💬 Canal WhatsApp

Cirurgias para MELHORA do Contorno: AmatoCast Ep 25

Mais sobre este vídeo

Cirurgias para MELHORA do Contorno: AmatoCast Ep 25

O episódio aborda cirurgias de contorno corporal, com foco nas técnicas para o abdômen. O tema central é a necessidade de individualização: não existe uma cirur

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Exatamente, um tema que tem ficado cada vez mais popularizado, né, doutor?

E justamente essa é a minha primeira pergunta, aquela que a gente sempre inicia já trazendo uma polêmica. A internet tem influenciado e muito nessa escolha das pessoas por esse tipo de cirurgia.

Todas as pessoas podem fazer esse tipo de cirurgia ou depende de alguns critérios aí?

Bom, quando a gente fala em cirurgia de contorno corporal, a gente está sendo bem genérico e amplo. Então existem vários tipos de cirurgia que envolvem o contorno corporal. Então, de uma forma genérica, eu posso falar que sim, todo mundo pode ter alguma indicação de contorno corporal.

Quando a gente fala então de cirurgia de contorno corporal, inclui, inclusive, silicone, prótise, mamária, tudo isso?

Exatamente, a gente pode tirar gordura, tirar tecidos e fazer enxerto de gordura, pode colocar uma prótise de silicone, pode fazer mudanças estruturais, agora tem uma técnica que está crescendo, que é de uma fratura nas costelas para afinar mais a cintura.

Mas, hoje, o que se desenvolveu?

Uma técnica com uma fratura da costela direcionada, que é uma fratura parcial da costela, fazendo o remodelamento dessa costela. Então, o formato do tórax e o final do tórax acaba, a costela vai um pouquinho mais para dentro.

Agora, a cirurgia do abdômen, qual seria?

