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Lipedema Talks #08 · A Classificação por Imagem: enxergando o tecido do lipedema

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Lipedema Talks #08 · A Classificação por Imagem: enxergando o tecido do lipedema

# Resumo: Lipedema Talks #08 · Classificação por Imagem do Lipedema O episódio apresenta a Dra. Daisy Vargas, médica radiologista e criadora da primeira classi

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

>> Antes de tudo, doutora, eu queria só entender como que foi a escolha dessa sua especialidade, como que você surgiu nesse mundo, né?

O contato mesmo com o Lipedema.

Você já se interessava pelo assunto ou acabou surgindo meio do nada aí na sua vida?

>> Eu sempre conto essa história e é uma história real.

Eu sou médica há quase 25 anos e durante muitos anos eu sempre fiz muito exame de de d venoso e de varizes, né?

E sempre as pacientes vinham com uma queixa de dor, dor, eh, pernas inchadas, alguns hematomas.

Então, era sempre solicitado dupla, né?

Eu fazia exame e eu ficava muito frustrada porque não dava nada nos exames. Exames eram normais, não tinha varizes, não tinha alteração das da da circulação arterial, não tinha trombose e dor.

E era uma dor que até quando eu tocava na paciente para fazer exame, a paciente dizia que tinha dor e ela dizia: "Doutor, eu tenho uma dor que ninguém descobre a minha dor." E daí foi indo e aquilo no final como é que saiu o laudo?

