar sobre fim de vida, que evitam várias situações, várias conversas, várias informações que trariam muito benefício. Então, falar de cuidado paliativo no geral, as pessoas que não tem muito conhecimento, já vão achar que é uma sentença de morte, e por vezes, a gente tem que desmistificar isso, por vezes não, várias vezes, a gente tem que desmistificar isso na consulta, para depois o paciente aceite realmente ser encaminhado para cuidados paliativos. Então, é por falta de informação, acho que a principal resposta é essa, por falta de informação e conhecimento, por medo.
Então, se a gente começasse a pensar mais, tivesse aquele tratamento mais consciente, mais consciente das nossas escolhas, mais consciente do tratamento que eu vou fazer, da minha situação, eu vou conseguir ter maior benefício com os cuidados paliativos, e o meu tratamento em si. Então, acho que a grande solução é a gente fazer conversas como essa, conversar mais, sem tabu, com informação de qualidade, para diminuir e melhorar essa situação. Legal.
Inclusive, também, eu acho que agora essa pergunta acaba sendo para o Dr. Joaquim e para a Dra. Lorena, porque eu estava vendo os princípios dos cuidados paliativos, até tinha deixado uma listinha, se vocês quisessem comentar sobre como que isso funciona, e eu vi alguns termos que chamam a atenção, como, por exemplo, afirmar a vida e reconhecer a morte como um processo natural. Isso vai justamente nessa questão de que todo mundo vai passar por um processo, independente da forma que aconteceu, e alivia aquela questão espiritual que a gente estava dizendo.
Então, Dr. e Dra. Lorena, como que isso pode ser associado, por exemplo, a pessoa tem algum tipo de limitação, está se sentindo mal por algum tipo de remédio, precisa se privar de algo de estilo de vida que ela gostava de ter, como que vocês conseguem unir isso para que a pessoa seja, a gente não precisa citar exatamente todos os princípios, mas acho que agora é importante a gente falar como se fosse realmente alguém que está acompanhando aqui o episódio e tem alguém próximo, ou até a própria pessoa vai precisar de cuidados paliativos, como que ela vai passar por isso, como que isso vai ser aplicado na vida dela? Pode começar. Eu me lembrei de uma questão engraçada que eu sempre falo com os pacientes, como eu trato doenças, vocês são oncologistas, tratam pacientes com doenças eventualmente mais graves, aí eu trato pacientes com doenças crônicas, eventualmente, que não são tão graves, e aí essa história da qualidade de vida tem um limiar muito complexo, porque às vezes os pacientes falam assim, eu prefiro continuar do jeito que eu estou, com os exames tudo alterado, com excesso de peso, mas é porque eu gosto muito de comer desse jeito, eu não quero parar, aí a gente tem que ter a consciência de trazer esse paciente para o outro lado.
Isso não é qualidade de vida, quando você é refém de prazeres que vão trazer sofrimento a longo prazo. Então, quando o paciente me fala assim, eu prefiro fumar, porque eu não estou nem aí mesmo, e aí você, assim, eu encaro o paciente, eu vejo que existe uma perspectiva daquele paciente, existem as fases de transição do reconhecimento de algo que causa dano, mas aí a gente tem que trazer com muito cuidado, isso pra minha especialidade. O que é qualidade de vida? Ele está encarando fumar, comer mal, dormir mal e se intoxicar como qualidade de vida.
E eu até fiz um vídeo sobre isso, que quando a gente é refém de algo que a gente não consegue dominar e a gente acaba colocando essa outra posição, que é eu escolho porque eu prefiro assim, na verdade, essa não é a verdadeira liberdade. Não é você poder fazer escolhas desenfreadas sem pensar no futuro. Isso não é a verdadeira qualidade de vida, não é isso que se trata, porque essa pessoa, no fundo, você vai ver que está faltando alguma coisa pra ela não estar, ela sabe que ela sente um mal estar a longo prazo com aquilo, ela sabe dos males a longo prazo com aquilo.
Então, qualidade de vida engloba tudo, inclusive bem-estar psíquico. Então, pra essa pessoa, você tem que trazer que você sim pode ter qualidade de vida sem ser refém de prazeres imediatos. Não é isso que é qualidade de vida.
