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Abortamento recorrente. Perdas fetais?

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Abortamento recorrente. Perdas fetais?

O abortamento recorrente é definido como a perda gestacional precoce no primeiro trimestre, ocorrendo mais de duas vezes. Embora o abortamento seja comum (uma e

Perguntas respondidas neste vídeo

O que é o abortamento recorrente?

É a perda gestacional precoce no primeiro trimestre da gravidez, que ocorre por mais de duas vezes. O abortamento, ele é muito comum de se acontecer. Uma em cada cinco gestações normais acabam em abortamento.

E por que esses abortamentos ocorrem?

O abortamento é causa de uma seleção natural, ou seja, são alterações cromossômicas que ocorrem nesse feto e que a natureza por si própria dá um jeito de eliminar. A prevalência de abortamento recorrente é menos de 5% na população, e as causas principais desse abortamento, como eu já falei, são as alterações cromossômicas, então aqui a gente pode citar as monossomias, as trissomias, síndrome de Down, síndrome de Turner, as anomalias incompatíveis com a vida.

E o que é a trombofilia?

A trombofilia é a predisposição que o paciente tem, que a pessoa tem, a formar trombos na veia e essa trombofilia, causando essa trombose, ela altera a circulação da gravidez para esse útero e causam as perdas gestacionais.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista e obstetra, e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre abortamento recorrente. O que é o abortamento recorrente? É a perda gestacional precoce no primeiro trimestre da gravidez, que ocorre por mais de duas vezes. O abortamento, ele é muito comum de se acontecer.

Uma em cada cinco gestações normais acabam em abortamento. Porém, quando essas perdas começam a ficar frequentes, é necessário a investigação. E por que esses abortamentos ocorrem? O abortamento é causa de uma seleção natural, ou seja, são alterações cromossômicas que ocorrem nesse feto e que a natureza por si própria dá um jeito de eliminar.

A prevalência de abortamento recorrente é menos de 5% na população, e as causas principais desse abortamento, como eu já falei, são as alterações cromossômicas, então aqui a gente pode citar as monossomias, as trissomias, síndrome de Down, síndrome de Turner, as anomalias incompatíveis com a vida. A gente pode citar também alterações uterinas, então alterações na formação do útero, como presença de septos no útero, presença de alguma má formação uterina incompatível com a evolução dessa gravidez. As alterações hormonais também ocorrem muito como causa de abortamento, então aqui a gente pode citar o hipotiroidismo, o hipertiroidismo, quando eles estão descompensados, eles podem levar a abortamento, assim como o aumento de um hormônio produzido na lactação, que se produzido fora dela, fora do período de amamentação, também pode levar a abortamento.

Por isso é importante, nos casos de pacientes que já fazem um acompanhamento ou de hipo ou de hipertiroidismo, antes de engravidar, passar no seu médico e ver se essas alterações hormonais, elas estão compensadas com a medicação, se é necessário aumentar ou diminuir a sua dose. Além disso, uma causa muito frequente que a gente tem visto hoje em dia, dos abortos recorrentes, é a trombofilia. E o que é a trombofilia? A trombofilia é a predisposição que o paciente tem, que a pessoa tem, a formar trombos na veia e essa trombofilia, causando essa trombose, ela altera a circulação da gravidez para esse útero e causam as perdas gestacionais.

Hoje em dia se fala muito em trombofilia, existem exames de sangue que fazem o diagnóstico e pode ser realizado um tratamento durante a gravidez toda que previnha essa formação desses trombos e a gravidez, ela se completa naturalmente, chegando até o nascimento do neném. Se você gostou do nosso vídeo, deixe seu like, comente, ative o sininho de notificação e inscreva-se no nosso canal.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.