Se é retirada de pele, se é uma lipoaspiração, se é uma abdômenoplastia completa, cada paciente vai ter uma demanda. Tem pacientes que querem escolher a cirurgia, eu não quero fazer uma abdômenoplastia completa, eu quero fazer uma mini-abdômenoplastia.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve e qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o Dr. Alexandre Amato, que é cirurgião vascular, para falar sobre lipedema e varizes. Desta vez nós estamos aqui com o Dr. Fernando Amato, que é cirurgião plástico, para falar sobre cirurgias de contorno corporal. Doutor, mais uma vez, bem-vindo. Tudo bem, obrigado pelo convite. Desta vez a gente vai conseguir falar um pouquinho mais sobre as cirurgias, principais cirurgias que envolvem o contorno corporal. Exatamente, um tema que tem ficado cada vez mais popularizado, né, doutor? E justamente essa é a minha primeira pergunta, aquela que a gente sempre inicia já trazendo uma polêmica. A internet tem influenciado e muito nessa escolha das pessoas por esse tipo de cirurgia. Todas as pessoas podem fazer esse tipo de cirurgia ou depende de alguns critérios aí? Bom, quando a gente fala em cirurgia de contorno corporal, a gente está sendo bem genérico e amplo. Então existem vários tipos de cirurgia que envolvem o contorno corporal. Então, de uma forma genérica, eu posso falar que sim, todo mundo pode ter alguma indicação de contorno corporal. Mas cada paciente vai ter uma indicação diferente de acordo com o desejo que ela tem de mudança, se é realmente viável e o que o médico tem capacidade ou técnica para poder entregar aquele resultado que ela deseja. Então, antes de tudo, a gente precisa saber o que o paciente deseja mudar e melhorar. Quando a gente fala então de cirurgia de contorno corporal, inclui, inclusive, silicone, prótise, mamária, tudo isso? Exatamente, a gente pode tirar gordura, tirar tecidos e fazer enxerto de gordura, pode colocar uma prótise de silicone, pode fazer mudanças estruturais, agora tem uma técnica que está crescendo, que é de uma fratura nas costelas para afinar mais a cintura. Acho que é algo que a gente pode comentar um pouquinho mais. Então, a gente muda o formato do paciente. Também tem as cirurgias na musculatura, por exemplo, a diástase, que é o espaçamento entre os músculos do abdômen. Então, tem esse espaçamento e a gente consegue diminuir, fazer a correção dessa diástase. Então, isso também interfere no contorno corporal. Então, existem várias cirurgias, lipoaspiração, abdômenoplastia, que estão envolvidas no contorno corporal e vai ser de acordo com cada paciente, cada desejo. Essa, inclusive, da costela ficou bastante conhecida, famosa na internet, por conta da barba e quem humana. A gente já trouxe em outro episódio que falava sobre o limite dessas modificações estéticas, que eles realmente fizeram muitos procedimentos. A gente não vai entrar nessa polêmica hoje, mas essa questão da costela é uma cirurgia que costuma ser recomendada mesmo, é um procedimento considerado normal, porque foi muito assustador quando as pessoas viram na internet. Petícia, se você falasse comigo há dez anos atrás, eu talvez acharia um absurdo, porque esse tema da costela sempre foi muito polêmico, porque você retirar a costela, a costela está ali para proteger os órgãos abdominais. Então, quando a gente tira essas últimas costelas que fazem a cintura, vai deixar de ter uma proteção para o fígado, para o baço, que são órgãos que, se tiver um trauma, sangra muito. Além do ter o risco da própria cirurgia, de você fazer uma fratura e retirar um osso. Então, também teria risco, até mesmo de pneumotórax, que seria entrar ar no... entre o pulmão e o tórax, ou mesmo os sangramentos, que é o hemotórax, que são situações que podem levar a óbito, a pessoa pode morrer. Mas, hoje, o que se desenvolveu? Uma técnica com uma fratura da costela direcionada, que é uma fratura parcial da costela, fazendo o remodelamento dessa costela. Então, o formato do tórax e o final do tórax acaba, a costela vai um pouquinho mais para dentro. Então, ela não retira a costela. É uma técnica relativamente simples de se fazer. Essa fratura corta apenas uma parte da costela e a outra funciona... A gente chama de galho verde, que ela não tem uma fratura completa e ela quebra e aí precisa fazer esse remodelamento da costela. Então, é uma técnica nova, complicações vão aparecer. Mas, pode ser que traga mudanças, que satisfazem os pacientes e realmente lembra uma barbe, fica aquela cintura bem fininha. Então, é isso. Eu tenho muito curiosidade, eu gostaria de, daqui 10 anos, ver o que a gente vai achar dessa técnica. Porque, há 10 anos atrás, eu acharia um absurdo manipular a costela. Hoje é uma técnica nova, eu ainda não sei se vai trazer complicações. Ou, realmente, vai ser algo que pode ser uma mudança de conduta, mudança na cirurgia plástica. Já está sendo feita, por exemplo, aqui. Já. Tá. Agora, essa questão que a gente trouxe, que a cirurgia mamária faz parte das cirurgias de contorno corporal, a gente só explicando, tem um episódio específico sobre toda essa questão de implantes, plantes para quem tiver interesse em conferir. E a gente queria conversar um pouquinho mais hoje sobre essa questão do abdômen mesmo, essas cirurgias que envolvem essa região, que as pessoas se preocupam, a mulherada está muito preocupada e tem ficado mais famoso. O abdômen, realmente, marca muito, principalmente a mulher. Mudanças na gestação, principalmente mulheres engravidas, tem filho, isso tem um impacto muito grande na autoestima da mulher. Então, não só a mamã, mas o abdômen tem, e às vezes fica com uma flacidez por conta da gestação. A mulher nunca teve, nunca foi obesa, ela só ganhou peso durante a gestação. E aquilo marca muito, uma fase, uma fase muito difícil para a mulher, às vezes, de apoio familiar, rede de apoio. E quando ela consegue fazer esse planejamento de conseguir fazer a cirurgia do abdômen, é muito importante para ela. Agora, a cirurgia do abdômen, qual seria? Se é retirada de pele, se é uma lipoaspiração, se é uma abdômenoplastia completa, cada paciente vai ter uma demanda. Tem pacientes que querem escolher a cirurgia, eu não quero fazer uma abdômenoplastia completa, eu quero fazer uma mini-abdômenoplastia. Mas essa escolha não deve partir. O paciente tem que poder escolher, mas as opções têm que ser bem claras para o paciente. O que vai interferir uma técnica para outra? O que muda cada técnica vai trazer para aquele paciente? Então, se tem flacidez de pele, a pele precisa ser retirada. Então, precisa ter uma recepção de pele. Quando tem flacidez de pele acima do umbigo, então, provavelmente a gente consegue realizar uma abdômenoplastia clássica, que é aquele corte próximo à altura de onde fica a acesória e que vai se estender para a lateral. Então, é uma cicatriz grande, as pacientes ficam com medo, mas é