Ah, vou fazer o que quer de qualquer jeito, porque senão, aí o paciente oncológico vai falar, ah, tô nem aí também, não vou fazer mais nada, vou sair voando, vou fazer qualquer coisa, vou me drogar, não é bem por aí. Qualidade de vida também é você cuidar para a qualidade de vida a longo prazo, e a gente trazer o paciente pra consciência daquilo, é importante, porque na minha especialidade tem muito isso, a pessoa associar a qualidade de vida com a autodegradação. Entendeu? E aí a gente tem que trazer que, na verdade, qualidade de vida é quando você tem a longo prazo um bem-estar, também pro meu caso, que não são pacientes terminais, né, e que se você é refém de prazeres imediatos, isso não é qualidade de vida, né, você não é apto a fazer escolhas pro seu bem-estar a longo prazo.
Então, é claro que é um trabalho complexo, de apostia, é um grande desafio. A gente vai um passinho de cada vez. E você traz uma situação que você colocou mais de uma vez que você ajuda o paciente a entender que aquilo que ele acha que é o melhor pra ele não é a melhor solução, né? O que a gente chama isso de um cuidado centrado na pessoa doente, um cuidado centrado no paciente, porque a gente ouve, a gente dá o espaço daquela escuta ativa.
Aí você perguntou, né, pra quem tá nos assistindo, como essa pessoa vai chegar numa consulta de cuidados paliativos ou alguém conhecido? Uma das primeiras coisas é a gente vai ouvir esse paciente, vai ouvir todas essas queixas. Num segundo momento, a gente vai, em conjunto com esse paciente, com essa pessoa doente, a tomar uma decisão compartilhada. Eu ouvi tudo que o paciente tá me falando e agora eu vou falar com o meu conhecimento técnico o que seria importante ou o que é importante pra aquela situação.
E, em seguida, a gente vai fazer uma decisão, vai tomar uma decisão compartilhada, respeitando uma autonomia do paciente, porque, de alguma maneira, ele sai do consultório ele vai fazer o que ele quiser, mas eu preciso, como médico, como equipe de saúde, fazer o meu melhor, que é orientar, compartilhar informações e tomar uma decisão comum, que naquele momento pode fazer sentido mais pro médico se um paciente seguisse um caminho. Mas o paciente pode, mesmo entendendo, conversando, tirando as dúvidas, pode decidir por um outro caminho, mas deixe que ele saiba que a gente, como equipe, vai estar ali pra apoiá-lo a curto prazo, médio prazo, longo prazo. Então, a forma é, ele vai ser ouvido em todos os aspectos, vai haver uma conversa e tomada de decisão compartilhada, e a gente vai estar sempre ao lado dele.
Legal. E, inclusive, essa questão da pessoa estar se sentindo bem e confortável estando em algum tipo de doença que já recebe esses cuidados paliativos, doutora Mariana, eu queria tirar uma dúvida que é muito discutida, inclusive, eu realmente não sei, não estou perguntando já com a resposta em mente, mas que as pessoas discutem muito. Quando a pessoa está confortável ali com a situação, se sente bem, se sente confiante, se sente acolhida, muitas pessoas comentam que tiveram resultados melhores em algum tipo de tratamento.
Então, claro que na sua especialidade em Oncologia, a situação é mais específica, o tratamento acaba sendo mais específico do que outro tipo de doença, mas eu queria saber se isso realmente existe, se há possibilidade disso acontecer. Não tenho dúvida nenhuma, Letícia. Assim, tem pacientes, assim, nós convivemos com pessoas com várias mentalidades diferentes, em várias situações diferentes e é notório, é claro, quando você tem uma pessoa muito consciente da sua situação, da sua fase de vida, fase na doença e que ela tem, ela faz esse tratamento todo compartilhado, essas decisões todas compartilhadas de uma forma muito consciente, muito clara, essa pessoa é uma pessoa que ela vai aproveitar muito mais o que ela tem e ela vai priorizar tudo o que ela quer na vida dela, naquele momento e ela consegue ter uma, ela consegue desfrutar muito mais da saúde que ela tem.
