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Saúde das MAMAS: AmatoCast Ep 33

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Saúde das MAMAS: AmatoCast Ep 33

O episódio aborda a saúde mamária, enfatizando a importância de sua atenção rotineira, já que as mamas costumam ser negligenciadas em check-ups anuais. A mastol

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Perguntas respondidas neste vídeo

É, hoje eu estou aqui só para ajudar aqui a mediar e cornetar um pouco, né?

Ajudar nas perguntas aqui, eu já juntei umas perguntas aqui. Exatamente. Doutora, então a gente sempre começa o nosso episódio dando um pequeno spoiler, sem falar muita coisa, sobre o que a sua contribuição pode ajudar para quem estiver nos acompanhando, o que a gente pode trazer de mais legal sobre esse tema de doenças relacionadas às mamas, não necessariamente ao câncer, mas também tudo que a gente pode trazer a outros tipos de problemas relacionados a esse tema.

É muito comum as mulheres passarem todo ano no ginecologista para fazer aí exames de rotina ginecológica, papanicolau, e muitas vezes as mamas ficam meio esquecidas nisso aí, né?

E é isso, só começa a pensar nisso de câncer de mama quando tem mais idade, mas é importante a gente olhar na mulher mais nova também. Existem doenças benignas, né, que a gente consegue identificar, consegue tratar antes que elas possam aí progredir.

A gente não vai ficar falando de forma muito específica sobre isso, mas é importante a gente dar uma introdução com um dado que eu pesquisei sobre o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, que mostrou que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres com mais de 40 anos e que também afeta uma parcela pequena dos homens, né?

Menos de 1% dos casos. Importante também a gente destacar. Em 2022, a estimativa de surgimento era de mais de 66 mil casos da doença.

Então, doutora, é importante citar essa questão do câncer, né, relacionada a outras doenças, porque as pessoas às vezes vão fazer um diagnóstico achando que é um problema e acabam descobrindo uma outra patologia, né?

Então, eu queria que você começasse falando sobre a questão do câncer, sobre esse crescimento e quais são os sinais de alerta, o que as pessoas podem diferenciar desse problema que é mais comum, mais ouvido, que é o câncer de mama, mas as outras patologias.

Então, assim, a gente tem o diagnóstico melhor, né?

As pessoas procuram mais, então a gente acaba fazendo mais diagnóstico mesmo.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios estive aqui com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, para falar sobre dores nas pernas, e antes com o doutor Antônio Raal, radiologista intervencionista, e com o doutor Erivelto Volpe, cirurgião de cabeça e pescoço.

Nós conversamos, tivemos um papo muito legal, sobre doenças da tireoide, diagnósticos e tratamentos. Hoje, nós estamos aqui com a doutora Priscila, que é mastologista, Priscila Beatriz, para tratarmos sobre doenças das mamas. A doutora Priscila Beatriz Silvério é médica ginecologista e mastologista, formada pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

É certificada em reconstrução mamária pela Sociedade Brasileira de Mastologia e tem título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela febrasgo e de mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Além disso, também é parceira e atende aqui no Instituto Amato. Bem-vinda, Priscila.

Obrigada, obrigada pelo convite, é uma honra estar aqui com você. Vai ser um papo muito legal. Nós estamos também com o mediador, doutor Fernando Amato, cirurgião plástico, que costuma participar aqui, né, doutor? É, hoje eu estou aqui só para ajudar aqui a mediar e cornetar um pouco, né? Ajudar nas perguntas aqui, eu já juntei umas perguntas aqui.

Exatamente. Doutora, então a gente sempre começa o nosso episódio dando um pequeno spoiler, sem falar muita coisa, sobre o que a sua contribuição pode ajudar para quem estiver nos acompanhando, o que a gente pode trazer de mais legal sobre esse tema de doenças relacionadas às mamas, não necessariamente ao câncer, mas também tudo que a gente pode trazer a outros tipos de problemas relacionados a esse tema. Eu acho que é interessante conversar sobre a saúde das mamas para chamar a atenção das mulheres para isso mesmo, né? É muito comum as mulheres passarem todo ano no ginecologista para fazer aí exames de rotina ginecológica, papanicolau, e muitas vezes as mamas ficam meio esquecidas nisso aí, né? E é isso, só começa a pensar nisso de câncer de mama quando tem mais idade, mas é importante a gente olhar na mulher mais nova também.

Existem doenças benignas, né, que a gente consegue identificar, consegue tratar antes que elas possam aí progredir. Então, acho que é chamar atenção mesmo para a saúde das mamas e lembrar que elas existem e que a gente precisa cuidar delas também. Com certeza.

A gente já trouxe também outros episódios, até para quem já acompanha de antes com o doutor Fernando, sobre a questão do câncer de mama, né? A gente não vai ficar falando de forma muito específica sobre isso, mas é importante a gente dar uma introdução com um dado que eu pesquisei sobre o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, que mostrou que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres com mais de 40 anos e que também afeta uma parcela pequena dos homens, né? Menos de 1% dos casos. Importante também a gente destacar. Em 2022, a estimativa de surgimento era de mais de 66 mil casos da doença.

Então, doutora, é importante citar essa questão do câncer, né, relacionada a outras doenças, porque as pessoas às vezes vão fazer um diagnóstico achando que é um problema e acabam descobrindo uma outra patologia, né? Então, eu queria que você começasse falando sobre a questão do câncer, sobre esse crescimento e quais são os sinais de alerta, o que as pessoas podem diferenciar desse problema que é mais comum, mais ouvido, que é o câncer de mama, mas as outras patologias. Bom, como você já trouxe os dados, o câncer de mama realmente é muito prevalente, então a gente tem tido cada vez mais casos. Então, assim, a gente tem o diagnóstico melhor, né? As pessoas procuram mais, então a gente acaba fazendo mais diagnóstico mesmo.

Os sinais de alerta para câncer de mama principais, né? Nódulo palpável, alteração na pele, na textura da pele, saída de líquido pelo mamilo, principalmente, assim, o líquido que sai de um lado só, espontâneo, transparente ou cor de sangue. Então, esses são os principais sintomas, assim, que chamam a atenção. O que eu sempre gosto de pontuar, né, para as mulheres é que, assim, não é qualquer nódulo palpável que é câncer de mama.

Todo nódulo é câncer? Não. A minoria dos nódulos vai ser câncer. Mas uma vez que você identificou um nódulo palpável, é importante procurar um mastologista para fazer essa diferenciação.

A gente vai examinar, vai solicitar exames, dependendo do caso, às vezes precisa fazer uma biópsia para a gente conseguir diferenciar. É um nódulo benigno, podemos acompanhar ou não? É um nódulo que é câncer de mama, precisa tratar? Ou às vezes dá um resultado que, assim, pode ser que sim, pode ser que não. Às vezes a gente precisa ainda fazer uma cirurgia, mesmo não tendo dado maligno, às vezes precisa fazer a cirurgia para tirar aquela totalidade da lesão.

Então, é importante fazer essa diferenciação aí. Doutor, inclusive é importante a gente citar, você sendo cirurgião plástica, que normalmente a preocupação das pessoas acaba sendo por algo estético, e às vezes em uma consulta acaba descobrindo algum sinal de alerta, ou levando a um possível diagnóstico, leva a orientação de um exame, que pode ser que a pessoa descubra até o que a gente vai citar mais para frente desses outros problemas, outras doenças. Exatamente.

O paciente que vai fazer uma cirurgia mamária, é recomendado que faça exames de rastreamento, até mesmo porque é uma oportunidade que o paciente pode fazer uma cirurgia, por exemplo, para fazer uma biópsia. O paciente tem um nódulo de mama, vai colocar uma prótese de mama. Se é um nódulo BHAD-3, que é aquele que não se sabe se pode ser ou não, mas pode fazer um acompanhamento com exames, esse nódulo, por exemplo, ele pode ser biopsiado, ser feita a biópsia, aproveitar o tempo cirúrgico para fazer uma biópsia.