Normal. Se você tem uma dor, mas se o trass não mostra uma alteração estrutural, você interpreta aquilo como normal. E 2024 eu tive um sonho.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Minha Moto, está no ar mais um episódio do Lipd Matalx e mais uma vez agradeço o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida.
No episódio de hoje a gente vai conversar sobre ultrassom no Lipedema, o que o exame consegue mostrar.
E antes de tudo eu vou apresentar a nossa convidada especial, a nossa entrevistada de hoje, que é a Dra.
Daisy Vargas.
A Dra.
Daisy Vargas é médica radiologista, pesquisadora e criadora da primeira classificação ultrassonográfica morfológica brasileira do Lipedema.
É fundadora do Lip e diretora técnica do Instituto Magna Opus em São Paulo.
Bem-vinda novamente, doutora.
>> Muito obrigada, Milo, pelo convite.
Tô muito honrada de estar aqui.
>> Ano passado a gente esteve no mesmo lugar, né, contando um pouquinho do do tema do também do ano anterior de 2025.
Hoje a gente vai falar sobre o tema da sua palestra.
Quando esse episódio for ao ar, já vai ter acontecido o congresso, então a gente pode contar também um pouquinho como que foi os bastidores aqui, que acho que é interessante.
>> Antes de tudo, doutora, eu queria só entender como que foi a escolha dessa sua especialidade, como que você surgiu nesse mundo, né? O contato mesmo com o Lipedema.
Você já se interessava pelo assunto ou acabou surgindo meio do nada aí na sua vida? >> Eu sempre conto essa história e é uma história real.
Eu sou médica há quase 25 anos e durante muitos anos eu sempre fiz muito exame de de d venoso e de varizes, né? E sempre as pacientes vinham com uma queixa de dor, dor, eh, pernas inchadas, alguns hematomas.
Então, era sempre solicitado dupla, né? Eu fazia exame e eu ficava muito frustrada porque não dava nada nos exames.
Exames eram normais, não tinha varizes, não tinha alteração das da da circulação arterial, não tinha trombose e dor.
E era uma dor que até quando eu tocava na paciente para fazer exame, a paciente dizia que tinha dor e ela dizia: "Doutor, eu tenho uma dor que ninguém descobre a minha dor." E daí foi indo e aquilo no final como é que saiu o laudo? Normal.
Se você tem uma dor, mas se o trass não mostra uma alteração estrutural, você interpreta aquilo como normal.
E 2024 eu tive um sonho.
Nesse sonho eu via que muitas pessoas falando comigo e eram várias televisões e tinha uma máquina de ultrassom, só que eu não conseguia ouvir.
E naquela durante ali eh aparecia uma imagem de um bebê.
Eu falei: "Nossa, será que eh eu sou mãe adotiva, né? Então achei, será que a gente vai receber mais um bebê da adoção?" Aí cheguei em casa, minha esposa falou: "Não, eh, eu acho que alguma coisa que Deus vai te dar muito diferente.
Eu acho que você vai ver alguma coisa que vai nascer algo diferente." Eu não sinto que adoção.
E essa história é uma história real.
Até conto no livro que eu escrevi.
>> Que legal.
Duas semanas depois, exatamente duas semanas depois, eu fiz um exame e de repente eu vi uma coisa que eu nunca tinha visto, uma gordura, um tecido diferente em uma paciente.
E aí, só que aquilo me chamou atenção acima do vaso, acima do que aquilo é como se tivesse pulado de dentro do tecido dos meus olhos.
E eu falei: "Nossa, que tecido esse diferente".
E ela tinha a história das dores do inchaço, normal do ponto de vista das veias.
Eu falei: "Mas será?" Aí aquilo ficou, eu tirei as fotos, registrei e coloquei num cantinho.
De repente eu comecei a observar outras pacientes que a minha agenda tinha bastante dessas pacientes.
Aí achei outro, falei: "Opa, esse já é diferente desse, mas também não é igual".
Aí eu comecei a chamar pacientes, mulheres normais que não tinham epidemma e percebi que a gordura, que o jeito que que o tecido dessa gordura depois tava tava mudando.
E aí peguei paciente que tinha obesidade e vi que também era diferente.
Peguei fedema, que é outra situação que as pessoas confundem com lipedema e também era diferente.
e peguei pacientes com infecção na perna, com inesipela, que também era diferente.