Pode ser que não seja a saúde que a gente gostaria, que a gente gostaria mais, não queria que ela estivesse doente, mas ela vai aproveitar muito mais daquilo e a gente quando tem uma saúde psíquica, espiritual, emocional, quando tudo isso está bem, o corpo também responde, a gente se sente muito melhor, a gente se sente com mais energia, tem menos intolerância à dor, a gente passa pelos desafios, até mesmo físicos, de forma muito melhor. Então, uma primeira conversa que a gente tem na consulta é justamente essa, olha, a gente vai cuidar do seu corpo, sim, nós vamos cuidar, vamos fazer o melhor, mas a gente precisa estar com a mente acompanhando tudo isso, se eu não trato, não presto atenção na sua mente, eu não vou estar te tratando direito, porque ao mesmo tempo, ao contrário, se a pessoa está em muito sofrimento, psíquico, espiritual, emocional, enfim, o corpo também vai responder, vou me sentir mais fraca, mais deprimida, menos fome, a gente tem reflexos muito grandes, então não tenho dúvida nenhuma que as pessoas que lidam melhor com toda essa situação, elas vão passar por esse momento de forma muito mais suave e vão aproveitar muito mais a vida que elas têm, com certeza. Isso esclarece e dá aquela definição de como a gente consegue realmente ajudar para quem tem alguma dúvida relacionada a esse tipo de assunto.
Falando sobre dúvida, eu trouxe mitos e verdades aqui que um site reuniu, inclusive todas essas dúvidas são baseadas em pesquisas que as pessoas costumam fazer na internet, então eu achei isso muito interessante. Quando a pessoa tem algum tipo de doença, a gente sabe que a mãe Google é a primeira a ser consultada, para quem não é médica pelo menos, a gente vai e procura, tem até um meme na internet, que a gente procura um resfriado e já dá que você tem 10 dias de vida ali no Google, que fala que você está... Exato, aparece várias opções de diagnóstico, inclusive dos piores possíveis. Então, vamos tirar essas dúvidas aqui das pessoas.
O primeiro eu já vou passar, porque eu vou citar para quem ficou curioso para saber qual era a principal dúvida perguntada das pessoas, que é cuidados paliativos são mais apropriados para pacientes que provavelmente morrerão em semanas? Esse a gente já explicou aqui desde o início do episódio que não. Vamos só reforçar. Agora o dois, a dor faz parte da morte? Agora acho que vocês mesmos podem decidir quem que é mais apto para responder nessas dúvidas.
Bom, não. Não, a dor não faz parte da morte e não deve fazer parte da morte. É claro que há várias causas que levem a pessoa à morte e muitas delas podem gerar dor, sim, a depender da causa que levou, mas não deve fazer parte.
Aliás, o cuidado paliativo é justamente para evitar qualquer tipo de sofrimento e inclusive dor. Existem várias formas da gente evitar a dor. Ainda bem que hoje em dia a gente tem vários recursos na medicina para fazer com que a pessoa, mesmo que faleça, não venha a sentir dor e não passe por essa situação de sofrimento.
Ótimo. Agora eu acredito que essa seja para o doutor Joaquim. O tratamento termina quando os cuidados paliativos começam? Bom, a resposta é não, porque a gente, uma das coisas que a gente tentou passar foi que em qualquer momento do diagnóstico, em qualquer momento da doença, principalmente, inclusive no diagnóstico, os cuidados paliativos podem já acompanhar aquela pessoa doente.
Então, não é uma exclusão. Não é uma exclusão. Foi encaminhado por uma equipe de cuidados paliativos, por uma consulta com a equipe de cuidados paliativos, ou a equipe de cuidados paliativos foi ver esse paciente na internação que o meu médico, que a doutora Lorena, precisou sair do caso.
Não é isso. Não há exclusão. É um acréscimo, é uma equipe a mais, são cuidados a mais que são oferecidos àquela pessoa doente, junto do tratamento curativo, junto do tratamento modificador da doença.
Então, não é quando um acaba que o outro começa. Os dois devem caminhar juntos. Agora, a próxima dúvida chega a ser assustadora, porque alguém pesquisou isso na internet e muitas pessoas, para estar no top 10 aqui.
Cuidados paliativos aceleram a morte, doutora Lorena? Isso a gente até pode trazer para a sua parte, que é desde aquele cuidado todo com a vida. É, a gente escuta muito isso, infelizmente. A gente vê pacientes falando, às vezes, eu tenho pessoas que colocaram familiares e convocaram a equipe de cuidados paliativos, e às vezes falam com vergonha, como se tivessem feito, como se tivessem largado o paciente, acelerado a morte mesmo.
Ah, abandonamos ele, então a gente colocou em cuidados paliativos. Eu já vi muita gente falando isso, falando com um pouco de vergonha. Eu trabalhava numa unidade onde tinha muitas, um hospital que tinha muitas pessoas mais velhas que precisavam de cuidados paliativos e os pacientes que decidiam tinham vergonha de falar para a família, como se fosse isso.
