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Lesson 3.2: Top supplements with good evidence: Circulation

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Lesson 3.2: Top supplements with good evidence: Circulation

**Resumo da Aula 3.2 – Suplementos com boas evidências para a circulação** A aula explora suplementos que têm comprovação científica na melhora do sistema circ

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Bem-vindo à aula 3.2 do nosso curso sobre suplementação baseada em evidência. Na última aula, falamos sobre suplementos para energia. Agora vamos abordar um tema que é central na minha prática como cirurgião vascular, a saúde da circulação.

E vamos descobrir juntos quais suplementos têm comprovação científica para ajudar o sistema vascular. A circulação é o sistema de transporte do nosso corpo. Quando está comprometida, pode causar inchaço, dor, cansaço nas pernas, varizes, trombose e até problemas cardíacos.

Os suplementos que vamos ver agora não substituem tratamentos médicos, mas podem complementar estratégias para melhorar o retorno venoso, reduzir inflamações e proteger os vasos sanguíneos. Vamos começar com um dos mais estudados, o piquenogenol. Ele é um extrato da casca do pinheiro marítimo francês, rico em antioxidantes chamados proantocianidinas.

Estudos mostram que o piquenogenol reduz o inchaço e a dor em casos de insuficiência adenosa crônica, melhora a função endotelial e também a microcirculação. Além disso, tem efeito antioxidante e antiinflamatório. A dose comum varia de 100 a 200 mg por dia.

Também há estudos promissores com o uso de piquenogenol na prevenção de trombose durante voos longos. Outro suplemento com ampla evidência é a diosmina, frequentemente combinada com a esperidina. Ela é um flavonoide cítrico com potente ação demotônica.

Isso significa que ela melhora o tônus das veias, reduz a permeabilidade dos capilares e ajuda a diminuir o inchaço. É indicada para casos de insuficiência adenosa, varízes, hemorroidas e síndrome pós-trombótica. A dose mais comum vai de 500 a 1.000 mg por dia.

É um dos poucos suplementos que também é amplamente utilizado na prática médica convencional. Outro grupo importante são as antocianidinas, pigmentos naturais presentes em frutas como mirtile, uva roxa e açaí. Esses compostos ajudam a fortalecer os vasos sanguíneos, melhorar a elasticidade vascular e reduzir os radicais livres.

São especialmente úteis na microcirculação e ainda têm efeitos protetores para a retina e função cognitiva. Você pode obter antocianidinas através da alimentação ou por meio de suplementos padronizados. A essina, extraída da castanha da Índia, é outro composto bastante tradicional no suporte à circulação.

Ela tem ação renotônica e anti-inflamatória. É indicada principalmente para casos de inchaço nas pernas, dor, sensação de peso e até hematomas. A dose comum varia entre 100 e 150 mg por dia, com formulações padronizadas.

Mas atenção, em algumas pessoas pode causar desconforto gástrico. A centela asiática, também conhecida como gotupola, é uma planta medicinal que estimula a produção de colágeno e melhora a circulação capilar. Estudos mostram melhora da oxigenação tessidual, redução dos sintomas da insuficiência venosa e benefícios para a cicatrização.

A dose recomendada costuma variar de 60 a 180 mg por dia, dependendo da padronização do extrato. Outros compostos que merecem ser citados como suporte complementar incluem o ômega 3, que melhora a fluidez do sangue e tem ação anti-inflamatória, a vitamina C, essencial para a integridade dos vasos capilares, o resveratrol, que tem ação antioxidante sobre o endotélio e o ginkgo biloba, que pode ajudar especialmente na circulação cerebral, com uso criterioso. Todos esses suplementos podem ser úteis em diferentes contextos da saúde circulatória, mas lembre-se, eles não substituem hábitos saudáveis nem o acompanhamento médico.

Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e controle de fatores de risco continuam sendo a base do cuidado vascular. Na próxima aula, vamos falar sobre os suplementos com boas evidências para a imunidade, outro tema muito relevante, especialmente nos últimos anos. Nos vemos na próxima aula!

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.