# Exames Normais, Mas Você Continua Mal? A Conexão Entre Intestino e Hormônios A Dra. Juliana Mato, ginecologista, explica por que muitas mulheres continuam se
Talvez o problema não esteja na quantidade de hormônio no sangue. Talvez ele também esteja na forma como o seu corpo está processando, eliminando e respondendo a esses hormônios. E existe um órgão que participa muito mais desse equilíbrio do que a maioria das pessoas imagina.
A mulher vai ao dermatologista por causa da pele, procura ajuda por causa da queda de cabelo, tenta aquela dieta por causa do peso, toma algo pros gases, faz exames hormonais por causa do ciclo, mas às vezes ninguém conecta esses pontos.
Essa resposta pode ajudar muitas mulheres a perceberem que sintomas comuns não precisam ser ignorados. Uma das maiores frustrações acontece quando a mulher faz exames hormonais e os resultados aparecem dentro da faixa de normalidade.
Um dos principais fatores é a alimentação pobre em fibras. As fibras ajudam no funcionamento intestinal, alimentam bactérias benéficas e favorecem a eliminação adequada pelas feeses. Quando a alimentação tem pouca fibra, o intestino tende a ficar mais lento.
Essas informações são muito importantes. O segundo passo é melhorar a base da alimentação. Mais comida de verdade, mais vegetais, mais legumes, mais frutas, quando elas são muito bem toleradas e mais sementes também.
Você sente que seu corpo está desregulado, mas não sabe exatamente o porquê.
O cansaço aparece sem explicação, o seu humor muda, a sua barriga vive inchada e a pele fica diferente.
O ciclo menstrual ele começa a variar.
A TPM ela parece mais intensa e quando você faz exames hormonais vem aquela resposta frustrante: "Está tudo normal.
Mas por que então você continua se sentindo assim? Talvez o problema não esteja na quantidade de hormônio no sangue.
Talvez ele também esteja na forma como o seu corpo está processando, eliminando e respondendo a esses hormônios.
E existe um órgão que participa muito mais desse equilíbrio do que a maioria das pessoas imagina.
É o intestino.
Eu sou a Dra.
Juliana Mato, ginecologista e hoje eu quero te mostrar uma conexão que muitas mulheres ignoram.
a relação entre o intestino, microbiota, inflamação e equilíbrio hormonal.
Fica aqui comigo até o final, porque no próximo vídeo eu vou te mostrar um sinal muito comum, muitas vezes ignorado, que pode atrapalhar esse equilíbrio, o intestino preso.
Quando a gente fala de intestino, muita gente pensa apenas em digestão, pensa em comer, digerir e evacuar.
Mas o intestino faz muito mais do que isso.
Ele participa da nossa imunidade.
Ele participa da absorção de nutrientes e da regulação da inflamação.
Ele conversa com o nosso cérebro e também pode influenciar processos ligados ao metabolismo hormonal.
Dentro do intestino vivem trilhões de microrganismos, como bactérias, fungos e outros organismos microscópicos.
Esse conjunto é chamado de microbiota intestinal.
E quando essa microbiota está equilibrada, ela ajuda o corpo a funcionar melhor.
Mas quando ela entra em desequilíbrio, vários sistemas podem ser afetados ao mesmo tempo, inclusive os hormônios.
Um exemplo importante é o estrogênio.
Existe até um nome pro conjunto de bactérias intestinais que participa do metabolismo do estrogênio, é o estroboloma.
Em palavras simples, o estromboloma é uma parte da microbiota que ajuda o corpo a processar e eliminar o estrogênio de maneira adequada.
Então, quando o intestino não está funcionando bem, esse processo também pode sofrer alterações.
E é aí que muitas mulheres começam a sentir sintomas, mesmo sem entender de onde eles vêm.
Quando acontece um desequilíbrio intestinal, que nós chamamos de disbiose, o corpo ele pode começar a funcionar em um estado menos eficiente.
Isso não costuma aparecer de uma hora para outra.
É um processo silencioso, progressivo e muitas vezes vai se acumulando ao longo do tempo.
Um dos pontos mais importantes é a eliminação hormonal.
O estrogênio, por exemplo, passa por processos de metabolização no corpo e parte dele deve ser eliminada pelas nossas feeses.
Quando o intestino está lento, inflamado ou desequilibrado, esse processo de eliminação, ele pode ficar menos eficiente.
Em algumas mulheres, isso pode favorecer o maior reaproveitamento de substâncias que deveriam ser eliminadas.
O resultado pode ser um ambiente de excesso relativo de estrogênio.
Isso pode contribuir para sintomas como inchaço, TPM mais intensa, sensibilidade nas mamas, alterações no seu ciclo menstrual e a sensação de um corpo mais pesado, mais inchado.
