As cirurgias minimamente invasivas representam uma opção importante para o tratamento da infertilidade feminina e de condições associadas, como cólicas intensas
Olá! Hoje nós vamos conversar sobre um tema muito interessante, as cirurgias para o tratamento de infertilidade. Apesar do medo que a maioria dos pacientes tem quando o assunto é cirurgia, esses procedimentos podem mudar a sua saúde e realizar os sonhos de ser mãe, além de diminuir desconfortos persistentes como as cólicas referentes à endometriose e aos cistos musovários e até mesmo o fluxo menstrual intenso ou ciclo irregular. Quando a mulher enfrenta dificuldades para engravidar, a cirurgia pode ser uma opção importante para ajudar a resolver o problema.
Esses procedimentos cirúrgicos são projetados para corrigir problemas como o espessamento endometrial, a endometriose ou os miomas uterinos, e eles podem estar impedindo a sua gravidez. Se tratamentos menos invasivos não funcionarem, a cirurgia pode oferecer uma nova chance para que a mulher realize o sonho da maternidade. Hoje vamos conhecer melhor alguns desses procedimentos cirúrgicos para o tratamento da infertilidade feminina.
Eu sou a doutora Juliana Amato, médica ginecologista, especialista em fertilidade, e acredito que a informação pode mudar a sua vida para melhor. Vamos começar conversando sobre a esteroscopia. A esteroscopia é um procedimento bastante comum, importante para o diagnóstico e tratamento de problemas de dentro do útero.
É uma técnica minimamente invasiva, o que significa que não exige grandes cortes ou cirurgias complexas e permite ao médico ver o interior do útero usando uma câmera pequena chamada esteroscópio. A esteroscopia, ela é indicada principalmente para as mulheres que estão com problemas de infertilidade, sangramentos anormais, dores pélvicas ou suspeitas de pólipos e miomas no útero. Algumas mulheres que têm dificuldade para engravidar, elas podem precisar fazer uma esteroscopia para investigar se há algo no útero que está impedindo a sua gravidez, como pólipos ou até má formações uterinas.
Além disso, mulheres que estão passando por sangramentos fora do período menstrual ou que têm menstruações muito intensas e dolorosas, também podem se beneficiar do exame para verificar a presença de algo anormal dentro do útero, talvez um espessamento de sindométrio. Então os sintomas que podem levar à realização de uma esteroscopia incluem principalmente o sangramento menstrual intenso ou irregular, sangramento após a menopausa, dificuldade para engravidar ou manter uma gravidez, dor pélvica crônica ou até suspeitas de condições como pólipos, que são crescimentos anormais de tecido no interior do útero ou até mesmo os miomas, que são tumores benignos. Em casos mais graves, pode-se suspeitar até mesmo de câncer, mas muitas vezes a esteroscopia serve para excluir essas preocupações.
O procedimento em si é simples e normalmente rápido. A mulher é colocada em posição ginecológica semelhante à usada em exames de rotina como o Papa Nicolau. O médico insere um esteroscópio, que é um tubo bem fininho com uma pequena câmera e uma luzinha na ponta.
Através da vagina e pelo colo do útero, entra-se com esse aparelhinho até a cavidade uterina. A câmera vai transmitir imagens do interior do útero para uma tela, permitindo que o médico examine essa área nos mínimos detalhes. Se forem encontrados problemas como pólipos ou miomas, muitas vezes eles podem ser removidos durante o próprio procedimento.
Para isso, o esteroscópio pode ser equipado com pequenos instrumentos cirúrgicos, que permitem ao médico tratar a condição sem a necessidade de uma cirurgia mais invasiva. Após a esteroscopia, a recuperação costuma ser bem rápida. Algumas mulheres podem sentir um leve desconforto ou uma leve cólica semelhante à da menstruação, mas isso normalmente passa em pouco tempo.
É possível que ocorra um pequeno sangramento vaginal por alguns dias após o procedimento, mas isso é considerado normal. A maioria das mulheres pode retomar as suas atividades normais no dia seguinte ou em poucos dias, dependendo de como se sentiram. O próximo procedimento cirúrgico usado em técnicas de infertilidade é a laparoscopia.
A laparoscopia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, utilizado tanto para diagnosticar quanto para tratar diversas condições que afetam a cavidade abdominal e pélvica, especialmente no sistema reprodutivo feminino. Durante o procedimento, o médico utiliza um instrumento chamado laparoscópio, que é um tubo fino e longo, com uma camada e uma luz na ponta. Esse tubo é inserido no corpo através de uma pequena incisão, geralmente realizada no umbigo.
