O tema central são as chamadas "veias estouradas" nas pernas, esclarecendo que essa expressão popular pode se referir a condições diversas, não apenas varizes.
Então, vamos lá. Primeiro, eu queria explicar uma coisa, que é o sinal patoginomônico. Acho que você nunca ouviu falar dessa palavra patoginomônico.
Então, eu lembro de máformações. Então, existem máformações arteriovenosas que podem aparecer e que podem sugerir o que são varizes, mas, na verdade, é um enovelado de artérias veias que estão engurgitadas e que, na verdade, não são varizes, e o tratamento pode ser bem diferente de varizes.
É quando a face, aquele tecido mais rígido em volta da musculatura, a gente vê isso na carne do churrasco, quando ela rompe e aí a musculatura atravessa por essa face. E essa erna sai para fora e depois ela volta, fazendo essa bolotinha.
Pode, é a varicorragia. A varicorragia, quando ocorre uma lesão de uma veia varicosa, começa a sangrar. Sangra é bastante e distante.
Porque se for só o aparecimento desses vasinhos, até pode haver o tratamento só com a escleroterapia, só com o laser, só com o crio laser, com a crioglicose. Tem várias técnicas, a espuma, tem muita coisa que pode ser feito para tratar esses vasinhos.
Olá, eu sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou falar sobre as veias estouradas nas pernas. O que fazer com essas veias estouradas? Então, vamos lá. Primeiro, eu queria explicar uma coisa, que é o sinal patoginomônico. Acho que você nunca ouviu falar dessa palavra patoginomônico. Significa um sinal diagnóstico de uma doença, um sinal que ele, por si só, é capaz de dizer se a pessoa tem ou não tem uma doença. Então, eu lembro, eu lembro de muito tempo atrás, lá na faculdade, que os professores falavam, olha, não tem nenhum sinal patoginomônico para nenhuma doença. Então, a gente não pode acreditar que aquilo que você está vendo é certeza absoluta de que é aquela doença, porque podem ter alguma outra coisa influenciando e que pode sugerir alguma outra doença. Então, quando a gente fala veias estouradas são varizes, então, aí eu vou levantar algumas hipóteses aqui que podem acontecer. Então, em primeiro lugar, apareceu veias estouradas na sua perna. O que mais pode ser? Então, eu lembro de máformações. Então, existem máformações arteriovenosas que podem aparecer e que podem sugerir o que são varizes, mas, na verdade, é um enovelado de artérias veias que estão engurgitadas e que, na verdade, não são varizes, e o tratamento pode ser bem diferente de varizes. Então, falando isso para vocês agora, eu lembrei de outra possibilidade. Eu tive um caso, há muito tempo atrás, de um tumor na veia safena. É um leiomioma sarcoma. Esse caso até eu publiquei, eu vou colocar o link aqui na descrição para quem quiser ver. É extremamente raro, mas quando a gente está há bastante tempo na profissão, a gente acaba tendo a possibilidade, a oportunidade de ver vários casos raros. Então, um leiomioma sarcoma é um tumor maligno. É um tumor maligno. Apareceu como uma bolotinha que parecia varizes. Então, se esse paciente falou, veias estouraram, são varizes, poderia não ser, poderia ser até um tumor maligno. Graças a Deus, isso é extremamente raro e não vai acontecer frequentemente com todo mundo. A chance de ser é bem baixa. Mas existe uma outra coisa que é bem comum e que eu tenho que lembrar aqui. São as erneas musculares. Então, as erneas musculares acontecem na perna e podem mimetizar uma veia varicosa. Pode parecer mesmo. A distância, a gente olha, uma bolotinha parece uma bolotinha de varizes, mas, na verdade, é uma erna muscular. O que é essa erna muscular? É quando a face, aquele tecido mais rígido em volta da musculatura, a gente vê isso na carne do churrasco, quando ela rompe e aí a musculatura atravessa por essa face. E essa erna sai para fora e depois ela volta, fazendo essa bolotinha. Normalmente, essas erneas musculares não vão causar sintomas, não causam dor, não causam outro aparecimento de varizes, nada disso. Pode ter uma questão genética envolvida, uma fragilidade desse tecido conjuntivo. Pode ser por uma questão de trauma também, mas normalmente não precisa de tratamento. Um possível tratamento às vezes estaria mais incômodo do que a própria erna muscular em si. Então, por isso que é importante avaliar com especialista. Agora, veias estouradas, que são varizes, ainda assim, são varizes ou tem vários graus de varizes, o que, na verdade, a gente vai encontrar. Quando alguém me fala veias estouradas, a primeira coisa que vai passar na minha mente é... eu estou levando ao pé da letra, estourou mesmo uma veia. Isso pode acontecer? Pode, é a varicorragia. A varicorragia, quando ocorre uma lesão de uma veia varicosa, começa a sangrar. Sangra é bastante e distante. Isso é uma emergência médica, graças a Deus simples de lidar, eu já dou aqui a dica, tem que levantar a perna, fazer um curativo, compressivo, tem um outro vídeo falando disso, vou colocar aqui a indicação, mas quando eu falo em veia varicosa, veia estourada, a primeira coisa que eu penso é em varicorragia. Mas muitas vezes as pessoas não estão falando dessa varicorragia, estão