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Síndrome x Fenômeno de Cockett / May-Thurner sem enrolação e o que tem a ver com varizes.

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Síndrome x Fenômeno de Cockett / May-Thurner sem enrolação e o que tem a ver com varizes.

A síndrome ou fenômeno de Cockett/May-Thurner refere-se à compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita. Quando identificado apenas em exames d

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Perguntas respondidas neste vídeo

Isso significa o quê?

Que no exame aparece essa compressão e essa compressão, porém, ela não é capaz de trazer sintomas ou alguma complicação. Então, é só um fenômeno, um fenômeno radiológico. Aparece lá na imagem, aparece na foto, no exame, mas não vai desencadear nada.

É o suficiente para te colocar numa mesa de cirurgia?

Se você conseguir responder essa pergunta e ela for sim, você já sabe qual o caminho. Agora, se para essa resposta for não, pense muito bem antes de fazer um procedimento cirúrgico.

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Transcrição completa do vídeo

Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre o fenômeno síndrome de Cockett ou May-Thurner. Tem esses dois nomes e eu vou explicar o porquê, como e o que tem que ser feito. Antes de continuar, eu gostaria de pedir que clica ali embaixo, inscreva-se no nosso canal para a gente continuar podendo fazer esses vídeos e ajudar o máximo de pessoas possível. Então, vamos lá. Quando a gente está falando de Cockett ou May-Thurner, isso significa a compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita. Isso é um fenômeno natural que ocorre na maior parte das pessoas, porque elas passam muito próximo. Agora, se essa compressão for muito grande, ela pode acabar obstruindo e dificultando o retorno venoso da perna do membro inferior esquerdo. Agora, se a gente sai fazendo exame na população em geral sem queixas, a gente vai ter uma boa parcela de pessoas que têm o fenômeno de Cockett ou May-Thurner. Isso significa o quê? Que no exame aparece essa compressão e essa compressão, porém, ela não é capaz de trazer sintomas ou alguma complicação. Então, é só um fenômeno, um fenômeno radiológico. Aparece lá na imagem, aparece na foto, no exame, mas não vai desencadear nada. Ela passa a se tornar uma síndrome quando ela tem sinais e sintomas associados. Ou seja, quando o paciente começa a sentir inchaço, teve trombose, tem uma quantidade muito diferente de varizes na perna esquerda do que na perna direita. E há um impacto, isso é muito importante, e há um impacto na qualidade de vida. Isso passa a se tornar uma síndrome. E essa síndrome pode ser tratada. Eu tenho visto frequentemente alguns pacientes que foram tratados ou estão planejando tratar o fenômeno de Cockett ou May-Thurner. Ou seja, apareceu lá em algum exame que há essa compressão e há um desejo, uma ânsia de tratar o exame. Então, vão lá colocar um estente nessa veia para abrir e não haver essa compressão. Só que se não há sintomas, se não há repercussão clínica, se não há complicação, não há necessidade desse tratamento. Isso tem que ser muito dozado, porque após colocar um estente na artéria ilíaca, a retirada desse estente é muito difícil. E o estente é um corpo estranho. Então, você está trocando um problema por outro. Então, quem tem uma síndrome, a doença com repercussão clínica, impacto de qualidade de vida, colocar um corpo estranho para melhorar a qualidade de vida, faz todo o sentido. Vamos tratar os sintomas da doença. Agora, para quem tem um fenômeno, ou seja, tem lá uma compressão que aparece no exame, mas não traz repercussão clínica nenhuma, colocar um estente vai trazer outra doença, que é um corpo estranho dentro da artéria. E esse corpo estranho sempre vai ter uma tendência maior, um risco maior a trombosar, a causar um coágulo ali naquela região. Então, por isso, quando coloca esse estente, é necessário o uso de uma medicação para o resto da vida para tentar evitar essa trombose. Então, se você tem o diagnóstico de um fenômeno de Cockett, o síndrome de Cockett, Meitâner, converse com o seu cirurgião vascular, ouça uma segunda opinião antes de fazer qualquer procedimento invasivo, exatamente para evitar uma complicação no futuro. Principalmente porque nós estamos falando aqui, a população que mais sofre disso são mulheres mais jovens, muito magrinhas. É aí essa população que aparece mais o fenômeno de Cockett e Meitâner. Então, colocar um estente em uma veia, num paciente, sem sintomas, mulher, jovem e magrinha, muitas vezes impacta até numa gestação futura. Então, está planejando engravidar, vai ter que parar com o medicamento ou trocar o medicamento para engravidar, vai ter que se preocupar com o risco de trombose inexistente durante a gestação. Então, tudo que a melhor cirurgia que existe é a cirurgia que pode e deve, que é evitada, não vai te trazer malefícios. Então, antes de fazer um procedimento invasivo, segunda opinião, ouça outra opinião de outro cirurgião vascular, veja se realmente é necessário e há uma pergunta que você pode fazer para você mesmo. O que você sente hoje de sintomas? É o suficiente para te colocar numa mesa de cirurgia? Se você conseguir responder essa pergunta e ela for sim, você já sabe qual o caminho. Agora, se para essa resposta for não, pense muito bem antes de fazer um procedimento cirúrgico. Gostou do nosso vídeo? Clique aqui embaixo, inscreva-se no nosso canal, compartilhe e até o próximo.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.