Então, esse rastreamento, ele é muito importante, esses exames pré-operatórios, para ver se não tem nenhuma alteração que precise de uma intervenção. Nesse caso, eu tenho a sorte de ter a doutora Priscila aqui, que a gente discute muitos casos antes, às vezes a gente entra em conjunto na cirurgia, exatamente porque tem um nódulo, precisa fazer uma biópsia, precisa de uma orientação, ou mesmo não precisa de uma abordagem e a paciente precisa ficar tranquila. Então, é importante esse trabalho conjunto com o mastologista.

Legal, doutora. Pode falar. Uma outra coisa importante também, né, a gente opera bastante juntos, então, às vezes, identifica alguma coisa, há um nódulo, uma alteração, eu entro, faço a retirada da parte da alteração e ele entra com a parte da estética.

E acontece, às vezes, faz os exames pré-cirurgia, tá tudo normal. E aí, depois, o que tira? Porque toda vez que retira alguma coisa numa cirurgia, precisa mandar para a biópsia, para análise. E até tem alguns cirurgiões que não mandam, né, mas a mais comum é que mande, né? O correto é enviar, né, você não sabe o que você tirou e só ter uma análise microscópica vai poder descartar uma malignidade.

Então, tirou algum tecido do paciente, precisa confirmar qual que é o diagnóstico daquele material, né? Isso é importantíssimo. Sim, sim. Então, às vezes, descobre alguma coisa nessa análise do que foi, aparentemente era benigno, mas vem na análise alguma outra coisa.

Então, até um alerta para, se você for fazer uma cirurgia plástica, o cirurgião precisa mandar o material para análise, porque senão pode perder algum diagnóstico. Já aproveita o momento, né? Exatamente. Doutora, essa fase também de diagnóstico, o que a gente pode dizer sobre os exames aliclínicos, né? Porque a gente já foi pra parte da cirurgia, mas quando, até num exame de rotina, quando que o exame de mama deve ser feito, né? Pra gente até descartar esses outros problemas que a gente vai conversar agora em diante, mas como que funciona o exame, a partir de que idade? É ali que qualquer tipo de problema já pode ser diagnosticado? Como que é esse processo? O exame clínico das mamas, que é o exame feito pelo médico, ele deve ser feito toda vez que a mulher vai ao ginecologista ou amostologista.

Então, o ginecologista deve já fazer esse exame na mulher, porque ele consegue identificar alguma alteração ali pelo toque. O autoexame das mamas, que é o que a própria mulher faz, a gente hoje em dia recomenda que seja feito como uma forma da mulher se conhecer mesmo. Então, se ela todo mês fizer o autoexame da mama, a gente recomenda que seja feito após a menstruação, e ela vai saber como que é a sua mama normalmente.

E se surgir alguma pequena alteração, ela já consegue identificar e poder procurar ajuda. Então, o autoexame pode ser feito pela mulher, mas ele não isenta que ela faça o exame clínico com o médico, que ou é o ginecologista ou é o próprio amostologista. Legal.

Doutora, inclusive as pessoas têm um questionamento que faz parte do mito ou verdade, já adiantando, que a gente traz no final, mas é importante a gente esclarecer também que há uma dúvida, doutora, que as pessoas quando fazem uma cirurgia estética nas mamas acham que pode estar mais propensa a desenvolver uma doença, um câncer ou algum... Eu acho que os dois são aptos para falar sobre isso, eu queria ouvir de vocês se a gente pode, de fato, relacionar. Eu vejo mais como um viés do paciente. O que é um viés? Esse paciente que faz uma cirurgia mamária, ela fica condicionada a fazer exames de mama precocemente, até mesmo para saber quando coloca o implante, para saber se está tudo bem com o implante.

Então, ela inicia os exames periódicos mais precocemente, geralmente é uma mulher que está preocupada com a saúde das mamas, até mesmo por questões estéticas. Então, eu entendo que essa paciente, por fazer mais exames, a gente consegue fazer um diagnóstico e muitas vezes mais precoce o que é bom para o paciente. Mas acho que a doutora Priscila tem muito mais conteúdo para complementar e talvez possa ser uma visão enganada minha.

Não, eu concordo com você. Uma vez uma paciente me perguntou, se eu fizer plástica, isso aumenta meu risco de ter câncer de mama? E não, não aumenta. E uma outra dúvida frequente, eu tenho prótese, isso não vai atrapalhar para eu fazer os exames, tipo, para eu fazer mamografia, eu posso fazer mamografia? Então, primeira coisa, pode fazer? Sim, pode, deve.

Então, a mamografia, ela deve ser feita para as mulheres da população geral anualmente a partir dos 40 anos e quem tem prótese pode fazer. Só que a diferença é, quem tem prótese precisa fazer uma manobra chamada Eclunge. Então, a mamografia é aquele exame que comprime a mama.

Então, comprime em duas posições, médio lateral oblíquo e crânio caudal. E quando a mulher tem a prótese, faz mais duas incidências, que chama Eclunge. Então, a prótese, ela fica fora da mama.

Às vezes as pessoas acham que está lá no meio, não é no meio. A gente tem a mama, ou a prótese está atrás da mama, ou está atrás do músculo que a mama fica em cima, que é o músculo peitoral. Então, nessa manobra de Eclunge, a técnica, ela vai puxar a mama e vai empurrar a prótese para trás, para conseguir expor melhor o tecido mamário e conseguir fazer a mamografia.

Então, não atrapalha ter a prótese por conta disso que o Fernando falou. Acaba que quem tem a prótese, acaba ficando mais preocupado e fazendo os exames mais certinho, no tempo certo. Então, não tem prejuízo no diagnóstico.

É importante complementar que a paciente que faz, tem um implante mamário e ela quer fazer o rastreamento, ela não vai fazer só mais com a mamografia, porque a mamografia não vê o implante. Ela acaba tendo uma preocupação com o implante. Então, ela acaba fazendo até o ultrassom de mamas.

O ultrassom de mamas, ele vai ver só a superfície do implante. Então, muitas vezes quando a gente vai avaliar o implante, as pacientes dizem, mas eu fiz a mamografia e tal. Tudo bem, não.

Você quer avaliar implante, não é nem ultrassom, é ressonância magnética. Então, para avaliar a integridade do implante, é ressonância magnética. O ultrassom ajuda a ver a superfície da parte anterior da prótese.

A posterior não vê. E não vê como que tá dentro e, às vezes, pode dar um diagnóstico errado. E a ressonância seria o melhor exame para avaliar a integridade do implante.

Então, o paciente que fez uma cirurgia estética vai fazer um acompanhamento. Se tem alguma alteração com o implante ou desconfia, o ideal é que faça a ressonância. Só que não pode sair fazendo ressonância todo ano se tá tudo bem.

É um exame muito caro, difícil. Tem pessoas que não toleram o exame, porque fica numa máquina fechada por uma hora, 40 minutos, uma hora. Se mexe, qualquer coisa tem que refazer.

Então, não é um exame tão simples assim. Então, acho que vale a pena começar a fazer a cada 2 anos, depois de 5 a 10 anos. Tem alguma literatura que fala isso.

E, às vezes, a gente teve até um caso recente aí, de uma paciente que, na mamografia, não via o câncer de mama, porque ele tava muito aderido à parede do implante. E no ultrassom que visualizou, então, existe algumas situações em que o implante até poderia atrapalhar, mas é uma questão de uma mama já operada 3 vezes. Então, tinham muitas cicatrizes de outras cirurgias.

E o nódulo tava grudado no implante. Então, aí, na cápsula ao redor do implante. Então, nesse caso, não conseguia, na manobra de equilúndio, recrutar o tecido.

Mas, também, o tumor não ia crescer mais pra dentro. Ele teria o stop da prótese até. A prótese estaria até protegendo do câncer invadir mais ainda.

Então, tinha também uma vantagem em relação a isso. E tinha a questão da localização também dessa paciente. Porque tem algumas localizações que é mais difícil a mamografia conseguir pegar localização do nódulo.

Por isso que, como ele falou, a gente complementa com o ultrassom. E até é importante falar isso sobre o ultrassom. Algumas pacientes perguntaram, mas eu não posso fazer só o ultrassom? A mamografia me incomoda, dói pra fazer? E a resposta é não.

