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O que não te contaram sobre a Oclusão Arterial Aguda?

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O que não te contaram sobre a Oclusão Arterial Aguda?

A oclusão arterial aguda, a pior causa de isquemia, é um infarto que pode ocorrer em qualquer artéria do corpo, como pernas, cérebro ou coração. Suas duas princ

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Perguntas respondidas neste vídeo

Ela pode ocorrer tanto em jovens quanto idosos, em jovens é mais frequente por embolia, em idosos, mais por trombose, mas o que é a oclusão arterial aguda?

É o infarto, assim como a gente tem o infarto do coração, como a gente tem o derrame cerebral, a gente pode ter a oclusão arterial aguda em qualquer artéria do corpo. Então, a gente pode ter uma área muscular que não recebe sangue, a gente pode ter uma perna inteira que não recebe sangue, e isso é exatamente a mesma doença, só que com os sinais e sintomas diferentes.

Então, quando isso acontece no cérebro, a gente pode ter uma área lá que fica isquêmica e vai levar vários sintomas neurológicos, quando a gente tem uma área isquêmica no coração, a gente vai ter um infarto, pode ter uma parada cardíaca, mas quando tem essa oclusão numa perna, o que que acontece, o que que a gente tem que fazer e o que que a gente pode fazer para evitar?

É isso que a gente vai falar nesse vídeo, como evitar, tratar e o que fazer na pior circulação que pode acontecer. Então, as duas principais causas de obstrução arterial aguda são trombose e embolia. A trombose, ela ocorre por causa de uma doença na parede arterial.

O que você precisa saber de uma doença arterial obstrutiva aguda para evitar um problema maior?

Então, você tem primeiro saber reconhecer.

Então, como que a gente vai reconhecer?

Tem até uma regra milenar, é a regra dos seis pês.

Então, quais são os seis pês da isquemia arterial aguda?