Então, comecei a classificar pacientes, um, digamos assim, uma pesquisa que nasceu de uma intuição divina.
Sempre digo que foi Deus que me mostrou.
Eu sou apenas o instrumento, mas sempre foi ele.
Então eu tinha padrões de apresentação de gordura no ultrassom, pacientes normais com obesidade e que nãoedema, e que noipedema tinham quatro padrões, quatro formas de apresentação.
E comecei a coletar esse material.
Aí um dia encontrei do Anderson Boeno, que é um cirurgio vascolar que faz eco muito meu amigo se tornou um grande amigo hoje é meu parceiro de ciência.
Falei: "Doutor, eu achei uma coisa muito interessante, mas eu não tinha esse todo esse entendimento do Lipenema.
Era uma coisa nova para mim também." E aí ele me disse: "Nossa, doutora, o que a senhora tá vendo aqui eh é algo inédito?" Mas nós temos que levar ao maior pesquisador de lipedema do Brasil, Dr.
Alexandre Amato.
Se Dr.
Alexandre disser que isso é verdade, então a senhora está dentro descoberta do tromp nesta área.
Aí como chega amar, né? Eu não conhecia.
Aí então ele teve uma palestra lá no ABC, todo mundo toro.
Ele fez uma palestra belíssima.
Nossa, eu eu me apaixonei assim pelo lipedema, pelo tema, pela forma como Dr.
Amato colocou de uma forma o a doença de uma forma, sabe, genuína, que eu nunca tinha ouvido um médico falar daquela forma.
No final, Anderson falou: "Doutor, eu tenho uma médica aqui que tem uma coisa informação pro senhor, será que o senhor aceita a gente colocar no seu no seu notebook a apresentação dela?" Ele foi tão generoso comigo, veja bem, foi a generosidade Dr.
Alexandra Mato que fez tudo acontecer.
Se ele falasse: "Não, eu não tenho interesse, nada teria acontecido." Mas ele como pesquisador, como cientista, como médico, como [roncando] sempre, eu acho assim, eu um mentor da ciência disão, eu vou e a palestra era dele, né? Falou: "Eu vou deixar assim, pode, pode colocar".
E eu então apresentei.
Eu nunca vou esquecer o olhar do amado quando ele olhou as imagens.
Eh, porque não era nada que que vinha para concorrer, mas era algo que vem aqui para contribuir com aquilo que ele já vinha.
Era uma foto ultrassonográfica do que ele falava a vida inteira, do que ele sempre falou, de como era aquele tecido.
E eu tinha as imagens do ultrassom.
E o que aconteceu? Surgiu o primeiro artigo, que foi o artigo liberado em 2025, que que hoje para você entender, ele rodou o mundo inteiro, né? o mundo inteiro.
E até a gente recebeu um vídeo praticamente um mês de uma médica da Espanha de Mallorca, de um centro de Pedema de Mallorca na Espanha, dizendo que a médica encontrou os mesmos padrões nas pacientes da Espanha que são do Brasil, ou seja, é a mesma doença.
E ultrassom se mostrou valioso que o achado daquele sonho se tornou uma verdade publicada internacionalmente e validada.
Depois disso, eu comecei a a perceber que essas pacientes tinham outra queixa, fraqueza muscular.
Ela diziam: "Doutor, eu não consigo subir a escada." E a gente acha que é só porque a perna é um pouquinho maior, né? Porque tem mais mais volume de tecido.
Mas era uma era uma fraqueza diferente, uma fraqueza que me deixou.
Falei: "O que que essa paciente tem?".
Então eu eu estudo, o primeiro estudo que eu fiz, todo foi em cima do tecido da da gordura mesmo.
De repente eu olhei mais profundo, eu comecei a olhar mais pra profundidade até chegar no osso.
E aí eu descobri que as pacientes com lipema também fazem uma alteração na fácia.
A face é uma cobertura do músculo que ela fica assim como espessa o tecido da gordura também espessa essa ele inflama essa face que é também uma das causas da dor da paciente.
E aí ela não consegue mais nutrir aquele músculo e o músculo vai enfraquecendo como? tanto na sua espessura quanto na sua quantidade de tecido.
E ele vai enfraquecendo e a paciente começa a sentir fraqueza porque realmente ela tem um músculo enfraquecido, ela tem perda dessa massa muscular no lipema.
