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Os 3 Melhores Chás Para Pressão e Circulação Segundo a Ciência

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Os 3 Melhores Chás Para Pressão e Circulação Segundo a Ciência

Com base em critérios clínicos rigorosos (evidência científica, impacto vascular, segurança diária e acessibilidade), foram selecionados três chás como compleme

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Perguntas respondidas neste vídeo

Se você pudesse escolher só três chás como aliados da sua circulação e da sua pressão como complemento, não como tratamento, quais seriam?

Então hoje vai rolar uma eleição. Doze candidatos, só três sobrevivem. E o primeiro lugar foi o que mais me surpreendeu quando eu olhei a literatura.

Posso tomar todo dia, por anos, sem comprometer fígado, rim ou pressão?

E quatro, acessibilidade.

Encontra em qualquer supermercado ou feira do Brasil?

Então vamos lá para os doze candidatos dessa eleição. Chá verde, o oriental famoso. Hibisco, o vermelho emagrecedor.

Qual desses você aposta?

Comenta antes de eu começar a eliminar. Então na primeira eliminatória, vamos ver os que caem rápido. No consultório, eu vejo muita gente tomando chá pela fama, não pela evidência.

Bouldo ajuda na digestão?

Pode ajudar, mas o Bouldo também contém boudina e em uso prolongado há relatos de hepatotoxicidade.

Transcrição completa do vídeo

Se você pudesse escolher só três chás como aliados da sua circulação e da sua pressão como complemento, não como tratamento, quais seriam? Então hoje vai rolar uma eleição. Doze candidatos, só três sobrevivem. E o primeiro lugar foi o que mais me surpreendeu quando eu olhei a literatura.

Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, e eu trato pressão alta, varízes, lipedema, trombose, todos os dias, há mais de 20 anos. Eu reuni aqui nesse vídeo os doze chás mais famosos do Brasil. Chá verde, hibisco, camomila, bouldo, todos os que sua mãe ou sua avó já mandou tomar.

Eu vou avaliar cada um com critérios clínicos e eliminar um por um até sobrar o top três. Lembrando que chá é complemento, nunca substituto de tratamento médico. Mas antes, comenta lá, qual chá você acha que vai ganhar.

No final, confere se acertou. Para entrar no meu top três, o chá precisa passar em quatro filtros. Filtro um é evidência científica.

Tem que ter estudo inhumano, não vale minha vizinha tomou e melhorou, ou estudo em ratinho. Dois, impacto vascular. Alguma evidência de benefício para o coração, veias ou artérias.

Três, segurança diária. Posso tomar todo dia, por anos, sem comprometer fígado, rim ou pressão? E quatro, acessibilidade. Encontra em qualquer supermercado ou feira do Brasil? Então vamos lá para os doze candidatos dessa eleição.

Chá verde, o oriental famoso. Hibisco, o vermelho emagrecedor. Camomila, o calmante da vovó.

Chá preto, o inglês encorpado. Mate, o gaúcho energético. Gengibre, o ardido anti-inflamatório.

Cavalinha, o diurético natural. Bouldo, o digestivo brasileiro. Hortelã, o refrescante.

Canela, o doce aromático. Carqueja, o amargo do fígado. E erva-cidreira, o relaxante suave.

Doze candidatos, três vagas, vai ter chá derramado. Qual desses você aposta? Comenta antes de eu começar a eliminar. Então na primeira eliminatória, vamos ver os que caem rápido.

No consultório, eu vejo muita gente tomando chá pela fama, não pela evidência. Então vamos começar pelos que parecem fortes, mas não passam no teste. O eliminado número um, Bouldo, o queridinho da ressaca.

Bouldo ajuda na digestão? Pode ajudar, mas o Bouldo também contém boudina e em uso prolongado há relatos de hepatotoxicidade. O chá do fígado? Bouldo pode sobrecarregar o fígado se você tomar todo dia por meses. É chá de momento, não de rotina.

Então o critério que reprovou, segurança diária. Eliminado número dois, Carqueja, a fama é de limpar o sangue, ajudar no diabetes. Mas os estudos em humanos são escassos, e em doses altas ou uso prolongado pode causar hipoglicemia e interagir com medicamentos.

Então o critério que reprovou, segurança diária e evidência científica. Eliminado número três, esse tem um sabor gostoso, é a canela. Esse já caiu na eleição dos temperos e cai de novo aqui.

O chá de canela mais comum usa a canela cássia, que contém cumarina. Em uso diário prolongado pode sobrecarregar o fígado, de vez em quando sem problema nenhum. Todo dia é um risco desnecessário.

