# Resumo: Lipedema com Dr. Alexandre Amato O vídeo apresenta uma entrevista com o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular e professor de medicina da Universida
já que nós estamos em junho aí o mês da conscientização do Lipidema, doutor, >> exatamente. Obrigado por lembrar do mês de conscientização. É muito importante porque o lipedema é uma doença que acomete 11% das mulheres, então é extremamente frequente.
Não, não a celulite infecciosa, celulite que seria enipela, mas aquela celulite estética mesmo, aquela celulite que incomoda eh eh de mostrar as pernas, de mostrar as coxas e e ela pode ser decorrente do do lipa.
Então muitas vezes isso é confundido com obesidade. >> Perfeito, doutor. Agora eu tenho uma pergunta aqui que é da Roberta e a Roberta e a mamãe Estela.
>> Ah, sem dúvida que tem.
Então isso é passado de forma hereditária, mas existem os fatores externos que influenciam demais.
contato com o Dr.
Alexandre Amato.
Tudo bom, Dr.
Alexandre? >> Tudo bom, muito prazer.
Muito obrigado pelo convite.
>> Imagina, o prazer é nosso.
Nós é que agradecemos ao doutor por disponibilizar parte do seu tempo para falar deste assunto tão importante.
Então vamos lá.
O que é Lipema para as pessoas que estão nos ouvindo entenderem? já que nós estamos em junho aí o mês da conscientização do Lipidema, doutor, >> exatamente.
Obrigado por lembrar do mês de conscientização.
É muito importante porque o lipedema é uma doença que acomete 11% das mulheres, então é extremamente frequente.
A gente pode estimar aí no Brasil um tano de 10, 11 milhões de mulheres sofrendo com o lipedema.
Lipedema é a deposição de gordura nas pernas, nas coxas, nos membros superiores, em uma gordura doente, uma gordura que inflama muito fácil.
E essa inflamação traz sintomas, vai trazer sintomas como dor, cansaço, peso, inchaço nas pernas, mas muitas vezes faz uma outra coisa que as mulheres se incomodam bastante, que é a famosa celulite, né? Não, não a celulite infecciosa, celulite que seria enipela, mas aquela celulite estética mesmo, aquela celulite que incomoda eh eh de mostrar as pernas, de mostrar as coxas e e ela pode ser decorrente do do lipa.
Então o lipa ele causa desproporção entre o corpo superior e o corpo inferior.
Que que é isso? é uma é uma uma mulher que tem o corpo superior, ou seja, a cintura para cima mais fino e da cintura para baixo é mais é mais grossa, né? Então muitas vezes isso é confundido com obesidade.
>> Perfeito, doutor.
Agora eu tenho uma pergunta aqui que é da Roberta e a Roberta e a mamãe Estela.
Eh, eles perguntam aqui, eles estão lá da cidade de Novaodessa, existe fatores que fazem as mulheres serem mais atingidas? Alguns fatores faz com que elas sejam mais atingidas? >> Ah, sem dúvida que tem.
É, é uma doença genética, né? Então isso é passado de forma hereditária, mas existem os fatores externos que influenciam demais.
que tem gente que carrega os genes da doença, mas não necessariamente expressa a doença, né? Pode passar a vida toda semla.
Agora, eh, quais são esses fatores, né? O primeiro deles é a influência hormonal.
Tanto a a tanto é a influência hormonal que os momentos de aparecimento da doença, normalmente depois da puberdade, depois da de uma gestação ou depois da da menopausa.
Agora, existem outros fatores que como a o alimentar.
O alimentar é muito importante.
Então, existem alimentos que causam uma inflamação, uma inflamação crônica de baixo grau.
E essa inflamação, ela pode desencadear ou mesmo perpetuar a inflamação do do ITBEF.
Então, eu já falei dos fatores hormonais, já falei do do fator alimentar, né? o exercício físico.
O exercício físico eh que se faz para peso eh em questão de obesidade, ele não é efetivo no lpedema.
Eh, medicamentos, eh alguns medicamentos podem desencadear o lipedema ou algumas outras doenças eh podem desencadear a inflamação, que também eh pode ser um gatilho inflamatório lutema.