A câmera permite que o médico veja o interior do abdômen e da pélvica em uma tela, sem a necessidade de fazer um corte grande, como em uma cirurgia tradicional. Além de observar, o médico também pode inserir outros pequenos instrumentos, como pinças, tesouras, através de outras pequenas incisões para realizar tratamento se necessário. A laparoscopia é bastante utilizada para investigar e tratar condições como a endometriose, cistovariano, miomas, aderências e problemas nas trompas.
Muitas vezes esse procedimento é realizado para diagnosticar a causa da infertilidade e da dor pélvica crônica. Quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, a laparoscopia pode ser usada para verificar se existem problemas estruturais, como bloqueios nas trompas de falópio. Também pode observar a presença de aderências ou da endometriose, que possa estar impedindo a concepção.
Além disso, a laparoscopia também é utilizada para remover cistos ovarianos grandes ou complicados, miomas uterinos ou tecidos de endometriose. No caso da endometriose, o procedimento permite não apenas visualizar as áreas afetadas, mas também remover ou destruir o tecido endometrial que está crescendo fora do útero. A laparoscopia é considerada uma cirurgia de baixo risco e a recuperação costuma ser mais rápida e com menos dor em comparação com as cirurgias abertas.
Após o procedimento, a paciente pode sentir dor leve ou moderada nas áreas onde foram feitas as incisões, bem como um desconforto no abdômen devido ao gás introduzido para expandir a cavidade abdominal durante a cirurgia, que é utilizado para facilitar a visão dos órgãos internos. Normalmente, a recuperação completa leva de poucos dias a uma semana, dependendo do tipo de procedimento realizado e da saúde geral da paciente. A maioria das mulheres consegue retomar suas atividades normais em poucos dias.
Agora vamos conversar um pouquinho sobre um procedimento chamado miomectomia e embolização uterina, que é a retirada ou tratamento dos miomas. A miomectomia pode ser realizada por via laparoscópica e é uma cirurgia realizada para remover os miomas, que são tumores benignos que crescem no útero. Esses miomas podem variar bastante de tamanho e número.
Enquanto algumas mulheres nem percebem que têm os miomas, outras podem apresentar sintomas incômodos que afetam sua qualidade de vida ou fertilidade, como o aumento do sangramento durante a menstruação. A cirurgia é indicada para remover esses miomas e, ao mesmo tempo, preservar o útero, o que é importante para mulheres que desejam engravidar no futuro. Outra técnica minimamente invasiva para resolverem os miomas chama-se embolização da artéria uterina ou embolização de miomas, que consiste em uma técnica que se coloca microêmbolos na circulação que nutre o mioma e causa sua necrose.
Essa cirurgia é minimamente invasiva, pois não tem cortes no abdômen e estes microêmbolos são levados até o local por meio de um catéter através de uma artéria que temos na nossa coxa. Os miomas são bastante comuns, especialmente em mulheres em idade fétil, e podem causar sintomas como sangramento menstrual intenso ou prolongado, dores abdominais, uma sensação de pressão na barriga e até o aumento do volume do abdômen e dificuldade para engravidar ou manter a gravidez. Em alguns casos, os miomas não causam nenhum sintoma e são descobertos apenas durante exames de rotina, por isso é importante manter os seus exames em dia.
No entanto, quando os miomas estão causando desconforto ou interferindo na fertilidade, a cirurgia pode ser indicada como forma de tratá-los. Independentemente da técnica utilizada, o objetivo principal é remover os miomas, aliviar os sintomas e preservar o útero. A escolha da técnica depende de vários fatores, incluindo a gravidade dos sintomas, o desejo da paciente de ter filhos no futuro, a localização e o tamanho desses miomas.
Após a cirurgia, a recuperação varia de acordo com o tipo de cirurgia realizada. Em procedimentos minimamente invasivos, a recuperação costuma ser mais rápida e a paciente pode voltar às atividades normais em poucos dias ou semanas. E se você quiser saber mais sobre mioma e endometriose, temos alguns vídeos aqui no nosso canal sobre o tema.
Lembrando que como médica ginecologista, os procedimentos são referentes à saúde feminina. Entretanto, existem diversos procedimentos para corrigir a infertilidade masculina, que é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Se essas informações te ajudaram, não esqueça, inscreva-se aqui no nosso canal, deixe o seu like, um forte abraço e até a próxima!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.