Então o critério que reprova, segurança diária. Eliminado número quatro, e todo mundo acha que esse é o da circulação, a cavalinha realmente pode ajudar a desinchar. O problema é que o diurético todo dia sem controle médico pode causar desidratação e perda de potássio.

E se você já toma remédio para pressão, a interação pode ser ainda mais perigosa. Então o critério que reprova, segurança diária. Quatro eliminados, sobraram oito.

Se você apostou em bouldo ou cavalinha, muita gente aposta, comenta lá embaixo, errei se foi seu caso. Agora a segunda eliminatória, são os quase bons, agora começa a parte em que os queridinhos do público começam a cair. Então eliminado número cinco, hortelã.

Hortelã é delicioso, ajuda na digestão, alivia a náusea, mas os estudos de impacto cardiovascular são fracos. Para a circulação, não compete com os finalistas. Bom chá para depois do almoço? Claro! Top três para a saúde vascular, falta muita evidência.

Então o critério que reprova é o impacto cardiovascular. Eliminado número seis, erva-cidreira. É ótimo para ansiedade, sono, estresse, tem estudo interessante nessa linha, mas para a saúde vascular especificamente, a evidência é limitada.

Se fosse eleição de chás para relaxar, provavelmente estaria no pódio, mas para a circulação, não vai passar. Critério que reprova, impacto vascular. Eliminado número sete, vai doer, camomila.

Essa eliminação incomoda muita gente, porque a camomila é o chá mais querido do Brasil. Calmante, ajuda no sono, anti-inflamatório leve, tem até estudos com glicemia, mas quando olho para proteção cardiovascular direta, os dados são modestos, não compete com os que ficaram. E tem um detalhe, camomila ainda pode interagir com os anticoagulantes.

Se você toma varfarina, precisa ter atenção. A camomila é um ótimo chá, mas nessa eleição, o critério é circulação. Então critério que reprova, impacto vascular, comparado com os finalistas.

E aí, qual desses você já toma em casa? Comenta lá. E já estamos na semifinal, sobraram cinco candidatos para três vagas. Chá verde, hibisco, chá preto, mate e gengibre.

Dois ainda vão cair e agora a briga fica pesada, porque todos esses têm argumentos fortes. Eliminado número oito, chá preto. Chá preto é interessante, tem flavonoides, teflavina, melhora de função endotelial em alguns estudos, mas é praticamente irmão do chá verde.

Vem da mesma planta, que é a Camellia sinensis. A diferença está no processamento e o chá preto tem mais cafeína. Para uso diário de longo prazo, especialmente para quem tem pressão alta ou tendência à ansiedade, o verde tem um perfil mais favorável.

Então ele perdeu para o seu irmão mais novo. Então o critério que reprovou foi segurança diária, por causa da cafeína mais alta que o concorrente direto. Eliminado número nove, mate.

Chimarrão, tereré, mate gelado, o Brasil ama mate. E mate é bom, tem antioxidante, tem estudo com colesterol, mas dois pontos pesam contra. Primeiro, a temperatura.

Chimarrão muito quente está associado a maior risco de câncer de esôfago em estudos epidemiológicos no sul do Brasil e na Argentina. Segundo, cafeína considerável. Para uso diário, vitalício compete com chá verde em categoria e perde em evidência cardiovascular.

Então se você toma tereré ou mate morno, o risco da temperatura cai bastante, mas na competição geral não chega a entrar no top três. Critério que reprova, segurança diária por causa da temperatura e da cafeína. Nove eliminados, nossos três finalistas.

Chá verde, bisco, gengibre. Qual deles você acha que leva o primeiro lugar? Comenta antes de eu revelar. Esses três passaram em todos os critérios.

Evidência, impacto vascular, segurança, acessibilidade. Vou revelar do terceiro para o primeiro. E o que colocou o campeão em primeiro lugar não foi tradição.

Foi uma consistência de resultado nos estudos. Então em terceiro lugar fica para o gengibre, o anti-inflamatório que a ciência leva a sério. Por que é finalista? Por causa dos gingeróis.

São compostos ativos do gengibre, tem efeito anti-inflamatório demonstrado em meta-análise. Reduz PCR. A interleucina 6 aparece com menos consistência, mas também reduz o que as literaturas sugerem, um efeito anti-inflamatório sistêmico.

Alguns estudos com redução modesta de LDL, melhora de função endotelial com certos contextos, anti-hemético potente, funciona até em quimioterapia e redução leve de agregação plaquetária. Então na prática clínica, para quem chega no consultório com os pés frios, pernas pesadas no fim do dia ou sensação de circulação lenta, o gengibre é uma opção interessante como complemento. Então como preparar? Duas a três rodelas finas de gengibre fresco, água fervente por cima, tampa, 5 a 10 minutos, quanto mais tempo, mais forte.