O ultrassom deve servir como complemento. Então, faz a mamografia e faz o ultrassom a mais. E a ressonância, como ele falou, pra fazer a análise da integridade dos implantes realmente é o melhor exame.

E aí, às vezes, pergunto, não é melhor fazer logo a ressonância? Não faz a mamografia, faz direto a ressonância, já olha a mama. E não, a ressonância é um exame, como ele falou, é um exame caro, é chato de fazer, é um exame muito sensível, porém pouco específico. Muito sensível, ele identifica muita coisa.

Então, às vezes, a gente vê várias coisas na ressonância, mas coisas inespecíficas, que podem não ter significado, não ser nada demais. Mas uma vez que eu identifique, aí eu vou precisar investigar. Então, se eu sair fazendo ressonância em todo mundo, eu vou acabar aumentando a quantidade de biópsia, aumentar o estresse da paciente também, de tem alguma coisa, vou fazer biópsia.

Então, a gente reserva a ressonância, ou quando eu quero ver os implantes, ou mulheres que têm alto risco para câncer de mama, mutação genética, ou eu fiz mamografia ultrassom, descobri, tem uma alteração, mas ainda não consegui identificar direito o que é, a ressonância seria um complemento, algo a mais. E é importante também a gente falar sobre o que leva a pessoa a fazer o exame, porque muitas vezes pode ter esses sintomas que acabam sendo confundidos com as outras doenças que a gente vai setar. Eu separei uma lista, acho que é importante a gente ir tópico por tópico para não confundir um sintoma com outro também, e a gente entender o que é cada um deles.

Então, o primeiro seria dores na cíclicas das mamas. Então, eu queria entender como que isso pode ser caracterizado e a gente pode também trazer essa questão do diagnóstico, que a gente estava falando agora, como que há essa diferenciação entre essas patologias, seja câncer ou não. Mas dores cíclicas da mama, vamos ser mais simples, né? É dor na mama mesmo, né? É, o nome... Eu acho que é mais fácil, porque aí pode perguntar, as mamas podem doer? Quando que elas podem doer? Acho que essa seria a melhor pergunta.

Exato. Dor mamária, assim, é uma das queixas mais comuns que uma psilogista atende. Então, eu falo que de cada 10 pacientes que eu atendo, umas 8 vão ter algum tipo de dor mamária.

Então, a primeira coisa importante a gente desmistificar é que, assim, a dor mamária não é um sinal de doença grave. Muitas vezes as pessoas se relacionam, tô com dor na mama, eu tô com uma doença grave, tô com câncer. E não, na grande maioria das vezes, a dor está relacionada à patologia benigna.

E a dor mamária, ela pode ser cíclica ou acíclica, né? Aí que vai a... Aí que vai a dor cíclica da mama. O que é a dor cíclica? É a dor relacionada ao ciclo menstrual. Então, tem muitas mulheres que têm muita dor próximo ao período menstrual.

Isso acontece por causa da variação hormonal. Então, a gente, ao longo do mês, quem não usa nenhum método contraceptivo hormonal, tem variação hormonal ao longo do mês. E no período pré-menstrual, a gente tem o predomínio do hormônio progesterona, que deixa as mamas mais inchadas e acaba ficando mais dolorosa também.

E, às vezes, esse inchaço pode até formar o que a gente chama de pseudonódulos. A hora que palpa, parece que tem alguma coisa ali. Por isso que a gente orienta a fazer o autoexame depois da menstruação.

Porque antes da menstruação acontece esse inchaço, essa questão da mama ficar mais dolorosa. Depois que menstrua, é como se desse uma murchada na mama. A mama volta a ser o que era antes.

Então, a dor cíclica da mama é essa relacionada aí ao ciclo menstrual. A dor pode ser acíclica também. É uma dor que acontece em qualquer fase do mês, independente aí do ciclo menstrual.

Mas, assim, o que é mais comum é essa dor cíclica mesmo, que também chamada, antigamente se chamava de displasia mamária. Hoje o nome mais usado é alteração, alterações benignas da mama. Benigna não, alterações... É, alterações benignas da mama, é isso.

Então, a gente... Não é considerada uma doença, mas é uma alteração normal da mama. E é importante tranquilizar a paciente, que é uma coisa benigna. Alteração funcional benigna da mama, agora me veio o nome certo.

Tranquilizar, que é algo benigno, e orientar. O tratamento é principalmente orientação. Então, se sabe que a mama vai ficar mais dolorosa nesse período, procure usar um sutiã mais justinho, até mesmo um top de ginástica.

Pode usar, de repente, algum analgésico, uma pomada analgésica pra ajudar a ter mais conforto nessa fase. Então, daria pra gente afirmar que é um sinal de alerta quando essa dor surge do nada, uma dor aguda, por exemplo, fora do período menstrual, enfim. Qual que é a diferença entre a dor considerada normal e aquela dor que já é um sinal de alerta pra procurar um médico e... Agora, eu vou fazer uma pergunta.

Dor, pra mim, não é normal, né? É que esse desconforto acaba sendo, né? Pra gente que tá acostumado ali todo mês. Eu tenho muita dor, porque mulher sofre. Nem sabia que a mama doía assim, e era normal.

Pra mim, eu sempre coloquei dor como algo não normal e sempre valorizei muito das pacientes. Isso é uma pergunta boa, né? O que que é normal? Sim, essa dor cíclica é normal no sentido de... É uma alteração funcional, é por conta mesmo da variação hormonal que acontece no corpo da mulher. Então, é normal nesse sentido.

E como ela controla isso? Primeira coisa, modificação de estilo de vida. Então, mudar a vestimenta. Então, usar um sutiã que seja mais justinho, um top.

Porque, às vezes, as pessoas pensam, ah, minha mama tá doendo, eu vou deixar solta. Nem vou usar sutiã. Mas quanto mais mexe essa mama, mais dói.

Então, deixar mais contida vai ajudar. A dieta, então evitar a cafeína, que isso ajuda na retenção hídrica e piora. Então, praticar atividade física, manter um estilo de vida mais saudável, isso ajuda a melhorar.

E até mesmo analgésico. Tem mulher que a gente orienta, quando é uma coisa muito exacerbada, tomar o analgésico, usar pomada de antiinflamatório. Então, esse é o jeito que a gente orienta de manejar essa dor.

Lembrando que é importante essa paciente ter essas orientações de um médico que entenda disso. Então, eu não me classifico como um médico apto para tratar dor mamária. Eu vou encaminhar pra doutora Priscila.

Então, eu acho que isso é importante. A gente tem que saber nossas limitações. E eu, por ser homem, tenho mais dificuldade ainda.

Então, acho que talvez as mulheres médicas tenham mais facilidade de orientar, porque elas passam por isso. Então, eu não me sinto apto. Interessante isso.

E tem alguns casos que a gente precisa usar medicação mesmo. Então, às vezes tem mulher que usa medicação todos os dias pra gente tentar minimizar essa dor mamária. E qual que é a dor mamária que deve chamar atenção? Como se fosse uma dor aguda, uma dor acompanhada de, por exemplo, um nódulo palpável que não some.

Porque assim, a mulher às vezes fala assim, a minha mama tá doendo e tô com nódulo aqui, mas tá perto de menstruar. Então, a gente orienta. Espera passar a menstruação e se examina de novo.

Ah, examinei e não tem mais nódulo. Então, é alteração funcional benigna. Não, eu examinei e continua com nódulo ali.

Então, uma dor aguda, com nódulo palpável, com alteração da pele, calor da pele, pode ser isso. Por exemplo, uma mamastite, uma infecção da mama, que pode cursar com dor no nódulo palpável, alteração da cor, da temperatura da pele. Então, alteração, às vezes, algum ferimento na pele.

Então, esses são motivos aí pra procurar. Mas, de qualquer maneira, dor mamária é importante se encostar com o mastologista. Porque antes da gente dizer que isso é só alteração funcional benigna, eu preciso descartar que tem alguma outra coisa aí por trás.

E otimizar os sintomas. Tem uma questão que é até importante, as pacientes às vezes procuram, quando elas têm gordura embaixo da axila. E isso é uma queixa das pacientes.