Mas atenção, isso não significa que todo inchaço, toda TPM ou toda alteração menstrual seja causada pelo intestino.
Esses sintomas, eles podem ter várias causas.
O ponto é que quando eles aparecem junto com o intestino preso, gases, estufamento ou irregularidade menstrual, vale olhar pro corpo de uma forma mais integrada.
Outro ponto importante é a inflamação.
Quando a microbiota está desequilibrada, o intestino ele pode favorecer respostas inflamatórias no nosso corpo.
E a inflamação crônica de baixo grau pode interferir em vários sistemas.
incluindo a regulação da insulina, do cortisol e dos hormônios sexuais.
É como se o corpo ele ficasse em um estado completamente alerta.
E quando o corpo está sempre em alerta, ele não prioriza o equilíbrio, ele vai priorizar a sobrevivência.
Por isso, algumas mulheres percebem piora no seu sono, mais fome por doces, mais dificuldade para emagrecer, mais irritabilidade e mais oscilações de energia.
Tudo parece desconectado, mas em alguns casos pode existir mesmo uma base por trás, um intestino desequilibrado, uma inflamação persistente e um metabolismo hormonal funcionando com mais dificuldade.
Existe ainda uma terceira conexão muito importante, o eixo intestino cérebro.
Sim, o intestino ele conversa com o nosso cérebro.
Essa comunicação acontece por vias nervosas, hormonais, imunológicas e metabólicas.
E ela pode influenciar o humor, a sensação de bem-estar, o nosso apetite, o nosso sono e a resposta ao estress.
Por isso, algumas mulheres relatam aumento da ansiedade, irritabilidade, sensação de desânimo oscilações emocionais, sem imaginar que o intestino também pode estar participando desse quadro.
De novo, não estou dizendo que todo sintoma emocional vem do intestino.
Ansiedade, irritabilidade e alterações de humor precisam ser avaliadas com cuidado, porque podem ter muitas causas.
Mas o intestino é uma peça importante da saúde geral e quando ele está em desequilíbrio, o impacto pode aparecer muito além da barriga.
Agora, eu quero que você preste atenção nos sinais, porque eles são extremamente comuns e muitas vezes são normalizados.
por exemplo, intestino preso ou irregular, inchaço frequente, principalmente no final do dia.
Sabe aquela sensação de gases em excesso, aquela sensação de estufamento.
Depois das refeições, muita gente tem aia, uma má digestão frequente e a acne que aparece na fase adulta.
A queda de cabelo também pode estar associada.
E aquela TPM mais intensa do que o habitual também pode ser essa causa.
Alterações no ciclo menstrual, mais compulsão por doce, aquela sensação de cansaço mesmo depois de dormir uma noite inteira, oscilações de humor.
Percebe como tudo isso pode parecer separado? A mulher vai ao dermatologista por causa da pele, procura ajuda por causa da queda de cabelo, tenta aquela dieta por causa do peso, toma algo pros gases, faz exames hormonais por causa do ciclo, mas às vezes ninguém conecta esses pontos.
E é justamente essa conexão que pode mudar a forma de investigar.
Me conta aqui nos comentários, o seu intestino funciona bem todos os dias ou você sente que ele é preso, irregular ou cheio de gases? Essa resposta pode ajudar muitas mulheres a perceberem que sintomas comuns não precisam ser ignorados.
Uma das maiores frustrações acontece quando a mulher faz exames hormonais e os resultados aparecem dentro da faixa de normalidade.
Quem já não passou por isso e olha para esse exame e pensa: "Se está tudo normal, por que que eu tô me sentindo assim?" E essa é uma pergunta muito importante, porque o exame ele mostra uma parte somente da história.
Ele pode mostrar a quantidade de determinados hormônios no sangue naquele exato momento, mas nem sempre ele mostra como o corpo está metabolizando, eliminando ou respondendo a esses hormônios.
Além disso, hormônios variam ao longo do ciclo menstrual, mudam com o nosso sono, com o estress, com a alimentação, mudam na nossa idade, em cada fase da nossa vida e com usos de medicamentos também.
E por isso, exames são fundamentais, mas não devem ser interpretados isoladamente.
Eles precisam ser avaliados junto com a história do paciente, os seus sintomas, o funcionamento do intestino, qual que é o seu padrão do sono, seu padrão de estress, como é a sua alimentação, seu ciclo menstrual e o seu contexto hormonal.
Então sim, seus exames podem estar dentro da faixa de referência e ainda assim o seu corpo pode estar mostrando sinais de desequilíbrio funcional.
Por isso, a escuta clínica é tão importante.
Não basta apenas olhar pros números, é preciso olhar para uma mulher como um todo.
Agora vem uma parte essencial.
O que na prática pode prejudicar essa relação entre intestino e hormônio? Um dos principais fatores é a alimentação pobre em fibras.