A dose? Uma ou duas xícaras por dia, mais do que isso pode irritar o estômago sensível. E atenção, se você usa anticoagulante ou aspirina, converse com seu médico. O gengibre pode potencializar o efeito.

O segundo lugar vai para o chá verde, o mais estudado do planeta. Por que ele é finalista? Milhares de estudos, décadas de acompanhamento, o protagonista é o EGCG, epigalocatequina galacto, um antioxidante com efeitos múltiplos. O que a literatura sugere? Consumo regular associado a menor risco cardiovascular e metanálise, redução de LDL oxidado, que é a fração que contribui para a aterosclerose, efeito modesto, mas consistente na pressão e associação com menor risco de declínio cognitivo.

Na prática clínica, o chá verde parece favorecer a função endotelial, que é aquela camada interna dos vasos que protege contra o endurecimento. Então, vasos mais flexíveis, menos resistência ao fluxo. E qual é o erro que quase todo mundo comete? Água fervendo destrói parte das catequinas.

Então, ferva, desligue, espere 2 a 3 minutos, aí coloque o chá. Então, dose 2 a 3 xícaras por dia, manhã ou início da tarde. Lembrando, tem cafeína.

E atenção, se você tem anemia ou toma ferro, não tome junto com a refeição. Espera pelo menos 1 hora para não dificultar a absorção. Agora, por que não ficou em primeiro lugar? Porque o campeão tem algo que o chá verde não tem.

Evidência mais consistência de impacto direto na pressão arterial. Em primeiro lugar, o hibisco, o brasileiro que surpreende a medicina. E por que ele é campeão? Hibisco não é só chá de emagrecimento, é um dos chás com melhor evidência de benefício para a pressão arterial.

E pressão arterial alta é o maior fator de risco para AVC e infarto no Brasil. O diferencial, então, tem antocianinas, os pigmentos que dão a cor vermelha, antioxidantes com propriedades vasodilatadoras. O que a literatura sugere? Múltiplas meta-análises indicam redução na ordem de 7 a 10 mmHg na pressão sistólica, um efeito clinicamente relevante, redução de LDL e triglicerídeos em vários estudos, efeito diurético suave, sem os riscos dos diuréticos potentes, e capacidade antioxidante elevada.

Na prática clínica, para quem chega com pernas pesadas, inchaço no fim do dia ou hipertensão leve, o hibisco é uma opção acessível e com boa evidência como complemento. O estudo que me chamou a minha atenção foi um ensaio clínico que comparou o hibisco com o captopril, que é um anti-hipertensivo. Em hipertensos leves, houve efeito relevante.

Isso não significa trocar remédio por chá, mas mostra o potencial da planta como aliada no tratamento. Então, como preparar? 2 colheres de sopa de hibisco seco, flor, não sachê, para 1 litro de água, infusão quente ou fria, na geladeira de 1 dia para o outro fica delicioso o gelado. Então, a dose, 2 a 3 xícaras por dia.

E o diferencial importante, por não ter cafeína, costuma ser bem tolerado à noite. Alguns estudos sugerem, inclusive, efeito relaxante. Mas atenção! Se você já toma remédio para pressão, o hibisco pode potencializar o efeito.

Pode ser bom, mas precisa de acompanhamento. Sua pressão pode cair além do esperado se a dose não for ajustada. E se estiver grávida, evite! O hibisco pode ter efeito hormonal.

Esse é o chá que mais recomendo como complemento, sempre com orientação médica. Então, responde mentalmente! Você toma chá todo dia? Se toma, é um dos 3 finalistas? Você prepara com a técnica certa? Se respondeu não para uma dessas ou mais, vale repensar essa rotina. Então, como resultado final, nós tivemos o hibisco, um dos chás com melhor evidência para pressão, chá verde, o antioxidante milenar, e o gengibre, o anti-inflamatório versátil.

3 chás, menos de R$30,00 por mês, um complemento simples, que não substitui medicação quando ela é necessária. Gostou da eleição? Se inscreve no canal, ativa o sininho, manda esse vídeo para quem toma chá de qualquer jeito sem saber qual tem mais evidência, manda no grupo da família, da igreja, para aquela amiga que vive com a perna inchada, e comenta, você acertou o primeiro lugar? Qual dos 3 vai entrar na sua rotina? E no próximo vídeo, a bebida do dia a dia, que parece inofensiva, mas pode piorar a retenção de líquido e pressão em algumas pessoas. Na saúde vascular, rotina simples, feita do jeito certo, costuma valer mais do que modismo.

Até lá e cuide das suas veias!

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.