E pra gente saber se é tecido mamário, e pode ser tecido mamário, a gente vê toda a linha, desde a axila até a região inguinal, pode ter vestígios de mama. Não só onde tem a mama, mas da axila até a região inguinal. Já que a gente é mamífero, imagina um cachorro que tem toda essa região.

Então, a gente, como mamífero, pode ter todo esse trajeto, pode ter desde glândula até o bico, areola, pequenos vestígios. E nessa região da axila, a paciente pode ter glândula mamária. E é muito importante essa conversa com o paciente, que quando tem glândula, geralmente elas têm a queixa da dor no período pré-menstrual.

Elas falam que antes de menstruar, elas têm dor e depois melhora. Então, ela tem uma dor cíclica mesmo. E isso já dá um indício que tem uma glândula.

Então, é um tipo de tratamento. Então, a gente tem que ressecar a glândula. Quando elas não têm dor, tem mais chance de ser gordura.

E a gente faz um tratamento só com lipoaspiração. Então, isso é importante para o cirurgião plástico quando vai abordar esse caso. E achei interessante essa questão da dor mamária.

Inclusive, tem mulheres que têm essa mama assessória, é bem comum, e na axila é o mais comum ter a mama assessória. E no período que pode ter dor, no período pré-menstrual, e no período da amamentação, as mamas aumentam, a mama axilar aumenta também. E, às vezes, tem mulher que tem mamilo também.

Então, tem um mamilinho e pode até sair leite dessa mama axilar na época da lactação. Então, isso é bem incômodo, porque para quem já teve bebê, quando tem a descida do leite, a pojadura, geralmente é desconfortável. A mama fica muito inchada, dolorida.

Agora, você imagina, além da mama ter isso na axila também. Então, é algo que pode ser bem incômodo mesmo. Mas, assim, é importante salientar que a mama assessória é uma doença benigna.

Mas, se é algo que incomoda, tem tratamento, como o Fernando falou. Se tem glândula, a gente precisa ressecar a glândula, precisa realmente fazer um corte. E se, às vezes, é só gordura, dá para tirar só com lipoaspiração.

Nossa, isso é interessante. Eu não sabia que tinha também casos de mulheres que têm. E sobre essa dor cíclica, se tem ou não, nessa parte próxima à axila.

Se, por exemplo, a mulher não teve, não costumava apresentar esse desconforto, essa dor ali no período pré-menstrual e começou a ter, isso pode estar relacionado a alguma disfunção que precisa ser diagnosticada, precisa de tratamento, ou faz parte também, às vezes, de um processo que vem e vai. É mais fácil de explicar essa dor. Olha, não necessariamente está relacionado a algum distúrbio.

A gente, ao longo da vida, o nosso ciclo menstrual pode ir mudando. E o nosso ciclo menstrual tem muito a ver com o nosso emocional também. Então, às vezes, a mulher está num período mais estressante da vida, está com problema no trabalho.

Então, pode ter um período, uma TPM, né? Porque a TPM, atenção pré-menstrual, pode envolver vários sintomas. E a dor mamária é um deles. Então, ela pode, eventualmente, não tinha e esse mês eu tive a dor mamária.

Pode ser por conta aí de... Método contraceptivo também, né? Interfere. Sim, sim. Método contraceptivo pode dar dor mamária.

É uma das possíveis efeitos. Uso hormonal no geral. Então, mulheres que fazem reposição hormonal podem ter dor mamária também.

Então, é muito importante, né? Quando a paciente chega com a queixa da dor mamária, investigar muitas coisas. Então, uso de medicação. Qual o sutiã que ela usa? Por incrível que pareça, o sutiã pode ser uma fonte de dor.

Então, a grande parte das mulheres quer usar um sutiã que levanta a mama, né? Usa aqueles sutiãs com aro. Não tem problema usar o sutiã com aro, mas o problema é que muitas usam o sutiã do tamanho errado. Então, o ideal é que o aro, ele abrace a mama.

Ele fique em volta da mama. Só que, às vezes, eu atendo paciente e falo ai, minha mama dói muito, aí me mostra. É na lateral.

Aí eu falo, tá bom, vamos examinar. Aí ela tira o sutiã, tem a marca do aro. Bem aonde ela fala que tem a dor mamária.

Então, eu falo, olha, primeira coisa, vamos tentar mudar esse sutiã. Aí muda, aí ela volta na consulta, nossa, a doutora passou minha dor. Então, tem muitas coisas que a gente precisa investigar aí na hora da consulta pra gente chegar num diagnóstico.

Se a dor deve ser um alerta ou não, né? E um detalhe que você falou, né? Dessa dor. Você não faria esse diagnóstico em teleconsulta? Não. Eu tô falando isso porque eu tenho uma dificuldade.

Eu acho que teleconsulta complementa. Mas ela não substitui uma consulta presencial. E é exatamente esse tipo de detalhe, né? Que você só consegue ver examinando a paciente na hora, palpando, que faz diferença.

Então, você falou uma que, putz, isso aí não dá pra avaliar numa teleconsulta. Uma outra causa de dor mamária é dor muscular. Então, a mama da gente está em cima do músculo peitoral.

Então, tanto que, às vezes, quando você faz musculação, mudou o treino da musculação, às vezes dá uma dorzinha aqui, né? Tem mulher que pode sentir a dor na mama. Então, a gente fala que é uma dor referida. Então, às vezes, quem faz atividade física muito intensa ou alta, às vezes tem uma atividade de trabalho que envolve carregar peso.

Cuidadora de idoso, por exemplo, faz esforço de puxar, assim. Fala, tenho muita dor na mama. Aí, a gente vai examinar, palpa aqui, a musculatura.

Dói aqui? Ai, dói. Então, às vezes, a gente trata a dor muscular e resolve a dor da mama. Outra causa também é a vestimenta, mas principalmente no bico.

Como eu vejo isso em pós-operatória. A paciente não está acostumada com a projeção do bico e quando coloca o implante, tem uma projeção. E a roupa, de raspar no bico, isso machuca e fica sensível, fica com uma ardência.

Então, eu vejo que muitas mulheres usam uma plaquinha de hidrogel protegendo da roupa, até mesmo para não parecer que tem o farol aceso. Mas eu vejo que isso é um desconforto, não só para não aparecer, mas isso também é uma opção para as pacientes não terem aquela ardência e dor por conta do contato roçando, a movimentação estiver roçando. Tem uma lista aqui, gigante, para a gente citar de outros problemas que não seja câncer, mas eu vou citar os mais comuns, até esse nome, que foi um nome super técnico, dores cíclicas nas mãos, mas as dores em geral que vocês explicaram de uma forma bem clara o que pode estar relacionado.

E outra coisa que as pessoas costumam dizer muito, a mulher sozinha mesmo costuma identificar e já ir no médico levando aquele diagnóstico que a gente até conversou em outros episódios. Às vezes procura no Google e já vai com o diagnóstico para o médico. E aí, que são os cistos mamários.

Então, eu queria entender o que de fato é isso, quando que é realmente preocupante, como que funciona, questão de diagnóstico, tudo que a gente já conversou. Cisto é bolinha de líquido. Então, eu brinco que é uma bexiguinha.

O cisto pode ser simples ou ele pode ser um cisto complexo. O cisto simples é assim, é uma bolinha de líquido, uma bexiguinha de água. É sempre benigno.

Então, não é câncer, não vira câncer, não aumenta risco de ter câncer de mama. Então, o cisto é algo que não é para preocupar. Por que que isso preocupa as mulheres muitas vezes? Porque eles podem ser palpáveis.

Então, às vezes ela fez um ultrassom, viu lá, tem um cisto de 0,5. Não dá nem para sentir. Mas, às vezes, a mulher pode chegar no médico, ó, apareceu um nódulo aqui.

É um nódulo de 5 centímetros. Nódulo, né? Na palpação, a gente não consegue diferenciar o que é nódulo, o que é cisto. Quem vai diferenciar é o ultrassom.

Ela vai, faz o ultrassom, vê que é cisto. Então, às vezes, esse cisto pode incomodar, ser grande, né? Então, quando é algo que incomoda a paciente, a gente pode fazer a punção. Vai com uma agulhinha e suga esse líquido para alívio.