Ah, eu coloquei ele para morrer. Ah, não. E não é isso, de jeito nenhum, né? E os pacientes que chamavam os cuidados paliativos entendiam isso e viam como era.
Eles sabiam, mas as demais pessoas não. Então, não é de jeito nenhum acelerar a morte de jeito nenhum. É promover saúde, melhorar a qualidade de vida.
Falando nessa questão de acelerar a morte, me veio uma coisa agora na cabeça que eu acredito que não esteja aqui na lista, mas é importante a gente comentar. Acho que até a doutora Mariana consegue responder melhor. No Brasil não é autorizado quando a pessoa está com algum tipo de dependência de alguma máquina para sobreviver ali no hospital, a família tomar essa decisão.
Como que funciona isso? Só para a gente esclarecer. Eu acho que é importante a gente puxar esse link. Então, apressar a morte, interromper a vida é ilegal no Brasil.
Então, em algumas situações a gente tem um paciente que tem uma situação não reversível, que a gente não consegue dispôr de tratamentos que vão reverter aquela situação, a gente discute limitações de medidas invasivas. Por exemplo, uma intubação. Eu vou intubar um paciente que eu não consigo oferecer um tratamento que vai reverter aquela situação se a intubação não é uma medida que reverte aquela situação, é apenas uma medida de suporte.
Então, eu vou estender a vida daquele paciente intubando, sem conseguir oferecer um tratamento que vai reverter aquela situação. Só para que ele sobreviva juntamente com a máquina por aí dias, horas, semanas. Enfim, isso é algo que o cuidado paliativo, juntamente com toda a equipe, pensa e avalia.
Isso é benéfico? Prologar o sofrimento a qualquer custo? Então, muitas vezes a gente chega a conclusão de que isso não é indicado. Não é indicado a reanimação, não é indicado a intubação, não é indicado a hemodiálise, por exemplo, porque isso traria mais sofrimento para a pessoa sem ter o benefício que poderia ter em outras situações. Então, a sua pergunta é, ninguém vai desligar as máquinas, mas, de antemão, se a paciente em plena consciência, estipula, olha, eu não quero ser submetido a uma medida invasiva que só prolongue meu sofrimento, que não vai reverter essa situação, a gente não vai intubar a pessoa.
Ou mesmo, a pessoa já está intubada, mas, a gente viu que aquilo não vai ser revertido, que a gente não tem perspectiva de melhora, está prolongando o sofrimento. Então, isso muito discutido com toda a equipe, com toda a família, a gente pode chegar a pensar até em uma extubação paliativa. Isso existe, tá? E é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.
E uma coisa que é importante, só acrescentando, é que o momento dessa tomada de decisão, de uma não intubação, uma não hemodiálise, uma não reanimação, ou até mesmo de uma extubação paliativa, é um tema muito delicado. Mas é importante entender que a gente está falando de, na situação de qualquer doença, no momento da incurabilidade, da irreversibilidade, é no momento em que não tem mais tratamento modificador daquela doença. E aí vale essa discussão do, olha, estamos chegando numa situação muito grave de não ter mais nenhum tratamento modificador, que vai te melhorar.
Não é a intubação, não é a droga, não é a droga vasofativa, não é a hemodiálise, que vai mudar o curso dessa doença. É neste contexto em que a gente entra com essas definições, essas decisões compartilhadas em equipe, com a família e com o paciente. O ideal, eu acho que até programas como esse ajudam, as pessoas não gostam de falar sobre o assunto, mas que todo mundo tivesse uma decisão clara com a família sobre esses procedimentos, porque isso facilitaria muito.
Evitaria bastante sofrimento. Evitaria muito sofrimento, mas as pessoas não gostam de conversar sobre isso. Mesmo quando já sabem que a evolução tem um diagnóstico de uma doença, talvez incurável, o ideal seria as pessoas conversarem sobre isso.
E antecipar, fazer um planejamento avançado ou antecipado de cuidados do fim de vida de uma doença incurável, no momento em que ela chegue nessa situação. Então, é um tema específico deste momento, que pode, deve ser tomado antes, fora desse contexto, mas que facilita até mesmo para a família, porque normalmente o paciente vai estar com a consciência já diminuída, não vai poder tomar suas decisões naquele momento. Então, se houver uma conversa prévia àquele momento, estando o paciente em plenas condições para tomar aquela decisão e planejar o seu futuro, sendo portador de uma doença grave, é algo que só traz benefícios para evitar o prolongamento com o sofrimento da vida no contexto de fim de vida.