O primeiro pê e o principal é de dor.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar a pior causa de isquemia que existe, que é a obstrução aguda. Ela pode ocorrer tanto em jovens quanto idosos, em jovens é mais frequente por embolia, em idosos, mais por trombose, mas o que é a oclusão arterial aguda? É o infarto, assim como a gente tem o infarto do coração, como a gente tem o derrame cerebral, a gente pode ter a oclusão arterial aguda em qualquer artéria do corpo. Então, a gente pode ter uma área muscular que não recebe sangue, a gente pode ter uma perna inteira que não recebe sangue, e isso é exatamente a mesma doença, só que com os sinais e sintomas diferentes. Então, quando isso acontece no cérebro, a gente pode ter uma área lá que fica isquêmica e vai levar vários sintomas neurológicos, quando a gente tem uma área isquêmica no coração, a gente vai ter um infarto, pode ter uma parada cardíaca, mas quando tem essa oclusão numa perna, o que que acontece, o que que a gente tem que fazer e o que que a gente pode fazer para evitar? É isso que a gente vai falar nesse vídeo, como evitar, tratar e o que fazer na pior circulação que pode acontecer. Então, as duas principais causas de obstrução arterial aguda são trombose e embolia. A trombose, ela ocorre por causa de uma doença na parede arterial. Essa doença, ela ocorre lenta e progressivamente durante a vida, com essa deposição de placa de cálcio, aterosclerose. Em algum momento, essa placa, ela pode romper, expondo o seu conteúdo e causando uma trombose local, como se fosse uma rolha. Então, é uma pessoa que tinha uma doença, que ia evoluindo lentamente e que até o momento ela vai lá e obstrui. Essa obstrução ocorre de forma aguda, piorando o que ela já sentia antes. A embolia, não. A embolia não é necessariamente uma doença naquele local. A embolia ocorre quando forma um coágulo e esse coágulo se desprende e vai entupir uma artéria distante. Então, essa embolia normalmente, a fonte, é cardiogênica, ou seja, ela vem do coração. Tem um coágulo sendo formado lá, ele desprende e sai e vai entupir alguma artéria. Se ele saiu do coração, ele pode entupir uma artéria cerebral, ele pode entupir uma artéria do pulmão, uma artéria da perna, pode entupir qualquer artéria. Um paciente que tem uma trombose e já tem essa doença na parede arterial, normalmente são pacientes mais idosos, tem mais idade. E eles já têm sintomas como claudicação, já tem uma dificuldade para caminhar. Então, são pessoas que fumam, tem vários fatores de risco cardiovasculares, pode ter diabetes, pode ter várias doenças que levam, então, à formação dessa placa. Então, eles já trazem sintomas e em algum momento tem uma piora súbita, uma piora abrupta. E na embolia não, na embolia são pacientes mais jovens, são pacientes que não necessariamente tinham essas outras doenças que levam a terosclerose. Mas pode ter, por exemplo, uma fibrilação atrial, que é uma doença no coração, que causa a formação desses trombos que podem virar embolos. Agora, como diagnosticar? O que você precisa saber de uma doença arterial obstrutiva aguda para evitar um problema maior? Então, você tem primeiro saber reconhecer. Por quê? Porque na hora que entupiu o sangue, que é a hora que não está chegando o sangue arterial com oxigênio no tecido, esse tecido vai morrer, o músculo vai morrer, a artéria vai morrer, o nervo vai morrer. Então, a gente tem que reconhecer rápido e é rápido mesmo, pessoal. Você tem uma janela de seis horas para fazer o diagnóstico, para ir no hospital e para fazer a cirurgia. Então, como cirurgião vascular, eu já peguei muito paciente que chegava no pronto-socorro com cinco horas de evolução da doença, ou com seis horas de evolução da doença, ou seja, já perdeu aquela janela onde o tratamento ia ser mais eficaz. Então, como que a gente vai reconhecer? Tem até uma regra milenar, é a regra dos seis pês. Então, quais são os seis pês da isquemia arterial aguda? O primeiro pê e o principal é de dor. Mas como? Não tem pê na dor. Mas dor não tem pê, da onde você tirou isso? Não, é por causa de pê. Dor, pê. Então, veio do inglês essa regra milenar e a regra ajuda, gente. Vamos usá-la. O segundo pê é de palidez. Então, fica pálido, aquela área fica toda branca, é mais frequente o branco. Pode ficar roxo também, se anóxico, mas o mais frequente é essa palidez. A outra é ausência de pulso. Óbvio, se tem uma rola entupindo o encanamento, não vai chegar sangue depois. Então, não vai ter pulso. Se você palpar pulso nessa região que está com a dor, não vai conseguir sentir. A outra é a paralisia. Então, mas aí a paralisia vai vir mais tarde à mente. Então, se chegou a paralisia, já tem dano de nervo, já é uma situação mais grave ainda. Já quer dizer que demorou demais para ir para o hospital. E a parestesia, que são as alterações das sensações. Então, você pode ter formigamento, pode ter uma diminuição de sensibilidade. Parestesia é tudo que está relacionado com a sensação, pode ser a sensação tátil, uma sensação estranha. E a poiquilotermia. Poiquilotermia. Poiquilotermia. Pois é, poiquilotermia também para ajudar na regra minhomônica. Poiquilotermia é o nome bonitinho para falar de diminuição da temperatura. Então, a área fica fria. Então, se você compara com o outro lado, essa área vai estar gelada. E isso quer dizer que não está chegando sangue oxigenado nessa região. Então, é uma emergência vascular. Você tem que ir para o hospital, tem que ser tratado, tem que ser tratado rápido. O tratamento pode não ser igual para todo mundo, porque vai depender se é uma trombose. Muitas vezes, uma trombose precisa de uma cirurgia não só para tirar o trombo, mas também para corrigir o dano na parede vascular. Se for uma embolia, pode ser só uma embolectomia, em que a gente faz um corte na artéria, entra com o catétero e tira esse embolo e tentar descobrir a causa. A gente tem que obviamente tratar a causa. O que que levou a embolia? Foi uma fibração atrial, foi um uso de droga ilícita. A gente tem que rastrear a origem do problema também para evitar que aconteça novamente. Agora, se você já tem os fatores de risco e fuma, tem parada de fumar, esse é uma causa super frequente disso, e tratar as doenças associadas, como diabetes, como a pressão alta, e tudo mais que o seu cirurgião vascular indicar. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seu amigo. Até o próximo!

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.