E vejam bem, as pacientes comidema estão andando, elas não estão numa cadeira de rodas, elas não têm uma doença, como por exemplo, uma pessoa que fica acamada, um paciente idoso que tá acamado, ele vai fazer essa fraqueza muscular que a gente chama de sarcopenia, que é a perda dessa dessa saúde muscular, mas eles não estão andando, mas a paciente comendema tá andando, tá normal.
E aí que a gente, o que que eu percebi que havia um outro padrão que agora tá sendo liberado no próximo artigo agora que vai ser publicado também a classificação da sarcopenia na paciente com lipema.
A paciente que tem tem que tem e lipendema e não tem sarcopenia, que é o paciente normal.
E quando ela começa a desenvolver e como ela vai desenvolvendo até ela chegar no agromácia onde realmente a gente encontra a perda muscular para ultrassom.
Então, hoje como radiologista eu consigo dizer paraa paciente: "Olha, a senhora tá fazendo academia, a senhora vai ter porque daí eu oriento essa informação para o médico e o médico vai conduzir: "Olha, você vai ter que aumentar atividade física, aumentar só".
Isso vai mudar muito, porque agora tem a questão nutricional desse músico, a questão fisioterápica, a questão de atividade física e e aquela que já perdeu, porque lipedema hoje nós estamos pegando pacientes com 20 anos já com lipedema, então a gente já consegue segurar todo.
Mas esses 12 milhões que já vem com lipedema, essas pacientes que já tem lipema há mais de 10, 20 anos, elas agora também têm doença muscular pelo lipema.
E tenho que fazer sim.
Aí o que tem que fazer com o Draut Mato e porque daí eu não trato ninguém sou radiologista, mas eu faço esse diagnóstico e com isso mudou muito, assim, eu acho que ampliou ainda mais a perspectiva de saúde dessa mulher, porque é um paciente com 50 anos que já tem perda muscular.
Hoje as mulheres, graças a Deus, estão vivendo 60, 70, 80, 90 anos.
Mas o músculo é saúde.
Uma mulher sem músculo, ela tem mais chances de queda, menos qualidade de vida, menos atividades que ela possa fazer da sua vida normal.
E com a menopausa vai ter ainda a questão dela ter osteoporose, o penia, então ela já tem um risco de queda por deficiência óssea, que não é o lipedama que faz isso, é a questão ovariana que faz isso.
Mas associada a uma perda muscular, então imagina uma senhora de 60 anos que tem uma mulher e 60 anos que tem, por exemplo, ah, uma perda, uma penia conta do da menopausa.
com o músculo fraquinho, ela aumenta a chance de queda, aumentando o risco de fratura de coluna e de fratura de col de fêmeo, que são os grandes medos que a gente tem das pacientes com menopausa, porque isso leva a uma redução da vida útil dessa paciente.
Então, sem músculo, você fica com menos capacidade de equilíbrio e com menos capacidade de de ter uma uma vida funcional normal.
Então, essa é a segunda fase da pesquisa que a gente que vem trazer esse ano que mudou do ano passado para cá.
>> Legal.
E doutora, é importante a gente dizer porque a gente escuta muitos médicos falarem que o lipedema, né, o diagnóstico começa na parte clínica mesmo, no consultório, né, na análise dos sintomas.
Então eu queria entender nessa, acho que é a dúvida também de muitas pacientes que podem estar acompanhando como que funciona.
Por exemplo, teve o alerta para para um possível diagnóstico de lipedema e essa paciente vai fazer o ultrassom.
E no ultrassom o que acontece? você como radiologista consegue identificar níveis e o que que consegue visualizar exatamente são as camadas de gordura.
Enfim, só para que fique bem claro pro lado da paciente mesmo, né? Do que que qual que é a diferença de um exame comum que a gente já tá acostumada a ver de um ultrassom convencional, >> certo? Assim, o diagnóstico lipema, exatamente isso, ele é clínico, ou seja, o médico suspeita, ele olha a perna da paciente, olha os sintomas que ela apresenta, né? Olha, eu acho que você tem lepedema.
Então ele solicita um mapeamento morfológico tacionalográfico do Lepedema que envolve o protocolo Amato, que foi que foi desenvolvido para Dr.
Amato, mais o protocolo Vargas que é esse que desenvolvido agora que que é o nome da classificação que que leva o meu nome.