E e esses são os principais, né, que a gente tem que ficar sempre atento.
Basicamente a gente tem sempre que buscar hábitos de vida saudáveis, né? Esse é o é o principal.
A gente começa a sair um pouquinho da linha, os sintomas começam a aparecer.
Ô, doutor, eh, o Anderson Nascimento, ele tá na estrada ouvindo a gente pelo aplicativo móvel, tá vindo da Bahia pro estado de São Paulo, tá no estado de Minas Gerais, tá nos ouvindo.
Tô te ouvindo aqui, Joel Vila Lom, pelas estradas de Minas.
Eu quero que você faça uma pergunta pro doutor aí.
Ele tá perguntando eh se ela essa doença, se o lipidema ela é uma doença genética.
>> Sim, sim.
É uma é uma doença genética.
Mas veja, é bem interessante, né? A gente sabe que ela é genética e ela tem todas as características de uma doença genética.
Ou seja, ela passa de forma hereditária, de mãe para filha, ela pode passar pelo lado paterno, apesar de ser uma doença queete a grande maioria de mulheres, eh você pode herdar isso do lado paterno também.
A questão é que a a doença ela acaba pulando essa geração do homem, mas eh então ela tem todas essas características, mas por outro lado, apesar da gente ter toda essa tecnologia de hoje em dia, a gente não conseguiu ainda identificar quais são ou qual o gem eh que acomete e que causa o o lipedem.
Agora, e tudo isso porque é uma é uma doença de alta frequência, eu vou explicar isso.
Eh, a as doenças de alta frequência, como diabetes, por exemplo, que pode ter um um fator genético, não é um gen apenas que acomete.
Então, são vários genes.
Então, o uma pessoa que tem diabetes pode ter um gen acometido, a outra pessoa tem outro gen acometido.
Mesma coisa com o lipema.
Agora, doenças raras.
Doenças raras normalmente é um gen só e essas é muito mais fácil identificar esse gente.
Se a gente pega um grupo pequeno de pessoas que têm essa doença, faz o o genoma e acaba identificando esse gem.
Agora, se a gente tem várias pessoas com gens diferentes, a gente pode colocar todas elas num grupo, avaliar o genoma de todo mundo e a gente não consegue identificar qual foi o gem que se repetiu, eh, a variação que se repetiu nesse nesse grupo.
Então, fica muito difícil eh identificar, por incrível que pareça, né? Então essas essas doenças mais prevalentes, mais frequentes, a gente tem uma dificuldade maior de identificar exatamente qual que é aquele pontinho no cromossomo que tá causando o problema.
Mas respondendo a pergunta dele, sim, é uma é uma doença com todas as características genéticas.
>> Agora, então não existe forma de evitar o problema, doutor? Sabe, essa pergunta é muito real porque remete a um outro aspecto, né? Imagina, a mulher faz o diagnóstico do de lipedema e aí ela tem uma filha e aí ela fica preocupada que que eu faço com a minha filha, né? Que pode pode apresentar essa doença.
Eu sofri tanto com essa doença durante a vida, todos esses sintomas na perna, tanto tempo para diagnosticar, agora tá tô correndo atrás do tratamento, mas o que que eu posso fazer com a filha, né? E e eu costumo falar o seguinte, eh, implantar desde cedo os hábitos de vida saudáveis.
Então, quando a gente pega uma paciente que já com seus 80 anos, que sofreu a vida toda com o lipedema e e é difícil mudar hábito de vida, né? Como é que eu vou mudar a alimentação de uma senhora que passou a vida toda comendo de um jeito? E agora eu vou vou vou tentar mudar basicamente, radicalmente todo todos os conceitos que ela carrega a vida toda de de alimentação.
É difícil exercício físico também, né? Se a pessoa fazia um exercício físico que é errado pelo ceba, ele pode eh é difícil mudar, né? Agora, se a gente coloca desde cedo os vida saudáveis e os princípios saudáveis, a essa pessoa pode carregar a doença, mas nunca expressar os sintomas, pode não ter nada durante a vida.