Tá? Mas, em linhas gerais, não é algo que precisa se preocupar. É totalmente benigno. Quando é um cisto complexo, que pode ser um cisto com uma área sólida no meio, aí é algo que a gente precisa investigar.

Porque aí isso pode ser algum outro nódulo que precisa fazer biópsia, que às vezes precisa retirar, né? O mais comum é o nódulo chamado papiloma. Mas o cisto simples não precisa se preocupar. Isso faz parte, doutor, na hora de colocar um implante, por exemplo, verificar se a mulher tem algum cisto, algum nódulo? O cisto é como a doutora Priscila falou, né? Ele não é maligno.

Então, eu só vou tirar se ele estiver na minha frente. E aí, eu acho que a gente tem que tirar mesmo, até porque se ele romper ali, ele pode gerar algum problema na cirurgia. Mas, nesses casos que tem cisto, eu compartilho, geralmente eu compartilho com a doutora Priscila, só pra paciente que quer ficar mais tranquilo, né? Mas, geralmente, elas já estão acompanhando há um tempão, elas pedem pra tirar e eu tiro se faz sentido.

Se dá pra fazer junto ali. Se dá pra fazer junto, mas cistos pequenos, dependendo de onde eles estão localizados, pode prejudicar a cirurgia se a gente for mexer neles, né? Então, é melhor nem mexer, deixa ele quieto. É cisto, não tem risco de malignização.

Então, a gente tem que escolher muito bem se vale a pena manipular ele. Se eles estão no trajeto, a gente tira. Agora, ficar manipulando muito tecido pode prejudicar o resultado da cirurgia estética.

Importante. Doutora, agora fibrose, adenose, tem nome parecido pra quem não é da medicina, parece que tem relação. Tem, de fato, relação? Quais são essas doenças? Essa fibrose, adenose, alteração fibrocística, isso é diagnóstico que a gente vê em biópsia.

Então, às vezes, a paciente chega pra mim com um nódulo. Então, vamos supor, ela veio com ultrassom mostrando que tem um nódulo Bihades 3, que o Fernando até falou do Bihades, né? O Bihades é a classificação aí dos exames da mama, que dá a ideia pra gente do risco de malignidade do achado do exame. Então, qualquer exame de mama, mamografia, ultrassom, ressonância, vai ter no final lá esse Bihades.

O Bihades 3 é um achado provavelmente benigno, que é uma chance de malignidade muito baixa, menos que 2%. Então, grande parte das vezes a gente não investiga. Quando eu tenho um Bihades 4, já é um achado suspeito pra câncer.

Então, aí a gente acaba investigando. Mas, vamos supor, a paciente chegou com um nódulo que eu achei que valia a pena fazer biópsia. Às vezes, no resultado da biópsia vem isso.

Adenose, fibrose, alterações fibrocísticas, isso são alterações benignas da mama. Dependendo do resultado, às vezes vem um achado com atipias. Aí já é um achado que a gente prefere fazer uma cirurgia, fazer a retirada daquela região.

Mas, só isso, alteração fibrocística, isso aí é alteração benigna, como se fosse... Como que eu posso explicar? Assim, a gente não tem, às vezes tem pintinha no corpo? Uma alteraçãozinha ali no meio da mama, mas que não faz nenhuma diferença. E tudo isso está relacionado à forma mais simples de explicar, a um nódulo, quando a mulher vai fazer um exame, essas alterações estão relacionadas a um nódulo? Pode ser nódulo, pode ser calcificação. Então, quando faz mamografia, um outro achado que pode ter é calcificação.

Então, pode ter calcificações esparsas, que é uma ou outra jogada por ali, isso aí não tem importância. Às vezes tem a calcificação agrupada. Então, às vezes é algo que a gente fica preocupado, prefere fazer biópsia.

E, às vezes, na biópsia vem um achado desses aí. Então, pode ser tanto nódulo quanto calcificação na alteração de imagem. O que entrou na lista de doenças que são relacionadas às mamas, mas que não é considerado câncer, que eu vi que é fibroadenoma.

Eu até queria uma explicação, claro, mais específica sua, mas eu vi que o que chamou atenção foi que o diagnóstico mais frequente, de acordo com a pesquisa que eu fiz, está entre mulheres de 15 a 25 anos. Por que que isso acontece com mulheres mais novas e o que está relacionado? Fibroadenoma é o nódulo benigno mais comum da mama. Então, ele pode acometer, realmente, até uns 20% da população feminina.

E é mais comum em mulher mais jovem mesmo. E até, inclusive, existe um tipo que é o fibroadenoma juvenil, que é em mulheres muito jovens, às vezes 12, 13 anos, e são nódulos de crescimento rápido que podem chamar até a atenção. Então, por que que acontece? Eu falo que é a pergunta de muitos milhões de dólares.

A gente não sabe. Por que que a mama de uma mulher resolve fazer nódulo e da outra não? A gente sabe que está relacionado à avaliação hormonal. A gente está aí sofrendo, entre aspas, vai, um bombardeio de hormônios todos os dias.

São hormônios nossos próprios, do corpo. E, às vezes, tem as mamas de algumas mulheres que vão responder mais a esses hormônios que a gente já tem do corpo, produzindo esses nódulos. Então, a gente não sabe por que que umas fazem e outras não fazem.

Mas, realmente, são nódulos benignos. A gente não precisa operar, a não ser que eles estejam crescendo, ou, às vezes, por desejo da paciente. Mas, quando a gente faz o diagnóstico e está ali o nódulo quietinho, a gente pode, simplesmente, ir acompanhando.

Um nome mais comum, também, que, fazendo a pesquisa, tem alguns pontos que são mais curiosos. A mastite, que fala que pode ser causada por infecções por bactérias, mas também pode ser comum em mulheres grávidas, gestantes. Isso está relacionado ao acúmulo de leite? Enfim, isso seria um desconforto ou não é algo realmente relacionado ao nódulo? Porque a maioria que a gente falou aqui, normalmente, está relacionado ao nódulo, que é uma condição decorrente.

Mas, a mastite é esse desconforto, no caso? A mastite é uma inflamação da mama. Ela pode ser infecciosa ou não. Pode ser bacteriana ou não.

Ela pode acontecer em mulher, em qualquer fase da vida, mas ela é mais comum na mulher que está amamentando. Então, a mastite, para a gente ter uma mastite, geralmente, a gente tem uma porta de entrada. Então, a mulher que está amamentando, é muito comum ter fissura, ter machucadinhos ali no mamilo.

Então, essa fissura acaba sendo uma porta de entrada, a bactéria entra e causa a infecção. Então, é mais comum nessa fase. Nem tanto na gestante, mas mais na mulher que está amamentando.

Mas pode acontecer em outras fases da vida e pode também ser causada por outras coisas que não bactérias. E pode estar relacionada a um câncer também, né? Poderia ser... Não é relacionada a um câncer, mas ela pode confundir. Porque, como... Qual que é o quadro clínico, assim, do mamastite? Geralmente, é vermelhidão, dor, calor local, nódulo palpável.

E existe um tipo de câncer, que é o carcinoma inflamatório, que ele pode também cursar com isso, com a vermelhidão da pele, com nódulo palpável, com dor. Então, a gente... Sempre quando faz um diagnóstico de mastite, eu não posso esquecer lá no fundo da minha mente que eu posso estar diante de um câncer de mama. Tem que ver o contexto, né? Exato.

Se ela está amamentando, se ela está tendo dificuldade na amamentação, se está usando uma mama mais do que a outra. Faz sentido toda história ser relacionada à amamentação. Agora, de repente, nem amamenta mais, nem tem mais hormônio e começa a ter uma mastite, aí muda.

É um quadro diferente, né? Então, assim, às vezes a gente... Vou tratar. Às vezes você começa a tratar. Dá um antibiótico, não dá certo.

Dá outro, não dá certo. É melhor eu fazer uma biópsia pra ver se isso aí é só mastite mesmo. Porque a mastite, ela é benigna.