uma cicatriz que a gente coloca dentro, onde a calcinha, onde o biquíni esconde. Então, é uma cicatriz que é favorável essa localização. E o umbigo, a gente precisa fazer um reposicionamento do umbigo, porque a gente puxou toda aquela pele, a gente deixa a cicatriz umbilical e traz tudo para baixo. Ou a gente pode fazer um umbigo novo, mas isso é de cada médico, e tem que ser conversado bem com o paciente. Essa é uma abdômenoplastia clássica. Mas, hoje em dia, a gente tem um outro problema, que é a obesidade. Então, em algumas localizações, a obesidade chega a atingir mais de 20% da população, se considerar sobrepeso, mais de 40% da população. Então, tem um impacto muito grande. Tem muitos tratamentos para a obesidade, que as pessoas emagrecem. Então, tem a cirurgia bariátrica, que já tem sido muito falada, e agora tem medicamentos que têm efeitos semelhantes à cirurgia bariátrica. Então, as pessoas estão emagrecendo demais, e também estão tendo demandas de pele para serem retiradas. E aí, não é só uma abdômenoplastia clássica. Não é só aquele corte na frente. Às vezes precisa fazer o corte 360 graus, ou seja, fazendo todo o contorno da cintura da paciente. E é uma cirgua que muda, né? Essa cirurgia nas costas, levanta o bumbum, diminui as irregularidades no bumbum, que às vezes são confundidas com o celulite na lateral da coxa. Então, tem um efeito positivo, mas tem o corte. Então, às vezes, a dificuldade está no corte. Então, precisa explicar para o paciente a cirurgia e as vantagens e desvantagens e onde vai ficar o corte. Tem uma cirurgia também de abdômen, chamada abdômenoplastia inâncora. Por que inâncora? Porque ela é vertical e horizontal. Então, para aqueles pacientes que têm uma cicatriz na linha média do abdômen, que fizeram alguma laparotomia, ou mesmo a cirurgia bariática antiga, que era feita aberta, fica com aquela cicatriz alta, então é possível fazer a cicatriz vertical e horizontal. Então, essa seria a abdômenoplastia inâncora. E a mini-abdômenoplastia é quando não tem pele para cima do umbigo e tem pele abaixo do umbigo. E aí, sim, é possível tirar um fuso de pele e até mesmo corrigir a diástase, que é esse afastamento da musculatura. Então, de abdômenoplastia, não falta opções. Na verdade, o que a gente precisa discutir é as indicações. As indicações precisam estar bem claras para o paciente, porque que está sendo proposta aquela técnica e o que aquela técnica pode oferecer de melhora, de mudança para aquele paciente. E qual que é a diferença, doutor, por exemplo, da abdômenoplastia? A gente já entendeu que tem vários tipos dentro dessa cirurgia, mas tem, por exemplo, a lipoaspiração, lipoaspiração HD. E também tinha uma que a gente comentou, que na verdade já é a HD que define, que a gente comentou em outro episódio rapidamente, mas isso. Porque na hora que a pessoa vê na internet, o influenciador falou que fez tal coisa. Acredito que seja muito comum aqui na sua clínica, a pessoa chegar já determinada a fazer alguma técnica. Então, tem alguma diferença, por exemplo, um excesso de pele, não? Ou a outra pessoa é uma condição, ou a pessoa já faz exercício físico? Perfeito, acho que essa é uma pergunta muito legal. Vou até lembrar de uma paciente que mandou mensagem e eu estava voltando de viagem. E ela perguntou assim, doutor, eu passei em consulta com você, e eu queria que você mandasse de novo orçamento. Mas eu não lembro o direito que você ia fazer se era abdômenoplastia, se era lipo HD. E eu até fui entrar no prontuário e falei, olha, fazem... Ela passou comigo há sete anos, e depois passou há dois anos atrás. E ela ainda não fez a cirurgia, e ela queria um novo orçamento. Mas se ela estava para fazer o abdômen, provavelmente não tem condições de fazer uma lipo HD. Isso é importante para os pacientes saberem, que o paciente que tem pele, precisa ser tirada. Fazer toda a tecnologia que a gente pode usar de plasma, de radiofrequência. Ela tem um limite, ela vai melhorar um pouco a qualidade de pele, mas ela não vai tratar uma flacidez moderada ou grande. Vai tratar uma flacidez leve, uma melhora da qualidade de pele. Então, o paciente pode associar numa abdômenoplastia uma lipoaspiração e ele pode ter um certo grau de definição dessa abdômenoplastia. Isso é possível. Também é importante falar dos riscos que fazer uma lipoaspiração muito agressiva e o paciente fazer uma abdômenoplastia pode aumentar complicações da abdômenoplastia de sofrimento de pele, necrose, terceroma, hematoma. Então, tudo isso também tem que ser considerado. Mas a lipoaspiração, pelo próprio nome diz, é uma aspiração da gordura. Então, um termo bem genérico e que pode envolver todas as técnicas. Então, basicamente a gente acaba raspando a gordura com uma cânula e aspirando essa gordura. A lipo HD, lipo LAD, é a lipo de alta definição. LAD é lipo de alta definição. LAD não existe. Talvez a lipo LAD seja para aquele eletricista que estava fazendo lipoaspiração. Você viu essa daí? Tinha um eletricista fazendo lipoaspiração no rio. Talvez ele possa oferecer a lipo LAD. Se vocês quiserem, podem ver aí. Tem essas coisas bizarras que a gente vê na área. Tem aquela da geladeira que a gente trouxe. Tem o da geladeira também, que a mulher mudou a geladeira para usar como um aspirador. Então, talvez essa aí também pode usar a lipo LAD. Bom, o HD é high definition. Então, HD e LAD é a mesma coisa. Então, só muda a maneira que a pessoa está fazendo. E, pelo próprio nome, diz alta definição. Então, além de tirar a gordura, é trazer um contorno para a musculatura e definir melhor. Mas, se o paciente tem flacidez de pele, ele não vai conseguir melhorar o contorno. Ele vai ficar com flacidez de pele. Então, se a gente tirar a gordura, vai piorar essa flacidez de pele. Então, essa seria a primeira limitação. Não é para todos uma lipoaspiração de alta definição. Não é. É para aquela pessoa que tem muito pouca gordura e quer ganhar uma melhora no contorno, uma melhora na definição da musculatura. Então, tem que ser uma pessoa que tem músculo. A pessoa precisa ter o hábito de fazer atividade física e ter musculatura. Se não, você vai definir o quê? Ah, mas podemos colocar gordura. Então, no começo, além de fazer, por exemplo, um abdome, fazer os quadradinhos do abdome de forma artificial, tirando mais gordura e deixando um pouquinho mais, também começaram a colocar gordura para fazer os gominhos. Mas, gordura tem uma consistência de gordura, músculo. Tem uma consistência de músculos e são totalmente diferentes. Então, esse resultado de lipo de alta definição, no começo, estava muito artificial. Então, alguns resultados muito bons, mas alguns resultados meio estranhos, que a gente olhava na internet, veio na praia e falou assim, meu Deus, o quê que a pessoa fez? Mas, com o resultado, tem resultados excelentes. Principalmente aquelas pessoas que mudaram hábito de vida, estilo