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Lipedema e a Viagem de Avião

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Lipedema e a Viagem de Avião

O lipedema, doença caracterizada pelo acúmulo de gordura inflamatória nas pernas e braços, tende a piorar durante viagens de avião. O principal sintoma é o inch

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Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre o lipedema e a viagem de avião. Então, quem tem lipedema, que é aquela doença da gordura nas pernas, uma gordura doente, uma gordura que inflama muito fácil e que dá aquela sensação de inchaço, ela tem um aspecto inflamatório muito importante e ela tende a piorar muito em viagem de avião ou mesmo para alguma viagem para algum outro local onde há uma mudança dos hábitos de vida, sai daquela vida mais regrada, dos hábitos saudáveis. Então, a associação da viagem de avião, muitas vezes, a primeira coisa que vem em mente é a trombose, é o medo de trombose.

Então, lipedema são aquelas mulheres que têm a desproporção da gordura nas pernas, tem mais gordura nas pernas ou mesmo nos braços, ela não vai aumentar a probabilidade de ter trombose. O risco de ter trombose é o mesmo do que qualquer outra pessoa, a não ser que seja uma fase mais avançada do lipedema, onde já há uma limitação da movimentação, mas nas fases iniciais, não. Então, o lipedema e a viagem de avião, ele vai trazer bastante sintoma.

Então, a paciente pode sentir inchaço, é aquela viagem que chega no local, fala, nossa, minha perna tá muito inchada, a viagem de avião foi muito ruim e o primeiro medo é sempre a trombose. Mas, muitas vezes, esse inchaço é o processo inflamatório do lipedema e que foi desencadeado pela imobilidade no avião. Então, viagens longas, fica muito tempo parado, só isso, pra qualquer pessoa, já vai causar inchaço.

Pra quem tem lipedema, vai causar inchaço e esse aumento inflamatório, mas tem outros aspectos que são importantes e que a gente pode mudar. Um deles é a alimentação. A alimentação no avião, ela é muito rica em sódio, conservantes e muitos alimentos pró-inflamatórios.

E, muitas vezes, a alimentação realizada dentro do avião acaba desencadeando uma crise inflamatória do lipedema, que pode perdurar por dias. Com relação ao uso da meia elástica, pode ser utilizado por indicação médica, se tiver concomitância com varízes ou outra doença, ou mesmo só o lipedema, mas aí vai depender o grau de compressão, o que não há necessidade de receita médica, é a meia de leve compressão. A meia elástica, então, ela promove um retorno venoso mais facilitado e pode ajudar a diminuir o inchaço num voo.

Então, a meia elástica, a alimentação, a hidratação, tomar bastante líquido. E, quando eu digo líquido, não estou falando álcool, não estou falando para se embebedar no avião, mas sim tomar bastante água, bastante líquido, que vai trazer dois benefícios. O primeiro, a hidratação, então o paciente vai ficar mais hidratado, isso é excelente para diminuir o processo inflamatório, diminuir a chance de uma trombose mesmo da inflamação, mas também vai acabar obrigando a pessoa a ir ao banheiro, então, e vai acabar se movimentando.

Então, a movimentação é outro aspecto importante. Então, não ficar parado num voo longo, a cada uma, duas horas, levanta, dá uma passeada no corredor, vai no banheiro, tem que se movimentar. Então, a contração da musculatura da panturrilha facilita o retorno venoso e é importante para evitar a trombose e para os pacientes que têm lipedema, vai melhorar o retorno venoso e linfático também.

Então, se for viajar de avião ou uma viagem longa, fique atenta a esses aspectos. A alimentação, você pode pedir uma dieta mais saudável, mesmo que não seja vegana ou algo do gênero, pode pedir uma dieta específica no avião, que não seja tão rica em conservantes e pró-inflamatórios, sódio e tudo mais. Tomar bastante líquido, usar elastocompressão e se movimentar bastante.

E lembrando que, ao chegar no seu destino, a mudança alimentar também pode influenciar no lipedema e na inflamação. Então, a mudança dos alimentos para alimentos pró-inflamatórios pode te tirar de uma fase estável e colocar novamente numa crise inflamatória, onde vai dar bastante inchaço, bastante dor, incômodo, peso nas pernas. E não necessariamente a trombose.

Obviamente, a trombose tem sempre que ser aventada como hipótese, tem que ser investigada, porque ao diagnosticar, tem que ser tratada para evitar algo mais grave, mas não sendo uma trombose, ficar atenta aí, que pode ser uma crise inflamatória de um lipedema. Gostou das nossas dicas? Curta, compartilhe e até o próximo vídeo.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.