Como que é isso? Nesse protocolo a paciente vem até mim e eu consigo dizer primeiro é lipedema? A primeira pergunta que pode não ser lipedema.
Tem outras coisas que aumentam o volume da perna e que enchipedema.
Então esse é o primeira o primeiro ponto.
Depois dentro do lipedema, qual é o grau que ela tem? Se ela tá mais inflamatória, se ela tá mais fibrótica, ok? Então a gente divide nesses 4 graus e depois agora o que é a novidade para as pacientes é a avaliação muscular que acopla esse diagnóstico.
Então ela sai com diagnóstico se ela tem ou não lipedema, se ela tiver qual o grau que ela tem de tecido.
Veja bem, não é o grau que a gente vê, ah, a paciente tem mais na perna, mas não é o grau do tecido, entendeu? Para que ped consiga entender esse tecido e depois ela vai fazer avaliação muscular.
Então ela sai com são três níveis de laudo pro médico entender.
E ela olha, ela tem lipedema, é um grau dois, não tem sarcopenia, é um tratamento.
Ela é um paciente, ela é um grau quatro, tem sarcopenia, é outro tratamento.
>> Entendi.
Que é justamente essa novidade, né, da da identificação do músculo ali que foi do ano passado, >> que foi do ano passado para isso.
E a dúvida, doutora, também de muitas pacientes, né, e a gente fala mais no feminino porque acaba, né, sendo mais pras mulheres.
O exame dói, como que é feito? Tem preparação? Como que é na hora ali do exame? >> Tá, o exame em dolor, não tem dor nenhuma, tá? É ultrassom, igual você faz quando você vai fazer um ultração do abdômen, da gestação, tá? É com gel, tá? Não tem dor, ele é um bom, não precisa preparo nenhum porque ele envolve somente as suas pernas, né? É um rastreamento que você ele demora em torno de 40 minutos, mais ou menos, 60, dependendo do paciente.
É em torno de quase uma hora de exame, na qual você vai avaliar todo, você vai fazer uma avaliação de toda a coxa, joelho e perna até tornozelo de um lado e do outro paciente, tanto em pé quanto deitada dos dois lados.
>> Entendi.
E esse exame também é válido para para aquela paciente poder acompanhar.
Teve ali o primeiro diagnóstico, realmente foi confirmado que ali pegou.
>> Excelente pergunta.
Incrível essa pergunta.
Exatamente isso, tá? paciente vai fazer o diagnóstico.
Então a gente fechou, manda pro médico, o médico vai começar a tratar, o colega vai tratando, vai fazendo todas essas e esse universo hoje, né, de de medidas para tratamento.
E aí depois em três 4 meses, a gente faz de novo, a gente faz tudo de novo e vê, olha, a espessura mudou, reduziu o volume, reduziu o aspecto, aquela morfologia da inflamação.
Olha, realmente uma melhora da inflamação, porque eu consigo ver isso no tecido.
E como é que tá o músculo? Olha, o músculo dela melhorou bastante que foi feito.
Então, o doutor tá, então ele vai tendo acompanhamento agora porque antes o médico ia tratando, o paciente ela ele ia tratando e ela era a, digamos assim, a redução dos sintomas que ela falava é que era o acompanhamento dele, né? eu tô me sentindo melhor.
Ele olhava, ele meia, não, tá tudo melhor.
Mas agora não.
Agora a gente consegue provar o tecido e vai fotografando.
Então as pacientes vão acompanhando esse esse caso, ah, o seu caso em, né, por exemplo, de tratamento.
Um, dois anos, a gente vai fazendo, esses resultados são seriados e o médico vendo, olha, melhorou o músculo.
Não, não melhorou o músculo não.
Então, vou ter que intensificar, eu vou ter que mudar a minha a minha a minha abordagem nesse músculo, porque o que eu tô fazendo ainda não conseguiu resgatar o músculo.
>> Uhum.
E eu acredito que seja uma evolução realmente no sentido das pacientes poderem visualizar aquilo, né? Porque do lado agora falando também de novo no na parte da paciente aqui, né? Eu que não sou médica, a gente sempre, claro, que tem muitas coisas que são apenas o diagnóstico do médico, né? Ali pelos pelos eh sintomas, mas é [limpando a garganta] é muito importante, a pessoa quer ver, né? Quer poder visualizar e justamente a melhora, porque dá aquela vontade, né, de continuar com todo o tratamento que aí Dra.
Alexandre também já explicou aqui todo o protocolo, enfim, já dá um incentivo também, imagino, né, para poder evoluir aquilo.