de vida e fazem atividade física, fazem uma lipoaspiração. Realmente, vai ter uma melhora do resultado corporal. E aí, tem uma técnica relativamente nova, que é com a injeção, que seria o U-Graft, que é colocar a gordura, fazer um enxerto de gordura na musculatura. Então, aí, o que está aumentando é onde tem o músculo. Então, além de tirar a gordura de subcutâneo com a lipoaspiração, pegar essa gordura e injetar na musculatura para melhorar o contorno corporal com base na musculatura. Na verdade, é gordura no meio da musculatura, mas tem um ganho com uma densidade um pouquinho melhor e aí acaba tendo resultados melhores nessa lipo HD. Então, atualmente, a lipoaspiração de alta definição mudou no começo, que era só tirar a gordura, depois tirar a gordura e deixar algumas definições. Depois, era a injeção de gordura no subcutâneo para tentar formar o contorno e agora, com a lipoaspiração, com a injeção de gordura na musculatura para melhorar e ter um resultado menos artificial. Isso é muito importante, porque como a lipo HD ficou muito conhecida nas redes sociais, alguns influencers mostraram resultados que chamam muito a atenção. A pessoa sai da cirurgia quando mostra já, até no pós-operatório, como é que chama, quando assim que sai? Pós-operatório imediato, mostrava um resultado surpreendente e essa cirurgia ficou muito famosa na internet. Até cheguei a perguntar no outro episódio aqui se era uma cirurgia nova. E aí você explicou que não, que na verdade já era uma técnica que já existia, mas que agora tem se tornado mais ocular. É importante a gente falar que a injeção e musculatura, ela já é feita há muito tempo. Aliás, é um dos riscos da lipoaspiração, porque no Bumbum, quando a gente injeta um volume de gordura, o músculo é muito vascularizado e é uma região ótima para receber gordura e a gordura tem mais chances de ficar, dela pegar. E a gordura na musculatura tem essa vantagem. Agora, no Bumbum, os vasos sanguíneos são muito calibrosos. Então, se injeta muita gordura e tiver algum trauma nesse vaso, a gordura pode ir no vaso do Bumbum e ela pode ir pro pulmão e ter uma embolia gordurosa, que é um risco à cirurgia plástica e vai a óbito. O pessoal morre se ela fizer uma lipo inchertia no Bumbum e essa gordura for, tiver essa embolia. Então, é até interessante isso. Nos Estados Unidos, eles estavam tendo uma sequência de óbitos de pacientes por conta de encherto de gordura no Bumbum. Porque lá eles têm a técnica que chama BBL, que é Brasilian Butt Lift, que é o Bumbum Brasileiro. Mas o Bumbum Brasileiro deles é totalmente diferente do que a gente entende como o Bumbum. Na verdade, é um Bumbum enorme, com mais de um litro de cada lado que eles injetam de gordura, mas eles chamam de Brasilian Butt Lift. E eles estavam tendo uma sequência de óbitos de pacientes morrendo por conta de cirurgia plástica. E na Florida, tem uma lei que se algum paciente vai a óbito em cirurgia plástica com encherto de gordura e no IML deles, na autopsia, eles verificaram que tem gordura no músculo do Bumbum, aquele médico perde o direito de exercer a medicina na Florida. Para você ver como é importante, e essa é uma das medidas que eles tiveram que mudar. Eles começaram a ter menos caso de óbito em cirurgia plástica, porque estava sendo demais. Então, a gente teve um caso de óbito na mídia, que foi a Lua na Andrade, um caso que chamou bastante atenção e provavelmente não tive acesso a laudo do IML de perícia, mas no meio médico a gente sabe que provavelmente foi a embolia gordurosa. Então, por mais que seja sigilosa, eu não tive acesso, então eu posso falar isso por outros contatos. Eu estava falando de lipedema e não tem nada a ver ao óbito dela com lipedema. Ela está a injetar a gordura no Bumbum, na panturrilha e em onde mais poderia colocar gordura. Então, técnicas para evitar óbito têm sido desenvolvidas. Então, o injetar a gordura no subcutâneo, utilizar a ultrassom para a gente ver onde está colocando a gordura para garantir segurança e não ter esses casos de complicação. Então, colocar a gordura no músculo é algo que a gente já faz há muito tempo. Agora, começou a fazer de uma forma mais intensa para ter o melhor contorno. Só que, nos outros músculos, os vasos são menores, então o risco de embolia é bem menor. Também existe ainda uma dúvida. A gente escuta muito falar sobre os riscos da liposutura. Queria saber se também para a abdominoplastia funciona da mesma forma. Porque a gente está acostumado, inclusive, eu posso falar por experiência própria, desde criança, escutar da família, da mãe, da avó, da tia. Nossa, liposutura é uma cirurgia considerada perigosa. A gente já tinha conversado uma vez aqui no episódio dos riscos de cirurgias plásticas, que, na verdade, agora não é tanto assim, que já tem várias outras tecnologias que puderam melhorar isso que era falado antes. Mas por que isso acontece? Por que essa fama tão ainda conhecida para a questão da liposutura em questão de risco? E também, agora, para a abdominoplastia. Isso envolve todas as técnicas. Uma é considerada mais perigosa que a outra. Como que funciona? É uma pergunta bem ampla, mas a liposutura não é perigosa, nem a abdominoplastia, são procedimentos que, estatisticamente, extremamente seguros. Até mesmo quando a gente vai fazer um seguro para fazer uma cirurgia, ou a taxa do seguro é muito baixa, porque o risco de dar uma complicação grave é baixíssimo. Geralmente, as complicações que tem são complicações pontuais, de retoque, mas de risco de óbito. É muito baixo. O que acontece é que uma pessoa que faz uma liposquirisão, ou uma abdominoplastia, está fazendo uma cirurgia estética, e a pessoa é extremamente saudável. Quando acontece um óbito, choca, porque a pessoa não precisava, porque foi fazer. Então, geralmente, o impacto que um óbito tem quando é numa cirurgia estética, é diferente quando alguém for fazer uma cirurgia abdominal, por conta de um câncer abdominal, alguma complicação, é mais aceito, mas a gente fica assustado quando tem. Até quando a gente é médico, até com essas notícias que saem, a gente fica assustado. A gente quer saber o que aconteceu. Qual foi o risco? A gente não pode colocar nossos pacientes em risco. A lipospiração, ela vai estar associada às complicações, ao exagero do volume aspirado. Volumes muito grandes de lipospiração podem evoluir para uma necessidade de uma anemia, uma necessidade de transfusão sanguínea, pode precisar de uma Tii. Então, o volume da lipos... Gente, desculpa que está difícil aqui. O celular que as pessoas ficam mandando aqui. Também conseguiu se ligar no... É, não, está tão insuportável aqui, desculpa. Eu estou tentando aqui, eu já não sei o que eu estou falando, o que eu estou falando, o que eu estou falando. Bom, eu estou falando da complicação de lipospiração e abdômenoplastia. A lipospiração, ela é segura, mas quando a gente passa