Só mais uma dúvida aí relacionada a esse assunto, porque a nossa equipe já avisou que o nosso tempo está acabando, mas eu preciso perguntar. Quando realmente o paciente não teve essa definição com os familiares antes e acontece uma intercorrência ali durante o tratamento, algo que não foi conversado, como eu citei antes, a decisão é dos familiares ou dos médicos numa situação mais grave? Isso é conversado, é muito conversado. A decisão nunca vai partir do médico sem a comunicação com a família, explicar exatamente o que está acontecendo, quais são as perspectivas.
Isso vai ser uma decisão compartilhada, baseada na expectativa do tratamento do paciente naquela situação, da gravidade daquela situação. Então, a resposta é sempre uma decisão compartilhada, nunca vai ser, não deve ser unilateral, porque a família vai precisar da orientação médica também. Muito certo.
Bom, então o próximo, o mito que estava na internet é levantar o tópico de cuidados paliativos com pacientes e cuidadores, rouba a esperança deles? Esse a gente falou que muito pelo contrário, na verdade tem esse tabu que é justamente o que a gente... Se não for esclarecido ao paciente, leva a essa consequência falar sobre cuidados paliativos para ele, mas explicar o que realmente são os cuidados paliativos, a gente imagina que não vai causar depressão, desistência, medo, essas coisas. Esse dá até uma preocupação essa pergunta aqui que estava na internet. Vou para a doutora Lorena.
Tomar analgésicos como a morfina em cuidados paliativos leva ao vício? Medo, porque que perguntaram isso na internet, né? Então, a morfina ela tem um potencial de vício, mas quando a gente está usando para manejo da dor em cuidado paliativo, é um contexto onde ela é necessária e está dentro de uma situação médica bem acompanhada, controlada, e é um medicamento quando bem utilizado, muito bom. Geralmente os medicamentos disponíveis quando bem indicados e bem manejados por profissionais experientes, trazem muitos benefícios. Então, sim, se for utilizado de forma incorreta, traz dependência sim, mas não é isso que é a proposta dos cuidados paliativos, não é isso que é feito, apesar de que frequentemente, em muitas situações é necessário o uso da morfina.
Essa dúvida eu já escutei também bem antes de... esse assunto está à tona de novo, né? De novo, assim, em alto, eu quero dizer, e muita gente perguntando dessa questão da dependência da morfina. Agora o próximo, os cuidados paliativos são fornecidos apenas em um hospital? Agora para o Dr. Joaquim. É, isso também é uma questão que a população, né, a pessoal acha que é só para paciente internado, né? Entender que se em qualquer contexto, momento, da doença de uma pessoa, a gente tem pacientes que não estão internados, e que precisam de um apoio para um controle de sintoma físico, emocional, social, e eles vão na consulta.
Então, é possível cuidados paliativos serem oferecidos num consultório, numa consulta regular de rotina. Mas também eles podem ser oferecidos para pacientes que estão acamados em casa, aqueles que não têm condição de se mover, se locomover. Então, os cuidados, uma equipe de cuidados paliativos podem também ser oferecidos no domicílio.
Então, não é só na internação, não é só nos hospitais. A gente tem cuidados paliativos em ambientes de consultório, cuidados paliativos em ambientes domiciliares. Então, a gente tem vários locais de assistência à saúde.
Legal. Agora, a última. Pessoas em cuidados paliativos que param de comer morrem de fome, doutora? Não, é assim, eu acho que o Joaquim e a Mariana estão mais acostumados a lidar com pacientes que estão nesse estágio de não se alimentar.
Os meus pacientes crônicos geralmente não estão nesse estágio, mas num momento muito avançado, quando a pessoa para de se alimentar, a gente imagina que já está num estágio muito avançado e você, como todo o tempo foi falado, é promoção de qualidade de vida. Então, se a pessoa, se aquela alimentação não vai trazer, não tem um retorno, não vai mudar a evolução, você não vai colocar uma sonda e fazer entrar comida de todo jeito, porque ela vai morrer de fome. Se aquilo não for, muda a evolução no sentido de bem-estar, porque, afinal, se alimentar por sonda não é muito agradável.