Então, buscar sempre uma alimentação eh mais antiinflamatória, uma alimentação saudável, tentar evitar atriz, o drup e outros fatores inflamatórios dentro do exercício físico, buscar os exercícios de mais baixa intensidade eh e mais alta frequência.
Um um eh tipo de exercício que é muito bom são os exercícios na água, né? são excelentes para ajudar a controlar o os sintomas do do lipema.
Agora, eu vejo muitas mulheres que têm e que estão controladas e estão controladas porque durante a vida elas foram identificando quais são os fatores que para elas faziam mais eh mais eh causava uma mudança maior.
Então é assim, não é não é uma coisa tão dramática assim.
O problema é quando você entra numa crise inflamatória e não consegue identificar o fator, né? Eh, e aí essa essa crise inflamatória se perpetua e aí tem uma deposição, enquanto tá inflamado, vai tendo uma deposição maior de gordura.
Então, a perna vai crescendo, vai tendo um tornozelo maior, o o tornozelo vai crescendo, o pé normalmente é poupado, né? Então a coxa também cresce, a celulite muitas vezes essa dor com sensibilidade ao toque.
Então tem mulheres que sofrem tem muito tempo com isso e não conseguem identificar a causa.
Mas eh eu consigo resumir tudo isso em uma palavrinha só.
>> É autoconhecimento.
>> Autoconhecimento.
>> Autoconhecimento, né? Eh é eh pode parecer simples, né? conhecer o próprio corpo, mas a gente não nasce com manual de instrução e o e o manual de instrução de uma pessoa é diferente de outro.
Então, a gente tem que ter todo esse processo de autoconhecimento para entender o que que funciona para si mesmo, tá? >> Ô, doutor, eh, tão perguntando aqui como é que nós te encontramos nas mídias sociais.
>> Puxa vida, agradeço a pergunta.
Eu tô no Instagram, eh, é @brdedoutor.
Amato.
Tô lá, espero, espero continuar conversando sobre um assunto, que eu posto bastante coisa sobre isso lá.
>> E o doutor eh, o doutor atende aonde? Eu tô aqui em São Paulo.
Aqui em São Paulo.
Isso.
E então tem uma outra pergunta que nós gostaríamos de fazer para você, que nós já [limpando a garganta] aprendemos aqui, que ela é uma doença genética.
S.
>> E aí, só para lembrar naquela pergunta que eu fiz, até que o doutor colocou uma pergunta muito boa, que gera uma preocupação pra mãe que tá esperando uma menina, um bebê.
Então, não existe formas de evitar o problema, não tem jeito.
Ele eh ele passa de mãe para filha.
Responda aí pra gente mais uma vez para tirar essa dúvida.
Então ele ele vai passar de mãe para filha, né, o o gem, né, mas esse gen ele pode ficar dormindo, ele não precisa acordar, né, porque eu tenho um gatilho inflamatório.
Se essa pessoa não tiver esse é e talvez eu tenha devagado um pouquinho e não tenha falado ponto crucial na resposta na anterior, mas eh se a gente mantém essa pessoa com os vidas saudáveis, ela não vai ter o gatilho inicial da doença.
Então ela pode carregar o G e pode não expressar a doença.
Esse essa é a situação perfeita para quem para quem tem o o problema.
A questão é que ela vai ter o problema, vai ter a genética para isso, mas também nunca vai identificar, né? eh que não vai est procurar o médico também não não tem a queixa, não vai desencadear a busca ativa paraa solução pro problema, porque o problema não existe.
Então, eh, pessoalmente, eu acredito que tenha muitas mulheres por aí que carregam esse esse problema e nunca tiveram a a doença nunca se expressou, exatamente porque elas se dedicam a uma vida mais saudável.
Então, eh, eu, eu acredito piamente que é possível sim evitar, eh, sempre olhando paraa alimentação, o fator alimentar é muito importante.
Eu vou vou até entrar um pouquinho mais nesse nesse mérito, porque é assim, à medida que a que a sociedade foi se desenvolvendo, a alimentação, ela teve que eh suprir as necessidades de uma população muito maior.
E para isso, eh, pesquisa, investimento, agricultura, tudo mais, eh, mas alguns alimentos foram desenvolvidos exatamente para suportar toda a população.