limites, quando a gente é imprudente, ou o paciente não está com preparo adequado, às vezes tem uma doença prévia, tem uma história de sangramento. Então, tudo tem que ser analisado. A gente tem que ver os casos que aconteceram e fazer uma análise do que pode ter, o que que aconteceu naqueles casos para a gente evitar. Então, se o paciente tem uma doença pré-existente, uma doença de sangramento, a gente tem que rever isso, porque isso pode ser uma causa. O paciente, o médico, ter ido além, ter aspirado mais de 7% do volume corpóreo, mais de 40% de área corporal operada, também é um problema. Aí o médico entra numa questão de imprudência, porque foi além dos limites pré-estabelecidos pela sociedade médica. E também, às vezes pode ter tido uma alergia, alguma situação adversa não prevista. E aí pode ser um problema anestésico, aí não tem nada a ver com a lipospiração em si. Já a abdominoplastia, também, ela tem seus riscos, pode aumentar um pouco a trombose, o pós-operatório, como a pessoa faz o pós-operatório. Às vezes a pessoa não anda, então ela pode ficar, está doendo muito, porque tem abdominoplastia, precisa andar curvada, ter algumas restrições no pós-operatório, isso pode limitar demais o paciente, e ela não andar o suficiente, não derrubar e aumentar o risco de trombose. Mas todos os pacientes têm um risco de trombose no pós-operatório, tanto pelo trauma cirúrgico, pelo aumento da inflamação, como também pela... A pessoa fica mais acamada em casa, ela acaba não se movendo em casa, e isso é um fator de risco para a trombose. E trombose é um dos principais riscos para a pessoa ter uma complicação grave e morrer. E a gente falou bastante sobre essa questão da recomendação, que é o médico que vai definir junto com o paciente qual que é o objetivo, que é possível fazer para definir a técnica entre tantas que são conhecidas. Mas na prática, qual que é a diferença entre lipoaspiração e abdominoplastia, sem entrar nas subdivisões? Na prática é uma cirurgia minimamente invasiva, com cortes pequenos, que a gente introduz cânulas para aspirar gordura, e a outra a gente faz uma resecção grande, com corte grande de pele. Na prática é uma tratativa puxando pele e tirando tecido importante. Já a lipoaspiração, os acessos são pequenos. Abdominoplastia é uma cirurgia que tem um tempo, vai demorar pelo menos uma hora e meia para ressecar todo o tecido e fechar. Já a lipoaspiração, ela pode ser uma lipoaspiração pequena, média, grande, ou vai depender muito da área tratada. A lipoaspiração tem o potencial de ser muito tranquila, ou até mais extensa do que uma abdominoplastia. Em questão de objetivo de resultado, as duas podem envolver essa questão de retirada de gordura e definição. É que na abdominoplastia a gente tira gordura, mas tira a pele. Já a lipoaspiração a gente só tira a gordura. Perfeito. Agora a gente entrando mais na abdominoplastia, a gente já tinha comentado um pouquinho da lipoaspiração e outros episódios. Já falou em questão dos riscos, da recomendação também. A abdominoplastia, entre as diferentes técnicas que a gente comentou, qual que é a mais comum e como funciona do paciente? Ele consegue visualizar se pode estar apto para essa técnica. Isso é junto com o médico. De que forma é definido isso? A abdominoplastia, o paciente saber se ele tem indicação, isso é muito complicado da pessoa ser orientada a fazer um alto exame em casa e saber se ela tem indicação. Mas geralmente, quem já tem uma dobra no abdômen, consegue pegar a pele, a indicação já está muito mais próxima de uma abdominoplastia. Aquela pessoa que de pé tenta puxar e na verdade não pega tanta pele, mas sente mais gordura, ela talvez tenha mais chances de conseguir resolver só com uma lipoaspiração. Agora, se tem dobra no abdômen, que você segura, tem pele, que a pessoa consegue segurar com sustância, essa provavelmente vai precisar de uma recepção de pele e a abdominoplastia clássica geralmente encaixa para a maioria dos casos. E depois de uma gravidez, por exemplo, tem alguma restrição para isso? Não, depois da gravidez, na verdade, a gravidez interfere também na diástase, que é o afastamento da musculatura. Então, uma paciente que teve já alguma gestação, ela sabe que ela vê a diferença mesmo que o músculo às vezes está afastado. Então, tem pacientes que têm esse afastamento de músculo e nem têm tanta pele, mas só o afastamento já dá aquele estômago alto. Isso é um tema bem importante, que a paciente fala, nossa, eu tenho que ficar essa bola aqui em cima. Então, isso muitas vezes está relacionado à diástase. E também é uma das queixas dos pacientes no pós-operatório. Às vezes, a paciente fez a abdominoplastia e fica se queixando daquele estômago alto. Pode ser a diástase que não foi corrigida direito? Até pode ser. Mas também pode ser até gordura que a paciente ainda tenha naquela região e que às vezes é difícil fazer o tratamento naquela cirurgia na abdominoplastia, porque vai fazer a lipoaspiração bem em cima do retalho da pele que a gente vai puxar. Então, tem suas limitações. Então, algumas vezes, os pacientes precisam de mais de uma etapa, de mais de um evento cirúrgico para conseguir atingir o resultado esperado. Isso é muito importante, porque às vezes, a pessoa acha que vai com aquele catálogo que a gente já comentou, vai com o procedimento definido na cabeça, se frustra quando passa na consulta e também depois do resultado, já que pode acontecer de ter que fazer esse reparo. O maior erro do paciente que vai fazer uma cirurgia plástica é querer resolver todos os problemas em um só evento. Esse talvez seja o que eu vejo como o maior erro de médico ou de paciente de tentar resolver muita coisa em uma só cirurgia. Às vezes, é melhor para o paciente mais seguro fazer em etapas, até uma cirurgia muito comum, a Mami Makeover, que é a cirurgia da mamãe, que pode envolver todas as técnicas cirúrgicas, mas geralmente, envolve a lipospiração, a abdômenoplastia e a mamoplastia. É uma cirurgia que não tem como demorar menos que cinco horas. E muito provavelmente, vai demorar mais que oito horas, se a mamã demora três, o abdômen demora três, e a lipospiração demora dois, então a gente tem um tempo muito grande. O risco de complicação de uma cirurgia longa é maior do que uma cirurgia menor. E os pós-operatórios são pós-operatórios diferentes. A paciente que fez a abdômenoplastia anda curvada. A paciente que fez a mamoplastia não pode levantar os braços e tem que dormir virada para frente. Então, a pessoa dorme parecendo um feto, numa posição extremamente horrível, dobrada, toda encurvada, e que aumenta, por exemplo, o risco de trombose. Então, aumenta o risco de infecção, aumenta o risco de sangramento, que são complicações que podem ser graves. Então, tentar resolver tudo em um só evento é um erro. Em uma cirurgia, a gente tem que procurar os procedimentos que casam, que combinam, que