Você faz isso em algumas situações que precisa ser feito, porque a pessoa vai sair daquela situação e precisa estar bem nutrida, sim, mas numa situação mais avançada, irreversível, aí a pessoa, não é que ela vai morrer de fome, ela vai se alimentar de acordo com a demanda, com a necessidade que ela sentir. E quando chega nessa situação, na verdade, não é a fome que vai levar à morte, na verdade, é todo o contexto, o contexto grave que levou a paciente, de forma secundária, a não ter mais apetite. Então, a causa daquela falta de apetite, na verdade, é que está debilitando todos os sistemas da pessoa que pode levar à falência.
Então, não vai ser a falta de alimento em si, mas, senão, a causa principal que levou à falta de fome. Sim, que é o que a gente estava conversando até antes do episódio, né? Agora, eu vou terminar com a caixinha de perguntas, que eu sei que o nosso tempo já está estourado, mas não vai demorar nem cinco minutinhos, vou pedir para cada um de vocês, ah, para quem não está acompanhando agora, a gente não, na verdade, não é nem patrocinado pela empresa, tá? A gente deixa aqui uma caixinha de perguntas para os nossos convidados, para vocês conhecerem melhor os especialistas. Então, doutora, pode começar a tirar aqui, pode pegar aqui uma... A gente nunca coloca a mão nessas caixinhas.
Dá que é medo, né? E as perguntas também dão medo, porque... O marido da doutora Lorena que escreveu... Pode falar, sua, doutora. A minha pergunta foi se beijam vinho. Acho que depende do momento.
Mas gosta dos dois. Vocês também dos dois? Para responder? Eu sou mais do vinho também. É para a época de faculdade, quem na época de faculdade não gostou de cerveja, não gosta mais.
Deixar na sua experiência também. Próxima pergunta. Horas de sono.
Quantas horas de sono? Bom, a gente sempre quer melhorar, né? Estilo de vida saudável. Procura isso. Mas eu costumo dormir seis horas.
E já é suficiente? Não, não é suficiente. Mas é o que dá, né? No final de semana dá para dormir um pouquinho mais. Dá, dá sim.
E vocês? Por aí. Eu dormo sete. Quase todos os dias.
Eu tento dormir sete horas. Quando eu trabalhava de madrugada, a doutora vivia. Ai, meu Deus, que horário é esse que você está fazendo? A sua pergunta.
E a minha? O que fizeram no domingo? O que vocês fizeram no domingo? Que vício. Nem lembra mais. Não, o que eu fiz no domingo.
Ah, foi bom. Eu tinha uns primos que vieram visitar, então a gente saiu para almoçar. Gostoso, isso é legal.
Saiu para caminhar em São Paulo, a gente foi no museu. Foi legal. Foi bem diferente.
Eu trabalhei. Veio um plantão. O mundo de plantão.
E o seu, doutora? Nada de diferente. Fiquei em casa. Fui à igreja, visitei minha sogra.
Demais. Agora, podem colocar aí também a pergunta. Eu gostei.
Está mais diferente, né? Ele está mais diversificando. Quando estava hambúrguer e pizza. Nossa, hambúrguer e pizza, meu Deus.
Nenhum dos dois. Ai, eu adoro. Eu também.
Bom, queria agradecer a presença de vocês, porque foi super esclarecedor. Tenho certeza que quem está acompanhando também teve essa impressão. Vou pedir para quem, inclusive, está agora nos assistindo, que mande as dúvidas para cada especialidade.
A gente pode trazer de novo aqui os nossos convidados. E agradeço. Vou pedir para cada um passar as redes sociais, para o pessoal também seguir, mandar sugestões, dúvidas, pode passar, doutora.
O meu Instagram é Mariana Paiva Batista. Tudo juntinho. Vocês vão me encontrar lá.
Um prazer. Doutora Lorena? Doutora. DRA.LorenaEndocrano. Instagram e site endocrano.com. www.endocrano.com. Legal.
Bom, o meu Instagram é JoaquimPinheiroQuim. Tudo junto. Tudo minúsculo e eu estou disposto a responder perguntas que chegar por lá.
Legal. Também, obrigada mais uma vez. Não esqueçam de compartilhar, curtir o nosso vídeo, que ajuda muito na divulgação e nessas dúvidas que também a gente costuma ter sugestões para os próximos episódios.
Já citei também os últimos, que foi com o doutor Alexandre. O próximo já, adianto, que vai ser com a doutora Lorena, sobre um assunto também muito interessante. Obrigada pela sua participação e audiência aqui conosco.
Mais uma vez, para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. E até a próxima. Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.