E esses alimentos eles não necessariamente eram tão frequentes assim na nossa alimentação.
Eu vou dar um exemplo.
O milho, o milho é curioso.
O milho, se não me engano, eu posso errar um pouquinho o número, mas a a informação continua sendo interessante.
Aham.
>> O milho original lá atrás, ele tinha 11 cromossomos.
O milho que a gente come hoje em dia tem 33 cromossomos.
Eh, foram tantas modificações genéticas em cima do milho para ele produzir mais, para dar mais energia, para conseguir plantações melhores, para as plantações não morrerem com com pragas e tudo mais, que o milho atual ele não tem nada a ver com o milho que nossos ancestrais comiam há 100, 200 anos atrás.
Então, quanto que teve de modificação aí e o quanto o nosso corpo é capaz de de absorver essas essas mudanças, né? São coisas que ninguém sabe responder.
Pode ser pouco, pode ser muito, mas o que eu vejo na prática é que o lipedema ele acaba absorvendo assim, tudo isso de inflamação alimentar vale para todo mundo, mesmo para quem não tem para quem não tem litegema.
Agora, quem tem lipema, o o lipedema, ele vai absorver essa inflamação e aí ele aparece como um sintoma.
Então, por exemplo, eu e você, né, a chance da gente ter lipo é próxima de zero, né? Eh, agora a gente pode ter uma inflamação alimentar, nossos sintomas apareceriam em outros órgãos.
pode ser uma questão eh eh eh de ácido intestinal, então diarreia, constipação, pode ter dor, pode ter eh gases, pode ter um monte de coisa, porque a gente não tem o lipedema para perceber isso.
Agora, as mulheres que têm esse lipedêo, ele vai funcionar mais ou menos como um escudo para essa inflamação.
Qualquer qualquer agressão que vem de fora, que seria essa agressão alimentar, ele absorve e apresenta os sintomas.
Tanto que uma o dos tratamentos pro pro lipodema é a lipospiração.
E a lipospiração ela ela a gente acaba tirando esse esse escudo, né? A gente melhora dos sintomas.
paciente realmente tem uma melhora impressionante.
Aí 60% de melhora nos sintomas em 6 meses.
Mas a questão é a gente tirou essa gordura que absorvia essa inflamação, a inflamação vai aparecer em outro lugar pra gente identificar a causa dela e passar pela raiz.
>> Então é necessário é necessário a gente eh fazer um um tratamento mais mais global, né? Eh, a gente tem que ter um tratamento conservador antes de pensar no cirúrgico.
>> Ô, doutor, tem uma pergunta aqui da Maria Estela de Oliveira.
A Maria, ela é da cidade de Montece, ela tá perguntando [limpando a garganta] se as meias com compreensão ajuda a prevenir eh foge um pouquinho do lipidema, mas ela fala sobre >> Não, não foge não, não faz não.
Ela tá, ela tá, ela pegou na, no, na aveia >> e ajuda.
>> Então, olha que interessante, muitas vezes o o paciente tem dor, peso, cansaço, inchaço na perna, vai pro cirurgião vascular, mas muitas vezes o colega pode não identificar o pedema.
Eh, mas a mas muito mais frequentemente ele acaba passando uma meia elástica.
E a meia elástica ajuda sim, ela ajuda tanto no lipema quanto na doença venosa.
A questão é que quem tá numa fase muito inflamatória, muito dolorida do do lipedeva, pode não conseguir usar a meia elástica, mas a meia elástica ajuda a ria.
Essa é a grande questão.
Então pra doença venosa, às vezes a gente passa uma meia elástica com uma compressão muito mais alta também.
E pro lipedema não há necessidade, porque a meia elástica ela não vai diminuir a gordura e também não vai eh como como inchaço, é mais uma sensação de inchaço que realmente o líquido, né? As mulheres falam que tem retenção líquida na perna quando tem doema, mas na verdade esse líquido tá dentro da célula.
Então a gente não adianta colocar a meia elástica que não vai enxugar a célula, mas ela melhora nos sintomas, melhorando o retângulo linfático, melhorando, fazendo uma uma eh um estímulo na pele também melhora esse repente linfático.