vão dar uma melhora de qualidade de vida para o paciente. Então, tentar resolver tudo de uma vez só é um erro. Vale a pena conversar com o médico e ver o que é coerente fazer junto. É claro, aproveitar a anestesia pode ser interessante para aproveitar o evento, pode ser para aproveitar o pós-operatório, às vezes a pessoa vai ter uma asferia, depois vai ter só depois de dois anos. Então, tudo isso tem que ser conversado com o médico. Mas chegar lá e falar assim, olha, eu quero... Sabe, dorme, eu quero esse nariz, essa mãe, ali e traz a foto da Barbie, essa Barbie, o contorno, o bumbum grande. Então, não dá, né? Eu quero chegar nesse resultado, agora que você tiver que fazer, eu não quero nem saber. Então, é muito perigoso isso e esclarecer faz parte, é obrigação do médico educar o paciente e falar dos limites. É claro que vão ter pacientes que vão sair do seu consultório e vão procurar alguém que faça o que ela quer, porque ela já decidiu. Mas são pacientes que não são interessantes, o paciente tem que escutar o médico. E se não escuta na indicação cirúrgica, vai ser um paciente ruim no pós-operatório. Então, não recomendo que para o paciente, se ela está procurando o médico que faça do jeito dela, já recomendo que ela reveja as prioridades e para o médico, que deixa se levar para o que o paciente quer, também é perigoso. Tem que ser o que ele concorda em fazer, ele precisa estar de acordo. Com certeza. A gente fala bastante sobre essa vontade da mulherada que vê na internet, que quer ficar igual à famosa, X, Y, Z. Mas essas cirurgias também são recomendadas para os homens até HD, essas mais de alta definição. Existe uma diferença de como funciona para homem e mulher? Com certeza. A diferença de até de mulher para mulher vai mudar de acordo com cada corpo e cada desejo. E de homem é diferente. O homem não tem tanta flacidez de pele, mas o homem tem diástase também. Às vezes a cirurgia de correção de diástase em um homem é mais complexa, porque o paciente não tem flacidez de pele, tem a diástase. A diástase tem um impacto no contorno corporal e ele ainda tem gordura e pode fazer uma lipospiração. Então, às vezes uma alternativa para isso é fazer uma cirurgia combinada com uma correção de diástase por via endoscópica ou mesmo robótica. Então, no meu caso, eu prefiro chamar uma equipe de cirurgia robótica para fazer a parte da musculatura e eu faço a lipospiração. Para mim, é melhor isso. Só que também o homem tem uma outra característica. Ele tem uma absorção de gordura intrabdominal muito importante. Então, às vezes o paciente quer melhorar aquele abdômen globoso. Tem que ser abdômen aqui, não tem pele, mas ele tem aquele abdômen distendido, mas quando a gente vai ver a camada de gordura dele, tem dois, três centímetros, não é o que fazer a lipospiração dele para resolver o problema dele. Ele precisa de um tratamento por conta da gordura visceral. Gordura, não, no fígado, se tem atose, gordura entre os outros órgãos que estão lá dentro do abdômen. Então, às vezes o paciente fala, mas eu não tento estar gordura aqui, mas tem dentro. E o risco de um paciente desse é maior, risco cardíaco. Então, o paciente precisa fazer um tratamento com um cardiologista, é diferente. A gordura circunferência abdominal é diferente no homem e na mulher. Então, o homem tem uma indicação de cirurgia e é diferente à cirurgia dele para a mulher. A gente também tinha citado outras técnicas que acabam sendo menos faladas, como, por exemplo, a estirada de gordura do braço. Funciona da mesma forma, em questão de risco que a gente estava falando para a tira do braço, pode colocar no bumbum, pode acrescentar para aumentar a definição do abdômen. Funciona da mesma forma das outras partes do corpo? É, a gordura no braço é uma área que pode doar gordura. Outro dia eu fiz até uma com a anestesia local, que ela não tinha muita gordura. Tirei do braço e coloquei na mama. Então, isso é possível. É uma alternativa, é óbvio que cirurgia com anestesia local é para poucos pacientes, mas o braço tem um contorno, e a gordura no braço pode ser retirada. Aliás, tem pacientes que têm até flacidez de pele no braço pequena, mas que, às vezes, a gente fica até na dúvida se tira, faz o corte, faz a braca e o platia, aquele corte que vem do cotovelo até aqui atrás, ou se faz ali para a inspiração. Não tem casos que até se beneficiam de fazer ali para a inspiração usando uma tecnologia como Renúvel, Boritite, Morpheus, e que tem uma boa retração de pele e não precisando fazer a rececção de pele. Então, é uma região que eu geralmente indico ali para a inspiração associada a alguma tecnologia para quem tem algum certo grau de flacidez de pele, porque o resultado fica bom. Então, eu acho que vale a pena tentar. Mas sempre conversando com o paciente, eu falo assim, olha, é uma tentativa. Eu não prometo o resultado, aliás, promessa de resultado. Se alguém te prometeu, veja como esse médico é com os pacientes no pós-operatório. Então, o promessa de resultado não é legal. Precisa ter um bom relacionamento com o paciente antes e no pós-operatório. Mas, prometer resultado é um erro. Falando em resultado, todas essas cirurgias envolvem algo que é possível ser visto de forma imediata depois da cirurgia. Isso melhora com o tempo. Claro, a gente sabe que tem recuperação no pós-operatório e isso com certeza. A pessoa fica ali até, tiver essa dificuldade de dormir, que a gente falou. Isso, sem dúvida, mais a questão visual. Isso melhora com o tempo. Aquela reparadora caso precise. Quanto tempo depois? Porque as pessoas ficam muito ansiosas. Isso. Eu não recomendo que nenhum paciente faça qualquer cirurgia para correr e fazer alguma pequena correção com menos de seis meses. Acho que em seis meses muita coisa muda. E, às vezes, é o ponto de, em um mês, mudar até a indicação cirúrgica. Eu tenho histórias de colegas que indicam vou corrigir, vou levantar um pouco mais o bico e chega no dia da cirurgia, cancela a cirurgia porque já melhorou. Às vezes, tem essa situação. Mas, em contrato, em termos de consentimento, o que a gente vê com os colegas escrevem é sempre com mais de um ano. Então, eu acho que isso precisa estar bem alinhado com o médico, bem conversado. Aliás, uma dica para quem vai fazer uma cirurgia plástica. Tem essas informações antes de realizar a cirurgia. Como cada profissional lida com pós-operatório, como aquela pessoa, como aquele médico, se tem uma complicação, como que a assistência daquele médico, porque a gente fica falando só dos bons resultados, mas seja certo que todo mundo tem dificuldades e complicações, porque essas complicações não são técnicas. Muitas vezes, elas são relacionadas ao paciente, à situação, e quem tem um grande volume pode ter, sim, complicações. Como que esse médico lida com essas adversidades no pós-operatório? Como que a atenção do médico? E também ter alinhado como que