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O Super-Herói da Sua Circulação: Azeite de Oliva Extra Virgem!

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O Super-Herói da Sua Circulação: Azeite de Oliva Extra Virgem!

O azeite de oliva extra virgem é apresentado como um alimento funcional com propriedades quase medicinais para a saúde cardiovascular e circulatória. Seu benefí

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Perguntas respondidas neste vídeo

Como que isso é feito?

Isso é feito com os vidros opacos, os vidros escuros que protegem o azeite da luz. A luz vai facilitar essa oxidação. Então na busca por um azeite de qualidade, uma das primeiras coisas que a gente precisa ver é o frasco em que ele está sendo armazenado e transportado.

Então qual que é a quantidade ideal de azeite num dia para uma pessoa?

É meia colher de sopa de azeite. Isso dá mais ou menos 7 gramas de azeite. Agora a gente tem que lembrar que azeite é um óleo.

Transcrição completa do vídeo

Hoje nós vamos falar sobre um ingrediente que não só é delicioso, como também pode ser um herói para a sua circulação. Nós vamos falar sobre o azeite de oliva extra virgem. Vou falar sua relação com a circulação, com o coração, o que ele pode ajudar.

Vou falar também a quantidade ideal que pode ser consumida no dia e como que você pode fazer para usá-lo para melhorar a sua saúde. Eu sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu ajudo pessoas com problema de circulação a entenderem o seu problema e melhorarem a sua qualidade de vida. Em primeiro lugar, eu queria falar que o azeite, eu quase que nem considero ele só como um alimento.

Ele é quase que um medicamento de tão bom benéfico que ele pode ser para a nossa saúde. Só que assim como qualquer medicamento, ele pode ser ruim em altas quantidades e tem que ser na quantidade ideal. Apesar de todos os avanços na medicina moderna, as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo ocidental.

E aí entram hábito de vida, alimentação, tudo que a gente pode fazer para melhorar e evitar essas doenças de origem cardiovascular. E aqui entra o papel da dieta mediterrânea e especialmente do azeite de oliva extra virgem. O azeite de oliva extra virgem é o azeite mais puro.

Ele tem uma acidez elevada, rico em polifenóis e compostos bioativos e gordura monoinsaturada. Ele é uma fonte de gordura boa, onde a gente vai encontrar glicerol e ácidos graxos. E essa conexão do glicerol com ácido graxo que vai dar as características não só funcionais, mas também sensitivas do azeite.

O ácido graxo livre é aquele que oxida. Então se ele oxida, a gente tem que proteger o azeite dessa oxidação. Como que isso é feito? Isso é feito com os vidros opacos, os vidros escuros que protegem o azeite da luz.

A luz vai facilitar essa oxidação. Então na busca por um azeite de qualidade, uma das primeiras coisas que a gente precisa ver é o frasco em que ele está sendo armazenado e transportado. O azeite de oliva extra virgem, aquele que tem mais antioxidante, ele pode ser considerado extra virgem quando tem abaixo de 0,8% de acidez.

Mas quando a gente está buscando qualidade, a gente tem que buscar abaixo de 0,5%. Agora a gente tem que lembrar que a acidez é uma medida indireta da qualidade do azeite. É quase que um pré-requisito.

Então se não tiver a acidez adequada, não adianta ver as outras características do azeite. Já foi relatado na literatura médica que o azeite pode ter características anti-inflamatórias, vasodilatadoras, antioxidantes. Tem até relato de antibacteriano com o tratamento de H. pylori.

O vídeo não é sobre esse assunto, a gente vai falar do azeite e a circulação. O azeite bom, ele não pode ter aquele gosto de óleo, ele tem que ter picância, ele tem que ter o frutado, tem que ter o amargor, tem que ter complexidade, harmonia, persistência. São todas essas características que a gente consegue ver até nos degustadores de vinho.

Hoje em dia existem degustadores de azeite com todos esses sabores complexos para serem analisados. E quanto mais complexo, mais polifenóis e mais benéfico para a saúde. Bom, para entender o efeito do azeite, a gente tem que entender o que é o estresse oxidativo.

O estresse oxidativo no nosso corpo, principalmente em doença cardiovascular, é quando a gente tem um acúmulo muito grande de espécies reativas de oxigênio. Essas espécies reativas de oxigênio são moléculas que reagem muito com as substâncias que estão ao seu redor oxidando-as. Então a gente tem os nossos mecanismos de antioxidação, o principal é o superóxido de esmutase, catalase, peroxidase e outros.

Esses mecanismos vão tentar conter essa oxidação. Oxidação faz parte do nosso organismo, a gente precisa disso. Isso é o queimar o combustível, quer dizer que o motor está funcionando.

A alternativa é não ter um motor funcionando. Então a gente tem que ter essa produção de espécies reativas de oxigênio. Só que a gente tem que ter a capacidade de limpar o nosso corpo dessa, entre aspas, poluição gerada pelo motor funcionando.