falando dos outros vasos. Estão falando dos vasinhos, por exemplo, estourou veias. Na verdade, apareceram vasinhos, é isso que está querendo ser dito. Mas apareceu por que? Será que tem uma insuficiência venosa por trás? Será que tem uma veia varicosa por trás? Será que tem uma veia nutridora por trás? Porque se for só o aparecimento desses vasinhos, até pode haver o tratamento só com a escleroterapia, só com o laser, só com o crio laser, com a crioglicose. Tem várias técnicas, a espuma, tem muita coisa que pode ser feito para tratar esses vasinhos. Mas quando tem a doença por trás, tem essa veia nutridora, a gente pode precisar tirar essa veia nutridora para que não estoura outros vasinhos. Isso é muito importante, senão você fica tratando uma coisa que vai voltar logo em seguida, como imagina uma parede e que tem um cano que está vazando por trás. Aí, mofa toda a parede, o que você vai fazer? Vai lá e pinta essa parede ou você vai lá e troca o cano? Se você pintar a parede, fica bonitinho, mas vai voltar logo em seguida, que é todo aquele bolor. Agora, se você faz o tratamento do encanamento, depois você vai pintar também e não vai voltar todo aquele mofo. Então, é uma analogia do problema venoso. A gente tem que ficar atento ao que está acontecendo e fazer o diagnóstico correto. Eu vejo isso acontecer frequentemente quando alguém vai fazer o tratamento com alguém que não é médico. Então, vai lá, sou bom em pintar a parede e vou lá e pinto a parede. Se não tratou a doença por trás, o problema vai acabar aparecendo na superfície de novo. Então, é muito importante fazer a avaliação com cirurgião vascular. E aí, você vai ter que definir qual é o melhor tratamento. E o melhor tratamento para que essa é a pergunta chave que todo mundo devia fazer e devia fazer para o seu médico também, quando algum tratamento é proposto. E acho que pode valer para toda a especialidade. Essa é uma dica geral para todo mundo. Quando o médico propõe um tratamento, você tem que perguntar o para quê? Qual é o objetivo? Vai melhorar em quê? No caso de varízes, a gente consegue separar alguns objetivos. Então, a estética é um deles. E muitas vezes é o que traz o paciente para a avaliação. Então, a melhora estética, porque tem alguns tratamentos que tratam a doença, mas não vão tratar a estética. Então, a gente tem que separar isso. Outro objetivo muito importante é melhorar os sintomas. Ah, eu tenho enchaço, quero melhorar o enchaço. Tenho dor, quero melhorar a da dor. Então, a melhora dos sintomas. E tem um outro objetivo também que tem que ser levado em consideração, que é eu quero me prevenir de um problema futuro. Então, nas veias estouradas, a gente tem que lembrar que a úlcera venosa é a fase final da doença. Então, se tiver uma insuficiência venosa e não fizer o tratamento durante a vida, vai abrir ferida, vai abrir úlcera em algum momento. A pergunta é só quando, né? Pode ser que demore tanto que não apareça, mas se aparecer, a questão é vamos prevenir? O que a gente pode fazer? Então, nas varizes, os três objetivos principais são estética, melhora de sintoma e a prevenção, a profilaxia. Para estética, tem vários tratamentos. Tem a escleroterapia, crioescleroterapia, espuma, laser. Tem muita coisa para ser feita. Em alguns casos, a gente tem que fazer também a microcirurgia para fazer o tratamento daquele encanamento por trás. Agora, para melhora de sintoma, muitas vezes a gente pode usar a elasto-compressão. Então, meio elástica, bomba de compressão pneumática. Tem várias alternativas, fazer exercício físico. Mas as cirurgias também entram na jogada. Então, desde a microcirurgia até a cirurgia tradicional, retirada de safena, cirurgia com laser, radiofrequência, existem várias técnicas hoje em dia, mas menos invasivas dentre elas, a que eu prefiro é o endoleiza, questão pessoal pelo benefício que eu vejo no paciente. Eu tenho outros vídeos falando desse assunto também. E sobre a profilaxia, como evitar a piora da doença, a gente tem como ferramentas de novo a elasto-compressão e as cirurgias. Por isso que você tem que conversar com o médico especialista no assunto, que é o cirurgião vascular, para ver o que melhor se adapta ao seu caso. O seu caso não é igual ao de todo mundo. Você deve ter alguma particularidade, algo que você deseja de diferente ali, algum objetivo um pouquinho diferente e que tem que ser levado em consideração. Então, converse com o seu médico, tire todas as dúvidas antes da cirurgia, entenda para que está sendo feito a cirurgia. A cirurgia não é para tratar o exame. Isso eu vejo muito frequentemente. O paciente traz um laudo de exame e fala que no exume fala que tem que operar. Não, o exame não fala que tem que operar. O exame mostra alguma alteração no seu corpo. Agora tem que fazer a relação nexocalzal. O que isso está levando de sintoma e qual sintoma que você vai tratar com a proposta dessa cirurgia. Então, a conversa é essencial para chegar no consenso do que é melhor para você. Gostou desse vídeo? Assine nosso canal, inscreva-se, compartilhe com as suas amigas e até o próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.