>> Eu acho uma coisa, uma vez eh uma paciente, ela escreveu assim para mim: "Doutora, e enquanto nós não sabemos, temos uma dor e nós não sabemos o que é, a gente não consegue nem nem nos ajudar a gente como paciente, porque a gente não sabe nem o que a gente tem.
momento que você sabe que é lipedema e que você tem lipedema e você tem o médico, né, que vem estudar, que vem se atualizar no congresso, que que traz esse tudo pra paciente junto com ultrassom que vai dizendo isso, a paciente vai vendo que ela tem, porque eu vou mostrando também.
Então, ela vai vendo que realmente aquela aquele tecido e que não é culpa dela e que ela não pode, sabe? É uma coisa assim, ó.
Ela, ela sempre foi apontada como culpada daquela perna tá assim, que é porque ela não era disciplinada, porque ela não se cuidava.
Não é isso, nunca foi, sabe? É uma doença que acontece independente de você querer uma cri diabetes.
Você tem culpa de ter diabetes? Não acontece.
Ele e diabetes tem cura? Não, mas tem tratamento igualdem.
Você não tem culpa da sua pernas assim e assim desde da sua adolescência e familiar, às vezes tem várias primas que são assim, irmãs, e você não tem culpa daquilo.
Então você consegue ver que você tem e você vê o seu tecido e quando vai melhorando o músculo, olha como seu músico tá melhor.
E aí ela, nossa, então a academia que eu tô fazendo ou o tratamento ou a nutrição ou olha medicação tá melhorando, tá? Poxa, então então eu tô melhor.
E isso o paciente é porque assim, ó, de verdade, a dor no lipidema, ela é assim, ó, a gente tem 30% que até tem lipidema sem dor, que existe os pacientes clima sem dor e tem aquelas que tem dor incapacitante, que tem dor mesmo assim, é muito difícil para aquela paciente.
Então, imagina uma dor que não passa com nenhum remédio todos os dias e que você não consegue entender aquilo.
Aí associada a uma dificuldade às vezes até de deslocamento que depende do volume do lipendema, os pacientes têm dificuldade de mobilidade, então você vê que você tá melhorando.
Então assim e e tem muito que fazer para essa paciente, né? Esse protocolo traumático tá trazendo, eu vejo assim melhores incríveis na paciente.
E isso também porque as pacientes com lipema, elas também tm uma coisa, quando elas começam a não perceber que elas estão tendo aquela melhora, por quê? Como mulher, elas têm uma questão muito importante psicológica, que é a questão estética.
Venema doença estética, é uma doença do tecido, mas que leva a uma alteração, uma deformidade estética e passar a vida inteira sem usar um short, sem usar uma saia, um não conseguir cruzar a perna, dor.
Então, ela vem, ela é muito marcada.
Já existe um, sabe, um um eh uma sensibilidade muito grande da gente como médico entender que existe uma marca psicológica nessa paciente, uma cicatriz.
Então, às vezes você tocar naquele assunto, tocar é difícil para aquela paciente.
Então, e elas, 30% delas em média desistem do tratamento porque é difícil, porque você imagina você tem uma sarcopenia, o músculo que não funciona e fazer, o maior médico, o médico não conhece, fala: "Tem que para academia, tem só quem chega lá, quem tá lá não tá preparado para fazer atividades para quem tem pedidema".
Quer dizer, o impacto ela não consegue fazer, mas ela tem que fazer atividade.
Então aí dói a perna.
Aí ela vai pra academia e vede melhor, ela piora da dor.
Mas como se eu tô fazendo academia? É, você entende? Então tem que ter todo esse conhecimento para entender porque que ele tem sido assim e o que que você pode fazer para melhorar, para que ela consiga ter vontade de ir, que ela sinta melhora, que ela observe a melhora, tanto física, mas também estrutural, né? A estética, mulher, isso pesa paraa mulher.
a gente não pode falar a qualquer coisa que interfira nessa questão corporal da mulher é muito importante no seu psicológico e na sua autoestima.
Então as pacientes com lipema, muitas das pacientes tem uma ferida na autoestima por conta do lipema.