Então tem sim uma melhora sintomática, é uma é uma ferramenta útil sim no controle doema, mas eu nunca uso isoladamente, né, sozinho.
Eu acho que que ajuda, mas não resolve.
Perfeito.
Esse é o bate-papo clube.
Agora, eh, doutor, uma pergunta que vem da Juliana Cristina Costa.
Juliana tá perguntando, a doença pode ser confundida com linfindema e obesidade? Quais as diferenças e por a confusão é tão comum, doutor? >> Pois é, né? Eh, e esse é o e esse é o grande karma do Levedema.
Eh, primeiro é o nome, né? Lifebema até parece com lipema, a gente tem que falar até devagar pra pessoa entender qual dos dois que a gente tá falando, mas são doenças completamente diferentes.
O lipedema, na sua fase mais avançada, que é o lipimfedema, até bem associado limfedema, mas essencialmente são doenças diferentes.
No linfedema, há uma um represamento do do líquido linfático.
Então, eh esse líquido ele é assimétrico.
Uma perna vai ser diferente da outra.
Uma perna vai ser maior do que a outra.
No lipodema não.
Esse líquido ele não tá represado lá, ele tá dentro da célula e ele é simétrico.
Uma perna é igual à outra.
Essa é a característica principal.
Agora tem uma característica de sintoma também que é muito clara para mim e fácil de exemplificar, que é a dor.
O lipedema dói.
O licedema tem dor ao poss inflamatórias.
emedema nunca dói, nunca dói, a não ser que tenha uma infecção associada.
Agora, com a obesidade também há uma frequência muito grande de confusão, porque imagina, a mulher tem um acúmulo de gordura grande nas pernas, essa perna vai crescendo, o peso na balança também aumenta, lógico, né? Agora, o que que a gente usa como critério para para diagnosticar a obesidade? é o IMC, o índice de massa corpórea.
E o índice de massa corpórea, ele é relativo ao peso e a altura.
Se você aumenta o peso, o IMC vai aumentar e você pode acabar eh entrando na categoria de de obesidade.
Mas a mesma coisa com um alterofimista, por exemplo, o cara que faz um monte de exercício para ficar extremamente musculoso, ele aumenta o peso e ele pode entrar numa categoria de obesidade.
A questão é que o o extremamente musculoso é fácil de bater o olho e você fala: "Já sabe que não é o, né? Agora não teema não, porque você vai ver gordura".
A questão vai ser a distribuição.
Então, a diferença do do ledema para obesidade é a distribuição.
A distribuição do em membros é característica do litema.
E de novo, a obesidade não dói.
A obesidade não tem sintoma inflamatório.
A obesidade não tem sensibilidade ao toque.
Então, é eh é por isso que a gente vê muita confusão e por isso que a gente tem que alertar, né? Tem muita gente andando por aí com diagnóstico de obesidade e na verdade é um é um bema e mesma coisa comedema.
Infelizmente esse é o bate-papo clube.
Hoje nós estamos aqui com o Dr.
Alexandre Amato, cirurgião vascular e professor do curso de medicina da Universidade de Santo Amaro, Alisa.
Essa faculdade aí, eu acho, se não me fale a memória, já atravessa três cinco décadas, 50 anos, né? >> Sim.
É, é é uma faculdade bem antiga aqui aqui em São Paulo.
Eh, tá, tem bastante história.
Tem bastante história.
>> Agora a gente percebe aí no pouco de conversa que a gente teve até agora nesse dia de prosa entre você e eu, que você é apaixonado pelo que faz, como é que mantém essa paixão viva pela profissão assim por tanto tempo? >> Puxa, que que [limpando a garganta] pergunta legal.
Eh, pegou na alma, né? a gente fica sempre esperando responder alguma coisa mais técnica, né? Mas aí você pega no no brio, né? Olha, eh, o eu eu tô estudando, trabalhando combem já há 8 anos, quase uma década.
E o e o e foi um um um uma injeção de energia esse assunto para mim, porque eu vi tanta eh tanta gente precisando, tanta gente necessitando de ajuda e com falta de informação que eu que eu adotei esse assunto como o meu objetivo de vida, ajudar o máximo de mulheres possível.