E esse estresse oxidativo vai diminuir a oferta de óxido nítrico na parede, no endotélio vascular, naquela primeira camada de células, que é responsável pela vasodilatação, pelo aumento do calibre dessa artéria, facilitando a progressão do sangue. Um outro aspecto é que essa disfunção endotelial vai aumentar a agregação plaquetária, ou seja, as plaquetas que são responsáveis por fazer a coagulação na eventualidade de um machucado, começou a sangrar, a gente tem que parar de sangrar, a gente faz uma rolha, uma rolha de coágulo que vai tapar e vai parar de sangrar. E são as plaquetas responsáveis por isso.

Só que essa disfunção endotelial aumenta a formação desses coágulos que podem obstruir as artérias. E além disso, ainda ativa os leucócitos e a inflamação na parede arterial. E tudo isso é o evento inicial para a formação da aterosclerose, da placa aterosclerótica, que acaba obstruindo as artérias.

E se obstruir uma artéria do coração, pode levar a um infarto. Se obstruir uma artéria cerebral ou da carótida, que leva o sangue para o cérebro, pode ter um derrame. Ou se obstruir alguma artéria distal nos membros, pode ter alguma gangrena, isquemia ou uma claudicação intermitente.

São as doenças vasculares periféricas. Agora, estudos grandes mostram que o azeite de oliva extra virgem é capaz de reduzir a incidência de doença cardiovascular. Como o infarto derrame que eu mencionei.

O que esses trabalhos mostram é que o azeite extra virgem ajuda a reduzir a oxidação do LDL, que é aquele colesterol ruim. Ajuda também a reduzir a expressão dos genes relacionados à aterosclerose. De forma que ajuda a manter a saúde vascular, prevenindo ou diminuindo o dano na parede endotelial.

E mantendo, preservando a sua função, tanto de vasodilatação quanto de vasoconstrição. Isso é muito importante para a função vascular. A inflamação crônica também está muito presente na aterosclerose.

Faz parte de toda essa fisiopatologia. E o azeite já se mostrou benéfico para diminuir essa inflamação. O azeite extra virgem tem substâncias que são anti-inflamatórias e antioxidantes.

Que vão diminuir esse risco. Ajudando a regular essa inflamação. Afinal, a inflamação pode ser boa, mas na quantidade certa.

A inflamação aguda é uma inflamação boa. A gente precisa disso para cicatrizar, para restaurar o nosso corpo na eventualidade de um dano. O que a gente não pode ter é a inflamação crônica.

E o azeite também ajuda a controlar essa oxidação e esse estresse oxidativo. De forma que o azeite ajuda a regular a pressão arterial. Mas não só isso, ajuda a controlar também o colesterol, a glicemia.

E também outros fatores de risco para a aterosclerose. Então qual que é a quantidade ideal de azeite num dia para uma pessoa? É meia colher de sopa de azeite. Isso dá mais ou menos 7 gramas de azeite.

Agora a gente tem que lembrar que azeite é um óleo. E é um óleo que também contém energia, caloria. Essas 7 gramas vai ter em torno de 58, 60 calorias.

Então a gente não pode exagerar na quantidade. Lembrando que para uma mulher a média de caloria, de gasto metabólico basal. Apenas para sobreviver são 1400 calorias por dia.

Seria 68, 60 calorias por hora. Então essa quantidade, essa meia colher de sopa com 7 gramas de azeite. Equivaleria em energia a uma hora de energia diária basal.

Então a gente tem que tomar muito cuidado. Vendo que o azeite é muito bom, a gente não pode exagerar. Ele é bom nessa quantidade.

E nessa quantidade ele pode diminuir o risco cardiovascular em torno de 10 a 15%. E é óbvio, a gente tem que lembrar que isso é um hábito de vida. Isso não é uma coisa que você toma um azeite hoje.

E você tratou a sua aterosclerose ou a sua inflamação crônica e está resolvido. Isso tem que ser feito diariamente por longos períodos para que esse benefício possa ser mensurado. E que realmente faça diferença na sua vida.

Então você realmente tem que gostar disso. Tem que colocar no seu hábito diário como uma coisa normal, habitual. Que você nem percebe mais que está fazendo e está fazendo.

E é óbvio, lembrar que é muito mais importante a qualidade desse azeite do que a quantidade. Porque não adianta aumentar em quantidade um azeite que não é bom, que não vai trazer benefício. Que não tem a quantidade de polifenol necessário.

Você só vai aumentar a caloria, o aporte energético e não vai resolver nada. Então incorporar o azeite de oliva na sua alimentação é uma maneira simples, mas eficaz. De controlar não só a inflamação, mas como o estresse oxidativo.

Diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Ajudando uma forma de controlar os lipídios, a glicemia. E é extremamente benéfico para a sua saúde.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.