Mas ela... O câncer pode fazer um quadro clínico que parece uma mastite. Importante. E até essa questão da inflamação, né? Ou até o nódulo, isso prejudica, por exemplo, a gestante no momento... Que ela tem um filho, né? Na verdade, que acabou de ter o bebê.

Pra poder amamentar ou uma mulher que tem o objetivo de ter um filho a curto prazo. Enfim, como que isso afeta a questão da amamentação? Assim, ter uma mastite antes de... Vamos supor, a gestante ou a mulher que não está gestante tem a mastite, isso pode prejudicar aquela amamente? Geralmente, não. A não ser que existem alguns casos de mastite que a gente precisa fazer uma drenagem.

Às vezes precisa fazer cirurgia pra tirar aquele pus. Porque pode formar uma bola de pus que o antibiótico não consegue chegar lá pra curar. Então, a gente tem que fazer uma cirurgia pra fazer essa limpeza.

Então, dependendo se é uma área muito grande, eu posso, às vezes, lesionar os ductos, que são os caninhos que levam o leite até o mamilo. Então, poderia prejudicar nisso. A mulher que está amamentando e tem mastite, o que acaba acontecendo? Ela pode ter dificuldade pra amamentar por dor.

Porque aquela mama fica dolorosa. Mas a gente estimula que ela continue amamentando. Porque a drenagem da mama é importante pra ajudar também a assarar.

Porque o leite parado, ele é um meio de cultura pra bactéria. A bactéria adora, tá? Vou crescer aqui. Se o bebê gosta, por que a bactéria não vai gostar, né? Pois é. Então, a gente estimula que ela continue dando aquela mama.

E caso ela não consiga, às vezes ela fala, não consigo, dói muito. A gente estimula que retire, faça a ordem que a gente falou, com massagem ou usando aquelas bombinhas pra retirar. E pra ela conseguir assarar e voltar a amamentar normalmente.

A bactéria em si não vai prejudicar o bebê? Acho que era mais essa a questão da pergunta. Não. Você sabe que é muito engraçado que, às vezes, eu sou ginecologista também, né? Mas, às vezes, o ginecologista que não tem formação de mastologia, ele vira e fala pro paciente, para de dar mama.

Aí a gente, na hora que chega pro meu, não, pelo amor de Deus, você tem que continuar dando a mama. Faz bem pra paciente dar de mamata, mesmo pra ela não deixar represado. Sim, porque... E renovar o líquido.

Porque o ficar represado também incomoda, dói, né? Até assim, contando a história pessoal, né? Eu, mastologista, eu tive mastite. Na primeira semana de vida da minha filha. E doía.

E, assim, o lado que eu tive era mais difícil pra dar. Mas eu precisava, eu sabia que eu precisava fazer isso pra me ajudar a melhorar. E não faz mal, né? Mas o bebê não tá mamando leite cheio de bactéria? Não, não tem problema.

Era essa a dúvida. Eu falei, ué, né? Como assim? Vai dar um leite com bactéria pro bebê? Tranquilo. Leite sujo.

Leite sujo. Tem mais dois aqui que eu acho importante a gente citar. E o último que tá relacionado à cirurgia plástica.

Mas antes, afecção funcional benigna das mamas. Esse daí é nome bem específico, né? Da área. O que seria essa? É o AFBM, esse aí.

É a antiga displasia mamária. Que o pessoal fala, mas eu tenho displasia mamária. Nada mais é do que essas alterações que acontecem cíclicas por conta das alterações hormonais.

Né? Então, como que tá aí o seu nome? Afecção funcional benigna das mamas. Afecção funcional benigna. Aumento de mama, né? A mama pode até aumentar na questão hormonal, né? Tem paciente que muda o método contraceptivo e muda o volume da mama.

Sim. Eu tenho muitos pacientes que fizeram explante mamário e aí tinha um volume de mama e aí depois muda o método contraceptivo e ela muda o volume. Muda completamente.

Fica menor, né? Então, eu vejo essa influência interessante dos hormônios na mama. Então, assim, seria alteração funcional por conta das alterações hormonais. E qual é o quadro clínico? Geralmente é período pré-menstrual, dor mamária, nódulo palpável, sensibilidade e que isso melhora depois que passa o período menstrual.

Por isso que a gente fala que é funcional, que é por conta das alterações hormonais. Não é considerada grave, então? Não, não é. Tanto que mudou o nome, porque quando você fala assim, displasia mamária, eu tenho muita paciente que fala assim, ah, eu tenho displasia mamária. Parece que é uma doença, né? Nossa, é uma doença.

Mas não, é uma alteração funcional. Por isso fala, não, então é uma afecção funcional benigna ou uma alteração funcional benigna. E os sintomas são bem parecidos, né? Que a gente já citou várias aqui, que começam da mesma forma, né? Pelo que a gente está citando, por exemplo, o nódulo ou o desconforto ou, enfim, a mama mais quente, enfim.

Sim. Tudo isso está bem relacionado, né? Todos esses que a gente citou até agora. Sim, é parecido.

E é importante, uma vez que você explica, né, para a paciente que isso, olha, é uma alteração do teu corpo normal e tal, às vezes isso já tranquiliza e já, entre aspas, trata. Porque às vezes ela fica tão preocupada, achando, meu Deus, eu estou com alguma coisa muito grave. A hora que você explica, não, isso aí está dentro da mudança do teu corpo, ela já fica mais tranquila.

Agora, o último que eu ia citar é a hiperplasia mamária. Não sei, acho que a gente até já acabou citando o nome, né, em algum momento, mas está relacionada ao crescimento excessivo e na pesquisa que eu fiz, antes da gente conversar sobre esse assunto, eu vi que pode estar relacionado a um possível câncer. E eu queria entender também da parte da cirurgia plástica, né? Como que é feito isso? Porque muitas mulheres costumam procurar cirurgia até para retirar as mamas ou uma parte delas.

Então, eu queria entender como que é feito essa questão. Então, até que ponto é uma questão de doença mesmo, né, que precisa de um tratamento, um possível câncer? E quando que vira algo estético? Assim, pensando hiperplasia, hipertrofia da mama, não sei se é isso que você quis dizer, né? Tem mulheres que têm a mama muito grande que vai crescendo ao longo da vida, né? Então, às vezes a gente pega a mulher que mama super grande, que continua crescendo, crescendo, mas que a gente faz a biópsia, às vezes nem faz biópsia antes, né? Mas depois que opera e reduz a mama, manda para análise, é que era tudo coisa benigna. Então, hiperplasia, vamos lá, se a gente pegar um resultado de biópsia como hiperplasia, a gente pode ter hiperplasia ductal, hiperplasia lobular da mama, e a hiperplasia pode ser típica ou atípica.

Então, uma hiperplasia típica é um crescimento normal, um tecido típico é um tecido normal da mama. Quando eu tenho uma hiperplasia atípica, aí pode ser uma alteração que pode ser um indício de um câncer de mama. Então, quando a gente tem uma paciente, vamos supor, chegou com uma alteração mamográfica, um nódulo, que eu fiz a biópsia e veio lá, hiperplasia ductal atípica na biópsia, a gente precisa prosseguir a investigação, eu preciso pegar e retirar a área total para mandar para análise.

Porque quando eu vi isso num resultado de biópsia, pode ser um subdiagnóstico, pode ser que tenha algo mais grave, pode ser que tenha ali uma areazinha que seja um câncer, mas que não pegou na biópsia. Então, eu preciso tirar mais uma área maior para poder analisar o total da lesão. Isso acontece em uma das mamas, importante dizer também.

Sim, isso é quando, pensando que eu vi uma alteração de um exame de imagem ou um nódulo numa paciente. Agora, quando é uma hipertrofia que cresce as duas ao mesmo tempo, aí acho que o Fernando pode falar um pouco melhor. Aí é importante, quando a gente fala da hipertrofia mamária, porque tem um impacto muito grande na qualidade de vida da mulher.

Então, ela tem dor nas costas, postura fica inadequada, tem dificuldade de vestimenta. Aliás, tem até uma dificuldade do sutiã, porque ela tem as costas finas. Então, teoricamente seria um número, mas por conta da mama, ela usa outro número e as costas não ajustam.