E eu tenho certeza que eh não é nem no meu consultório que eu vou conseguir fazer isso, porque eh o meu tempo é limitado no consultório, mas com isso que eu tô fazendo agora, divulgando, né, falando que existe, eh ajudando os meus colegas a trabalhar com isso, a diagnosticar, a tratar o o lipedema.
E aí assim a gente acaba ajudando as pessoas, né? No final a gente entra na na faculdade de medicina tendo esse esse objetivo, né? No final é isso.
Se a gente não ajudar ninguém de que de que tudo, né? Eh, >> bacana, doutor.
Que bonito bispo >> de você.
Que bonito quando você adotou, estudar, se dedicar ao lipema para ajudar e colocar em prática, né? Pelo amor de Deus, eu não tô falando de religião, mas um um um mandamento bíblico, né? de ajudar o próximo e partir >> ajudar o próximo sendo bíblico, não sendo bíblico, isso é uma coisa que se todo mundo adotasse, né, o mundo seria muito melhor, com certeza.
>> Muito bem, esse é o bate-papo clube.
Eu tenho uma pergunta aqui, doutor, da dona Antônia Pereira, ela tá perguntando, Joel, pergunta aí pro Dr.
Alexandre Amato, se lipodema pode evoluir para câncer.
Pergunta boa.
Eu desconheço.
Vocês responde pra gente, doutor.
>> Legal.
Ela, ela falou, olha, ela falou lipodema e na Alemanha é lipoedema que chama, tá? Sóema.
>> Ah, tá.
Mas nós estamos falando, estamos falando de lipedema.
É isso.
>> É lipedema.
Ela falando >> é, mas não tá errado.
Não tô corrigindo não.
É só uma curiosidade até de de terminologia, mas eh não evolui para câncer, não, tá? Eh, não tem não tem nenhum trabalho mostrando que há alguma evolução para câncer.
Eu posso falar, qualquer coisa que eu falar além disso, vai ser achismo meu, né? Eh, eu até posso dar o o o que eu penso com relação a isso, né? Como eu enxergo o Ipedema como uma defesa do organismo, um escudo a esses a esses agentes inflamatórios externos ou não, eh se a gente tira esse esse lutebema, você vai estar mais sujeita à agressão da inflamação em outros órgãos.
Então, assim, teoricamente poderia ser possível eh um aumento de câncer em outros órgãos, caso não seja feito o tratamento da inflamação e seja feito o a retirada cirúrgica da a lipoaspiração do lipema.
Mas isso aí de verdade tá no nível de evidência, opinião de especialista, não não passa além disso.
Perfeito.
Bate-papo clube, doutor, para finalizar, eh, por que essa doença faz com que apareçam hepatomas frequentes nas pernas e como se trata o lipedema? >> OK? Vamos lá.
Então, a fragilidade capilar que ocorre no LPEDA encadeada pela inflamação, é a razão pela qual ocorre esse aumento de ruxos, né? Eh, normalmente não é hematoma, éimose, tá? Mas isso é isso é uma diferenciação mais técnica.
O hematoma ele forma eh acúmulos eh largos de sangue, né? O aimó não, esse sangue meio que se dissipa na superfície.
Então, mas a gente pode resumir tudo sendo esses rostinhos na perna que aparecem muitas vezes sem uma razão, você não consegue lembrar onde bateu ou aparece roxo muito frequentemente demais e isso aí eh eh é causado pelas fragilidades capilares decorrente do do lipema.
Então é assim, é muito frequente acontecer.
>> Doutor, muito obrigado por ter participado aqui com a gente.
Um baito abraço para você.
Continue aí apaixonado porque porque por aquilo que você faz, porque a paixão move o homem a fazer cada dia melhor aquilo que ele escolheu paraa sua vida, não é? >> Sem dúvida.
Eu que agradeço o convite.
>> Foi uma oportunidade ímpar.
Fica com Deus.
Uma boa tarde.
>> Boa tarde.
F de bom.
Ciao.
Ciao.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.