As fibras ajudam no funcionamento intestinal, alimentam bactérias benéficas e favorecem a eliminação adequada pelas feeses.
Quando a alimentação tem pouca fibra, o intestino tende a ficar mais lento.
A microbiota ela pode perder diversidade e o processo de eliminação pode ser prejudicado.
Outro fator é o excesso de ultraprocessados.
Alimentos ricos em açúcar, farinhas refinadas, gorduras de má qualidade, aditivos e baixa densidade nutricional podem favorecer a inflamação e o desequilíbrio da microbiota.
O uso frequente ou desnecessário de antibióticos também pode alterar a nossa microbiota intestinal.
Antibióticos são medicamentos importantes e muitas vezes necessários, mas eles devem ser usadas com indicação adequada, porque podem impactar bactérias boas e ruins.
O estress crônico também pesa muito.
Quando o corpo ele vive em estado de alerta, o intestino sente, a digestão muda, a motilidade intestinal muda, a permeabilidade do intestino pode ser afetada e a inflamação pode aumentar.
Outro fator é a privação do sono.
Dormir mal altera a fome, a saciedade, o cortisol, a nossa insulina, a nossa imunidade e também pode alterar o nosso intestino.
E algo muito simples, mas muito comum.
Abaixa ingestão de água.
Sem água suficiente, o intestino pode funcionar pior, especialmente quando a pessoa aumenta fibras, mas não se hidrata adequadamente.
Tudo isso, ao longo do tempo pode afetar a microbiota intestinal e com o tempo desequilíbrio pode refletir no metabolismo, na inflamação, na energia, no humor e nos hormônios.
Não é algo que acontece de um dia pro outro.
é silencioso, progressivo e quando os sintomas aparecem, muitas vezes o corpo já vem tentando compensar há muito tempo.
A boa notícia é que você pode começar a agir sem radicalismo, sem fórmulas mágicas, sem precisar cortar tudo de uma vez.
O primeiro passo é observar o seu intestino.
Você evacua com regularidade? sente que elimina as feeses completamente, tem gases frequentes, fica estufada depois de comer seu intestino ele muda em fases de estress ou ao longo do ciclo menstrual? Essas informações são muito importantes.
O segundo passo é melhorar a base da alimentação.
Mais comida de verdade, mais vegetais, mais legumes, mais frutas, quando elas são muito bem toleradas e mais sementes também.
mais alimentos ricos em fibras, mas aqui vai um cuidado.
As fibras elas precisam ser aumentadas aos poucos, porque em algumas pessoas aumentar fibras de forma rápida pode piorar os gases e o estufamento.
E não esqueça, sempre junto com água, hein? Outro ponto importante que pode ajudar algumas pessoas é incluir alimentos fermentados como o iogurte natural, o kefir ou o chucrute, mas isso também precisa de cuidado.
Em pessoas com muito estufamento, gás e sensibilidade intestinal ou suspeita de desequilíbrios específicos, fermentados podem não cair tão bem.
Então, o ideal é individualizar.
Também é importante reduzir os ultraprocessados, cuidar do seu sono, movimentar o corpo, controlar o estresse com estratégias possíveis paraa sua rotina.
Além disso, procurar avaliação médica quando os sintomas são persistentes, intensos ou estão atrapalhando a sua qualidade de vida.
Porque o objetivo não é você se autodiagnosticar.
O objetivo aqui é aprender a reconhecer sinais do seu corpo e buscar ajuda com mais clareza.
Então, se você tem inchaço frequente, intestino preso ou irregular, gases, TPM mais intensa, alterações no ciclo menstrual, acne da mulher adulta, queda de cabelo, cansaço, oscilações de humor, não olhe para tudo isso como coisas completamente separadas.
Pode existir um padrão e algumas mulheres, o intestino pode ser uma peça importante desse quebra-cabeça hormonal, mas lembre-se, cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Sintomas parecidos podem ter causas diferentes.
Exames normais não significam que você deve ignorar o que sente.
Eles significam que é preciso interpretar o corpo de uma forma mais completa.
Agora, existe um problema muito comum que pode travar completamente esse equilíbrio e que muita gente considera apenas como um desconforto, um intestino preso.
E não é só uma questão de ir ou não ir ao banheiro.
Quando o intestino não funciona bem, a eliminação de substâncias pelo corpo pode ser prejudicada.
Isso pode influenciar a forma como o organismo lida com os hormônios, inflamação e metabolismo.
Mas aqui está o detalhe que pouca gente percebe.
Nem sempre o intestino preso é óbvio.
E antes de sair desse vídeo, me conta aqui nos comentários, seu intestino ele funciona todos os dias ou você sente que ele é preso irregular ou imprevisível? Te vejo no próximo vídeo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.