Então, ela tem uma dificuldade até de encontrar um tamanho adequado. Fora outras questões sociais, tem vergonha com o namorado, embaixo da mama pode ter assadura, dermatite, cheiro, um mau cheiro. Então, tem um monte de questões que até justificam essa cirurgia tentar entrar por reparação.

Porém, os convênios, a ANS tem um rol de procedimentos que cobrem e esse tá fora. Então, é um problema muito grave para essas mulheres, porque a população que é cometida com mamas grandes é muito grande e não tem uma cobertura dessa cirurgia, que deveria ter. Porque não é estética.

Nem que tivesse uma DUT, que seria uma diretriz única de tratamento. Ou seja, olha, a paciente que tiver essas e essas condições podem fazer de forma reparadora. Eu sou a favor de abordar todas as pacientes, porque você vê o quanto que muda a qualidade de vida de uma mulher que tem a mama grande e consegue operar.

E tem trabalhos que mostram que tem complicações, tabagista, obeso e diabetes. São fatores de complicação nessas cirurgias. Se a paciente tem esses fatores e opera, ela pode ter complicações.

Porém, tem um outro trabalho que mostra que as pacientes obesas com mamas grandes e as não obesas com mamas grandes, os dois grupos tiveram melhora na qualidade de vida e nas questões em relação à dor na coluna. As duas tiveram. Então, mesmo com esses fatores, a gente tem que considerar o paciente individual, a melhora que ela pode ter individualmente.

Então, a cirurgia para redução de mamalha, ela muda e melhora a qualidade de vida dessas mulheres. Então, a gente precisa dar uma atenção e respeitar e ver como cirurgia não só é estética. O resultado é estético, mas a cirurgia tem um caráter reparador muito importante e necessário.

De qualidade de vida mesmo, né? Exatamente. Exatamente. Doutora, a gente sempre faz no final.

Na verdade, era para ter começado um pouquinho antes, mas o assunto foi rendendo mitos e verdades sobre o assunto que a gente traz aqui no podcast. Então, eu separei alguns temas que são mais discutidos na internet, uma listinha do que estava em alta ali, do que o pessoal costuma discutir. Eu vou falar a frase e aí você pode dizer se é verdade ou mentira.

Pode dar uma explicação rápida, mas sem muito... Sem foder muito. Porque é para a gente poder seguir até o final. Sim, não, talvez, pronto.

Isso, vamos lá. Primeiro, ninguém na minha família tem doença de mama, por isso não corro risco de desenvolver qualquer problema. Mito.

Quer dar uma explicação rápida? A maior parte dos cânceres de mama é esporádico, não está relacionado à mutação genética, à história familiar. Cerca de 80, 85% é esporádico. Beleza, fechou.

Aí quem quiser saber mais, comenta que a gente traz de novo, né? A doutora Priscila é um assunto específico. Algumas mulheres da minha família tiveram doença de mama, por isso corro mais riscos. Depende, depende que doença, né? Se for nódulo benigno, não.

Igualidade também, né? Igualidade também. Então, de repente, a senhora teve câncer de mama com 90 anos. É, isso não vai aumentar o risco da neta.

Da neta ter, da mais novinha, tá. O câncer de mama sempre aparece como um caroço. Mito.

Pode se manifestar como alteração de exame de imagem, alteração da pele, como um ferimento. Tá. Todo caroço na mama é câncer.

Mito. Esse eu já até falei. É, esse daí... A maior parte dos nódulos é benigno.

Esse daí é o que mais às vezes dá um alívio, né? Porque quem tá acompanhando... Difícil alguém que não tenha visto um nódulo, né? Não tenha sentido nada nunca. É, bom. Se eu fizer o autoexame regularmente, não preciso de outros exames? Mito.

O autoexame é pra conhecimento, pra autoconhecimento. Isso aí a gente também citou no começo. A biópsia do câncer de mama pode causar metástase ou exames podem piorar qualquer doença da mama.

Dessas outras que a gente já trouxe. Mito. A biópsia ela é super importante pra gente saber o que é e saber qual que é o melhor tratamento.

Se quiser comentar algum aí, viu, doutor? Não, tratar ótimo. Porque a gente tá no fluxo aqui. Existem ervas, suplementos dietéticos, tá certo? Ou dietas especiais que podem curar o câncer ou outras doenças.

Mito. Eu não sou contra usar, quero usar o chá e tal. Tudo bem, mas assim, não pode deixar de fazer o tratamento.

Isso é um detalhe, existe a negação. Em câncer de mama, existe a questão da negação. Tem pacientes que fazem o diagnóstico ou elas estão vendo que podem ter esse diagnóstico e fogem.

Então eu já vi pacientes que viram que tinha um nódulo, que tinha que fazer uma biópsia e compraram uma passagem e foram viajar. Ou seja, ficam com medo de ter o diagnóstico, de enfrentar o problema de frente e procuram uma maneira de desviar. Então isso é muito perigoso.

E é muito importante que a família esteja próxima e dê apoio nesse momento, porque tem que fazer os exames. E não é porque vai fazer uma biópsia que tá com câncer. Não é porque vai fazer uma ressonância que tá com câncer.

E não é porque tá com câncer que vai morrer. Na verdade, se fizer o diagnóstico precoce, a sobrevida é quase de 100%. Então não tem que fugir, tem que encarar e o quanto antes encarar, melhor.

Importante até esses assuntos para normalizar realmente, né? Eu ia falar isso. Eu sei que o nosso tema não é câncer, mas câncer de mama. Quanto antes a gente fizer o diagnóstico, maiores são as chances de cura.

Então ficar fugindo, você tá piorando. O tema não é câncer, mas como a gente falou dos nódulos, as pessoas às vezes acham que pode ser um nódulo benigno e tomam essa conclusão e nem abrem o resultado de uma biópsia, né? Então a gente tem muitas histórias assim, ruins, né? Então não fuja da regra. Vá lá, faça o exame, procura o médico, faça tudo que foi orientado, sem pressa, mas no tempo correto.

Exatamente. Próximo. Então mulheres obesas ficam mais suscetíveis a doenças como o câncer, mas também a outras.

Verdade. A mulher que... a obesidade, a gordura, ela faz conversão em hormônio. Então a mulher obesa, ela tem mais hormônio circulante.

Então essa é uma das causas, né? Existem vários mecanismos, mas a obesidade aumenta risco para câncer de mama. Perfeito. Mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama ou qualquer doença da mama.

Mito. Esse daí já tá, né? É óbvio, é implícito. É, tem glândula mamária.

O homem também não tem. É, o homem tem pouquinho a glândula. Exatamente.

E mesmo sem hormônio feminino, ele tem o risco. Então a mulher tem o risco também. Beleza.

Quem inicia menstruação muito cedo ou é mãe depois dos 30 anos, tem maior probabilidade de desenvolver problemas na mama. Sim, isso é um fator de risco. Porque quem menstrua mais cedo, fica mais tempo sob a ação dos hormônios.

E a mulher que engravida mais tarde, a maturação da mama dela vai acontecer mais tarde. Porque a nossa mama termina o seu desenvolvimento quando a gente engravida. Perfeito.

A mamentar ajuda a proteger a mulher contra o câncer de mama ou outras doenças. Verdade. Verdade, isso daí a gente também já citou.

A terapia de reposição hormonal pode ser um fator de risco para o câncer de mama. Verdade. Verdade, mas assim, a gente precisa analisar a mulher como um todo, né? Se a mulher tem um estilo de vida saudável, pratica atividade física, a reposição hormonal vai ajudá-la.

Então, a gente tem que pôr na balança aí os fatores de risco. Esse que a gente citou, que vai também para o doutor Fernando, próteses de silicone podem causar câncer ou outras doenças da mama. Pode causar complicações relacionadas ao implante.

E uma delas é a formação de uma cápsula ao redor que é esperado, porém essa cápsula pode ficar endurecida, deformar a mama e causar dor. E essa mesma cápsula pode estar relacionada a dois tipos de câncer, né? Um que é o linfoma, anaplástico de células gigantes. E outro, um carcinoma espino... acho que é espino celular, se eu não me engano, que é mais raro ainda.

