A dor crônica e a depressão frequentemente coexistem em um ciclo vicioso, onde uma condição pode desencadear e intensificar a outra. Metade das pessoas com dor
Olá, pessoal! Hoje vou falar sobre dor e depressão. São duas situações que estão intimamente relacionadas. É muito comum a dor causar depressão e a depressão causar dor. E muitas vezes existe um ciclo vicioso que é muito difícil de tratar e de lidar. Quando a gente se coloca no lugar de uma pessoa que vive cronicamente com dor cervical ou dor lombar, fica fácil de entender como que essa situação leva a sintomas de ansiedade, estresse, tristeza e depressão. A pessoa para de viver e para de fazer as coisas que gostam para poder conviver com aquele problema e acaba se limitando, deixando de fazer as atividades habituais, sua profissão, seus hobbies. E de fato, os estudos mostram que 50% das pessoas com dor crônica apresentam depressão. Então, se esse é o seu caso ou de algum familiar, saiba que eles não estão sozinhos nessa luta. E se o seu médico, em algum momento, também te encaminhar para um psicólogo ou para um psiquiatra, isso é importante entender. Quer dizer que o médico está achando que a sua dor é psicológica ou que não existe um problema físico. Não, pelo contrário, o médico está tentando, de uma forma global, tratar tanto a dor física quanto a dor emocional. Outros sintomas que podem sugerir a avaliação de um psiquiatra associados à dor crônica são situações de cansaço excessivo, distúrbios do sono, mudança de hábito alimentar, apatia, sensação de desespero, uma tristeza contínua. Os procedimentos para tratamento de dor na coluna, como as infiltrações ou as cirurgias endoscópicas, por exemplo, podem ajudar quando existe um componente físico bem evidente. E que, muitas vezes, nos casos dos pacientes com dor muito difusa, fica muito difícil avaliar. Mas o que não é incomum é esse paciente iniciar um tratamento multidisciplinar com fisioterapeuta, psicólogo, com medicamentos. E aquela dor que, inicialmente, ela difusa, ela começa a ficar mais focal. E aí, o neurosurgião pode identificar uma raiz nervosa lombar ou uma raiz nervosa cervical, que algumas vezes iniciaram todo o problema. Então, muitas vezes, no início, é muito difícil de identificar isso daí, mas no decorrer do acompanhamento, essa causa, esse problema físico, ele pode se tornar mais aparente, mais suscetível a um tratamento mais focal. Por mais que os casos que envolvem dor crônica e depressão, muitas vezes não sejam graves do ponto de vista neurológico, eles são muito difíceis de tratar, porque envolvem esse segmento multidisciplinar e, por isso, muita força de vontade e dedicação do paciente para melhorar, seguir todas as orientações dos profissionais, ou seja, para dedicar tempo para o seu tratamento. Então, se você gostou desse vídeo, não deixe de clicar no sininho, deixar aí seu comentário, sua dúvida para que a gente possa responder, seja no YouTube ou em outras redes sociais. Legendas pela comunidade de Amara.org
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.