ele lida com o retoque de cirurgia. Tem que estar conversado isso antes, se ele vai cobrar, se ele já está incluso, se ele não está incluso, se ele paga só o hospital, se ele paga o hospital, o anestesista. Isso tem que estar alinhado. Isso é uma relação, um contrato com o médico e o paciente, que precisa estar claro. Nem que não tenha contrato, mas tem que ser conversado. Para não ficar com uma situação desagradável caso tenha essa necessidade. Qual que é a complicação mais comum da abnominoplastia? Nome difícil. Olha, eu acho que uma complicação que pode ser considerada mais comum é a cicatrização. Porque a cicatrização pode ser uma cicatrização ruim, mas ela também pode ter uma... uma evolução que às vezes ela é subjetiva, né? Às vezes ela está boa a cicatriz, mas o paciente não gostou da posição da cicatriz. É uma complicação ou não? É difícil, né? A gente tem isso. Então o que a gente tem, algo que a gente trabalha bastante num pós-operatório de abnominoplastia é a cicatriz. Algo extremamente importante, depende do médico, depende do paciente, e depende de múltiplos fatores, né? Genéticos, ambientais, então tudo isso vai influenciar no pós-operatório. Então na abnominoplastia eu gosto de falar que uma das principais complicações é a cicatriz, né? É... Mas o que mais me assusta, o que me dá mais medo é trombose, né? Isso pode acontecer em qualquer cirurgia, cirurgia otorrinolaringológica, neurocirurgia, cirurgia vascular, mas na abnominoplastia pode acontecer, e isso pode ser uma causa de um desfecho ruim. E o período de recuperação você já citou que normalmente é feito com anestesia geral, né? A abnominoplastia. E que dura cerca de 8 horas. Isso se for juntar com as outras, né? Mas ela sozinha, 3, 4... A abnominoplastia, ela pode ser feito em torno de uma hora, uma e meia, duas horas, né? Ela é rápida. Só isso, tem o famoso já que faremos uma abnominoplastia então vai ter uma lipoaspiração vai ter uma... Mas realmente a abnominoplastia associada a uma lipoaspiração faz sentido porque você está querendo melhorar o contorno da circunferência abdominal. Então quer melhorar a silueta e você não vai fazer a lipoaspiração que faz parte? Eu vou fazer também, né? Então acho que associar os procedimentos até mesmo para ter o resultado que a pessoa quer. Senão ela nem vai entender por que que está fazendo em etapas. Então estou fazendo essa cirurgia, vou fazer junto a lipoaspiração por conta disso. Então é importante que o tempo cirúrgico é esse. Agora a anestesia não é só geral, pode ser a regional, a anestesia, pode ser a peridural mas geralmente uma anestesia geral e às vezes associar a regional ou a peridural para melhora da analgesia, melhora da dor, né? E quanto tempo depois que a pessoa consegue retomar? Porque a gente já falou, né? Existe um planejamento, é uma cirurgia muito esperada. A pessoa planeja umas férias para isso e quanto tempo consegue tomar... fazer atividade física, por exemplo, voltar a trabalhar? Bom, vai ser uma particularidade de cada paciente e de cada médico, mas em geral, os 10 primeiros dias vão envolver até uma... essa questão de postura, de ficar um pouco mais curvada, posicionamento na cama é... pode ser usado o dreno e eu pessoalmente uso o dreno, tem outros médicos que não usam, mas o dreno pode... vai ficar... se ficar ele vai ficar pelo menos uma semana então pode ficar 10 dias, pode então cada médico vai ter uma demanda diferente. Ábita homoplastia, em si eu falo para os pacientes que ela não pode... a paciente não vai conseguir usar aquele tempo de, ah, atestado por duas semanas, se for usar atestado ele vai entrar no NSS porque com duas semanas, talvez ela não esteja bem ou vai ter muita dificuldade em retornar ao trabalho. Então eu oriento que os pacientes realizem essa cirurgia no período de férias, até mesmo por questões trabalhistas, para não se prejudicar no trabalho. Ou aquelas que têm uma demanda home-office desde que esteja alinhado com o supervisor, para também não prejudicar na empresa. Como envolve todo esse planejamento, também tem uma questão de planejamento de hábito mesmo das pessoas, imagino para fazer uma cirurgia como essa, precisa ver até a questão de medicamento ou questão de modo de vida mesmo da pessoa, o que ela está fazendo ali nos... Eu acho que você pegou no ponto principal a mudança de hábito, ela não tem que vir depois da cirurgia são questões que a pessoa precisa o paciente, precisa estar se preparando para a cirurgia. Quem vai fazer uma abdominoplastia precisa ter uma mudança de hábito alimentar atividade física, vai fazer a cirurgia vai ter um comprometimento no pós-operatório de não poder fazer atividade física. Então isso vai ter um impacto no pós-operatório até mesmo nos hábitos de vida. Então às vezes a retomada é muito difícil e o paciente às vezes precisa demorar uns 3, 4 meses para conseguir ter uma retomada normal de correr de musculação. Então alimentação também vai ser difícil no primeiro mês, mas é importante já começar antes. Não é, fiz a cirurgia e agora não tem que estar comendo bem tem que estar se alimentando bem tem que estar fazendo atividade física antes. O estilo de vida do paciente é fundamental para garantir um bom resultado no pós-operatório. Condições clínicas também que caso a pessoa tenha alguma doença isso pode impedir de liposperação ou abdômenoplastia? Bom, doenças de sangramento aquelas que aumentam o tempo de sangramento, elas precisam ser reconsideradas têm que estar alinhadas com o médico do hematologista para ver se o paciente consegue suportar uma cirurgia dessa ou doenças de cicatrização que interfiram na cicatrização no colágeno. Tudo isso precisa estar bem alinhado e às vezes esses pacientes que têm doença prévia muitas vezes elas não é que elas tenham contraindicação de realizar o procedimento de fazer o mais faseado possível ou seja, segmentar ao máximo o evento cirúrgico para ter mais segurança. E é justamente nessa parte de preparação que os exames imagino que seja uma bateria de exames na forma mais popular para uma preparação que envolve todo esse período pré-cirúrgico. Tem que fazer exames para ver o sangramento se não tem nenhuma anemia se tem uma carência de ferro se não tem infecção de urina às vezes o paciente não tem Aí começa a descobrir tudo É, começa a aparecer tudo Eu gosto de pedir sorologias para o paciente tem também de doenças da tireoide muitas vezes a paciente tem uma doença um hipotiroidismo e não descobriu então eu já fiz muito diagnóstico de hipotiroidismo que o paciente é a idade que aparece e você identificar e às vezes não é o momento de você fazer a cirurgia agora, vai tratar e depois a gente consegue fazer a cirurgia com você mais preparada É que vem de novo aquela ansiedade das pessoas quererem o resultado logo Não, tem paciente que quer fazer para ontem, eu quero marcar aqui, não, calma aí Tem um evento semana