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Mitos sobre a Obesidade que te impedem de perder peso!

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Mitos sobre a Obesidade que te impedem de perder peso!

A obesidade é uma doença crônica com forte base genética, e seu tratamento é cercado de mitos prejudiciais. Um equívoco comum é a crença de que medicamentos par

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Perguntas respondidas neste vídeo

Qual é o problema?

Está que você não precisa compartilhar informações da sua vida com ninguém, porque devido à falta de informação das pessoas, muitas delas julgam mal. Falam, emagreceu, mas usou remédio, como se isso fosse algo depreciativo, pejorativo.

Então, será que não seria melhor fazer uma modificação que você consiga sustentar a longo prazo, mesmo que no início seja um pouco mais rigoroso para ter um pouco mais de perda de peso?

Então, cuidado com os mitos relacionados à dieta, procura um bom profissional para te orientar. E aí, aqui eu já faço o link também em relação à obesidade infantil. Eu também sou endócrano pediatra tendo crianças com obesidade e aí é a hora onde a gente vê um monte de mito.

Transcrição completa do vídeo

Olá, eu sou a doutora Lorena, endocrinologista. No meu dia a dia, eu atendo muitos pacientes para o tratamento da obesidade, inclusive a obesidade infantil. E esse vídeo é com o objetivo de falar um pouco sobre os mitos que eu vejo que muitas pessoas têm e eventualmente até alguns médicos ainda carregam relacionados à obesidade. Segue comigo até o fim desse vídeo para você não perder nenhuma dica sobre os mitos relacionados à obesidade. E aproveita para já deixar no comentário se você acreditava em algum desses mitos e esse vídeo te ajudou a desmistificar esses conceitos errados em relação ao tratamento da obesidade. Medicamento para a obesidade vicia. Isso é um grande mito, não vicia. Se viciar, se não está aí pronto para vender um medicamento que iria deixar todo mundo viciado. E também não causa um rebote. Esse vício também vinculado ao rebote, eu só vou conseguir me manter magro. Se eu tiver tomando remédio, tudo isso é um mito. O que acontece? As pessoas, muitas vezes, não se apoiam em uma organização bem estruturada para a mudança de estilo de vida quando estão usando um medicamento para perder peso. Só ficam contando ali com o medicamento. E aí, quando param de usar, logo como não fizeram mudança de hábitos, de estilo de vida bem sustentada, voltam a ganhar peso. E aí a culpa não é do remédio que fez o rebote. E sim da falta de orientação que esse paciente recebeu, deixou de receber, ou deixou de colocar em prática em relação à mudança de estilo de vida. É importante também a gente lembrar que a obesidade é uma doença crônica. E muitos estudiosos que tratam a obesidade alegam que, assim como outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, colesterol, deveria ser tratado cronicamente. Então esse conceito que eu tenho que retirar o remédio da obesidade é um conceito que também está muito arraguado a alguns mitos. Eventualmente, se cogita, se questiona por que não, tratar para sempre uma doença que é crônica. E por isso, com essa ansiedade de retirar o medicamento da obesidade, às vezes não usou nem um mês, nem dois meses. Eu já vi pacientes falando que eu tenho medo de fazer mal, usa seis meses e querem parar. Imagina uma doença que é crônica, que se arrastou para vários anos, a pessoa quer tratar por menos de um ano de forma medicamentosa e já quer parar de usar o medicamento porque tem medo do medicamento. E aí eu já sigo para o segundo mito relacionado ao tratamento da obesidade e a obesidade, que é o medo dos medicamentos. Os pacientes têm muito medo, falam, nossa, como se fosse uma droga ilícita, como se tivesse que fazer algo errado. Eu estou usando o medicamento, fica parecendo quase que está fazendo alguma coisa errada. Qual é o problema? Está que você não precisa compartilhar informações da sua vida com ninguém, porque devido à falta de informação das pessoas, muitas delas julgam mal. Falam, emagreceu, mas usou remédio, como se isso fosse algo depreciativo, pejorativo. Aproveita