São condições extremamente raras relacionadas à cápsula que se forma ao redor do implante. Não é câncer de mama. Não é câncer de mama e não influencia no câncer de mama.

Mas é algo relacionado ao implante e é extremamente raro. Mas é preciso ser mencionado toda vez que vai colocar um implante. A gente até tem um episódio para quem quiser saber mais sobre isso.

A gente trouxe, falando só sobre implante, esplante e tudo que pode falar sobre esse tema. Bom, então, pílulas anticoncepcionais aumentam o risco para o câncer de mama. Verdade.

Aumenta, é um risco... aumenta pouco, principalmente após 10 anos de uso. E é um aumento de risco durante o uso. Quando a mulher para de usar, esse risco vai caindo até que volta ao risco basal.

Tá, perfeito. Separei os três últimos aqui que são os mais diferentes. Desodorantes favorecem o aparecimento de doenças na mama? Mito, esse é um mito famoso.

E até recomendado que o paciente que vá no médico passe o desodorante. A gente pede para não passar no dia da mamografia porque pode atrapalhar o exame, tá? Porque pode ter alumínio ali e aparecer na mamografia. Mas nenhum estudo comprovou que desodorante aumenta o risco de câncer de mama.

Bom esclarecer, né? Agora, esse daqui eu já ouvi falar, sabia? É bizarro, mas eu já ouvi falar. E falaram que era verdade. Estresse, mágoas e raiva podem causar doenças na mama? Olha, esse aqui daria para a gente fazer um podcast inteiro sobre isso, né? As questões emocionais elas podem influenciar.

Porque assim, quando a gente tem um câncer, a gente tem uma baixa da guarda do nosso sistema imunológico. Então o câncer é uma proliferação errada. E o nosso sistema imunológico, quando a gente tem alguns genes, que eles fazem parar uma divisão celular errada.

Mas quem tem câncer, esses mecanismos aí de parada não funcionam. E o tumor fica crescendo. Então assim, não é que um desgosto pode dar câncer, não.

Mas se a pessoa já tem uma predisposição, pode contribuir. O câncer de mama é multifatorial. Então são vários fatores para a pessoa chegar a ter um câncer.

Então não posso dizer que foi só por causa disso. Mas que pode contribuir, pode. Mas assim, não vai ter um estudo que mensure isso em números.

Mas pode entrar aí no conjunto de coisas. A gente pode até trazer o doutor Luiz para falar sobre doenças relacionadas à mente. Pode ser.

Um tema já surgiu aqui agora. Agora o último para a gente finalizar. Até teriam alguns outros, mas que também chamam a atenção.

Homens não correm risco de ter câncer de mama? É mito. O homem tem uma mama bem rudimentar, é bem pouquinho a glândula. Mas pode ter, é assim, cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama.

Inclusive, a ginecomastia, que é o aumento da mama em homem, ela é coberta pelos convênios, porque os convênios entendem que pode desenvolver câncer de mama. Porém, existe esse risco relacionado à ginecomastia somente nos pacientes que têm Kleinfelter. Kleinfelter é uma doença genética.

E aí nesse grupo é recomendado pelo aumento de risco de malignização. E os pacientes também que podem ter um histórico familiar, BRCA1, BRCA2, talvez possam ser importantes ter essa investigação e acompanhamento. Mas na população geral o risco é em torno de 1%, né? Então é baixo.

Vamos esclarecer. Agora, doutor, a gente termina nosso episódio sempre com uma caixinha de perguntas aqui. Totalmente.

Que são perguntas aleatórias, né, doutor? Já que eu vou apresentar aqui. Você sabe o que é isso, né? Não tem agulha aí dentro não, né? Então, ela sabe. É uma caixinha de pérforo cortante.

Ou seja, pode ter uma coisa que machuque aqui. Mas eu garanto que não tem agulha. Então cortar você não vai.

Mas a pergunta pode ser... A pergunta pode machucar. Pode machucar. Medo, medo.

E não tem nada a ver com a mama, tá? São perguntas para conhecer os especialistas que participam aqui. Então perguntas pessoais. Medo.

Ah, só um detalhe. Às vezes é difícil de ler porque fui eu que escrevi, tá? É, não. E eu tô com aquela doença do braço curto, sabe? Que acontece depois dos 40.

Uma série de TV. Vamos ver. Uma série que eu... Agora com o bebê tá difícil assistir série, né? A Lorena assistia sequências, assim.

Eu tô assistindo uma antigona. Gilmore Girls. Ah, eu conheço essa.

É gostosinha. É bem levezinha. E a sua? Qual é a série do momento? Eu vi essa Fallout, né? Da Amazon Prime.

Essa é nova, né? Fallout. É, legal. Eu queria começar aquela Rena que estão falando.

Ah, eu vi. Mas deve ser meio tensa aquela lá, né? Disseram que sim, mas tá super em alta. Eu vi que tava no top 10 lá ontem.

Uma dica de saúde. Pratique atividade física. Tem uma coisa que a gente tem visto cada vez mais, né? Nos congressos.

É que atividade física reduz o risco de uma série de coisas, né? Então, doença cardiovascular a gente já sabia. Doença de mama. Então, insira a atividade física como parte do seu dia a dia.

É difícil, né? A gente acaba falando. Ah, quando der eu vou. Quando der, você não vai.

Então, assim, a gente come, dorme, escova o dente. E a gente deve praticar atividade física também. Dentro da nossa rotina.

Pegar o último aqui. E isso da atividade física realmente, né? Porque no último episódio com o doutor Alexandre a gente falou. Nossa, toda vez que eu faço, que eu pergunto.

Costumo terminar com a pergunta, né? Formas de prevenção. Todos os especialistas falam a mesma coisa. Atividade física, boa alimentação.

Existe até uma mudança do estilo de vida. São seis pilares que envolvem alimentação, atividade física, sono, relacionamentos. Uso de tóxicos e, né? Às vezes a pessoa bebe ou toma alguma medicação para dormir.

Outra para acordar, né? E abuso de cigarro e manejo do estresse também, né? Basicamente é manejo de estresse, relacionamento, uso de tóxicos, atividade física, sono e alimentação. Então esses são seis pilares da mudança do estilo de vida, né? Medicina do estilo de vida. Meu Deus, preocupante.

Então todo mundo deveria buscar saúde começando por aí. E são coisas que estão nas nossas mãos, né? A maioria das doenças curam se você seguir, melhorar nesse aspecto. Às vezes as pessoas estão com pressão alta, diabetes, se elas melhorarem, emagrecerem.

Às vezes elas conseguem controlar e ter uma vida mais longa por conta da melhora no estilo de vida. Nem que seja aos poucos, né? Passinho por passinho melhorando. Um lugar para visitar.

Itália. Itália é muito linda. Tem muitos monumentos, é história.

Todo lugar que você olha. Comida boa, vinho bom, sorvete bom. Foi sua viagem favorita? Não.

Mas foi a que me veio à mente. A minha favorita foi Grécia. Era meu sonho conhecer.

Mas acho que a Itália... Eu já fui mais de uma vez e cada vez que você vai, você descobre coisas novas. Tem um carinho especial. E a sua? Eu? Ah... Acho que a Itália também.

Você voltou de lá recentemente, não foi? Fui. Passei em janeiro lá. Fui esquiar em Servínia.

Foi muito bom. Recomendo, viu? Aí já fica a dica. Eu fui em setembro, você me deu umas dicas também.

Isso aí. A gente vai de dicas de saúde a dicas de viagem. Exatamente.

Doutora, muito obrigada pela sua participação. Doutor Fernando, também obrigada. Eu que agradeço.

Obrigado, Letícia. E vou pedir para o pessoal comentar se ficou algum assunto pendente. Quer que a gente traga de novo a doutora Priscila, né? Para a gente conversar sobre temas relacionados ou não, né? Se tiver qualquer tema relacionado à ginecologia ou à mastologia, para a gente conversar aqui novamente.

Foi muito esclarecedor, doutora. Obrigada. Obrigada, viu? Foi muito bom participar.

Pode me chamar de novo. Combinado. Obrigada a você pelo carinho da sua audiência e participação aqui conosco.

Conto com a sua participação no nosso próximo episódio. Tchau.

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