que vem, eu preciso estar acabando... Não, se casamento meu filho vai casar mês que vem. Não, não é, exatamente e essa questão que a gente até estava falando do período pós-cirúrgico que envolve a cicatriz que a gente citou que é uma das maiores consideradas complicações. O que a pessoa pode fazer para ter uma boa cicatrização é o mesmo processo que a gente para quem perdeu esse episódio tem um aqui só sobre cicatrização, inclusive foi o último que foi com você. Funciona da mesma forma para a pessoa ter o mais natural possível. É, o mais importante que a gente mencionou no episódio tem uma boa preparação da pele antes, uma boa hidratação, evitar sol. A paciente precisa estar bem alimentada. Alimentação faz parte desse preparo da pele e a técnica cirúrgica é responsabilidade do cirurgião e no pós-operatório também os cuidados locais se tiver curativo, não deixar curativo saturar de líquido ou se cair água também precisa trocar o curativo. Então tem que seguir as orientações de curativo e depois dessa parte ferida de curativo manter a cicatriz hidratada. Aí tem os hidratantes de cicatriz que cada cirurgião vai fazer indicação de acordo com cada paciente e proteção do sol. A gente fala bastante de proteção solar tanto no antes quanto no pós-operatório e isso influencia muito na cicatrização. Vai na mesma linha do episódio então que a gente comentou dos mesmos cuidados totalmente, eles conversam muito bem a ideia de cicatrização e você conduzir melhor a cicatrização para quem tem interesse já procura o episódio. A gente também comentou no outro episódio e em questão da cirurgia corporal em si. Agora deixa a parte mais polêmica, mas o pessoal não vai gostar muito. Quem tem a prática precisa parar de fumar para fazer essas cirurgias? eu não opero quem fuma quanto tempo? para quem fuma tem que ficar sem fumar pelo menos 3 meses antes e depois mas é difícil o paciente que fuma pelo menos na São Paulo paciente que fuma quem tem o árvore é muito difícil porque aqueles que tinham potencial de parar de fumar já pararam de fumar quem está fumando que realmente precisa de uma ajuda muito maior então o paciente não está preparado para fazer uma cirurgia dessa porque abre e ponto tem necrosis de pele, abre e ponto e aumenta risco de infecção e se tiver todo esse processo inclusive eu tive uma paciente minha que fumava, eu tinha feito uma reconção com a mamãe nela por câncer e ela pediu para eu corrigir a diástase e fazer abdão para assistir mas por conta da diástásse mesmo essa paciente abriu um centímetro só que um centímetro sob tensão, depois abre e fica 3 centímetros aí demora para fechar e toda essa cirurgia aí o paciente fica com a ferida, fica cuidando que ela teve uma trombose é uma sequência de complicações por conta do cigarro e eu só fiz porque era uma paciente que eu já tinha feito outra cirurgia, não tinha tido complicação mas não dá e eu já vi muitas complicações de abdão na plastia de outros colegas e é sempre a mesma história o paciente é tabagista a paciente fuma o paciente que fuma não é um paciente que possa fazer uma cirurgia plástica ela tem que parar de fumar para poder fazer a cirurgia plástica interpecente essas questões ilícitas aí também a pessoa precisa falar para o médico precisa porque pode interferir na anestesia e aí o paciente tem uma uma ritmia, alguma interferência na anestesia e pode comprometer e nem conseguir fazer a cirurgia então vai nessa mesma linha, caso a pessoa uses qualquer coisa, todos os medicamentos precisa falar aliás tem muitos medicamentos que os pacientes usam, que aumentam o sangramento e o paciente não sabe nem que tem esse efeito então existem suplementos naturais que a pessoa nem sabe o que tem lá dentro que tem alguns medicamentos que causam um maior sangramento então às vezes só toma um suplemento, umas vitaminas mas isso pode interferir negativamente na cirurgia aumentando o risco de sangramento aumenta o risco de sangramento, pode fazer uma hematoma pode favorecer uma abertura de pontos pode ter infecção então fica uma cascata de complicações que a gente não poderia ter evitado se a gente tivesse conversado direito com o médico e é isso que chama atenção também, a gente já tá chegando no fim aqui já foi avisada pela equipe, mas quando a pessoa procura uma clínica, procura um médico ou às vezes nem é médico dessas situações que a gente trouxe outros profissionais de outras áreas que começam a fazer esse tipo de procedimento mas que a pessoa procura e já passa como se fosse um pacote de viagem você vai pagar tanto em 12 vezes sem juros e não tem nem essa questão de olhar o histórico da pessoa entender como vai ser opós tem intermediadoras tem pessoas que acessoras de cirurgia plástica então tem pessoas que ficam caçando pacientes para vender para os médicos às vezes não tem essa relação, existem as operadoras empresas que vendem serviços de cirurgia plástica o médico tanto faz qual vai ser vai ser o que vai aceitar receber menos então essas operadoras são muito perigosas porque pode não vão tentar conversar com o paciente e se você tem uma conversa com o médico antes da cirurgia e não gasta pelo menos uma hora com o médico, não deu tempo dele te conhecer e de saber o que você tem de hábito então é perigoso essas operadoras parcelamento na verdade é para ajudar o paciente mas essas operadoras programação relâmpago é perigoso e acho que isso pode ser um caminho sem volta esse é o objetivo sempre do podcast, claro esclarecer, tirar as dúvidas, deixar o mais simples possível descomplicar mesmo as dúvidas que os pacientes têm são dúvidas recorrentes acho que aqui a gente abordou questões muito comuns podem ajudar alguém que está tentando ter decidir quando fazer a cirurgia exatamente, além de ter essa orientação é um alerta em questão do que é considerado perigoso ou não o que o paciente pode esperar de resultado para não ir com aquele objetivo já certo e se frustrar já que a cirurgia estética é justamente para a pessoa estar satisfeita e feliz aumentar a autoestima das pessoas exatamente, está ótimo muito obrigada pela sua participação de novo aqui, doutor no nosso próximo episódio eu que agradeço, aliás, quem tiver a sugestão de temas, por favor, coloquem a sugestão aqui para os próximos relacionados à cirurgia plástica que eu possa participar ou mesmo outros temas gerais para a nossa equipe para participar, tá bom? Obrigada exatamente, a cirurgia plástica a gente trouxe muitos temas relacionados a isso, tanto nos outros episódios como nesse então, uma de dúvidas sugestões se ficou alguma questão para trás que a gente vai acompanhar aqui nos comentários e claro, não deixe de seguir a página curtir o vídeo compartilhar com os amigos que é muito importante para a nossa divulgação, conto com a sua participação no nosso próximo episódio, até mais, tchau e

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.