já para encaminhar se alguém fez isso com você, já encaminhe esse vídeo com a pessoa, porque, infelizmente, existe esse conceito errado, que a pessoa tem que emagrecer sozinha, que falta força de vontade. Isso é mais um preconceito e uma falta de respeito do paciente que trata a obesidade de entender que não é falta de força de vontade. A obesidade é uma doença que tem uma forte base genética, é claro, associado a hábitos de vida não saudáveis, sedentarismo, alimentação inadequada, mas não é falta de força de vontade. Se fosse só isso, não tinha essa epidemia de obesidade no mundo. Então, o paciente, a minoria dos pacientes, vão conseguir perder peso sem ajuda medicamentosa. E é, inclusive, esse mito que a pessoa precisa conseguir sozinha, que retarda o tratamento de muitas pessoas por anos, que ficam anos sofrendo com obesidade, achando que é responsabilidade só delas, que elas têm que conseguir sozinhas e se sentem fracassadas por não conseguirem. Na verdade, é a mesma coisa de falar para um diabético, trata sozinho, só depende de você. Não é bem por aí, o diabético também tem fator ambiental. Imagina uma pessoa que tem um câncer de pulmão, que tem um superfator ambiental, tabagismo, se não tivesse fumado, não tinha tido câncer de pulmão. Ou seja, com uma obesidade tem um fator ambiental, claro, hábitos errados. Mas você falar para a pessoa, força de vontade que você consegue. Vai lá e trata esse câncer de pulmão, falta só força de vontade. Então, não é bem por aí. Esse mito dificulta a vida dos pacientes com obesidade, retarda que eles busquem ajuda. Muitas vezes eles acabam buscando ajuda com mais peso do que o que eles estavam quando tentaram emagrecer pela primeira vez. Então, a gente tem que eliminar esse mito para ajudar esses pacientes a se tornarem mais saudáveis. Sim, medicamentos podem e devem ser utilizados com acompanhamento médico. Outro mito relacionado à obesidade. Existem medicamentos termogênicos. O medicamento vai entrar lá na barriga da pessoa, vai derreter a gordura, vai aumentar o metabolismo e fazer com que ela emagreça, mesmo ela consumindo a mesma quantidade de calorias. É um mito. Na verdade, os medicamentos todos trabalham com diminuição de ingesta calórica, diminuição de aporte calórico. Entra menos calorias, o corpo nota esse déficit de calórico e começa a usar gordura como fonte de energia e começa o emagrecimento. Então, não vai haver nenhum medicamento que você vai emagrecer sem diminuir o aporte de calorias. Então, essa situação está totalmente associada. Não tem nenhum remédio que vai aumentar seu metabolismo e você comendo do mesmo jeito vai emagrecer. Isso é um mito, um erro. Então, já muda esse conceito se você quer tratar obesidade. Outro mito relacionado à obesidade. Existe uma dieta melhor do que a outra, que comer de três em três horas é importante para perder peso. Tenho que tomar café da manhã para perder peso. Existem muitos mitos relacionados à dieta e à obesidade. A pessoa acredita que uma dieta é melhor do que a outra que tem que comer de três em três horas. Tudo isso é mito. A verdade é que você tem que se adequar à dieta da melhor forma que se encaixe no seu padrão de vida, porque senão você não vai conseguir sustentar essa mudança de hábito e vai viver naquele eterno efeito sanfone. Então, a melhor dieta é aquela que se encaixa no seu perfil, no seu estilo de vida. Se você não consegue comer de três em três horas, tudo bem, não é isso que vai determinar seu não sucesso relacionado ao tratamento da obesidade. É claro que mudanças de hábitos sim têm que ocorrer durante o tratamento da obesidade, senão você não vai ter sucesso, não vai conseguir emagrecer. Mas você ficar fazendo dietas mirabolantes, porque alguém disse que tem que fazer aquele para emagrecer, odeia o proteína e faça a dieta das proteínas, sofã de carboidrato, você vai conseguir sustentar esse há longo prazo. Então, será que não seria melhor fazer uma modificação que você consiga sustentar a longo prazo, mesmo que no início seja um pouco mais rigoroso para ter um pouco mais de perda de peso? Então, cuidado com os mitos relacionados à dieta, procura um