Então, quando você mostra isso no exame, você mostra que ela tá melhorando, nossa, e a gente comenta, meu filho, eu fico muito feliz quando eu vejo assim, nossa, tá conseguindo e elas tem pacientes que eh consegue ter a rotina de cinco vezes por semana, tem aquela que tem três, tem aquela que ainda não faz.
Então, para todas elas, vamos, olha, o seu músculo já tá comação, vamos lá, a gente vai ajudar você, você vai conseguir, porque depende muito dela também.
tratamento tem que ter essa adesão da paciente.
Ela ela tem que tá disposta a fazer, porque se ela não fizer, ele tá ali, não tem como melhorar sem essa ajuda.
>> E doutora, qual que é o espaço de tempo que pode fazer para acompanhar essa evolução? Qual que é o recomendado pras pacientes a cada assim, ó? É como o tratamento, vamos supor, de um ano, né, ela pode fazer em média 3 meses, 6 meses e um ano, tá? Mas pelo menos assim, pelo menos três exames, né? Um, vamos só dia zero, dia 1, ela pode fazer com 6 meses e com 12 meses, tá? Se de repente ela fizer um tratamento mais intenso e o médico perceber uma alteração, dependendo que a resposta também é individual, tem paciente que responde mais rápido, mas em média o tratamento ele não melhora em dois meses, tá? Não é assim, dependem.
é uma coisa que você tem que tratar e tem essa alteração.
Então, acho que três exames durante um ano, eu acho que é assim, a gente tem uma uma visão.
Aí o médico pode vai ficar a critério do médico.
Olha, eu acho que eu quero saber antes um pouquinho, né? Quero fazer com 4 meses, tudo bem, tá tranquilo, mas em média assim, digamos, janeiro, junho e junho, que é o mês de pandema, em dezembro, né? Aí você vai ter uma visão de como você esteve, não adianta fazer todo mês, porque não vai ter alterações, >> quer dizer, daquela ansiedade, né? >> Dá da ansiedade, né? Então assim, é diferente de quando você faz algum exame na de bebê.
>> Uhum.
>> Todo mês bebê vai crescendo, vai mudando.
Aqui não.
Você tem mudanças que são mudanças mais devagar.
Então também não quero forçar a paciente.
Ela vai fazer com cois dois meses ela vem fazer, não vai ter mudança ainda.
Então vou dar mesmo.
Não, não me mudei nada.
Não é que tem que ter o tempo do tratamento, tem que acompanhar isso, entendeu? O tratamento do lipema clínico aí leva um, dois anos.
Então, nesse intervalo a gente vai acompanhando.
Então, essa ansiedade de mostrar ultrassom, ó, ela tem [risadas] >> tem que dar uma acalmada.
>> Tem que dar uma acalmada porque ela precisa realmente ter o tempo para isso acontecer, >> tá? Doutora, pra gente finalizar, eu queria saber só um pouquinho sobre esse seu protocolo.
Você tem alguma ideia já um projeto para que ele entre também pro SUS, pro Sistema Único de Saúde? Tem algum algum projeto nesse sentido? >> Olha só, esse é o maior sonho que como médica eu tenho dentro desses achados, né? E eu acho assim, o LipD é uma é uma doença que agora, graças a Deus, né, e todo esse movimento, o conhecimento médico chegou, o ultrassom chegou e mas ele não, ele tem que chegar no paciente de todo o Brasil, de norte a sul do país, para todas as pacientes.
Então, eh, acho que o mau sonho é ter o núcleo de lipedema para os pacientes do SUS, né, para que elas recebam todo esse diagnóstico, todo esse ultrassom.
Falo da minha da minha área que sou radiologista, né? Eu não faço, eu não faço tratamento, eu faço diagnóstico.
Então, um centro de diagnóstico mesmo, sabe? E aí fica aí a dica, né, para os grandes governantes, para os grandes eh eh pessoal que tem realmente esse essa possibilidade de criar um núcleo que são porque a gente a gente precisa da ajuda, né, digamos governamental, né, para que isso aconteça, para que a gente consiga realmente criar esse núcleo.
E se criar, pode contar comigo.
Eu estorei lá para ajudar.
>> Muito obrigada, doutora.
Ótima sua entrevista, como sempre.
Parabéns pelo trabalho, Dra.
Dais Vargas, que conversou aqui com a gente agora.
Não deixe de acompanhar os nossos próximos episódios, os anteriores também, e de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo aqui os nossos especialistas.
Obrigada e até a próxima.
Tchau.

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