bom profissional para te orientar. E aí, aqui eu já faço o link também em relação à obesidade infantil. Eu também sou endócrano pediatra tendo crianças com obesidade e aí é a hora onde a gente vê um monte de mito. Às vezes na família tem uma criança que está com excesso de peso e tem uma outra, um irmão que não está. E aí, quando eu falo a questão da alimentação saudável para os pais que são pilar, quem cuida dessas crianças, os cuidadores dessas crianças são o exemplo, são pilar. Essa criança não vai ao supermercado sozinha, não tem dinheiro, não vai na lanchonete sozinha. Então, a família tem que estar muito junto nessa questão do tratamento da obesidade infantil. E aí, quando eu falo de alimento saudável, talvez os familiares falam, ah, mas coitada da criança que está magra, ela pode comer as porcarias. Aí é um erro. Ábitos alimentares saudáveis se encaixam bem para todo mundo. Você não tem que comer alimentos de baixo valor nutricional, só porque você não está criança para ficar com excesso de peso, realmente é muito difícil. Então, não é porque ela está magra que ela pode comer qualquer coisa. Inclusive, uma construção de uma boa educação alimentar, saber ter o paladar para alimentos saudáveis, saber escolher os alimentos, é extremamente importante nessa primeira infância, talvez tão importante quanto tem nas outras disciplinas, como matemática, lei e escreve. A criança que aprende a se alimentar de maneira saudável, ela vai muito provavelmente ser um adulto mais saudável. A alimentação é a base de muitas doenças. Então, se alimentar de forma saudável, não está só associada a peso, é para todo mundo, é para todo mundo da família. Não é só para aquela criança que está com excesso de peso. Então, para criança que está magra, também não deveria comer as tranqueiras. Isso é outro mito associado à obesidade. Ainda sobre a obesidade infantil, que criança gordinha é criança saudável. Isso é um grande mito. A obesidade infantil traz muitas repercussões delatérias, não só físicas para o corpo, mas também psíquicas, psicos sociais. Essas crianças, infelizmente, sofrem, bulim. Isso tem que ser visto com seriedade. Então, criança gordinha não é criança saudável. O criança saudável é aquela que se alimenta bem, que está no peso adequado, que dorme bem, que se é e que pratica atividade física. Isso é saúde da criança. E eu queria finalizar também, falando em relação aos grandes sabotadores da perda de peso. Não é incomum que, quando eu estou tratando os pacientes com obesidade, eles começam a perder peso, sempre tem alguém que quer bem aquele paciente, às vezes, familiar, mãe, esposa, que começa a falar, nossa, você está em uma gressina demais, você deve estar doente. E a pessoa está vobeza. Então, assim, ela estava doente, agora ela está se tornando saudável. E aí começam os sabotadores, não, mas você já tem que parar de emagrecer, você tem que parar de tomar eschaimédio, você vai adoecer. Grandes mitos, envie esse vídeo aqui para quem faz isso, você tem algum sabotador. Que claro, na melhor das intenções, por falta de conhecimento, a pessoa fala isso. O excesso de peso é que está vinculado à doença. Quando a pessoa se trata e fica com o peso normal, ela não está doente. Ela está ficando saudável, ela estava doente. E o medicamento está ajudando ela nesse processo. Se ela não se tratasse, muito em breve, ela ia estar tomando um bolo de medicamentos para o colesterol, para a obesidade, para a pressão. Então, cuidado, se você é um sabotador, se você está perto dos sabotadores e vim esse vídeo para eles, cuide de quem está tratando a obesidade, ajude. Já é tão difícil esse tratamento se a pessoa ainda fica circulada de pessoas que têm conceitos errados em relação à obesidade. E isso vai dificultar ainda mais o sucesso desse paciente que está tratando a obesidade. Se esse vídeo foi importante para você, se você acha que pode ajudar alguém a se conscientizar sobre o tratamento da obesidade, inclusive a obesidade infantil, em caminho e compartilhe para quem possa se beneficiar com esse vídeo. 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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.